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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas

sábado, 24 de maio de 2008

HISTÒRIA DE SANTANA DO PARNAIBA

HISTÒRIA DE SANTANA DO PARNAIBA - ROTEIRO DOS BANDEIRANTES


Santana de Parnaíba nasceu às margens do rio Tietê, durante a administração de Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil. Há registros de que o primeiro a se instalar na região foi o português Manuel Fernandes Ramos, participante de uma expedição realizada em 1561 por Mem de Sá para explorar o sertão – no sentido Rio Tietê abaixo, em busca de ouro e metais preciosos. Estabeleceu-se no povoado, construindo uma fazenda e uma capela em louvor a Santo Antônio, mas sua estrutura precária não resistiu às constantes enchentes e acabou destruída. Posteriormente, seus herdeiros e sua mulher, Suzana Dias, resolveram erguer, em 1580, uma nova capela, desta vez em honra de Sant’Ana. Em 14 de novembro de 1625, o povoado que cresceu ao redor da capela foi elevado à categoria de vila com a denominação de Santana de Parnaíba. Durante o período colonial, a vila possuía apenas uma economia de subsistência, baseada nas lavouras de trigo, algodão, cana, feijão e milho, sustentando um pequeno Comércio com as povoações vizinhas. Seus habitantes, para contornar as dificuldades econômicas decorrentes de seu isolamento em relação à metrópole, contavam com o fato de a vila ser um importante ponto de partida do movimento das bandeiras, que exploravam o sertão com o duplo objetivo de capturar indígenas e descobrir metais preciosos.
Nos séculos XVII e XVIII, Santana de Parnaíba conheceu um certo desenvolvimento, promovido pelo emprego da mão-de-obra indígena e pela chegada de famílias importantes, como, por exemplo, a dos Pires. Apresentou-se, por um lado, como uma das principais Áreas de mineração da capitania, tendo dentre seus moradores o padre Guilherme Pompeu de Almeida, que foi um grande financiador das bandeiras paulistas; por outro, como núcleo exportador de mão-de-obra indígena para as demais capitanias, entrando muitas vezes em confronto com os jesuítas.A vila chega ao século XIX desenvolvendo poucas atividades econômicas, situação agravada ainda mais pela abertura de novas estradas que ligavam São Paulo a outras vilas e cidades sem passar por Parnaíba. Sofreu também o impacto de não ter havido em suas terras a substituição da cultura de cana-de-açúcar pela de café. A cidade permaneceu estagnada até o início do século XX, quando a Light & Power Company construiu sua primeira usina hidrelétrica no país, abrindo um novo campo de trabalho na região. Sua denominação foi reduzida, não se sabe quando, para Parnaíba, mas em 30 de novembro de 1944 volta a adotar seu nome atual, Santana de Parnaíba.
Graças às técnicas de restauração desenvolvidas pelo Projeto Oficina Escola (POEAO), Santana de Parnaíba preserva seu patrimônio histórico. Com suas construções coloniais, a cidade concentra um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do Estado, com 209 edificações, tombadas, em 1982, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT). Mas antes, em 1958, a residência bandeirista urbana, construída na segunda metade do século XVII, onde atualmente funciona o Museu Histórico e Pedagógico Casa do Anhangüera e o sobrado construído no século XVIII, onde está instalada a Casa da Cultura, foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional (IPHAN).

À VENDA NA INTERNET DVDs DOVATICANO

DVDs PRODUZIDOS PELO CENTRO TELEVISIVO VATICANO À VENDA NA INTERNET

Cidade do Vaticano, 23 mai (RV) - A partir de agora, é possível comprar as produções do Centro Televisivo Vaticano pela Internet. À disposição, uma ampla seleção de retratos inéditos dos papas João Paulo II e Bento XVI, documentários sobre a Cidade do Vaticano, as cidades santas (Roma, Jerusalém, Assis), e o Concílio Vaticano II.Todos os DVDs do catálogo são multilíngües e podem ser distribuídos em mais de 130 países.A distribuição está por conta da HDH Communications (http://www.hdhcommunications.com). O site, em inglês, espanhol e italiano, oferece critérios de busca fáceis e intuitivos, como a procura por temas, palavras-chave, título e/ou casa de produção.Cada um dos DVDs à venda é apresentado por uma sinopse e um trailer de um minuto nos três idiomas. Por ocasião do lançamento do novo site, as compras em www.hdhcommunications.com durante o mês de junho terão um desconto promocional de 15% por produto. (CM)

