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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Papa pede 'mundo melhor'

Em discurso de Natal, Papa cita Oriente Médio e pede 'mundo melhor'

Francisco falou da varanda central da Basílica de São Pedro para cerca de 70 mil pessoas que acompanharam o seu primeiro discurso natalino

VATICANO - No seu primeiro discurso de Natal, o papa Francisco disse nesta quarta-feira, 25, que espera um mundo melhor, incluindo um sucesso nas negociações de paz no Oriente Médio e em países africanos. O pontífice também pediu dignidade para os refugiados das nações em guerra que fogem da miséria e dos conflitos.

O papa falou nesta manhã, por volta das 9h (de Brasília), da varanda central da Basílica de São Pedro. Cerca de 70 mil turistas, peregrinos e romanos acompanhavam o evento. Francisco manteve o estilo simples que vem adotando desde o início do seu papado. As vestimentas e a decoração representaram um forte contraste em relação ao seu antecessor, Bento XVI - que fez o mesmo discurso exatamente um ano atrás (veja a montagem abaixo).



Entre os lugares devastados por conflitos, Francisco destacou a Síria, que pelo terceiro Natal consecutivo está em guerra civil, o Sudão do Sul, a República Centro Africana, a Nigéria e o Iraque. O papa fez uma oração a Jesus para "que abençoasse a terra onde ele escolheu para vir ao mundo e dar um resultado favorável para as negociações de paz entre israelenses e palestinos". "Precisamos curar as feridas do amado país Iraque, mais uma vez atingido por frequentes atos de violência", destacou.

O pontífice também fez referência aos ataques contra os cristão na África e em parte do Oriente Médio. "Que Deus proteja todos os que são perseguidos em seu nome", disse.

(As informações são da Associated Press)
Fonte: ESTADAO

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Evangelho: Exortação Apostólica do Papa Francisco

"A alegria do Evangelho": publicada a Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual




"A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus": assim inicia a Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" com a qual o Papa Francisco desenvolve o tema do anúncio do Evangelho no mundo de hoje, recolhendo por outro lado a contribuição dos trabalhos do Sínodo que se realizou no Vaticano de 7 a 28 de Outubro de 2012, com o tema "A nova evangelização para a transmissão da fé". "Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos - escreve o Papa - para os convidar a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria e indicar direcções para o caminho da Igreja nos próximos anos" (1).


O Papa convida a "recuperar a frescura original do Evangelho”, encontrando "novas formas" e "métodos criativos", sem deixarmos enredar Jesus nos nossos "esquemas monótonos" (11). Precisamos de uma "uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão" (25). Requer-se uma "reforma das estruturas" eclesiais para que "todas se tornem mais missionárias" (27) . O Pontífice pensa também numa "conversão do papado", para que seja "mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades actuais da evangelização". A esperança de que as Conferências Episcopais pudessem dar um contributo para que "o sentido de colegialidade" se realizasse “concretamente” – afirma o Papa - "não se realizou plenamente" (32). E’ necessária uma “saudável descentralização" (16). Nesta renovação não se deve ter medo de rever costumes da Igreja "não directamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos quais profundamente enraizados ao longo da história" (43) .


Sinal de acolhimento de Deus é "ter por todo o lado igrejas com as portas abertas" para que os que vivem uma situação de procura não encontrem "a frieza de uma porta fechada". "Nem mesmo as portas dos Sacramentos se deveriam fechar por qualquer motivo". O Papa Francisco reafirma preferir uma Igreja "ferida e suja por ter saído pelas estradas, em vez de uma Igreja... preocupada em ser o centro e que acaba por ficar prisioneira num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se algo nos deve santamente perturbar ... é que muitos dos nossos irmãos vivem "sem a amizade de Jesus” (49).


O Papa aponta as "tentações dos agentes da pastoral": o individualismo, a crise de identidade, o declínio no fervor (78). "A maior ameaça" é "o pragmatismo incolor da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede na faixa normal, quando na realidade a fé se vai desgastando" (83). Exorta a não se deixar levar por um "pessimismo estéril " (84 ) e a sermos sinais de esperança (86) aplicando a "revolução da ternura" (88).


O Papa lança um apelo às comunidades eclesiais para não caírem em invejas e ciúmes: “dentro do povo de Deus e nas diversas comunidades, quantas guerras!" (98). "A quem queremos nós evangelizar com estes comportamentos?" (100). Sublinha a necessidade de fazer crescer a responsabilidade dos leigos, mantidos "à margem nas decisões" por um "excessivo clericalismo" (102). Afirma que "ainda há necessidade de se ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva na Igreja", em particular "nos diferentes lugares onde são tomadas as decisões importantes" (103). "As reivindicações dos direitos legítimos das mulheres ... não se podem sobrevoar superficialmente" (104). Os jovens devem ter "um maior protagonismo" (106). (…)


Abordando o tema da inculturação, o Papa lembra que "o cristianismo não dispõe de um único modelo cultural" e que o rosto da Igreja é "multiforme" (116). "Não podemos esperar que todos os povos ... para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adoptadas pelos povos europeus num determinado momento da história" (118). O Papa reitera "a força evangelizadora da piedade popular" (122) e incentiva a pesquisa dos teólogos.

O Papa detém-se depois, "com uma certa meticulosidade, na homilia", porque "são muitas as reclamações em relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos" (135). A homilia "deve ser breve e evitar de parecer uma conferência ou uma aula " (138), deve ser capaz de dizer "palavras que façam arder os corações", evitando uma "pregação puramente moralista ou para endoutrinar" (142). Sublinha a importância da preparação." (…) O próprio anúncio do Evangelho deve ter características positivas: "proximidade, abertura ao diálogo, paciência, acolhimento cordial que não condena" (165).


