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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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domingo, 10 de janeiro de 2016

Festa do Batismo do Senhor

Angelus: Espírito Santo liberta do pecado e leva-nos ao reino da luz e do amor


 

Papa Francisco no Angelus na Festa do Batismo do Senhor          
     



Domingo, 10 de Janeiro,

Festa do Batismo do Senhor: Angelus com o Papa Francisco na Praça de S. Pedro. O Santo Padre afirmou que seguir Jesus comporta a mansidão, a humildade e a ternura.
Na sua mensagem antes da oração o Papa convidou os fiéis a fazerem memória do seu Batismo e referiu-se ao Evangelho do dia em que S. Lucas nos revela que Jesus quando foi baptizado nas águas do rio Jordão “o céu abriu-se e desceu sobre Ele o Espírito Santo em forma corpórea, como uma pomba” e uma voz veio do céu que afirmou: “Este é o meu Filho muito amado”.
O Espírito Santo é o artífice principal do batismo cristão – referiu o Papa – é aquele que “queima e destrói o pecado original, restituindo ao batizado a beleza da graça divina”.
“…é Aquele que nos liberta do domínio das trevas, ou seja, do pecado e nos transfere no reino da luz, ou seja, do amor, da verdade e da paz. Pensemos a que dignidade nos eleva o Batismo!”
E seguir Jesus, como Filhos de Deus, comporta uma determinada responsabilidade que se reproduz em “mansidão, humildade e ternura”:
“… mansidão, humildade e ternura. E isto não é fácil, especialmente, se à nossa volta há tanta intolerância, soberba, dureza. Mas com a força que nos vem do Espírito Santo é possível!”
Após a oração do Angelus o Papa Francisco pediu aos fiéis presentes na Praça para descobrirem e saberem o dia do seu batismo, pois, disse o Santo Padre, é um  dia muito importante, o dia em que renascemos para Deus. Francisco disse mesmo que era um trabalho de casa para realizar nesta semana.
Nas saudações referência especial do Papa às crianças batizadas na manhã deste domingo na Capela Sistina, mas também a todos os que foram batizados recentemente e aos jovens e adultos que receberam nos últimos tempos os sacramentos da iniciação cristã.
Como habitualmente, o Santo Padre a todos desejou um bom domingo e um bom almoço e pediu para não se esquecerem de rezar por ele.

Fonte Radio Vaticana

segunda-feira, 1 de junho de 2009

BENTO XVI NA MISSA DE PENTECOSTES

O Espírito Santo é o fogo que Jesus veio trazer à terra: Bento XVI na missa de Pentecostes, onde se recordou o bicentenário da morte de J. Haydn