Fonte: Rádio Vaticano

REVOLUÇÃO ESPIRITUAL PARA ABATER MUROS E TOCAR OS CORAÇÕES

BISPO-CARDEAL DE HONG KONG: REVOLUÇÃO ESPIRITUAL PARA ABATER MUROS E TOCAR OS CORAÇÕES

Hong Kong, 23 mai RV) - O bispo de Hong Kong, cardeal Joseph Zen Ze-kiun, destaca que o Dia de Oração pela Igreja na China está sob o signo de Maria.O destino da china e da sua Igreja está nas mãos de Nossa Senhora, “única esperança de abater os muros e tocar os corações”, disse o cardeal Joseph Zen Ze-kiun, às vésperas do Dia Mundial de Oração pela Igreja na China.A nossa revolução, disse o cardeal-bispo de Hong Kong, é “uma revolução espiritual” para o bem de todos. Acrescentou que é importante que os líderes chineses compreendam a nossa linguagem: as nossas armas são “espirituais, cheias de benevolência e de perdão”.
À esperança em Maria e à revolução espiritual que deve ser conduzida para o bem de todos, o cardeal une também sinais concretos e promissores: “por ocasião do terremoto que abalou a região de Sichuan – ressalta o Cardeal-Bispo – a China mostrou-se aberta, transparente, abrindo a todos as portas das ajudas internacionais”. E neste clima renovado de abertura se celebrará neste sábado, dia 24, o Dia Mundial de Oração pela Igreja na China, convocado pelo papa. Se rezará também pelas vítimas do sismo e para demonstrar a unidade dos católicos chineses com o papa. A idéia de dedicar à oração pela Igreja na China o dia 24 de maio, dia em que os fiéis chineses e os do mundo católico festejam a memória litúrgica de Nossa Senhora Auxiliadora foi proposta pelo papa na carta aos católicos chineses, publicada em junho do ano passado. (PL)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

"A REVOLUÇÃO CRISTÃ É A MAIS PROFUNDA DA HISTÓRIA HUMANA"

PAPA NA MISSA DE CORPUS CHRISTI: "A REVOLUÇÃO CRISTÃ É A MAIS PROFUNDA DA HISTÓRIA HUMANA"

Cidade do Vaticano, 23 mai (RV) - Depois de vários dias de chuva em Roma, finalmente ontem o céu se abriu pouco antes de o papa deixar o Vaticano para celebrar, na Basílica de São João de Latrão, a Solenidade de Corpus Christi. A celebração reúne todos os anos milhares de fiéis da Diocese de Roma, num evento que se tornou tradição. A liturgia foi animada pelo coral diocesano, dirigido por Monsenhor Marco Frisina.Em sua homilia, Bento XVI explicou que depois do tempo forte do ano litúrgico - primeiro os quarentas dias da Quaresma, depois os cinqüenta dias do Tempo Pascal - a liturgia nos faz celebrar três festas que tem um caráter significativo: A Santíssima Trindade, Corpus Christi e por fim o Sagrado Coração de Jesus.
Ilustrando o significado desta solenidade, ele afirmou que a Eucaristia é o “sacramento de Deus, que não abandona o homem no caminho, mas fica ao seu lado e lhe indica a direção”. “Não basta ir em frente, é necessário ver para onde se vai. Não basta o progresso se não existem pontos de referência. Se se corre fora da estrada, pode-se cair em um precipício ou afastar-se mais rapidamente da meta. Deus nos criou livres, mas não nos deixou sós”, afirmou. Bento XVI acrescentou que Deus acompanha sempre o homem, “para que nossa liberdade tenha critério para discernir o caminho justo e percorrê-lo”, e pediu aos católicos que olhem para além de diferenças como nacionalidade e classe social para concentrarem-se na fé comum que os une todos.O papa ressaltou os gestos fundamentais da celebração de Corpus Christi, que se realiza em três períodos: a primeira, a missa, a reunião de todos os fiéis ao redor do Altar; a segunda, a procissão do Santíssimo, ou seja, caminhar com Deus, e a terceira, ajoelhar-se perante o Santíssimo, a adoração. Sobre a primeira etapa, lembrou as palavras do apóstolo Paulo: “Não há judeus nem gregos, nem escravos nem livres, nem homens nem mulheres, já que todos são um em Cristo". O papa disse que nessas palavras "sente-se a verdade e a força da revolução cristã, a revolução mais profunda da história humana”.
Bento 16 ressaltou que a Eucaristia jamais pode ser uma coisa privada, mas é um culto público, que não tem nada de esotérico, de exclusivo. Em relação à procissão, o papa disse que significa fazer o caminho com Cristo, com a força que dá, e sobre a terceira, a adoração, afirmou que quem se ajoelha perante Jesus não pode e não deve se prostrar perante qualquer poder terreno, por mais forte que seja. A celebração se encerrou com a Procissão Eucarística, até a Basílica de Santa Maria Maior, onde um grande número de fiéis aguardava, desde as 18h, a chegada da procissão. Havia bandeiras das cores do Vaticano, da Itália e até do Brasil, expostas nas janelas dos prédios nas redondezas da Basílica. Bento XVI participou do evento levado por um veículo especial. Os fiéis percorreram a Rua Merulana fazendo orações, cantando e meditando os Salmos. Ajoelhado diante do Santíssimo, o Santo Padre seguiu silenciosamente em adoração, e do patamar da Basílica Santa Maria Maior, concedeu a bênção eucarística. (CM)

