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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II

Canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II, programa dos eventos na Diocese de Roma




A partir do dia 25 de Abril estão programados encontros de oração e reflexão em preparação para a celebração que será presidida pelo Papa Francisco no Domingo 27 de Abril às 10h, na Praça de São Pedro.

No Sábado 26 de Abril, na véspera da celebração para a canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II, a diocese de Roma promove uma noite em branco de oração em algumas igrejas do centro histórico, onde será possível rezar em diferentes línguas e confessar-se. Vai se começar às 19h na igreja de Santa Maria no Montesanto (Igreja dos Artistas), na Piazza del Popolo, com animação litúrgica em italiano. A partir das 21h os outros locais de culto interessados serão: Santa Inês em Agone (Piazza Navona), com animação em polaco; São Marcos (Pra do Capitólio), com animação em Italiano e Inglês; Santa Anastácia (na praça do mesmo nome), com animação em Português; Santíssimo Nome de Jesus (Praça Argentina), com animação em italiano e espanhol; Santa Maria em Vallicella e São João Baptista dos Florentinos, com animação em italiana; Sant'Andrea della Valle, com a animação em francês, São Bartolomeu (Ilha Tiberina), com animação em italiano e árabe; Santo Inácio de Loyola, Igreja das Santas Estigmas, Santos Doze Apóstolos, Sagrado Coração de Jesus e Santa Maria de Montesanto, com animação em língua italiana. Nestas igrejas a oração será organizada seguindo um dos três esquemas elaborados para esta ocasião pelo secretariado litúrgico do Vicariato.

Sempre no sábado 26, a partir das 17h, terá lugar uma vigília de oração também na Basílica de São Paulo Fora dos Muros. Iniciará com a oração das Vésperas seguida pela Missa pré-festiva do Domingo in albis (II depois da Páscoa, também chamado da Misericórdia). Se continuará com a exposição do Santíssimo Sacramento, e às 20h30, com a recitação das Completas.
Em contrapartida, será a Basílica de São João de Latrão, a catedral de Roma, a acolher o evento litúrgico para os fiéis de Bergamo, às 18 horas.
Os encontros de oração em preparação para as canonizações de Domingo 27 de Abril terão início já na sexta-feira 25 e neles estarão envolvidos os jovens da diocese de Roma, e não só, com duas iniciativas promovidas respectivamente pelo Secretariado para a pastoral universitária e o Serviço diocesano para a pastoral juvenil do Vicariato de Roma.


Fonte: RV


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CANONIZAÇÃO DA PRIMEIRA SANTA AUSTRALIANA

CANONIZAÇÃO DA PRIMEIRA SANTA AUSTRALIANA

Sydney, 16 ago (RV)
- No próximo dia 17 de outubro, será canonizada a primeira santa australiana: Mary McKillop.
Ela foi a fundadora da Congregação das Irmãs de São José do Sagrado Coração de Jesus. Em sua homenagem, foi lançado um concurso de vídeo-documentário que se intitula “Em busca de Mary”.
Aberto para os interessados que tenham entre 16 e 35 anos, católicos e não católicos, o concurso tem como objetivo ajudar os jovens a descobrirem o significado da vida de Mary McKillop no contexto da vida moderna.
A Irmã Mary Mercer, membro da Comissão para os Jovens, do Comitê para a Canonização de Mary McKillop, explica que “esse concurso é um modo concreto para os jovens australianos entrarem em contato com a vida da futura santa”.
“Queremos que os jovens – continua Irmã Mercer – nos demonstrem como interpretam a vida de uma mulher comum, que ousou viver de modo extraordinário.” Até o dia 20 de setembro, todo o material filmado será posto à disposição no site www.xt3.com .
O júri será composto por representantes eclesiais, diretores de cinema e jovens, os quais deverão fazer uma lista dos dez melhores vídeos.
O primeiro classificado vai receber um prêmio de 5 mil dólares australianos e terá seu documentário projetado durante a cerimônia de canonização de Mary McKillop. (ED)
Fonte: RV