Falando dos desafios do mundo contemporâneo, o Papa denuncia o actual sistema económico, que "é injusto pela raiz" (59). "Esta economia mata" porque prevalece a "lei do mais forte". A actual cultura do "descartável" criou "algo de novo": “os excluídos não são ‘explorados’, mas ‘lixo’, 'sobras'" (53). Vivemos uma "nova tirania invisível, por vezes virtual" de um "mercado divinizado", onde reinam a "especulação financeira", "corrupção ramificada", "evasão fiscal egoísta" (56). Denuncia os "ataques à liberdade religiosa" e as "novas situações de perseguição dos cristãos ... Em muitos lugares trata-se pelo contrário de uma difusa indiferença relativista" (61). A família - continua o Papa - "atravessa uma crise cultural profunda.


O Papa reafirma "a íntima conexão entre evangelização e promoção humana" (178 ) e o direito dos Pastores a "emitir opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida das pessoas" (182). "Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião à secreta intimidade das pessoas, sem qualquer influência na vida social". "A política, tanto denunciada" - diz ele - "é uma das formas mais preciosas de caridade". "Rezo ao Senhor para que nos dê mais políticos que tenham verdadeiramente a peito ... a vida dos pobres!" Em seguida, um aviso: "qualquer comunidade dentro da Igreja" que se esquecer dos pobres corre "o risco de dissolução" (207) .


O Papa convida a cuidar dos mais fracos: "os sem-tecto, os dependentes de drogas, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados" e os migrantes, em relação aos quais o Papa exorta os Países "a uma abertura generosa" (210 ). "Entre estes fracos que a Igreja quer cuidar" estão "as crianças em gestação, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana" (213) . "Não se deve esperar que a Igreja mude a sua posição sobre esta questão ... Não é progressista fingir resolver os problemas eliminando uma vida humana" (214). Neste contexto, um apelo ao respeito de toda a criação: "somos chamados a cuidar da fragilidade das pessoas e do mundo em que vivemos" ( 216) .

Quanto ao tema da paz, o Papa afirma que é "necessária uma voz profética" quando se quer implementar uma falsa reconciliação "que mantém calados" os pobres, enquanto alguns "não querem renunciar aos seus privilégios" (218). Para a construção de uma sociedade "em paz, justiça e fraternidade" indica quatro princípios: "trabalhar a longo prazo, sem a obsessão dos resultados imediatos"; "operar para que os opostos atinjam "uma unidade multifacetada que gera nova vida"; "evitar reduzir a política e a fé à retórica; colocar em conjunto globalização e localização.


"A evangelização - prossegue o Papa - também implica um caminho de diálogo", que abre a Igreja para colaborar com todas as realidades políticas, sociais, religiosas e culturais (238). O ecumenismo é "uma via imprescindível da evangelização". Importante o enriquecimento recíproco: "quantas coisas podemos aprender uns dos outros!". Por exemplo, “no diálogo com os irmãos ortodoxos, nós os católicos temos a possibilidade de aprender alguma coisa mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e a sua experiência de sinodalidade" (246). "O diálogo e a amizade com os filhos de Israel fazem parte da vida dos discípulos de Jesus" (248). "O diálogo inter-religioso", que deve ser conduzido "com uma identidade clara e alegre", é "condição necessária para a paz no mundo" e não obscurece a evangelização (250-251). "Diante de episódios de fundamentalismo violento", a Exortação Apostólica convida a "evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma adequada interpretação do Alcorão se opõem a toda a violência" (253). Contra a tentativa de privatizar as religiões em alguns contextos, o Papa afirma que "o respeito devido às minorias de agnósticos ou não-crentes não se deve impor de forma arbitrária, que silencie as convicções das maiorias de crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas" (255). Reafirma, assim, a importância do diálogo e da aliança entre crentes e não-crentes (257) .


O último capítulo é dedicado aos "evangelizadores com o Espírito", aqueles "que se abrem sem medo à acção do Espírito Santo", que "infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo em contracorrente" (259). Trata-se de "evangelizadores que rezam e trabalham" (262), na certeza de que "a missão é uma paixão por Jesus mas, ao mesmo tempo, uma paixão pelo seu povo" (268): "Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros" (270). "Na nossa relação com o mundo – esclarece o Papa - somos convidados a dar a razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam" (271). "Pode ser missionário - acrescenta ele - apenas quem busca o bem do próximo, quem deseja a felicidade dos outros" (272): "se eu conseguir ajudar pelo menos uma única pessoa a viver melhor, isto já é suficiente para justificar o dom da minha vida" (274).


 



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AUMENTA O NÚMERO DE PADRES NO MUNDO

ANUÁRIO CATÓLICO REVELA AUMENTO DE PADRES NO MUNDO

Cidade do Vaticano, 14 fev (RV)
- Entre 1999 e 2009, o número de padres em todo o mundo aumentou 1,4%.
O dado está contido na nova edição do Anuário Estatístico da Igreja Católica, divulgado na última sexta-feira.
Hoje, no mundo, existem 410.593 sacerdotes, 275.542 pertencentes ao clero diocesano e os restantes ao clero religioso.Pela primeira vez desde 1999, em todo o mundo menos na Europa, o número de ordenações supera o de falecimentos e abandonos.
O estudo aponta também que o número de padres e de católicos aumenta na África, Ásia e América Latina, caindo na Europa e América do Norte.
A tendência é invertida no que se refere ao clero: a maior parte dos sacerdotes é europeia (46,5%), seguida por americanos (29,9%), asiáticos (13,5%), africanos (8,9%) e da Oceania (1,2%).
O Anuário Estatístico da Igreja reúne dados de todos os segmentos da Igreja Católica dedicados ao apostolado e à evangelização em todos os países do mundo.
Já o "Anuário Pontifício", que recolhe todas as dioceses do mundo, privilegia nomes e biografias.
Segundo a edição de 2009 - com dados da Igreja relativos a 2007 - o número de católicos no mundo é de 1,147 bilhão.(CM)

