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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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domingo, 27 de dezembro de 2015

A SAGRADA FAMÍLIA

Papa: Em família, aprendemos a peregrinação da vida


Papa Francisco na celebração do Jubileu da Família - REUTERS

Cidade do Vaticano (RV) –

Na festa da Sagrada Família e Jubileu da Família, o Papa Francisco presidiu à celebração eucarística na Basílica de S. Pedro.



Em sua homilia, o Pontífice comentou as leituras do dia para ressaltar a importância do elo familiar na “peregrinação da vida”. Seja na primeira, seja na segunda leitura, os pais peregrinam rumo ao templo junto a seus filhos.

Educar à oração
“Podemos dizer que a vida familiar é um conjunto de pequenas e grandes peregrinações”, disse o Papa. Ensinar as orações, explicou, também é uma peregrinação: a peregrinaçao de educar à oração.
Para Francisco, não há nada de mais belo para um pai e uma mãe do que abençoar os seus filhos no início do dia e na sua conclusão, fazendo na sua testa o sinal da cruz. “Não será esta, porventura, a oração mais simples que os pais fazem pelos seus filhos?” Ou ainda, rezando juntos antes das refeições, para aprender a partilhar com quem se encontra em dificuldade: “Trata-se sempre de pequenos gestos, mas que expressam o grande papel formativo que a família possui”.
Como é importante para as nossas famílias peregrinar juntos, caminhar juntos e ter a mesma meta em vista! Sabemos que temos um percurso comum a realizar; uma estrada, onde encontramos dificuldades, mas também momentos de alegria e consolação.”
A peregrinação não termina quando se alcança a meta do santuário, disse o Papa, mas quando se volta para casa e se retoma a vida de todos os dias, fazendo valer os frutos espirituais da experiência vivida.

Alegria do perdão
No Ano da Misericórdia, exortou Francisco, possa cada família cristã tornar-se um lugar privilegiado onde se experimenta a alegria do perdão. O perdão é a essência do amor, que sabe compreender o erro e remediá-lo. “Pobre de nós, se o Senhor não nos perdoasse.” É no seio da família, acrescentou, que as pessoas são educadas para o perdão, porque se tem a certeza de ser compreendidas e amparadas, não obstante os erros que se possam cometer.
“Não percamos a confiança na família! É bom abrir sempre o coração uns aos outros, sem nada esconder. Onde há amor, também há compreensão e perdão. A todas vocês, queridas famílias, confio esta peregrinação doméstica, de todos os dias, esta missão tão importante de que hoje o mundo e a Igreja têm mais necessidade do que nunca.”
Fonte: R Vaticana

terça-feira, 27 de maio de 2014

Pe. Lombardi: balanço da peregrinação de Francisco

Pe. Lombardi: balanço da peregrinação de Francisco




Cidade do Vaticano (RV) - O último dia do Papa Francisco na Terra Santa foi rico de mensagens e gestos fortes. Um dia marcado pelo encontro com o mundo muçulmano, pelos vários eventos relacionados à comunidade judaica e ao Estado de Israel e, finalmente, pelos momentos com a comunidade cristã no Getsêmani e no Cenáculo, na dimensão da oração, típica desta peregrinação. Para comentar esta viagem histórica, conversamos por telefone com o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e Diretor da Rádio Vaticano que acompanhou Francisco, Padre Federico Lombardi :

R. - Com certeza, na parte da manhã de ontem o encontro com o Islã, os encontros com o judaísmo e com o Estado de Israel foram particularmente significativos e também estavam ao centro da atenção da mídia internacional. Acho que o pequeno ato original desta viagem, o momento do abraço diante do Muro das Lamentações do Papa com o rabino e o amigo muçulmano; o abraço de três amigos, de três religiões diferentes diante do Muro das Lamentações tenha sido realmente um pequeno, mas grande sinal, porque, além de todos os discursos sobre o diálogo inter-religioso, da dificuldade em compreender um ao outro e assim por diante, e depois a cultura do encontro mencionada pelo Papa, o encontro entre pessoas reais que são capazes de se entenderem, e também de trabalharem juntas para construir a paz, que é - eu acho – o caminho fundamental. Outro grande encontro pessoal, que parece ter caracterizado a manhã de ontem, foi o encontro entre o Papa e o Presidente Peres: eu tive a impressão que são dois grandes sábios construtores de paz. O Papa, naturalmente, com a sua autoridade de líder religioso que convida a rezar pela paz, e também o presidente uma pessoa verdadeiramente sábia que passou uma longa vida através de muitas situações, mas que se vê, que realmente aspira a um mundo melhor, que pretende colocar a sua experiência de vida ao serviço do bem comum dos povos, superando as tensões e fazendo a paz. A maneira com a qual o Papa também falou da acolhida de Peres, e na qual "casa", ele se sentia feliz, parece-me tenha sido um grande elogio e uma boa premissa também para o próximo encontro de oração pela paz, que é foi confirmado pelas pessoas convidadas, e que por isso esperamos que possa acontecer em tempos breves, no Vaticano.

P. - Em alguns momentos, o Papa pareceu emocionado, mas também muito triste: quando disse o seu "não" a violência em nome de Deus, mas também o "nunca mais a monstruosidade do Holocausto", quase como se tivesse sobre si a vergonha do homem, daquilo que o homem consegue fazer nos momentos de escuridão total ...

R. - É verdade. O Papa usou uma expressão que eu acho que é muito sua, característica, quando ele fala da vergonha. É uma palavra bíblica, que também os antigos profetas, quando falavam da experiência do pecado e do peso do pecado sobre a humanidade e sobre o povo de Israel, diziam: "A vergonha sobre nós que não fomos capazes de construir a paz". Portanto, esta palavra, vergonha, de fato, no discurso do Papa no Yad Vashem me pareceu precisamente trazer à luz esse seu sentimento profético muito forte que lhe dá, às vezes, um tom particularmente voltado para o futuro que nos toca e nos sacode.