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO - 3ª PARTE - CAP. 1

3ª PARTE - CANONIZAÇÃO - CAP. 1




No dia 11 de maio, em Missa celebrada pelo Papa Bento XVI no Campo de Marte, na cidade de São Paulo, foi canonizado o primeiro brasileiro nato, o popularmente conhecido e venerado Frei Galvão. Ele nasceu em Guaratinguetá, Estado de São Paulo, em 1739.
Exerceu suas atividades apostólicas, sobretudo, na cidade de São Paulo. Grande devoto da Virgem Maria Imaculada exerceu as funções de Pregador, Confessor, Porteiro, Orientador Espiritual da Ordem Terceira Secular de São Francisco e Guardião do Convento do mesmo nome.
Fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje, Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz. Distinguiu-se por uma vida apostólica e missionária, sendo chamado homem da paz e da caridade. Morreu em São Paulo, aos 23 de dezembro de 1822.
Tive o privilégio de participar da abertura do quarto e definitivo processo de beatificação de Frei Galvão, em 1981, como Vice-Postulador da Causa.
Por isso, é com alegria que, diante da canonização do Bem-aventurado Antônio de Sant’Ana Galvão, tomo a iniciativa de lançar uma luz sobre vários temas ligados ao culto dos santos na Igreja, como a compreensão do que seja um santo ou santa na Igreja e o processo de beatificação e de canonização.

