FREI ANTÔNIO DE SAT'ANNA GALVÃO

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"SAN PAOLO FUORI LE MURA"

"SAN PAOLO FUORI LE MURA"

VISITA A BASÍLICA PAPAL "SAN PAOLO FUORI LE MURA"

Conheça os principais locais da Basílica de "San Paolo Fuori le Mura", uma das principais atrações do turismo, não somente religioso, na cidade de Roma.

Apenas clique no nome do local que deseja conhecer:

1Quadriportico - 2 Navata Centrale - 3 Tomba - 4 Abside - 5 Transetto 1 - 6 Transetto2 - ..7 Battistero - 8 Chiostro - 9 Museo

Nota: todos os comandos são dados com o "mouse"

Fonte: Vaticano

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ARTISTAS: SEJAM ANUNCIADORES E TESTEMUNHAS DE ESPERANÇA


PAPA AOS ARTISTAS: SEJAM ANUNCIADORES E TESTEMUNHAS DE ESPERANÇA PARA A HUMANIDADE


Cidade do Vaticano,

- Na manhã deste último sábado, Bento XVI abriu as portas da Capela Sistina a mais de 250 artistas de todo o mundo, entre pintores, escultores, arquitetos, atores, diretores, músicos e escritores. O Brasil foi representado pelo pianista Álvaro Siviero.O encontro se deu por ocasião dos dez anos da carta aos artistas de João Paulo II e dos 45 anos do histórico encontro de Paulo VI com o mundo da arte.No início do seu discurso, Bento XVI afirmou que, em continuidade com os predecessores, deseja expressar e renovar a amizade da Igreja com o mundo da arte – uma amizade consolidada no tempo: "Esta amizade deve ser continuamente promovida e alimentada, para que seja autêntica e fecunda, adequada aos tempos e que tenha presente as situações e as mudanças sociais e culturais. (...) A todos os artistas, o meu convite à amizade, ao diálogo e à colaboração"."Nós necessitados dos artistas": citando Paulo VI, o papa recordou que o mesmo encontro, 45 anos atrás, também se realizou na Capela Sistina, "santuário de fé e de criatividade humana", "tesouro singular de memórias". E lembrou que sua eleição à Cátedra de Pedro se realizou ali, momento que viveu com "trepidação e absoluta confiança no Senhor".Falando das obras-primas que adornam a Capela, Bento XVI falou do Juízo Universal, de Michelângelo, que recorda que, de um lado, "a história da humanidade é movimento de ascensão e, de outro, coloca diante dos nossos olhos o perigo da queda definitiva do homem. O afresco, portanto, lança um forte grito profético contra o mal, contra qualquer forma de injustiça; mas, ao mesmo tempo, nos convida a percorrer com alegria, coragem e esperança o itinerário da vida.O momento atual, analisou o papa, é marcado infelizmente por fenômenos sociais e econômicos negativos, mas também por um enfraquecimento da esperança, por uma certa desconfiança nas relações humanas, por isso crescem sinais de resignação, de agressividade e de desespero.Somente a beleza pode oferecer novamente entusiasmo e confiança – afirmou Bento XVI. A experiência do belo autêntico não é efêmero nem superficial, não distancia da realidade, mas, pelo contrário, leva a um confronto cerrado com a vivência cotidiana. Platão já dizia que uma função da beleza é "sacudir" o homem, fazê-lo sair de si mesmo. "A arte é feita para turbar, enquanto a ciência conforta" – falava Georges Braque.Todavia, acrescentou o pontífice, a beleza hoje é passada como ilusória, superficial, que aprisiona o homem em si mesmo e o torna ainda mais escravo, sem esperança e alegria. Mas a beleza é o contrário de tudo isso, ela pode se tornar um caminho rumo ao Transcendente, pode assumir um valor religioso e transformar-se em um percurso de profunda reflexão interior e de espiritualidade. Prova disso são as inúmeras obras de arte, que comprovam a afinidade e a sintonia entre percurso de fé e itinerário artístico. "O caminho da beleza nos conduz, portanto, a colher o Tudo no fragmento, o Infinito no finito, Deus na história da humanidade." Bento XVI então dirigiu um apelo aos artistas: "Vocês são guardiães da beleza; graças ao seu talento, vocês têm a possibilidade de falar ao coração da humanidade, de tocar a sensibilidade individual e coletiva, de suscitar sonhos e esperanças, de ampliar os horizontes do conhecimento e do empenho humano. Sejam, por meio da arte, anunciadores e testemunhas de esperança para a humanidade".O pontífice pediu aos artistas que não tenham medo de se confrontarem com a fonte primeira e última da beleza, de dialogarem com a Igreja: "A fé não infere em nada em seu gênio, em sua arte; pelo contrário, os exalta e os nutre".Como fez Paulo VI, Bento XVI se despediu dos artistas com um "até logo". (BF)

