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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

NECESSIDADE DE TESTEMUNHO COMUM DOS CRISTÃOS AOS HOMENS DE HOJE

BENTO XVI A BARTOLOMEU I: NECESSIDADE DE TESTEMUNHO COMUM DOS CRISTÃOS AOS HOMENS DE HOJE

Cidade do Vaticano, 30 nov (RV)

- Progredir no caminho em direção da plena comunhão: é a exortação expressa por Bento XVI numa mensagem ao Patriarca Ortodoxo Bartolomeu I, por ocasião da festa de Santo André Apóstolo – padroeiro do Patriarcado Ecumênico - celebrado nesta terça-feira.O documento foi entregue a Bartolomeu I pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, que se encontra em Istambul, na Turquia, à frente de uma Delegação vaticana para a Festa de Santo André.A festa de Santo André representa "um forte convite a renovar a própria fidelidade ao ensinamento dos Apóstolos e a tornar-se incansáveis anunciadores da fé em Cristo, com a palavra e o testemunho da vida" – escreve o Papa.Neste nosso tempo – observa Bento XVI – "tal convite é mais do que nunca urgente e interpela todos os cristãos". De fato, num mundo marcado por "uma crescente interdependência e solidariedade" – prossegue - "somos chamados a proclamar com renovada convicção a verdade do Evangelho e a apresentar o Senhor Ressuscitado como a resposta às mais profundas interrogações e aspirações espirituais dos homens e das mulheres de hoje".Para se poder ter bom êxito nessa "grande tarefa" – lê-se na mensagem – "devemos continuar progredindo no caminho em direção da plena comunhão, mostrando já ter unido os nossos esforços por um comum testemunho do Evangelho diante dos homens do nosso tempo".Por essa razão, o Papa expressa a sua sincera gratidão ao Patriarca Ecumênico pela hospitalidade oferecida em outubro passado na ilha de Rodes – Grécia – aos delegados das Conferências Episcopais da Europa no II Fórum católico-ortodoxo sobre o tema "Relações Igreja – Estado: perspectivas teológicas e históricas".Por fim, Bento XVI assegura seguir com "com atenção" os "sábios esforços" de Bartolomeu I "em favor do bem da Ortodoxia e da promoção dos valores cristãos em muitos contextos internacionais".De fato, o Cardeal Kurt Koch encontra-se em Istambul, junto com a Delegação da Santa Sé para a Festa do Patriarcado Ecumênico. A visita se dá no quadro do intercâmbio de delegações por ocasião das respectivas festas dos santos padroeiros: 29 de junho, a Roma, na celebração dos Santos Pedro e Paulo; e, justamente, 30 de novembro, a Istambul, na celebração de Santo André.Entre os momentos fortes da manhã desta terça-feira, destacam-se a solene Divina Liturgia presidida por Bartolomeu I na Igreja do Fanar – sede do Patriarcado – e o encontro da Delegação vaticana com o Patriarca e com a Comissão sinodal encarregada das relações com a Igreja Católica. (RL)
Fonte: RV

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

CRISTÃOS DEVEM DAR TESTEMUNHO COMUM

PAPA NA BASÍLICA DE SÃO PAULO: CRISTÃOS DEVEM DAR TESTEMUNHO COMUM


Cidade do Vaticano, 25 jan (RV)