31/5/2009) Neste domingo de Pentecostes, Bento XVI presidiu, de manhã, na basílica de São Pedro, a uma Missa em que, para além do coro da Capela Sistina, actuou também o Coro da catedral de Colónia e a orquestra de câmara desta cidade alemã, que – com quatro solistas, por ocasião do bicentenário da morte de Joseph Haydn – executaram a última das Missas compostas por este músico alemão. Comentando, na homilia, o texto dos Actos dos Apóstolos que apresenta a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos sob forma de línguas de fogo, Bento XVI recordou que tal correspondia ao que Jesus tinha anunciado antes, ao dizer “Vim lançar fogo sobre a terra, e quanto desejaria que estivesse já aceso”. Ora – observou o Papa – “o verdadeiro fogo, o Espírito Santo, foi Cristo que o trouxe à terra. Ele não o roubou aos deuses, como fez Prometeu, segundo o mito grego, mas fez-se mediador do dom de Deus obtendo-o para nós com o maior acto de amor da história: a sua morte na cruz”. “Se queremos que o Pentecostes não se reduza a um simples rito ou a uma comemoração, por muito sugestiva que seja, mas seja isso sim um evento actual de salvação, temos que nos predispor, em religiosa expectativa do dom de Deus, mediante a escuta humilde e silenciosa da Sua Palavra. Para que o Pentecostes se renove no nosso tempo, será porventura necessário (sem nada tirar à liberdade de Deus!) que a Igreja esteja menos ofegante com as actividades, e mais dedicada à oração”.“Isto mesmo no-lo ensina a Mãe da Igreja, Maria Santíssima, Esposa do Espírito Santo” – sublinhou o Papa. A própria Visitação à sua prima Isabel (que a Igreja recorda neste último dia de Maio) foi também uma espécie de pequeno Pentecostes, que suscitou a alegria e o louvor dos corações de Isabel e de Maria, uma estéril e a outra virgem, ambas mães por intercessão divina. Ocasião para Bento XVI evocar a elevada expressão musical desta Missa. “A música e o canto que acompanham esta nossa liturgia, ajudam-nos, também eles, a sermos concordes na oração. Exprimo pois vivo reconhecimento ao coro da Catedral e à orquestra de câmara de Colónia. Para esta liturgia, no bicentenário da morte de Joseph Haydn, escolheu-se de fato, muito oportunamente, a sua Harmoniemesse, a última das “Messe” compostas pelo grande músico, uma sublime sinfonia para a glória de Deus”. Voltando ao texto dos Actos dos Apóstolos, o Papa fez notar que ali se utilizam duas grandes imagens: para além do fogo, a tempestade, vista no mundo antigo como sinal da potência divina. Aqui faz pensar no ar, que distingue o nosso planeta dos outros astros e nos permite viver.“O que é o ar para a vida biológica, é-o o Espírito Santo para a vida espiritual; e como existe a poluição atmosférica, que envenena o ambiente e os seus seres vivos, assim também existe uma poluição do coração e do espírito, que mortifica e envenena a existência espiritual. Assim como não nos podemos habituar aos venenos do ar – e é por isso que o empenho ecológico representa hoje uma prioridade – o mesmo se deveria fazer no que diz respeito ao espírito”.Bento XVI referiu “tantos produtos que poluem a mente e o coração… - por exemplo imagens que oferecem em espectáculo o prazer, a violência e o desprezo pelo homem” – e a que as pessoas se habituam facilmente… E contudo “intoxica o espírito, sobretudo das novas gerações, acabando por condicionar a sua liberdade”. “A metáfora do vento impetuoso de Pentecostes faz pensar como é precioso respirar ar puro, tanto com os pulmões – o ar físico, como com o coração – o ar espiritual, o ar saudável do espírito que é o amor!”.Voltando à imagem do fogo, o Papa citou de novo “a figura mitológica de Prometeu, que – observou – evoca um aspecto característico do homem moderno”, que tende a afirmar-se a si mesmo como deus e a querer transformar o mundo excluindo-O. As potencialidades colocadas nas mãos do homem de hoje contêm enormes riscos, como o mostra a energia atómica, usada para fins bélicos…“Nas mãos de um homem assim, o fogo e as suas enormes potencialidades tornam-se perigosos: podem voltar-se contra a vida e contra a própria humanidade, como infelizmente demonstra a história. Permanecem como perene advertência as tragédias de Hiroshima e Nagasaki, onde a energia atómica, usada para fins bélicas, acabou por semear morte em proporções inauditas”.A verdadeira energia que dinamiza o mundo – sublinhou o Papa – é “o fogo” que Jesus trouxe à terra – o seu Espírito Santo:“A Sagrada Escritura revela-nos que a energia capaz de mover o mundo não é uma força anónima e cega, mas sim a acção do espírito de Deus que planeava sobre as águas no início da criação. E Jesus Cristo trouxe à terra não a força vital, que já aí habitava, mas o Espírito Santo, isto é o amor de Deus renova a face da terra, purificando-a do mal e libertando-a do domínio da morte. Este fogo – puro, essencial, pessoal, o fogo do amor – desceu sobre os Apóstolos reunidos em oração com Maria no Cenáculo, para fazer da Igreja o prolongamento da obra renovadora de Cristo”. A concluir, uma última anotação sobre o efeito do Espírito Santo nos discípulos de Jesus: “O Espírito de Deus, onde entra, expulsa o medo; faz-nos conhecer e sentir que estamos nas mãos de uma Omnipotência de amor: aconteça o que acontecer, o seu amor infinito não nos abandona. Demonstram-no o testemunho dos mártires, a coragem dos confessores da fé, o intrépido impulso dos missionários, a franqueza dos pregadores, o exemplo de todos os santos, alguns mesmo adolescentes e crianças. Demonstra-o a própria existência da Igreja que, apesar dos limites e das culpas dos homens, continua a atravessar o oceano da história, impulsionada pelo sopro de Deus e animada pelo seu fogo purificador”.

