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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 11 de março de 2009

ADORAÇÃO EUCARÍSTICA

ADORAÇÃO EUCARÍSTICA: TEMA APROFUNDADO PELA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO

Cidade do Vaticano,

- A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deu início, esta manhã, na Sala Bolonha, no Vaticano, à sua assembléia plenária, dedicada ao aprofundamento da adoração eucarística. A propósito, eis o que nos disse o prefeito do organismo vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera: Cardeal Antonio Cañizares Llovera: - "As tarefas fundamentais da Congregação são de ajudar o papa em tudo aquilo que concerne ao culto divino: que toda a Igreja viva o espírito da liturgia, que efetivamente eleve a Deus esse culto em espírito e verdade – que se expressa na liturgia e, sobretudo, na Eucaristia. "P. Por que essa plenária da Congregação se ocupará da adoração eucarística? Qual o motivo dessa escolha?Cardeal Antonio Cañizares Llovera: - "A liturgia é, sobretudo, adoração. A Igreja é obra de Deus, é ação de Deus, é reconhecimento daquilo que Deus faz em favor dos homens. E a adoração que a liturgia expressa, sobretudo a Eucaristia, é o centro da adoração: é o reconhecimento de Deus, reconhecimento que tudo vem d'Ele, reconhecimento que tudo aquilo que nos pertence deve estar em harmonia com o Senhor. Neste momento de forte secularização – no qual se tende a esquecer Deus, a considerá-lo não-importante na vida do homem – é necessário reiterar que a adoração vem em primeiro lugar. Isto é, que o primeiro lugar deve ser dado a Ele. É isso que realmente muda a vida dos cristãos e a vida da Igreja." (RL)

Fonte: RV

terça-feira, 10 de março de 2009

A PRÓXIMA VIAGEM DO PAPA À ÁFRICA

BRIEFING SOBRE A PRÓXIMA VIAGEM DO PAPA À ÁFRICA

Cidade do Vaticano,
– O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, convidou os jornalistas credenciados para um briefing sobre o programa da viagem de Bento XVI a Camarões e Angola. Na primeira visita ao continente africano, o Papa passará apenas pelas capitais dos dois países. A visita inicia-se em Yaundé, Camarões, no dia 17, após um vôo de 6 horas de Roma. O primeiro compromisso oficial realiza-se na manhã seguinte, com um encontro no Palácio da Unidade, com o presidente camaronês. O Papa vai se encontrar, em Camarões, com representantes da Igreja local, de outras confissões cristãs e da comunidade muçulmana. Durante a visita ao país, o Santo Padre entregará o documento preparatório para a II Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, que se realizará no Vaticano em outubro próximo.Dia 20, Bento XVI irá a Angola. No primeiro dia, vai se encontrar com o presidente José Eduardo dos Santos, com as autoridades civis e políticas, com o corpo diplomático e com os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé. No sábado, dia 21, o programa prevê a celebração de uma Missa na Igreja de São Paulo e um encontro com os jovens, no Estádio dos Coqueiros. Domingo, 22, o papa vai presidir a uma celebração Eucarística na esplanada de Cimangola, Luanda, e, à tarde, manterá um encontro com os movimentos católicos responsáveis pela promoção da mulher. A viagem a Angola, que se realizará no marco dos 500 anos de evangelização deste país lusófono, concluir-se-á segunda-feira, 23, com a cerimônia de despedida no aeroporto de Luanda. Esta será a segunda vez que Angola recebe a visita de um papa, depois daquela feita por João Paulo II em junho de 1992. No entanto, já se encontra em Luanda, desde a última quinta-feira, o papamóvel que vai transportar o pontífice durante a sua visita ao país. Em declarações à imprensa no aeroporto internacional de Luanda, o representante do papa em Angola, o núncio apostólico Dom Angelo Becciu, reafirmou a importância da visita de Bento XVI para a vida da Igreja, dos fiéis e de todos os angolanos: “Esperamos que as pessoas recebam o Santo Padre de braços abertos e que ele traga muita prosperidade para o povo angolano”. O núncio afirmou que os preparativos da visita estão dentro do prazo previsto e aproveitou a ocasião para agradecer o apoio que tem sido prestado pelos fiéis, pelo governo angolano e pela população em geral. (MT)

Fonte: RV

segunda-feira, 9 de março de 2009

VALIDEZ DAS PRÁTICAS CRISTÃS "DE SEMPRE"

Papa sublinha validez das práticas cristãs «de sempre»
Propõe Nossa Senhora como «modelo de escuta da Palavra»
Por Inma Álvarez
ROMA,

