Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas

sexta-feira, 8 de março de 2013

“Para o bem da Igreja”

“Para o bem da Igreja”
Loading
Sem dúvida, o governo de Bento XVI se caracterizou, do ponto de vista humano, por uma atitude discreta e despretensiosa muito bem expressa nas palavras iniciais do seu Pontificado: "Os Senhores Cardeais elegeram-me, simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me saber que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes. E, sobretudo, recomendo-me às vossas orações".
papa-bento_xvi.jpg
Esses quase oito anos de Papado foram marcados também pelo temperamento reflexivo, lógico e coerente de Joseph Ratzinger, sempre propício a uma análise serena e profunda dos acontecimentos, sem fugir dos problemas mais complexos da realidade contemporânea. Esse modo de ser aliou-se, desde o seu tempo de professor na Universidade de Tubinga, com uma admirável ciência teológica e uma cultura humanística que o levaram a ser considerado como um dos principais intelectuais de nossa época.
Sobre estas inegáveis qualidades humanas, unidas a um espírito sempre voltado para o sobrenatural, paira, porém, algo mais elevado e decisivo: a assistência do Espírito Santo, que se derrama em abundância sobre o sucessor de Pedro.
Todas estas circunstâncias são fundamentais para se interpretar a renúncia de Bento XVI ao Papado e não podem, de modo algum, ser postas de lado ao analisá-la, sob pena de se incorrer em comentários frívolos, injustos ou fantasiosos.
Além do mais, as razões desse ato não são segredo. Elas foram claramente expressas no Consistório Público do dia 11 de fevereiro e repetidas em ocasiões sucessivas. Bento XVI renuncia, explicou no início da Audiência Geral de 13 de fevereiro, "para o bem da Igreja".
Haverá outros motivos que Bento XVI tenha considerado prudente não revelar? Terá influído nessa decisão alguma preocupação concreta sobre o rumo que poderia tomar doravante o seu pontificado? Querer dar uma resposta a tais perguntas é, a nosso juízo, uma temeridade, pois nossas cogitações podem não corresponder hoje à realidade dos fatos.
Enquanto isso, cabe-nos manifestar com ênfase um entranhado amor pelo Sucessor de Pedro e pensar, como ele, unicamente no bem da Igreja. Eram esses, sem dúvida, os sentimentos dos fiéis que acolheram com longas e calorosas ovações suas palavras na mencionada Audiência Geral, e durante a Santa Missa desse mesmo dia. Igual reação tiveram os sacerdotes da diocese de Roma ao serem recebidos pelo Papa no dia seguinte, na Sala Paulo VI.
"Tanto quanto o Céu domina a Terra, tanto a minha conduta é superior à vossa e meus pensamentos ultrapassam os vossos" (Is 55, 9), diz o Senhor pela voz do Profeta. Bem poderia fazer suas essas palavras o Vigário de Cristo, na presente conjuntura.
O fato é que, para além do operar dos homens, devemos considerar com toda a confiança o futuro da Igreja. Ela é "a árvore de Deus que vive para sempre, a portadora da eternidade e da verdadeira herança: a vida eterna" (Lectio Divina no Pontifício Seminário Romano Maior, 8/2/2013)
Revista Arautos do Evangelho, Março/2013, n. 135, p. 5