- Bento XVI presidiu na tarde desta segunda-feira, as II Vésperas da Solenidade da Conversão de São Paulo, na Basílica de São Paulo "fora dos muros", em Roma.
Todos os anos, nesta data, o papa preside o encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebrada no hemisfério norte, este ano, de 18 a 25 de janeiro.
A celebração ecumênica contou com a presença de representantes de outras confissões cristãs e comunidades eclesiais.
No Brasil a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada entre a Ascensão do Senhor e a Solenidade de Pentecostes, portanto, de 16 a 23 de maio próximo.
Voltando ao evento de hoje, o papa sublinhou em sua homilia que se passaram muitos meses da conclusão do Ano Paulino que nos deu a possibilidade de aprofundar a extraordinária obra de pregação do Evangelho realizada pelo Apóstolo dos Gentios.
O pontífice frisou ainda que o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que este ano tem como tema "Vós sois as testemunhas destas coisas" (Lc 24, 48) nos recorda o chamado a ser missionários do Evangelho.
O encontro entre o Apóstolo Paulo e Jesus no caminho de Damasco, é o início de uma incansável atividade missionária, na qual o apóstolo empregará todas as suas energias para anunciar a todos os povos aquele Cristo que ele encontrou pessoalmente.
O papa frisou ainda que o tema "Vós sois as testemunhas destas coisas" recorda a Conferência Missionária de Edimburgo, realizada em junho de 1910.
Durante essa conferência mais de mil expoentes do protestantismo e do anglicanismo se reuniram nessa cidade escocesa para refletir sobre a necessidade de buscar a unidade dos cristãos a fim de tornar mais eficaz e crível o anúncio do Evangelho.
"Um século depois do evento de Edimburgo, a intuição daqueles corajosos precursores é ainda atual. Num mundo marcado pela indiferença religiosa e por uma crescente aversão à fé cristã, é necessária uma nova e intensa atividade de evangelização, não somente entre os povos que nunca conheceram o Evangelho, mas também naqueles em que o Cristianismo se difundiu e faz parte de sua história" – frisou o papa.
O Santo Padre sublinhou que "enquanto caminhamos rumo à plena comunhão, somos chamados a dar um testemunho comum diante dos desafios sempre mais complexos de nosso tempo, como a secularização e a indiferença, o relativismo, o diálogo com outras confissões religiosas, mas também a salvaguarda da Criação, a promoção do bem comum e da paz, a defesa da dignidade da pessoa humana, a luta contra as misérias de nosso tempo, como a fome, a indigência, o analfabetismo e a má distribuição das riquezas".
"Cada um de nós é chamado a dar sua contribuição em favor da comunhão plena entre todos os discípulos de Cristo. A força que promove a unidade e a missão dos cristãos surge do encontro com Cristo Ressuscitado" – concluiu o papa. (MJ)

Fonte: RV

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

TESTEMUNHO DE RECONCILIAÇÃO

Durante sínodo, religiosa da Ruanda dá testemunho de reconciliação
A Irmã Uwamariya perdeu sua família durante o genocídio da Ruanda
Por Carmen Elena Villa


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de outubro de 2009 (ZENIT.org).