Fonte: RV

sexta-feira, 29 de maio de 2009

PENTECOSTÉS V

Pentecostés

"O Espírito é o único que pode ajudar às pessoas e as comunidades a libertarem-se dos velhos e novos determinismos, guiando-os com a lei do espírito que dá a vida em Cristo Jesus"João Paulo II

O Espírito Santo na vida do cristão

João Paulo II, Audiência geral, 13 setembro 2000

1. No Cenáculo, na última noite de sua vida terrena, Jesus promete cinco vezes o Dom do Espírito Santo (cf. Jo 14, 16-17; 14, 26; 15, 26-27; 16, 7-11; 16, 12-15). no mesmo lugar, na tarde de Páscoa, o Ressuscitado se apresenta aos apóstolos e infunde o Espírito prometido, com o gesto simbólico do hálito e com as palavras: "¡Recebei o Espírito Santo!" (Jo 20, 22). Cinqüenta dias depois, outra vez no Cenáculo, o Espírito Santo irrompe com sua potência transformando os corações e a vida dos primeiros testemunhas do Evangelho.

Desde então, toda a história da Igreja, em suas dinâmicas mais profundas, está impregnada pela presença da ação do Espírito, "entregue sem medida" aos que crêem em Cristo (cf. Jo 3, 34). O encontro com Cristo comporta o dom do Espírito Santo que, como dizia o grande padre da igreja, Basílio, "se difunde em todos sem que experimente diminuição alguma, está presente em cada um dos que são capazes de recebê-lo como se fossem os únicos, e em todos difunde a graça suficiente e completa" ("De Spiritu Sancto", IX, 22). Desde os primeiros instantes de vida cristã.

2. O apóstolo Paulo, na passagem da Carta aos Gálatas que acabamos de escutar (cf. 5, 16-18. 22-25), delineia "o fruto do Espírito" (5, 22) fazendo a lista de una gama de virtudes que faz florescer na existência do fiel. O Espírito Santo se encontra na raiz da experiência de fé. De fato, no Batismo, nos convertemos em filhos de Deus graças precisamente ao Espírito: "A proba de que sois filhos é que Deus enviou a nossos corações o Espírito de seu Filho que clama: ¡Abbá, Pai!" (Gl 4, 6).

No próprio manancial da existência cristã, quando nascemos como criaturas novas, encontra-se o sopro do Espírito, que nos faz filhos no Filho e nos faz "caminhar" pelos caminhos de justiça e salvação (cf. Gl 5, 16). O Espírito na prova

3. Toda a aventura do cristão terá que desenvolver-se, portanto, sob a influência do Espírito. Quando Ele nos volta a apresentar a Palavra de Cristo, resplandece em nosso interior a luz da verdade, como tinha prometido Jesus: "o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse" (João 14, 26; cf. 16,12-15).

O Espírito está junto de nós no momento da prova, convertendo-se em nosso defensor e apoio: "Quando vos entregares, não vos preocupeis de como ou o que deveis falar. O que tendes que falar vos será comunicado naquele momento. Porque não sereis vós que falareis, mas o Espírito de vosso Pai que falará em vós" (Mt 10, 19-20).

O Espírito se encontra nas raízes da liberdade cristã, que liberta do jugo do pecado. O diz claramente o apóstolo Paulo: "A lei do espírito que dá a vida em Cristo Jesus te libertou a lei do pecado e da morte" (Romanos 8, 2). A vida moral --como nos lembra São Paulo-pelo fato de ser irradiada pelo Espírito produz frutos de "amor, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si" (Gálatas 5, 22).

O Espírito e a comunidade

4.
O Espírito anima a toda a comunidade dos fiéis em Cristo. Esse mesmo apóstolo celebra através da imagem do corpo a multiplicidade e a riqueza, assim como a unidade da Igreja, como obra do Espírito Santo. Por um lado, Paulo faz uma lista da variedade de carismas, quer dizer, dos dons particulares oferecidos aos membros da Igreja (cf. 1Cor 12, 1-10); por outro, confirma que "todas estas coisas são obra de um mesmo e único Espírito, distribuindo-as a cada um em particular segundo sua vontade" (1Cor 12, 11). De fato, "em um só Espírito fomos todos batizados, para não formar mais que um corpo, judeus e gregos, escravos e livres. E todos bebemos de um só Espírito" (1Cor 12, 13).

