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"SAN PAOLO FUORI LE MURA"

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1Quadriportico - 2 Navata Centrale - 3 Tomba - 4 Abside - 5 Transetto 1 - 6 Transetto2 - ..7 Battistero - 8 Chiostro - 9 Museo

Nota: todos os comandos são dados com o "mouse"

Fonte: Vaticano

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

AS CRIANÇAS DESEJAM SER AMADAS POR UMA MÃE E UM PAI QUE SE AMAM

BENTO XVI: "AS CRIANÇAS DESEJAM SER AMADAS POR UMA MÃE E UM PAI QUE SE AMAM"

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI recebeu em audiência desta segunda-feira, no Vaticano, os participantes da 19ª Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família.A plenária teve início esta manhã com a celebração eucarística presidida pelo cardeal-secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e com as boas-vindas aos participantes, por parte do presidente do Pontifício Conselho para a Família, Cardeal Ennio Antonelli.Em seu discurso o papa reiterou que "ajudar a família e promover o seu verdadeiro bem, seus direitos, sua unidade e estabilidade é a melhor maneira para tutelar os direitos e as autênticas exigências dos menores" – frisou o papa, que acrescentou:"A família, fundada no matrimônio entre o homem e a mulher é a maior ajuda que se possa oferecer às crianças. Elas desejam ser amadas por uma mãe e um pai que se amam, e precisam morar, crescer e viver juntas com seus pais, porque a figura materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção de sua personalidade e de sua identidade. É importante fazer de tudo para que as crianças cresçam numa família unida e estável" – ressaltou Santo Padre."Um ambiente familiar não sereno, a divisão dos pais e, em particular, a separação com o divórcio não deixam de trazer consequências para as crianças", alertou Bento XVI em seu discurso. O papa dedicou grande parte de seu discurso aos direitos da criança, tema principal da plenária do Pontifício Conselho para a Família. O pontífice lembrou que a Igreja, "ao longo dos séculos, trabalhou em favor da tutela da dignidade e dos direitos dos menores e, de muitas maneiras, tomou conta deles". Bento XVI afirmou ainda, que a Igreja Católica "não deixa e não deixará de condenar os abusos perpetrados contra os menores por parte de alguns membros da Igreja"."Infelizmente, em vários casos, alguns de seus membros, agindo em contraste com o este compromisso, violaram tais direitos: um comportamento que a Igreja não deixa e não deixará de deplorar e condenar. A ternura e o ensinamento de Jesus, que considerou as crianças um modelo a ser imitado para entrar no Reino de Deus, sempre foi um apelo incessante a nutrir pelas crianças um profundo respeito e amor" – disse ainda o papa.Bento XVI lembrou a Convenção sobre os Direitos da Criança elaborada pela ONU que foi acolhida com entusiasmo pela Santa Sé. O texto "contém enunciados positivos sobre a adoção, os cuidados de saúde, a educação, a tutela dos portadores de deficiência e a proteção dos menores contra a violência, o abandono e a exploração sexual e no trabalho".O papa falou sobre o Vademecum para a preparação do matrimônio que está sendo elaborado pelo Pontifício Conselho para as Famílias."O matrimônio deve ser vivido pelos fiéis, sobretudo por aqueles que se preparam, como um dom para toda a Igreja, um dom que ajuda em seu crescimento espiritual" – frisou o pontífice."É bom que os bispos promovam a troca de experiências significativas, ofereçam estímulos em favor de um sério compromisso pastoral neste campo e dêem particular atenção a fim de que a vocação dos casais e torne uma riqueza para toda a comunidade cristã e, sobretudo no contexto atual, um testemunho missionário e profético" – sublinhou o Santo Padre.O papa falou ainda, sobre os eventos promovidos neste período pelo organismo vaticano, em vista do 7° Encontro Mundial das Famílias, que se realizará, em Milão, em 2012.Enfim, o papa recordou o Cardeal Alfonso Lopez Trujillo, falecido em abril de 2008, que durante 18 anos guiou o Pontifício Conselho para a Família com dedicação, em favor da família e da vida no mundo de hoje. A plenária do Pontifício Conselho para a Família se encerra na próxima quarta-feira. (MJ)

Fonte: RV

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

REFLEXÃO: SER IDOSO, SER VELHO

Ser idoso, ser velho



"Idoso é quem tem muita idade; velho é quem perdeu a jovialidade.

A idade causa degeneração das células;
a velhice, a degeneração do espírito.

Você é idoso quando se pergunta se vale a pena;
Você é velho quando, sem pensar, responde que não.

Você é idoso quando sonha;
Você é velho quando apenas dorme.

Você é idoso quando ainda aprende;
Você é velho quando já nem ensina.

Você é idoso quando se exercita;
Você é velho quando apenas descansa.

Você é idoso quando ainda sente amor;
Você é velho quando só sente ciúmes.

Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida;
Você é velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada.

Você é idoso quando o seu calendário tem amanhãs;
Você é velho quando ele só tem ontens.