Santo e santidade
A primeira questão a ser analisada é o conceito de santo e de santidade.
Por falta de conceitos claros, os meios de comunicação deixam muito a desejar nesse campo.
A Igreja não faz os santos, nem os santifica através da canonização. Nem os eleva à honra dos altares. Os santos hoje são colocados em pedestais e não sobre altares.
Com sua suprema autoridade a Igreja declara a santidade de alguém e o propõe como modelo de seguimento de Cristo.
O termo “santo” pode ser substantivo ou adjetivo.
Deus é o Santo e Deus é santo. Em cada Celebração eucarística, a Igreja, diante do numinoso, do Absoluto, de Deus, exclama: “Santo, santo, santo, Senhor Deus do universo. O céu e a terra estão cheios da vossa glória”.
Após esta aclamação de Deus Santo, a Oração eucarística II continua: “Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda a santidade. Santificai, pois, estas oferendas...”.
Deus é santo e santifica pessoas e coisas. Ela celebra os Santos.
Falamos também dos santos Evangelhos, da Semana Santa. Além disso, somos chamados a ser santos, não só na outra vida, mas já no nosso peregrinar terrestre.
A santidade parece, pois, uma realidade complexa que diz respeito ao mistério de Deus, mas também ao culto e à moral. Engloba as noções de sacro e de puro, mas as transcende.
Por um lado parece reservada ao Deus inacessível, mas é constantemente atribuída a criaturas.
No Antigo Testamento, a Bíblia define a santidade na sua própria fonte, em Deus, de quem deriva toda santidade.
No fundo a santidade, em última análise, é o mistério de Deus e de sua comunicação aos homens.A santidade de Deus expressa a sua separação do profano, sua transcendência, mas inclui tudo que Deus tem de riqueza e de vida, de glória, de poder e de bondade.
É mais que um atributo de Deus, é a própria característica de Deus. Deus e Santo chegam a ser sinônimos.
Deus santifica, comunica a santidade a pessoas, ritos e coisas na medida da ligação que elas adquirem ou estabelecem com Deus, o Santo.
A santidade das pessoas e objetos consagrados, porém, não é da mesma natureza que a de Deus. É preciso distinguir entre a verdadeira santidade, que é próprio de Deus, e o caráter sacro que subtrai ao profano certas pessoas ou objetos, situando-os num estado intermediário, que vela e ao mesmo tempo manifesta a santidade de Deus.
Assim temos, por exemplo, o Povo Santo, o Povo de Deus do Antigo Testamento, povo escolhido por Deus, tornando-se um povo de sacerdotes, um povo santo.
Neste povo Deus manifesta a sua majestade, o seu poder, a sua glória. Israel deve, pois, santificar-se e corresponder ao Deus santo por uma vida consagrada ao Santo de Israel, observando os mandamentos, praticando a justiça e a caridade, exigências da Aliança entre Deus e o povo eleito.
A comunidade apostólica assimilou a compreensão da santidade revelada no Antigo Testamento, mas a superou em Cristo Jesus, a partir do Pentecostes, manifestação do Espírito de Deus, o Espírito Santo.
No Novo Testamento, o Deus santo manifesta-se e se comunica através de Jesus Cristo, o Santo de Deus.
A santidade de Cristo está intimamente ligada à sua filiação divina e à presença do Espírito de Deus, o Espírito Santo, com o qual ele é ungido.
Seus milagres e ensinamentos não querem tanto ser sinais de poder que se admirem quanto sinais de sua santidade.
A santidade de Cristo é idêntica à de Deus, seu Pai santo.
Cristo, por sua vez, pelo Espírito Santo, santifica os cristãos, comunicando-lhes realmente a santidade, a adoção de filhos de Deus.
Os cristãos participam da vida do Cristo ressuscitado pela fé e pelo batismo que lhes confere a unção vinda do Santo.
No Espírito Santo, os remidos são templos do Espírito Santo, templos de Deus. No novo testamento o termo “santo” designa também os cristãos.
Paulo pode dirigir cartas “a todos os amados de Deus, chamados a ser santos” (Rm 1,7), “aos santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos” (1Cor 1,2), “à Igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos de toda a Acaia” (2Cor 1,1), “aos santos e fiéis em Cristo Jesus” (Ef 1,1), “todos os santos em Cristo Jesus” (Fl 1,1), “aos santos e fiéis irmãos em Cristo, que moram em Colossos” (Cl 1,2).
Pedro escreve: “Vós sois a geração escolhida, sacerdócio régio, nação santa, povo que ele conquistou para proclamar os grandes feitos daquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável.
Vós, que outrora não éreis povo, agora sois Povo de Deus.
Não havíeis alcançado misericórdia, mas agora conseguistes misericórdia” (1Pd 2,10).
Por isso ele pode exortar: “Como filhos obedientes, não vos guieis pelas paixões de antigamente, quando vivíeis na ignorância.
Mas, assim como é santo aquele que vos chamou, sede também santos em todas as ações, pois está escrito: ‘Sede santos porque eu sou santo’”. (1Pd 1,16).
Em suma, pelo Espírito Santo o cristão participa da própria santidade divina. Assim, os cristãos devem render a Deus o culto verdadeiro, oferecendo-se com Cristo num sacrifício santo (cf. Rm 12,1).
Esta exigência de vida santa, de vida divina, está na base de toda a tradição ascética cristã, fundamentando-se não no ideal de uma lei ainda exterior, mas no fato de que o cristão atraído por Cristo, deve participar em seus sofrimentos e em sua morte para chegar à sua ressurreição (cf. Fl 3,10-14).
Não é a Igreja que santifica uma pessoa, mas é Deus, o Santo que a santifica, une-a a si, divinizando-a. Santificar, no fundo é divinizar.
A Igreja aparece como instrumento dessa santificação do ser humano, sobretudo, através da Sagrada Liturgia, como prolongamento da presença de Cristo em sua ação salvadora e santificadora, na força do Espírito Santo.

Os diversos tipos de santos
A partir do que vimos na Bíblia, podemos elencar diversos tipos ou categorias de santos e santas.

Os santos são os cristãos: - Para o Novo Testamento, sobretudo para São Paulo, santos são os cristãos. Santos são todos os que vivem a fé em Cristo Jesus, participando de sua vida, através dos sacramentos e da caridade.
Sobretudo, através do Batismo e da Eucaristia, os cristãos são santificados, e como se expressam muitos santos Padres do Oriente, são “divinizados”. Pela fé e pelo Batismo temos santos e santas também nas confissões evangélicas.

Os santos vivos: - São aqueles e aquelas que hoje vivem em Cristo, sacramentalmente pela fé, a vida sacramental e a caridade. São santos também todos os que procuram fazer o bem e desta forma vivem em comunhão com o Santo, com Deus, pois onde o amor e a caridade, Deus está. São santos e santas que ainda vivem neste mundo.