Fonte: RV

domingo, 22 de novembro de 2009

RELÍQUIAS DE DOM BOSCO PEREGRINAM NO BRASIL

RELÍQUIAS DE DOM BOSCO PEREGRINAM NO BRASIL

Guarapuava,

- Esta cidade, no Paraná, foi a primeira do Brasil a receber a urna com as relíquias de Dom Bosco. A urna chegou na noite de domingo, dia 15, de Cidado do Leste, no Paraguai, passando por Foz do Iguaçu, de onde foi transportada para Guarapuava.A primeira atividade foi na manhã de segunda-feira, dia 16: uma carreata conduziu as relíquias pelas ruas da cidade até a Obra Social Dom Bosco. Ali, o bispo emérito de Guarapuava, Dom Giovanni Zerbini, presidiu a Santa Missa em homenagem ao santo fundador da família salesiana.A urna esteve na Catedral de Nossa Senhora de Belém, para veneração e visitação, na Obra Social, onde houve uma missa com a juventude, e na Paróquia São João Bosco, para uma vigília luminosa. A seguir, a urna foi levada para Ponta Grossa (PR), e agora, segue para as demais cidades da Inspetoria de Porto Alegre.A urna está peregrinando em todos os países onde Congregação Salesiana está presente, como preparação ao bicentenário de nascimento de Dom Bosco, em 2015. Após Porto Alegre, as relíquias vão percorrer as inspetorias de São Paulo, Belo Horizonte, Campo Grande, Recife e Manaus.Atendendo a um pedido do procurador geral da Congregação, Pe. Francesco Maraccani, feito em nome do reitor-mor, Pe. Pascual Chávez Villanueva, os fiéis que participarem de uma função sagrada em memória do santo ou, venerarem e orarem diante da urna, podem receber a indulgência plenária. O decreto foi promulgado pela Penitenciaria Apostólica, em maio de 2009, e estabelece que os fiéis devem também ter-se confessado recentemente, participado da missa, comungado e rezado pelas intenções do papa. (CM)

Fonte: RV

sábado, 21 de novembro de 2009

CONVITE DO S.S. PAPA BENTO XVI


Todos estão convidados para a clausura do Ano Sacerdotal com o Papa
Inclusive os leigos e as religiosas



CIDADE DO VATICANO,


-Bento XVI não convidou somente os sacerdotes para a clausura do Ano Sacerdotal, que acontecerá em Roma de 9 a 11 de junho de 2010: seu convite se estende também aos leigos, seminaristas e religiosas.
Segundo explica a Obra Romana para as Peregrinações (ORP), encarregada da organização logística do evento, em um comunicado enviado à Zenit, a clausura do 150º aniversário de falecimento de São João Maria Vianney será uma festa da Igreja universal em torno dos seus sacerdotes.
“A participação no encontro não pode excluir ninguém; mais ainda, pretende ser uma oportunidade para todos”, explica a ORP.
Para confirmar esta abertura, a Obra cita a vídeomensagem do Papa, dirigida aos participantes no retiro internacional de sacerdotes, realizado em setembro em Ars, a terra natal de João Maria Vianney, no qual ele dizia que neste Ano Sacerdotal “todos nós estamos chamados a explorar e redescobrir a grandeza do sacramento que nos configurou para sempre com Cristo”.
“Neste sentido, cada um é convidado a viver esta importante experiência segundo o caráter específico da própria vocação”, indica a ORP.
Mais informação e reservas para participar da clausura do Ano Sacerdotal em http://www.josp.com/ ou a.sacerdotalis@orpnet.org


Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"NÃO" - ARMADILHA À DEFESA DA VIDA