O idoso se renova a cada dia que começa;
o velho se acaba a cada noite que termina, pois,
enquanto o idoso tem os olhos postos no horizonte,
de onde o sol desponta e ilumina a esperança,
o velho tem sua miopia voltada para as sombras do passado.

O idoso tem planos;
o velho tem saudades.

O idoso curte o que lhe resta da vida;
o velho sofre o que o aproxima da morte.

O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e prenhe de esperança.
Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.
Para o velho suas horas se arrastam destituídas de sentido.

As rugas do idoso são bonitas, porque foram marcadas pelo sorriso;
as rugas do velho são feias, porque foram vincadas pela amargura.

Em suma, idoso e velho podem ter a mesma idade no cartório,
mas tem idades diferentes no coração.

Que você, idoso, viva uma longa vida, mas não fique velho nunca"

Jorge R. Nascimento

Fonte: Franciscanos

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A POBREZA CRIA DESIGUALDADES E OFENDE A VIDA

PAPA NO ANGELUS: POBREZA CRIA DESIGUALDADES E OFENDE A VIDA
Cidade do Vaticano, 07 fev (RV)
- O Santo Padre presidiu a oração mariana do Angelus deste domingo, na Praça São Pedro, onde o aguardavam vários fiéis e peregrinos provenientes de várias partes do mundo.Na alocução que precedeu a oração, o papa falou que a liturgia deste domingo encaminha os nossos pensamentos em direção ao mistério da vocação à santidade. Cristo nos convida para com Ele conhecermos e fazermos a vontade do Pai. Jesus nos convida a confiar em sua palavra e a segui-lo com coragem, como fizeram o Profeta Isaías e os Apóstolos Pedro e Paulo."Não tenhas medo, serás pescador de homens" – disse Jesus a Pedro. O Apóstolo Paulo, recordando que foi um perseguidor da Igreja, se considera indigno de ser chamado apóstolo, mas reconhece que a graça de Deus realizou nele maravilhas e não obstante seus limites, Deus lhe confiou o anúncio do Evangelho."Nestas três experiências podemos ver como o encontro autêntico com Deus leva o homem a reconhecer a sua pobreza e inadequação, seu próprio limite e seu pecado. Mas, não obstante esta fragilidade, o Senhor, rico de misericórdia e de perdão transforma a vida do ser humano e o convida a segui-lo" – sublinhou o pontífice."A humildade testemunhada por Isaías, Pedro e Paulo convida os que receberam o dom da vocação divina a manter o olhar fixo no Senhor e em sua surpreendente misericórdia, a fim de converter o coração e continuar, com alegria a deixar tudo por causa Dele" – disse ainda o papa."Deus não olha o que é importante para o homem. O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração e torna homens pobres e fracos, mas que Nele têm fé, em destemidos apóstolos e anunciadores da salvação" – frisou Bento XVI.O Santo Padre exortou "para que neste Ano Sacerdotal, peçamos ao Senhor da Messe que mande operários para a sua vinha e aqueles que se sentem convidados a segui-lo depois de um necessário discernimento, saibam responder com generosidade, não confiando em suas próprias forças, mas se abrindo à ação de sua graça".O papa confiou à materna intercessão da Virgem Maria a vida religiosa e sacerdotal a fim de que possa nascer em cada um o desejo de dizer sim a Deus com alegria e plena dedicação. A seguir concedeu a todos a sua bênção apostólica.Após a oração mariana, o Santo Padre saudou em várias línguas os diversos grupos de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro e recordou que hoje na Itália se celebra o Dia pela Vida. O papa se uniu aos bispos italianos que escreveram a mensagem "A força da vida, um desafio na pobreza".Bento XVI ressaltou que "no atual contexto de dificuldade econômica, se tornam ainda mais dramáticos aqueles mecanismos que, produzindo pobreza e criando fortes desigualdades sociais, ferem e ofendem a vida, atingindo, sobretudo, os mais fracos e indefesos. Tal situação convida a promover um desenvolvimento humano integral a fim de exterminar a indigência e a necessidade, mas recorda, sobretudo, que o fim do ser humano não é o bem-estar, mas o próprio Deus e que a existência humana deve ser defendida e promovida em todas as suas fases. Ninguém é proprietário de sua vida. Somos chamados a protegê-la e respeitá-la, desde a concepção até a morte natural".A Diocese de Roma dedica especial atenção ao Dia pela Vida que se prolongará na "Semana da vida e da família". O papa fez votos de bom êxito desta iniciativa e encorajou as pessoas que trabalham em favor da vida e da família.Enfim, o Santo Padre recordou que no próximo dia 11, memória de Nossa Senhora de Lourdes e Dia Mundial do Enfermo, presidirá a Santa Missa com os doentes na Basílica de São Pedro. (MJ)

