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O papa Bento XVI em sua visita, nesta sexta-feira, a sinagoga de East Park em um "gesto de amizade" perante a numerosa comunidade judaica de Nova York, a quem pediu que continue a construir "pontes de amizade" com os outros grupos étnicos e religiosos da cidade.
A visita à sinagoga nova-iorquina não estava prevista em um primeiro momento no programa da viagem do papa aos Estados Unidos e foi incluída de última hora pelo Vaticano como um "gesto de amizade" com os judeus, que nesta sexta-feira iniciam os preparativos para o Pessach (Páscoa judaica), que começa neste sábado.
O papa começou seu discurso exclamando "Shalom", a saudação judia para desejar paz.
"Vim aqui com grande alegria, poucas horas antes do começo da celebração de vossa Pessach para expressar meu respeito e afeto à comunidade judaica de Nova York", afirmou o papa.
O pontífice disse se sentir "comovido" ao lembrar que "Jesus, sendo jovem, escutou as palavras da Escritura e rezou em um lugar como este".
Pontes de amizade
Bento XVI pediu à comunidade judaica de Nova York, que conta com mais de um milhão de integrantes, a "continuar construindo pontes de amizade com os diversos grupos étnicos e religiosos" que vivem na cidade.
O papa ficou cerca de 30 minutos na sinagoga, onde teve breve conversa com os representantes da comunidade.
Oração polêmica
Bento XVI mudou na oração a frase na qual se pedia pela "conversão do povo judeu", que tantas críticas tinha gerado, por "ilumine seus corações para que reconheçam Jesus Cristo como salvador de todos os homens".