Fonte: RV

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

SINOS TOCAM PELA JUSTIÇA CLIMATICA


Sinos do mundo inteiro tocarão para pedir justiça climática
Cáritas Internacional convida a unir-se à iniciativa no dia 13 de dezembro
Por Nieves San Martín

ROMA,

-Por ocasião da cúpula de Copenhague (Dinamarca) sobre a mudança climática, a Cáritas Internacional e o Conselho Mundial das Igrejas fizeram um convite a tocar os sinos do mundo inteiro no próximo dia 13 de dezembro, quando as negociações chegarem ao seu ponto crucial.
Às 15hs desse mesmo dia, após uma celebração ecumênica na catedral luterana de Copenhague, em todas as igrejas da Dinamarca os sinos serão tocados, com o fim de enviar uma mensagem única a todos os líderes do mundo, exortando-os para que adotem medidas urgentes diante da mudança climática.
Convidam-se os cristãos do mundo inteiro a participarem, tocando os seus próprios sinos, tambores, gongos, berrantes etc., 350 vezes.
Por que 350 vezes? Porque este número se refere a 350 partes por milhão (ppm): este é o limite máximo seguro de CO2 na atmosfera, segundo muitos cientistas, especialistas no clima e governos.
Durante toda a história da humanidade, até 200 anos atrás, a atmosfera continha 275ppm de CO2, mas agora a concentração se eleva a 390ppm. A menos que reduzamos de novo rapidamente os níveis de CO2, corre-se o perigo de alcançar pontos de inflexão e de provocar efeitos irreversíveis, como o derretimento da capa de gelo da Groenlândia e a existência de importantes emanações de metano, devido ao desgelo do permafrost, afirmam os organizadores.
A secretária-geral da Cáritas Internacional, Lesley-Anne Knight, fará os sinos de Copenhague ressoar, com os membros da delegação da Cáritas-CIDSE que assistem à cúpula e com destacados líderes da Igreja Católica.
Os sinos das igrejas ressoarão às 15h (horário local), em todos os fusos horários do mundo, começando pelas Fiyi, no Pacífico Sul, onde sai o sol, e continuarão ressoando ao redor do globo, até as 15h de Copenhague e de toda a Europa.
Diversas dioceses do mundo se unirão ao ato para pedir justiça climática.
Os bispos do Uruguai se uniram à iniciativa com uma mensagem na qual exortam a tocar os sinos das igrejas do país e pedem a todas as dioceses que adiram a esta manifestação universal.
“A Cáritas Internacional, por intermédio da Cáritas Uruguaia – afirmam os bispos uruguaios –, convida a que todas as paróquias do nosso país unam seus corações e vozes tocando seus sinos para ajudar a salvar o planeta da mudança climática.”
Para mais informações : http://www.oikoumene.org/es/novedades/eventos/ev/se/article/1634/toque-de-campanas-por-la.html.

Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O MUNDO ESTÁ CADA VEZ MAIS FAMINTO

FAO: MAIS DE UM BILHÃO OS FAMINTOS NO MUNDO
Roma, 20 jun (RV)

– Mais de um bilhão de pessoas vivem em constante estado de desnutrição no mundo: cerca de 100 milhões a mais do que no ano passado. Foi o que anunciou nesta sexta-feira, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), num relatório sobre segurança nutricional mundial. A entidade define como subnutrida a pessoa que ingere menos de 1.800 calorias por dia."Essa silenciosa crise alimentar que atinge 1/6 de toda a população mundial constitui um sério risco para a paz e a segurança no mundo" – destacou o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf.O diretor da Divisão de Desenvolvimento Econômico e Agrícola da FAO, Kostas G. Stamoulis, destacou que, este ano, houve um recorde da colheita de grãos: "Então, não há falta de comida, mas sim falta de acesso à comida." Para a FAO, o objetivo fixado na Cúpula Mundial sobre a Alimentação, de reduzir à metade o número de pessoas com fome, não será alcançado até 2015.Na América Latina e Caribe, a única região que registrou sinais de melhora nos últimos anos, também foi comprovado um aumento (12,8%) do número de desnutridos e, segundo o relatório, quase 53 milhões de pessoas sofrerão fome em 2009,no subcontinente. (BF)

Fonte: RV

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"CRISTO É A VERDADEIRA PAZ DO MUNDO"


BENTO XVI NA MISSA DE PÁSCOA: "CRISTO É A VERDADEIRA PAZ DO MUNDO"