O Espírito e nosso destino Por último, devemos ao Espírito o poder alcançar nosso destino de glória. São Paulo utiliza neste sentido a imagem do "selo" e o "penhor": "fostes selados com o Espírito Santo da Promessa, que é penhor de nossa herança, para redenção do Povo de sua possessão, para louvor de sua glória" (Ef 1, 13-14; cf. 2Cor 1, 22; 5,5). Em síntese: toda a vida do cristão, desde as origens até sua última meta, está sob a bandeira e a obra do Espírito Santo. Mensagem do Jubileu

5. Gosto de lembrar, no transcurso deste ano jubilar, o que afirmava na encíclica dedicada ao Espírito Santo: "O grande Jubileu do ano dos mil contém, portanto, uma mensagem de libertação por obra do Espírito, que é o único que pode ajudar as pessoas e as comunidades a libertar-se dos velhos e novos determinismos, guiando-os com a "lei do espírito que dá a vida em Cristo Jesus", descobrindo e realizando a plena dimensão da verdadeira liberdade do homem. Com efeito --como escreve São Paulo- "onde está o Espírito do Senhor, ali está a liberdade"" (Dominum et vivificantem, n. 60).

Ponhamo-nos, portanto, nas mãos da ação libertadora do Espírito, fazendo nossa a surpresa de Simeão o Novo Teólogo, que se dirige à terceira pessoa divina nestes termos": "Vejo a beleza de tua graça, contemplo seu fulgor e o reflexo de sua luz; me arrebata seu esplendor indescritível; sou empurrado fora de mim enquanto penso em mim mesmo; vejo como era e o que sou agora. Ó prodígio! Estou atento, cheio de respeito para mim mesmo, de reverência e de temor, como se estivesse diante de ti; não sei o que fazer porque a timidez me domina; não sei onde sentar-me, aonde aproximar-me, onde reclinar estes membros que são teus; em que obras ocupar estas surpreendentes maravilhas divinas" (Hinos II, 19-27; cf. Exortação apostólica pos-sinodal "Vita consecrata", n. 20).

Fonte acidigital

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MISSA DE PENTECOSTES: MAGISTÉRIO DE BENTO XVI SOBRE O ESPÍRITO SANTO


PAPA PRESIDE, NO PRÓXIMO DOMINGO, MISSA DE PENTECOSTES: MAGISTÉRIO DE BENTO XVI SOBRE O ESPÍRITO SANTO
Cidade do Vaticano,