- O testemunho dado pela Irmã Geneviève Uwamariya, da comunidade de Santa Maria de Namur, na Ruanda, comoveu os presentes nesta manhã, na sala sinodal.
A Irmã Uwamariya perdeu seu pai e vários dos seus familiares durante o genocídio ocorrido na Ruanda em 1994, um dos episódios mais sanguinários do século XX, no qual, de abril a julho, foram massacradas de maneira sistemática cerca de 1 milhão de pessoas.
Em meio às 21 intervenções, esta religiosa quis compartilhar uma experiência pessoal ocorrida 3 anos depois desta tragédia que, segundo ela, transformou sua vida e que, a seu parecer, exemplifica a forma como se deve viver a reconciliação em um continente ferido pela violência, pelas violações dos direitos humanos e pelos inúmeros problemas sociais.
A irmã recordou que, no dia 27 de agosto de 1997, através de um grupo da Divina Misericórdia de Kybuye (sua vila natal), ela se encontrou com um grupo de prisioneiros, vários deles autores materiais deste genocídio.
O objetivo do encontro era prepará-los para o Jubileu do ano 2000. Durante o encontro, ela pronunciou esta frase: "Se você foi uma vítima, ofereça o perdão a quem o fez sofrer", dizendo que somente assim a vítima se livraria desta carga de rancor e o criminoso, por conseguinte, do peso de ter cometido este mal.
"Imediatamente, um prisioneiro se levantou, pedindo misericórdia - testemunhou a religiosa. Eu estava petrificada, ao reconhecer o amigo da família que cresceu comigo", assegurou.
"Ele me confessou ser o assassino do meu pai. Deu-me os detalhes da morte dos meus entes queridos", disse. A irmã o abraçou e lhe disse: "Você é e continuará sendo meu irmão".
A religiosa confessou que, desta forma, ela sentiu que "tinha tirado um peso de cima de mim. (...) Reencontrei a paz interior e agradeci àquele que estava nos meus braços", comentou.
Ela disse que, para sua surpresa, ouviu esse homem gritar: "A justiça pode fazer seu trabalho e poderá me condenar à morte, mas agora eu sou livre!".
"Eu também gostaria de gritar a quem quiser me escutar - disse a religiosa - que você também pode encontrar a paz interior."
A partir daquele momento, a Irmã Geneviève Uwamariya começou a se encarregar de levar a correspondência da prisão para pedir perdão aos sobreviventes. Dessa forma, 500 cartas foram distribuídas. E com algumas respostas que receberam, os prisioneiros recuperaram a amizade com as vítimas e sentiram o verdadeiro perdão.
Este fato levou as vítimas a se reunirem. "São ações que serviram para que muitos vivessem a reconciliação", testemunhou.
Geneviève Uwamariya assegurou que seu povoado está repleto de viúvas e órfãos e que, desde 1994, foi reconstruído pelos presos.
Contou que lá operam associações de ex-presos com seus sobreviventes de diversas paróquias e destacou seu bom funcionamento.
"Desta experiência, deduzo que a reconciliação não procura somente reunir duas pessoas ou grupos em conflito - disse a irmã. Trata-se de estabelecer o amor em cada um e deixar que a cura interior chegue."
E concluiu garantindo: "Por isso, a Igreja é importante em nossos países, porque ela tem uma palavra a oferecer para curar, libertar e reconciliar".

Fonte: ZENIT.org

sábado, 9 de maio de 2009

BEMTO XVI: "O BEM DO TESTEMUNHO CRISTÃO ULTRAPASSA FRONTEIRAS DA RELIGIÃO"

PAPA NA CELEBRAÇÃO DAS VÉSPERAS: "O BEM DO TESTEMUNHO CRISTÃO ULTRAPASSA FRONTEIRAS DA RELIGIÃO"
Amã, 09 mai (RV)