Fonte: RV

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

MENSAGEM DE BENTO XVI PARA A QUARESMA DESTE ANO

A MENSAGEM DE BENTO XVI PARA A QUARESMA 2010

Cidade do Vaticano,

- Foi apresentada na manhã de ontem, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a Mensagem do Santo Padre para a Quaresma, com o tema: “A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo”.Participaram da coletiva à imprensa o Cardeal Paul Josef Cordes, Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum; o Prof. Dr. Hans-Gert Pöttering, Presidente emérito do Parlamento europeu e Presidente da Fundação Konrad Adenauer; e Mons. Giampietro Dal Toso, Vice-Secretário do Pontifício Conselho Cor Unum. Publicamos abaixo a íntegra da Mensagem, em tradução oficial fornecida pela Secretaria de Estado do Vaticano.“A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (Rom 3, 21–22 )Queridos irmãos e irmãs,todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida á luz dos ensinamentos evangélicos . Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3,21 – 22 ).Justiça: “dare cuique suum”Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado á sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – no fim de contas o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena centenas de milhões de seres humanos á morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos - , mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido. Como e mais do que o pão ele de facto precisa de Deus. Nora Santo Agostinho: se “ a justiça é a virtude que distribui a cada um o que é seu…não é justiça do homem aquela que subtrai o homem ao verdadeiro Deus” (De civitate Dei, XIX, 21).De onde vem a injustiça?O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativo ao alimento, podemos entrever nas reacções dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação: Esta maneira de pensar - admoesta Jesus – é ingénua e míope. A injustiça, fruto do mal , não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista:”Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl. 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha, adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, pegando no fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram á lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição ; á lógica do receber, da espera confiante do Outro, aquela ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza.Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?Justiça e SedaqahNo coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus que “levanta do pó o indigente (Sl. 113,7) e justiça em relação ao próximo. A própria palavra com a qual em hebraico se indica a virtude da justiça, sedaqah, exprime-o bem.De facto sedaqah significa, dum lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo (cfr Ex 29,12-17), de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e á viúva ( cfr Dt 10,18-19). Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, para o israelita nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Não é por acaso que o dom das tábuas da Lei a Moisés, no monte Sinai, se verifica depois da passagem do Mar Vermelho. Isto é, a escuta da Lei , pressupõe a fé no Deus que foi o primeiro a ouvir o lamento do seu povo e desceu para o libertar do poder do Egipto (cfr Ex s,8). Deus está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido: pede justiça para o pobre ( cfr.Ecli 4,4-5.8-9), o estrangeiro ( cfr Ex 22,20), o escravo ( cfr Dt 15,12-18). Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto – suficiência , daquele estado profundo de fecho, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efectuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente a realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça? Cristo, justiça de DeusO anuncio cristão responde positivamente á sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “ Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes. De facto não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vitima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25)Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O facto de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cfr Gal 3,13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objecção:Que justiça existe lá onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui manifesta-se a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidencia que o homem não é um ser autárquico , mas precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.Compreende-se então como a fé não é um facto natural, cómodo, obvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças á acção de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é aquela do amor ( cfr Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.Precisamente fortalecido por esta experiencia, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor.Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Triduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica”.

Fonte: RV

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A IGREJA EM DIÁLOGO COM A SOCIEDADE

PAPA: "A IGREJA NO DEBATE PÚBLICO, EM DIÁLOGO COM A SOCIEDADE"

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI recebeu em audiência no Vaticano os bispos da Inglaterra e País de Gales, na conclusão de sua visita “ad Limina Apostolorum”. Em seu discurso, o papa ressaltou a figura do Cardeal John Newman, que deve ser beatificado em setembro próximo, como “exemplo de dedicação à oração, de sensibilidade pastoral para com as necessidades dos seus fiéis e de paixão pela pregação do Evangelho”. O papa congratulou-se com os muitos sinais de fé viva e de devoção dos católicos da Inglaterra e do País de Gales, “não obstante as pressões de uma época secularista”. Aludindo à sua visita apostólica à Grã Bretanha (ainda não confirmada oficialmente), Bento XVI considerou que será uma ocasião para ele testemunhar esta fé, fortalecê-la e confirmá-la. Observando que este país é “bem conhecido por seu compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade”, Bento XVI deplorou “o efeito de certas leis que acabaram por impor injustas limitações à liberdade das comunidades religiosas agirem de acordo com suas convicções”. “Sob certos aspectos, esta legislação viola a lei natural sobre a qual se funda a igualdade dos seres humanos e pela qual está garantida” – explicou. “Peço-lhes insistentemente que, como pastores, façam com que o ensinamento moral da Igreja seja sempre apresentado na sua inteireza e convictamente defendido. A fidelidade ao Evangelho não limita a liberdade dos outros; pelo contrário, está ao serviço da sua liberdade, oferecendo-lhes a verdade. Continuem a insistir no direito de participar do debate nacional, num diálogo respeitoso com outros elementos da sociedade”. O papa ressalvou, porém, a necessidade de que a Comunidade Católica do país fale com a unidade de uma mesma voz, a fim de que a mensagem salvífica de Cristo possa ser apresentada de modo efetivo e convincente em sua totalidade.“Isso exige que não só vocês, bispos, mas também os padres, professores, catequistas, e todos os que estão comprometidos em comunicar o Evangelho estejam atentos aos chamados do Espírito, que guia toda a Igreja à verdade, congrega na unidade e inspira o seu zelo missionário”. O papa citou o exemplo do futuro bem-aventurado:“Bem o compreendeu o Cardeal Newman, que nos deixou um claro exemplo de plena adesão da fé à verdade revelada. Na Igreja são hoje necessários escritores e comunicadores com a sua estatura e integridade. Tenho esperanças de que a devoção a ele possa inspirar muitos a seguirem suas pegadas”. Bento XVI pediu aos bispos britânicos que não poupem esforços para encorajar as vocações sacerdotais e lembrou a grande importância do diálogo ecumênico e inter-religioso. O papa os exortou a serem “generosos na aplicação das medidas da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, prestando “assistência àqueles grupos de anglicanos que queiram entrar na plena comunhão da Igreja Católica. “Estou convencido – declarou Bento XVI – que, se forem acolhidos de modo cordial e caloroso, esses grupos serão uma bênção para a Igreja inteira”.(CM)