R. - Em fim, no Getsêmani, depois no Cenáculo os últimos dois compromissos desse intenso dia, e mais uma vez é a luz da esperança que o Papa pede aos cristãos que testemunhem. E depois reafirmou também a ideia de uma Igreja em saída, uma Igreja a serviço, que é outro tema que o Papa tem muito a peito...

R - Sim, porque no Cenáculo foi celebrada a Missa de Pentecostes, e portanto, precisamente o evento da Igreja que, recebendo o Espírito, torna-se missionária. Eu diria que pudemos experimentar a alegria desta celebração próprio no lugar original da missão da Igreja na força do Espírito.

P. - No entanto, o tema da esperança pareceu quase prevalecer, nesses últimos momentos do dia ...

A. - Certamente: a presença do Espírito que dá vida, que o acompanha, que torna presente Jesus Cristo ressuscitado, é um espírito que alimenta, evidentemente, uma esperança mais forte do que qualquer forma de desânimo diante das dificuldades que estão ao nosso redor. Assim, também nesta terra, mesmo com os problemas que as comunidades eclesiais possam ter, e que as comunidades dos povos possam ter. E, com o anúncio do Espírito que desce para nos tornar missionários e nos renovar, para renovar a Criação, é um anúncio de esperança para todos! (SP)
Fonte: Rádio Vaticano

Após peregrinação à Terra Santa, S.S. Papa Francisco visita Basílica Santa Maria Maior

Papa Francisco visita Basílica Santa Maria Maior, após peregrinação à Terra Santa




Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta terça-feira, por volta das 11 horas, o Papa Francisco dirigiu-se à Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma, para agradecer a Nossa Senhora o bom êxito da viagem à Terra Santa e confiar a ela os frutos desta peregrinação.

O Papa – declarou à Rádio Vaticano o Arcipreste da Basílica, Cardeal Santos Abril y Castello – ofereceu um ramalhete de flores a Nossa Senhora, recolhendo-se, a seguir, em oração por alguns minutos. Após saudou alguns fiéis”.

Francisco deixou a Basílica por volta das 11h30min, sendo esta a nona vez que reza neste local, desde o início de seu pontificado. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa Francisco na Missa final da sua peregrinação à Terra Santa

No Cenáculo de Jerusalém nasceu a Igreja e daí "saiu": Papa Francisco na Missa final da sua peregrinação à Terra Santa




Naquele que constituía praticamente o último número do carregadíssimo programa deste terceiro e último dia da sua peregrinação à Terra Santa, Papa Francisco presidiu esta tarde à Missa no Cenáculo, local que evoca a Última Ceia de Jesus, e afirmou que ali “nasceu a Igreja”:

“Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em saída. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração”, disse na homilia que pronunciou diante dos patriarcas orientais, bispos e outros responsáveis católicos da Terra Santa.
A viagem do Papa levou a Israel o patriarca dos maronitas (Líbano), cardeal Bechara Rai, o que aconteceu pela primeira vez desde 1948. A celebração não contou com a presença de outros fiéis, dada a exiguidade do espaço.

“O Senhor concede-nos um grande dom, ao reunir-nos aqui no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos”, declarou Francisco.

“O grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito”, acrescentou. O Cenáculo, realçou o Papa, recorda a todos os católicos o “serviço, “a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz”.

“Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado”, afirmou.

Este local evoca também, lembrou o Papa Francisco, a “traição” da Última Ceia: “Reproduzir na vida estas atitudes não sucede só aos outros, mas pode acontecer a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus”.

Finalmente, disse, o Cenáculo recorda “o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado”, para a qual “estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua”.

No final da celebração, o padre Pierbattista Pizzaballa, custódio da Terra Santa, dirigiu uma saudação ao Papa, agradecendo o seu testemunho de “paz e unidade”.

Francisco seguiu depois para um um heliporto, em Jerusalém, para regressar ao aeroporto de Telavive, de onde, após a cerimónia de despedida, toma o avião para Roma, aonde a chegada está prevista para as 23 horas locais.

Amados Irmãos!
Um grande dom nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos. Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em saída. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.
Jesus ressuscitado, enviado pelo Pai, no Cenáculo comunicou aos Apóstolos o seu próprio Espírito e, com esta força, enviou-os a renovar a face da terra (cf. Sal 104, 30).
Sair, partir, não quer dizer esquecer. A Igreja em saída guarda a memória daquilo que aconteceu aqui; o Espírito Paráclito recorda-lhe cada palavra, cada gesto, e revela o seu significado.
O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado.
O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas..., oferecer tudo em sacrifício espiritual.
O Cenáculo recorda-nos a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus.
O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.
Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.
O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz entre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande... Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.
Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida. Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos céus.
Este é o horizonte do Cenáculo: o horizonte do Ressuscitado e da Igreja.
Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra (cf. Sal 104, 30)!



Fonte: RV

sábado, 24 de maio de 2014

O Espírito Santo cure as feridas dos erros, incompreensões e controvérsias

O Espírito Santo cure as feridas dos erros, incompreensões e controvérsias - Papa Francisco na Missa em Amã, primeira etapa da sua peregrinação




 

Decorreu no Estádio Internacional de Amã, com a participação calorosa e devota de dezenas de milhares de fiéis, a Missa presidida pelo Papa Francisco. Uma Missa com cânticos em árabe e em que fizeram a sua primeira Comunhão nada menos de mil e quatrocentas crianças (foto).

Numa homilia centrada no Espírito Santo de que fala o Evangelho deste domingo, o Papa referiu três ações realizadas pelo Espírito: prepara, unge e envia. A concluir convidou a pedir ao Espírito Santo "que prepare os nossos corações para o encontro com os irmãos independentemente das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; que unja todo o nosso ser com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; que nos envie, com humildade e mansidão, pelas sendas desafiadoras mas fecundas da busca da paz."
**

Um abraço no espírito de paz entre irmãos com o mesmo sangue e membros do género humano. A homilia do Papa no Estádio Internacional de Amã, na Jordânia, esta tarde, na presença de uns 30 mil fiéis, foi sobretudo isto: incentivar à paz e à harmonia na região.