Fonte: Rádio Vaticano

FORTALECIDOS PELO EVANGELHO, PARTICIPEM ATIVAMENTE DA VIDA SOCIAL DE SEU PAÍS



BENTO XVI AO KATHOLIKENTAG ALEMÃO: FORTALECIDOS PELO EVANGELHO, PARTICIPEM ATIVAMENTE DA VIDA SOCIAL DE SEU PAÍS


Importante mensagem de S.S. Bento XVI


Cidade do Vaticano, 22 mai (RV) - O encontro com Deus nos torna mais livres, felizes e generosos: é o que afirma Bento XVI na mensagem para a 97º Katholikentag (jornada católica) alemã, aberta ontem na cidade de Osnabrück, no norte do país. Cinqüenta mil pessoas estão participando do grande encontro eclesial que se concluirá no próximo domingo, dia 25.

Seguindo o Evangelho, com coragem e generosidade, os leigos católicos devem participar ativamente da vida política e social de seu país: afirma o Santo Padre na referida mensagem.

Partindo do tema do evento eclesial “Tu nos conduzes ao largo”, o papa convida os fiéis leigos a não deixarem que os outros plasmem o futuro, mas se insiram com inteligência e capacidade de persuasão nos debates do presente.

O pontífice dirige um pensamento especial aos numerosos jovens presentes na Katholikentag. Recorda o Dia Mundial da Juventude de Colônia de 2005 e espera encontrar em Sydney muitos dos jovens presentes em Osnabrück.

Bento XVI ressalta que hoje em dia muitas pessoas têm medo de que a fé possa limitar a própria vida. Têm receio de perder a própria liberdade, emaranhadas nos mandamentos e nos ensinamentos da Igreja.

A estas _ escreve o pontífice _ é preciso testemunhar que somente quando a nossa vida conseguir subir ao coração de Deus, então poderemos encontrar aquele “largo” para o qual fomos criados.

Uma vida sem Deus _ é a sua exortação _ não se torna mais livre e mais ampla, uma vez que o homem é destinado ao infinito. Na realidade _ ressalta _ quem deixa Deus de lado limita a sua vida. O coração que se abriu a Deus torna-se por sua vez, pela amplidão de Deus, grande e generoso _ é a sua reflexão. Este homem não mais precisa buscar a sua felicidade nem dá importância à opinião dos outros. É então livre e generoso, aberto ao chamado de Deus _ destaca Bento XVI.

Na mensagem, o Santo Padre observa, em seguida, que aquele a quem se alarga o coração poderá reservar em sua vida um lugar de honra a Deus e ao próximo. Jamais devemos perder a confiança, nem devemos ter medo porque Deus vem ao nosso encontro _ é seu encorajamento.Todos nós sabemos como o nosso mundo precisa do encontro com o Senhor, como os homens do nosso tempo têm sede da água da vida que somente Deus pode dar, escreve o papa em sua mensagem, e faz votos de que também nos encontros da Katholikentag com convidados de outras religiões os nossos corações possam alargar-se e neles crescer o amor por Deus. (RL)

Fonte: Rádio Vaticano
Correção português: EMLV, sem conhecimento do autor.

NOSSA SENHORA NO RIO MEKONG

ENCONTRADA ESTÁTUA DE NOSSA SENHORA NO RIO MEKONG


Phnom Penh, 22 mai (RV) - Alguns pescadores encontraram uma estátua de Nossa Senhora de Lourdes nas profundas e barrentas águas do rio Mekong, perto da margem direita, na cidade de Phnom Penh, capital do Cambodja.
Na tarde do último dia 11 de abril, oito homens da etnia Cham, muçulmanos, encontraram a estátua em ferro-gusa enrolada nas suas redes de pesca. Pesa 160 quilos e tem altura de um metro e meio. Encontrava-se no rio por pelo menos 33 anos, desde o início do regime do Kmer Vermelho.
Não sabendo o que fazer, decidiram vendê-la por 7 dólares americanos a alguns habitantes do lugar, pensado que eles poderiam reutilizar a matéria-prima.
Alguns cristãos do vilarejo, passando por ali, reconheceram imediatamente que se tratava de uma estátua de Nossa Senhora. As negociações tiveram início entre os novos proprietários da estátua e a paróquia de Areaksat, por uma soma de mil dólares, transformados depois em 10 sacos de arroz.
Entretanto, parece que os novos proprietários, tomados pelo remorso diante desta imagem sacra, não quiseram fazer comércio. A estátua então retornou à paróquia de Nossa Senhora da Paz.
A comunidade cristã local agradeceu a família por ter doada a estátua reencontrada nas águas do rio Mekong. (SP)
Fonte: Rádio Vaticano
Correção português: EMLV sem conhecimento do autor.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

HOJE - FESTA DE CORPUS CHRISTI

Corpus Christi
A Festa de Corpus Christi é a celebração em que solenemente a Igreja comemora a instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.
É a data adotada na Igreja Católica, para comemorar apresença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue.