- No próximo domingo, dia 31, às 9h30 locais, o papa celebrará, na Basílica de São Pedro, a missa da solenidade de Pentecostes.A Rádio Vaticano estará transmitindo essa celebração ao vivo, via satélite, para todo o Brasil e demais países de língua portuguesa cujas emissoras nos retransmitem, a partir das 4h20 (horário de Brasília).Aproveitamos para repercorrer algumas reflexões de Bento XVI sobre o Espírito Santo e o Pentecostes.Com o evento de Pentecostes, o Espírito Santo supera a ruptura iniciada em Babel, a confusão dos corações, e abre as fronteiras, conduzindo uns aos outros: em seu Magistério, Bento XVI ressalta que o Pentecostes é sinal de comunhão e de um amor mais forte do que as divisões provocadas pelo homem.No dia 15 de maio de 2005, celebrando o Pentecostes pela primeira vez após sua eleição à Cátedra de Pedro, o pontífice advertiu:Sem o Espírito Santo, a Igreja "se reduziria a uma organização meramente humana, sobrecarregada por suas próprias estruturas".Por isso, a Igreja deve sempre olhar para o seu nascimento, para a irrupção surpreendente do vento e do fogo do Cenáculo:"A Igreja deve sempre novamente tornar-se aquilo que já é: deve abrir as fronteiras entre os povos e superar as barreiras entre as classes e as raças. Nela não podem existir nem esquecidos nem desprezados (...) Vento e fogo do Espírito Santo devem, sem cessar, abrir aquelas fronteiras que nós homens continuamos criando entre nós; devemos sempre novamente passar de Babel, do fechamento em nós mesmos, para o Pentecostes."No ano seguinte, o papa se deteve sobre o significado das línguas de fogo que desceram sobre Maria e os Apóstolos, quando se encontravam reunidos em oração: esse evento, afirmou no dia 4 de junho de 2006, sancionou a extensão do antigo Pacto de Deus com Israel a todos os povos da terra:"O Espírito, com o dom das línguas, mostra que a sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem criam sempre divisões, ergue muros de indiferença, de ódio e de violência. O Espírito Santo, pelo contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da autêntica comunicação entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é o Amor.""Recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas": esse versículo dos Atos dos Apóstolos (1, 8) foi escolhido pelo pontífice como tema do XXIII Dia Mundial da Juventude, realizado em Sydnei, na Austrália. No dia 13 de março de 2008, o papa, dirigindo-se aos jovens reunidos em Roma, na proximidade do Domingo de Ramos, falou da alegria que deriva do abrir os corações à misericórdia de Deus, a seu Espírito:"Sejam portadores desta alegria que vem do acolher os dons do Espírito Santo, dando em suas vidas o testemunho dos frutos do Espírito: "amor, alegria, paz, paciência, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão e autodomínio" (Gal 5, 22). Lembrem-se sempre que vocês são "templo do Espírito"; deixem que Ele habite em vocês e obedeçam docilmente às suas indicações, para dar a sua contribuição para a edificação da Igreja (cfr 1 Cor 12, 7) e discernir a qual tipo de vocação o Senhor chama vocês."Dois meses depois, no dia 11 de maio (do ano passado), o papa reiterou: no Pentecostes "torna-se claro que pertencem à Igreja múltiplas línguas e culturas diferentes". Mas a Igreja Católica não é uma federação de Igrejas, é uma só realidade:"Em Pentecostes a Igreja é constituída não por uma vontade humana, mas pela força do Espírito Santo. E logo se mostra como esse Espírito dá vida a uma comunidade que é, ao mesmo tempo, una e universal, superando assim a maldição de Babel (cfr Gn 11, 7-9). De fato, somente o Espírito Santo – que cria unidade no amor e na recíproca aceitação das diversidades – pode libertar a humanidade da constante tentação de uma vontade de potência terrena que tudo quer dominar e tornar uniforme." (RL)

Fonte: RV

quarta-feira, 27 de maio de 2009

PENTECOSTÉS III


Pentecostés

"O Espírito é o único que pode ajudar às pessoas e as comunidades a libertarem-se dos velhos e novos determinismos, guiando-os com a lei do espírito que dá a vida em Cristo Jesus"João Paulo II

O Espírito Santo e a Igreja

A Igreja, comunhão vivente na fé dos apóstolos que ela transmite, é o lugar de nosso conhecimento do Espírito Santo:
Nas Escrituras que Ele inspirou;
Na Tradição, da qual os Padres da Igreja são testemunhas sempre atuais;
No Magistério da Igreja, ao que Ele assiste;
Na liturgia sacramental, através de suas palavras e seus símbolos, onde o Espírito Santo nos põe em comunhão com Cristo;
Na oração na qual Ele intercede por nós;
Nos carismas e ministérios mediante os quais a Igreja é edificada;
Nos sinais de vida apostólica e missionária;
No testemunho dos santos, onde Ele manifesta sua santidade e contínua obra da salvação;
A Igreja reconhece ao Espírito Santo como santificador. O Espírito Santo é força que santifica porque Ele mesmo é "espírito de santidade". A Igreja nascida com a Ressurreição de Cristo, se manifesta ao mundo pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes. Por isso aquele episódio de que "começaram a falar em línguas diferentes", para que todo o mundo conheça e entenda a Verdade anunciada por Cristo em seu Evangelho.
A Igreja não é uma sociedade como outra qualquer; não nasce porque os apóstolos estavam de acordo; nem porque tenham convivido juntos por três anos; nem sequer pelo seu desejo de continuar a obra de Jesus. O que faz e constitui como Igreja a todos aqueles que "estavam juntos no mesmo lugar" (Atos, 2,1), é que "todos ficaram repletos do Espírito Santo" (Atos, 2,4).
Tudo o que a Igreja anuncia, testemunha e celebra é sempre graças ao Espírito Santo. São dois mil anos de trabalho apostólico, com tropeços e avanços, erros e acertos, toda uma história de luta para fazer presente o Reino de Deus entre os homens, que não terminará até o fim do mundo, pois Jesus antes de partir no-lo prometeu: "...eu estarei convosco, todos os dias até o fim do mundo" (Mt, 28,20).