- Bento XVI celebrou no final desta tarde, às 17h30 locais (11h30 de Brasília), na Catedral greco-melquita de São Jorge, em Amã, a oração das Vésperas, com sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e membros de movimentos eclesiais.O pontífice foi calorosamente acolhido pelo patriarca greco-melquita, Sua Beatitude Gregório III Laham, e pelo vigário, Dom Yasser Ayyach. Encontravam-se presentes também, sacerdotes dos diversos ritos católicos. A celebração das Vésperas foi feita segundo o rito greco-melquita.Na homilia da celebração, o papa agradeceu inicialmente, pela oportunidade de rezar com os presentes e de experimentar, assim, "algo da riqueza das nossas tradições litúrgicas" – frisou.O pontífice situou o lugar das Igrejas do Oriente na Igreja presente no mundo inteiro como paradigma da natureza peregrina da Igreja, que cumpre sua missão mediante eventos determinantes, e no fluxo de diversas épocas culturais. Ademais, acrescentou que o antigo tesouro vivo das tradições das Igrejas Orientais enriquece toda a Igreja e jamais deve ser entendido simplesmente como objeto a ser conservado passivamente.O Santo Padre descreveu a feição específica da Igreja na Jordânia, no caminho universal da evangelização: "A maioria de vocês tem antigos laços com o Patriarcado de Antioquia, e assim, suas comunidades estão bem radicadas aqui no Oriente Médio. E, justamente como dois mil anos atrás em Antioquia, os discípulos foram chamados de cristãos pela primeira vez, assim também hoje, como pequenas minorias em comunidades espalhadas nestas terras, também vocês são reconhecidos como seguidores do Senhor."O pontífice acrescentou ainda, que as numerosas iniciativas deles, de caridade universal, se estendem a todos os jordanianos – muçulmanos e de outras religiões – bem como ao vasto número de refugiados que aquele reino acolhe tão generosamente.O Salmo 103 e a leitura de Efésios 6, 10-20 – da liturgia das Vésperas – foram utilizadas pelo papa para desenvolver a reflexão sobre a dinâmica das duas passagens: da morte à abundância da vida; das trevas à luz."Esse dinâmico movimento – ressaltou – nos assegura que a própria Igreja permanece jovem" e estimula a uma perseverante resposta por parte dos fiéis, para levar os outros a conhecerem e a amarem o Senhor.Destacando o importante serviço prestado, que caracteriza o trabalho apostólico da comunidade cristã – das creches aos institutos superiores de educação, aos orfanatos e casas para anciãos, clínicas médicas e hospitais, do diálogo inter-religioso às iniciativas culturais – o Santo Padre disse que a presença deles nessa sociedade "é um maravilhoso sinal da esperança que nos qualifica como cristãos".Tal esperança – acrescentou – vai além dos confins das nossas comunidades cristãs. Assim, comumente, vocês descobrem que as famílias de outras religiões, para as quais trabalham e oferecem seu serviço de caridade universal, têm preocupações e dificuldades que ultrapassam os confins culturais e religiosos.Por fim, o papa dirigiu uma palavra especial de encorajamento aos presentes que se encontram em formação para o sacerdócio e para a vida religiosa, e a todos os jovens jordanianos: "Não tenham medo de dar sua contribuição sábia, comedida e respeitosa para a vida pública do reino. A voz autêntica da fé sempre trará integridade, justiça, compaixão e paz!"Para amanhã, domingo, o ponto alto dos compromissos do papa em seu terceiro dia na Terra Santa, nesta sua XII viagem apostólica internacional, será a santa missa que presidirá às 10h locais (4h de Brasília), no Estádio Internacional de Amã.A Rádio Vaticano estará transmitindo essa celebração, ao vivo, via satélite, para todo o Brasil e demais países de língua portuguesa – cujas emissoras nos retransmitem – a partir das 3h50 do horário de Brasília. (RL)