Fonte: gaudiumpress.org

Próximo Pontífice será o 266º Papa

Próximo Pontífice será o 266º Papa
Loading
 
Cidade do Vaticano
 
O Conclave, que terá início na próxima terça-feira, 12, elegerá o 266º Papa. Veja abaixo lista com todos os Pontífices que governaram a Igreja Católica ao longo dos anos. Essa lista é baseada no Anuário Pontifício do Vaticano.
São-Pedro-e-a-Tiara.jpg
1. S. Pedro, apóstolo, Galileia (Israel) - martirizado em Roma (Itália) entre os anos 64/67
2. S. Lino, Itália - Papa entre os anos 68-79
3. S. Anacleto/Cleto, Roma - 80-92
4. S. Clemente, Roma - 92-99 (68-76)
5. S. Evaristo, Grécia - 99/96-108
6. S. Alexandre I, Roma - 108/109-116/119
7. S. Sisto I, Roma - 117/119-126/128
8. S. Telésforo, Grécia - 127/128-137/138
9. S. Higino, Grécia - 138-142/149
10. S. Pio I, Itália - 142/146-157/161
11. S. Aniceto, Síria - 150/157-153/168
12. S. Sotero, Itália - 162/168-1707177
13. S. Eleutério, Grécia - 171/177-185/193
14. S. Vítor I, africano (Império Romano) - 186/189-197/201
15. S. Zeferino, Roma - 198-217/218
16. S. Calisto I, Roma - 218-222
(S. Hipólito, 217-235)
17. S. Urbano I, Roma - 222-230
18. S. Ponciano, Roma - 21.07.230-28.09.235 [Exilado]
19. S. Antero, Grécia - 21.11.235-03.01.236
20. S. Fabiano, Roma - 236-20.01.250
21. S. Cornélio, Roma - 06/13.03.25-...07.253
(Novaciano, 251)
22. S. Lúcio I, Roma - 06/07.253-05.03.254
23. S. Estêvão I, Roma - 12.03.254-02.08.257
24. S. Sisto II, Grécia - 30.08.257-06.08.258
25. S. Dionísio, pátria desconhecida - 22.07.259-26.12.268
26. S. Félix I, Roma - 05.01.269-30.12.274
27. S. Eutiquiano, Itália - 04.01.275-07.12.283
28. S. Caio, Dalmácia (atual Croácia) - 17.12.283-22.04.296
29. S. Marcelino, Roma - 30.06.296-25.10.304
30. S. Marcelo I, Roma - 306-16.01.309
31. S. Eusébio, Grécia - 18.04.309-17.08.309
32. S. Melquíades, africano (Império Romano) - 02.07.311-10.01.314
33. S. Silvestre I, Roma - 31.01.314 - 31.12.335
34. S. Marco, Roma - 18.014.336-07.10.336
35. S. Júlio I, Roma - 06.02.337-12.04.352
36. Libério, Roma - 17.05.352-24.11.366
(Félix II, 355-22.11.365)
37. S. Dâmaso I, Roma [algumas fontes registam o seu nascimento no atual território português] - 01.10.366-11.12.384
(Ursino, 24.09.366-367)
38. S. Sirício, Roma - 15/22/29.12.384-26.11.399
39. S. Anastácio I, Roma - 27.11.399-19.12.401
40. S. Inocêncio I, Itália - 22.12.401-12.03.417
41. S. Zósimo, Grécia - 18.03.417-26.12.418
42. S. Bonifácio I, Roma - 28/29.12.418-4.09.422
(Eulálio, 27,29.12.418-419)
43. S. Celestino I, Itália - 10.09.422-27.07.432
44. S. Sisto III, Roma - 31.07.432-19.08.440
45. S. Leão I (Magno) - Itália - 29.09.440-10.11.461
46. S. Hilário, Itália -19.11.461-29.02.468
47. S. Simplício, Itália - 03.03.468-10.03.483
48. S. Félix III (II) - Roma - 13.03.483-25.02/01.03.492
49. S. Gelásio I, africano (Império Romano) - 01.03.492-21.11.496
50. S. Anastácio II, Roma - 24.11.496-19.11.498
51. S. Símaco, Itália - 22.11.498-19.07.514
(Lourenço, 22.11.498 a 499-502-506)
52. S. Hormisdas, Itália - 20.07.514-06.08.523
53. S. João I, mártir, Itália - 13.08.523-18.05.526
54. S. Félix IV (III), Itália - 12.07.526-22.09.530
55. Bonifácio II, Roma - 20/22.09.530-17.10.532
(Dióscoro, 20/22.09.530-14.10.530)
56. João II, Roma - 31.12.532/02.01.533-08.05.535
[É o primeiro Papa que muda de nome após a eleição pontifícia. Chamava-se Mercúrio, como uma das divindades romanas]
57. S. Agapito I, Roma - 13.05.535-22.04.536
58. S. Silvério, mártir, Itália - 08.06.536- 537 [deposto]
59. Vigílio, Roma - 29.03.537-07.06.555
60. Pelágio I, Roma - 16.04.556-04.03.561
61. João III, Roma - 17.07.561-13.07.574
62. Bento I, Roma - 2.06.575-30.07.579
63. Pelágio II, Roma - 26.11.579-07.02.590
64. S. Gregório I (Magno) - Roma - 03.09.590-12.03.604
65. Sabiniano, Itália - 13.09.604-22.02.606
66. Bonifácio III, Roma - 19.02.607-10.11.607
67. S. Bonifácio IV, Itália, 25.08.608-08.05.615
68. S. Deodato I, Roma - 19.10.615-08.11.618
69. Bonifácio V, Itália - 23.12.619-25.10.625
70. Honório I, Itália - 27.10.625-12.10.638
71. Severino, Roma - 28.05.640-02.08.640
72. João IV, Dalmácia (atual Croácia) - 24.12.640-12.10.642
73. Teodoro I, Jerusalém - 24.11.642-14.05.649
74. S. Martinho I, mártir, Itália - 05.07.649-16.09.655 [Exilado]
75. S. Eugénio I, Roma - 10.08.654-02.06.657
76. S. Vitaliano, Itália, 30.07.657-27.01.672
77. Deodato II, Roma - 11.04.672-16.06.676.
78. Dono, Roma - 02.11.676-11.04.678
79. S. Agatão, Itália - 27.06.678-10.01.681
80. S. Leão II, Itália - 17.08.682-03.06.683
81. S. Bento II, Roma - 26.06.684-08.05.685
82. João V, Síria - 23.07.685-02.07.686
83. Cónon, pátria desconhecida - 23.10.686-21.09.687
(Teodoro, 687)
(Pascoal, 687)
84. S. Sérgio I, Síria - 15.12.687-07.09.701
85. João VI, Grécia - 30.10.701-11.01.705.
86. João VII, Grécia - 01.03.705-18.10.701
87. Sisínio, Síria - 15.01.708-04.02.708
88. Costantino, Síria - 25.03.708-09.04.715
89. S. Gregório II, Roma - 19.05.715-11.02.731
90. S. Gregório III, Síria - 18.03.731-28.11.741
91. S. Zacarias, Grécia - 03.12.741-15.03.752
92. Estêvão II (III) - Roma - 26.03.752-26.04.757
93. S. Paulo I, Roma - 29.05.757-28.VI.767
(Costantino, 05.07.767-30.07.768)
(Filipe, 31.07.768)
94. Estêvão III (IV) - Itália - 07.08.768-24.01.772
95. Adriano I, Roma - 09.02.772-25.12.795
96. S. Leão III, Roma - 26,27.12.795-12.06.816
97. Estêvão IV (V) - Roma - 22.06.816-24.01.817
98. S. Pascoal I, Roma - 25.01.817-02-05.824
99. Eugénio II, Roma - ---05.824-...08.827
100. Valentim, Roma - ...08.827-...11.827
101. Gregório IV, Roma - 29.03.828- 25.01.844
(João, 25.01.844)
102. Sérgio II, Roma - 25.01.844-27.01.847
103. S. Leão IV, Roma - 10.04.847-17.07.855
104. Bento III, Roma - 29.09.855-17.04.858
(Anastácio, ...11.855)
105. São Nicolau I, o grande, Roma - 24.04.858-13.11.867
106. Adriano II, Roma - 14.12.867-11/12.872
107. João VIII, Roma - 14.12.872-16.12.882
108. Marinho I, Itália, ...12.882-15.05.884
109. S. Adriano III, Roma - 17.05.884-...08/09.885
110. Estêvão V (VI) - Roma - ...09.885-14.09.891
111. Formoso, Roma, 6.10.891-04.04.896
112. Bonifácio VI, Roma - 11.04.896-26.04.896
113. Estêvão VI (VII) - Roma - ...05/06.896-...07 o 08.897
114. Romano -Itália - ...07/08.897-...11.897
115. Teodoro II, Roma - ...12-897-...12-897/01.898
116. João IX, Roma - ...12.897/01.898-...01-05.900
117. Bento IV, Roma - ... 01-05.900-...07.903
118. Leão V, Roma - ...07.903-...09.903
(Cristóforo, 11.903-...01.904)
119. Sérgio III, Roma - 29.01.904-14.04.911.
120. Anastácio III, Roma - ...06/09.911-...06/08/10.913
121. Lando, Roma - ...07/11.913-..03.914
122. João X, Itália - ...03/04.914-...05/06.928
123. Leão VI, Roma - ...05/06.928-...12.92/01.929
124. Estêvão VII (VIII) - Roma - ...01.929.-02.931
125. João XI, Roma - ..03-931-...01.936
126. Leão VII, Roma - ...01.936-13.07.939
127. Estêvão VIII (IX) - Roma - 14.07.939-...10.942
128. Marinho II, Roma - 11.942-...05.946
129. Agapito II, Roma - 10.05.946-...12.955
130. João XII, Roma - 16.12.955-14.V.964 [Deposto]
131. Leão VIII, Roma - 06.12.963-03.965 [legitimidade discutida]
132. Bento V, Roma - 05.964-04.07.964/965 [legitimidade discutida]
133. João XIII, Roma - 01.10.965-06.09.972
134.Bento VI, Roma - 19.01.973-...08.974
(Bonifacio VII, ...06-...07.974; ...08.984-20.07-985)
135. Bento VII, Roma - ...10.974-10.07.983
136. João XIV, Itália - ..11/12.983-20.08.984