Fonte: acidigital

terça-feira, 26 de maio de 2009

PENTECOSTÉS II



Pentecostés

"O Espírito é o único que pode ajudar às pessoas e as comunidades a libertarem-se dos velhos e novos determinismos, guiando-os com a lei do espírito que dá a vida em Cristo Jesus"João Paulo II



O Espírito Santo e a vida cristã

A partir do Batismo, o Espírito divino habita no cristão como em seu templo. Graças à força do Espírito que habita em nós, o Pai e o Filho vêm também habitar em cada um de nós.

É o Dom do Espírito Santo que:
* Nos eleva e assimila a Deus em nosso ser e em nossas ações;
* Nos permite conhecê-lo e amá-lo;
*Faz com que nos abramos às divinas pessoas e que estas fiquem em nós.

A vida do cristão é uma existência espiritual, uma vida animada e guiada pelo Espírito para a santidade ou perfeição da caridade.Graças ao Espírito Santo e guiado por Ele, o cristão tem a força necessária para lutar contra tudo o que se opõe à vontade de Deus.
Dons

Para que o cristão possa lutar, o Espírito Santo o presenteia com seus sete dons, que são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do Espírito. Estes dons são:
1- Dom da Ciência: é o Dom do Espírito Santo que nos permite aceder ao conhecimento. É a luz invocada pelo cristão para sustentar a fé do batismo.
2- Dom do Conselho: saber decidir com acerto, aconselhar aos outros facilmente e no momento necessário conforme a vontade de Deus.
3- Dom da Fortaleza: é o Dom que o Espírito Santo concede ao fiel, ajuda na perseverança, é uma força sobrenatural.
4- Dom da Inteligência: é o Dom do Espírito Santo que nos leva ao caminho da contemplação, caminho para aproximar-se de Deus.
5- Dom da Piedade: o coração do cristão não deve ser nem frio nem indiferente. O calor na fé e o cumprimento do bem é o Dom da piedade, que o Espírito Santo derrama nas almas.
6- Dom da Sabedoria: é concedido pelo Espírito Santo que nos permite apreciar o que vemos, o que pressentimos da obra divina.
7- Dom do Temor de Deus: é o Dom que nos salva do orgulho, sabendo que devemos tudo à misericórdia divina.

Por outro lado os frutos do Espírito Santo são:
1 Caridade.
2 Alegria.
3 Paz.
4 Paciência.
5 Longanimidade.
6 Bondade.
7 Benignidade.
8 Mansidão.
9 Fé.
10 Modéstia.
11 Continência.
12 Castidade.

