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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador : Papa Francisco. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

ACORDO DE PARIS

Cumprimento do Acordo de Paris requer compromisso de todos, diz Papa


A implementação do Acordo "requer um compromisso de todos e uma generosa dedicação por parte de cada um" - AFP        

Cidade do Vaticano (RV) – Após recitar a oração do Angelus, o Papa Francisco encorajou a comunidade internacional a implementar as decisões do “histórico acordo” a que chegaram os participantes da Conferência sobre o Clima (COP21) realizada em Paria desde 30 de novembro e concluída no sábado, 12. O cuidado pela criação, como sabemos, é um tema muito caro a Francisco:
 
A Conferência sobre o Clima recém concluiu-se em Paris com a adoção de um acordo, por muitos definidos como histórico. A sua implementação requer um compromisso de todos e uma generosa dedicação por parte de cada um. Desejando que seja garantida uma particular atenção às populações mais vulneráveis, exorto toda a comunidade internacional a prosseguir com solicitude o caminho tomado, no sinal de uma solidariedade que se torne sempre mais concreta”.

De fato, na noite de sábado, ministros de 195 países aprovaram o "Acordo de Paris", primeiro marco jurídico universal de luta contra o aquecimento global. O documento da 21ª Conferência sobre o Clima (COP21) das Nações Unidas tem caráter "legalmente vinculante" e obriga todas os países signatários a implementar estratégias para limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC até 2100 e prevê US$ 100 bilhões por ano para projetos de adaptação dos efeitos do aquecimento a partir de 2020. Trata-se do mais amplo entendimento na área desde o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997.
Mesmo não fixando metas quantitativas de redução de emissões de gases de efeito estuda, o acordo pretende "limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais, e manter esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC".  E para se obter isto é necessário alcançar o pico de emissões o mais breve possível e obter um balanço entre emissões e remoções desses gases na segunda metade do século. Na prática, isso significa ter emissões líquidas zero - tudo que continuar sendo emitido até lá tem de ser retirado da atmosfera de alguma maneira, seja com florestas ou com mecanismos de captura de carbono. A inclusão desse detalhamento foi vista como um bom sinal em relação a versões anteriores do texto, que haviam sido criticadas por serem muito vagas e inconsistentes com a meta. Essa cláusula deixa o caminho para o 1,5°C mais clara.
Os países desenvolvidos, como os Estados Unidos e os da União Europeia, devem prover recursos financeiros para ajudar países em desenvolvimento a ter ações de mitigação e adaptação, e "outras partes são convidadas a prover ou a continuar prover tal suporte voluntariamente". Assim, os ricos deverão contribuir com US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020 para projetos de adaptação e de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas a serem empreendidos pelos países em desenvolvimento. O volume, considerado baixo perante uma necessidade que especialistas calculam ser de trilhões de dólares, deverá ser revisado.
Antes de 2025, diz o texto, "as partes devem estabelecer um novo objetivo coletivo a partir de um piso de US$ 100 bilhões." O valor será aplicado em organismos como o Fundo Verde, o Mecanismo Global de Meio Ambiente, o Fundo dos Países Menos Desenvolvidos e o Fundo Especial para Mudanças Climáticas.
"Este texto contém os principais avanços, que muitos de nós não acreditavam possível. Este acordo é diferenciado, justo, dinâmico e legalmente vinculante", afirmou Laurent Fabius, que se emocionou ao lembrar os delegados governamentais de conferências anteriores, que morreram "sem poder conhecer este dia". "O documento confirma nosso objetivo central, vital, de limitar o aumento a temperatura média da Terra bem abaixo de 2ºC, e se esforçar para limitá-lo a 1,5ºC".
Além de Fabius, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, discursou e lembrou a responsabilidade histórica dos delegados. "O mundo inteiro está nos observando", advertiu. "O tempo chegou de deixar os interesses nacionais de lado e agir nos interesses globais."
Já o Presidente francês, François Hollande, único chefe de Estado presente, exortou os delegados governamentais a estarem à altura de um momento único. (JE/Agências)

Fonte: R Vaticana

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa aos consagrados: não há espaço para ambições de poder