137. João XV, Roma - ...08-985-...03.996.
138. Gregório V, Alemanha - 03.05.996-02/03.999
(João XVI, 02/03.997-05.998)
139. Silvestre II, Itália - 02.04.999-12.05.1003
140. João XVII, Roma - 16.05.1003-06.11.1003
141. João XVIII, Roma - 25.03.1003-06/07.1009
142. Sérgio IV, Roma - 31.08.1009-12.05.1012
143. Bento VIII, Roma - 18.05.1012-09.04.1024
(Gregório, 05-12.1012)
144. João XIX, Roma -19.04.1024-1032
145. Bento IX, Roma - 08/09.1032-09.1044
[Pontificado interrompido pela intrusão de Silvestre III. Voltaria ao pontificado para renunciar, em 1045, e sucedeu a Clemente II, após a sua morte, num terceiro pontificado]
146. Silvestre III, Roma - 13/20.01.1045-03.1045
147. Bento IX (segundo pontificado) - 10.03.1045-01.05.1045
148. Gregório VI, Roma - 01.05. 1045-20.12.1046
149. Clemente II, Alemanha - 24.12.1046-09.10.1047
150. Bento IX (terceiro pontificado) - 11.1047-07.1048
151. Dâmaso II, Alemanha - 17.07.1048-09.08.1048
152. S. Leão IX, França - 12.02.1049-19.04.1054
153. Vítor II, Alemanha - 13.04.1055-28.07.1057
154. Estêvão IX (X) - França - 03.08.1057-29.03.1058
(Bento X, 05.04.1058-01.1059)
155. Nicolau II, França - 24.01.1059-27.07.1061
156. Alexandre II, Itália - 01.10.1061-21.04.1073
(Honório II, 28.X.1061-...31.V.1064)
157. S. Gregório VII, Itália - 30.06.1073-25.05.1085
(Clemente III, 24.03.1084-08.09.1100)
158. Beato Vítor III, Itália - 09.05.1087 16.09.1087
159. Beato Urbano II, França - 12.03.1088-29.07.1099
160. Pascoal II, Itália - 14.08.1099-21.01.1118
(Teodorico, 1100, 1102)
(Alberto, 1101)
(Silvestre IV, 18.XI.1105-...12/13.04.1111)
161. Gelásio II, Itália - 10.03.1118-28.01.1119
(Gregório VIII, 10.03.1118- 22.04.1121)
162. Calisto II, França - 09.02.1119-13 o 14.XII.1124
163. Honório II, Itália - 21.12.1124-13/14.02.1130
(Celestino II, 12.1124)
164. Inocêncio II, Roma - 23.02.1130-24.09.1143
(Anacleto II, 23.02.1130-25.01.1138)
(Vítor IV, 03.1138-29.05.1138)
165. Celestino II, Itália - 03.10.1143-08.03.1144
166. Lúcio II, Itália - 12.03.1144-15.02.1445
167. Beato Eugénio III, Itália - 18.02.1145-08.07.1153
168. Anastácio IV, Roma - 12.07.1153-03.12.1154
169. Adriano IV, Inglaterra - 05.12.1154-01.09.1159
170. Alexandre III, Itália - 20.09.1159-30.08.1181
(Vítor IV, 04.10.1159-20.04.1164)
(Pascoal III, 26.IV.1164-20.IX.1168)
(Calisto III, IX.1188-29.VIII.1178)
(Inocêncio III, 29.IX.1179-...I.1180)
171. Lúcio III, Itália - 09.1181-25.09.1185
172. Urbano III, Itália -01.12.1185-20.10.1187
173. Gregório VIII, Itália - 25.10.1187-17.12.1187
174. Clemente III, Roma - 20.12.1187-...03.1191
175. Celestino III, Roma - 14.04.1191-08.01.1198
176. Inocêncio III, Roma - 22.02.1198-16.07.1216
177. Honório III, Roma - 24.07.1216-18.03.1227
178. Gregório IX, Itália - 21.03.1227-22.08.1254
179. Celestino IV, Itália - 28.10.1241-10.11.1241
180. Inocêncio IV, Itália - 28.06.1243-07.12.1254
181. Alexandre IV, Roma - 20.12.1254-25.05.1261
182. Urbano IV, França - 04.09.1261-02.10.1264
183. Clemente IV, França - 22.02.1265-29.11.1268
184. Beato Gregório X, Itália - 27.03.1272-10.01.1276
185. Beato Inocêncio V, França - 22.02.1276-22.06.1276
186. Adriano V, Itália - 11.07.1276-18.08.1276
187. JOÃO XXI, Lisboa (Portugal) - 20.09.1276-20.05.1277
188. Nicolau III, Roma - 26.12.1277-22.07.1280
189. Martinho IV, França - 23.03.1281-28.03.1285
190. Honório IV, Roma - 20.05.1285-03.04.1287
191. Nicolau IV, Itália - 22.02.1288-04.04.1292
192. S. Celestino V, Itália - 29.08.1294-13.12.1294 [Renúncia ao pontificado]
193. Bonifácio VIII, Roma - 23.01.1295-11.10.1303
194. Beato Bento XI, Itália - 27.10.1303-07.07.1304
195. Clemente V, França - 14.11.1305-20.04.1314
196. João XXII, França - 05.09.1316-04.11.1334
(Nicolau V, 22.05.1328-25.08.1330)
197. Bento XII, França - 08.01.1335-25.04.1342
198. Clemente VI, França - 19.05.1342-06.12.1352
199. Inocêncio VI, França - 30.07.1352-12.09.1362
200. Beato Urbano V, França - 06.11.1362-19.12.1370
201. Gregório XI, França - 05.01.1371-26.03.1378
202. Urbano VI, Itália - 18.04.1378-15.10.1389
203. Bonifácio IX, Itália - 09.09.1389-01.10.1404
204. Inocêncio VII, Itália - 11.11.1404-06.07.1406
205. Gregório XII, Itália - 19.12.1406-04.07.1415 [Renúncia ao pontificado]
(Clemente VII, 31.10.1378-16.11.1394)
(Bento XIII, 11.10.1394-23.05.1423)
(Alexandre V, 07.07.1409-03.05.1410)
(João XXIII, 25.05.1410-29.05.1415)
206. Martinho V, Roma - 21.11.1417-20.02.1431
207. Eugénio IV, Itália - 11.03.1431-23.02.1447
(Félix V, 24.07.1440-07.04.1449)
208. Nicolau V, Itália - 19.03.1447-24.03.1455
209. Calisto III, Espanha - 20.04.1455-06.08.1458
210. Pio II, Itália - 03.09.1458-15.08.1464
211. Paulo II, Itália - 16.09.1464-26.07.1471
212. Sisto IV, Itália - 25.08.1471-12.08.1484
213. Inocêncio VIII, Itália - 12.09.1484-25.07.1492
214. Alexandre VI, Espanha - 26.08.1492-18.08.1503
215. Pio III, Itália - 08.10.1503-18.10.1503
216. Júlio II, Itália - 26.XI.1503-21.II.1513.
217. Leão X, Itália - 19.03.1513-01.12.1521
218. Adriano VI, Holanda - 31.07.1522-14.09.1523
219. Clemente VII, Itália - 26.11.1523-25.09.1534
220. Paulo III, Itália - 03.11.1534-10.11.1549
221. Júlio III, Roma - 22.02.1550-23.03.1555
222. Marcelo II, Itália - 10.04.1555-01.05.1555
223. Paulo IV, Itália - 26.05.1555-18.08.1559
224. Pio IV, Itália - 06.01.1560-09.12.1585
225. S. Pio V, Itália - 17.01.1566-01.05.1572
226. Gregório XIII, Itália - 25.05.1572-10.04.1585
227. Sisto V, Itália - 01.05.1585-27.08.1590
228. Urbano VII, Roma - 15.09.1590-27.09.1590
229. Gregório XIV, Itália - 08.12.1590-16.10.1591
230. Inocêncio IX, Itália - 03.11.1591-30.12.1591
231. Clemente VIII, Itália - 09.02.1592-03.03.1605
232. Leão XI, Itália - 10.04.1605-27.04.1605
233. Paulo V, Roma - 29.05.1605-28.01.1621
234. Gregório XV, Itália - 14.02.1621-08.07.1623
235. Urbano VIII, Itália - 29.09.1623-29.07.1644
236. Inocêncio X, Roma - 04.10.1644-07.01.1655
237. Alexandre VII, Itália - 18.04.1655-22.05.1667
238. Clemente IX, Itália - 26.06.1667-09.12.1669
239. Clemente X, Roma - 11.05.1670-22.07.1676
240. Beato Inocêncio XI, Itália - 04.10.1676-12.08.1689
241. Alexandre VIII, Itália - 16.10.1689-01.02.1691
242. Inocêncio XII, Itália - 15.07.1691-27.09.1700
243. Clemente XI, Itália - 08.12.1700-19.03.1721
244. Inocêncio XIII, Itália - 18.05.1721-07.03.1724
245. Bento XIII, Itália - 04.06.1724-21.02.1730
246. Clemente XII, Itália - 16.07.1730-06.02.1740
247. Bento XIV, Itália - 08.1740-03.05.1758
248. Clemente XIII, Itália - 16.07.1758-02.02.1769
249. Clemente XIV, Itália - 04.06.1769-22.09.1774
250. Pio VI, Itália - 22.02.1775-29.08.1799
251. Pio VII, Itália - 21.03.1800-20.08.1823
252. Leão XII, Itália -05.10.1823-10.02.1829
253. Pio VIII, Itália - 05.04.1829-30.11.1830
254. Gregório XVI, Itália - 06.02.1831-01.06.1846
255. Beato Pio IX, Itália - 01.06.1846-07.02.1878
256. Leão XIII, Itália - 03.03.1878-20.07.1903
257. S. Pio X, Itália - 09.08.1903-20.08.1914
258. Bento XV, Itália - 06.09.1914-22.01.1922
259. Pio XI, Itália - 12.02.1922-10.02.1939
260. Pio XII, Roma - 02.12.03.1939-09.10.1958
261. Beato João XXIII, Itália - 04.11.1958-03.06.1963
262. Paulo VI, Itália - 30.06.1963-06.08.1978
263. João Paulo I, Itália - 26.08.1978-28.09.1978
264. João Paulo II, Polónia - 22.10.1978-02.04.2005
265. Bento XVI, Alemanha - 24.05.2005-28.02.2013 [Renúncia ao pontificado]
Fonte:  Gaudium Press


