Conselho do Papa aos jovens: não adorem «outros deuses»
Como se apresentam os bens materiais, o amor possessivo e o poder
SYDNEY,
+de+Sydney..jpg)
Bento XVI explicou que “os falsos deuses”, “independentemente do nome, da imagem ou da forma que lhes atribuamos, estão quase sempre ligados à adoração de três realidades: os bens materiais, o amor possessivo, o poder”.
Ao falar dos bens materiais, o Papa destacou que eles, em si mesmos, são bons. “Não poderíamos sobreviver por muito tempo sem dinheiro, vestuário e uma casa. Para viver, temos necessidade de alimento.”
“Mas, se formos glutões, se recusarmos partilhar o que temos com o faminto e o pobre, então transformamos estes bens numa falsa divindade. Quantas vozes se levantam na nossa sociedade materialista dizendo-nos que a felicidade se encontra dotando-se da maior quantidade possível de bens e de objetos de luxo! Mas isto significa transformar os bens em falsas divindades. Em vez de nos trazer a vida, levam-nos à morte”, disse.
De acordo com o pontífice, ao explicar o segundo objeto de seu discurso, o amor autêntico “é certamente uma coisa boa”.
“Sem ele, a vida dificilmente seria digna de ser vivida. O amor dá satisfação à nossa carência mais profunda; e, quando amamos, tornamo-nos mais nós mesmos, tornamo-nos humanos de forma mais plena.”
Todavia, considerou Bento XVI, como se pode “facilmente transformar o amor numa falsa divindade!”
“As pessoas muitas vezes pensam que estão a amar, quando na realidade procuram possuir ou manipular o outro. Por vezes tratam-se os outros mais como objetos para satisfazer as próprias necessidades do que como pessoas que se devem prezar e amar.”
“Como é fácil ser enganado por tantas vozes que, na nossa sociedade, defendem um uso permissivo da sexualidade, sem qualquer consideração pela modéstia, pelo respeito de si mesmo e pelos valores morais que conferem qualidade às relações humanas! Isto é adorar uma falsa divindade. Em vez de nos trazer a vida, leva-nos à morte”, disse.
Ao comentar o terceiro objeto, o poder, o Papa considerou que este atributo, advindo aos homens da parte de Deus “para plasmar o mundo que nos rodeia, é certamente uma coisa boa”.
“Utilizado de modo apropriado e responsável, permite-nos transformar a vida das pessoas. Todas as comunidade têm necessidade de guias capazes.”
“Como é forte, porém, a tentação de agarrar-se ao poder por si mesmo, de procurar dominar os outros ou explorar o ambiente natural para os próprios interesses egoístas! Isto é transformar o poder numa falsa divindade. Em vez de nos trazer a vida, leva-nos à morte”, afirmou.
De acordo com o Santo Padre, “o culto dos bens materiais, o culto do amor possessivo e o culto do poder levam muitas vezes as pessoas a «comportarem-se como se fossem Deus»: procurar assumir o controle total, sem ter qualquer consideração pela sabedoria ou pelos mandamentos que Deus nos deu a conhecer”.
“Este é o caminho que conduz à morte. Pelo contrário, a adoração do único Deus verdadeiro significa reconhecer n’Ele a fonte de tudo o que é bem, confiarmo-nos nós mesmos a Ele, abrirmo-nos à força regeneradora da sua graça e obedecer aos seus mandamentos: este é o caminho para quem escolhe a vida.”
Fonte: ZENIT.org
Nenhum comentário:
Postar um comentário