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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

JMJ - Papa está impressionado com entusiasmo dos brasileiros

Pe. Lombardi: "Papa está impressionado com entusiasmo dos brasileiros"



Cidade do Vaticano (RV) - Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, recebeu na noite de quarta-feira, 24, os jornalistas para a cotidiana coletiva no Mídia Center, no Forte de Copacabana. O padre começou fazendo um resumo das atividades do Papa Francisco no dia, antecipou o programa de quinta, 25, e respondeu às perguntas.

Segundo ele, o Papa está muito bem impressionado com o entusiasmo que o povo demonstrou tanto em Aparecida como na visita ao Hospital de São Francisco de Assis.

“Apesar da chuva, milhares de pessoas participaram dos encontros”, disse Pe. Lombardi, que estimou em 200 mil o número de fiéis que participaram da missa no Santuário ou que aguardaram a passagem de Francisco pelas ruas de Aparecida. Em tom de brincadeira, o sacerdote disse que o Cardeal Raymundo Damasceno Assis deve ter aproveitado o clima de entusiasmo para lembrar que em 2017 fará 300 anos que a imagem de Nossa Senhora apareceu nas águas do Rio Paraíba.

Pe. Lombardi acrescentou que desconhecia algum compromisso envolvendo o retorno de Francisco ao Rio em 2017. Segundo ele, o Pontífice tomou a decisão após se comover com as cerca de 150 mil pessoas que foram vê-lo em Aparecida: “A promessa de voltar demonstra o apreço especial do Papa por esta cidade, onde passou 20 dias em 2007, durante a reunião da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe”.

Citando como exemplos do entusiasmo brasileiro, Padre Lombardi contou dois episódios na saída do Seminário Bom Jesus, em Aparecida: "Um grupo de 30 a 40 monjas que vivem em clausura estavam eufóricas e, uma por uma, pediram autógrafos e tiraram fotos com Francisco. Depois, o Pontífice saudou todo o pelotão de policiais presentes, o que não é usual”.

A Organização confirmou que o Papa receberá os jovens argentinos no início da tarde desta quinta-feira, 25, na Catedral Metropolitana. O templo tem capacidade para 5 mil pessoas e só elas serão admitidas, com apresentação do crachá, embora haja mais de 23 mil argentinos no Rio. Os lugares serão preenchidos por ordem de chegada O acerto foi feito com a Conferência dos Bispos da Argentina.

Padre Lombardi acrescentou que não há discurso preparado para o encontro, que foi combinado na última hora, mas é possível que Francisco fale algumas palavras.

Em resposta à informação de que o teólogo Leonardo Boff teria dito que irá à Guaratiba e que gostaria de se encontrar com Francisco, o Diretor da Sala de Imprensa adiantou que ele será muito bem-vindo ao Campus Fidei e que a manifestação do desejo de conversar com o Papa será levada em consideração e examinada no tempo oportuno.

A coletiva de se iniciou com um minuto de silêncio, proposto por Lombardi, em memória das vítimas do acidente ferroviário, que matou mais de 70 pessoas, nas proximidades de Santiago de Compostela, na Espanha.
(CM)



Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 18 de março de 2009

ÁFRICA E SUA IGREJA: A COLETIVA DE IMPRENSA NO AVIÃO

ÁFRICA E SUA IGREJA: A COLETIVA DE IMPRENSA NO AVIÃO
Cidade do Vaticano, 17 mar (RV)
– No avião que o leva a Camarões, realizou-se o tradicional encontro do papa com a imprensa.Nas seis perguntas que respondeu aos jornalistas, Bento XVI tocou muitos pontos cruciais: por exemplo, a crise econômica mundial e o seu impacto nos países pobres e a importância da ética para uma ordem econômica e mundial justa, argumento, aliás, que será um dos temas da próxima Encíclica. Como era de se esperar, Bento XVI falou também da Igreja Africana, da sua vitalidade e dos seus problemas: do anúncio do Evangelho para o continente, da capacidade da Igreja de responder às expectativas mais profundas da cultura africana e de oferecer um horizonte mais amplo, ao contrário das promessas de bem-estar a curto prazo oferecidas pelas seitas religiosas.O pontífice falou da AIDS e da perspectiva cristã do amor e da sexualidade e do empenho eficaz e positivo de muitas instituições católicas a favor dos doentes e dos sofredores – uma mensagem de esperança para a África e para a Igreja africana.Sorrindo, o papa respondeu a uma pergunta acerca da sua suposta solidão, de que a mídia tanto falou após a publicação da carta sobre a remissão da excomunhão aos bispos da Comunidade Sacerdotal São Pio X. A propósito, recordou os inúmeros contatos cotidianos com os seus colaboradores e com muitas outras pessoas que recebe em audiência todos os dias. (BF)