Dessa localidade perto do Rio Jordão, onde Jesus foi baptizado, recebendo sobre si o Espírito Santo, o Papa centrou as suas palavras nas três acções que o Espírito Santo realiza em Jesus e sobre nós: preparar, ungir, enviar. Missão do Espírito Santo é de facto gerar harmonia e agir para a paz nos diferentes contextos e entre pessoas diferentes – disse o Papa, recordando que a diversidade é uma riqueza:

A diversidade de pessoas e de pensamento não deve provocar recusa e obstáculos, porque a variedade é sempre enriquecimento. Portanto, hoje, invoquemos com coração ardente o Espírito Santo, pedindo-lhe para preparar o caminho da paz e da unidade”.

O Espírito Santo unge – prosseguiu o Papa dizendo que ungiu a Jesus e ungiu os discípulos para que assumissem os sentimentos de Jesus e actuassem a favor da paz e da comunhão. Assim també unge-nos a nós para que sejamos capazes de amar os irmãos como Deus nos ama.

Por isso, é necessário realizar gestos de humildade, de fraternidade, de perdão, de reconciliação. Estes gestos são premissa e condição para uma paz verdadeira, sólida duradoura.

Peçamos ao Pai para nos ungir, para que como seus filhos possamos sentir-nos irmãos e assim “afastar de nós os rancores e divisões e nos podermos amar fraternalmente” – disse o Papa passando ao terceiro aspecto da missão do Espírito Santo: enviar. Jesus foi enviado pelo Pai cheio de Espírito Santo e “nós também somos enviados como mensageiros e testemunhos de paz”. E acrescentou, improvisando:

Quanta necessidade tem o mundo de nós como mensageiros de paz, como testemunhos de paz! É uma necessidade que o mundo tem. Também o mundo pede-nos para fazermos isto: levar a paz, dar testemunho de paz!”

O Papa Francisco recordou ainda que a paz não se compra, não está à venda. “É um dom a ser procurado pacientemente e a ser construído artesanalmente mediante pequenos gestos que envolvem a nossa vida quotidiana” .

O caminho para a paz só se consolida se reconhecermos que todos temos o mesmo sangue e fazemos parte do género humano; se não esquecermos que temos um único Pai no Céu (…)" –

Palavras do Papa que continuou dizendo abraçar todos neste espírito. E referiu explicitamente os numerosos refugiados cristãos provenientes da Palestina, Síria e Iraque, dizendo-lhes:

Levai às vossas famílias e comunidades a minha saudação e a minha proximidade.

O Papa concluiu a sua homilia referindo-se mais uma vez ao rio Jordão, onde o Espírito Santo desceu sobre Jesus, preparando-o para libertar o mundo do pecado.

“A Ele pedimos para preparar os nossos corações ao encontro com os irmãos para além das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; par ungir todo o nosso ser com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; a graça de nos enviar com humildade e mansidão pelos caminhos difíceis, mas fecundos da procura da paz. Amém!”.



Papa Francisco na Jordânia,primeira etapa da sua peregrinação à Terra Santa

Papa Francisco na Jordânia, primeira etapa da sua peregrinação à Terra Santa, discursou no encontro com o Rei e as Autoridades




Papa Francisco encontra-se já na Jordânia, para a primeira etapa da sua peregrinação de três dias à Terra Santa, que o levará amanhã a Belém, nos Territórios Palestinenses, e finalmente a Jerusalém, no Estado de Israel. Esat como outros acontecimentos da viagem papal podem ser seguidos em video no nosso site, na transmissão do Centro Televisivo Vaticano

O avião que conduzia o Papa e a sua comitiva aterrou pontualmente às 13 horas locais no aeroporto internacional de Amã, após um voo de quase quatro horas. A acolher o pontífice, no aeroporto, um representante do Rei Abdallah II, o Príncipe Ghazi bin Muahammed, para além do Patriarca Latino de Jerusalém (também Delegado Apostólico para a Jordânia) e o Custódio da Terra Santa, o Padre Pierbattista Pizzaballa.

Segundo o protocolo jordano, a cerimónia de boas-vindas propriamente dita teve lugar no palácio real, onde o Papa será saudado pelo Rei Abdallah II e pela Rainha Rania (que receberam também outros dois Papas – João Paulo II, no ano 2000, e Bento XVI, em 2009). O monarca jordano encontrou-se já duas vezes com o Papa Francisco, no Vaticano, em agosto de 2013 e em abril passado).

Seguiu-se o encontro com as Autoridades Jordanas, umas 300 pessoas ao todo, incluindo o Corpo Diplomático e os mais importantes representantes religiosos da Jordânia.

No discurso então proferido, o Santo Padre exprimiu todo o seu apreço às autoridades do país e a toda a sociedade jordana pelo acolhimento dispensado a um elevadíssimo número de refugiados palestinenses, iraquianos e de outros países da área, sobretudo da Síria. Constatando a persistência de fortes tensões no Médio Oriente, o Papa congratulou-se pelo empenho da Jordânia a favor de uma paz duradoura para toda a região – nomeadamente com uma urgente solução pacífica para a crise síria e uma solução justa para o conflito israelita-palestinense.

Especial relevo mereceu, nas palavras do Papa a saudação à comunidade muçulmana, com explícita referência à liderança desempenhada pela Casa real na “promoção duma compreensão mais adequada das virtudes proclamados pelo Islão e da serena convivência entre os fiéis das diferentes religiões”.