- O Papa afirmou que as práticas de devoção cristã «de sempre» não foram abolidas pelo Concílio Vaticano II, mas continuam «sendo válidas», durante o encontro com os párocos da diocese de Roma no dia 26 de fevereiro.
Diante da pergunta do sacerdote Pietro Riggi, do Bairro dos Meninos Dom Bosco, sobre a vigência ou não de práticas devocionais cristãs como os sufrágios pelos falecidos ou as sextas-feiras dedicadas ao Sagrado Coração, o Papa explicou que «são realidades das quais o Concílio não falou, mas que supõe como realidade na Igreja».
Estas práticas «não são coisas necessárias, mas surgidas na riqueza da meditação do mistério» da redenção de Cristo, e advertiu que ainda que «cada um pode entender mais ou menos o que é mais importante e o que não é», contudo «ninguém deverá desprezar esta riqueza, crescida durante os séculos como oferenda e como multiplicação das luzes na Igreja».
Sobre a questão das indulgências, o Papa explicou que «trata-se simplesmente de uma troca de dons, ou seja, o que na Igreja existe de bem, existe para todos. Com esta chave da indulgência podemos entrar na comunhão dos bens da Igreja».
«Os protestantes se opõem, afirmando que o único tesouro é Cristo», acrescentou, e explicou que, para os católicos, «o maravilhoso é que Cristo – que é realmente mais que suficiente em seu amor infinito, em sua divindade e humanidade – queria acrescentar a tudo o que fez, também nossa pobreza».
«Não nos considera só como objetos de sua misericórdia, mas nos torna sujeitos de sua misericórdia e do amor junto com Ele, de modo que – ainda que não quantitativamente, ao menos em sentido de mistério – quer nos unir ao grande tesouro do Corpo de Cristo.»
Queria ser a Cabeça com seu corpo, no qual se realiza toda a riqueza do que fez. Deste mistério resulta precisamente que existe um tesaurus ecclesiae, que o corpo, como a cabeça, entrega e que nós podemos ter um do outro e entregar um ao outro.
«A única luz é a de Cristo. Aparece em todas as suas cores e oferece o conhecimento da riqueza de seu dom, a interação entre cabeça e corpo, a interação entre os membros, de maneira que podemos, juntos, ser verdadeiramente um organismo vivo», declarou.
Maria da escuta
À pergunta do sacerdote Guillermo M. Cassone, vigário paroquial de São Francisco e Santa Catarina, no Trastevere, sobre a necessidade de conjugar a piedade mariana com a Palavra de Deus, o Papa destacou que Maria «é a mulher da escuta».
Maria «é o símbolo da abertura, da Igreja que espera a vinda do Espírito Santo», de «uma escuta verdadeira, uma escuta que deve ser interiorizada, que não diz simplesmente ‘sim’, mas que assimila a Palavra».
Por exemplo, o canto mariano por excelência, o Magnificat, «é um tecido feito de palavras do Antigo Testamento – explicou o Papa. Maria conhecia em seu coração a Escritura. Não conhecia só alguns textos, mas estava tão identificada com a Palavra, que as palavras do Antigo Testamento se convertem, sintetizadas, em um canto em seu coração e em seus lábios».
Recordando que Maria é a que «conservou a Palavra no coração», Bento XVI explica que ela é, para a Igreja, modelo de interpretação da Escritura.
Maria, sublinhou, é «modelo do crente que conserva a Palavra, leva em si a Palavra; não só a lê ou a interpreta com a inteligência para saber o que aconteceu naquele tempo, quais são os problemas filológicos. Tudo isso é interessante, importante, mas é mais importante escutar a Palavra que se conserva e que se converte em Palavra em mim, vida em mim e presença do Senhor».

Fonte: ZENIT.org

domingo, 8 de março de 2009

MÚSICA "SANTA" PARA A QUARESMA

Vaticano publica na internet música «santa» para Quaresma
Da Capela Musical Sistina e do Pontifício Instituto de Música Sacra
CIDADE DO VATICANO

- Com o objetivo de ajudar pessoas do mundo inteiro a viverem o espírito de recolhimento próprio da Quaresma, a Santa Sé publicou na internet composições sacras próprias deste período litúrgico.
Em uma seção quaresmal especial, por uma parte é possível escutar hinos litúrgicos interpretados pela Capela Musical Sistina, o coro mais antigo neste gênero, que há séculos interpreta partes musicais nas celebrações litúrgicas do bispo de Roma.
A página oferece cinco hinos quaresmais, com a letra e a música, entre os que se encontram «Ele me invocará e eu o escutarei» e «Senhor, mostrai-me vossa face».
Dom Giuseppe Liberto, diretor da Capela Musical Sistina, em uma recente conversa com Renzo Allegri, publicada pela Zenit, explicava que esta música não foi composta «para um concerto ou para um espetáculo. Esta música nasce para a liturgia». Por isso, explica, ele não qualifica esta música como «música sacra», mas prefere a expressão «música santa» (cf. Zenit, 4 e 5 de março de 2009).
A página quaresmal do Vaticano também oferece passagens interpretadas pelo Instituto Pontifício de Música Sacra de Roma, instituição acadêmica e científica erigida pela Santa Sé, cujo presidente é Valentín Miserachs Grau.
Mais informação: http://www.vatican.va/liturgical_year/lent/2009/index_lent2009_po.html.

Fonte: ZENIT.org

sábado, 7 de março de 2009

A PEREGRINAÇÃO A JAVIER

Bento XVI vê peregrinação a Javier como oportunidade para consolidar fé
O cardeal Bertone envia uma mensagem em nome do Papa
Por Inma Álvarez

PAMPLONA,

- O Papa exorta aos fiéis que peregrinem este ano a Javier, lugar natal do santo espanhol Francisco Xavier, padroeiro das missões, e que esses dias suponham um acontecimento de fé. Assim expressou em uma breve mensagem assinada pelo cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado, dirigida ao arcebispo de Pamplona, Dom Francisco Pérez González.

O texto completo foi divulgado pela revista espanhola Ecclesia.

O Papa anima os peregrinos a Javier (nas tradicionais «Javieradas», que se celebram todos os anos no início de março e que reúnem milhares de fiéis de toda a Espanha) a «imitarem este grande missionário, que foi pelo mundo semeando o Evangelho».
Esses dias, acrescenta, devem ser vividos «como uma oportunidade para consolidar a fé, aumentar o compromisso de ser coerentes com ela em todo momento e reforçar a generosidade de anunciá-la aos demais, como verdadeiras testemunhas de Cristo no mundo de hoje».
Por último, invocando a intercessão de Maria «para que prepare com sua maternal ternura o coração de todos os participantes para receber com gozo a graça de Deus», envia a bênção apostólica aos peregrinos.
As «Javieradas» são duas peregrinações que se realizam em dois domingos consecutivos em torno da Novena de Graça dedicada a São Francisco Xavier, e que este ano acontecerão em 8 e 14 de março próximos.
Esta peregrinação, que reúne fiéis de todo o país, começa com uma Via Sacra no percurso que une as localidades de Sanguesa e Javier (8 quilômetros), até chegar à esplanada do castelo natal do santo, onde se celebra a Eucaristia.
Este ano, o arcebispo de Pamplona dedicou sua tradicional mensagem a manifestar a similaridade da obra evangelizadora de São Francisco Xavier com a de São Paulo, por ocasião da celebração do Ano Paulino, e convidou os fiéis a «levarem a sério a nova evangelização» proclamada pelos últimos papas.
As «Javieradas» deste ano têm como slogan «Missionários como Paulo e Xavier: ai de mim se não evangelizar!», e reunirão grupos de famílias, jovens e crianças, para quem se prepararam atos religiosos e lúdicos específicos.
Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 6 de março de 2009