Fonte: RV

domingo, 31 de janeiro de 2010

VIDA CONSAGRADA: - UMA IMITAÇÃO RADICAL DE JESUS

PAPA SOBRE VIDA CONSAGRADA: "COM SEU RADICAL SEGUIMENTO DE CRISTO, INDICA CAMINHO DE DEUS AO MUNDO DESORIENTADO"


Cidade do Vaticano, 30 jan (RV)

- "Uma imitação radical de Jesus". É uma das muitas definições de Bento XVI à vida consagrada, que na próxima terça-feira, dia 2 de fevereiro – segundo a tradição nessa data – estará no centro da festa da Apresentação do Senhor.Diferentemente dos anos precedentes, na próxima terça-feira, na Basílica de São Pedro, não se terá a missa presidida pelo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal Franc Rodé, mas a celebração das Vésperas presididas pelo papa – informa o Setor das Celebrações Pontifícias.Trata-se de uma liturgia em que, nas análogas ocasiões dos anos passados, Bento XVI se deteve sobre a vida consagrada com reflexões de profunda espiritualidade. Aproveitamos a proximidade da festa da Apresentação do Senhor para recordar algumas das mais significativas dessas reflexões:São chamados consagrados e como tantos outros escolheram seguir Cristo, mas talvez em ninguém como neles se colhe plenamente, de modo transparente, a sua figura. Mulheres e homens que um dia em suas vidas – por uma frase, um encontro, uma moção da alma – foram tomados pela força de um carisma e deixaram o afeto de uma família, anos de projetos pessoais, seguranças materiais, a procura de um lugar na sociedade para permitir àquela irresistível inspiração interior tornar-se família, projeto, bem e identidade.A sua história singular torna-se história da Igreja presente no mundo inteiro no tempo do seu chamado e torna-se uma pedra do grande mosaico construído pelo Evangelho em dois mil anos de carismas. Nas celebrações das Vésperas de 2 de fevereiro presididas durante seu pontificado, Bento XVI ilustrou com grande respeito e admiração as características da vida consagrada definindo-a como "um total seguimento" de Jesus:"De fato, como a vida de Jesus, na sua obediência e dedicação ao Pai, é parábola viva do "Deus conosco", assim a concreta dedicação das pessoas consagradas a Deus e aos irmãos torna-se sinal eloqüente da presença do Reino de Deus para o mundo de hoje." (2006)"Dom de luz", "caminho privilegiado". Muitas definições para uma escolha de vida que, para além das diferentes formas em que ela pode manifestar-se, requer – afirma o pontífice – uma mesma reação: uma "resposta sem reservas" ao chamado de Deus. Assim se dá – observa ainda o pontífice – que o "sinal de contradição" de vidas vividas integralmente para o Reino dos Céus, tão "em contraste com a lógica do mundo", revele ao mundo "verdades muitas vezes ignoradas":"Com o seu exemplo proclamam a um mundo muitas vezes desorientado, mas na realidade sempre mais em busca de um sentido, que Deus é o Senhor da existência. Escolhendo a obediência, a pobreza e a castidade para o Reino dos Céus, mostram que todo apego e amor às coisas e às pessoas é incapaz de saciar definitivamente o coração; que a existência terrena é uma espera mais ou menos longa do encontro "face a face" com o Esposo divino." (2007)E quando as "dificuldades da vida" e os "múltiplos desafios da época moderna" com o cansaço e o desencorajamento tornam opaca a limpidez de uma vocação religiosa, caros consagrados – disse o papa em 2007 – estejam certos de que, como a vida consagrada é um "dom divino", "é em primeiro lugar o Senhor a conduzi-la a bom fim segundo os seus projetos". E entre os muitos modelos aos quais é possível se inspirar, o Santo Padre indicou um, São Paulo:"Podemos dizer que ele pertence àquela fileira de "místicos construtores", cuja existência é, ao mesmo tempo, contemplativa e ativa, aberta a Deus e aos irmãos para prestar um serviço eficaz ao Evangelho." (2009) (RL)