Cidade do Vaticano,

- Cristo ressuscitou!
Neste domingo de Páscoa, Bento XVI presidiu, no adro da Basílica vaticana, à celebração eucarística, diante de 100 mil de pessoas na Praça S. Pedro. Na homilia, comentando a segunda leitura, o papa explicou a exclamação de São Paulo "Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado" (1 Cor 5, 7). Esta frase, disse o pontífice, encerra a plena consciência da novidade cristã. "O símbolo central da história da salvação – o cordeiro pascal – é identificado em Jesus, chamado precisamente 'o nosso cordeiro pascal'". A Páscoa hebraica, continuou, previa anualmente o rito da imolação do cordeiro. Na sua paixão e morte, Jesus revela-Se como o Cordeiro de Deus "imolado" na cruz para tirar os pecados do mundo. Assim, Jesus levou a cumprimento a tradição da antiga Páscoa e transformou-a na sua Páscoa.A partir deste novo significado da festa pascal, compreende-se também a interpretação dos "ázimos" dada por São Paulo. O Apóstolo refere-se a um antigo costume hebraico, segundo o qual, por ocasião da Páscoa, era preciso eliminar de casa todo e qualquer resto de pão fermentado. Por um lado, isto constituía uma recordação do que tinha acontecido aos seus antepassados no momento da fuga do Egito: saindo às pressas do país, levaram apenas pães não fermentados. Mas, por outro, os ázimos eram símbolo de purificação: eliminar o que era velho para dar espaço ao novo. Agora, explica São Paulo, esta antiga tradição adquire um sentido novo, precisamente a partir do novo "êxodo", que é a passagem de Jesus da morte à vida eterna. Também nós, seus discípulos, disse o papa, podemos e devemos ser "nova massa", "pães ázimos", livres de qualquer resíduo do velho fermento do pecado: nada de malícia ou perversidade no nosso coração."Celebremos, pois, a festa (…) com os pães ázimos da pureza e da verdade." Citando a exortação de S. Paulo, Bento XVI pediu aos fiéis que acolham o convite do Apóstolo, abrindo o espírito a Cristo morto e ressuscitado para que nos renove, para que elimine do nosso coração o veneno do pecado e da morte e nele infunda a seiva vital do Espírito Santo: a vida divina e eterna. "O Ressuscitado precede-nos e acompanha-nos pelas estradas do mundo. Ele é a nossa esperança, Ele é a verdadeira paz do mundo" – concluiu o pontífice. (BF)
Fonte: RV

quarta-feira, 1 de abril de 2009

QUE OS RICOS SEJAM SENSÍVEIS AO DRAMA DA FOME NO MUNDO

BENTO XVI: QUE OS RICOS SEJAM SENSÍVEIS AO DRAMA DA FOME NO MUNDO
Cidade do Vaticano,

- O Santo Padre dedica ao Apostolado da Oração, uma intenção geral e uma intenção particular para cada mês. Para o mês de abril, o papa convida, na intenção geral, a rezar "a fim de que o Senhor abençoe o trabalho dos agricultores com uma colheita abundante, e torne os povos mais ricos sensíveis ao drama da fome no mundo."O pontífice faz uma triste constatação: a fome no mundo, ao invés de diminuir, aumenta. As pessoas atingidas pela desnutrição já são quase um bilhão.Para Bento XVI não se trata de "uma mera fatalidade, provocada por situações ambientais adversas ou de calamidades naturais desastrosas" – de fato, existem no planeta recursos suficientes para erradicar a fome. Trata-se de um verdadeiro escândalo, que se deve, sobretudo, a uma lógica que faz o lucro prevalecer sobre a dignidade humana.Segundo o pontífice, são necessárias "providências corajosas" que respeitem o princípio da "destinação universal dos bens da terra", contrastando uma globalização que se faz segundo a lei do mais forte e com políticas protecionistas que impedem aos mais pobres o acesso aos mercados.Quem paga com isso são as populações rurais dos países em via de desenvolvimento: o trabalho delas "é avidamente explorado e a sua produção é desviada para mercados distantes, com pouco ou nenhum benefício para a comunidade local", com a conseqüente emigração e desagregação das famílias.Bento XVI indica o trágico paradoxo de um mundo "que experimenta uma riqueza sem precedentes, tanto econômica quanto científica e tecnológica", junto a uma crescente e dramática pobreza.Diante dessa realidade, o papa ressalta que se faz "necessário reconhecer que o progresso técnico, embora necessário, não é tudo. O verdadeiro progresso é somente aquele que salvaguarda a dignidade do ser humano na sua inteireza e permite a todo povo partilhar os seus recursos espirituais e materiais, em benefício de todos".Bento XVI destaca a necessidade de uma colaboração entre países ricos e pobres, entre instituições internacionais e organizações não-governamentais: a necessidade de uma ação conjunta que ajude "as comunidades indígenas a prosperar em seus próprios territórios e a viver em harmonia com as suas culturas tradicionais".Nesse sentido, o Santo Padre afirma que cada um de nós deve se sentir comprometido em primeira pessoa – até mesmo mudando estilo de vida – a combater a desnutrição.Uma antiga sentença dos padres da Igreja afirma: 'Dê de comer àquele que se encontra moribundo por causa da fome, porque, se não você não tiver dado de comer, o terá assassinado'.O pontífice convidou ao jejum para esta Quaresma, o que significa "privar-nos de algo para ajudar os outros", e recordou que no fim da vida seremos julgados sobre o amor: "tive fome e me destes de comer" (Mt 25, 35). (RL)

Fonte: RV

quarta-feira, 4 de março de 2009

SERÁ RENOVADA A CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA EM FÁTIMA

Em Fátima será renovada a consagração a Nossa Senhora


25º Aniversário da Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria

No próximo dia 25 de Março vai ocorrer o 25º aniversário da consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, feita pelo Papa João Paulo II, na Praça de S. Pedro, diante da Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e em união com os bispos do mundo inteiro.

No Santuário de Fátima este aniversário será celebrado em ambiente de festa, com um programa idêntico aos das peregrinações mensais dos dias 13 de Inverno:
10h00 - Rosário na Capelinha das Aparições e procissão para a Igreja da Santíssima Trindade;
11h00 - Eucaristia na Igreja da Santíssima Trindade e procissão de regresso à Capelinha.


No final, na Capelinha, renovar-se-á a consagração ao Imaculado Coração de Maria.

Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria

A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, teve lugar na praça de S. Pedro, no Vaticano, em 25 de Março de 1984.
Para esse efeito, o Papa João Paulo II pediu a presença da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, venerada na Capelinha das Aparições.
Diante da Imagem, o Papa repetiu o Ato de Entrega que havia feito em Fátima em 13 de Maio de 1982.