ENTRE PATOLOGIA PSIQUIÁTRICA E SATANISMO CULTURAL - Parte II

Entre patologia psiquiátrica e satanismo cultural (II)
Entrevista ao presidente da Associação Italiana de Psicólogos e Psiquiatras Católicos
Por Mirko Testa

ROMA,

- A atual crise das relações interpessoais explica a fragilidade psíquica das pessoas neste momento, considera o presidente da Associação Italiana de Psicólogos e Psiquiatras Católicos.
O Dr. Tonino Cantelmi, na segunda parte desta entrevista com Zenit, revela os cenários de depressão, mal-estar e angústia que com frequência abrem a porta ao satanismo, como resposta fácil e imediata à busca do sentido da vida.
– Na conversa anterior, falávamos das origens do delírio, mas há outro fenômeno que geralmente se mistura com o delírio, o transtorno da percepção...
– Cantelmi: Sim, e as percepções podem ser de diversos tipos: temos ilusões, alucinações, as pareidolias e as pseudoalucinações. As ilusões, que são erros compatíveis com o estado emocional do sujeito, pertencem à humanidade de nosso ser, não dão lugar a patologias. São as alucinações que dão lugar a patologias. Quando se trata de pareidolias, vejo uma mancha na parede e parece-me um animal, são pseudoalucinações. Muitos não falam de ouvir vozes, mas nós compreendemos porque, enquanto eu falo, parece que estão escutando outra coisa. Talvez a voz está lhe dizendo: «Pode confiar» ou «não confie».
Aqui nos encontramos diante de uma falsa percepção sensorial não associada a estímulos externos. Pode inclusive dar-se uma interpretação delirante da experiência alucinatória. Algumas alucinações que acompanham o sono se chamam hipnagógicas e se dão também em contextos normais. Podemos ter formas de alucinação quando dormimos ou nos despertamos, mas não são patológicas. As alucinações podem também ser de ordens: as mais frequentes são as auditivas; as visuais se dão sobretudo nos estados de excitação maníaca, na qual o sujeito vê e interage com divindades; as olfativas, as mais frequentes, estão ligadas à alucinações relativas ao odor de enxofre, e as táteis são muito interessantes e muito extensas: tem-se a sensação de que alguém ou algo, algum inseto, alguma realidade ou entidade tem a ver comigo. Especialmente se há uma estrutura de personalidade histérica, o mais frequente é a percepção de relações sexuais.
A esquizofrenia é uma patologia imensa. É o grande enigma da psiquiatria. Sobre a esquizofrenia temos muitíssimo conhecimento, mas não temos nem conhecimentos definitivos nem intervenções farmacológicas ou terapêuticas resolutivas. Há um grande número de pacientes esquizofrênicos com as formas mais estranhas, mais extravagantes, mais clamorosas, mais escondidas. A velha histeria se descompôs, pela atual nosografia, em vários grupos sintomáticos: Os transtornos somatoformes, o transtorno histriônico de personalidade, e a fuga psicógena.
Atualmente, assistimos a uma transformação dos transtornos da ansiedade para transtornos somatoformes, ou seja, sintomas físicos de todo tipo que não se incluem em patologias médicas de origem psicológica. Um exemplo é a cegueira histérica, quando alguém que não vê (e recupera a vista na noite de Páscoa), como aconteceu com uma paciente minha histérica. É um caso específico que acompanhei pessoalmente. A outro tipo de histeria chamamos transtorno de personalidade histriônica, em pessoas especialmente sugestivas, necessitadas de atenções e muito dependentes. Outros transtornos histéricos converteram-se na fuga psicógena: o sujeito de repente foge de casa e já não lembra nada, tem amnésia sobre o que fizeram; ou o sujeito esquece tudo o que lhe aconteceu sem um evento traumático.
Depois estão os transtornos de personalidade. Grande parte deles contaminam muitas das pessoas que vêm pedir ajuda. Todas as formas dissociativas, os transtornos de controle dos impulsos. Nossa sociedade, que é extremamente eficiente, hipercontrolada, vê o aumento do transtorno do controle dos impulsos. O sujeito perde o próprio controle de repente, em contextos impróprios. Torna-se agressivo, desarruma tudo, não consegue suportar a tensão e grita. Em geral, tem a ver com a área de agressividade, as formas de transdissociação. São sujeitos que enfrentam formas de suspensão da consciência segundo um fundamento dissociativo. Dá-se, por exemplo, em quem usa muito o computador.