A Igreja no período da Vacância da Sé

Quem governa a Igreja no período da Vacância da Sé apostólica



Cidade do Vaticano (RV) – O Colégio Cardinalício governa a Igreja no período da Vacância da Sé apostólica. Suas competências e limites, segundo a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis são:
2. Durante o tempo em que estiver vacante a Sé Apostólica, o governo da Igreja está confiado ao Colégio dos Cardeais, mas somente para o despacho dos assuntos ordinários ou inadiáveis (cf. nº 6), e para a preparação daquilo que é necessário para a eleição do novo Pontífice. Este encargo deverá ser desempenhado nos termos e limites previstos por esta Constituição: deverão, por isso, ficar absolutamente excluídos os assuntos, que - quer por lei, quer por costume - ou são apenas do poder do próprio Romano Pontífice, ou dizem respeito às normas para a eleição do novo Pontífice, segundo as disposições da presente Constituição.
3. Além disso, estabeleço que o Colégio Cardinalício não possa de modo algum dispor acerca dos direitos da Sé Apostólica e da Igreja Romana, e menos ainda deixar que se perca, direta ou indiretamente, qualquer coisa deles, mesmo que seja para compor dissídios ou perseguir ações perpetradas contra os mesmos direitos após a morte ou renúncia válida do Pontífice [12]. Seja preocupação de todos os Cardeais tutelar estes direitos.
4. Durante a vacância da Sé Apostólica, as leis emanadas pelos Sumos Pontífices não podem de modo algum ser corrigidas ou modificadas, nem se lhes pode acrescentar ou subtrair qualquer coisa, nem dispensar, mesmo que seja só de uma parte delas, sobretudo no que diz respeito ao ordenamento da eleição do Sumo Pontífice. Antes, se eventualmente acontecesse de ser feita ou tentada alguma coisa contra esta prescrição, com a minha suprema autoridade declaro-a nula e inválida.
5. Se porventura surgissem dúvidas acerca das prescrições contidas nesta Constituição ou sobre o modo de as pôr em prática, disponho formalmente que todo o poder de emitir um juízo a tal respeito compete ao Colégio dos Cardeais, ao qual, portanto, atribuo a faculdade de interpretar os seus pontos duvidosos ou controversos, estabelecendo que, quando for necessário deliberar sobre estas e outras questões semelhantes, exceto sobre o ato da eleição, é suficiente a maioria dos Cardeais congregados chegar a acordo sobre a mesma opinião.
6. De igual modo, quando existir um problema que, segundo a maior parte dos Cardeais reunidos, não pode ser diferido para outra altura, o Colégio dos Cardeais disponha segundo o parecer da maioria.
23. Durante a Sé vacante, todo o poder civil do Sumo Pontífice, concernente ao governo da Cidade do Vaticano, compete ao Colégio dos Cardeais, o qual, todavia, não pode emanar decretos, a não ser no caso de urgente necessidade e apenas pelo tempo que durar a vacância da Santa Sé. Tais decretos só serão válidos para o futuro, se o novo Pontífice os confirmar.
(...)
7. No período de Sé vacante, haverá duas espécies de Congregações dos Cardeais: uma geral, isto é, de todo o Colégio, até ao início da eleição, e a outra particular. Nas Congregações gerais, devem participar todos os Cardeais não legitimamente impedidos, logo que tenham sido informados da vacância da Sé Apostólica. Contudo, aos Cardeais que, nos termos do nº 33 desta Constituição, não gozam do direito de eleger o Pontífice, é concedida a faculdade de se absterem, se assim o preferirem, de participar nessas Congregações gerais.
A Congregação particular é constituída pelo Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana e por três Cardeais, um de cada uma das ordens, extraídos à sorte dentre os Cardeais eleitores que já tenham chegado a Roma. O ofício destes três Cardeais, chamados Assistentes, cessa ao completar-se o terceiro dia, sucedendo-lhes no lugar, sempre por meio de sorteio, outros três pelo mesmo espaço de tempo, mesmo depois de iniciada a eleição.
Durante o período da eleição, as questões mais importantes, se for necessário, são tratadas pela assembleia dos Cardeais eleitores, ao passo que os assuntos ordinários continuam a ser tratados pela Congregação particular dos Cardeais. Nas Congregações gerais e particulares, durante o período de Sé vacante, os Cardeais trajem a habitual batina preta filetada e a faixa vermelha, com o solidéu, cruz peitoral e anel.
8. Nas Congregações particulares, devem ser tratadas apenas as questões de menor importância, que se apresentem diária ou ocasionalmente. Se surgirem questões mais graves e merecedoras de um exame mais profundo, devem ser sujeitas à Congregação geral. Além disso, o que tiver sido decidido, resolvido ou negado numa Congregação particular, não pode ser revogado, mudado, ou concedido por uma outra; o direito de o fazer pertence somente à Congregação geral, e com a maioria dos votos.
9. As Congregações gerais dos Cardeais realizar-se-ão no Palácio Apostólico do Vaticano ou, se o exigirem as circunstâncias, noutro lugar julgado mais oportuno pelos próprios Cardeais. A elas preside o Decano do Colégio ou, caso ele esteja ausente ou legitimamente impedido, o Vice-Decano. Na hipótese de um dos dois ou mesmo ambos já não gozarem, nos termos do nº 33 desta Constituição, do direito de eleger o Pontífice, à assembleia dos Cardeais eleitores presidirá o Cardeal eleitor mais antigo, segundo a ordem habitual de precedência.
10. O voto nas Congregações dos Cardeais, quando se trata de assuntos de maior importância, não deve ser dado de viva voz, mas de forma secreta.
***
Notas históricas sobre o Colégio cardinalício
Pelo menos a partir do século VI passou a ser chamado cardeal o presbítero ou o diácono que, pela sua capacidade, era transferido da Igreja, em serviço pela qual havia sido ordinado e da qual tinha o título, em outra igreja, da qual dependia (daí provavelmente ‘cardeal”, da palavra latina cardo). A partir do século VIII o título foi reservado aos clérigos incardinados na igreja catedral e que constituíam o conselho ou senado dos bispos. Em Roma, as categorias dos cardeais eram três: 1) os Cardeais Diáconos, que tinham a administração do palácio de Latrão, dos sete departamentos de Roma e o cuidado dos pobres que se encontravam neles; 2) os Cardeais Presbíteros, prepostos em modo mais estável às cinco maiores igrejas de Roma (São Pedro, São Paulo, São Lorenço fora dos Muros, Santa Maria Maior, São João de Latrão), onde desempenhavam seu serviço litúrgico; 3) os Cardeais Bispos, que eram prepostos às sete dioceses suburbicarias de Roma e assistiam o Papa nas cerimônias litúrgicas na Basílica de São João de Latrão. Todas as três categorias de cardeais eram o conselho ou o senado do romano pontífice e eram enviados por estes como legados, que o representavam também nos concílios ecumênicos. Como ajuda do Papa no governo não somente das dioceses de Roma, mas também da Igreja universal, já desde o Séc. XI os cardeais começaram a ser escolhidos também de várias partes do mundo e a agir como Colégio.
Individualmente os Cardeais são os principais colaboradores do Papa, quer como responsáveis pelos Dicastérios da Cúria Romana e no Governo do Estado da Cidade do Vaticano quer como titulares das mais importantes sedes episcopais no mundo. Colegialmente desempenham o papel de órgão consultivo sobre questões de maior importância no governo da Igreja através dos Consistórios convocados pelo Papa e de órgão suplente no Governo da Igreja e do Estado da Cidade do Vaticano durante a Sé Vacante. Mas a função mais importante e delicada para um cardeal é a eleição do Pontífice no Conclave. Como, de fato, afirma a Constituição apostólica Universi Dominici Gregis: "Gravíssimo é, pois, o encargo que pesa sobre o Organismo deputado para tal eleição". (RL – JE)

Conclave terá início no dia 12 de março

Conclave terá início no dia 12 de março



Cidade do Vaticano (RV) – A oitava Congregação Geral do Colégio dos Cardeais, encerrada no final da tarde desta sexta-feira, decidiu que o Conclave para a eleição do novo Pontífice terá início na próxima terça-feira, 12 de março de 2013.

Pela manhã, na Basílica de São Pedro, será celebrada a Missa ‘pro eligendo Pontifice’ e na parte da tarde a entrada dos Cardeais na Capela Sistina, para o Conclave. (JE)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Decano do Colégio Cardinalício

Quem é e quais as atribuições do Decano do Colégio Cardinalício




(JE)Cidade do Vaticano (RV)

- O Decano do Colégio Cardinalício é eleito entre os cardeais que têm o título de uma igreja suburbicária, preside o próprio Colégio e é considerado primus inter pares. Compete a ele ordenar bispo o Papa eleito, caso este não o seja ainda.

O atual Decano do Colégio Cardinalício é o cardeal italiano Angelo Sodano (nomeado, em substituição ao Cardeal Joseph Ratzinger, em 29 de abril de 2005). Como o Cardeal Angelo Sodano tem mais de 80 anos e por isto é um cardeal não-eleitor, no Conclave o cardeal Decano será o Cardeal Giovanni Battista Re, o mais ancião dos cardeais eleitores e da ordem mais elevada que é a ordem dos bispos.