A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao desejo do homem medieval de "contemplar" as coisas.
Surgiu nesta época o costume de elevar a hóstia depois da consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística, chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais "verem" a hóstia do que para participarem efetivamente da eucaristia.

A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões’,(que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia). Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.A ‘Fête Dieu’ começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270.O ofício divino, seus hinos, a seqüência ‘Lauda Sion Salvatorem’ são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.

O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde for possível, haja procissão pelas vias públicas’, mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.


A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

Fonte: Vivos

Festa de Corpus Christi de Santana de Parnaíba

Arte e religiosidade estão presentes na tradicional Festa de Corpus Christi de Santana de Parnaíba
O evento, que acontece hoje dia 22 de maio, conta em sua programação com missa, procissão e os famosos tapetes de serragem, expostos nas principais ruas do Centro Histórico, confeccionado, que são, por membros da comunidade local.

O município de Santana de Parnaíba está pronto para receber os milhares de fiéis, vindos de diversas cidades, para uma das maiores manifestações de fé e religiosidade do Estado de São Paulo. Trata-se da tradicional Festa de Corpus Christi, que acontece na próxima quinta-feira (22/05). A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo estima que cerca de 65 mil pessoas passem pelo Centro Histórico durante o evento, cuja programação conta com missas e procissão sobre o colorido tapete de serragem. Como acontece todos os anos, o tapete artesanal de 850 metros de extensão deve tomar as principais ruas do Centro Histórico da cidade – Largo da Matriz, Rua Suzana Dias, Largo São Bento, Rua Santa Cruz, Rua Bartolomeu Bueno, Praça 14 de Novembro, Praça da Bandeira e Rua Padre Miguel Mauro. Com montagem prevista para iniciar às 6 horas da manhã, o tapete de serragem deve ser uma das grandes atrações da festa e vai reunir cerca de mil membros da comunidade local.O município mantém a tradição católica de enfeitar suas ruas usando serragem colorida para lembrar o mistério da Eucaristia – o sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo – que, segundo a Bíblia, foi instituído pelo próprio Filho de Deus no dia da Santa Ceia. Este ano, o tema escolhido é “Eucaristia fonte de vida, Jesus Cristo ontem, hoje e sempre”.Além da montagem do tapete, a programação do evento – que é organizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em parceria com a Paróquia de Santana de Parnaíba – inclui três missas na Igreja Matriz de Sant’Anna.
A última delas será celebrada por membro do Ministério Coração do Rei, da Diocese de Jundiaí, e seguida por uma procissão sobre o tapete de serragem.Os moradores e turistas ainda podem aproveitar o dia para visitar e conhecer as Feiras de Artesanato e Alimentação, montadas nas Praças 14 de Novembro e da Bandeira, nas Ruas Conde de Monsanto, André Fernandes e Pedro Procópio e no Largo São Bento.

Programação, Horário e Evento:
6h Início da montagem dos tapetes de serragem.
08h30 e 11h30 Missa na Igreja Matriz e Adoração ao Santíssimo
15h30 Missa celebrada por membros do Ministério Coração do Rei, seguida de procissão pelo Centro Histórico da cidade
Fonte: Prefeitura de Santana do Parnaíba

CORPUS CHRISTI – TAPETES DA PROCISSÃO

CORPUS CHRISTI – Elaboração dos tapetes utilizados durante a Procissão


A confecção de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular que tem como origem a comemoração do Corpus Christi.
Milhares de turistas visitam diversas cidades em todo o Brasil onde este trabalho é executado com afinco, doação e muito amor. São verdadeiras obras de arte.
Utilizando diversos tipos de materiais, como serragem colorida, borra de café, farinha, areia e alguns pequenos acessórios, como tampinhas de garrafas, flores e folhas, as pessoas montam, com grande arte, um tapete pelas ruas, com dizeres e figuras relativas a festa. Por este tapete passa a procissão, seguida pelas pessoas que participam com fervor.
É uma das mais tradicionais festas do Brasil e é comemorado no país desde a chegada dos portugueses.
A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos locais onde chegaram seus imigrantes.
O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma profusão de cores, música, expressões de grandeza e indescritível beleza.
Em nosso pais, a tradição de se fazer os tapetes de ruas acontece em inúmeras cidades. São planejados, trabalhados e executados por dedicados voluntários que começam os preparativos vários dias antes da solenidade. Atravessam noites e noites trabalhando.
Milhares de turistas visitam diversas cidades em todo o Brasil, onde este trabalho é executado com afinco, doação e muito amor. São verdadeiras obras de arte.

