
Em um gesto raro, o presidente George W. Bush recepcionou o papa em sua chegada na base aérea em Washington. A agenda de Bento XVI na capital dos EUA inclui uma reunião com Bush na Casa Branca, encontros com bispos e um discurso em um estádio de beisebol.
Jim Young/Reuters

Após ser recebido por Bush, ele foi para a sede da Nunciatura para descansar, depois de dez horas de vôo.
PALAVRAS IMPORTANTES
Nesta terça-feira, no avião rumo aos EUA, o papa disse que escândalos de pedofilia envolvendo sacerdotes católicos americanos são "uma vergonha" e representaram "um grande sofrimento para os EUA", "para a igreja" e para ele, pessoalmente.
"Não entendo como puderam acontecer", acrescentou o papa, em afirmações feitas aos jornalistas que o acompanharam no avião que o levou à sua primeira visita aos EUA como chefe da Igreja Católica. Bento XVI ficará nos EUA até o próximo domingo (20).
"Quando leio as histórias das vítimas parece impossível entender como pôde acontecer que um sacerdote traia sua missão de dar incentivo e o amor de Deus a estas crianças", disse Bento XVI.
Foi após essa frase que o papa qualificou como uma "vergonha" esses atos e acrescentou: "Agora temos de fazer tudo o possível para que isto não volte a acontecer".
O pontífice disse que, para evitar casos como estes, a igreja atuará em vários níveis: "Colocando regras, reconciliando-se com os católicos e com uma boa formação dos sacerdotes". Bento XVI ressaltou que se referia à pedofilia e não à homossexualidade.
O papa lembrou também que agora a Igreja conta com normas e que nenhuma pessoa pode ser sacerdote "se for pedófilo". Ele ressaltou que "é preciso fazer justiça às vítimas".
Paralelo
Paralelamente, no escritório do Gabinete, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e seu colega no Vaticano, Tarciso Bertone, se encontrarão, em uma reunião da qual também participarão o núncio apostólico Pietro Sambi e a embaixadora dos EUA perante a Santa Sé, Mary Ann Glendon.
Fonte: Reuters, Associated Press, Folha