Comovedor testemunho de três mulheres africanas no Meeting de Rímini
Uma delas, conhecida como o «anjo de Burundi», salvou milhares de crianças
Por Antonio Gaspari
RÍMINI,
-O testemunho, na terça-feira passada, de três mulheres africanas em sua luta a favor da vida comoveu os participantes no Meeting que se celebra nestes dias em Rímini (Itália), e que constitui um grande encontro cultural do mundo católico, organizado pelo movimento Comunhão e Libertação.
Estes três testemunhos tiveram tanta repercussão que foi necessário instalar um telão para que as pessoas pudéssem acompanhar do lado de fora da sala de conferências.

Segundo explicou Marguerite, sua obra humanitária começou quando se refugiou junto a várias crianças hutus e tutsis, e outras famílias hutus, na casa do bispo de Ruygi. A casa foi atacada e os refugiados foram assassinados diante da mulher.
«Eram amigos meus, gente que eu queria salvar. Me deixaram com vida porque sou tutsi, mas me agrediram violentamente, acusando-me de traidora», explicou.
Quando os agressores iam matar as cerca de 25 crianças que havia na casa, Marguerite lhes ofereceu todo seu dinheiro para que as deixasse com vida, e estes aceitaram.
Assim começou uma obra que hoje se chama «Casa Shalom», e na qual o «anjo de Burundi» acolheu nestes anos cerca de 10 mil crianças. Hoje muitas delas estão casadas. São médicos, economistas, enfermeiros e continuam colaborando com a missão.
Baranksite recebeu vários prêmios internacionais, entre eles o «Prix des Droits de l’Homme» do governo francês, o «Prix Shalom», na Alemanha, o prêmio Internacional para os Refugiados da ONU, e o doutorado «honoris causa» pela Universidade de Lovaina.
Marguerite comentou que em Burundi muitos a chamam de «a louca». «Mas eu digo que isto é fruto do amor». Contou como naqueles momentos se perguntava por que o Deus do amor permitia aquelas coisas. «Via nos olhos de crianças uma esperança que não apagava, e comecei a entender que Deus me respondia através de seu olhar».
Luta contra AIDS
Os outros testemunhos foram oferecidos por duas mulheres ugandesas, Rose Busingye e Vicky Aryenyo, fundadora e colaboradora respectivamente do International Meeting Point de Kampala, instituição que atende enfermos da AIDS e seus familiares, especialmente crianças órfãs.

Por sua parte, Vicky Aryenyo, voluntária no Meeting Point, explicou que sua vida mudou quando ela mesma descobriu, durante sua terceira gravidez, que seu marido a havia contagiado com AIDS. Desesperada e sozinha, queria morrer e rejeitava todas as ajudas.
«Rose me buscou para ajudar-me e convencer-me de que me curaria, e eu a rejeitava, até que uma vez me disse: “Dá-me a criança, porque ele tem uma vida pela frente”».
«Sabemos que Lázaro ressuscitou. Se não viste um milagre, aqui está, sou eu. Tudo começou com um encontro e este encontro fez ressuscitar minha vida. Rose me deu alguém em quem apoiar-me, Cristo», acrescentou.
Fonte: ZENIT.org
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