HOJE COMEMORAMOS - SANTA RITA DE CASSIA

SANTA RITA DE CÁSSIA
NASCIMENTO

Santa Rita nasceu num pequeno povoado chamado Roccaporena, a 5 km de Cássia, bem no alto do montes Apeninos, na província da Úmbria.
A Úmbria, embora fosse na época uma região pouco povoada, se tornou berço de muitos filhos ilustres, entre eles São Francisco de Assis, São Bento e Santa Clara, além de Santa Rita. Os pais de Santa Rita, Antonio Lotti e Amata Ferri, formavam um casal exemplar e eram conhecidos pelos seus amigos como "pacificadores de Jesus Cristo". Gozavam de imenso prestígio e autoridade no meio daquela gente, por suas virtudes. Sua ocupação diária era visitar os vizinhos mais necessitados, levando a eles ajuda espiritual e material. Para que sua felicidade fosse completa, faltava ao casal um filho. Apesar da idade avançada de Amata (62 anos) Deus atendeu às suas preces: conta a história que um anjo apareceu a ela e lhe revelou que daria à luz uma menina que seria a admiração de todos, escolhida por Deus para manifestar os seus prodígios. Em 1381, nasceu esta admirável criatura, que foi batizada em Santa Maria dos Pobres, em Cássia, porque o pequeno povoado de Roccaporena teve uma pia batismal somente em 1720. O nome de Rita, diminutivo de Margherita, foi revelado pelo anjo, com o qual a Santa se tornou conhecida para sempre. Quando Antonio e Amata iam trabalhar nos campos, colocavam sua filhinha num cesto de vime e abrigavam-na à sombra das árvores. Um dia, a criança sonhava, com os olhos voltados para o céu azul, quando um grande enxame de abelhas brancas a envolveu, fazendo um zumbido especial. Muitas delas entravam em sua boca e aí depositavam mel, sem a ferroar, como se não tivessem ferrões. Nenhum gemido da criança para chamar seus pais; ao contrário, dava gritinhos de alegria. Enquanto isso, um lavrador que estava próximo feriu-se com uma foice, dando um grande talho na mão direita. Dirigindo-se imediatamente para Cássia, a fim de receber os necessários cuidados médicos, ao passar perto da criança viu as abelhas que zumbiam ao redor de sua cabeça. Parou e agitou as mãos para livrá-la do enxame. No mesmo instante, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou. Gritou de surpresa, o que chamou a atenção de Antonio e Amata que acorreram ao local. O enxame, por alguns instantes disperso, voltou ao seu lugar e mais tarde, quando Rita foi para o mosteiro de Cássia, as abelhas ficaram nas paredes do jardim interno. Este fato é relatado pelos biógrafos da santa e transmitido pelas tradições e pinturas que a ele se referem. A Igreja, tão exigente para aceitar as tradições, insere esta circunstância nas lições do Breviário. Tendo atribuído o nascimento de Rita a um milagre, seus pais também atribuíram este acontecimento a um prodígio divino.


A INFÂNCIA E A JUVENTUDE

Rita era para seus pais um precioso dom concedido à sua fé e orações. Analfabetos, procuravam transmitir à criança seus conhecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santa Virgem Maria e dos santos populares. Apenas chegara à idade da razão, apareceram em Rita os primeiros sinais de virtude que, sob influência da graça divina, ia-se desenvolvendo em sua bela alma. Rita era um anjo, dócil, respeitosa e obediente para com seus velhos pais. Os ensinamentos que eles lhe davam levaram-na a decidir consagrar a sua virgindade a Jesus Cristo. Gostava tanto da vida retirada que seus pais lhe permitiram ter um oratório dentro de casa; ali passava os dias meditando no amor de Jesus, castigando seu inocente corpo com duras penitências. Aos 16 anos, pensava no modo de confirmar definitivamente sua consagração a Jesus Cristo por meio dos votos perpétuos. Rita chegou a pedir, de joelhos, licença para entrar no convento. Seus pais, porém, com a idade avançada e guiados pelo amor natural, não querendo deixá-la só no mundo, resolveram casá-la com um jovem que pedira sua mão. Que lutas, que dores para o coração dessa jovem, entre o amor à virgindade e a obediência devida a seus pais! Não tinha coragem de dar a um homem o coração que desde a infância consagrara a Deus e, por outro lado, causavam-lhe piedade seus velhos pais, muito idosos, aos quais se acostumara a obedecer nas mínimas coisas.