Finalmente, uma “saudação cheia de afeto” às comunidades cristãs, presentes no país (recordou o Papa) desde a era apostólica, oferecendo desde sempre a sua contribuição para o bem comum da sociedade. Embora estas comunidades sejam hoje em dia numericamente minoritárias, contudo desempenham uma apreciada ação no campo da educação e da saúde, e podem tranquilamente professar a sua fé, no respeito pela liberdade religiosa. Trata-se – sublinhou o Papa – de um direito fundamental que espero vivamente “seja tido em grande consideração em todo o Médio Oriente e no mundo inteiro”.

Eis o texto integral do discurso do Santo Padre:

Majestade,
Excelências,
Amados Irmãos Bispos,
Queridos Amigos!

Agradeço a Deus por poder visitar o Reino Hachemita da Jordânia, seguindo os passos dos meus antecessores Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, e agradeço a Sua Majestade o Rei Abdullah II pelas suas cordiais palavras de boas-vindas, com viva recordação do recente encontro no Vaticano. Estendo a minha saudação aos membros da Família Real, ao Governo e ao povo da Jordânia, uma terra rica de história e de grande significado religioso para o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Este País oferece generoso acolhimento a um grande número de refugiados palestinenses, iraquianos e vindos de outras áreas de crise, nomeadamente da vizinha Síria, abalada por um conflito que já dura há muito tempo. Tal acolhimento merece a estima e o apoio da comunidade internacional. A Igreja Católica quer, na medida das suas possibilidades, empenhar-se na assistência aos refugiados e a quem vive em necessidade, sobretudo através da Cáritas Jordana.
Ao mesmo tempo que constato, com pena, a persistência de fortes tensões na área médio-oriental, agradeço às autoridades do Reino aquilo que fazem e encorajo a continuarem a empenhar-se na busca da desejada paz duradoura para toda a região; para tal objectivo, torna-se imensamente necessária e urgente uma solução pacífica para a crise síria, bem como uma solução justa para o conflito israelita-palestinense.

Aproveito esta oportunidade para renovar o meu profundo respeito e a minha estima à comunidade muçulmana e manifestar o meu apreço pela função de guia desempenhada por Sua Majestade o Rei na promoção duma compreensão mais adequada das virtudes proclamadas pelo Islã e da serena convivência entre os fiéis das diferentes religiões. Exprimo a minha gratidão à Jordânia por ter incentivado uma série de importantes iniciativas em prol do diálogo inter-religioso visando promover a compreensão entre judeus, cristãos e muçulmanos, nomeadamente a «Mensagem Inter-religiosa de Aman», e por ter promovido no âmbito da ONU a celebração anual da «Semana de Harmonia entre as Religiões».

Uma saudação cheia de afecto quero agora dirigir às comunidades cristãs, que, presentes no país desde a era apostólica, oferecem a sua contribuição para o bem comum da sociedade na qual estão plenamente inseridas. Embora hoje sejam numericamente minoritárias, conseguem desempenhar uma qualificada e apreciada acção no campo da educação e da saúde, através de escolas e hospitais, e podem professar com tranquilidade a sua fé, no respeito da liberdade religiosa, que é um direito humano fundamental, esperando vivamente que o mesmo seja tido em grande consideração em todo o Médio Oriente e no mundo inteiro. Tal direito «implica tanto a liberdade individual e colectiva de seguir a própria consciência em matéria de religião, como a liberdade de culto (...), a liberdade de escolher a religião que se crê ser verdadeira e de manifestar publicamente a própria crença» (BENTO XVI, Exort. ap. Ecclesia in Medio Oriente, 26). Os cristãos sentem-se e são cidadãos de pleno direito e pretendem contribuir para a construção da sociedade, juntamente com os seus compatriotas muçulmanos, oferecendo a sua específica contribuição.

Por fim, formulo sentidos votos de paz e prosperidade para o Reino da Jordânia e seu povo, com a esperança de que esta visita contribua para incrementar e promover boas e cordiais relações entre cristãos e muçulmanos.
Agradeço-vos pela vossa hospitalidade e cortesia. Deus Omnipotente e Misericordioso conceda a Suas Majestades felicidade e longa vida e cubra a Jordânia com as suas bênçãos. Salam!

Momento culminante deste primeiro dia de viagem será a Missa que o Papa celebra num estádio de Amã. Ao fim da tarde, um encontro com refugiados e com pessoas deficientes.

 
Fonte: RV

segunda-feira, 31 de maio de 2010

BRASIL - PEREGRINAÇÃO NACIONAL DAS FAMÍLIASA

A CELEBRAÇÃO DAS FAMÍLIAS EM APARECIDA
Aparecida,

O Santuário Nacional recebeu este fim de semana famílias de todo Brasil na 2ª Peregrinação Nacional das Famílias. O tema deste ano foi "Família, formadora dos valores humanos e cristãos", e começou com uma missa presidida pelo Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer.
“A família é importantíssima e insubstituível na formação da pessoa. Nesta Peregrinação com a Mãe Aparecida, peçamos que nossas famílias se espelhem um pouco na realidade divina de Deus” - disse Dom Odilo em sua homilia.
Durante o domingo, as celebrações foram presididas na Casa da Mãe Aparecida pelos bispos convidados pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar.Na celebração das 10h, o Secretário-Geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, frisou que “as famílias são patrimônio da humanidade, como diz Papa Bento XVI.
Está na hora de começarmos a resgatar este patrimônio, não apenas histórico, mas que brota do próprio coração de Deus. Família não é invenção humana, é criação do próprio Deus sonhada desde toda eternidade, desde toda criação”.
O Bispo de Jataí (GO), Dom José Luiz Majella, esteve presente com uma mensagem virtual, divulgada pelo site do Santuário Nacional (www.a12.com): “Pois quanto mais a família se aproxima de Deus, mais vai sentir que ela é uma Igreja, a Igreja doméstica” - disse Dom Majella.Cerca de 100 mil visitantes participaram do evento no Santuário, cujas atividades foram transmitidas na Internet, no site www.a12.com, e na TV através da Rede Aparecida.(CM)