Lógica do “não”, armadilha à defesa da vida
Entrevista com organizador de livro que aborda bioética e Documento de Aparecida
Por Alexandre Ribeiro

SÃO PAULO,

- A redução da defesa da vida à lógica do “não” –como se a única preocupação fosse proibir o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões humanos– é um armadilha da qual têm sido vítimas as pessoas que atuam nesse campo.
Mas “a grande atuação da comunidade católica, de cada cristão consciente em sua vida cotidiana, é no ‘sim’ à vida, através da acolhida pessoal às pessoas que, por razões psicológicas, afetivas e/ou materiais tenderiam a fazer opções que negam a vida”, explica o Prof. Dr. Francisco Borba Ribeiro Neto.
Coordenador de projetos do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), o Prof. Francisco Borba é um dos organizadores do recém-lançado livro “Um diálogo latino-americano: bioética e Documento de Aparecida” (Difusão Editora). Ele falou a ZENIT sobre a obra e sua abordagem.

–Qual é o tema ou desafio particular no campo da bioética que mais o preocupa no contexto latino-americano hoje? Que contribuições o Documento de Aparecida traz para iluminá-lo?

–Prof. Francisco Borba: A defesa da vida praticada pelos católicos, não só na América Latina, mas no mundo inteiro, tem sido vítima de uma terrível armadilha da mídia: ela é reduzida à lógica do “não”, como se nossa única preocupação fosse proibir o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões humanos, etc. Mas a grande atuação da comunidade católica, de cada cristão consciente em sua vida cotidiana, é no “sim” à vida, através da acolhida pessoal às pessoas que, por razões psicológicas, afetivas e/ou materiais tenderiam a fazer opções que negam a vida.
Existem alguns dias no ano em que somos chamados a subscrever um plebiscito ou participar de um ato público em defesa da vida, mas em todos os dias do ano estamos acolhendo a gestantes que gostariam de abortar, adotando crianças abandonadas, cuidando de idosos e pacientes terminais. Não somos a favor da vida apenas porque temos uma visão de mundo que reconhece a dignidade inalienável de cada pessoa desde a concepção até a morte natural. Somos a favor da vida também porque temos uma prática de acolhida, de amor ao outro, que nos mostra que a verdadeira felicidade – tanto para aqueles que sofrem quanto para nós que somos chamados a acolhê-los – não pode nascer da negação da vida, mas apenas de sua afirmação.
O que mais me preocupa no campo da bioética no contexto latino-americano, portanto, é justamente o perigo de cairmos – católicos e homens de boa vontade não católicos – nessa armadilha e não compreendermos a riqueza humana que fundamenta a defesa da vida.
O Documento de Aparecida nos ajuda a escapar dessa armadilha ao articular as duas questões básicas da bioética para nós latino-americanos, o sentido da vida e a opção pelos pobres, num único documento. Não dá para compreender essas coisas se a opção pelos pobres é entendida apenas no sentido materialista, sem uma reflexão sobre o sentido da vida de cada um, mas também não dá para pensar o sentido da nossa vida, enquanto cristãos latino-americanos, sem se comprometer com os mais pobres e em situação de sofrimento. Espero que estes dois aspectos fiquem claros para quem ler o livro.

–Poderia explicar a relação entre bioética, opção preferencial pelos pobres e justiça social?

–Prof. Francisco Borba: Apesar de nossa reflexão ter se iniciado com o Documento de Aparecida, não é possível responder hoje a esta questão sem fazer referência à nova encíclica do Papa, Caritas in veritate. Creio que não será possível refletir sobre a opção pelos pobres, no futuro, sem referir-se a esta encíclica.
Em primeiro lugar, a opção pelos pobres é, simultaneamente, um ato de amor e de justiça. Como a encíclica nos lembra, o amor (que é dar ao outro parte do que é nosso) é maior que a justiça (que é dar ao outro aquilo que é dele), mas o amor – por isso mesmo – deve ser precedido pela justiça. Muitas vezes, no passado, a opção pelos pobres foi justificada em termos de realização de uma utopia na terra. Como esta utopia não aconteceu, a opção pelos pobres pode parecer uma cosia sem sentido ou um esforço moralista da parte dos cristãos.
Caritas in veritate nos ajuda a compreender que a razão de ser da opção pelos pobres não é a utopia, mas o amor – criando um compromisso que é moral, mas não é moralista, é uma norma que deve ser seguida não por uma ordem externa, mas para uma realização pessoal de nós mesmos.
A bioética – tratando de situações limites, na fronteira entre a vida e a morte, entre o sofrimento e a realização humana – é o espaço onde o amor ao ser humano concreto, em suas dores e limitações, se torna mais denso e desafiador em nossa sociedade. Assim, desde as relações familiares (que o Papa chama de micro-relações) até as políticas públicas (as macro-relações), a bioética nos leva a repensar o sentido do amor para a vida social. Por isso o Papa mostra que nossa postura em relação à defesa da vida tem implicações até mesmo na vida econômica.

