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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Papa aos mexicanos: converter aquilo que nos está degradando como humanidade


Francisco chega para a celebração - AFP

17/02/2016 23:59 
 
Ciudad Juárez (RV)

- “Há sempre a possibilidade de mudar, estamos a tempo de reagir e transformar, modificar e alterar, converter aquilo que nos está destruindo como povo, o que nos está degradando como humanidade.”
Foi a forte e premente exortação do Papa Francisco na missa celerada esta quarta-feira (17/02) em Ciudad Juárez – norte do México –, cidade que, apesar dos progressos feitos nos últimos anos no combate ao crime organizado, permanece tristemente marcada pela violência.
Foi justamente numa terra marcada por tantos sofrimentos que Francisco quis concluir a sua 12ª viagem apostólica internacional, visita esta na qual – como missionário da misericórdia e da paz – pôde tocar todas as realidades do México, “um grande país”, como ele mesmo o definiu.





A glória de Deus é o homem vivo
A misericórdia anima-nos a olhar o presente e confiar naquilo que, de são e bom, está escondido em cada coração. A misericórdia de Deus é o nosso escudo e a nossa fortaleza”, reiterou Francisco após ter lembrado com Santo Irineu que “a glória de Deus é a vida do homem”.
O livro de Jonas, na primeira leitura – com o episódio de Nínive que se estava autodestruindo em consequência da opressão e degradação, da violência e injustiça –, serviu de moldura ao Santo Padre para evidenciar alguns traços que caracterizam a misericórdia divina.
Ao mover o coração de Jonas, Deus o envia para evidenciar o que estava acontecendo, envia-o para despertar um povo inebriado de si mesmo.
Neste texto, encontramo-nos perante o mistério da misericórdia divina, afirmou o Pontífice:

A misericórdia de Deus aproxima-se e convida à conversão
A misericórdia sempre rejeita o mal, tomando muito a sério o ser humano; sempre faz apelo à bondade adormecida, anestesiada, de cada pessoa. Longe de aniquilar, como muitas vezes pretendemos ou queremos fazê-lo, a misericórdia aproxima-se de cada situação para a transformar a partir de dentro. Isto é precisamente o mistério da misericórdia divina: aproxima-se e convida à conversão, convida ao arrependimento; convida a ver o dano que está a ser causado a todos os níveis. A misericórdia sempre entra no mal para o transformar.”
O apelo de Jonas à conversão encontra homens e mulheres capazes de se arrependerem, capazes de chorar: deplorar a injustiça, deplorar a degradação, deplorar a opressão.
São as lágrimas que podem abrir o caminho à transformação; são as lágrimas que podem abrandar o coração, são as lágrimas que podem purificar o olhar e ajudar a ver a espiral de pecado em que muitas vezes se está enredado. São as lágrimas que conseguem sensibilizar o olhar e a atitude endurecida, e sobretudo adormecida, perante o sofrimento alheio. São as lágrimas que podem gerar uma ruptura capaz de nos abrir à conversão.”
Hoje esta palavra ressoa vigorosamente no meio de nós” – disse Francisco. “Esta palavra é a voz que clama no deserto e nos convida à conversão”, acrescentou.

Pedir a Deus o dom das lágrimas, o dom da conversão
Neste Ano da Misericórdia, disse, “quero implorar convosco neste lugar a divina misericórdia, quero pedir convosco o dom das lágrimas, o dom da conversão.
Com o olhar voltado para a realidade dos nossos dias, o Pontífice foi incisivo:
Aqui em Ciudad Juárez, como noutras áreas fronteiriças, concentram-se milhares de migrantes da América Central e doutros países, sem esquecer tantos mexicanos que procuram também passar para «o outro lado». Uma passagem, um caminho carregado de injustiças terríveis: escravizados, sequestrados, objetos de extorsão, muitos irmãos nossos acabam vítimas do tráfico humano.”

Migração forçada tornou-se fenômeno global
Não podemos negar a crise humanitária que, nos últimos anos, levou à migração de milhares de pessoas. Hoje, esta tragédia humana que é a migração forçada, tornou-se um fenômeno global, prosseguiu o Papa.
Em seguida, ressaltou as chagas sociais que forçam os irmãos e irmãs a partirem:  a pobreza, a violência, o narcotráfico e o crime organizado.
À pobreza que já sofrem, vem juntar-se o sofrimento destas formas de violência”, de cuja espiral é difícil sair:
Uma injustiça que se radicaliza ainda mais contra os jovens: como «carne de canhão», eles veem-se perseguidos e ameaçados quando tentam sair da espiral de violência e do inferno das drogas.”
E que dizer das tantas mulheres à quais se lhes foram injustamente ceifadas a vida! ”, exclamou o Santo Padre, aludindo ao fenômeno que a partir dos anos noventa fez de Ciudad Juárez teatro de violentos homicídios em série contra as mulheres.