As suas funções do cardeal Decano durante a Sé Vacante, segundo a Constituição “Universi Dominici Gregis”, são as seguintes:

- presidir a Missa pro eligendo Romano Pontifice, que precede o início do Conclave;

- presidir as congregações gerais dos cardeais em preparação para a eleição do Pontífice (em sua ausência é o subdecano), salvo que não tenha mais o direito de eleger o Papa por ter alcançado o limite de 80 anos (art. 9);

- ler o juramento sobre a observância das prescrições contidas na Constituição Universi Dominici Gregis sobre a Sé Vacante (ar. 12);

- fazer as vezes do Camerlego caso esta sede esteja vacante na morte do Papa e na espera da eleição do novo (art. 15);

- tem a tarefa de dar a notícia a todos os Cardeais da morte do Pontífice, convocando-os para as congregações do Colégio (art. 19);

- convocar os cardeais eleitores para a eleição do novo pontífice (art. 38);

- no início dos atos da eleição, pronunciar a fórmula de juramento sobre a fidelidade às disposições da Constituição “Universi Dominici Gregis” (art. 53);

- no início dos atos da eleição, submeter ao Colégio dos eleitores, em primeiro lugar, a questão se se possa iniciar as operações da eleição, ou se é necessário ainda esclarecer dúvidas sobre as normas e as modalidades estabelecidas na Constituição Universi Dominici Gregis (art. 54)

- pedir o consenso do Pontífice eleito (art. 87);
- presidir a ordenação episcopal do Pontífice eleito caso este ainda não seja Bispo (art. 90);
- entregar o anel do pescador ao novo Papa na Missa do início de Pontificado.

Cardeais Eleitores: quem são e de onde vêm?

Quem são, de onde vêm, qual a idade dos cardeais eleitores?

Lista informativa dos cardeais que participarão do Conclave

Ainda nesta semana saberemos quando começa o Conclave para eleger o novo Pontífice.

Enquanto as Congregações pensam quando e como, é interessante conhecer os nomes, a nacionalidade, a idade dos cardeais eleitores. Por isso ZENIT preparou uma lista informativa.
Quem criou os cardeais eleitores?
Dos 117 cardeais eleitores que têm direito a participar do Conclave, 50 foram nomeados por João Paulo II e 67 por Bento XVI.
A idade média é alta, 74 cardeais têm em média 70 anos ou mais; 38 têm entre 60 e 79 anos de idade; apenas 5 têm menos de 60 anos.
O mais jovem é o indiano Baselios Cleemis Thottunkal de 53 anos, o mais velho é o cardeal Walter Kasper que completa 80 anos hoje, 5 de março.
Em relação à região de proveniência, 61 cardeais são da Europa; a América conta com 33, sendo 17 da América do Norte, 3 da América Central e Caribe, e 13 da América do Sul; 11 cardeais da Ásia e 11 da África; apenas 1 da Oceania.
Dos 117 elegíveis que participarão do Conclave, dois se absterão. Em 21 de fevereiro, o cardeal da Indonésia Julius Riyadi Darmaatmadja, 79 anos, tornou público que por razões de saúde não estará em Roma.
Enquanto o cardeal escocês Keith O'Brien renunciou a diocese e não participará do Conclave. Até agora, 115 cardeais devem participar do Conclave.
Para maior clareza, apresentamos a lista completa de cardeais eleitores, por ordem de idade, do mais velho ao mais novo.
1. KASPER Walter 05.03.33 - Alemanha 80 anos
2. POLETTO Severino 18.03.33 - Itália 79 anos
3. SANDOVAL ÍÑIGUEZ Juan 28.03.33 - México 79 anos
4. DANNEELS Godfried 04.06.33 Bélgica 79 anos
5. ERRÁZURIZ OSSA Francisco J. 05.09.33 Chile 79 anos
6. FARINA Raffaele 24.09.33 Itália 79 anos
7. AGNELO Geraldo Majella 19.10.33 Brasil 79 anos
8. MEISNER Joachim 25.12.33 Alemanha 79 anos
9. VELA CHIRIBOGA Raúl Eduardo 01.01.34 Equador 79 anos
10. RE Giovanni Battista 30.01.34 Itália 79 anos
11. TETTAMANZI Dionigi 14.03.34 Itália 78 anos
12. MONTERISI Francesco 28.05.34 Itália 78 anos
13. HUMMES Cláudio 08.08.34 Brasil 78 anos
14. AMIGO VALLEJO Carlos 23.08.34 Espanha 78 anos
15. SARDI Paolo 01.09.34 Itália 78 anos
16. CORDES Paul Josef 05.09.34 Alemanha 78 anos
17. RODÉ Franc 23.09.34 Eslovênia 78 anos
18. BERTONE Tarcisio 02.12.34 Itália 78 anos
19. DARMAATMADJA Julius Riyadi 20.12.34 Indonésia 78 anos (não participará por motivo de saúde)
20. PHAM MINH MÂN Jean-Baptiste 05.03.34 Vietnã 78 anos
21. LAJOLO Giovanni 03.01.35 Itália 78 anos
22. NAGUIB Antonios 18.03.35 Egito 77 anos
23. RIGALI Justin Francis 19.04.35 Estados Unidos 77 anos
24. DE PAOLIS Velasio 19.09.35 Itália 77 anos
25. ABRIL y CASTELLÓ Santos 21.09.35 Espanha 77 anos
26. POLICARPO José DA CRUZ 26.02.36 Portugal 77 anos
27. MAHONY Roger Michael 27.02.36 Estados Unidos 77 anos
28. TERRAZAS SANDOVAL Julio 07.03.36 Bolívia 76 anos
29. DIAS Ivan 14.04.36 Índia 76 anos
30. LEHMANN Karl 16.05.36 Alemanha 76 anos
31. LEVADA William Joseph 15.06.36 Estados Unidos 76 anos
32. OKOGIE Anthony Olubunmi 16.06.36 Nigéria 76 anos
33. TURCOTTE Jean-Claude 26.06.36 Canadá 76 anos
34. ROUCO VARELA Antonio María 20.08.36 Espanha 76 anos
35. ORTEGA Y ALAMINO Jaime L. 18.10.36 Cuba 76 anos
36. LÓPEZ RODRÍGUEZ N. de Jesús 31.10.36 R. Dominicana 76 anos
37. ANTONELLI Ennio 18.11.36 Itália 76 anos
38. SARR Théodore-Adrien 28.11.36 Senegal 76 anos
39. BERGOGLIO Jorge Mario 17.12.36 Argentina 76 anos
40. GEORGE Francis Eugene 16.01.37 Estados Unidos 76 anos
41. BAČKIS Audrys Juozas 01.02.37 Lituania 76 anos
42. ASSIS Raymundo DAMASCENO 15.02.37 Brasil 76 anos
43. NICORA Attilio 16.03.37 Itália 75 anos
44. MARTÍNEZ SISTACH Lluís 29.04.37 Espanha 75 anos
45. VEGLIÒ Antonio Maria 03.02.38 Itália 75 anos
46. ROMEO Paolo 20.02.38 Itália 75 anos
47. COCCOPALMERIO Francesco 06.03.38 Itália 75 anos
48. O’BRIEN Keith Michael Patrick 17.03.38 Grã Bretanha 74 anos (se abstém)
49. MONTEIRO de CASTRO Manuel 29.03.38 Portugal 74 anos
50. CAFFARRA Carlo 01.06.38 Itália 74 anos
51. AMATO Angelo 08.06.38 Itália 74 anos
52. O’BRIEN Edwin Frederik 08.04.39 Estados Unidos 73 anos
53. DZIWISZ Stanisław 27.04.39 Polônia 73 anos
54. TONG HON John 31.07.39 China 73 anos
55. BRADY Seán Baptist 16.08.39 Irlanda 73 anos
56. MONSENGWO Pasinya Laurent 07.10.39 Rep.Dem.Congo 73 anos
57. GROCHOLEWSKI Zenon 11.10.39 Polônia 73 anos
58. TOPPO Telesphore Placidus 15.10.39 Índia 73 anos
59. RAÏ Béchara Boutros 25.02.40 Líbano 73 anos
60. VALLINI Agostino 17.04.40 Itália 72 anos
61. WUERL Donald William 12.11.40 Estados Unidos 72 anos
62. ZUBEIR WAKO Gabriel 27.02.41 Sudão do Sul 72 anos
63. NAPIER Wilfrid Fox 08.03.41 África do Sul 72 anos
64. PELL George 08.06.41 Austrália 71 anos
65. SCOLA Angelo 07.11.41 Itália 71 anos
66. RIVERA CARRERA Norberto 06.06.42 México 70 anos
67. UROSA SAVINO Jorge Liberato 28.08.42 Venezuela 70 anos
68. SALAZAR GÓMEZ Rubén 22.09.42 Colômbia 70 anos
69. BERTELLO Giuseppe 01.10.42 Itália 70 anos
70. RAVASI Gianfranco 18.10.42 Itália 70 anos
71. VINGT-TROIS André 07.11.42 França 70 anos
72. RODRÍGUEZ MARADIAGA O.A. 29.12.42 Honduras 70 anos
73. BAGNASCO Angelo 14.01.43 Itália 70 anos
74. CALCAGNO Domenico 03.02.43 Itália 70 anos
75. DUKA Dominik 26.04.43 Rep. Checa 69 anos
76. SEPE Crescenzio 02.06.43 Itália 69 anos
77. TAURAN Jean-Louis 05.04.43 França 69 anos
78. VERSALDI Giuseppe 30.07.43 Itália 69 anos
79. COMASTRI Angelo 17.09.43 Itália 69 anos
80. SANDRI Leonardo 18.11.43 Argentina 69 anos
81. CIPRIANI THORNE Juan Luis 28.12.43 Peru 69 anos
82. ONAIYEKAN John Olorunfemi 29.01.44 Nigéria 69 anos
83. OUELLET Marc 08.06.44 Canadá 68 anos
84. O'MALLEY Sean Patrick 29.06.44 Estados Unidos 68 anos
85. PENGO Polycarp 05.08.44 Tanzânia 68 anos
86. PIACENZA Mauro 15.09.44 Itália 68 anos
87. RICARD Jean-Pierre 26.09.44 França 68 anos
88. GRACIAS Oswald 24.12.44 Índia 68 anos
89. NJUE John 1944 Kenia 68 anos
90. SCHÖNBORN Christoph 22.01.45 Austria 68 anos
91. ALENCHERRY George 19.04.45 Índia 67 anos
92. SARAH Robert 15.06.45 Guinea 67 anos
93. RYŁKO Stanisław 04.07.45 Polônia 67 anos
94. PULJIĆ Vinko 08.09.45 Bosnia-Erzegovina 67 anos
95. CAÑIZARES LLOVERA Antonio 10.10.45 Espanha 67 anos
96. FILONI Fernando 15.04.46 Italia 66 anni
97. COLLINS Thomas Christopher 16.01.47 Canadá 66 anos
98. BETORI Giuseppe 25.02.47 Itália 66 anos
99. AVIZ João BRAZ de 24.04.47 Brasil 65 anos
100. PATABENDIGE DON Albert M. R. 15.11.47 Sri Lanka 65 anos
101. BURKE Raymond Leo 30.06.48 Estados Unidos 64 anos
102. TURKSON Peter Kodwo Appiah 11.10.48 Ghana 64 anos
103. ROBLES ORTEGA Francisco 02.03.49 México 64 anos
104. BOZANIĆ Josip 20.03.49 Croácia 63 anos
105. DINARDO Daniel N. 23.05.49 Estados Unidos 63 anos
106. SCHERER Odilo Pedro 21.09.49 Brasil 63 anos
107. HARVEY James Michael 20.10.49 Estados Unidos 63 anos
108. NYCZ Kazimierz 01.02.50 Polônia 63 anos
109. DOLAN Timothy Michael 06.02.50 Estados Unidos 63 anos
110. KOCH Kurt 15.03.50 Suiça 62 anos
111. BARBARIN Philippe 17.10.50 França 62 anos
112. ERDŐ Péter 25.06.52 Hungria 60 anos
113. EIJK Willem Jacobus 22.06.53 Países Baixos 59 anos
114. MARX Reinhard 21.09.53 Alemanha 59 anos
115. WOELKI Rainer Maria 18.08.56 Alemanha 56 anos
116. TAGLE Luis Antonio 21.06.57 Filipinas 55 anos
117. THOTTUNKAL Baselios Cleemis 15.06.59 Índia. 53 anos