Fonte: RV

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

CRISTÃOS E JUDEUS PARTILHAM MESMO TESTEMUNHO DO AMOR DE DEUS


PAPA A DELEGAÇÃO JUDAICA: CRISTÃOS E JUDEUS PARTILHAM MESMO TESTEMUNHO DO AMOR DE DEUS


di De Andrade


Cidade do Vaticano,
– Cristãos e judeus devem dar um testemunho comum do amor de Deus, num mundo freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração: foi o que afirmou Bento XVI, encontrando-se, na manhã desta quinta-feira, com uma delegação da organização judaica "International Jewish Committee on Interreligious Consultations" (Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas), guiada pelo Rabino David Rosen.
O papa sublinhou a crescente compreensão entre católicos e judeus, reiterando o "empenho da Igreja em favor da atuação dos princípios enunciados na declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II", que "condena firmemente todas as formas de anti-semitismo".
"Os cristãos _ disse Bento XVI _ hoje estão sempre mais conscientes do patrimônio espiritual que compartilham com o povo da Torá, o povo escolhido por Deus, na sua inefável misericórdia, um patrimônio que convida a um maior apreço recíproco, ao respeito e ao amor.
"Por outro lado _ precisou o Santo Padre _ "também os judeus são chamados a descobrir o que têm em comum" como todos aqueles que crêem no Senhor, "Deus de Israel", que se revelou através da sua Palavra que, como diz o Salmista, é luz do nosso caminho e nos doa uma nova vida."Essa Palavra _ refletiu o pontífice _ nos exorta a dar testemunho da misericórdia, da verdade e do amor de Deus.
" Trata-se de "um serviço vital do nosso tempo, ameaçado pela perda daqueles valores espirituais e morais que garantem a dignidade humana, a solidariedade, a justiça e a paz"."No nosso mundo inquieto, tão freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração _ acrescentou o Santo Padre _ o diálogo entre as culturas e as religiões deve ser visto, sempre mais, como um dever sagrado que grava sobre todos aqueles que estão empenhados na construção de um mundo digno do homem."
"A capacidade de aceitar-se e de respeitar-se mutuamente, e de dizer a verdade na caridade, é essencial para superar as diferenças, para prevenir as incompreensões e evitar conflitos inúteis" _ disse Bento XVI.
O pontífice recordou os encontros mantidos, nos últimos meses, com comunidades judaicas, em New York, em Paris e no Vaticano, referindo-se a eles como encontros que refletem "os progressos das relações católico-judaicas".
Enfim, encorajou o Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas a prosseguir no seu "importante trabalho, com paciência e empenho renovado", até mesmo em vista do encontro, no próximo mês, em Budapeste, Hungria, com uma delegação da Comissão vaticana para as Relações Religiosas com o Judaísmo, com o objetivo de discutir sobre o tema "Religiões e sociedade civil hoje".
Por sua vez, na saudação que dirigiu ao pontífice, o Rabino David Rosen, presidente do comitê, agradeceu à Santa Sé por seu empenho contra toda e qualquer forma de anti-semitismo. A seguir, manifestou sua satisfação pelos esclarecimentos relativos à modificação da oração pelos judeus, na liturgia da sexta-feira santa.
O rabino reiterou sua solicitação para que os estudiosos possam ter acesso _ nos arquivos vaticanos _ aos documentos relativos ao período nazi-fascista. E enfim, manifestou sua solidariedade aos cristãos da Índia, Iraque e sudeste asiático, pelas violências que têm sofrido nos últimos meses. (AF)


Fonte: RV

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

CHAGAS DE SÃO FRANCISCO - 2ª PARTE

O TESTEMUNHO DAS FONTES FRANCISCANAS

"Dos "Fioretti" - Terceira consideração dos Sacrossantos Estigmas


"Um dia, no princípio de sua conversão, ele rezava na solidão e, arrebatado por seu fervor, estava totalmente absorto em Deus e lhe apareceu o Cristo Crucificado. Com esta visão, sua alma se comoveu e a lembrança da Paixão de Cristo penetrou nele tão profundamente que, a partir deste momento, era-lhe quase impossível reprimir o pranto e suspiros quando começava a pensar no Crucificado".E rezava:
"Ó Senhor, meu Jesus Cristo, duas graças eu te peço que me faças, antes de eu morrer: a primeira é que, em vida, eu sinta na alma e no corpo, tanto quanto possível, aquelas dores que tu, doce Jesus, suportaste na hora da tua dolorosa Paixão.A segunda, é que eu sinta, no meu coração, tanto quanto for possível, aquele excessivo amor, do qual tu, filho de Deus, estavas inflamado, para voluntariamente suportar uma tal Paixão por nós pecadores".
Da Legenda Menor de São Boaventura, Capítulo 6