Fonte: acidigital

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PENTECOSTÉS - I


Pentecostés

"O Espírito é o único que pode ajudar às pessoas e as comunidades a libertarem-se dos velhos e novos determinismos, guiando-os com a lei do espírito que dá a vida em Cristo Jesus"João Paulo II
Quem é o Espírito Santo?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Espírito Santo é a "Terceira Pessoa da Santíssima Trindade". Quer dizer, havendo um só Deus, existem nele três pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por Jesus em seu Evangelho.
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até sua consumação, quando o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e acolhido como pessoa. O Senhor Jesus no-lo apresenta e se refere a Ele não como uma potência impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com seu próprio atuar e um caráter pessoal.
O Espírito Santo, o Dom de Deus
"Deus é Amor" (Jo 4,8-16) e o Amor que é o primeiro Dom, contém todos os demais. Este amor "Deus o derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5,5).
Poste que morremos, ou ao menos, fomos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do Dom do Amor é a remissão de nossos pecados. A Comunhão com o Espírito Santo, "A graça do Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunicação do Espírito Santo sejam todos vossos" (2Cor 13,13;) é a que, na Igreja, volta a dar ao batizados a semelhança divina perdida com o pecado.
Pelo Espírito Santo nós podemos dizer que "Jesus é o Senhor", quer dizer para entrar em contato com Cristo é necessário Ter sido atraído pelo Espírito Santo.
Mediante o Batismo nos é dado a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio de seu Filho no Espírito Santo. Porque os que são portadores do Espírito de Deus são conduzidos ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver ao Filho de Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se alcança pelo Espírito Santo.
Vida e Fé. O Espírito Santo com sua graça é o "primeiro" que nos desperta na fé e nos inicia na vida nova. Ele é quem nos precede e desperta em nós a fé. Entretanto, é o "último" na revelação das pessoas da Santíssima Trindade.
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo do Desígnio de nossa salvação e até sua consumação. Somente nos "últimos tempos", inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, é quando o Espírito se revela e nos é dado, e é reconhecido e acolhido como Pessoa.
O Paráclito. Palavra do grego "parakletos", o mediador, o defensor, o consolador. Jesus nos apresenta ao Espírito Santo dizendo: "O Pai vos dará outro Paráclito" (Jo 14,16). O advogado defensor é aquele que, pondo-se de parte dos que são culpáveis devido a seus pecados os defende do castigo merecido, os salva do perigo de perder a vida e a salvação eterna. Isto é o que Cristo realizou, e o Espírito Santo é chamado "outro paráclito" porque continua fazendo operante a redenção com a que Cristo nos livrou do pecado e da morte eterna.
Espírito da Verdade: Jesus afirma de si mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6). E ao prometer o Espírito Santo naquele "discurso de despedida" com seus apóstolos na Última Ceia, diz que será quem depois de sua partida, manterá entre os discípulos a mesma verdade que Ele anunciou e revelou.
O Paráclito, é a verdade, como o é Cristo. Os campos de ação em que atua o Espírito Santo são o espírito humano e a história do mundo. A distinção entre a verdade e o erro é o primeiro momento de tal atuação.
Permanecer e atuar na verdade é o problema essencial para os Apóstolos e para os discípulos de Cristo, desde os primeiros anos da Igreja até o final dos tempos, e é o Espírito Santo quem torna possível que a verdade sobre Deus, o homem e seu destino, chegue até nossos dias sem alterações.
Símbolos
O Espírito Santo é representado de diferentes formas:
Água: O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, já que a água se transforma em sinal sacramental do novo nascimento.
Unção: Simboliza a força. A unção com o óleo é sinônimo do Espírito Santo. No sacramento da Confirmação o confirmando é ungido para prepará-lo para ser testemunha de Cristo.
Fogo: Simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito.
Nuvem e Luz: Símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Assim desce sobre a Virgem Maria para "cobri-la com sua sombra" . No monte Tabor, na Transfiguração, no dia da Ascensão; aparece uma sombra e uma nuvem.
Selo: é um símbolo próximo ao da unção. Indica o caráter indelével da unção do Espírito nos sacramentos e falam da consagração do cristão.
A Mão: Mediante a imposição das mãos os Apóstolos e agora os Bispos, transmitem o "Dom do Espírito".
A Pomba: No Batismo de Jesus, o Espírito Santo aparece em forma de pomba e posa sobre Ele.
Fonte: acidigital

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

NOVA FRATERNIDADA FRANCISCANA EM COLATINA - ES - BRASIL


PROVÍNCIA FRANCISCANA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA - SP - BRASIL