Santos da glória dos céus: - São todos os homens e mulheres que desde Adão e Eva e do justo Abel até nossos companheiros e companheiras de caminhada terrestre já participam definitivamente da vida, do amor e da glória de Deus, que já estão mergulhados no Santo para sempre, na Jerusalém celeste, no paraíso definitivo.
Ser santo não é privilégio dos cristãos que viveram explicitamente a fé em Cristo, na Igreja e pela Igreja.
Cristo Jesus morreu e ressuscitou para santificar a todos os seres humanos, a toda a humanidade. Assim, todos os homens de boa vontade que procuraram o bem, a honestidade e a justiça também foram santos.
Mesmo os que não conheceram a Cristo. Quem não reconhece, por exemplo, que Gande foi um grande santo? Pensemos em outras figuras humanas das grandes religiões.
Existiram outros tantos homens e mulheres, mártires do bem e da justiça, nos povos primitivos, entre os nossos povos autóctones, os índios.
Também eles e elas são santos e santas. São todos comemorados na Festa de Todos os Santos.

Os santos bem-aventurados ou beatificados: - São aquelas pessoas falecidas, de reconhecidas virtudes, que são incluídas no rol dos bem-aventurados pela autoridade pontifícia. Ainda que de modo restrito, eles podem ser cultuados.
Como veremos mais adiante, com o tempo, a beatificação tornou-se um passo no processo da canonização dos santos.
Os santos canonizados: - São as pessoas falecidas inscritas solenemente no cânon ou no rol dos santos.

Canonização dos santos
O que é canonização ou canonizar. O termo “canonizar ou canonização” vem de cânon. Cânon significa “regra geral de onde se inferem regras especiais”; relação, catálogo, tabela; padrão modelo, norma, regra.

Daí, canonizar significa “inscrever no cânon ou rol dos santos; declarar santo, proceder à canonização”. Canonização é o ato de canonizar. Em relação aos santos, canonização é a decisão papal que inscreve, solenemente, um membro do Corpo da Igreja, de excepcionais virtudes cristãs e pelos quais se operaram reconhecidos milagres, no número dos santos honrados pelo culto público.
Portanto, na canonização, não se trata de fazer santos, de santificar, mas de declarar alguém santo, inscrevendo-o na lista dos santos, que assim são propostos como modelos de vida cristã e por isso, objeto de culto público da Igreja.

O culto dos santos
Para compreendermos melhor o sentido de um ato de canonização de um santo pela Igreja, convém apresentar um breve retrospecto sobre o culto dos santos na Igreja. O culto dos santos nasceu da devoção popular.
Nos primeiros séculos da Igreja eram venerados e celebrados os santos mártires, aqueles e aquelas que testemunharam sua fé derramando o seu sangue, morrendo por causa da fé, por causa do testemunho de Cristo.
As Igrejas locais celebravam o dia natalício ou o natal dos santos, ou seja, o dia do seu nascimento para Deus, o dia de sua morte e nascimento para o céu. Todos eram santos e santas. Não existia a categoria dos bem-aventurados.
Santo e bem-aventurado significavam a mesma coisa. O santo é bem-aventurado, feliz, para sempre.
Só os mártires eram considerados santos a merecerem um culto especial. A partir do século IV homenagem semelhante à dos mártires começa a ser prestada também a outras categorias de fiéis. São os mártires, as testemunhas da caridade.
Introduziu-se inicialmente a memória de bispos que manifestaram eminentes qualidades de pastores: fidelidade à oração e à ascese, zelo na pregação, amor aos pobres, acolhimento aos irmãos, coragem na defesa do direito.
Tudo indica que o primeiro santo não mártir tenha sido São Martinho de Tours, falecido no ano de 397.Com a superação do tempo dos mártires, a Igreja foi descobrindo ao lado dos bispos, formas substitutivas do martírio, na ascese, na virgindade e na viuvez.
Distinguem-se, sobretudo, os padres do deserto, as virgens consagradas e os monges. Muitos de seus nomes são inscritos nos calendários locais, sem, contudo, lhes atribuir igual importância dada aos mártires.

A regulamentação canônica do culto dos santos:
Durante os primeiros séculos, estamos sempre diante de uma iniciativa da Igreja local, onde o sentimento do povo é ratificado pelo bispo depois de processo rudimentar. Até o século X não se registra intervenção alguma da Sé Apostólica no reconhecimento do culto prestado aos santos.