NÃO SEPARAR CARIDADE E JUSTIÇA NOS PROCESSOS DE NULIDADE MATRIMONIAL

PAPA EXORTA ROTA ROMANA A "NÃO SEPARAR CARIDADE E JUSTIÇA NOS PROCESSOS DE NULIDADE MATRIMONIAL"

Cidade do Vaticano,

- Sentenciar a nulidade de um matrimônio sem respeitar a objetividade do Sacramento, apenas para a satisfação subjetiva dos solicitantes que se encontram numa posição de irregularidade, significa instrumentalizar a verdade e a justiça e manifestar um equivocado sentido de caridade.
Com clareza, Bento XVI dirigiu-se em audiência aos membros do Tribunal da Rota Romana, recebidos na Sala Clementina, no Vaticano, para o início do Ano judiciário.
O Santo Padre afirmou que solicitude e tempestividade jamais devem ser entendidos em detrimento da "indissolubilidade" do vínculo matrimonial.O pontífice ressaltou que o matrimônio "goza do favor do direito":"Portanto, em caso de dúvida, ele deve ser considerado válido até que se prove o contrário.
Do contrário, corre-se o risco de permanecer sem um ponto de referência objetivo para os pronunciamentos acerca da nulidade, transformando toda dificuldade conjugal num sintoma de falta de vivência de uma união cujo núcleo essencial de justiça - o vínculo indissolúvel – é, de fato, negado."Bento XVI expôs a sua reflexão sobre a relação justiça, caridade e verdade, chamando em causa algumas das afirmações mais pertinentes contidas em sua encíclica Caritas in veritate. É necessário levar em consideração - observou – a difusa e radicada tendência, embora nem sempre manifesta, que leva a contrapor a justiça à caridade, quase como se uma excluísse a outra:"Nesta linha, referindo-se mais especificadamente à vida da Igreja, alguns consideram que a caridade pastoral poderia justificar todo passo rumo à declaração da nulidade do vínculo matrimonial para ir ao encontro das pessoas que se apresentam em situação matrimonial irregular. A própria verdade, embora invocada em palavras, tenderia assim a ser vista numa ótica instrumental, que se adaptaria em cada situação às diversas exigências que se apresentam.
"O pontífice estigmatizou que esse modo errado de proceder subjaz naquela mentalidade – presente, ressaltou, também dentro da Igreja – que por vezes subestima o Direito Canônico "como se ele – observou – fosse um mero instrumento técnico a serviço de qualquer interesse subjetivo, não fundado na verdade". Vice-versa, somente se a justiça e a verdade sobre o matrimônio cristão são corretamente entendidos, é possível compreender o lugar que cabe à caridade no juízo.
Bento XVI reiterou que a ação de quem administra a justiça "não pode prescindir da caridade", a partir daquela "devida tempestividade" à qual exorta o artigo 72 da Instrução Dignitas Connubii, segundo o qual "salva a justiça", todas as causas devem se prolongar por "não mais de um ano no tribunal de primeira instância", e por "não mais de seis meses" no tribunal de segunda instância. Ademais – observou ainda o papa – não se deve deixar de lado o esforço para instaurar entre as partes um clima de disponibilidade humana e cristã, fundada na busca da verdade. (RL)

Fonte: RV

sábado, 30 de janeiro de 2010

HÁ NECESSIDADE DE RESPOSTAS NOVAS E CRIATIVAS AOS PROBLEMAS ATUAIS

É urgente propor valores aos jovens, afirma Papa
Há necessidade de respostas novas e criativas aos problemas atuais, afirma
Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO,