–Qual é a importância do livro “Um diálogo latino-americano: bioética e Documento de Aparecida”?

–Prof. Francisco Borba: A importância desse lançamento vem de duas razões. Em primeiro lugar, os vários autores aplicam os ensinamentos do Documento de Aparecida a uma área específica e bastante polêmica, que é a da bioética.
Os bispos reunidos em Aparecida reafirmaram os pontos essenciais do Magistério da Igreja em relação à defesa da vida, porém é interessante retomar esses pontos a partir das peculiaridades do continente latino-americano e dos desafios deste momento de mudança no qual vivemos.
Além disso, o livro traz, de forma sistemática, os principais aspectos do Magistério em relação à defesa da vida apresentados por especialistas – geralmente professores universitários – que os explicam a partir da ótica de suas disciplinas específicas. Trata-se, portanto, de um diálogo entre o Magistério da Igreja, a realidade latino-americana e as várias ciências que se ocupam das questões bioéticas.

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

JMJ - MADRI 2011

INAUGURADO SITE DO DMJ DE MADRI


Madri,

- O cardeal Antonio María Rouco Varela apresentará à imprensa, em Madri, o site oficial do Dia Mundial da Juventude (JMJ).
Para o departamento de comunicação do DMJ “o site deve ser um dos instrumentos informativos e organizativos mais úteis nestes 639 dias que faltam até 16 de agosto de 2011”.
Inicialmente, o site será publicado exclusivamente em espanhol, mas nas próximas semanas, o conteúdo será disponibilizado em outras 5 línguas (alemão, inglês, italiano, francês e português). Sucessivamente, as páginas serão traduzidas também em árabe, chinês e russo.
O site será a base para a comunicação do DMJ nas principais redes sociais no tangente à informação, organização, coordenação dos voluntários, etc.
O site do próximo DMJ será: http://www.jmj2011madrid.com/

Fonte: RV

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

LIBERDADE RELIGIOSA

A liberdade religiosa no mundo
Pesquisa anual é publicada pelo Departamento de Estado dos EUA
Por Pe. John Flynn, L.C.