Canonização:
- Para dar maior brilho à exaltação dos santos, alguns bispos começaram a pedir que a proclamação fosse presidida pelo papa.
O termo canonização não é anterior aos anos de 1120. Por volta de 1175, o papa Alexandre III declarou que não era permitido venerar publicamente alguém como santo sem a autorização da Igreja romana.
Em 1134 as Decretais de Gregório IX reservaram ao papa o julgamento na matéria. Mesmo assim, algumas Igrejas particulares continuaram por vários séculos a efetuar canonizações.
Em 1588, após o Concílio de Trento, Sisto V instituiu a Congregação dos Ritos, dando-lhe a incumbência de exercer diligente cuidado em matéria de canonização dos santos e reservou à Congregação a direção exclusiva dos processos.
Ao término de cada um desses processos, durante uma missa solene, o papa celebrava a canonização, já que o ato é essencialmente de ordem litúrgica.

Beatificação:
- A beatificação, como primeira etapa no caminho da canonização, é instituída em 1630.
A beatificação autoriza o culto a um servo de Deus dentro de um determinado território ou família religiosa.
Sabe-se que o primeiro a ser beatificado foi Francisco de Sales, em 1665, falecido em 1622.
A pesquisa canônica do processo trata particularmente de três pontos: a ortodoxia manifestada, sobretudo, nos escritos; o exercício heróico das virtudes teologais e cardeais; os milagres obtidos por sua intercessão.
No caso dos mártires, são dispensados os milagres.
Até Paulo VI os papas reservavam para si apenas a celebração da canonização, ao passo que a beatificação consistia na simples leitura do decreto.
Paulo VI quis salientar o caráter litúrgico também da beatificação.
Ele mesmo passou a fazer a proclamação dos bem-aventurados durante a Missa.
Bento XVI vem delegando Cardeais para presidirem a celebração da beatificação.
Quanto ao título dos beatificados, no Brasil, prefere-se o termo Bem-aventurado, Bem-aventurada, em vez de Beato, Beata.
Beato e beata entre nós têm uma conotação pejorativa de pessoa exageradamente devota, de pessoa piegas.


Fonte: Franciscanos

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO DE JOÃO PAULO II

Beatificação de João Paulo II sem novos desenvolvimentos


A causa de beatificação e canonização de João Paulo II prossegue de forma rigorosa, segundo o tradicional procedimento canónico, afirmou o seu postulador, Pe. Slawomir Oder.
A declaração foi feita durante a apresentação do livro “João Paulo II, pároco de Roma”, de Angelo Zema, publicado pela Lateran University Press e apresentado na Universidade Pontifícia Lateranense.
“Como se sabe – disse o sacerdote polaco –, a 2 de Abril de 2007 começou o itinerário processual na Congregação para as Causas dos Santos. Neste momento, estamos na fase da elaboração completa da ‘Positio super virtutibus’ (posição sobre as virtudes do fiel). Esta fase processual abre espaço para eventuais aprofundamentos”.
Ainda que o reconhecimento de um milagre (que tenha acontecido “post mortem”, nunca em vida) possa ajudar no caminho para a beatificação não pode, contudo, suprir uma eventual ausência de provas sobre a heroicidade das virtudes.
“Estou consciente de que o trabalho realizado até agora foi levado a cabo em fidelidade às palavras do Papa. Por outro, impõe-me uma confiada e paciente espera, para que a a fase actual também se desenvolva com a serenidade e rigor próprios deste tipo de processo canónico”, assinalou.
A causa de beatificação e canonização de João Paulo II teve a dispensa de Bento XVI dos cinco anos de espera após a morte, prescritos pelo direito canónico.