O Papa Bento XVI convidou os membros das Academias Pontifícias a oferecer respostas adequadas e criativas aos problemas apresentados pela cultura contemporânea, recorrendo sempre às “riquezas da tradição cristã”.
Em particular, é necessário “oferecer valores” às jovens gerações, em uma sociedade dominada pelo relativismo e subjetivismo.
O pontífice recebeu hoje, em audiência, os membros das Academias Pontifícias de S. Tomás de Aquino, de Teologia, de Arqueologia, da Imaculada, de Belas Artes, Cultorum martyrum, e a Academia Mariana, durante sua tradicional sessão pública anual.
Recordando que hoje se celebra, precisamente, a memória de S. Tomás de Aquino – a cujo pensamento está dedicada toda uma Academia –, Bento XVI convidou os membros e especialistas das Academias a “confiar na possibilidade da razão humana”, mantendo a fidelidade ao “depósito da fé” na hora de enfrentar as questões apresentadas pelo diálogo com as culturas.
“É necessário que as Academias Pontifícias sejam, hoje mais que nunca, instituições vitais e vivazes, capazes de perceber agudamente tanto as perguntas da sociedade e das culturas como as necessidades e expectativas da Igreja”, afirmou.
O objetivo do trabalho das Academias Pontifícias deve ser, explicou o Papa, “promover, com todas as energias e meios disponíveis, um autêntico humanismo cristão”.
“A cultura contemporânea, e mais ainda os próprios crentes, solicitam continuamente a reflexão e ação da Igreja nos vários âmbitos em que emergem novas problemáticas e que constituem também setores nos quais trabalhais.”
Estes setores são, explicou o Papa, “a busca filosófica e teológica; a reflexão sobre a figura da Virgem Maria; o estudo da história, dos monumentos, dos testemunhos recebidos em herança das primeiras gerações cristãs, a começar pelos mártires; o delicado e importante diálogo entre fé cristã e a criatividade artística”.
Neste sentido, convidou os acadêmicos a “oferecer uma contribuição qualificada, competente e apaixonada, para que toda a Igreja, e em particular a Santa Sé, possa dispor de ocasiões, de linguagens e de meios adequados para dialogar com as culturas contemporâneas”.
Com isso, a Igreja poderá responder “eficazmente às questões e aos desafios que a interpelam nos vários âmbitos do saber e da experiência humana”.
Jovens
Em particular, o Papa mostrou sua preocupação pelos jovens, cuja formação se vê afetada pela perda de valores nas sociedades ocidentais.
“Como afirmei muitas vezes, a cultura de hoje ressente-se profundamente, não só de uma visão dominada pelo relativismo e pelo subjetivismo, mas também de métodos e atitudes por vezes superficiais e até mesmo banais.”
Esta superficialidade prejudica “a seriedade da investigação e da reflexão e, portanto, também do diálogo, do confronto e da comunicação interpessoal”.
Portanto, o Papa afirma que é necessário “recriar as condições essenciais para uma real capacidade de aprofundamento no estudo e na investigação, para que se dialogue de modo racional e as pessoas se confrontem eficazmente sobre as diferentes problemáticas, na perspectiva de um crescimento comum e de uma formação que promova o homem na sua integralidade e completude”.
Esta “carência de pontos de referência ideais e morais” afeta “convivência civil e sobretudo a formação das gerações jovens”, advertiu.
Neste sentido, afirmou que é necessário realizar “uma oferta ideal e prática de valores e de verdade, de fortes razões de vida e de esperança, que possa e deva interessar a todos, sobretudo aos jovens”.

Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

DEUS É A NOSSA VOZ MATERNA

A ALEGRIA QUE VEM DA ESCUTA DA PALAVRA



Cidade do Vaticano, 29 jan (RV)


- A criancinha conhece de longe a voz da mãe. Às vezes, ela chora para a mãe acudir e ela escutar a sua voz. A palavra da mãe é um remédio para ela. Cessa a tristeza, cessa a dor. A mãe está com ela. Isto lhe traz segurança e a certeza de que tudo está ou vai ficar bem.Nós também somos assim com relação a nossos amigos, a um parente mais próximo, a quem amamos. Através de uma carta, de um telefonema, de um e-mail e melhor ainda, de uma visita de alguma pessoa querida, sentimo-nos alegres, satisfeitos. É bom ouvir uma palavra amiga, um gesto de conforto. Às vezes, um simples cumprimento nos faz felizes. Deus é a nossa voz materna, e como as criancinhas, também precisamos ouvir a sua voz. Sua Palavra nos traz a proteção de um Pai, o carinho de uma Mãe, o conforto de um Amigo. A sua Palavra é pura ternura.Ele nos amou primeiro. Colocou o homem no paraíso onde ele tinha tudo maravilhosamente criado para que ele se sentisse bem.Quando nossos primeiros pais não corresponderam à Palavra de Deus, ao seu amor sem medidas, Ele, ao invés de se zangar, ficou mandando mensagens de misericórdia e amor para a humanidade.De início, Ele falou através dos profetas que foram anotando tudo para a posteridade. Na plenitude dos tempos, Ele enviou seu próprio Filho, a sua Palavra, o Verbo que se encarnou e viveu entre nós de modo a nos mostrar que o Pai nos ama e que nos fará um bem enorme escutar o que Ele nos diz.Nosso Senhor Jesus Cristo é a Palavra. Jesus é a ponte por onde podemos escutar o Pai e falar com Ele.Os judeus foram o povo escolhido e Jesus advertia: "Quem tem ouvidos de ouvir, ouça".Muitas vezes temos bons ouvidos e não queremos ouvir. E perdemos a grande oportunidade de aclarar nossos ouvidos e nossa mente.Os judeus conviveram com Ele, mas não o conheceram. Ele veio humilde e pobre para mostrar que a riqueza material é passageira e não perene como a riqueza da alma.Felizmente, alguns judeus O escutaram e anotaram para nós passagens de suas lições. A Palavra de Deus é toda impregnada de amor. Quem a escreveu, ainda que seja homem simples, foi inspirado pelo Espírito Santo. Assim nos veio a Bíblia, a história do amor de Deus para conosco. Com ela, temos a chave para abrir as portas do conhecimento de sua ação no mundo.Ele nos fala pela Bíblia, Ele nos fala pelos acontecimentos, Ele nos fala pela nossa vida, Ele nos fala através das pessoas. Constantemente, Ele nos fala.E nós nos lembramos d'Ele somente quando enfrentamos alguma dificuldade e pedimos socorro. Pior ainda: há quem passe por uma dificuldade e considere que Deus lhe enviou o problema. Imagina que tudo o que lhe ocorre de mal é castigo de Deus.No entanto, sua Palavra é mansa, agradável de ouvir, relaxante, saudável. Só nos traz o bem, a paz. Até nas repreensões, Ele é doce e brando. Tão brando, tão doce, que o Filho suportou tudo, por amor à humanidade e, no momento crucial de seu sofrimento, Ele, mansamente nos diz: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração. E encontrareis descanso para vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".E por que o seu fardo tão doloroso é leve? Porque Ele fez por amor.Muitas vezes não valorizamos, na Bíblia, sua fonte inesgotável de sabedoria, de santidade e de compreensão dos mistérios. E estamos perdendo o melhor de nossa vida, porque a escuta da Palavra de Deus nos reconforta nas dificuldades, nos anima, torna-se presente em todos os nossos momentos. Podemos experimentar freqüentemente a alegria, uma alegria que vem da abertura do nosso coração para escutar a Palavra de Deus.O sol é a luz natural que Deus criou para nós. Mostra-nos as cores e o esplendor da natureza. Mostra-nos também o rosto e a vida das pessoas, dos nossos semelhantes.A Palavra de Deus é um sol maior e mais potente. Não tem ocaso.Que a luz da Palavra inspirada e revelada pelo Espírito Santo brilhe em nossa vida, assim como o sol que ilumina o dia.
Padre Wagner Augusto Portugal