Fonte: RV

quarta-feira, 16 de julho de 2008

JMJ - PERGUNTAS E RESPOSTAS FEITAS NA COLETIVA DE IMPRENSA, NO AVIÃO RUMO A SYDNEY (parte 2)

Respostas do Papa aos jornalistas rumo a Sydney (II)



SYDNEY, terça-feira, 14 de julho de 2008 (ZENIT.org).

- Publicamos as duas últimas perguntas e respostas de Bento XVI durante a coletiva de imprensa que concedeu no avião rumo a Sydney, em 12 de julho. As três perguntas precedentes foram publicadas no serviço de 14 de julho.

* * *

-Martine Nouaille, jornalista de Agence France Presse (AFP): Faço a pergunta em italiano. Um dos temas do último G8 do Japão foi a luta contra as mudanças climáticas. A Austrália é um país muito sensível a este tema, por causa da forte seca e das dramáticas catástrofes climáticas nessa região do mundo. O senhor acha que as decisões tomadas neste campo estão à altura da situação? Falará deste assunto durante a viagem?
Bento XVI: Como já mencionei em minha primeira resposta, certamente este problema estará muito presente nesta JMJ, pois falamos do Espírito Santo e, portanto, falamos da criação e de nossas responsabilidades com a criação. Não pretendo entrar nas questões técnicas que políticos e especialistas têm de resolver, mas dar impulsos essenciais para ver a responsabilidade, para ser capazes de responder a este desafio: redescobrir na criação o rosto do Criador, redescobrir nossa responsabilidade diante do Criador, pela criação que Ele nos confiou, formar a capacidade ética em um estilo de vida que é preciso assumir se quisermos enfrentar os problemas dessa situação e se quisermos realmente chegar a soluções positivas. Portanto, é preciso despertar as consciências e ver o grande contexto deste problema, no qual depois se enquadram as respostas detalhadas que não cabem a nós, mas à política e aos especialistas.

Cindy Wooden, jornalista do Catholic News Service (CNS), agência católica dos Estados Unidos. Santo Padre, enquanto o senhor se encontra na Austrália, os bispos da Comunhão Anglicana, que está sumamente difundida na Austrália, encontram-se na Conferência de Lambeth. Um dos principais temas trata das possíveis maneiras de voltar a conseguir a comunhão entre as províncias e encontrar uma maneira de assegurar que uma ou várias províncias não tomem iniciativas que outros vêem como contrárias ao Evangelho ou à tradição. Dá-se um risco de fragmentação na Comunhão Anglicana e a possibilidade de que alguns peçam que sejam acolhidos na Igreja Católica. Qual e seu desejo para a Conferência de Lambeth e para o arcebispo de Canterbury? Obrigada.
–Bento XVI: Minha contribuição pode ser só a oração e com minha oração estarei muito perto dos bispos anglicanos que se reúnem na Conferência de Lambeth. Nós não podemos nem devemos intervir imediatamente em suas discussões, respeitamos sua própria responsabilidade e desejamos que possam ser evitados cismas e novas fraturas, e que se encontre uma solução na responsabilidade diante do nosso tempo, assim como na fidelidade ao Evangelho. Estes dois elementos têm de caminhar juntos. O cristianismo é sempre contemporâneo e vive neste mundo, em um certo tempo, mas faz presente neste tempo a mensagem de Jesus Cristo e, portanto, oferece uma verdadeira contribuição para este tempo só sendo fiel, de maneira madura, de maneira criativa, mas fiel, à mensagem de Cristo. Esperamos – e rezo pessoalmente por isso – que encontrem juntos o caminho do Evangelho em nosso hoje. Este é meu desejo para o arcebispo de Canterbury: que a Comunhão Anglicana, na comunhão do Evangelho de Cristo e a Palavra do Senhor, encontre as respostas aos desafios atuais.
[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri.
© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 15 de julho de 2008

JMJ - A IMPRENSA NEGATIVA QUE COBRE A JMJ PROCURA "PELO EM OVO"