Fonte: Ag. ECCLESIA

domingo, 12 de outubro de 2008

NO VATICANO A SOLENE CANONIZAÇÃO DE QUATRO NOVOS SANTOS

SOLENE CANONIZAÇÃO DE QUATRO NOVOS SANTOS NO VATICANO


Cidade do Vaticano,
- Bento XVI presidiu, ontem pela manhã, na Praça São Pedro, diante da Basílica vaticana, a uma solene celebração Eucarística de Canonização de quatro novos Santos da Igreja: São eles: Afonsa da Imaculada Conceição, no civil Ana Muttathupadathu, primeira santa indiana; Maria Bernarda Bütler, suíça, evangelizadora na Colômbia e Equador; Narcisa de Jesús Martillo Morán, equatoriana; e o sacerdote italiano, Caetano Errico.Estavam presentes na Praça São Pedro numerosos Cardeais, bispos e arcebispos, muitos dos quais estão participando, nestes dias, na Sala Paulo VI, no Vaticano, do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus.
Participaram da cerimônia de Canonização, milhares de fiéis, provenientes de diversos países do mundo, especialmente da Índia, Suíça, Colômbia, Equador e Itália, onde os quatro novos Santos viveram e atuaram.Na homilia que pronunciou em italiano, alemão, espanhol e inglês, Bento XVI recordou inicialmente os quatro novos Santos propostos, hoje, à veneração da Igreja católica. A liturgia no-los apresenta com a imagem evangélica dos convidados que tomam parte do banquete revestidos da veste nupcial.
A imagem do banquete, disse o Papa, é uma imagem alegre, porque o banquete acompanha uma festa de núpcias: a Aliança de amor entre Deus e o seu Povo. Os profetas do Antigo Testamento, explicou o Papa, orientaram constantemente a esperança do Povo de Israel para esta Aliança. Não obstante as provações e todo tipo de dificuldades, Deus jamais abandona o seu Povo. Eis porque o profeta Isaias convida à alegria: "Exultemos, alegremo-nos na sua salvação".Referindo-se à Liturgia da Palavra de hoje, Bento XVI destacou “a fidelidade de Deus à sua promessa e o banquete nupcial”, que nos faz refletir sobre a adesão humana ao convite do Senhor.
A mesma coisa acontece com o Mistério pascal: o poder do mal foi derrotado pela onipotência do amor de Deus. O Senhor ressuscitado convida todos ao banquete da alegria pascal, revestindo os comensais da veste nupcial, símbolo do dom gratuito da graça santificadora.
E o Papa acrescentou:A livre adesão do homem deve, porém, responder à generosidade de Deus. Eis o caminho generoso que, justamente, percorreram aqueles que hoje veneramos como Santos. No Batismo, eles receberam a veste nupcial da graça divina, conservaram-na pura, purificaram-na e tornaram-na esplêndida em toda a sua vida, mediante os Sacramentos.
Agora, eles tomam parte do banquete nupcial do Céu. O banquete Eucarístico, disse Bento XVI, é a antecipação da festa final no Céu. O Senhor nos convida à Eucaristia, todos os dias, da qual devemos participar com a veste nupcial da sua graça. Se ela se sujar ou rasgar com o pecado, a bondade de Deus não nos rejeita nem nos abandona ao nosso destino. Pelo contrário, com o sacramento da Reconciliação, ele nos oferece a possibilidade de renovar integralmente a nossa veste nupcial necessária para a festa.
E, referindo-se ao novo santo italiano, o Pontífice disse: O ministério da Reconciliação é, portanto, sempre atual. A ele o sacerdote Caetano Errico, fundador da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, se dedicou com diligência, assiduidade e paciência, sem jamais se arrepender nem se poupar.