Em seguida, o Ato de Entrega a Nossa Senhora

Ato de Entrega – 25 de Março de 1984

A família é o coração da Igreja. Eleve-se hoje deste coração um ato de particular entrega ao Coração da Mãe de Deus.
No Ano Jubilar da Redenção queremos confessar que o Amor é maior que o pecado e que todos os males que ameaçam o homem e o mundo.Com humildade invocamos este Amor:

1. “À vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus”!Ao pronunciar estas palavras da antífona com que a Igreja de Cristo reza há séculos, encontramo-nos hoje diante de Vós, ó Mãe, no Ano Jubilar da nossa Redenção.Estamos aqui unidos com todos os pastores da Igreja por um vínculo particular, pelo qual constituímos um corpo e um colégio, do mesmo modo que os Apóstolos, por vontade de Cristo, constituíram um corpo e um colégio com Pedro.No vínculo desta unidade, pronunciamos as palavras do presente Ato, no qual desejamos incluir, uma vez mais, as esperanças e as angústias da Igreja pelo mundo contemporâneo.Há quarenta anos atrás, e depois ainda passados dez anos, o Vosso servo o Papa Pio XII, tendo diante dos olhos as dolorosas experiências da família humana, confiou e consagrou ao Vosso Coração Imaculado todo o mundo e especialmente os Povos que, pela situação em que se encontram, são particular objecto do Vosso amor e da Vossa solicitude.
É este mundo dos homens e das nações que nós temos diante dos olhos também hoje: o mundo do Segundo Milénio que está prestes a terminar, o mundo contemporâneo, o nosso mundo!
A Igreja, lembrada das palavras do Senhor: “Ide… e ensinai todas as nações… Eis que eu estou convosco todos os dias, até ao fim do mundo” (Mt. 28, 19-20), reavivou, no Concilio Vaticano Segundo, a consciência da sua missão neste mundo.
Por isso, ó Mãe dos Homens e dos povos, Vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o nosso mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos directamente ao Vosso Coração; e abraçai, com o amor da Mãe e da Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Vos confiamos e consagramos, cheios de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.
De modo especial Vos entregamos e consagramos aqueles homens e aquelas nações, que desta entrega e desta consagração têm particularmente necessidade.
“À Vossa protecção nos acolhemos Santa Mãe de Deus!” Não desprezeis as nossas súplicas que a vós elevamos, nós que estamos em provação!

2. Encontrando-nos hoje diante de Vós, Mãe de Cristo, diante do Vosso Coração Imaculado, desejamos, juntamente com toda a Igreja, unir-nos com a consagração que, por nosso amor, o Vosso Filho fez de Si mesmo ao Pai: “Por eles eu consagro-me a Mim mesmo – foram as suas palavras – para eles serem também consagrados na verdade (Jo. 17,19).
Queremos unir-nos ao nosso Redentor, nesta consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no seu Coração divino, tem o poder de alcançar o perdão e de conseguir a reparação.
A força desta consagração permanece por todos os tempos e abrange todos os homens, os povos e as nações; e supera todo o mal, que o espírito das trevas é capaz de despertar no coração do homem e na sua história, e que, de facto, despertou nos nossos tempos.Oh! quão profundamente sentimos a necessidade de consagração, pela humanidade e pelo mundo: pelo nosso mundo contemporâneo, em união com o próprio Cristo!
Na realidade, a obra redentora de Cristo deve ser pelo mundo participada por meio da Igreja. Manifesta-o o presente Acto da Redenção; o Jubileu extraordinário de toda a Igreja.
Sede bendita, neste Ano Santo, acima de todas as criaturas, Vós, Serva do Senhor, que obedecestes da maneira mais plena ao chamamento divino!
Sede louvada, Vós que estais inteiramente unida à consagração redentora do Vosso Filho!
Mãe da Igreja! Iluminai o Povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade!
Iluminai de modo especial os povos dos quais esperais a nossa consagração e a nossa entrega. Ajudai-nos a viver na verdade da consagração de Cristo pela inteira família humana do mundo contemporâneo.

3. Confiando-Vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no Vosso Coração materno.
Oh, Coração Imaculado!
Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal que tão facilmente se enraíza nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a nossa época e parece fechar os caminhos do futuro!
Da fome e da guerra livrai-nos!
Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável e de toda a espécie de guerra, livrai-nos! Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!
Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!
De todo o gênero de injustiças na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!
Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!
Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!
Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!
Acolhei, ó Mãe de Cristo, este clamor carregado de sofrimento de todos os homens!
Carregado do sofrimento de sociedades inteiras!
Ajudai-nos com a força do Espírito Santo a vencer todos os pecados: o pecado do homem e o "pecado do mundo", enfim, o pecado em todas as suas manifestações.
Que se revele, uma vez mais, na história do mundo a infinita potência salvífica da Redenção: a força infinita do Amor Misericordioso!
Que ele detenha o mal!
Que ele transforme as consciências!
Que se manifeste para todos, no Vosso Coração Imaculado, a luz da Esperança!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

OBAMA TEM GRANDE RESPONSABILIDADE PERANTE O MUNDO

PE. LOMBARDI: OBAMA TEM GRANDE RESPONSABILIDADE PERANTE O MUNDO

Cidade do Vaticano,
- Poucas horas após a eleição do primeiro presidente afro-americano da história dos EUA, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi s.j., destacou que o dever do novo inquilino da Casa Branca “é de imensa e altíssima responsabilidade, não só para seu país, mas para todo o mundo”.
Padre Lombardi destacou o peso dos EUA em todos os campos do cenário mundial.
“Todos nós fazemos votos ao novo presidente Obama para que possa atender às expectativas e esperanças nele depositadas, utilizando eficazmente o direito e a justiça, encontrando caminhos apropriados para promover a paz no mundo, e favorecendo o crescimento e a dignidade das pessoas, no respeito dos valores humanos e espirituais essenciais. Os católicos – acrescentou pe. Lombardi – rezam para que Deus o ilumine e o assista em sua enorme responsabilidade”. (CM)