Fonte: RV

domingo, 31 de maio de 2009

PAPA BENTO XVI PREPARA-SE PARA VISITAR O TÚMULO DO PADRE PIO

Papa prepara sua peregrinação ao túmulo do Padre Pio
Visitará San Giovanni Rotondo em 21 de junho

ROMA,

- O programa da visita que Bento XVI realizará a San Giovanni Rotondo em 21 de junho para percorrer os lugares nos quais viveu o Pe. Pio de Pietrelcina já está definido. O anúncio foi realizado após a visita de uma delegação da prefeitura da Casa Pontifícia e de uma delegação da Guarda Vaticana.
A primeira delegação estava composta pelo prefeito e pelo regente, Dom James M. Harvey e Dom Paolo De Nicolo respectivamente, e pelo Pe. Leonardo Sapienza; e a segunda estava guiada pelo Dr. Domenico Giani.
Segundo informaram os Frades Menores Capuchinhos da província religiosa “Santo Ângelo e Padre Pio”, o Santo Padre sairá de helicóptero do Vaticano às 8h e aterrissará às 9h15 no campo esportivo “Antonio Massa” de San Giovanni Rotondo.
Depois chegará de papamóvel ao Santuário Santa Maria da Graça, às 9h35, percorrendo as principais ruas de San Giovanni Rotondo, acompanhado por Dom Domenico Umberto De Ambrosio, arcebispo Metropolitano de Lecce.
Na praça do Santuário, receberá a saudação do prefeito de San Giovanni Rotondo, Gennaro Giuliani.
No interior, será acolhido por Fr. Mauro Johri, ministro geral da ordem dos Frades Menores Capuchinhos, pelos Fr. Aldo Broccato, Carlo Laborde e Francesco Dileo e pela fraternidade dos Frades Menores Capuchinhos de San Giovanni Rotondo.
Após deter-se em adoração diante do Santíssimo Sacramento, o Santo Padre visitará a cela número 1 do convento, onde o Pe. Pio faleceu.
Depois descerá à cripta para rezar diante do corpo do santo. Na cripta, só a fraternidade dos Frades Menores Capuchinhos compartilhará esse momento com o Papa.
Bento XVI acenderá duas lâmpadas diante da urna, como símbolo das visitas apostólicas dos dois últimos pontífices.
Já na sacristia, o Papa se revestirá com os ornamentos litúrgicos e se dirigirá de papamóvel à praça da igreja de São Pio de Pietrelcina, atravessando a praça de Santa Maria da Graça.
Às 10h15, presidirá a solene concelebração eucarística, ao início da qual será saudado por Dom Ambrósio.
Ao finalizar a Missa, o Santo Padre rezará a oração mariana do Ângelus no mesmo lugar.
À tarde, às 16h45, o pontífice terá um encontro com os dirigentes, funcionários e pacientes do hospital “Casa Alívio do Sofrimento”.
Antes de seu discurso, receberá a saudação de Dom Ambrosio, presidente da Casa Alivio do Sofrimento, do diretor geral e de um enfermo.
Pouco depois, também de papa-móvel, ele se dirigirá à igreja de São Pio de Pietrelcina, onde, às 17h30, terá um encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas e jovens.
Após o encontro, o Santo Padre voltará de papamóvel, seguindo o mesmo percurso da ida, ao estádio municipal “Antonio Massa”, de onde partirá de helicóptero às 18h15 para aterrissar no Vaticano às 19h30.
Para garantir um acesso ordenado ao lugar da celebração eucarística e dos encontros do Santo Padre, organizou-se um sistema de reservas com a emissão de convites gratuitos.
Para isso, ativou-se uma central telefônica com o número 0882 417300, onde se atenderão ligações das 9h às 12h e das 16h às 19h.
Também podem ser solicitados convites por fax, no número 0882 417377 e por correio eletrônico, no endereço visitapapa@santuariopadrepio.it
Aos que anunciarem sua presença, será dado um passe (que deverão mostrar no pára-brisa de seu carro) que lhes permitirá ter acesso de carro a uma área reservada da localidade Pozzo cavo.
Deste estacionamento sairá um serviço de transporte que levará os peregrinos ao Anfiteatro, de onde se pode chegar caminhando ao Santuário.
As pessoas que quiserem chegar à área da celebração e dos encontros poderão seguir um caminho bem assinalado.
Quem quiser participar da celebração eucarística poderá ter acesso ao recinto da igreja de 6h30 a 8h30.
A igreja Santa Maria da Graça, inclusive a cripta, e a igreja São Pio de Pietrelcina permanecerão fechadas desde a tarde de 20 de junho.
O Santuário e a cripta se reabrirão à visita dos fiéis imediatamente após a saída do Papa (por volta das 18h30).
Para ter acesso à cripta, serão habilitadas duas entradas: a porta norte, junto à via Padre Pio, e a entrada que há junto à porta da igreja antiga. Para esse dia não será necessária a reserva.
Os organizadores destacaram que ninguém está autorizado a pedir dinheiro (exceto pelos gastos eventuais de envio a cargo do destinatário), nem pelos convites nem pelo acesso de carro ou ônibus, que será gratuito.
Fonte: ZENIT.org
CONHEÇA A ORAÇÂO E A NOVENA DE PARE PIO

Clique em: Novena de Padre Pio


....................Oração de Padre Pio


A FAMÍLIA CATÓLICA

quarta-feira, 20 de maio de 2009

PEREGRINAÇÃO NACIONAL EM FAVOR DA FAMÍLIA

Brasil: famílias peregrinam ao Santuário de Aparecida
Evento quer reforçar os valores da família, diz arcebispo

Família Discípula e Missionária a Serviço da Vida”


APARECIDA, quarta-feira, 20 de maio de 2009 (ZENIT.org).