Fonte: RV

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ATIBAIA - LINDA E HISTÓRICA CIDADE, TAMBÉM SOFRE COM AS CONSTANTES CHUVAS DE JANEIRO

Igreja Nossa Senhora do Rosário
- A construção da Igreja do Rosário de Atibaia foi iniciada em 1763 pelos escravos, por terem sido impedidos de freqüentar a igreja tradicional da cidade, a Igreja São João Batista (Igreja Matriz). - Atibaia - S.P. Brasil

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Chuvas elevam nível das represas que abastecem SP

Altar da Igreja Matriz (São João Batista) de Atibaia - Sec. XVIII - Atibaia - S.P. - Brasil

Em Atibaia, 15 bairros e 900 famílias foram atingidos pela água, 200 delas estão na casa de parentes ou em abrigos da prefeitura. Até contêineres servem agora como moradia.
As chuvas elevaram o nível das represas que abastecem São Paulo. Duas já ultrapassaram o limite da capacidade e moradores estão sendo transferidos.
Sair de bote de casa foi a única opção para Dona Maria. Ela levou os pertences da mudança forçada. "Estou indo para a casa da minha mãe ", diz a mulher.

Os municípios que sofrem com as enchentes ficam no entorno do Sistema Cantareira: um conjunto de cinco represas que abastecem a Grande São Paulo e são gerenciadas pela Sabesp, a companhia de saneamento básico do estado. Desses reservatórios, dois já passaram do limite da capacidade e outro está com 95%.

Quando o reservatório chega ao limite, o excesso de água começa a sair por uma tulipa, que é como um funil e funciona como um ladrão de caixa d’água. A partir daí, a Sabesp não tem o controle do volume despejado nos rios da região.

O risco já era conhecido. Em setembro foi feito um simulado, mas só em dezembro, eles começaram a aumentar a vazão de água.

“Para você esvaziar e esperar um volume de cheia que pode não vir e depois faltar água para todo mundo, como aconteceu nos últimos oito anos, a situação poderia se agravar”, declarou Carlos Roberto Dardis, gerente de recursos hídricos da Sabesp.

ENTENDA O SISTEMA CANTAREIRA

A quantidade de chuva ocorrida em dezembro de 2009 e nos primeiros dias de janeiro é excepcional e, em um dos casos (represa Jaguari) é a maior ocorrida nos últimos 70 anos. O caso mais significativo é o das represas Atibainha e Cachoeira que, na manhã de ontem recebiam 70 m por segundo de água dos rios que as formam e retinham cerca de 75% desse volume de água, deixando passar apenas 18 m por segundo para o Rio Atibaia.


Reservatório Atibainha atinge volume recorde em 40 anos

No dia 27 de novembro de 2003, o Sistema Cantareira atingiu o nível alarmante de 0,9% de sua capacidade de armazenamento e colocou em risco o abastecimento de 10 milhões de pessoas na Grande São Paulo e no interior. Ontem, passados mais de seis anos, a força das chuvas inverteu a situação. O Reservatório Atibainha atingiu 101% - recorde em 40 anos -, agravando as cheias que já inundam bairros em Atibaia, Piracaia, Bom Jesus dos Perdões e Bragança Paulista. Prefeitos que reclamavam da seca agora pedem o fechamento imediato dos vertedouros das barragens.