Fonte: Zenit.org

terça-feira, 5 de março de 2013

Realizada primeira Congregação Geral

Realizada primeira Congregação Geral: presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores


Cidade do Vaticano (RV) - Realizou-se ontem de manhã, segunda-feira, na Sala nova do Sínodo, no Vaticano, a primeira Congregação Geral do Colégio cardinalício. Às 17h locais teve início a segunda Congregação Geral.

Trata-se dos primeiros passos que levarão os purpurados a definir, nos próximos dias, a data do início do Conclave para eleger o novo Papa. Na coletiva com os jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou que estavam presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores.

Portanto, devem chegar a Roma (até esta amanhã, terça-feira) ainda 12 cardeais eleitores: de fato, são esperados 115 purpurados para o Conclave. A Congregação Geral teve início com a oração do Veni Sancte Spiritus.

Em sua saudação, o cardeal decano Angelo Sodano falou sobre o significado deste evento. Em seguida, realizou-se a cerimônia de juramento de cada cardeal. O cardeal camerlengo Tarcisio Bertone lançou a proposta, aprovada, de que a primeira meditação da Congregação Geral desta tarde seja feita pelo Pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Raniero Cantalamessa.

Ademais, o Colégio dos cardeais aprovou a proposta do cardeal decano de enviar uma mensagem ao Papa emérito.

Outra realização da Congregação Geral da manhã desta segunda-feira foi a eleição, por sorteio, dos três assistentes do camerlengo – disse Pe. Lombardi. Na Constituição fala-se da Congregação Particular, que trata de questões de caráter mais prático, conduzida pelo camerlengo, constituída também de mais três cardeais, seus assistentes, que são sorteados entre os eleitores presentes.

Foram sorteados e, em seguida, nomeados assistentes os seguintes cardeais: Giovanni Battista Re pela Ordem dos Bispos; Crescezio Sepe pela Ordem dos Presbíteros; e Franc Rodé pela Ordem dos Diáconos.

Portanto, por três dias estes purpurados serão os três assistentes do camerlengo na Congregação Particular. Após três dias deverão ser sorteados outros três a fim de que haja uma rotatividade. Pela manhã intervieram 13 cardeais com reflexões breves, mas intensas.

Houve também um intervalo durante a primeira Congregação, que durou pouco mais de meia hora para um café: Pe. Lombardi precisou que este contexto foi também um momento significativo de contatos pessoais, de encontros, de intercâmbio, também num nível mais particular e não somente na assembléia no seu conjunto.

Portanto, é um tempo importante. Foi montado um buffet na Sala Paulo VI porque a antecâmara está ocupada pelo centro de imprensa. Os cardeais podem encontrar-se, tomar um café, repousar um pouco num clima de grande familiaridade e serenidade.

A primeira reunião dos cardeais preliminar ao Conclave – concluiu o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé – realizou-se numa atmosfera construtiva e de grande serenidade.

Portanto, trata-se de um início muito positivo, sereno e promissor de um caminho intenso que durará toda a semana. Pe. Lombardi precisou que nos próximos dias será decidida a data de início do Conclave. 4.300 jornalistas foram acreditados para o evento. (RL)

segunda-feira, 4 de março de 2013

BENTO XVI

Bento XVI está bem e acompanhou as notícias pela tv na tarde de ontem

Na coletiva de imprensa, padre Lombardi informou que o Papa passou o primeiro dia de Castel Gandolfo na oração e na leitura e apreciou muito o bom trabalho dos meios de comunicação

28 de fevereiro, às 20h. Uma hora e uma data histórica: a Cátedra de Pedro está vacante e Bento XVI virou o Pontífice emérito da Igreja Universal. Naquela hora o sigilo do anel do pescador do Papa Ratzinger foi inutilizado e o camerlengo, o cardeal Tarcisio Bertone, juntamente com os seus colaboradores, começou a afixar os sigilos no apartamento do Santo Padre.