Província cria nova fraternidade em Colatina

Dom Décio Zandonade


Por Moacir Beggo


O bispo Dom Décio Zandonade apresenta neste domingo à comunidade de Colatina os frades da Província da Imaculada Conceição que vão formar a nova fraternidade no estado do Espírito Santo. A acolhida de Frei Luiz Flávio Adami Loureiro, Frei Vanilton Aparecido Leme e Frei João Antunes Filho será feita durante a Missa Solene, presidida por Dom Décio, às 9 horas, na Catedral Sagrado Coração de Jesus. O Reitor da Universidade São Francisco e Definidor da Província, Frei Gilberto Garcia, será o representante do Ministro Provincial, Frei Augusto Koenig, e do Governo da Província. A ereção canônica da nova fraternidade, contudo, será feita no dia 31 de outubro, por ocasião do encerramento do Encontro de Revigoramento da Província, em Vila Velha. Frei Gilberto explica que a ereção da nova fraternidade no Espírito Santo coincide com as celebrações dos 450 anos da presença franciscana no estado. Em 1558, o franciscano espanhol Frei Pedro Palácios chegou a Vila Velha e, como eremita, fixou-se no morro onde hoje está o Convento da Penha. Para Frei Augusto, a Província da Imaculada assumirá uma área pastoral, que vai ao encontro do Plano de Evangelização da Província. “Nós estamos muito esperançosos ao abrir a nova fraternidade em Colatina porque poderemos servir à Igreja local na evangelização de uma área carente, prestando a nossa colaboração. Não podemos esconder também o desejo profundo de lançar as redes em novas águas vocacionais. Queremos motivar os frades a ter assim uma atitude de procura vocacional também para arregimentar as nossas frentes de trabalho”, disse o Ministro Provincial. Frei Augusto também lembrou que nesta área estão as clarissas. “O Sr. Bispo, muito gentil, faz questão de que os franciscanos formem em Colatina um centro de espiritualidade franciscana. O argumento é que existe o Mosteiro das Clarissas, estabelecido, a Ordem Terceira, e, com a chegada da Ordem Primeira, creio que poderemos prestar um serviço de assessoria e espiritualidade às irmãs e aos terceiros e, talvez, irradiar o nosso carisma para que o povo também possa usufruir disso”, acrescentou. A nova fraternidade vai assumir uma área pastoral denominada São Vicente de Paula, que é composta por 20 comunidades, sendo 17 originárias da paróquia Sagrado Coração de Jesus, cuja matriz é a Catedral, e três da Paróquia Nossa Senhora da Glória, com sede no Bairro de Vila Lenira. Das 20 comunidades, 13 pertencem à zona rural de Colatina. Na urbana, fazem parte das comunidades de São Vicente de Paula, sede do setor, no bairro São Vicente; Santa Terezinha do Menino Jesus, no Bairro Bela Vista; São Judas Tadeu, no bairro São Judas; Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro Colatina Velha; Santa Bárbara, no bairro IBC; Santa Margarida Maria, no bairro Santa Margarida; e São José, no bairro Barbados. No setor rural, serão atendidas pelos frades as comunidades: Nossa Senhora da Saúde, no Distrito de Baunilha; São João Batista, localidade de São Gabriel de Baunilha; São Paulo Apóstolo, localidade de Cachoeira de Baunilha; Nossa Senhora da Penha, em Pastinho; São Francisco de Assis, em Olho d’Água; Arcanjo Gabriel, em Alto de São Gabriel; Bom Jesus em Bom Jesus; Nossa Senhora Aparecida, em Vila Juquita; São Bento, em Catuá; e Nossa Senhora da Cabeça, em Maria Ortiz.
Os franciscanos da Província da Imaculada, no momento, estão presentes em duas fraternidades no Espírito: no Convento da Penha e no Santuário do Divino Espírito Santo, as duas na cidade de Vila Velha.

O objetivo segundo Dom Décio Zandonade

O objetivo principal dessa nova presença é sempre a evangelização, visando à formação de discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que n’Ele todos tenham vida. Este objetivo se traduz, para o momento da Diocese de Colatina, tendo em vista a presença franciscana, no fortalecimento de um Centro de Espiritualidade Franciscana em nossa cidade. Consideramos a presença do Mosteiro das Irmãs Clarissas um espaço privilegiado para a oração, encontros e retiros, procurando atender a demanda de experiência espiritual cristã para jovens, profissionais liberais ligados à medicina, ao comércio, empresários de pequenas médias e grandes empresas, agentes pastorais e outros. A responsabilidade será das Irmãs Clarissas contando com o apoio da Ordem dos Frades Menores.

Colatina

- Com uma população de 106 mil habitantes, Colatina é uma cidade de 1.439 quilômetros quadrados, sendo 80% na área urbana e 20% na zona rural. Localizada no centro do Estado, a cidade está situada no Vale do Rio Doce, a 135 quilômetros de Vitória, capital do Espírito Santo. Economicamente, goza do privilégio de estar situada numa importante malha viária e ferroviária. Por ela passa a estrada de ferro Vitória-Minas, a BR-259 e a Estadual 080 (Rodovia do Café). Está a 50 quilômetros da BR-101, que corta o país de Norte a Sul . A BR-262, que entra para a região central brasileira, fica a 130 quilômetros.

Fonte: Franciscanos