"Francisco era um fiel servidor de Cristo. Dois anos antes de sua morte, havendo iniciado um retiro de Quaresma em honra de São Miguel num monte muito alto chamado Alverne, sentiu com maior abundância do que nunca a suavidade da contemplação celeste. Transportado até Deus num fogo de amor seráfico, e transformado por uma profunda compaixão n'Aquele que, em seus extremos de amor, quis ser crucificado, orava certa manhã numa das partes do monte.Aproximava-se a festa da Exaltação da Santa Cruz, quando ele viu descer do alto do céu, um serafim de seis asas flamejantes, o qual, num rápido vôo, chegou perto do lugar onde estava o homem de Deus. O personagem apareceu-lhe não apenas munido de asas, mas também crucificado, mãos e pés estendidos e atados a uma cruz. Duas asas elevaram-se por cima de sua cabeça, duas outras estavam abertas para o vôo, e as duas últimas cobriam-lhe o corpo.Tal aparição deixou Francisco mergulhado num profundo êxtase, enquanto em sua alma se mesclavam a tristeza e a alegria: uma alegria transbordante ao contemplar a Cristo que se lhe manifestava de uma maneira tão milagrosa e familiar, mas ao mesmo tempo uma dor imensa, pois a visão da cruz transpassava sua alma como uma espada de dor e de compaixão.Aquele que assim externamente aparecia o iluminava também internamente. Francisco compreendeu então que os sofrimentos da paixão de modo algum podem atingir um serafim que é um espírito imortal. Mas essa visão lhe fora concedida para lhe ensinar que não era o martírio do corpo, mas o amor a incendiar sua alma que deveria transformá-lo, tornando-o semelhante a Jesus crucificado.Após uma conversação familiar, que nunca foi revelada aos outros, desapareceu aquela visão, deixando-lhe o coração inflamado de um ardor seráfico e imprimindo-lhe na carne a semelhança externa com o Crucificado, como a marca de um sinete deixado na cera que o calor do fogo faz derreter.Logo começaram a aparecer em suas mãos e pés as marcas dos cravos. Via-se a cabeça desses cravos na palma da mão e no dorso dos pés; a ponta saía do outro lado. O lado direito estava marcado com uma chaga vermelha, feita por lança; da ferida corria abundante sangue. Frequentemente, molhando as roupas internas e a túnica. Fui informado disso por pessoas que viram os estigmas com os próprios olhos.Os irmãos encarregados de lavar suas roupas, constataram com toda segurança que o servo de Deus trazia, em seu lado bem como nas mãos e pés, a marca real de sua semelhança com o Crucificado".

Tomás de Celano - Vida II, 211


"Francisco já tinha morrido para o mundo, mas Cristo estava vivo nele. As delícias do mundo eram uma cruz para ele, porque levava a cruz enraizada em seu coração. Por isso fulgiam exteriormente em sua carne os estigmas, cuja raiz tinha penetrado profundamente em seu coração".
Outros textos: 1Cel, 94; Legenda Maior, 13,35,69.
Fonte: Franciscanos


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Amanhã, dia 19, apresentaresmos:O sentido e o significado das Chagas
A FAMÍLIA CATÓLICXA

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"MINHA FÉ ME SALVOU" - INGRID BETANCOURT


TESTEMUNHO DE FÉ

A 2 de junho, junto ao avião que a trouxe da selva, Ingrid Betancourt rezava de joelhos um Pai-Nosso e uma Ave Maria, em companhia de outros reféns libertados.
Nas mãos trazia o rosário que fizera com botões, em lugar das costumeiras contas. Esse mesmo rosário a acompanhou à França e ficou em suas mãos durante o encontro com o presidente francês Nicholas Sarkozy.
Libertada de seu cativeiro com as FARC, a política colombiana acorreu ao Santuário de Lourdes, na França, e à Basílica de Sacré-Coeur, em Paris, para “dar graças a Deus”.
Nessa ocasião concedeu uma entrevista exclusiva, em profundidade, ao semanário católico francês, Pélerin, em que falou de sua fé, de seu encontro com a Bíblia, com Jesus e com Maria.
No site do semanário, na web (http://www.pelerin.info/, foi publicada parte da entrevista, como segue abaixo.
A FAMÍLIA CATÓLICA

Ingrid Betancourt (primeira fila, a segunda à esquerda), sua mãe (primeira fila, a primeira á esquerda), Yolanda Pulecio e onze militares colombianos rezam na chegada ao aeroporto militar.