Subiu para 900 o número de famílias afetadas pelos alagamentos em Atibaia, no interior de São Paulo, segundo informações da Defesa Civil municipal desta quarta-feira, 27.

Mesmo sem chuvas, na madrugada de ontem, o Rio Atibaia subiu mais meio metro, segundo funcionários da Defesa Civil Municipal que trabalhavam no socorro às famílias ilhadas. A água segue subindo desde segunda-feira, por causa do aumento de vazão do reservatório. Do dia 17 até ontem, foram bombeados cerca de 100 milhões de metros cúbicos de água excedentes para os mananciais do interior. Como o reservatório está cheio, a água sai pela tulipa em direção aos mananciais que recortam as cidades inundadas.
A Companhia do Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), porém, informou que a barragem não corre o risco de romper, o que poderia alagar cidades inteiras. "Não existe trinca, não existe risco algum de a estrutura ceder. O que aconteceu é que as chuvas fortes encheram os reservatórios, que estão no limite de sua capacidade", afirmou o gerente de Recursos Hídricos, Carlos Roberto Dardes. Ele disse que o Reservatório Jaguari-Jacareí e a Represa do Rio Cachoeira também chegaram a 100%. Em janeiro do ano passado, o nível médio de armazenamento desses reservatórios era de 57,4%. O governo estadual está bombeando água desses reservatórios lotados para o Paiva Castro, em Mairiporã, cuja capacidade está em menos de 50%.
Os prefeitos da região e a Defesa Civil Estadual montaram desde segunda-feira uma força-tarefa para remover as famílias desalojadas para três abrigos na cidade de Atibaia. Mais de mil refeições são distribuídas por dia. Foram montados alojamentos em contêineres. Dois ginásios estão lotados. "Não existe caos. Só 3% ou 4% da cidade está sofrendo com as enchentes. E essa população ribeirinha vai voltar quando a água baixar. Para quem ficou sem casa estamos buscando terrenos para construir moradias populares", disse o vice-prefeito de Atibaia, Ricardo dos Santos Antonio.
O prefeito de Atibaia, José Denig (PV), passou os últimos dois dias em Itupeva e em São Paulo, onde participou de reuniões da Associação Paulista de Cidades Estâncias. Denig não participou da entrevista coletiva com coordenadores da Sabesp e da Defesa Civil Estadual. "Mas ele esteve nas áreas alagadas hoje (ontem) pela manhã", disse Antonio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sabesp alerta Atibaia-SP sobre risco de mais enchentes

Represa de Nazaré Paulista está com 99% de sua capacidade; cheias já atingiram 3,2 mil pessoas

SÃO PAULO - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou o prefeito de Atibaia, José Bernardo Denig (PV), na noite de ontem, que o volume da represa de Nazaré Paulista está prestes a chegar à "tulipa", um compartimento de segurança que serve para extravasar o excesso de água do reservatório. De acordo com a Prefeitura, se isso ocorrer há risco de a água do Rio Atibaia subir ainda mais e, inclusive, chegar a bairros ainda não atingidos pelas enchentes.Representantes da Sabesp e do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí se reuniram hoje com o prefeito para definir um plano de ação, caso o nível da represa suba.
A Defesa Civil da cidade começou a alertar a população das áreas mais suscetíveis a enchentes."Estamos pedindo para que as pessoas fiquem atentas e saiam de casa em caso de chuva forte", afirmou Paulo Catta Preta, coordenador da Defesa Civil local. Para conter a elevação do nível da represa, a Sabesp está bombeando água da reservatório Nazaré para o Paiva Castro, em Mairiporã. Ontem, o nível da represa Nazaré chegava a 99% da capacidade do reservatório. A água está a 1,5 centímetro de alcançar a tulipa.Se o volume da represa atingir a tulipa, a Sabesp não terá mais o controle da vazão, o que dificulta a avaliação do impacto do avanço da água nas cidades envolvidas. Não há como prever onde a água pode chegar numa enchente de maiores proporções, disse Catta Preta.Há diversas regiões críticas em Atibaia. Até o momento foram registrados alagamentos no Parque das Nações, Caetetuba, Jardim Kanimar, 3º Centenário, Ponte, CTB, Jardim Sueli, Vila Mira, Estoril e Parque Real. Nestes locais, o risco de a enchente se agravar é grande. No entanto, outros bairros próximos à região de várzea podem ser atingidos, caso as chuvas continuem e a represa despeje um volume ainda maior no Rio Atibaia.Cerca de 3.200 pessoas foram atingidas pelas enchentes em Atibaia neste início de ano. Há 40 famílias desalojadas (que foram para a casa de parentes), 65 desabrigadas e que estão em abrigos provisórios da Prefeitura e mais 36 deslocadas (mudaram-se para outros locais). A Defesa Civil está preparando o ginásio de esportes da cidade para o caso de um aumento no número de desabrigados.

Fontes: Jornal Flripa, G1, estadao.com.br,