Fonte: RV

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

EM NOSSO MUNDO, HÁ 923 MILHÕES DE FAMINTOS

923 milhões de famintos num mundo que desperdiça comida
Cáritas apóia a campanha «Direito à alimentação. Urgente»
MADRI,
-Por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, celebrado ontem, a Campanha «Direito à alimentação. Urgente» denuncia que 923 milhões de pessoas passam fome e desnutrição em todo o mundo.
São 75 milhões a mais que no ano passado, apesar de que o mundo é mais rico que nunca e que as colheitas de 2007 bateram recordes, segundo denuncia a Cáritas Espanha em um comunicado recebido pela Zenit.
O número de pessoas famintas passou, no último ano, de 854 milhões a 923 milhões, explica o informe.
Por trás deste aumento está a subida do preço dos alimentos, que foi, em média, de 52% entre 2007 e 2008. Alguns produtos básicos como o arroz sofreram um aumento de mais de 200%.
O aumento dos preços dos alimentos não se deve à falta de produção, nem à redução das colheitas pela mudança climática ou à influência dos agro-combustíveis: as colheitas de 2007 bateram recordes enquanto a produção de combustíveis de origem vegetal compete com a de produtos alimentícios no uso dos recursos – água, terra, sementes –, mas não provoca o descenso da produção.
A causa do aumento de preços, portanto, deve ser buscada nas políticas agrárias das últimas décadas, centradas na rentabilidade comercial dos alimentos, ao invés de garantir o direito à alimentação, e na especulação financeira em mercados de futuro e fundos de investimento com os produtos alimentícios, afirma a Cáritas.
Graças às receitas das instituições financeiras como o Banco Mundial ou o Fundo Monetário Internacional, nos anos 80 a agricultura deixou de ser uma prioridade para a maioria dos países em desenvolvimento, que abandonaram os cultivos orientados à alimentação da população visando à produção destinada à exportação, explica a instituição de caridade católica.
Os países industrializados, enquanto isso, aprovavam programas milionários de subsídios agrários para sua agricultura, o que permitia a comercialização de seus produtos a preços mais baratos. Países que historicamente eram produtores de alimentos se converteram em importadores de alimentos subsidiados, o que, unido à falta de investimento em tecnologia, sistemas de marcas, capacitação, infra-estruturas... terminou por fundir as agriculturas locais.
Especulação com alimentos
Nos últimos anos, a instabilidade financeira das Bolsas internacionais dirigiu os investimentos de novo para as matérias-primas, que se converteram em valores seguros com os quais especular. Para protegê-los, foram colocadas em andamento medidas como a restrição das exportações, e o produto circulante se reduziu cada vez mais diante da mesma demanda e, portanto, os preços aumentaram, explica a Cáritas.
«Quando três de cada quatro pessoas que passam fome, 75% dos famintos, são trabalhadores do mundo rural, ou seja, produtores de alimentos, e geram alimentos para o dobro de habitantes que atualmente há no planeta, evidencia-se que a violação do direito à alimentação é um problema de acesso aos produtos e recursos suficientes e adequados para satisfazer as necessidades alimentares de todos os habitantes do planeta.»
Recomendações
Nesta situação, a campanha «Direito à alimentação. Urgente», apoiada pela Cáritas, faz estas recomendações:
Países com crescimento econômico sustentável não conseguiram melhorar seus dados de desnutrição porque lutar contra a pobreza não implica necessariamente lutar contra a fome. Enfrentar a violação do direito humano fundamental à alimentação requer medidas específicas, que devem ser tomadas no âmbito jurídico e político dos direitos humanos.
A crise alimentar deve ser vista como uma oportunidade para examinar a situação alimentar mundial, fazer um diagnóstico em um contexto de mudança climática e crescimento demográfico importante e, a partir daí, estabelecer um «mapa» desde a soberania alimentar, que inclua as dimensões social, política, ambiental e nutricional da alimentação.
Ainda que a FAO identifique a bioenergia e a mudança climática como os principais desafios que a segurança alimentar mundial enfrenta, o desafio está em decidir o que, para que, para quem e como se quer produzir. O resto são circunstâncias a enfrentar, como foram outras no passado.
O fim da fome precisa do regresso a políticas agrárias planejadas em função das necessidades da população e com a participação dos agricultores, respeitosos com relação ao meio ambiente e que não tenham por objetivo final o comércio, mas a realização do direito à alimentação das pessoas.

Para mais informação: http://www.derechoalimentacion.org/

Fonte: ZENIT.org

domingo, 12 de outubro de 2008

PAPA PEDE ORAÇÕES PELO SÍNODO E PELA PAZ NO MUNDO

ANGELUS: PAPA PEDE ORAÇÕES PELO SÍNODO E PELA PAZ NO MUNDO
Cidade do Vaticano,
- Ao término da solene Santa Missa de Canonização de quatro novos Santos da Igreja, na Praça São Pedro, Bento XVI rezou a oração mariana do Ângelus. Ao cumprimentar os fiéis presentes, em sete línguas, que vieram a Roma para prestar homenagem aos novos santos, o Papa recordou:Caros amigos, na vida dos Santos e nas suas realizações percebe-se sempre uma forte presença espiritual da Virgem Maria. Quero ressaltar, neste mês de outubro, o apego deles à oração do Terço, como meio diário de união com Jesus, como fonte de inspiração e de conforto, como instrumento de intercessão pelas necessidades da Igreja e nas intenções do Papa. Aqui, o Santo Padre aproveitou para convidar os fiéis e peregrinos a rezarem pela reconciliação e a paz em algumas regiões do mundo, que suscitam alarme e grande sofrimento:Penso às populações do Norte Kivu, na República Democrática do Congo; penso às violências contra os cristãos no Iraque e na Índia, que recomendo diariamente ao Senhor. Bento XVI concluiu sua alocução dominical, invocando a proteção de Maria, Rainha dos Santos, também pelos trabalhos do Sínodo dos Bispos, que se realizam, nestes dias, no Vaticano. Por fim, o Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica. (MT)