Imagens do Papa desmentem rumores de imprensa
O pontífice, em seu primeiro dia na Austrália, reza, trabalha, passeia... e ouve música

SYDNEY, segunda-feira, 14 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI encontra-se «absolutamente tranqüilo e descansado», explicou o porta-voz vaticano, ao apresentar imagens do primeiro dia do Papa na Austrália, respondendo a artigos de imprensa que o haviam apresentado como «esgotado» depois do vôo de mais de 20 horas.
O Pe. Federico Lombardi S.J., em uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira, apresentou um vídeo distribuído pela Sala de Informação da Santa Sé, no qual se pode ver o Santo Padre rezando, passeando e em conversas, em um centro do Opus Dei de Kenthurst, perto de Richmond.
«As imagens são serenas. O Papa está totalmente tranqüilo e descansado. Aos quem preocupavam com seu estado de saúde, tenho de dizer que não há problemas», afirmou o porta-voz.
O Pe. Lombardi recordou que o Papa, após chegar à residência neste domingo, depois da viagem, «celebrou a missa em particular às 18h, depois jantou e descansou», revelou.
«Nesta manhã, teve a missa com a equipe do séqüito, 12 pessoas, celebrando com o secretário e dois sacerdotes do Opus Dei. Depois do café da manhã, deu um primeiro passeio e se retirou para trabalhar, como faz todas as manhãs. Pouco antes das 13h, vieram o cardeal (George) Pell e o bispo (Anthony) Fisher para ver o Papa. Almoçaram juntos e falaram dos preparativos.» Trata-se dos principais responsáveis pela organização da Jornada Mundial da Juventude.
«Após o almoço, aconteceu o típico passeio de todos os dias com seus secretários. Depois, um período de trabalho. Às 16h passou um período um pouco mais longo com o cardeal Pell.»
«Há um reservatório, um pequeno lago, e uma capela, onde o Papa se deteve para rezar o terço.» «Às 17h, aconteceu um concerto com a presença do arcebispo de Sydney, D. Pell, e do bispo Fisher. Foram interpretadas peças de Schumann, Mozart e Schubert. O concerto terminou às 18h. Às 19h, houve o jantar», explicou o Pe. Lombardi.
O Papa permanecerá na tranqüila residência de Kenthurst até a manhã da próxima quinta-feira, quando começará oficialmente a visita à Austrália, com a cerimônia de boas-vindas das autoridades do país.
O momento culminante da viagem apostólica acontecerá com a vigília de oração e a missa presidida pelo Papa no Hipódromo de Randwick, no sábado 19 e domingo 20, nas quais se esperam a participação de meio milhão de peregrinos.
Fonte: ZENIT.org

JMJ - PERGUNTAS E RESPOSTAS FEITAS NA COLETIVA DE IMPRENSA, NO AVIÃO RUMO A SYDNEY (parte 1)


Respostas do Papa aos jornalistas rumo a Sydney (I)


SYDNEY, 14 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos três das cinco perguntas e respostas de Bento XVI durante a coletiva de imprensa que concedeu no avião rumo a Sydney, em 12 de julho. As outras duas perguntas serão publicadas no serviço de 15 de julho.