Ele se inscreve assim entre as figuras extraordinárias de presbíteros que, incansáveis, fizeram do confessionário o lugar para dispensar a misericórdia de Deus, ajudando os homens a reencontrar a si mesmos, a lutar contra o pecado e a progredir no caminho da vida espiritual.
A estrada e o confessionário foram os lugares privilegiados da ação pastoral desse novo santo italiano: a estrada lhe permitia encontrar as pessoas; o confessionário possibilitava o seu encontro com a misericórdia do Pai celeste.
Quantas feridas da alma ele sarou! Quantas pessoas ele levou a se reconciliar com Deus mediante o Sacramento do perdão! Assim, São Caetano Errico tornou-se especialista na "ciência" do perdão e a transmitiu a seus missionários.
A seguir, expressando-se em alemão, o Santo Padre passou a falar da nova santa suíça:Maria Bernarda Bütler, nascida em Auw, no cantão suíço de Aargau, fez muito cedo a experiência de um profundo amor pelo Senhor.
Este amor a levou a entrar para o convento das Irmãs Capuchinhas de Maria Auxiliadora, em Altstätten, onde fez os votos religiosos aos 21 anos.
Aos 40, acolheu a vocação missionária e partiu para o Equador e, depois, para a Colômbia. Graças à sua vida e ao seu compromisso em favor do próximo, João Paulo II a beatificou, em 29 de outubro de 1995.
Sobre esta santa suíça, Bento XVI prosseguiu ainda, falando em espanhol:Madre María Bernarda, uma figura muito recordada e querida, sobretudo, na Colômbia, entendeu profundamente que a festa que o Senhor preparou para todos os povos é representada, de modo particular, pela Eucaristia.
Nela, o próprio Cristo nos recebe como amigos e se entrega na mesa do pão e da palavra, entrando em íntima comunhão com cada um de nós.
Eis a fonte e o pilar da espiritualidade desta nova santa, assim como seu impulso missionário que a levou a deixar a sua pátria natal, a Suíça, para abrir-se a outros horizontes evangelizadores no Equador e Colômbia. Dirigindo-se aos fiéis indianos, presentes na Praça São Pedro, para a Canonização da sua primeira santa, Afonsa da Imaculada Conceição, o Pontífice disse em inglês: Esta mulher excepcional, que se dedicou diariamente ao povo da Índia como verdadeira santa, estava ciente de que a Cruz é o autêntico instrumento através do qual se pode participar do banquete celeste, que o Pai lhe preparou. De fato, ela escreveu: “Estou ciente de que um dia o sofrimento terminará.
Enfim, falando novamente em espanhol, o Papa exaltou a figura da jovem leiga do Equador, Narcisa de Jesús Martillo Morán, que também foi escrita hoje no álbum dos Santos. Ela respondeu, com prontidão e generosidade, ao convite do Senhor para participar do seu amor: Santa Narcisa de Jesus propõe um caminho de perfeição cristã acessível a todos os fiéis. Além de receber graças abundantes e extraordinárias, a sua existência transcorreu com grande sensibilidade, dedicando-se ao trabalho de costureira e ao apostolado como catequista.
Após ter apresentado a figura dos quatro novos Santos da Igreja, o Pontífice convidou os fiéis a seguirem seu exemplo de vida cristã e a darem graças a Deus pelo dom da santidade, que, sobretudo, hoje, resplandece com singular beleza na Igreja. (MT)