Sigilado também o elevador interno do Palácio que leva da segunda à terceira sacada que o Papa usa para as Audiências, e das 12h30 desta manhã, foram sigilados também o apartamento pontifício do Palácio de Latrão.
Estas são as informações fornecidas nesta manhã pelo Padre Federico Lombardi no briefing habitual com os jornalistas na Sala de Imprensa do Vaticano. O porta-voz também explicou que o Colégio dos Cardeais estará gerindo o curso normal dos trabalhos da Santa Sé até a eleição do novo Papa, conforme diz claramente a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.
No entanto, acrescentou, o Colégio não tem nenhuma faculdade sobre questões que requerem a autoridade do Papa. Não pode dispor portanto dos direitos da Sé Apostólica, nem modificar as leis emanadas pelos Papas. Somente em caso de questões urgentes e de emergência “que não podem ser adiadas para outra ocasião”, os cardeais votam as decisões por maioria.
Padre Lombardi também confirmou que os Cardeais foram convocados hoje pelo Cardeal Decano, Angelo Sodano, para a primeira e a segunda Congregação geral que acontecerá segunda-feira, 4 de março, às 9h30, na Sala nova do Sínodo no Vaticano, acima da Sala Paulo VI.
Durante as Congregações “os cardeais terão que estabelecer a data do Conclave”. “Não está garantido – esclareceu o diretor da Sala de Imprensa – e vocês também têm que esperar até a segunda-feira a decisão sobre o dia do começo do Conclave, porque os cardeais têm que começar a ‘colocar em movimento’ a reflexão deles, as suas reuniões”. Portanto, acrescentou, “não é certo que na primeira Congregação da manhã, e muito menos naquela da tarde, se terá uma decisão do Colégio dos cardeais sobre o começo do Conclave”.
Respondendo à pergunta que atualmente está no coração dos fieis de todo o mundo, padre Lombardi afirmou: “O Santo Padre está bem e sereno”. Acrescentou depois que o Pontífice, em Castel Gandolfo, “viu à tarde como os meios de comunicação narraram as tantas emoções da tarde de ontem” e – de acordo com o que disse mons. Georg Gaenswein - "apreciou o bom trabalho e a boa informação".
Depois do jantar - disse também o Pe. Lombardi - o Papa "fez um passeio dentro do Palácio apostólico”, antes de rezar e depois descansar. Nos dias passados, e também nas semanas passadas, o Santo Padre tocava o piano pelas tardes, depois do jantar “como sinal – disse Lombardi – da tranquilidade e serenidade da sua alma. Ontem à tarde, especialmente, mons. Georg não o escutou tocar, mas pensa que nos próximos dias retomará com certeza”.
O dia de hoje, entretanto, o primeiro do Pontífice emérito, foi totalmente dedicado “à oração, à leitura das várias mensagens dos fieis de todo o mundo e ao habitual passeio pelos jardins”. Padre Lombardi também disse que Bento XVI levou consigo alguns livros, entre os quais “A estética teológica” de Hans Urs von Balthasar.
Entre as outras informações: a emissão dos selos da sé vacante e a anulação referente à renúncia de Bento XVI. Para as moedas pelo contrário, será preciso “esperar os tempos técnicos da forja, previsto para daqui a algumas semanas”. Além do mais, insistiu padre Lombardi, “neste período não haverá outras Missas solenes, mas só a Missa pro eligendo Pontifice”.
A conferência terminou com a projeção de um vídeo realizado pelo CTV que mostrou visivamente o final do Pontificado de Ratzinger, o que aconteceu ontem à tarde no Vaticano, das 20h em diante. As cenas portanto da Guarda Suíça que fecham a porta do Palácio de Castel Gandolfo para depois encerrar os próprios serviços e retornar ao Vaticano, deixando a custódia do Palácio à Gendarmeria vaticana, já posicionada às 20h03. E acima de tudo, a colocação dos sigilos no apartamento pontifício do lado do Quarto Apostólico guiado pelo Camerlengo, o card. Bertone, que dirigindo-se aos presentes disse: “No começo da Sé vacante, nos encontramos como ‘Camera Apostolica’. Cordialmente vos cumprimento, e desde agora, vos agradeço pela vossa presença e a vossa cooperação”.

Oração pelo conclave

Site de oração pelo conclave já tem 12 000 intercessores

Entrevista com Pe. Sávio Ribeiro, assessor nacional da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB

“Jovens lançam site de oração pelo conclave” foi notícia em ZENIT no dia 24 de fevereiro passado. Há poucos dias do lançamento dessa iniciativa, o site já atingiu um total de 12 mil cadastrados rezando pelos diversos cardeais eleitores do conclave. São mais de 50 países que se uniram ao projeto www.1conclave.com

“Assim que esses jovens pensaram nessa iniciativa, me ligaram e nós prontamente apoiamos”, disse hoje em entrevista à ZENIT o assessor Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, Pe. Sávio Ribeiro.
“Ficamos felizes quando percebemos a iniciativa dos jovens em acompanhar de uma maneira mais afetiva e efetiva o conclave com a criação desse site”, ação que acaba sendo realmente “um presente dos jovens do Brasil para os cardeais que estão reunidos em Roma para escolher o sucessor de Pedro”.
No ano da Campanha da Fraternidade direcionada para a Juventude com lema “Eis aqui, envia-me”, Pe. Sávio assegurou que “os jovens estão cumprindo a sua missão de acompanhar todos esses acontecimentos recentes, de uma maneira muito eficaz, com a oração.
Ainda que “não seja um projeto propriamente da CNBB” – declarou o sacerdote – muitos dos jovens que o organizaram “são membros da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB”. “Eu mesmo ajudei na parte de ver se era isso mesmo, como estava o site...” afirmou o Pe. Sávio.
Perguntado sobre qual é a eficácia da oração para o conclave, Pe. Sávio disse que não só a oração dos jovens, mas a de todos nós é muito importante para esse momento. E trazendo à memória o exemplo de Santa Terezinha do menino Jesus, disse que ela, sem sair do convento, tornou-se a padroeira das missões e, portanto, convidou a todos os católicos a apoiarem esse “maravilhoso projeto” de rezar pelos cardeais que estarão no conclave.
“Eu mesmo já tenho o meu cardeal” – disse descontraído no final da conversa - “E até fiquei surpreso porque o cardeal que me foi escolhido para rezar é alguém com quem já trabalhei e que admiro muito: Dom Odilo Pedro Scherer”.
Para maiores informações: unidosaoconclave@gmail.com
Fonte: zenit

O Vaticano durante a Sede Vacante

Assim funciona o Vaticano durante a Sede Vacante
 
Cidade do Vaticano -
 
 O mundo inteiro seguiu com atenção os últimos momentos do pontificado de Bento XVI, hoje Papa emérito, e os meios de comunicação registraram como símbolo da ausência do Papa o fechamento das portas do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo e a troca da guarda entre os membros da Guarda Suíça e os designados pela Polícia Vaticana. A Igreja entrou no período de Sede Vacante, e o escudo de Sua Santidade Bento XVI foi substituído pelo Pálio característico deste tempo na página web da Santa Sé e na conta oficial do twitter@Pontifex.
sede_vacante.jpg
Escudo simbolizando a Sede Vacante - Basílica
de São João de Latrão, Roma
Todas essas manifestações externas marcam o início de um tempo extraordinário durante o qual o governo da Igreja é confiado ao Colégio de Cardeais e limitado aos assuntos ordinários ou inadiáveis, ficando excluídas as decisões que são de competência única do Pontífice. "Produz-se uma figura que se chama "Nihil Innovetur" (Não se inove nada) na qual não se pode modificar nada, não se pode inovar em nada, nem nas normas da Igreja, nem nas nomeações", explicou Dr. Hernán Olano, renomado especialista colombiano em Direito Canônico.
Cargos especiais durante a Sede Vacante
Os cargos nos Dicastérios da Cúria Romana cessam com o final do pontificado e só alguns Cardeais mantêm cargos especiais durante a Sede Vacante. "A Sede Vacante é o que se inicia com o falecimento ou renúncia do Pontífice (que também está prevista nas normas) até o momento da proclamação", explicou Dr. Olano. "Na transição anterior (depois da morte do Beato João Paulo II) transcorreram 17 dias".
A administração dos bens temporais da Igreja está nas mãos do Cardeal Camerlengo, que é encarregado de destruir o Anel do Pescador e os selos papais a fim de que não seja expedido nenhum documento em nome do Pontífice anterior. Os aposentos papais são selados enquanto transcorre a eleição. O Camerlengo dirige as tarefas cotidianas do Palácio Apostólico, Palácio Lateranense e Castel Gandolfo. Na presente Sede Vacante, o Camerlengo é o Cardeal Tarcisio Bertone, nomeado nesta função por Sua Santidade Bento XVI em 2007.
Para explicá-lo em termos mais familiares ao direito de outros estados, o Camerlengo poderia assemelhar-se a um "ministro delegado com funções presidenciais", explicou o especialista." "Nunca é contado entre os Papas, da mesma forma como um ministro delegado não é contado como um ex-presidente. Não fica relatado como um Pontífice". Segundo Dr. Olano, o Cardeal Camerlengo deve pedir balanços e informações sobre o estado patrimonial e econômico das administrações dependentes da Santa Sé e submeter esta informação ao Colégio Cardinalício.
O segundo cargo é o do Decano do Colégio dos Cardeais, que deve fazer a convocatória oficial dos Cardeais que são notificados sobre a morte ou a renúncia do Papa e lhes é pedido que se dirijam a Roma para a eleição do seu sucessor. Esta convocatória realizou-se no primeiro dia da Sede Vacante, 01 de março, pelo Cardeal Decano Angelo Sodano, eleito neste cargo em 2005 para substituir Bento XVI, depois de sua eleição papal. O Cardeal Decano também tem como função perguntar ao Papa eleito se aceita esta responsabilidade. Como o Cardeal Sodano não pode estar no Conclave devido a sua idade, esta última tarefa será cumprida pelo Cardeal Giovanni Battista Re.
O terceiro Cardeal que permanece ocupando um cargo é o Penitenciário Apostólico, que neste caso é o Cardeal Manuel Monteiro de Castro. Sua função se mantém para garantir que o perdão dos pecadores esteja disponível a todo momento, em caso de penas reservadas à Santa Sé. Em caso de necessidade, o Penitenciário Apostólico poderia receber mensagens com este fim durante o isolamento prescrito para o Conclave.
Outros cargos menos relevantes que se mantêm são os do Cardeal Vigário da Diocese de Roma, o Cardeal Arcipreste da Basílica Vaticana e o Vigário Geral para a Cidade do Vaticano.
(Sonia Maria Trujillo )
 
