Disse Dom Ulloa, bispo de Cartago, Costa Rica
CARTAGO, Costa Rica

O bispo fez esta afirmação - informa a ZENIT uma nota da Diocese de Cartago - no marco das celebrações em honra à Padroeira, que a cada ano depois de sua festa de 2 de agosto, passa o dia 3 e permanece durante o mês de agosto na catedral da diocese de Cartago e deve regressar no primeiro domingo de setembro a sua basílica, tradição que desde 1782 se denomina "A Passagem de regresso à Basílica".
Na solene celebração participou

"A presença de Cristo na história - disse Dom Ulloa - é princípio de alegria, de libertação e salvação. Hoje mais que no tempo de Jesus há muitos surdos e mudos de Deus. Contudo, Deus continua próximo e seu plano de salvação continua sendo cumprido".
"O profeta Isaías na leitura que escutamos - acrescentou -, nos enumerou os diversos males dos quais Deus nos quer libertar: surdos, mudos, covardes, cegos, coxos. A salvação, o amor e a vida divina no mundo Jesus continua realizando através de sua Igreja, desde há dois mil anos".
"Todos sabemos que a Igreja na Costa Rica, desde que iniciou sua tarefa na colônia e concretamente em Cartago em 1563, dedicou-se, não só a pregar a Palavra de Deus e a perdoar os pecados, mas também a curar enfermos, atender os pobres e marginalizados, a lutar contra a opressão e injustiça, a trabalhar pela libertação integral da pessoa e a forjar uma pátria solidária, justa, livre e de paz".
O bispo qualificou de muito grave o fato de que "um grupo de deputados de nosso honorável Congresso nacional, pretende apagar o nome de Deus de nossa Constituição política e possivelmente elimná-lo de toda instituição pública. Eles crêem que com este ato de profanação vão matar Deus. Estão totalmente equivocados, Deus não morre, Ele é o Deus da Vida, o eterno, o imutável, dEle depende todo ser criado e só nEle tem sentido a vida humana".
"Quando o ser humano nega Deus, se desumaniza e perde sua dignidade. Quando um estado torna-se ateu, é capaz de cometer as piores injustiças e as mais baixas aberrações. Disto a história é testemunha", acrescentou.
Segundo o prelado, "estamos frente a uma campanha política, onde devemos escolher muito bem quem vai nos governar. Candidatos que negam Deus e defendem princípios que vão contra a vida, contra o matrimônio e contra a família. Já os estamos conhecendo. Portanto, devemos ser coerentes com nossa fé e em consciência não podemos dar-lhes um voto".
Convidou todos, aos pés de nossa Senhora dos Anjos, Rainha e Patrona da Costa Rica, título com o qual Congresso Constituinte do Estado da Costa Rica, a declarou "Patrona oficial da Costa Rica", em 1824 e que o ratificou no mesmo Congresso em 1924 e em 2002, "para que nos comprometamos a lutar todos juntos para defender estes valores que são o fundamento de nossa querida Pátria e que alguns pretendem destruir, coisa que não conseguirão porque somos a maioria e porque Jesus o Senhor da Costa Rica e Nossa Senhora dos Anjos estão conosco".
"Gritemos com força e sem medo contra estas políticas, anti-humanas, anti-cristãs e atéias, que alguns nos querem impor.
Nossa Senhora dos Anjos, salva e defende a nossa querida Pátria, Costa Rica", concluiu.
Fonte: ZENIT.org
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