ROMA,

- Ignorado pela mídia, o Departamento de Estado dos EUA divulgou, no dia 26 de outubro, seu último Relatório Anual sobre a liberdade religiosa internacional, que traz levantamentos em 198 países e territórios.
Antes de detalhar sobre cada país, a introdução do relatório explica que o governo dos Estados Unidos considera importante defender a liberdade religiosa.
"A liberdade religiosa é um direito de todas as pessoas, independentemente de que elas tenham ou não fé", afirma.
A introdução também assinala o conceito de bem comum. "Em suma, a liberdade tende a canalizar as paixões e convicções de fé em atos de serviço e empenho positivo na praça pública", afirma o texto.
Através de uma perspectiva mais política, o Departamento de Estado afirma que, quando os grupos religiosos e as ideias são reprimidos, tendem a se radicalizar e isso pode fomentar o individualismo ou insurreição.
No âmbito internacional, o relatório argumenta que, se os governos manipularem a religião ou marginalizarem os grupos, só ajudariam os grupos radicais que, por sua vez, são uma ameaça à segurança global.
"Ambientes que visam à liberdade religiosa sólida, por outro lado, promovem a harmonia comunitária e encorajam as vozes da moderação para que refutem os extremistas por motivos religiosos," conclui a introdução.
Violações
Uma seção do relatório aborda os países onde as violações da liberdade religiosa têm sido mais nítidas. Dentre eles está o Afeganistão. “O estudo observa como a Constituição estabelece o Islamismo como a religião de Estado e que nenhuma lei pode ser contrária às crenças e às disposições da sagrada religião do Islã”.
O Departamento de Estado comenta que os não-muçulmanos, os grupos minoritários, incluindo os cristãos, hindus e sikhs, continuam a enfrentar casos de discriminação e perseguição. Analisou que outro problema é o da conversão. Muitos cidadãos, de acordo relatório, entendem a conversão como se ela estivesse contrariando os princípios do Islamismo e da sharia.
No Egito, a análise observa que, enquanto a Constituição prevê a liberdade de crença e a execução de ritos religiosos, na prática, o governo impõe certas restrições a estes direitos. Na verdade, o respeito pela liberdade religiosa, por parte das autoridades, diminuiu durante o período analisado, de acordo com o Departamento de Estado.
Isto se deveu principalmente à falta de investigação e processo aos perpetradores da violência sectária. Esta prática, acrescentou o relatório, contribuiu para a que as agressões fossem repetidas, devido ao senso de impunidade.
Cristãos e membros da fé Baha'i enfrentam discriminação pessoal e coletiva em muitas áreas, afirmou o relatório. Um exemplo dado foi o de um tribunal que condenou um padre copta a cinco anos de trabalho forçado por fazer o casamento entre uma copta e um convertido do islamismo que apresentava um documento de identidade falso.
No Paquistão, o relatório não poupa palavras e afirma que: a legislação "discriminatória e a incapacidade do governo para tomar medidas contra as forças sociais hostis àqueles que praticam uma crença religiosa diferente promovem a intolerância religiosa, os atos de violência e a intimidação contra as minorias religiosas".
Em geral, a discriminação contra as minorias religiosas foi generalizada junto aos grupos extremistas e indivíduos visando congregações religiosas.
O Irã e o Iraque foram apontados pelo relatório como países problemáticos, a respeito da liberdade religiosa. O estudo mostra que, apesar de garantias constitucionais, há discriminação, na prática, daqueles que não são muçulmanos xiitas.
O presidente Mahmoud Ahmadinejad também foi mencionado no relatório devido a seu "virulento antissemitismo", que inclui questionar a existência e a dimensão do Holocausto.
O governo iraniano reforçou sua proibição de proselitismo por parte de alguns grupos cristãos, acompanhando de perto as suas atividades, fechando algumas igrejas e prendendo cristãos convertidos.
No Iraque, a existência de garantias constitucionais estava viciada pela violência dos terroristas e organizações criminosas que restringem o livre exercício da religião e representam uma ameaça significativa para o país vulnerável às minorias religiosas, declara o relatório.
"Muito poucos foram os autores de violência cometida contra os cristãos e outras minorias religiosas no país que têm sido punidos", disse o Departamento de Estado.
Ataques
A Índia, onde houve numerosos incidentes de violência contra os cristãos, também foi tratada no relatório. O Departamento de Estado comentou que alguns governos estaduais e municipais impuseram limites à liberdade religiosa.
Extremistas religiosos empenharam numerosos ataques terroristas em todo o país durante o período de um ano coberto pelo relatório. O Departamento de Estado mencionou a violência que eclodiu em agosto de 2008, em Orissa, quando, de acordo com estatísticas do governo, 40 pessoas morreram e 134 ficaram feridas.
Segundo vários relatos independentes, cerca de 3.200 refugiados permaneciam em campos de refugiados, contra 24.000 na sombra da violência, observou o relatório.
Na Birmânia, o governo continuou a se infiltrar e controlar as atividades de praticamente todas as organizações, inclusive religiosas, segundo o relatório. Além disso, as autoridades sistematicamente restringem o clero budista na promoção dos direitos humanos e da liberdade política.
Restrições sobre os cristãos e outras minorias budistas também continuaram por todo o país, segundo o relatório.
No Vietnã, o relatório afirmou que, embora o respeito pela liberdade religiosa continue a melhorar em alguns aspectos, os problemas permanecem significativos. Assim, durante o ano analisado, o governo concedeu o reconhecimento nacional de cinco denominações protestantes e algumas religiões adicionais.
Mas houve reivindicações de propriedade não resolvidas com praticamente todos os grupos religiosos, algumas resultando em grandes protestos católicos, os quais foram reprimidos.
O Departamento de Estado lançou algumas palavras fortes quando chegou à China. O relatório comenta que durante o período de um ano, os funcionários continuaram controlando e, às vezes, interferindo nos grupos religiosos e espirituais.
Em algumas áreas o governo viola os direitos de membros dos grupos católicos e protestantes, muçulmanos, budistas tibetanos e membros da Falun Gong.
As autoridades também se opõem fortemente à profissão de lealdade para com a liderança religiosa fora do país, mais notadamente o Papa e o Dalai Lama, observou o relatório. A repressão na China permanece grave, de acordo com o relatório.
Reação
Em um comunicado publicado junto ao relatório, diz-se que a Comissão dos EUA de Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) pediu uma renovada preocupação internacional com estas situações.
O comunicado explica que um país que tenha violado gravemente a liberdade religiosa deve ser designado como um "país de preocupação particular" (CPCs), de acordo com a Lei de Liberdade Religiosa Internacional. O governo dos Estados Unidos, então, é obrigado a tomar medidas, que vão desde a negociação de um acordo bilateral até sanções.
USCIRF indica que 13 países - Mianmar, Eritreia, Irã, Iraque, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, China, Arábia Saudita, Sudão, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã – sejam notificados.
A imprensa também afirmou que USCIRF recomenda ações mais fortes a serem tomadas contra oito países que atualmente foram listados como CPCs pelo Departamento de Estado: Birmânia, Eritreia, Irã, Coreia do Norte, China, Arábia Saudita, Sudão e Uzbequistão.
O Papa Bento XVI, recentemente, tratou o tema “liberdade religiosa” quando se dirigiu ao novo embaixador do Irã junto à Santa Sé. Em seu discurso, do dia 29 de outubro, o Santo Padre disse que "entre os direitos universais, a liberdade religiosa e a liberdade de consciência ocupam um lugar essencial, porque são a fonte das outras liberdades".
Curiosamente, tanto a Igreja Católica como o Departamento de Estado concordam que a liberdade religiosa é um direito funda


Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

REFLEXÕES A RESPEITO DAS ORAÇÕES

Frases sobre a oração


..........................São João Maria Vianney

Cura de Ars

1. A oração é a elevação de nosso coração a Deus, uma doce conversação entre a criatura e seu Criador.

2. Com a oração tudo podeis, sois donos, por assim dizer, do querer de Deus.

3. A oração abre os olhos da alma, a faz sentir a magnitude de sua miséria, a necessidade de recorrer a Deus e de temer sua própria debilidade.

4. Todos os males que nos afligem vem precisamente do fato de que não rezamos ou o fazemos mal.

5. Todos os santos começaram sua conversão pela oração e por meio dela perseveraram. E todos os condenados se perderam por sua negligencia na oração. Digo, pois, que a oração nos é absolutamente necessária para perseverar.

6. Quantas vezes vamos à igreja sem saber para que vamos, nem o que queremos pedir. Entretanto, quando se vai à casa de qualquer pessoa, sabe muito bem por que se dirige a ela. Há aqueles que parecem dizer a Deus: «Venho dizer-Vos duas palavras para cumprir contigo...». Com frequencia penso que quando vamos adorar a Nosso Senhor, conseguiremos tudo o que queremos, se o fizermos com fé viva e um coração puro.

7. Nossas orações precisam ser feitas com confiança, e com uma esperança firme de que Deus pode e quer conceder-nos o que lhe pedimos, contanto que o supliquemos devidamente.

8. Temos que rezar com frequencia, mas devemos redobrar nossas orações nas horas de prova, nos momentos em que sentimos o ataque da tentação.

9. Por muitas que sejam as contrariedades que experimentamos neste vale de lágrimas, se orarmos, teremos forças para suportá-las, inteiramente resignados à vontade de Deus. E por mais violentas que sejam as tentações, se recorrermos à oração, as dominaremos .