.

Conclave e sua história

O Conclave e sua história
 
 Cidade do Vaticano -
 
O Dr. Ambrogio Piazzoni, vice-prefeito da Biblioteca do Vaticano, autor de vários livros, incluindo História das eleições papais (Piemme 2005) expôs quais são os procedimentos para o Conclave nos dias de hoje.
Papal-Conclave.jpg
Piazzoni explicou que as regras seguidas pela Igreja para a escolha de um novo pontífice foram sendo construídas ao longo de 1200 anos, sendo que durante esse período os sucessores de Pedro eram eleitos das mais diversas formas.
No início da Igreja os Papas eram escolhidos pelas comunidades cristãs e pelos habitantes de Roma. Por volta do século X, as autoridades civis começaram a ter grande influência na eleição do novo Pontífice.
"Imaginem que reis e imperadores tinham o direito de apresentar ou vetar os candidatos ao Pontificado", ressaltou o vice-prefeito da Biblioteca do Vaticano. Esse foi o famoso período conhecido como luta das investiduras, quando vários antipapas surgiram se antepondo ao verdadeiro pontífice.
Devido ao grande peso do poder político na eleição do sucessor de Pedro, foi feita uma reforma que estabeleceu que o eleitorado fosse composto somente de Cardeais.
O Papa Nicolau II, definiu em sua bula "In Nomine Domini" que somente Cardeais-Bispos poderiam participar da eleição.
Alessandro III em 1179 estendeu a eleição a todos os Cardeais, sendo que o eleito deveria ter no mínimo dois terços dos votos, essa última condição é válida em nossos dias.
Somente em 1274 a Igreja teve o primeiro Conclave oficialmente reconhecido. O Papa Gregório X, através da constituição apostólica "Ubi periculum", estabeleceu que os Cardeais eleitores deveriam reunir-se em uma sala do palácio do falecido pontífice, dez dias após a constatação de sua morte, e ali permanecerem isolados.
conclave_nella_storia.jpg
Caso o Papa não tivesse sido eleito após três dias desde o início do Conclave, a refeição dos Cardeais era reduzida para apenas uma opção da lista de alimentos, e se após cinco dias a dúvida sobre quem seria o novo Pontífice persistisse, a comida era reduzida a pão, água e vinho. Isso era feito afim de evitar que o período de Sé Vacante se prolongasse, como ocorreu uma vez em Viterbo, quando a reunião durou 33 meses.
Diante das várias tentativas para se modificar as regras que regiam a eleição de um Papa, Gregório XVI (1621-1623) publicou duas Constituições, nas quais enfatizava o Conclave, o Claustro, a maioria de dois terços e o voto secreto, pois até então os votos eram manifestados de modo aberto.
Os soberanos católicos tinham o poder de vetar alguns Cardeais indesejados. Isso ocorreu até o ano de 1904, quando o Papa São Pio X, através da Constituição "Commissum nobis", aboliu o direito de veto das nações católicas.
Em 1970, o Papa Paulo VI definiu que os Cardeais que tinham o direito de votar e de participar do Conclave deveriam ser somente os que ainda não tinham completado oitenta anos de idade. Além disso, o pontífice também estabeleceu que o número máximo de Cardeais eleitores era de 120. Ambas determinações são seguidas atualmente.
O Papa João Paulo II publicou em 1996 o documento "Universi dominici gregis", através desse escrito, o pontífice estabeleceu o local para a clausura dos Cardeais (a Domus Sanctae Marthae), eliminou a possibilidade de eleição por aclamação e por comprometimento (em desuso há vários séculos) e ainda criou uma função espiritual para os Cardeais que completaram 80 anos. Eles podem participar das fases preliminares da eleição e conduzem as orações da Igreja universal.
conclave1.jpg
Antes de efetivar sua renúncia o Papa Bento XVI escreveu um documento modificando alguns trechos do decreto de João Paulo II. Dentre as principais modificações estão a possibilidade de adiantamento ou atrasamento do Conclave, dependendo unicamente da presença de todos os Cardeais eleitores no Vaticano. (EPC)

Fonte: gaudiumpress.org

sexta-feira, 1 de março de 2013

Quo vadis, Domine?

Quo vadis, Domine?

A lenda sobre são Pedro não se aplica ao caso do papa Bento XVI!

Uma lenda sobre são Pedro não se aplica ao caso do papa Bento XVI! Segundo a referida lenda, o primeiro papa, desiludido, estava para abandonar Roma, quando, na Via Apia, encontra-se com Jesus e lhe pergunta: “quo vadis, Domine”?, isto é, “aonde vais, Senhor?” Jesus teria respondido que retornaria a Roma, para ser novamente crucificado, já que são Pedro estava indo embora. Diante desta resposta, conta a lenda, são Pedro arrepiou caminho e regressou à Cidade Eterna.

Imaginemos, agora, uma história um pouco diferente: quem questiona é Jesus. O senhor (“dominum”) Bento XVI, rumo a Gastel Gandolfo, avista Jesus e este lhe pergunta: “quo vadis, domine?”. Acho que o papa emérito lhe responderia: “Deixo o ofício que o Senhor me confiou para o bem da Igreja”. Na verdade, essa resposta, em oração, foi realmente dada ao divino fundador da Igreja católica.
Daqui a algumas horas, a sé (forma apocopada da palavra “sede”, que quer dizer “cadeira”) de são Pedro estará vazia ou vacante. Ratzinger renunciou, asseverando que “(...) para governar a barca de são Pedro e anunciar o evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado.”
Os dias de sé vacante são decerto um tempo de apreensão. Coragem! Desta vez, coincidem com a quaresma, época de oração e recolhimento que nos leva à festa maior do cristianismo, a Páscoa, nossa alegria imensa, pois Jesus ressuscitou.
Dentro em breve, seguindo as normas da constituição apostólica Universi Dominci Gregis, os cardeais reunir-se-ão para a escolha de um novo bispo de Roma. Que gáudio inaudito cada um de nós fruirá no seu coração no instante em que se anunciar: “Habemus papam!”, isto é, “Temos um papa!”.
O papa emérito, Bento XVI, em orações contínuas, do mosteiro em que estiver enclausurado, permanecerá em constante sintonia com o sucessor de são Pedro e com todos os cristãos do universo.
A Igreja católica, única pessoa jurídica de direito público com 2 mil anos de idade, jamais desaparecerá da face da terra. Rezemos pelo papa emérito e pelos cardeais que elegerão o próximo vigário de Cristo. Que santa Maria, a mãe da Igreja, rogue ao Espírito Santo para que o sumo pontífice eleito seja alguém que possa confirmar a fé de todos os católicos do planeta.

Edson Luiz Sampel é Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT).
Fonte: Zenit.org) Edson Sampel