Fonte: Site A.E.

sábado, 11 de outubro de 2008

CANONIZAÇÃO DE QUATRO NOVOS SANTOS

PAPA PRESIDIRÁ À CANONIZAÇÃO DE QUATRO NOVOS SANTOS

Cidade do Vaticano,
– Bento XVI vai presidir, no próximo domingo, na Praça São Pedro, diante da Basílica vaticana, a solene Canonização de quatro novos santos da Igreja.
Trata-se de Afonsa da Imaculada Conceição (Ana Muttathupadathu), primeira santa indiana; Maria Bernarda Bütler, suíça, evangelizadora na Colômbia e Equador; Narcisa de Jesús Martillo Morán, equatoriana; e o sacerdote italiano, Padre Caetano Errico.
Num momento em que os cristãos na Índia sofrem dura perseguição, a Igreja propõe uma nova santa para a imitação dos fiés: Afonsa da Imaculada Conceição, religiosa da Congregação das Clarissas da Terceira Ordem de São Francisco.

Afonsa da Imaculada Conceição nasceu em Kudamaloor, arquidiocese de Changanacherry, estado de Kérala, em 19 de agosto de 1910. Perdeu sua mãe quando ainda pequenina. Sua tia a educou e queria encaminhá-la ao matrimônio. Mas Ana se orientava, com firmeza, a dedicar sua vida a Cristo, seguindo o exemplo de Santa Teresa de Lisieux. Com efeito, entrou para o Convento das Franciscanas Clarissas, em Bharananganam, a 2 de agosto de 1928, onde recebeu o nome religioso de Afonsa. No entanto, sua saúde frágil era um obstáculo para sua vida religiosa, motivo pelo qual suas superioras queriam que ela voltasse para casa. Afonsa, porém, persistiu em sua vocação e, após muitas dificuldades, emitiu os votos perpétuos em 1936. Toda a sua vida como foi um verdadeiro holocausto a Deus: ela oferecia ao Sagrado Coração de Jesus todos os seus sofrimentos. Afonsa concluiu a sua vida terrena entre grandes dores e padecimentos. Encomendando serenamente a sua alma a Deus e pronunciando os nomes de Jesus, Maria e José, faleceu em 28 de julho de 1946, com a idade de apenas 35 anos. Sua sepultura, em Bharananganam, próximo de Kottayam, é visitada por milhares de fiéis durante todo o ano.

Maria Bernarda Bütler, fundadora das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora, nasceu em Auw, Suíça, em 28 de maio de 1848, numa família simples e de pais camponeses. Em 1867, ingressou para o mosteiro franciscano de Maria Auxiliadora. Dois anos mais tarde, fez sua profissão religiosa, recebendo o nome de Maria Bernarda do Sagrado Coração de Maria.
Em 1888, junto com seis companheiras, Maria Bernarda partiu para o Equador, onde fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora, cujo carisma é a extensão do Reino de Deus através das obras de misericórdia.
Sete anos mais tarde, durante a perseguição contra religiosos, liderada pelo então Presidente equatoriano, Eloy Alfaro, Madre Maria Bernarda e suas Irmãs abandonaram o país e receberam hospitalidade em Cartagena, na Colômbia, pelo então bispo daquela diocese, Dom Eugênio Biffi. Ali, a Madre permaneceu 29 anos, até quando expirou, em 1924, aos 76 anos de idade.

Narcisa de Jesus Martillo Morán nasceu em um povoado chamado São José de Nobol, na diocese de Guayaquil, Equador, em 1832. Seus pais eram agricultores e ela era a sexta de nove filhos.A busca de direção espiritual a levou a transferir-se a Guayaquil, quando tinha cerca de 20 anos, onde levava uma vida pobre e se alojava em lugares simples. Quis seguir o exemplo de vida de santa Marianita de Jesus (1618 - 1645), também equatoriana. Os biógrafos as consideram almas gêmeas.Tendo-se santificado na zona rural e na cidade, em sua pátria e fora dela, muitos migrantes têm especial devoção por ela. Em Guayaquil conheceu o sacerdote franciscano, Frei Pedro Gual, que residia em Lima. Assim, Narcisa encontrava seu diretor espiritual, que a ajudou espiritual e materialmente. Ele lhe pediu para se mudar para Lima, onde se estabeleceu numa casa de religiosas.Narcisa praticava a caridade, especialmente com os pobre e enfermos, a quem preparava infusões de ervas. Faleceu no dia da inauguração do Concílio Vaticano I, oferecendo seus últimos sofrimentos por este importante evento eclesial.

O quarto santo será Caetano Errico, nascido em Secondigliano, perto de Nápoles, em 19 de outubro de 1791. Como sacerdote, aprendeu a conhecer o coração do ser humano, caminhando com pessoas que passaram da miséria material para a miséria moral. Visitava os enfermos terminais no hospital napolitano dos «incuráveis», e os presidiários.
Caetano foi confessor em todas as horas do dia, até em seu leito de morte. Com a confissão, tentava mostrar a misericórdia do amor de Deus, em tempos em que o jansenismo apresentava uma visão rigorista da fé cristã.
Foi conselheiro espiritual de cardeais e arcebispos de Nápoles, como também do rei daquele reino, Fernando; mas, ao mesmo tempo, ele se aproximava dos mais pobres, em busca de orientação.
A todos, repetia: “Passem mais tempo aos pés de Jesus sacramentado que aos pés do confessor”.Caetano quis fazer de sua vida uma profecia da misericórdia de Deus, motivo pelo qual fundou a Congregação de Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Ele faleceu em Secondigliano em 29 de outubro de 1860. (MT)

Fonte: RV