Fonte: Site A.E.

sábado, 11 de outubro de 2008

UM BILHÃO DE FAVELADOS NO MUNDO


UM BILHÃO VIVEM EM FAVELAS NO MUNDO



Abuja, - A diretora do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Urbanos (Habitat), Anna Tibaijuka, lança o alarme: “Mais de um bilhão de pessoas vivem em favelas no mundo”. Segundo a expoente da ONU, esta emergência é provavelmente o maior desafio ao desenvolvimento e ao alcance das Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDG). Em um encontro em Abuja, capital da Nigéria, ela disse que "não se pode fechar os olhos a estas pessoas que vivem na miséria; e nem podemos nos esconder da pobreza urbana e das desigualdades que continuam a aumentar, seja nos países ricos, seja nos subdesenvolvidos". Tibaijuka acrescentou que nos últimos 50 anos, mais de 850 milhões de pessoas trocaram as áreas rurais pelas cidades em busca de uma vida melhor; e que não é apenas coincidência que a questão das mudanças climáticas esteja hoje no centro do debate internacional. A maior parte da população mundial reside em grandes centros urbanos, onde são consumidos 75% de toda a energia mundial. “Não há dúvida que a difusão da urbanização caótica e de condições de vida insanas cause variações permanentes do meio-ambiente, através do uso não-correto de recursos hídricos, terra e fontes de energia” – disse a representante da ONU. E concluiu: “temos a responsabilidade moral e ética de transformar nossas cidades em lugares mais inclusivos e justos para todos”. (CM)

Fonte: RV

domingo, 5 de outubro de 2008

PAPA BENTO XVI REIVINDICA GARANTIA DA PLENA LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO

BENTO XVI NO QUIRINAL REIVINDICA GARANTIA DA PLENA LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO
Roma,
- Em visita ao Quirinal _ o palácio presidencial da Itália _ Bento XVI reafirma o desejo da Igreja de colaborar para o bem comum no país, no respeito pela soberania italiana e vaticana.
No final da manhã deste sábado, o pontífice deixou o Vaticano com destino ao palácio presidencial italiano _ o Quirinal, antiga residência dos papas _ para uma visita oficial ao Presidente Giorgio Napolitano.
A Igreja jamais deixará faltar o amparo ao bem comum da Itália, não obstante as dificuldades econômicas e sociais do momento. Mas a Igreja espera, por sua vez, respeito por sua ação pastoral, sem por isso, reivindicar privilégios nem lesar a liberdade de quem quer que seja. Esse foi, em síntese, o teor do discurso de Bento XVI durante a visita que fez ao presidente da Itália, ocasião em que reafirmou a importância da colaboração entre a Santa Sé e o Estado italiano, no reconhecimento da legítima soberania de ambos.
Ao atravessar pela segunda vez os umbrais do palácio presidencial italiano _ a primeira vez foi no dia 24 de junho de 2005, ocasião em que foi recebido pelo então Presidente Carlo Azeglio Ciampi _ o pontífice recordou que o local já fora _ numa época não tão distante _ palco de tantas felizes, mas também tristes, páginas da história do papado.
Bento XVI lembrou a chamada "questão romana", entre 1879 e 1929, quando a Itália desejava estabelecer um único Estado, englobando o Estado da Cidade do Vaticano, enquanto a Santa Sé estava preocupada em manter a própria independência, a fim de garantir a missão universal da Igreja.
"Esta minha visita é uma confirmação de que as colinas do Quirinal e do Vaticano não se ignoram ou se afrontam com rancor; são, ao invés _ ponderou o papa _ lugares que simbolizam o mútuo respeito pela soberania do Estado e da Igreja, prontos a colaborar para promover e servir o bem integral da pessoa humana e o pacífico desenvolvimento da convivência social.
"Acompanhado, entre outros, pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e pelo cardeal vigário do papa para a diocese de Roma, Agostino Vallini, Bento XVI chegou ao Quirinal por volta das 11h, depois de um sugestivo percurso pelas ruas de Roma _ que passara em poucos momentos, de um ameno clima outonal, com sol brilhante, para uma chuva de granizos, com a brusca queda da temperatura.Escoltado por policiais em motocicleta até a famosa Praça Veneza, o papa foi saudado pelo prefeito de Roma, Gianni Alemanno.
A seguir, o cortejo prosseguiu rumo ao Quirinal, escoltado por policiais a cavalo, em traje de gala. Na torre do palácio presidencial, a bandeira vaticana tremulava ao lado da tricolor italiana.Após as honras militares e a saudação às autoridades institucionais reunidas no Salão das Tapeçarias, o Presidente Napolitano e Bento XVI conversaram a sós, por mais de meia hora.
A seguir, foram feitos os discursos oficiais, no Salão de Festas.Tomando como ponto de partida São Francisco, cuja memória litúrgica se celebra hoje, Bento XVI observou que na figura desse santo, que atrai a devoção dos fiéis assim como daqueles que não crêem, podemos perceber a imagem da perene missão da Igreja, em seu relacionamento com a sociedade civil.
"A Igreja na época atual, de profundas e sofridas mutações _ observou o Santo Padre _ continua a propor a todos a mensagem de salvação do Evangelho, e se empenha a contribuir para a edificação de uma sociedade fundada na verdade e na liberdade, no respeito à vida e à dignidade humana, na justiça e na solidariedade social."
"Para levar a termo essa sua missão _ ressaltou Bento XVI _ a Igreja em todas as partes e sempre, deve poder gozar do direito da liberdade religiosa, considerado em toda a sua amplitude. Falando à Assembléia das Nações Unidas, que este ano celebra os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, fiz questão de reafirmar que "não se pode limitar a plena garantia da liberdade religiosa e do livre exercício do culto; ao contrário, deve ser tida na justa consideração, a dimensão pública da religião e, portanto, a possibilidade de os fiéis fazerem a sua parte na construção da ordem social".
"Para fazer isso, todavia, "a Igreja não mira o poder nem pretende privilegiar ou aspirar a posições de vantagem econômica e social" _ repetiu Bento XVI, com as mesmas palavras proferidas no ano passado, tocando um dos pontos mais delicados das relações entre os católicos e a sociedade civil.
"Não há razão de temer _ sublinhou o pontífice _ que a Igreja e seus membros faltem com o cumprimento de seus deveres em detrimento da liberdade. Mas a Igreja e seus membros esperam que lhes seja reconhecida a liberdade de não trair a própria consciência iluminada pelo Evangelho.
"Por parte da Igreja, o pontífice assegurou: "Os pastores e os fiéis continuarão a dar sua importante contribuição para construir, mesmo nestes momentos de incerteza econômica e social, o bem comum do país, assim como da Europa e de toda a família humana, com particular atenção aos pobres e marginalizados, aos jovens em busca de emprego e aos que estão desempregados, às famílias e aos anciãos que, com dificuldade e empenho, construíram o nosso presente e, por isso mesmo, merecem a gratidão de todos.
"Em sua saudação ao papa, o Presidente Napolitano falara de "sintonia" com a visão de Bento XVI sobre a necessidade de construir um progresso humano e civil, no "respeito à dignidade humana em todas as suas formas, e em todos os lugares", condenando as novas manifestações de discriminação racial que vêm ocorrendo em diversos países.
Essa foi a sétima vez _ desde 1939 _ que um presidente da República Italiana recebeu no Quirinal, um pontífice romano.
O Presidente Napolitano, por sua vez, foi hóspede do pontífice, no Vaticano, no dia 20 de novembro de 2006, cinco meses depois de ter sido eleito como chefe de Estado. (AF)