Um quadro sobre o qual frequentemente os pais pedem iluminação é o da criança incontida, que nunca está quieta, que não escuta, que não controla os impulsos, é o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, um quadro de uma criança vivaz que pareceria ser presa de um espírito que a leva a fazer mil coisas. Os progenitores não conseguem contê-la. A criança na verdade tem um déficit de atenção, é tão veloz que não consegue manter a atenção um segundo no que lhe estou dizendo. Se entra em um supermercado, vira tudo de pernas para o ar porque se sente atraído por tudo com uma velocidade extraordinária.
Alguns que têm hiperatividade – que não se associa ao retardo mental – se converteram em verdadeiros gênios, como o caso de Mozart. A sociedade atual assiste a um aumento do número de crianças hiperativas, incontroláveis, como se tivessem uma mola que salta de repente. Também, enquanto antes nos impressionava o abuso de um adulto sobre uma criança, hoje estamos impressionados pelos abusos das crianças para com as crianças, um fenômeno muito significativo.
– Em que se baseia a fragilidade do homem atual?
– Cantelmi: Há raízes que um psiquiatra nota e que estão na base desta nova fragilidade de nosso tempo, ligada sobretudo à crise das relações interpessoais. O terceiro milênio se caracteriza por uma relação «tecno-mediatizada». Hoje não há nada mais difícil, mais complexo, mais incompreensível que uma relação interpessoal estável e duradoura. Teoriza-se, por exemplo, sobre a «polifidelidade», ou seja, a impossibilidade de ser fiéis a uma só pessoa.
«Be happy», um site de psiquiatria cosmética, dirige-se às mulheres e afirma que a ideia romântica de um homem durante a vida toda é uma ideia hoje impossível; se são românticas, podem ser então «polifiéis», fiéis a vários homens. Portanto, fiel a seu marido enquanto mãe, fiel a seu chefe enquanto mulher de carreira, fiel a seu amante mais jovem que você, enquanto mulher transgressora.
Não só é impossível que você, na plenitude de si mesmo, possa dar-se a outra pessoa, mas também é impossível que possa dar-se a outra pessoa por longo tempo. Teoriza-se assim a monogamia intermitente: fiel sim, mas por pouco tempo. A «polifidelidade» e a monogamia intermitente são só dois exemplos de como hoje se considera a dimensão afetiva frágil.
As raízes desta crise podem ser encontradas na busca exasperada de emoções: estou bem com você porque experimento emoções intensas; não sinto nada por você e por isso busco novas emoções. A relação interpessoal se converte, portanto, em algo imediato, não tem passado nem futuro. Isso explica a busca de comportamentos compulsivos, de dependências comportamentais, o uso da cocaína, etc.
Há na internet um vídeo que reúne tudo isso: a busca exasperada de emoções mediante a cocaína, através da transgressão, da impossibilidade de entrar em relação com outro, a solidão, a ambiguidade e o narcisismo. Este vídeo não comercial diz exatamente, ainda que em modo extremo, para onde vamos. Quem o pôs na rede foi Marylin Manson com uma série de pequenos sinais satânicos, transgressores a seu modo. Vê-se um homem sozinho, desesperado, que busca contatos, este homem cortou o coração (o «cutting» é um sinal satânico), é um homem ambíguo, nem homem nem mulher, andrógeno; profanou a Bíblia, colocando cocaína sobre ela. Graças a este pouco de cocaína, entra em uma relação sexual de tipo impessoal, na qual não há já pessoas, mas só pedaços de carne. O que aparece é um mundo feito de tudo, onde o outro é uma ocasião para masturbar-se; é o homem que se está fechando ainda mais em si mesmo e acaba morrendo em uma espécie de suicídio.
A outra raiz da fragilidade é a ambiguidade, a renúncia ao próprio papel. O tema da ambiguidade faz saltar pelos ares a responsabilidade, o papel do casal. Hoje tudo é fluido, não há masculino e feminino.
Por último, a outra grande raiz é o desenvolvimento do narcisismo. O homem de hoje sofre, está em crise por sua incapacidade de relação com o outro e se dirige a um mundo feito de tristezas, depressão, compulsões e transtornos da personalidade. A tecnologia promete a salvação fazendo compreender que todos estes problemas podem ser resolvidos, renunciando à relação face a face, e propondo-lhe um mundo virtual, cheio de emoções, narcisismo, ambiguidade e máscaras.
Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 5 de março de 2009