- O Santuário de Aparecida acolhe no próximo final de semana a Peregrinação Nacional em Favor da Família, organizada pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O evento tem como tema: “Família Discípula e Missionária a Serviço da Vida”.
De acordo com os organizadores, a cidade de Aparecida foi escolhida por ter Maria como padroeira e pela sua importância religiosa para o Brasil.
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, Dom Orlando Brandes, considera que a peregrinação será um despertar para importância da família.
“Queremos despertar o brasileiro para o valor e a centralidade da família diante de tantas crises que passamos na atualidade”, diz em um comunicado enviado a Zenit.
Dom Orlando também afirma que o evento responde às orientações do Papa Bento XVI sobre incrementar e fortalecer os valores familiares, indicações estas presentes também nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e no Documento de Aparecida.
“A família é um dos eixos transversais da ação evangelizadora”, afirma o arcebispo, que considera o encontro como uma oportunidade de conscientização sobre as necessidades mais urgentes para a família.
“Esse evento só vem confirmar a necessidade de defender a família, fortalecer, ajudar e apoiar os congressistas para observarem o seu valor primordial, para que assim eles possam ter base para aprovar urgentemente as causas de tão importante parcela da população brasileira”, destaca.
Entre as atividades do evento, no dia 23 de maio, haverá procissão até a Tribuna Bento XVI, para oração do terço meditado e, às 19h, acontecerá a missa na Basílica Nacional, com procissão luminosa.
No domingo, 24, os participantes se reunirão para a “Grande Concentração em Favor da Família”. Às 8h terá lugar a celebração eucarística na Basílica Nacional. Na Tribuna Aloísio Lorscheider acontecerá o show da família em favor da vida, com testemunhos familiares e apresentações musicais animadas pelo padre Reginaldo Mangotti. As TVs católicas transmitirão o evento.

Fonte: ZENIT.org

domingo, 17 de maio de 2009

IMPRESSÕES DE BENTO XVI SOBRE SUA PEREGRINAÇÃO

IMPRESSÕES DE BENTO XVI SOBRE SUA PEREGRINAÇÃO NA TERRA SANTA
Cidade do Vaticano,

- Durante o vôo de retorno da peregrinação apostólica na Terra Santa, concluída ontem, sexta-feira, Bento XVI teve um breve encontro com os jornalistas, no qual lhes agradeceu pelo trabalho realizado.O papa deteve-se também sobre as impressões suscitadas pela peregrinação nos lugares de Jesus, ressaltando, em particular, a necessidade de alimentar o desejo comum de paz. "Não devemos esconder as dificuldades, mas encorajar mais para a reconciliação" – disse.O pontífice recordou aos jornalistas algumas imagens inesquecíveis de sua peregrinação na Terra Santa: entre elas, "a comovente descida ao ponto mais profundo da terra, no Jordão, símbolo da descida de Cristo aos pontos mais profundos da existência humana".Outros momentos evocados pelo Santo Padre foram a visita ao Santo Sepulcro e ao Cenáculo, "onde o Senhor nos deu a Eucaristia, onde teve lugar o Pentecostes". Bento XVI uniu essas imagens ao significado de sua viagem apostólica à Terra Santa:"Vim como peregrino de paz. O peregrino é um elemento essencial de muitas religiões, como no Islã, na religião judaica e no Cristianismo. É também a imagem da nossa existência, que é um caminhar avante, rumo a Deus e, assim, rumo à comunhão da humanidade. Vim como peregrino e espero que muitos sigam essas pegadas e, assim, encorajem a unidade dos povos desta Terra Santa e se tornem, por sua vez, mensageiros de paz."Em seguida, o pontífice afirmou que "as impressões fundamentais" suscitadas pela peregrinação na Terra Santa foram três: "A primeira é que em todos os ambientes – muçulmano, cristão e judeu - encontrei uma firme disponibilidade ao diálogo inter-religioso, ao encontro e à colaboração entre as religiões. E é importante que todos vejam isso, não somente como uma ação inspirada por motivos políticos suscitados pela situação, mas como fruto do próprio núcleo de fé, porque acreditar no único Deus que criou todos nós, Pai de todos nós, acreditar neste Deus que criou a humanidade como uma família, acreditar que Deus é amor e quer que o amor seja a força dominante no mundo, implica esse encontro, essa necessidade do encontro, do diálogo, da colaboração como exigência da própria fé."Bento XVI ainda acrescentou ter encontrado "um clima ecumênico muito encorajador": "Tivemos muitos encontros com o mundo ortodoxo, com grande cordialidade; tive a oportunidade de falar com um representante da Igreja Anglicana e dois representantes luteranos, e se vê que exatamente esse clima da Terra Santa encoraja também o ecumenismo."A terceira impressão suscitada pela viagem foi a constatação das "enormes dificuldades" ao lado de "um profundo desejo de paz por parte de todos": "As dificuldades são mais visíveis e não devemos escondê-las; existem e devem ser esclarecidas. Mas não é tão visível o desejo comum da paz e de fraternidade, e creio que devemos falar também disso, encorajar todos nesta vontade de encontrar as soluções certamente não fáceis para essas dificuldades." (RL)

Fonte: RV

terça-feira, 21 de abril de 2009

URNA COM RELÍQUIA DE DOM BOSCO INICIA PEREGRINAÇÃO


SALESIANOS: URNA COM RELÍQUIA DE DOM BOSCO INICIA PEREGRINAÇÃO

Turim,

- No dia 25 de abril, será apresentada e em Valdocco, Turim, na basílica de N. Sra. Auxiliadora, a urna que contém uma relíquia insigne de Dom Bosco e que percorrerá nos próximos anos as nações em que os Salesianos estão presentes. A peregrinação da urna, que atravessará os cinco continentes, é uma iniciativa do Reitor-Mor dos Salesianos, P. Pascual Chávez Villanueva, em preparação ao Bicentenário de Nascimento de Dom Bosco, que será celebrado em 2015. O peso total da urna é de 530 quilos. No interior está colocada uma estátua de Dom Bosco semelhante à que existe na urna conservada na basílica de Maria Auxiliadora. A primeira etapa da peregrinação será a região do Lácio, na Itália, até fins de junho, e seguirá depois para a América Latina: atravessará o Chile, a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e o Brasil. Depois de percorrer os cinco continentes, a peregrinação se concluirá em 31 de janeiro de 2014. (BF)

Fante : RV

CLIQUE : DOM BOSCO, e terá outros artigos a respeito de DOM BOSCO já publicados.