O CASAMENTO

O jovem que pedira a mão de Rita se chamava Paolo di Ferdinando Mancini, descrito como um homem pervertido, de caráter feroz e sem temor a Deus, que seria capaz de provocar um verdadeiro escândalo se Rita e seus pais não aceitassem esse casamento. Assim, Rita se viu obrigada a se casar. Quanto padeceu ela no longo período de 18 anos que viveu com seu esposo! Injuriada sem motivo, não tinha uma palavra de ressentimento; espancada, não se queixava e era tão obediente que nem à Igreja ia sem a permissão de seu brutal marido. A mansidão, a docilidade e prudência da esposa, porém, suavizaram aquela rude impetuosidade, conseguindo transformar em manso cordeiro aquele leão furioso. Fernando não pôde resistir a tanta abnegação e mudou completamente de vida, tornando-se um marido respeitoso. Rita sentia-se muito feliz por ver o seu marido convertido ao bom caminho. Sentia-se feliz por educar nos princípios da religião os dois filhinhos que o céu lhe dera: Giovanni Tiago e Paolo Maria. Mas durou pouco tempo aquela felicidade de santa esposa e mãe! Quando menos esperava, seu marido foi ferozmente assassinado pelos inimigos que fez em sua vida de violência. Rita tomou todas as providências para um sepultamento digno para seu marido. Praticou, ainda, o supremo ato de perdoar os seus assassinos. Refeita da primeira dor causada pela morte do marido, a piedosa mulher concentrou toda sua atenção e solicitude em seus dois filhos. A mãe atenta percebia que os dois jovens apresentavam sintomas de desejos de vingança. Quando se viu em tal situação, ela tomou uma resolução heróica e pediu a Jesus Crucificado que levasse os seus filhos inocentes, se fosse humanamente impossível evitar que se tornassem criminosos. Um após outro, caíram doentes os meninos e Rita os tratou com o máximo cuidado, velando para que nada lhes faltasse, procurando todos os remédios necessários para lhes conservar a vida. Sabia que era seu dever socorrê-los e queria cumprir generosamente esse dever. Os meninos morreram, com pequeno intervalo, um após o outro, cerca de um ano depois da morte de seu pai. Rita depositou os corpos de seus filhos ao lado de seu marido e ficou só no mundo; só, mas com seu Deus.

EM BUSCA DO ANTIGO SONHO

Desligada dos laços do matrimônio e dos cuidados maternais pela morte do esposo e filhos, Rita passou a se dedicar com afinco à prática das virtudes, às obras de caridade e à oração. A caridade para com o próximo era inesgotável. Não se contentando em dar o que tinha, trabalhava com suas próprias mãos para poder dar mais. Tudo isto, porém, não bastava para aquela alma inflamada pelo amor divino. Quando ia à cidade, ao passar diante das portas dos mosteiros onde teria podido servir a Deus com todas as suas forças, parecia-lhe que uma força interior e poderosa a atraía. Rita encorajou-se e resolveu fazer uma tentativa. Bateu à porta do convento das agostinianas de Santa Maria Madalena, às quais ela tinha profunda admiração pela devoção que tinha a Santo Agostinho e por ter sido Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, seu modelo nos diversos estados de vida e tão parecida com ela no sofrimento. Expôs à superiora do convento o seu ardente desejo. Seu aspecto humilde e piedoso causou excelente impressão na religiosa; mas o convento, que somente recebia jovens solteiras, jamais havia aberto suas portas a uma viúva, e a pobre mulher se viu rejeitada. Imaginem em que estado de alma Rita voltou a Roccaporena. Voltou às suas orações e boas obras e, tendo retomado a confiança, voltou ainda por duas vezes à porta do mosteiro de Santa Maria Madalena, sofrendo duas novas rejeições. Rita se abandonou à vontade de Deus, recomendando-se mais do que nunca a seus santos protetores. Quando Deus a viu perfeitamente resignada e confiante, teve compaixão dela e, uma noite, quando estava em oração, ouviu chamar: "Rita! Rita!". Ela não viu ninguém e, pensando ter se enganado, voltou às suas orações. Mas, pouco depois, ouviu novamente: "Rita! Rita!". Levantando-se, abriu a porta e foi à rua. Eram 3 homens e Rita não tardou a reconhecê-los: eram seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los. Em êxtase, como num sonho, ela os seguiu e logo estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. As religiosas dormiam e a porta estava bem trancada. Era impossível abri-la por meios humanos, mas os santos que Deus enviara para acompanhá-la fizeram com que ela se encontrasse no interior do mosteiro. Quando as religiosas desceram para se reunir no coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada. Como entrara ela, se o mosteiro estava completamente fechado e não havia sinal algum de abertura ou arrombamento? "Sou eu mesma - dizia, chorando - aquela que tantas vezes pediu para entrar aqui e não me aceitastes como digna de tanta felicidade! Santas esposas de Jesus; sabei como a divina Majestade me fez este singular favor, enviando na noite passada o Santo Precursor, acompanhado do glorioso Patriarca Santo Agostinho e S. Nicolau, meus protetores, que me trouxeram aqui de maneira milagrosa. Eu vos rogo, por aquele Senhor que tão liberal foi comigo, que me recebais em vossa companhia".As freiras ficaram impressionadas com o relato que Rita fez do acontecido e, diante de um milagre tão estupendo, reconheceram os desígnios de Deus e admitiram jubilosas em sua companhia aquela criatura mais angelical que humana.