ENTRE PATOLOGIA PSIQUIÁTRICA E SATANISMO CULTURAL - Parte I

Entre patologia psiquiátrica e satanismo cultural (I)
Entrevista com o presidente da Associação Italiana de Psicólogos e Psiquiatras Católicos
Por Mirko Testa


ROMA,
- Nos dias de hoje, entre as diversas formas de desvio juvenil, assistimos à expansão do fenômeno do satanismo cultural, cada vez mais preocupante, com a cumplicidade da fácil disponibilidade de conteúdos esotéricos na internet e a falta de valores fortes na família.
Quem está convencido disso é o Dr. Tonino Cantelmi, psiquiatra e presidente da Associação Italiana de Psicólogos e Psiquiatras Católicos (http://www.aippc.net/), coautor, com a psicoterapeuta Cristina Cacace, de «O livro negro do satanismo» («Il libro nero del satanismo», editora San Paolo), que fala de uma verdadeira invasão dos convites à cultura satânica através de livros, revistas, mas sobretudo blogs e cinema.
Cantelmi alerta em concreto sobre os novos dramáticos cenários que esperam o homem na próxima década, e que não serão já paraísos opiláceos, mas temáticos: Second Life, salas de bate-papo, internet, facebook etc. projetam uma perspectiva de humanidade deprimida, mais compulsiva.
Nesta entrevista concedida à Zenit, Cantelmi explora o limiar entre possessões demoníacas e psicopatologias.
– Nossa sociedade hipertecnológica está de verdade tão fascinada pelo satanismo?
– Cantelmi: A verdadeira questão é: nós nos encontramos diante de cruéis aduladores de Satanás ou frágeis filhos dos tempos atuais? Segundo nossos cálculos, na Itália há cerca de 5 mil pessoas que são afetadas diretamente por um tema satânico, mas estamos assistindo a um satanismo cultural e ao desenvolvimento de um satanismo ateu, no qual Satanás é a ocasião para um ulterior encobrimento, é uma evolução.
Se até pouco tempo atrás o satanismo se escondia por trás das sombras das cidades ou nos povoados, hoje, em rede, o satanismo adquiriu pleno direito de cidadania: converteu-se em um produto de consumo.
Nossos jovens são atraídos por uma série de crenças, seitas, religiões diferentes. Na amostragem examinada, 76% dos casos se interessam por magia, cartomancia, ritualismo, iniciação, esoterismo, enquanto o contato com material satânico é facílimo em 78% dos casos, sobretudo através da música, cinema, livros e internet.
Respondendo a perguntas mais específicas, mais da metade dos jovens confessa que tem curiosidade pelo satanismo; 1 de cada 3 jovens declara sentir-se atraído; 10% diz que se Satanás lhe assegurasse a felicidade, não teria dificuldade em segui-lo, sinal este de infelicidade e do sofrimento que há no mundo atual. Uma frase muito difundida na rede, em todas as páginas introdutórias de sites satânicos, é de John Milton, extraída de «Paraíso Perdido»: «Melhor ser soberanos no inferno do que servos no paraíso».
– Pode-se falar por um lado de fenômenos sobrenaturais e por outro de patologias psiquiátricas? Existe uma área nebulosa na qual estes elementos se confundem?
– Cantelmi: Em um estudo levado a cabo entre 10 pessoas, entre as quais – segundo exorcistas – havia certamente fenômenos sobrenaturais, emergiram também problemas psiquiátricos. A tarefa se complica muitíssimo se o problema é distinguir entre pessoas que sofrem doenças psiquiátricas e as que vivem experiências sobrenaturais. Lamentavelmente, a fragilidade psíquica é um forma de entrada extraordinária de sofrimento de todo tipo.
Isso indica que psiquiatras e exorcistas devem colaborar uns com os outros. Muitos psiquiatras são indiferentes, relegam o mundo do exorcismo ao da superstição; a psiquiatria e a psicologia são ciências relativamente jovens que tiveram de lutar para definir seus próprios estatutos epistemológicos e que têm muitas áreas fronteiriças. Só estabelecer o que é normal e o que é patológico já exige contribuições da antropologia e da filosofia. Freud, que para nós é como pré-histórico, categoriza o fenômeno religioso dentro dos problemas neuróticos: tende a não ver consistência neles, realidade; tende a ver seu aspecto de vivência neurótica. Precisamente neste momento estou denunciando a discriminação que os pacientes crentes sofrem nas psicoterapias, porque seus valores são com frequência ridicularizados por muitos terapeutas ou, na maioria das vezes, ignorados.
Em 1999, fundamos a Associação Italiana de Psicólogos e Psiquiatras Católicos com o objetivo de ajudar a psicologia e a psiquiatria a dialogarem com outras ciências, com a antropologia e com a teologia, convencidos de que uma psicologia honesta pode enriquecer-se com contribuições diferentes.
Uma coisa que é preciso combater são os sincretismos, ou seja, os «psicossantos», os psiquiatras, os psicólogos que abençoam, que rezam com seus pacientes. O psiquiatra deve ser psiquiatra!
Penso também que nós, os psiquiatras, não podemos explicar toda a realidade humana. Descobri que os exorcistas são pessoas muito avançadas. Conseguem detectar o sofrimento psíquico e encaminhar com confiança seus pacientes ao tratamento do psiquiatra. Os exorcistas estão absolutamente abertos à contribuição dos psiquiatras.
– Que tipo de problemas psíquicos a possessão demoníaca pode simular?
– Cantelmi: Entrando no específico da psiquiatria, abrem-se diante de nós dois grandes âmbitos: o delírio e as alucinações. Chamamos de delírio o transtorno do pensamento, enquanto as alucinações são um transtorno das percepções: são dois elementos patológicos do ponto de vista psíquico; o pensamento é um processo mental que comporta a manipulação de símbolos; e isso se dá através da formação de conceitos, de mecanismos de abstração, de generalização, do raciocínio, processos elaborados que usam regras para chegar a resultados concretos.