Fonte: RV

domingo, 21 de setembro de 2008

PUBLICADO RELATÓRIO SOBRE LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO

EUA PUBLICA RELATÓRIO SOBRE LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO
Washington,
- O Departamento de Estado norte-americano publicou, como todos os anos, o relatório sobre a liberdade religiosa no mundo. No documento, que se baseia em informações recolhidas pelas embaixadas estadunidenses e cobre um período que vai de julho de 2007 a junho de 2008, as situações em vários países foram analisadas de modo muito detalhado.

O governo estadunidense fez uma lista de nações onde há repressão total, entre as quais figura a China, a Coréia do Norte, o Irã e o Sudão; e fez ainda outra classificação de países nos quais a liberdade de credo é dificultada, entre eles a Venezuela e Cuba.

A Constituição cubana reconhece o direito de praticar qualquer confissão religiosa, no respeito pela lei, todavia, efetivamente _ segundo o departamento de Estado norte-americano _, o governo continua colocando obstáculos à liberdade religiosa.No que concerne à China, foram citadas as repressões contra os budistas tibetanos, como também as dificuldades criadas para os cristãos e membros do movimento espiritual Falun Gong.

Em Mianmar as violações do governo não dizem respeito somente à liberdade religiosa, mas mais em geral aos direitos dos cidadãos.

Na Coréia do Norte _ diz o relatório _ "Não existe uma verdadeira liberdade religiosa".

O Irã, com o qual os EUA não têm relações diplomáticas desde 1999, é classificado como nação que se mancha de severas violações da liberdade confessional.

No norte do Sudão o governo de unidade nacional, atualmente no poder, impõe restrições aos cristãos; os jovens estudantes são obrigados a estudar em escolas islâmicas. (RL)
Fonte: RV

sexta-feira, 25 de julho de 2008

FUNDAÇÃO MARONITA PARA RESTABELECER CONTATO COM EMIGRANTES LIBANESES

CARDEAL SFEIR INAUGURA FUNDAÇÃO MARONITA NO MUNDO A FIM DE RESTABELECER CONTATO COM EMIGRANTES LIBANESES
Beirute, 24 jul (RV)
- O patriarca de Antioquia dos maronitas, Cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, inaugurou nesta quarta-feira a 'Fundação maronita no mundo'. O organismo tem como objetivo restabelecer o contato como os emigrantes libaneses e impulsioná-los a inscrever seus filhos nos registros nacionais, de maneira que eles recuperem a nacionalidade libanesa. A preocupação com os libaneses que emigram é um tema que retorna muitas vezes nas reflexões do patriarca que também nesta ocasião explicou os motivos de sua inquietação. "Ninguém pode negar que o número de libaneses diminuiu no país por causa da emigração que devasta todas as comunidades. O número dos expatriados, cristãos e muçulmanos, passou de um milhão de pessoas desde 1970 e isso é um fenômeno que representa uma ameaça para o equilíbrio islã-cristão", ressaltou o cardeal.O patriarca falou ainda da debatida questão sobre a concessão da nacionalidade feita no passado a pessoas que não têm direito e negada a vários libaneses emigrantes. "Corrigir este erro será um compromisso da fundação", sublinhou. O purpurado falou ainda que no decorrer de suas viagens aos Estados Unidos, Austrália, Espanha, África do Sul e Catar encontrou-se com as comunidades libanesas, sobretudo, os maronitas residentes nesses países e os incentivou a reconstruir os laços com a pátria. "Todos sentem saudades do Líbano e isso reforça e dá importância ao trabalho que a nova fundação é chamada a fazer", finalizou Dom Sfeir. (MJ)
Fonte: RV