A VIDA NO CONVENTO



A primeira coisa que Rita fez, ao ser admitida no convento, foi repartir entre os pobres todos os bens que possuía. Para colocar à prova a obediência da noviça, a superiora do convento ordenou-lhe que regasse de manhã e à tarde um ramo de videira ressequido e já destinado ao fogo. Rita não ofereceu dificuldade alguma e, de manhã e de tarde, com admirável simplicidade, cumpria essa tarefa, enquanto as irmãs a observavam com irônico sorriso. Isso durou cerca de um ano, segundo certas biografias da santa.Um belo dia, as irmãs se assombraram: a vida reapareceu naquele galho ressequido, surgiram brotos, apareceram folhas e uma bela videira se desenvolveu maravilhosamente, dando a seu tempo deliciosas uvas. E essa videira, velha de cinco séculos, ainda hoje está viçosa no convento.
Em 1443, veio a Cássia para pregar a Quaresma, São Tiago de La Marca. O sermão da paixão de Nosso Senhor sensibilizou profundamente Rita. Voltando ao convento, profundamente emocionada com o que ouvira, prostrou-se diante da imagem do crucifixo que se achava em uma capela interior, e suplicou ardentemente a Jesus que lhe concedesse participar de suas dores. E eis que um espinho se destacou da coroa do crucifixo, veio a ela e entrou tão profundamente em sua testa que a fez cair desmaiada e quase agonizante.
Quando voltou a si, a ferida lá estava, atestando o doloroso prodígio. Enquanto as chagas de São Francisco e de outros santos tinham a cor do sangue puro e não eram repugnantes, a de Rita se converteu numa ferida purulenta e fétida, de maneira que a pobre vítima, para não empestear a casa, teve de ser recolhida a uma cela distante, onde uma religiosa lhe levava o necessário para viver. Ela suportou a ferida durante 15 anos. Em 1450 foi celebrado o jubileu em toda a Cristandade e como algumas irmãs estavam se preparando para ir a Roma, Rita manifestou um ardente desejo de as acompanhar, mas seu estado de saúde estava se agravando devido a ferida que o espinho havia deixado em sua testa. As irmãs acharam que Rita não deveria ir, mas ela pedindo a Deus para a ferida desaparecer, foi mais uma vez atendida e conseguiu acompanhar as irmãs a Roma, com grande proveito para sua alma. Mas logo que voltou da viagem a ferida reapareceu e também uma enfermidade incurável que lhe causava um grande sofrimento. Em meio as dores, ela conservava a alegria do espírito e um sorriso encantador que brilhava em seu rosto.