Os psiquiatras distinguem duas grandes áreas de sintomas no que se refere aos transtornos do pensamento: os de conteúdo, que se referem às ideias e empenham toda a área do delírio, e os formais, que se referem ao modo no qual estas ideias se unem.
Como se identifica o delírio? Antes de tudo, deve-se dizer que o delírio não muda, não pode se sobrepor à crítica, caracteriza-se por um conteúdo não coerente com a realidade. Há delírios facilmente detectáveis e outros, ao contrário, muito mais consistentes e dificilmente detectáveis.
O delírio pode ser excêntrico, privado de lógica, ou sistemático e, portanto, com uma lógica interna. O delírio pode ser de vários tipos: de influência, de referência, de perseguição, de grandeza, de ciúmes – o cônjuge é um traidor –, erotomaníaco – uma pessoa importante está apaixonada por mim –, hipocondríaco, somático – sinto que meu fígado é de cristal –, místico, de culpa, de ruína, niilismo – o paciente está convencido de que está morto.
O delírio é um sintoma de várias patologias, por exemplo, a excitação maníaca, e aqui as coisas se complicam, porque o paciente neste estado é um paciente inteligente, ativo, que talvez tenha um delírio de grandeza e que talvez tenha inclusive alucinações, vê coisas, ouve vozes, constrói uma realidade, articula-a e a explica bem. Pode ser convincente e pode ser muito difícil captar estes aspectos. Em um delírio de influência, o sujeito sente que em sua cabeça entram pensamentos, está convencido de ser tele-dirigido.
Grande parte dos delírios são de perseguição: o sujeito interpreta que alguns fatos estão contra ele. Outra característica é que este conteúdo é sempre interpretado como autorreferencial: passa um carro e toca a buzina: para mim, se estou delirando, é um sinal, confirma o que estou pensando, ou seja, refiro a mim mesmo uma série de experiências casuais.
Alguns delírios se escondem; há pessoas que deliram e guardam para si. Hoje, a sociedade competitiva desenvolve mais delírios de perseguição, de ameaça, de agressão, mas o ponto importante é que o delírio não está sozinho, e sim acompanhado de transtornos das percepções, que em geral confirmam o delírio. Por exemplo, no delírio de envenenamento (há alguém que está me envenenando), quando provo certo alimento, noto o sabor do veneno, tenho uma alucinação gustativa, percebo seu odor. Tive um paciente que derrubou uma parede porque tinha uma alucinação olfativa, cheirava a enxofre e estava convencido de que naquela parede estava o demônio.
As alucinações visíveis podem ser de dois tipos: vejo que Nossa Senhora aparece para mim, ou não a vejo, mas meu cérebro constrói uma imagem, tem alucinações olfativas, gustativas, visuais, táteis...
Os mais frequentes são os delírios auditivos, ou seja, quando ouço vozes que comentam minha atuação, que me ofendem, que me agridem, que não me deixam em paz, que me mandam fazer algo, vozes teológicas que me dão o sentido do que estou fazendo, vozes que interpretam os demais, vozes que indicam um comportamento. Então, posso sentir-me perseguido por uma pessoa, sinto que seu olhar está me dizendo muitas coisas, ouço que é uma voz de homem, é a voz de Deus.
Entre as perturbações do pensamento está também a mistura de palavras, o falar associando ideias e conceitos por assonância, sem nem sequer conhecer seu sentido. Na esquizofrenia, o sujeito inventa palavras, neologismos, fala com ritmo e parece que verdadeiramente fala outra língua, ainda não tendo nenhum conexão com outra língua.
Os transtornos formais do pensamento também podem ser positivos: o sujeito fala muito, de maneira detalhada; dá-se também o fenômeno da fuga das ideias, ou seja, a pessoa se bloqueia porque as palavras não conseguem já seguir seu pensamento, que é muito veloz. Ou a incapacidade de fazer associações mentais (o sujeito parte de um ponto e não chega nunca a dizer o que tem que dizer). Existe também a glossolalia, ou seja, a expressão de mensagens reveladoras, com palavras incompreensíveis, típico dos esquizofrênicos, quando o sujeito está convencido de ter um anúncio para a humanidade. Ou a ecolalia, ou seja, a impossibilidade de falar se não for repetindo o que outros dizem. Dá-se também um eco dos gestos, quando as pessoas não fazem outra coisa senão repetir os gestos que veem outros fazerem.
Há também os transtornos negativos, como o bloqueio das ideias: o sujeito responde sempre do mesmo modo, tem pobreza de expressão. O ponto álgido dos transtornos formais do pensamento é o transtorno obsessivo, que se caracteriza por pensamentos, impulsos, imagens que eu sinto como estranhas e tento afastar, mas sem conseguir, e para fazê-lo tenho de recorrer a ritos, compulsões. Tenho um paciente obsessivo que enquanto recita as Laudes pela manhã, começa a pensar em uma pessoa. O pensamento obsessivo, que é um pensamento inclusive mágico, se lhe insinua e lhe diz: «Aquela pessoa hoje morrerá», «sou responsável pela morte dessa pessoa», «se isso me acontece neste salmo, eu o repetirei nove vezes», pensa meu paciente.
Muitas pessoas obsessivas sentem com frequência o impulso de rir em um funeral e blasfemar em uma igreja. Na realidade, o paciente obsessivo nunca o faz, não cede, mas sofre por isso e o combate. Porque sua vida está feita de impulsos que são a cara comportamental das obsessões. A vida de um obsessivo se transformará com o tempo em uma vida terrível e dolorosa de compulsões. Desde sempre, este tipo de psique que Freud já definia como «parasita» penetrou na humanidade e desde sempre a obsessão foi considerada uma loucura lúcida, mas de grande sofrimento.


Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 4 de março de 2009

SERÁ RENOVADA A CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA EM FÁTIMA

Em Fátima será renovada a consagração a Nossa Senhora


25º Aniversário da Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria

No próximo dia 25 de Março vai ocorrer o 25º aniversário da consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, feita pelo Papa João Paulo II, na Praça de S. Pedro, diante da Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e em união com os bispos do mundo inteiro.

No Santuário de Fátima este aniversário será celebrado em ambiente de festa, com um programa idêntico aos das peregrinações mensais dos dias 13 de Inverno:
10h00 - Rosário na Capelinha das Aparições e procissão para a Igreja da Santíssima Trindade;
11h00 - Eucaristia na Igreja da Santíssima Trindade e procissão de regresso à Capelinha.


No final, na Capelinha, renovar-se-á a consagração ao Imaculado Coração de Maria.

Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria

A Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, teve lugar na praça de S. Pedro, no Vaticano, em 25 de Março de 1984.
Para esse efeito, o Papa João Paulo II pediu a presença da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, venerada na Capelinha das Aparições.
Diante da Imagem, o Papa repetiu o Ato de Entrega que havia feito em Fátima em 13 de Maio de 1982.

Em seguida, o Ato de Entrega a Nossa Senhora

Ato de Entrega – 25 de Março de 1984

A família é o coração da Igreja. Eleve-se hoje deste coração um ato de particular entrega ao Coração da Mãe de Deus.
No Ano Jubilar da Redenção queremos confessar que o Amor é maior que o pecado e que todos os males que ameaçam o homem e o mundo.Com humildade invocamos este Amor:

1. “À vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus”!Ao pronunciar estas palavras da antífona com que a Igreja de Cristo reza há séculos, encontramo-nos hoje diante de Vós, ó Mãe, no Ano Jubilar da nossa Redenção.Estamos aqui unidos com todos os pastores da Igreja por um vínculo particular, pelo qual constituímos um corpo e um colégio, do mesmo modo que os Apóstolos, por vontade de Cristo, constituíram um corpo e um colégio com Pedro.No vínculo desta unidade, pronunciamos as palavras do presente Ato, no qual desejamos incluir, uma vez mais, as esperanças e as angústias da Igreja pelo mundo contemporâneo.Há quarenta anos atrás, e depois ainda passados dez anos, o Vosso servo o Papa Pio XII, tendo diante dos olhos as dolorosas experiências da família humana, confiou e consagrou ao Vosso Coração Imaculado todo o mundo e especialmente os Povos que, pela situação em que se encontram, são particular objecto do Vosso amor e da Vossa solicitude.
É este mundo dos homens e das nações que nós temos diante dos olhos também hoje: o mundo do Segundo Milénio que está prestes a terminar, o mundo contemporâneo, o nosso mundo!
A Igreja, lembrada das palavras do Senhor: “Ide… e ensinai todas as nações… Eis que eu estou convosco todos os dias, até ao fim do mundo” (Mt. 28, 19-20), reavivou, no Concilio Vaticano Segundo, a consciência da sua missão neste mundo.
Por isso, ó Mãe dos Homens e dos povos, Vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o nosso mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos directamente ao Vosso Coração; e abraçai, com o amor da Mãe e da Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Vos confiamos e consagramos, cheios de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.
De modo especial Vos entregamos e consagramos aqueles homens e aquelas nações, que desta entrega e desta consagração têm particularmente necessidade.
“À Vossa protecção nos acolhemos Santa Mãe de Deus!” Não desprezeis as nossas súplicas que a vós elevamos, nós que estamos em provação!

2. Encontrando-nos hoje diante de Vós, Mãe de Cristo, diante do Vosso Coração Imaculado, desejamos, juntamente com toda a Igreja, unir-nos com a consagração que, por nosso amor, o Vosso Filho fez de Si mesmo ao Pai: “Por eles eu consagro-me a Mim mesmo – foram as suas palavras – para eles serem também consagrados na verdade (Jo. 17,19).
Queremos unir-nos ao nosso Redentor, nesta consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no seu Coração divino, tem o poder de alcançar o perdão e de conseguir a reparação.
A força desta consagração permanece por todos os tempos e abrange todos os homens, os povos e as nações; e supera todo o mal, que o espírito das trevas é capaz de despertar no coração do homem e na sua história, e que, de facto, despertou nos nossos tempos.Oh! quão profundamente sentimos a necessidade de consagração, pela humanidade e pelo mundo: pelo nosso mundo contemporâneo, em união com o próprio Cristo!
Na realidade, a obra redentora de Cristo deve ser pelo mundo participada por meio da Igreja. Manifesta-o o presente Acto da Redenção; o Jubileu extraordinário de toda a Igreja.
Sede bendita, neste Ano Santo, acima de todas as criaturas, Vós, Serva do Senhor, que obedecestes da maneira mais plena ao chamamento divino!
Sede louvada, Vós que estais inteiramente unida à consagração redentora do Vosso Filho!
Mãe da Igreja! Iluminai o Povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade!
Iluminai de modo especial os povos dos quais esperais a nossa consagração e a nossa entrega. Ajudai-nos a viver na verdade da consagração de Cristo pela inteira família humana do mundo contemporâneo.

3. Confiando-Vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no Vosso Coração materno.
Oh, Coração Imaculado!
Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal que tão facilmente se enraíza nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a nossa época e parece fechar os caminhos do futuro!
Da fome e da guerra livrai-nos!
Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável e de toda a espécie de guerra, livrai-nos! Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!
Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!
De todo o gênero de injustiças na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!
Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!
Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!
Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!
Acolhei, ó Mãe de Cristo, este clamor carregado de sofrimento de todos os homens!
Carregado do sofrimento de sociedades inteiras!
Ajudai-nos com a força do Espírito Santo a vencer todos os pecados: o pecado do homem e o "pecado do mundo", enfim, o pecado em todas as suas manifestações.
Que se revele, uma vez mais, na história do mundo a infinita potência salvífica da Redenção: a força infinita do Amor Misericordioso!
Que ele detenha o mal!
Que ele transforme as consciências!
Que se manifeste para todos, no Vosso Coração Imaculado, a luz da Esperança!

VISITA DE BENTO XVI A CAMARÕES

DETALHES DA VISITA DO PAPA A CAMARÕES

Iaundé,

– O arcebispo de Iaundé e presidente da Conferência Episcopal de Camarões, Dom Victor Tonye Bakot, presidiu, no final da semana, a uma coletiva de imprensa, para ilustrar os detalhes da visita do Papa ao país. Dom Bakot aproveitou para chamar a atenção dos jornalistas para respeitarem as regras deontológicas, em vista da visita pastoral de Bento XVI a Camarões. O arcebispo pediu a terem certa sensibilidade em relação ao evento histórico e a desenvolverem, da melhor maneira possível, sua tarefa de cronistas.O arcebispo de Iaundé ilustrou os trabalhos em andamento na capital para a acolhida do papa. O pontífice será recebido por representantes das 52 Conferências Episcopais, mais de 120 cardeais e bispos, 800 delegados oficiais de 25 dioceses camaronesas, corais e delegados de países vizinhos.Por sua vez, o núncio apostólico em Camarões e Guiné Equatorial, Dom Eliseu Antonio Ariotti declarou: “Camarões é um país que se considera particularmente abençoado; é um país de paz e de unidade na diversidade, um país de liberdade religiosa. Camarões é um país ideal para dirigir-se à África”.No entanto, aumentam as expectativas e o entusiasmo para a iminente visita de Bento XVI. Institutos religiosos, movimentos, confrarias e associações leigas estão vivendo, com ímpeto e particular alegria, estes momentos, mediante conferências, encontros, transmissões radiofônicas e televisivas para prepararem bem o país para acolher a palavra do pontífice. (MT)