10. A terceira condição que a oração deve ter para ser agradável a Deus, é a perseverança. Vemos muitas vezes que o Senhor não nos concede de seguida o que pedimos. Ele assim procede para que o desejemos com mais ardor, e para que apreciemos melhor o seu valor. Tal atraso não é uma negativa, e sim uma prova que nos predispõe a receber mais abundantemente o que pedimos.

domingo, 15 de novembro de 2009

PAPA VISITARÁ MALTA EM ABRIL DESTE ANO

PAPA EM MALTA EM ABRIL: RECORDANDO O NAUFRÁGIO DE PAULO NA ILHA


Cidade do Vaticano,

- Conforme já anunciado em setembro deste ano, Bento XVI visitará a Ilha de Malta nos dias 17 e 18 de abril de 2010. Em recente comunicado à imprensa, a Arquidiocese de Floriana informa que a visita pastoral do pontífice será oportuna ocasião para recordar os 1950 anos do naufrágio de São Paulo no arquipélago. A tradição indica que o evento, registrado nas cartas paulinas, tenha acontecido no ano 60, durante sua viagem em direção a Roma.O papa chegará à ilha na tarde do dia 17 de abril, sendo recebido pelas autoridades civis e visitando em seguida a Gruta de São Paulo, na localidade de Rabat. Na manhã do dia seguinte, o Santo Padre celebrará uma missa na cidade de Floriana. Pela tarde, encontrará os jovens malteses em Valetta, logo após retornando a Roma. Esta será a 14ª viagem apostólica internacional de Bento XVI, o terceiro pontífice a visitar o arquipélago mediterrâneo, após as duas visitas de João Paulo II (em 1990 e em 2001). (RD)


Fonte: RV

sábado, 14 de novembro de 2009

"MUTIRÃO" CONTRA VIOLÊNCIA NO ESTADO DE SÃO PAULO

BENTO XVI PEDE "MUTIRÃO" CONTRA VIOLÊNCIA NO ESTADO DE SÃO PAULO

Cidade do Vaticano, 14 nov (RV)

– Bento XVI recebeu na manhã deste sábado, na Sala do Consistório, no Vaticano, os bispos do Estado de São Paulo, que compõem o Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.Inicialmente, o bispo de Santo André e presidente do Regional, Dom Nelson Westrupp, em nome de todos fez uma saudação ao Santo Padre. Eis as suas palavras dirigidas ao pontífice: Por sua vez, nas palavras que dirigiu aos bispos de São Paulo, o Santo Padre recordou a sua visita ao Santuário Nossa Senhora Aparecida, onde inaugurou a V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho:"Guardo no coração lembranças felizes dos dias que passei entre vós em maio de 2007, designadamente, da estada no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Uma vez mais desejo agradecer tudo o que foi realizado com tão grande generosidade e renovar a minha cordial saudação a vós e às vossas dioceses. Confio-vos à proteção da Virgem mãe ao mesmo tempo que de coração concedo extensiva a todos os fiéis de cada comunidade diocesana uma particular Benção Apostólica." No discurso que entregou aos prelados do Regional Sul 1 o papa fez votos de que a semente lançada durante a V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe "possa dar válidos frutos para o bem espiritual e também social das populações daquele promissor Continente, da querida Nação brasileira" e do Estado de São Paulo.A seguir, o papa concentrou seu discurso sobre a importância da formação cristã das consciências. Para o pontífice, uma vida social autêntica tem início na consciência de cada um. Por isso, a Igreja procura educar a consciência homem, pois, se bem formada, leva a realizar seu verdadeiro bem. Bento XVI então exortou: "Venerados Irmãos, falai ao coração do vosso povo, acordai as consciências, reuni as vontades num mutirão contra a crescente onda de violência e menosprezo do ser humano". O papa constatou que o homem, dádiva de Deus, hoje passou a ser visto como mero produto humano. Citando sua Encíclica Caritas in veritate, ele recordou que as descobertas científicas nem sempre respeitam a vida de todos os homens, desde a concepção até sua morte natural."Nunca podemos desanimar no nosso apelo à consciência. Não seríamos seguidores fiéis do nosso Divino Mestre, se não soubéssemos em todas as situações, mesmo nas mais árduas, levar a nossa 'esperança para além do que se pode esperar'" – afirmou Bento XVI. Ele exortou os bispos a trabalharem não com o ânimo triste de quem adverte só carências e perigos, "mas com a firme confiança de quem sabe poder contar com a vitória de Cristo", pedindo a intercessão de Nossa Senhora Aparecida. (BF/RL)