A MORTE DE SANTA RITA


Na última enfermidade, que durou quatro anos, veio visitá-la uma sua parenta; a Santa agradeceu-lhe a visita e, ao se despedir pediu: - Vá à horta que fica perto de tua casa, por amor de Jesus, e traga-me uma rosa. Era o mês de janeiro, quando os campos estão cobertos de neve e a vegetação morta. A parenta não deu crédito, pensando que a Santa delirasse; contudo, para ser agradável, se dispôs a atende-la, certa porém de que não encontraria rosa alguma. Rita percebeu suas dúvidas e lhe disse:- Vá, não duvides.Entrando na horta ela encontrou uma linda rosa. Cortou-a e levou à enferma; Rita pediu-lhe que voltasse à mesma horta e lhe trouxesse dois figos. Foram achados numa figueira que lá havia.Esses fatos explicam o costume de se enfeitar a imagem da Santa com rosas, figos, cachos de uvas e abelhas. A Santa Igreja mesmo parece querer perpetuar o milagre das rosas, aprovando a Bênção das Rosas que se faz no dia da Festa ou no dia 22 de cada mês, para alívio dos enfermos. A doença da Santa estava cada dia piorando e as dores tinham se tornado insuportáveis. Com orações e santas aspirações ela se preparou para receber os sacramentos e entre expressões de amor a Jesus e Maria sua alma se libertou dos vínculos que a prendiam à terra. "Chegou o tempo, minhas queridas irmãs, de sair deste mundo. Deus assim o quer. Muito vos ofendi por não vos ter amado e obedecido como era de minha obrigação; com toda a minha alma vos peço perdão por todas as negligências e descuidos; reconheço que vos tenho molestado por causa desta ferida da fronte; rogo-vos tenhais piedade das minhas fragilidades; perdoai minhas ignorâncias e rogai a Deus por mim, para que minha alma alcance a paz e a misericórdia da clemência divina..." No convento só se ouviam os soluços das freiras. O rosto pálido da enferma começou a tomar viva cor: transformou-se de repente, voltando a recuperar a formosura dos anos juvenis. As freiras a contemplavam extasiadas. Ela abriu novamente os olhos e, olhando para as irmãs em volta com suavidade e doçura, disse-lhes que a esperavam os Santos, seus protetores, e acrescentou: "Amai a Deus, minhas irmãs, sobre todas as coisas, porque a sua bondade e formosura são inigualáveis e só Ele deve merecer o vosso amor; observai a regra que haveis professado, venerai o nosso grande pai Santo Agostinho por nos ter dado nela um caminho real para a glória".Este foi o seu testamento; e, levantando as mãos, assim prosseguia: "Ficai com Deus, em paz e caridade fraterna".
Sorriu, pareceu adormecer e... acordou no céu entre os anjos.Finalmente, com 76 anos de idade e 40 de vida religiosa, faleceu Santa Rita em Cássia, no velho Convento das Agostinianas, no dia 22 de maio de 1457, depois de ter recebido com muita piedade os últimos sacramentos. Neste momento mãos invisíveis tangeram os sinos do convento e da vila de Cássia, entoando um hino triunfal das esposas eternas, convidando a comunidade para fazer um coro na glorificação da alma daquela que viveu e morreu na santidade... A morte de Rita foi acompanhada de muitos milagres. Na cela onde ela faleceu, apareceu uma luz de grande esplendor e um perfume especial se fez sentir em todo o mosteiro, e a ferida do espinho, antes de aspecto repugnante tornou-se brilhante, limpa, cor de rubi. Centenas de pessoas compareciam ao convento para ver a "Santa", cujo cadáver ficou em exposição além do tempo legal.As freiras trataram de sepultar o corpo da Santa, mas eis que a providência de Deus fez com que em toda a cidade não se achasse mais que um carpinteiro, e este tão doente que estava não podia pegar nas ferramentas.- Que a Santa me cure - disse ele -, e eu farei o caixão.De fato, Francesco Barbari sentiu-se repentinamente curado e cumpriu a sua promessa. As irmãs entoavam hinos de agradecimento a Deus por ter exaltado no céu e na terra sua serva. Rita foi venerada como santa imediatamentre após a sua morte, como atestam o sarcófago e o Códex Miraculorum, documentos de 1457 e 1462. Seus ossos, desde 18 de maio de 1947, repousam no Santuário, na urna de prata e cristal fabricada em 1930.Quase 550 anos se passaram desde que a alma de Rita deixou de animar aquele corpo; não obstante, o poder de Deus ainda o conserva. As vestes que lhe serviam de mortalha estão tão perfeitas como no dia em que a envolveram.
Recentes exames médicos afirmaram que sobre a testa, à esquerda, existem traços de uma ferida óssea (osteomielite). O pé direito apresenta sinais de uma doença sofrida nos últimos anos, talvez uma inflamação no nervo ciático. Sua altura era de 1,57m. O rosto, as mãos e os pés estão mumificados, enquanto que sob o hábito de religiosa agostiniana existe, intacto, o seu esqueleto.

BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO


O culto à bem aventurada da vila de Cássia rapidamente se estendeu pela Itália, Portugal e Espanha, onde devido aos milagres obtidos por sua intercessão o povo lhe deu o nome de "Santa das causas impossíveis". O papa Urbano 8º, então bispo de Espoleto, a cuja diocese pertence Cássia, presenciou vários milagres. Assim que foi elevado à cátedra de São Pedro, mandou iniciar o processo de beatificação. Em 1627 aprovou a reza e missa em honra da Santa.
Muitos contratempos fizeram com que se protelasse a canonização, que só aos 24 de Maio de 1900 se realizou sob o pontificado de Leão 13. Contudo, já em 1577 se erguia em Cássia uma igreja à Santa das causa desesperadas e impossíveis. O Brasil não foi das últimas nações em cultuá-la, pois a atual matriz de Santa Rita da arquidiocese do Rio de Janeiro, data da era remota de 1724. Além desta, existem no Brasil várias outras igrejas dedicadas a Santa Rita, provando a grande veneração que o povo Católico Brasileiro tem por ela.


Fonte: Santa Rita De Cassia

quarta-feira, 21 de maio de 2008

AMANHÃ - FESTA DE CORPUS CHRISTI

SIGNIFICADO DA PALAVRA CORPUS CHRISTI


O nome vem do latim e significa Corpo de Cristo. A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
Acontece numa quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Em 1264, o papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.

Amanhã, quinta-feira dia 22 de maio, novas postagem sobre CORPUS CHRIST, festividades, procissões, etc.

NOMEAÇÕES DE BISPOS PARA O BRASIL

CONFIRA AS NOMEAÇÕES DE BISPOS PARA O BRASIL

Cidade do Vaticano, 21 mai (RV)
- Bento XVI nomeou hoje dois novos bispos para o Brasil.

Trata-se do Padre Philip Dickmans, do clero da diocese de Hasselt, na Bélgica, fidei donum na arquidiocese de Palmas, que foi nomeado bispo de Miracema do Tocantins (TO); e do Padre Jorge Alves Bezerra, da Congregação do Santíssimo Sacramento, nomeado bispo de Jardim, sufragânea de Campo Grande (MS).

Fonte: Rádio Vaticano