A FAMÍLIA CATÓLICA

domingo, 5 de abril de 2009

PEREGRINAÇÃO NACIONAL EM FAVOR DA FAMÍLIA


Aparecida,

- “Família Discípula e Missionária a Serviço da Vida”.
Com este tema Aparecida (SP) vai sediar a Peregrinação Nacional em Favor da Família no próximo dia 24 de maio.
A cidade foi escolhida por ser sede mariana da padroeira e pela sua importância religiosa para o Brasil.Para a Pastoral Familiar, o evento será uma ocasião para o povo brasileiro demonstrar “que é na família que se dá e se recebe ternura, carinho, apreço, segurança e generosidade”. Segundo a Pastoral, trata-se de uma forma de fazer com que os interesses da família e da vida possam marcar presença nas políticas públicas no país.
A mobilização nacional pretende reunir famílias de todo o país, a partir da Pastoral Familiar, dos movimentos eclesiais, serviços e institutos de família para animar o encontro.
Comunidades de todo o Brasil já começaram a organizar suas caravanas.
A programação vai começar no sábado, 23 de maio, com o momento de catequese, testemunho e apresentação musical, com Antônio Cardoso.
Depois, haverá a oração do terço meditado e a Missa na Basílica Nacional, com procissão de velas.
No domingo, 24, os participantes se reunirão para a “Grande Concentração em Favor da Família”.
Às 8h terá lugar a celebração eucarística na Basílica. Na tribuna Aloísio Lorscheider acontecerá o show da família em favor da vida, com testemunhos familiares e apresentações musicais animadas pelo padre Reginaldo Mangotti.
As TVs católicas transmitirão o evento.(MT)

Fonte: RV

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

CICANOS FAZEM PEREGRINAÇÃO À LOURDES

PAREREGRINAÇÃO DOS CIGANOS A LOURDES
Lourdes, 19 ago (RV)
- A “Igreja em missão junto aos excluídos”: a partir de amanhã, em Lourdes, a peregrinação dos ciganos e dos itinerantes.
A partir de amanhã, as imediações de Lourdes estarão repletas de trailers e ao menos 40.000 nômades rezarão diante da gruta de Nossa Senhora.
A ocasião é a peregrinação dos ciganos, apresentada esta manhã junto aos Santuários de Lourdes, e que se concluirá no próximo dia 25.
A peregrinação inscreve-se numa das doze “missões” jubilares de Lourdes, a da “Igreja em missão junto aos excluídos”.
Os organizadores, como “Cité Saint Pierre e Caritas Internacional, esperam que a peregrinação dos ciganos ajude as pessoas consideradas “normais” a mudarem o modo de encará-los, mudando os clichês e, por vezes, os preconceitos em relação aos nômades, que têm riquezas enormes do ponto de vista da fé.
Fonte: RV

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

PEREGRINAÇÃO DO MIGRANTE: PERIGO DE XENOFOBIA

EM FÁTIMA, PEREGRINAÇÃO DO MIGRANTE: PERIGO DE XENOFOBIA
Fátima,
- Está se realizando estes dias em Fátima a peregrinação anual do Migrante e do Refugiado, com a participação de milhares de emigrantes portugueses e de estrangeiros residentes em Portugal.

Expoentes da Igreja católica local vêem nesta peregrinação a prova de que a “fé cristã derruba muros e abate fronteiras” e tem uma capacidade de união.

Este ano, a peregrinação ocorre após acontecimentos que envolveram imigrantes brasileiros no assalto ao BES, uma agência bancária em Lisboa.

O presidente da Comissão Episcopal portuguesa da Mobilidade Humana, D. Antônio Vitalino, destacou que este acontecimento não pode constituir a ocasião de crescimento de “sentimentos xenófobos” em relação aos imigrantes que estão em Portugal.

Com efeito, D. Vitalino disse temer “uma certa xenofobia na população portuguesa” para com os imigrantes. “Eu sempre tenho muito medo, essencialmente da opinião que é feita na rua, que não é controlada, e das pessoas que sofrem na pele com isso”, afirmou na coletiva de imprensa que antecedeu o início da peregrinação internacional de Fátima.

O presidente da Comissão Episcopal portuguesa da Mobilidade Humana mostrou-se igualmente preocupado com o “impacto” da situação decorrente da transmissão dos acontecimentos pela Comunicação Social.

Ele sublinhou que “o bem e o mal estão espalhados por todo o mundo”. (PL)
Fonte: RV

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ARAUTOS DO EVANGELHO ENTREVISTAM DOM FRANCISCO CHIMOIO ARCEBISPO DE MOÇAMBIQUE


Entrevista dos Arautos do Evangelho com Dom Francisco Chimoio Arcebispo de Moçambique e a delegação moçambicana que esteve presente a Jornada Mundial da Juventude – Sydney - Australia

AE -Estamos aqui recebendo o Arcebispo de Moçambique D. Francisco Chimoio e a delegação moçambicana que esteve na Jornada Mundial da Juventude, com o Papa na Austrália. Gostaríamos de perguntar a Dom Chimoio, qual a mensagem que ele trouxe para os jovens e qual a meta que o Santo padre teve com o congresso da juventude na Austrália.
Dom Chimoio – Muito obrigado a todos, mais uma vez tenho a oportunidade de saudar-vos e de vos desejar um bom trabalho. A nossa viagem como delegação de Moçambique para a Austrália correu bem, foi um tanto longa, mas valeu apena.