Papa fotografado pelos consagrados e consagradas presentes em Nairobii - ANSA

 
No início da tarde desta quinta-feira dia 26 de novembro o Papa Francisco encontrou o clero, os religiosos, as religiosas e os seminaristas do Quénia. O evento realizou-se na Escola de Santa Maria, em Nairóbi.
“Alguns não sabem porque Deus os chamou, mas sentem que Deus os chamou. Existem outros que seguem o Senhor por interesse”, disse o Santo Padre.
“No seguimento de Jesus não há espaço para aqueles com ambições de poder e riqueza, e que querem ser uma pessoa importante no mundo. O Senhor escolheu-os a todos, iniciou a sua obra no dia em que nos olhou. Na sequela de Jesus no sacerdócio e na vida consagrada entra-se pela porta e a porta é Cristo. Foi ele quem iniciou o caminho, não nós”, disse o Papa  que recordou ainda que a “Igreja não é uma empresa, não é uma ONG. A Igreja é um mistério, mistério do olhar de Jesus sobre cada um que Ele diz: segui-me”. 
Jesus única resposta
“Todos somos pecadores, eu em primeiro lugar, porém temos diante de nós o amor e a ternura de Jesus. Nunca deixem de chorar. Quando num sacerdote, num religioso ou religiosa as lágrimas se secam, algo não funciona. Chorar pela própria infidelidade, pela dor do mundo, chorar pelas pessoas descartadas, pelos idosos abandonados, pelas crianças assassinadas, pelas coisas que não entendemos”, sublinhou o Santo Padre que declarou que “Jesus é a única resposta para certas situações da vida”, frisou o Papa. “Cada vez que eu saúdo uma criança com uma doença rara, me pergunto: por que aquela criança? Não tenho resposta, somente olho para Jesus”, disse. 
O Papa convidou os consagrados a não deixarem de rezar. A colocarem-se diante de Jesus. Se um consagrado deixa a oração de lado a alma seca e fica com uma aparência feia. “A alma de um sacerdote que não reza é feia”, sublinhou.
Oração
O Papa Francisco recordou aos sacerdotes e consagrados que eles foram escolhidos por Jesus para servir. “Servir ao povo de Deus, aos pobres, aos descartados, servir as crianças e os idosos, e servir também as pessoas que não são conscientes da soberba. Servir e não servir-se da Igreja”, disse ainda o Papa.
Aos seminaristas Francisco disse: “se algum de vocês não tem vocação para esse caminho, não perca tempo. Procure um trabalho, case-se e forme uma família”.
O Papa agradeceu aos consagrados do Quénia por seguirem Jesus, por todas as vezes que se sentem pecadores, por toda carícia de ternura que eles dão e pelas vezes que ajudaram alguém a morrer em paz. “Obrigado por darem esperança na vida. Obrigado por ajudar, corrigir e perdoar a cada dia”, concluiu.

Fonte: R. Vaticano

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa Francisco na Missa final da sua peregrinação à Terra Santa

No Cenáculo de Jerusalém nasceu a Igreja e daí "saiu": Papa Francisco na Missa final da sua peregrinação à Terra Santa




Naquele que constituía praticamente o último número do carregadíssimo programa deste terceiro e último dia da sua peregrinação à Terra Santa, Papa Francisco presidiu esta tarde à Missa no Cenáculo, local que evoca a Última Ceia de Jesus, e afirmou que ali “nasceu a Igreja”:

“Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em saída. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração”, disse na homilia que pronunciou diante dos patriarcas orientais, bispos e outros responsáveis católicos da Terra Santa.
A viagem do Papa levou a Israel o patriarca dos maronitas (Líbano), cardeal Bechara Rai, o que aconteceu pela primeira vez desde 1948. A celebração não contou com a presença de outros fiéis, dada a exiguidade do espaço.

“O Senhor concede-nos um grande dom, ao reunir-nos aqui no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos”, declarou Francisco.

“O grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito”, acrescentou. O Cenáculo, realçou o Papa, recorda a todos os católicos o “serviço, “a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz”.

“Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado”, afirmou.

Este local evoca também, lembrou o Papa Francisco, a “traição” da Última Ceia: “Reproduzir na vida estas atitudes não sucede só aos outros, mas pode acontecer a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus”.

Finalmente, disse, o Cenáculo recorda “o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado”, para a qual “estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua”.

No final da celebração, o padre Pierbattista Pizzaballa, custódio da Terra Santa, dirigiu uma saudação ao Papa, agradecendo o seu testemunho de “paz e unidade”.

Francisco seguiu depois para um um heliporto, em Jerusalém, para regressar ao aeroporto de Telavive, de onde, após a cerimónia de despedida, toma o avião para Roma, aonde a chegada está prevista para as 23 horas locais.

Amados Irmãos!
Um grande dom nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos. Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em saída. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.
Jesus ressuscitado, enviado pelo Pai, no Cenáculo comunicou aos Apóstolos o seu próprio Espírito e, com esta força, enviou-os a renovar a face da terra (cf. Sal 104, 30).
Sair, partir, não quer dizer esquecer. A Igreja em saída guarda a memória daquilo que aconteceu aqui; o Espírito Paráclito recorda-lhe cada palavra, cada gesto, e revela o seu significado.
O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado.
O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas..., oferecer tudo em sacrifício espiritual.
O Cenáculo recorda-nos a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus.
O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.
Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.
O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz entre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande... Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.
Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida. Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos céus.
Este é o horizonte do Cenáculo: o horizonte do Ressuscitado e da Igreja.
Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra (cf. Sal 104, 30)!



Fonte: RV