* * *

-Lucio Brunelli, jornalista da Rai, canal público da televisão italiana: Santidade, esta é sua 2ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ); a primeira, por assim dizer, totalmente sua. Com quais sentimentos se dispõe a vivê-la e qual é a principal mensagem que deseja deixar aos jovens? Por outro lado, o senhor acha que as Jornadas Mundiais da Juventude influenciam profundamente na vida da Igreja que as acolhe? E, por último, pensa que a fórmula desses encontros de massa continua sendo atual?
-Bento XVI: Vou com sentimentos de grande alegria à Austrália. Tenho belíssimas recordações da JMJ de Colônia: não foi simplesmente um acontecimento de massa, foi sobretudo uma grande festa da fé, um encontro humano da comunhão em Cristo. Vimos como a fé abre as fronteiras, tem realmente uma capacidade de união entre as diferentes culturas, e cria alegria. E espero que aconteça a mesma coisa agora na Austrália. Por este motivo, estou contente ao ver muitos jovens, e vê-los unidos no desejo de Deus e no desejo de um mundo realmente humano. A mensagem essencial se apresenta nas palavras que constituem o slogan desta JMJ: falamos do Espírito Santo que nos torna testemunhas de Cristo. Portanto, quero concentrar minha mensagem precisamente nesta realidade do Espírito Santo, que se apresenta em várias dimensões: é o Espírito que atua na criação. A dimensão da criação está muito presente, pois o Espírito é criador. Parece-me um tema muito importante em nosso momento atual. Mas o Espírito é também inspirador da Escritura: em nossos passos, à luz da Escritura, podemos caminhar junto ao Espírito Santo. O Espírito Santo é Espírito de Cristo; portanto, Ele nos guia em comunhão com Cristo e finalmente se mostra, segundo São Paulo, nos carismas, ou seja, em um grande número de dons inesperados que mudam segundo os diferentes tempos e que dão nova força à Igreja. E, portanto, estas dimensões nos convidam a ver os sinais do Espírito e a tornar o Espírito visível também para os demais.
Uma JMJ não é simplesmente um acontecimento deste momento: é preparada com um longo caminho com a Cruz e com o ícone de Nossa Senhora. Prepara-se desde o ponto de vista da organização, mas também espiritual. Portanto, estes dias não são mais que o momento culminante de um longo caminho precedente. Tudo é fruto de um caminho, de unir-nos em caminho rumo a Cristo. A JMJ também cria uma história, ou seja, cria amizades, novas inspirações: desse modo, a JMJ continua. Isso me parece muito importante: não se pode somente ver esses três ou quatro dias, mas é preciso ver todo o caminho que precede e o que segue. Neste sentido, acho eu, a JMJ, ao menos para o nosso futuro próximo, é uma fórmula válida que nos prepara para compreender que desde diferentes pontos de vista e de diferentes partes da terra, avançamos rumo a Cristo e rumo à comunhão. Aprendemos assim, de novo, a caminhar juntos. Neste sentido, espero que também seja uma fórmula para o futuro.

-Paul John Kelly, jornalista de «The Australian», um dos grandes jornais desse país: Santo Padre, quero apresentar minha pergunta em inglês. A Austrália é um país sumamente secularizado, com pouca prática religiosa e muita indiferença religiosa. Quero perguntar-lhe: o senhor é otimista diante do futuro da Igreja na Austrália? Está preocupado ou alarmado pelo fato de que a Igreja na Austrália siga o caminho rumo à queda da Europa? Qual a mensagem que deixará para a Austrália para superar sua indiferença religiosa?
-Bento XVI: Falarei da melhor forma que eu puder em inglês, ainda que peço seu perdão por minhas deficiências no inglês. Creio que a Austrália, em sua configuração histórica atual, faz parte do «mundo ocidental», econômica e politicamente e, portanto, está claro que a Austrália compartilha os êxitos e os problemas do mundo ocidental. O mundo ocidental experimentou nos últimos 50 anos grandes êxitos: êxitos econômicos, êxitos tecnológicos; contudo, a religião – a fé cristã – está, em certo sentido, em crise. Isso está claro, pois se dá a impressão de que não temos necessidade de Deus, podemos fazer tudo com nossas forças, não temos necessidade de Deus para ser felizes, não temos necessidade de Deus para criar um mundo melhor, Deus não é necessário, podemos fazer tudo por nós mesmos. Por outro lado, vemos que a religião está sempre presente no mundo e sempre estará. Podemos ver uma diminuição da religião na Europa: certamente há uma crise na Europa, algo menos nos Estados Unidos, e na Austrália, Mas, por outro lado, dá-se sempre uma presença da fé em novas formas e de novas maneiras; em minoria, talvez, mas sempre presente para que toda a sociedade a veja. E agora, neste momento histórico, começamos a ver que temos necessidade de Deus. Podemos fazer muito, mas não podemos criar nosso clima. Pensávamos que podíamos fazer, mas não podemos. Temos necessidade do dom da terra, do dom da água, precisamos do Criador; o Criador volta a aparecer em sua criação. Deste modo, compreendemos que não podemos ser realmente felizes, não podemos promover realmente a justiça para o mundo inteiro, sem um critério, sem um Deus que é justo, e que nos dá a luz e a vida. Portanto, penso que em certo sentido se dará uma crise para nossa fé neste «mundo ocidental», mas sempre teremos um renascimento da fé, pois a fé cristã é simplesmente verdadeira, e a verdade estará sempre presente no mundo humano, e Deus sempre será a Verdade. Neste sentido, em último termo, sou otimista.