Fonte: RV

terça-feira, 3 de março de 2009

ANO PAULINO TEM SITE EM PORTUGUÊS

ANO PAULINO TEM SITE EM PORTUGUÊS

Roma,

- A partir de março, o site do Ano Paulino, www.annopaolino.org, terá também sua página em português. Com a introdução de nosso idioma, a informação se amplia do inglês, italiano, francês, espanhol e alemão, e alcança mais 230 milhões de usuários. A página atualmente é visitada por uma média de 300 mil contatos por mês. Entretanto, as celebrações do Ano Paulino prosseguem na Basílica Ostiense, que hospeda o sepulcro do Apóstolo dos Gentios, com um crescendo de peregrinações, em especial das dioceses italianas. O calendário de reservas tem poucos espaços vazios, especialmente nas horas de maior afluência, até 29 de junho, encerramento do Ano. Também são muitas as reservas para celebrações eucarísticas para grupos pequenos, para os quais existem quatro capelas, além do batistério. Neste fim de semana, milhares de peregrinos italianos visitaram a Basílica, ao lado de grupos da Áustria, Alemanha e Espanha. (CM)

Fonte: RV

segunda-feira, 2 de março de 2009

PROPOSTO: QUARESMA "SEM MÁSCARAS"

Porta-voz vaticano propõe Quaresma «sem máscaras»
Tempo para voltarmos a nos encontrar conosco mesmos, diz Pe. Lombardi

CIDADE DO VATICANO,

- O porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, SJ, convida a viver uma Quaresma sem máscaras, pois constitui um período privilegiado para voltarmos a nos encontrar «conosco mesmos e com a nossa verdade».
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé faz esta proposta no editorial desta semana de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, do qual ele também é diretor.
O sacerdote toma emprestada a expressão das palavras espontâneas que Bento XVI dirigiu no dia 26 de fevereiro aos párocos de Roma, quando lhes explicou que a tarefa do pastor de almas é especial, porque os homens vão a ele «sem máscaras», em sua verdade, sem esconder-se ou proteger-se pelo papel que se tem na sociedade.
«E insistiu no fato de que a fé pode ser anunciada com eficácia aos homens e às mulheres de hoje se passar pela experiência de quem a anuncia, se viver anunciada em sua simplicidade essencial, sem carrega-la demais com considerações eruditas», explica o Pe. Lombardi.
«É preciso viver a Quaresma com este espírito – acrescenta o porta-voz. Tempo de apresentar-se a Deus sem máscaras, para colocar no centro da vida de cada um de nós a relação com Ele, e para simplificar nossos comportamentos e nossas palavras dirigindo-as àquilo que é verdadeiramente importante.»
Na Quarta-Feira de Cinzas, o Papa disse: «Jesus está no fundo do nosso coração. A relação com Ele está presente também quando falamos e agimos segundo os nossos deveres profissionais. Esta relação se converte paulatinamente também em oração explícita».
Na mensagem para a Quaresma, o próprio Papa recordou o valor do jejum, convidou a redescobrir as formas adequadas em nossa vida cotidiana como exercício de libertação do apego a nós mesmos, para abrir-nos ao amor de Deus e à caridade solidária com todos.
«Um tempo – conclui – para encontrar o lugar adequado de Deus e da atenção aos demais com a ajuda de gestos simples, concretos e cotidianos: oração, jejum e esmola. Um tempo para voltarmos a nos encontrar conosco mesmos e com a nossa verdade, sem máscaras. Não percamos esta oportunidade!»

Fonte: ZENIT.org

domingo, 1 de março de 2009

DECLARAÇÔES CONTRÁRIAS AO MAGISTÉRIO DA IGREJA SUSPENDE ATIVIDADES DE PADRE DEPUTADO

Brasil: arcebispo suspende padre que é deputado
Por declarações contrárias ao Magistério da Igreja

JOÃO PESSOA, Paraiba, Brasil

- O arcebispo da Paraíba (nordeste do Brasil), Dom Aldo di Cillo Pagotto, suspendeu do uso de Ordem o padre Luiz Couto, que é deputado federal pelo PT (Partido dos Trabalhadores), por ele ter feito afirmações contrárias ao Magistério da Igreja.
O presbítero está impedido de realizar atividades próprias de um sacerdote, como celebrar missas.
Segundo nota difundida pela arquidiocese da Paraíba, o padre concedeu uma entrevista, publicada no dia 25 de fevereiro no Jornal O Norte. A entrevista, diante de seu conteúdo, estava intitulada: ‘Padre, deputado e adversário do celibato. Favorável ao uso do preservativo, Luiz Couto combate a intolerância e a discriminação a homossexuais, contrariando o Vaticano’.«Preposto à Arquidiocese da Paraíba, vejo-me na grave obrigação de suspender o referido sacerdote do uso de Ordem em nossa circunscrição eclesiástica», afirma na nota Dom Aldo Pagotto.
«Porquanto, por suas afirmações sumárias, e enquanto perdurem sem retratação explícita, provoca confusão entre os fiéis cristãos, e contraria ‘in noce’ as orientações doutrinais, éticas e morais sustentadas pela Igreja Católica (Cf. Cânon 1317 CDC)», prossegue o arcebispo.

Fonte: ZENIT.org