Ingrid Betancourt; “Minha fé me salvou”

A ex-refém mais famosa do mundo dirigiu-se à Basílica de Sacré-Coeur de Montmartre no domingo, 6 de julho, para agradecer a Jesus e á Virgem Maria sua libertação. Depois de rezar, Ingrid Betancourt concedeu uma entrevista a Pélerin para dizer como sua fé se manifestou nos momentos mais dolorosos de seu cativeiro.

Era domingo, seis de julho, á noite, por ocasião da missa das 22 horas celebrada na Basílica de Sacré- Coeur , que domina Paris, do alto de Montmartre. Ingrid tinha se proposto fazer esta peregrinação com seus familiares: os filhos Mélanie e Lorenzo, a mãe Yolanda, a irmã Astrid e alguns outros, porque queria cumprir a promessa feita durante o cativeiro: agradecer antes de tudo a Jesus e à Virgem Maria por lhe terem concedido a libertação.

Foi na capela situada atrás do coro da basílica que ela e sua família fizeram suas preces. Apesar do adiantado da hora e do cansaço, Ingrid aceitou dar declarações aos leitores de Pèlerin, durante mais de meia-hora. Ela falou da fé que a sustentou na provação, de seu amor por Jesus e por Maria, suas leituras da Bíblia e do Evangelho, que lhe deram a força para não ceder ao ódio contra seus captores.

Seu primeiro gesto como mulher livre foi o sinal da cruz, suas primeiras palavras foram para agradecer a Deus e à Virgem Maria. Por que sentiu essa necessidade?

Enquanto estava no cativeiro, tomei a resolução de que, assim que fosse libertada, agradeceria em primeiro lugar ao Senhor. Por que? Porque se não tivesse o Senhor a meu lado, não penso que conseguisse crescer na dor. Ser refém o coloca numa situação de constante humilhação. Você é vítima de completa arbitrariedade, conhece o que há de mais vil na alma humana. Diante disso, há dois caminhos: ou deixar-se enfeiar, tornar-se amargo, agressivo, vingativo, com o coração repleto de rancor; ou escolher o outro caminho, aquele que Jesus nos mostrou. Ele nos pede: “Abençoe teu inimigo”. Cada vez que eu lia a Bíblia, eu sentia que essas palavras se endereçavam a mim, como se Ele estivesse a minha frente, sabendo o que devia me dizer. E aquilo ia direto ao meu coração. !

Claro que reconheço que quando o inimigo é atroz, é difícil ser-se fiel a estas palavras. Contudo, desde que comecei a fazer o exercício de pronunciar “Abençoe teu inimigo” – embora tivesse desejo de dizer o contrário – foi mágico, havia como que uma espécie de... de alívio. E o horror simplesmente desaparecia. Coisas como essa eu poderia contar por dias e dias. Eu sei, eu sinto que houve uma transformação em mim e esta transformação eu a devo a esse contato, a esta capacidade de escutar aquilo que Deus queria para mim. Foi um diálogo constante com Deus, através do Evangelho!

Esta fé que a carregou durante todos esses anos estava lá desde os primeiros dias? Houve algum acontecimento especial? Um pensamento particular a fez voltar-se para Deus?

Eu vou lhe contar uma história em dois tempos, que quase me faria rir, tão perfeitamente me recordo desses episódios. No início de meu cativeiro, disse a mim mesma: “ Bem, vou passar meses e meses aqui, então vou ler a Bíblia”, que eu não conhecia. Abrindo-a, caí nas epístolas de São Paulo. Eu o cito de memória, é mais ou menos assim: “ Podes pedir o que quiseres, que de todo o modo o Espírito Santo pedirá melhor, porque Ele sabe melhor aquilo que necessitas”. Quando li isso, gritei: “Meu Deus, está bem, mas o que eu quero eu sei, é ficar livre!” Seis anos depois, relendo essa mesma epístola, eu enfim compreendi: “Felizmente, o Espírito Santo estava lá para rezar por mim, porque sou incapaz de pedir o que é preciso”.