-Auskar Surbakti, do canal de televisão australiano SBS: Santo Padre, desculpe, mas não falo bem italiano. Portanto, eu lhe apresentarei minha pergunta em inglês. As vítimas de abusos sexuais do clero, na Austrália, fizeram-lhe um chamado, Santidade, para que enfrente a questão e peça perdão às vítimas durante sua visita à Austrália. O próprio cardeal Pell disse que seria apropriado para o Papa que enfrente a questão, e o senhor fez um gesto semelhante em sua recente viagem aos Estados Unidos. Santidade, falará da questão dos abusos sexuais e pedirá perdão?
-Bento XVI: Sim, o problema é essencialmente o mesmo que nos Estados Unidos. Eu me senti na obrigação de falar sobre isso nos Estados Unidos, pois é essencial para a Igreja reconciliar, prevenir, ajudar e reconhecer suas culpas nestes problemas. Assim, que direi essencialmente o mesmo que disse nos Estados Unidos. Como disse, temos de esclarecer três aspectos: o primeiro é nosso ensinamento moral. Deve ficar claro, sempre foi claro desde os primeiros séculos, que o sacerdócio, ser sacerdote, é incompatível com este comportamento, pois o sacerdote está ao serviço de Nosso Senhor, e nosso Senhor é a santidade em pessoa. A Igreja sempre insistiu nisso. Temos de refletir o que faltou em nossa educação, em nosso ensino nas décadas passadas: nas décadas dos anos 50, 60 e 70 se dava a idéia do proporcionalismo em ética, segundo o qual, não há nada mal em si mesmo, mas em proporção aos demais. Segundo o proporcionalismo, pensava-se que algumas coisas, inclusive a pedofilia, podiam ser, em certa proporção, boas. Agora deve ficar claro que esta nunca foi a doutrina católica. Há coisas que sempre são más, e a pedofilia sempre é má. Em nossa educação, nos seminários, em nossa formação permanente dos sacerdotes, temos de ajudar os sacerdotes a estarem realmente perto de Cristo, aprender de Cristo, e deste modo ser de ajuda e não inimigos para nossos irmãos, para os cristãos. Portanto, faremos todo o possível para esclarecer o ensinamento da Igreja e para ajudar na educação e na preparação dos sacerdotes, com a formação permanente, e faremos todo o possível para curar e reconciliar as vítimas. Creio que este é o conteúdo essencial da expressão «pedir perdão». Creio que é melhor e mais importante o conteúdo da fórmula e penso que o conteúdo tem de explicar as deficiências de nosso comportamento, o que temos de fazer neste momento, como podemos prevenir e como podemos, todos, curar e reconciliar.
[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri
© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]

Fonte: ZENIT.org

domingo, 13 de julho de 2008

JMJ - O DEMÔNIO SE FAZ PRESENTE: MEIOS DE COMUNICAÇÂO PROCURAM ESCANDALOS

Meios de comunicação buscam escândalos na Jornada da Juventude
O cardeal George Pell sob ataque

O demônio se faz presente entre os meios de comunicação australianos em Sydney

SYDNEY, - Em um horário perfeito, estourou um suposto escândalo que trata de envolver o cardeal George Pell, arcebispo de Sydney, a cidade que acolhe a Jornada Mundial da Juventude.
O purpurado foi acusado de ter dirigido de maneira inadequada as denúncias de abuso sexual contra um sacerdote em 2003.
Anthony Jones, que hoje tem 54 anos, acusou o Pe. Terrence Goodall de abusos sexuais em 1982.
Goodall apresentou sua renúncia, em 25 de julho de 2003, a pedido do cardeal Pell, que o havia ameaçado de usar o Direito Canônico para provocar sua demissão.
De qualquer forma, o cardeal reconheceu em uma carta enviada a Jones que considerava insuficientes as provas da acusação de violação.
Novas provas surgidas nesta semana sob forma de conversa telefônica gravada demonstrariam que Goodall admitiu diante de Jones que a relação não foi consentida. Nelas se baseia a campanha que a mídia australiana quis lançar para acusar o cardeal de incompetência.À luz dos comentários de Goodall, o cardeal Pell emitiu nesta quinta-feira uma declaração na qual afirma que «formalmente transmitiu as questões propostas esta semana a uma comissão consultiva independente», guiada pelo antigo juiz da Corte Suprema de Nova Gales do Sul, Bill Preistley, que apresentará ao cardeal as opções possíveis.
Fazem parte da comissão: um sacerdote, assim como especialistas em direito, negócios e psiquiatria, que se regem por protocolos orientados a favorecer a cura da vítima.
Em resposta às acusações publicadas pelos jornais australianos, jovens do país organizaram uma série de blogs, fóruns e sites sociais na Internet a favor do cardeal, nos quais lhe oferecem orações e apoio.
Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 20 de junho de 2008