E de fato tivemos a possibilidade de nos reunirmos ao lado do Santo Padre, com outros jovens de outras dioceses e nações. Éramos 400 bispos e uns 500 mil jovens, que afluíram aquela terra. Esperávamos que não fosse tanta gente dada a distância que é grande, mas esta foi vencida pela vontade que todos os jovens tiveram de querem partilhar com os outro a sua Fé, a sua Esperança a sua Caridade.
A mensagem que de fato norteou todo este encontro com o Santo Padre foi que de fato cada jovem no seu pequeno mundo onde vive não se sinta como ilha, seja também como parte integrante do povo cristão em caminho, isto é, cada saber tomar sobre si mesmo, as responsabilidades da sua vocação de cristã, serem testemunhas de Jesus ressuscitado. Isto significa ter o coração aberto, um coração sincero, um coração que é cheio de amor e um coração disponível para acolher e fazer frutificar a obra trazida por Jesus. Ser dócil ao espírito do Senhor e também uma das coordenas que mais sublinhou o Santo Padre.

Teve a possibilidade de crismar alguns jovens de algumas nações.

E mesmo a sua mensagem sublinhava esta grande necessidade que todo cristão tem de transformar o ambiente em que ele vive.

O cristão não se deve conformar com a mentalidade deste mundo. Deve transformar-se e dar realmente luz no meio de tanta treva que vêem.

Criar condições para sermos de fato pacíficos, para sermos também anunciadores e sobre tudo para sermos discípulos de Jesus, que passou toda sua vida fazendo o bem, que nos ensinou o caminho para ir ao Pai, que nos fez compreender que nos temos valor.

Que nos fez compreender também que Deus nos considera seriamente e seriamente nos devemos também corresponder ao nosso Deus.
É esta mensagem, queridos irmãos, que vai nos orientar ao longo destes anos que nos separam da próxima Jornada Mundial da Juventude.

AE- Muito obrigado Dom. Francisco por suas palavras e gostaríamos de pedir as suas orações para que a juventude corresponda a todos os anseios do Santo Padre . Muito obrigado e boa viagem de regresso a Maputo.


NOTA:
Os Arautos do Evangelho de Johannesburgo, organizaram toda a viagem, ida e volta, da comitiva vinda de Moçambique em direção a Austrália.

Como não há vôo direto de Maputo para Sidney, eles vieram de ônibus de Maputo até Johannesburg (8 horas) e posteriormente viajaram de avião até Sidney, para a Jornada Mundial da Juventude. Na partida foi organizado um almoço de confraternização entre todos os membros da comitiva e posteriormente foram todos conduzidos ao Aeroporto para embarque em direção a Sidney.

Por ocasião do retorno da Jornada Mundial da Juventude, os Arautos do Evangelho, organizaram a recepção bem como um jantar de boas vindas, na própria casa dos Arautos do Evangelho e após esta confraternização houve a partida novamente de ônibus para Maputo.

Eram 35 pessoas, incluindo o Arcebispo Dom Francisco Chimoio, cinco sacerdotes e jovens catequistas e líderes de grupos de jovens de diversas paróquias de Moçambique.

Fonte: Arautos em África

terça-feira, 12 de agosto de 2008

VIOLÊNCIAS IMPEDEM PEREGRINAÇÃO

SRI LANKA: VIOLÊNCIAS IMPEDEM PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DE MADHU
Colombo,
- A falta de garantias de segurança, apesar dos repetidos apelos ao governo e aos rebeldes, obrigou as autoridades religiosas e pedirem aos fiéis que renunciem este ano à peregrinação de 15 de agosto ao santuário mariano de Nossa Senhora de Madhu, em Sri Lanka, o mais importante para a comunidade católica local.
O anúncio _ informa a agência missionária MISNA _ causará muito desconforto porque muito esperavam ver em seu lugar a venerada imagem da Virgem Maria com o Menino, que alguns meses atrás fora retirada do santuário por temor de que pudesse sofrer danos enquanto prosseguiam os confrontos armados entre o exército e os rebeldes tâmeis.
Há 400 anos, por ocasião da festa da Assunção de Maria, milhares de cristãos, como também fiéis budistas e hindus, vão à pequena localidade situada na Diocese de Mannar, no noroeste da ilha, para rezar diante da imagem de Nossa Senhora, considerada como abençoada também pelos fiéis de outras religiões.
Os dez dias de oração e encontros que precedem e sucedem a festividade foram durante séculos ocasião de encontro entre as diversas comunidades religiosas.
Numa nota publicada também no site da Arquidiocese de Colombo, capital do país, o bispo de Mannar, Dom Joseph Rayappu, escreve que “para este ano não estão sendo esperados peregrinos”: um modo indireto para convidar à prudência após tanto o governo quanto os rebeldes repelirem o convite a declarar a área do santuário “zona de paz”.
Em 2005, quando ainda vigorava uma frágil trégua militar, 400 mil pessoas participaram da peregrinação; apesar da retomada do conflito, que, porém, não havia alcançado a Diocese de Mannar. No ano passado o santuário foi visitado por 27 mil fiéis. (RL)

Fonte: RV

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

A peregrinação do Migrante e Refugiado ao Santuário de Fátima

Capéla das Aparições - Santuário de Fátima - Fátima - Portugal

Em Portugal a 36 ª Semana de Migrações vai realizar-se entre os 10 e 17 de Agosto de 2008, sob o tema “Jovens Migrantes – Protagonistas da Esperança”. Esta actividade é da responsabilidade da Obra Católica Portuguesa de Migrações.
A Peregrinação Internacional do Migrante e Refugiado a Fátima, nos dias 12 e 13 de Agosto, é o ponto alto das celebrações. A convite da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana e da diocese de Leiria Fátima, será presidida por D. Zacarias Kamwenho arcebispo de Lubango, Angola.

A peregrinação deste ano é dedicada às comunidades Africanas residentes em Portugal. A expectativa da participação das diferentes comunidades migrantes, marcará para a celebração do Ano Europeu do Diálogo Intercultural.
Fonte: RV