E essa fé nunca a deixou? Não sentiu momentos de abandono, de solidão?

No primeiro ano, é verdade, fiquei lutando contra Deus. Eu me queixava terrivelmente a Ele da morte de meu pai. Eu Lhe dizia: “Por que me fizeste isso, se sabes que Te adoro? Por que me castigas? Só depois compreendi que devia agradecer a Ele por ter levado meu pai, porque ele nunca poderia suportar esses seis anos de horror. Portanto sim, posso dizer que minha fé foi constantemente aumentando.É curioso, mas é como se coisas acontecessem para que eu compreendesse outras; Preciso lhes contar minha descoberta de Maria. Papai tinha uma grande devoção pela Virgem, mas devo confessar que na época, ela não me dizia nada. Digamos que não era uma imagem de mulher que me inspirasse.

Depois, durante o cativeiro, eu reli os Evangelhos e fui tomada de admiração por ela. Sem dúvida, para compreender a Virgem, é necessário ter vivido mais, ter adquirido uma certa maturidade. E eu comecei a achar verdadeiramente sensacional esta jovem que aceitou ter um filho, embora tivesse um plano de vida totalmente diferente. E ela correu todos os riscos. Para muitos cristãos, essas são coisas bem conhecidas, mas para mim, foi uma descoberta. Descobri uma Maria forte, uma Maria inteligente, uma Maria que tinha senso de humor.

Vou confessar: como dizem os canadenses, caí de amores por Maria lendo o Evangelho de São João, quando ele conta as bodas de Caná. Acho extraordinário o diálogo entre Maria e Jesus. Esta cumplicidade entre eles é genial. Apesar de todas as razões que Jesus expõe à sua mãe, ele já sabe que ele vai fazer o que ela quer, que ele transformará a água em vinho por amor a ela. Lendo essa passagem, não pude deixar de pensar em minha relação com meu filho Lorenzo.

Você se propôs a vir, esta noite, à Basílica de Sacré-Coeur? Qual o sentido dessa peregrinação?

Durante quase sete anos, fiz muitas promessas à Virgem e vou lhe contar uma coisa de especial importância para mim. Em 1º de junho, escutando a Rádio Católica Mundial, aprendi que o mês de junho é aquele em que se celebra o Sagrado Coração de Jesus. Ora, na última vez que estive com meu pai, na véspera de minha captura, estávamos no quarto dele, sentados junto a uma imagem do Sagrado Coração. Pegando minha mão e olhando para a imagem, papai pediu: “ Sagrado Coração, toma conta de meu coração, de minha filha”. Assim, quando escutei falar sobre o Sagrado Coração de Jesus no rádio, imediatamente prestei atenção.

Naquele momento, eu ainda não conhecia a história de Santa Margarida-Maria – de fato, acabei de aprender o nome dela. Mas compreendi que se como ela, alguém se consagrasse ao Sagrado Coração de Jesus, receberia muitas graças. Lembro-me de uma graça em particular, aquela de Jesus prometendo tocar os corações duros que nos fazem sofrer. Então, fiz esta oração: “Meu Jesus, eu vou Te pedir algo bem concreto. Não sei o que significa exatamente, consagrar-se ao Teu Sagrado Coração. Mas se Tu me anunciares, no decorrer do mês de junho, que é o Teu mês, a data da minha libertação, eu serei toda Tua”.

E no dia 27 de junho, um comandante da guerrilha entra no acampamento e nos ordena preparar nossa coisas, porque talvez um dentre nós fosse ser libertado. Quando ele disse isso, pensei: “Aí está. Chegou a hora”. Minha libertação aconteceu de forma muito diferente, mas o fato é que Jesus teve palavra: eu vi um milagre.
Fonte: Pèlerin.info
Tradução : A FAMÍLIA CATÓLICA, sem aprovação do autor