"É IMPORTANTE TORNAR ATRAENTE A PALAVRA DE DEUS"

BENTO XVI ÀS RÁDIOS CATÓLICAS:
"É IMPORTANTE TORNAR ATRAENTE A PALAVRA DE DEUS"


Cidade do Vaticano, 20 jun (RV)
- Bento XVI recebeu na manhã desta sexta-feira, na Sala Clementina, os participantes no Congresso Internacional para os Responsáveis de Rádio Católicas, promovido pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, cerca de 130 pessoas.No discurso que dirigiu aos presentes o Papa, primeiramente saudou com afeto, através dos presentes, os muitos ouvintes dos diversos países e continentes que todos os dias ouvem as suas vozes e graças ao seu serviço de informação aprendem a conhecer melhor Cristo, a escutar o Papa e a amar a Igreja. É importante “tornar atraente a Palavra de Deus” dando-lhe corpo através de transmissões radiofônicas que toquem “o coração dos homens do nosso tempo” e participem “na transformação da vida dos nossos contemporâneos”: foi a exortação que o Papa fez aos presentes na Sala Clementina.Depois de agradecer o Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações, Dom Cláudio Maria Celli, pela saudação feita momentos antes, - durante a qual ele recordou a visita de Bento XVI à Rádio Vaticano -, o Papa disse que as muitas e diversas formas de comunicação com as quais devemos nos confrontar, manifestam com evidente clareza como o homem, na sua estrutura antropológica essencial, seja constituído para entrar em relação com o outro. E o faz, sobretudo, através da palavra:...“Na sua simplicidade e aparente pobreza, a palavra, inscrevendo-se na comum gramática da linguagem, se coloca como instrumento que realiza a capacidade de relação dos homens. Esta se baseia na riqueza compartilhada de uma razão criada à imagem e semelhança do LOGOS eterno de Deus, isto é daquele LOGOS no qual tudo livremente e por amor é criado”. Pensamento que o Papa desenvolveu falando em francês:“Em razão da sua ligação com a palavra, o rádio participa da missão eclesial, mas ao mesmo tempo gera uma nova maneira de viver, de ser e de fazer Igreja. As múltiplas formas de comunicação podem ser um dom de Deus a serviço do desenvolvimento da pessoa humana e de toda a humanidade. O rádio, em particular, através da palavra e da música pode informar e formar, anunciar e denunciar, mas sempre no respeito da realidade e na clara perspectiva da educação à verdade e à esperança. Jesus nos doa a verdade sobre o homem e para o homem – disse ainda o Papa – e a partir desta verdade, nos dá uma “uma esperança para o presente e para o futuro das pessoas e do mundo”. Por isso o Papa encoraja as rádios católicas na sua missão e as felicita pelo seu trabalho.O Papa em seguida citando a sua Encíclica Spe Salvi disse que o Evangelho, que “não é somente uma comunicação de coisas que se podem saber, mas sim uma comunicação que comporta fatos e muda a vida”. Esta autocomunicação de Deus é a que oferece um novo horizonte de esperança e de verdade às esperanças humanas, e dessa esperança é que surge, já neste mundo, o início de um mundo novo, dessa vida eterna que ilumina a obscuridade do futuro humano.O Papa encerrou o discurso falando das entusiastas perspectivas que se abrem ao trabalho dos comunicadores. As suas emissoras podem representar, desde agora, um pequeno mas concreto eco no mundo daquela rede de amizade que a presença de Cristo Ressuscitado, o Deus conosco, inaugurou entre o céu e a terra e entre homens de todos os continentes e épocas. Assim fazendo, concluiu o Papa, o trabalho de vocês se inscreverá a pleno título na missão da Igreja, à qual convido a amar profundamente. Ajudando o coração de cada homem a abrir-se a Cristo, vocês ajudarão o mundo a abrir-se à esperança e a espalancar-se àquela civilização da verdade e do amor que é o fruto mais eloquente da sua presença entre nós. (SP)
Fonte: RV