Fonte: RV

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ÍNDIA - IGREJA PROFANADA

Índia: nova profanação de Igreja
Arcebispo de Bangalore lamenta episódio

BANGALORE, ZENIT.org

- O arcebispo de Bangalore, Dom Bernard Moras, denunciou a falta de resposta do governo ante uma nova profanação de uma igreja no Estado indiano de Karnataka.
A igreja católica de Santo Antonio, em Kavalbyrasandra, nos arredores de Bangalore, foi objeto de vandalismo e de profanação na noite de sábado 7 de novembro, informou “Eglises d'Asia”, a agência informativa das Missões Estrangeiras de Paris (MEP).
O sacristão descobriu o fato ao abrir a igreja para preparar a missa dominical, no início da manhã de 8 de novembro.
O sacrário estava quebrado e as hóstias, no chão. Haviam saqueado os armários, forçado as caixas de doações e roubado um cálice de ouro, além de objetos litúrgicos.
Segundo o pároco, padre Arockiadas, a igreja, que conta com mais de cinco mil fiéis, tinha voltado a abrir após recentes obras de ampliação, e não havia registrado nenhum incidente de enfrentamento com as comunidades não cristãs.
O Estado de Karnataka tem sofrido “numerosos ataques a igrejas”, mas “não se deteve nenhum culpado, apesar das promessas das forças policiais”, denunciou Dom Moras.
O prelado declarou que está surpreso com a inação do governo e que perdeu totalmente a confiança na polícia.
“Estou profundamente ferido por esta profanação do Santíssimo Sacramento, que está no coração da nossa fé”, disse.
Também chamou à calma os fiéis. Quase mil se reuniram na igreja para rezar. A polícia patrulhou a área e tentou achar pistas dos criminosos.
No dia 10 de setembro, outra igreja tinha sofrido ataques de vandalismo, enquanto os cristãos de Karnataka se preparavam para recordar o triste aniversário dos ataques anticristãos do ano passado, perpetrados por extremistas hindus.
Aquele dia, a igreja de São Francisco de Sales, em Hebbagudi, nos arredores de Bangalore, foi forçada durante a noite por um grupo de 25 pessoas não identificadas. Romperam uma dezena de janelas e destruíram as estátuas de uma via sacra.
O pároco fez um chamado ao governo do Estado: “pedimos justiça perante o governo e as autoridades para que os cidadãos indianos possam praticar sua religião como segurança”.
Um forte debate agitou a Assembleia legislativa de Karnataka. Um dos líderes da oposição denunciou: “desde que o Bharatiya Janata Party (BJP) chegou ao governo em maio de 2008, não cessaram os ataques a igrejas, mesquitas e outros lugares de culto; não há harmonia social nem religiosa”.
Depois de Orissa, epicentro da violência anticristã de 2008, o Estado de Karnataka foi um dos mais afetados pelos ataques, com mais de 40 lugares de culto saqueados e numerosos cristãos agredidos e gravemente feridos.
A inação, ou a cumplicidade do governo e da polícia durante os ataques foram apontadas por Dom Moras.
Como havia feito em Orissa, o governo federal ameaçou então assumir o controle da situação se o Estado não mostrasse capacidade de conter os fanáticos hindus.
A Constituição do país permite uma intervenção federal se um dos Estados já não pode proteger os direitos dos cidadãos.
Por sua parte, os cristãos de Karnataka tinham decidido, por iniciativa de Dom Moras, reagrupar-se em um fórum ecumênico, o KUCFHR, para defender seus direitos fundamentais.
Delegações de 113 denominações cristãs reuniram-se em uma grande demonstração de unidade, no dia 19 de junho.
Segundo estatísticas de 2001, o Estado de Karnataka conta com mais de 53 milhões de habitantes, em sua grande maioria hindu.
Os muçulmanos representam cerca de 12% da população, e os cristãos, menos de 2%, sofrendo regularmente os ataques de fundamentalistas hindus.
Como durante o ataque do mês de setembro passado, o ministro do interior de Karnataka, V.S. Acharya, membro do BJP, qualificou a profanação da igreja de Santo Antonio como “incidente menor”.

Fonte: ZENIT.org