São Paulo,
- O Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o

O Grito dos Excluídos se realiza anualmente em várias cidades brasileiras: é uma grande manifestação popular para denunciar as situações de exclusão social e assinalar as possíveis saídas e alternativas.
Na carta, o bispo auxiliar de São Paulo convoca comunidades, Igrejas, escolas, universidades e organizações sociais, para as diversas atividades nacionais do Grito dos Excluídos, que se realiza em localidades de todos os estados do país na semana que antecede o dia 7 de setembro.
Em seus 15 anos de existência, o Grito dos Excluídos vem se afirmando como a mais importante mobilização popular em vista da construção de um projeto popular para o Brasil.
A edição deste ano tem como tema “Vida em primeiro lugar,a força da transformação está na organização popular”.
A intenção é anunciar, em diferentes manifestações populares, os sinais de esperança, através da unidade, da organização e da luta popular, e ao mesmo tempo, denunciar todas as formas de injustiça que causam em nosso país a destruição e a precarização da vida do povo e do planeta. Em Aparecida/SP, simultaneamente ao grito, no dia 07 de setembro se realiza a 22ª Romaria dos Trabalhadores, que neste ano tem como lema: “A sabedoria dos pobres derrota as armas dos poderosos”.
Dom Luis Stringhini explica que o Grito visa também: lutar contra as formas de exclusão e as causas que levam o povo a viver em condições de vida precárias e, muitas vezes, sem perspectiva de futuro; denunciar a política econômica que privilegia o capital financeiro em detrimento dos direitos sociais básicos; construir alternativas que tragam esperança aos excluídos e perspectivas de vida para as comunidades locais; promover a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia; multiplicar assembléias populares para discutir a organização social a partir do Município, fortalecendo o poder popular. Diante de situações de exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e o direito a uma vida digna para todo o ser humano. O compromisso com esta causa nos compromete no esforço de superação da exclusão em nosso país, participando da construção de uma sociedade justa e solidária.
A carta de Dom Pedro Luiz Stringhini está publicada na íntegra no site da CNBB. (CM)
Fonte: RV
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