Implorar a misericórdia do Pai
Não mais morte nem exploração! Há sempre tempo para mudar, há sempre uma via de saída e uma oportunidade, é sempre tempo para implorar a misericórdia do Pai.”
Francisco reconheceu o trabalho de muitas organizações da sociedade civil em favor dos direitos dos migrantes, e não só:
Estou a par também do trabalho generoso de muitas irmãs religiosas, de religiosos e sacerdotes, de leigos votados ao acompanhamento e à defesa da vida. Prestam ajuda na vanguarda, muitas vezes arriscando a própria vida. Com a sua vida, são profetas de misericórdia, são o coração compreensivo e os pés da Igreja que acompanha, que abre os seus braços e apoia.”
É tempo de conversão, é tempo de salvação, é tempo de misericórdia”: concluiu o Papa Francisco em seu último encontro com os fiéis e peregrinos mexicanos, numa celebração Eucarística presidida na área da Feira de Ciudad Juárez, cujo altar fora montado a 80 metros da fronteira internacional entre México e EUA. (RL)

Fonte RV

Papa aos trabalhadores: lucro e capital não são um bem superior ao homem


Do lado de cima da imagem, migrantes mexicanos nos EUA encontram familiares do outro lado da fronteira - AP

17/02/2016 20:49
 
Ciudad Juárez (RV)
 – Em um discurso no qual afirmou que o México precisa construir verdadeiras e concretas oportunidades de trabalho para os jovens, o Papa recordou que “sempre que a integridade de uma pessoa é violada, de certa forma, a sociedade inteira começa a deteriorar-se”.





No contexto do encontro – na fronteira do México com os Estados Unidos, onde, todos os anos, milhares de migrantes latino-americanos tentam atravessá-la ilegalmente –  o Papa ressaltou que a falta de trabalho gera situações de pobreza.
"E esta pobreza torna-se o terreno favorável para cair na espiral do narcotráfico e da violência. Um luxo que ninguém se pode conceder é deixar só e abandonado o presente e o futuro do México", advertiu.
Como consequência primeira disto, a mentalidade dominante  que “coloca o fluxo de pessoas ao serviço do fluxo de capitais, provocando em muitos casos a exploração dos trabalhadores, como se fossem objetos que se usam e jogam fora”.
Aqui, Francisco pontou às consciências:
“Deus pedirá contas aos escravagistas dos nossos dias, e nós devemos fazer todo o possível para que estas situações não ocorram mais. O fluxo do capital não pode determinar o fluxo e a vida das pessoas”.
Ao destacar o papel da Igreja, que “há de ser uma voz profética que ajuda a não nos perdermos no mar sedutor da ambição”, Francisco afirmou que “a única pretensão da Doutrina Social da Igreja é velar pela integridade das pessoas e das estruturas sociais”.
“Todos devemos lutar para que o trabalho seja uma instância de humanização e de futuro; seja um espaço para construir sociedade e cidadania”, exortou o Pontífice.
Ao discernir sobre o mundo que se quer deixar para as futuras gerações, Francisco propôs uma reflexão:
“Se é sempre bom pensar no que gostaria de deixar aos meus filhos, também é uma boa medida pensar nos filhos dos outros. O que o México quer deixar aos seus filhos?”
Por fim, ao instar o México a fazer escolhas que permitam as futuras gerações “ter na memória  a cultura de um trabalho digno”, em um mundo cujo destino não seja determinado pela competição, Francisco concluiu:
“O lucro e o capital não são um bem superior ao homem, mas estão ao serviço do bem comum. E, quando o bem comum é forçado a estar ao serviço do lucro e o único a ganhar é o capital, a isto chama-se exclusão”. (RB)





***
Íntegra do discurso do Papa

Queridos irmãos e irmãs!
Quis encontrar-me com vocês nesta terra de Juárez, devido à relação especial que esta cidade tem com o mundo do trabalho. Agradeço não só a saudação de boas-vindas e os testemunhos que revelaram suas as ânsias, as alegrias e as esperanças, mas gostaria também de agradecer esta oportunidade de intercâmbio e reflexão.
 Tudo o que pudermos fazer para dialogar, para nos encontrar, para procurar melhores alternativas e oportunidades já é uma conquista que merece apreço e destaque. Obviamente não é suficiente, mas hoje não podemos permitir-nos o luxo de cortar qualquer possibilidade de encontro, discussão, confronto, pesquisa.
Esta é a única maneira que temos de poder construir o amanhã: ir tecendo relações duradouras, capazes de gerar a estrutura necessária para, pouco a pouco, se reconstruir os vínculos sociais consumidos pela falta do mínimo de respeito requerido para uma sadia convivência.
Obrigado e que este encontro sirva para construir futuro, seja uma oportunidade boa para forjar o México que o seu povo e os seus filhos merecem.
Gostaria de falar mais sobre este último aspecto. Hoje encontram-se aqui várias organizações de trabalhadores e representantes de câmaras e associações empresariais.
À primeira vista, poderiam considerar-se antagonistas, mas une-os uma responsabilidade comum: procurar criar oportunidades de trabalho digno e verdadeiramente útil para a sociedade e, sobretudo, para os jovens desta terra.
Um dos maiores flagelos a que estão expostos os jovens mexicanos é a falta de oportunidades de instrução e trabalho sustentável e rentável, que lhes permitam lançar-se na vida; isso gera em muitos casos situações de pobreza.
E esta pobreza torna-se o terreno favorável para cair na espiral do narcotráfico e da violência. Um luxo que ninguém se pode conceder é deixar só e abandonado o presente e o futuro do México.
Infelizmente, o tempo em que vivemos impôs o paradigma da utilidade econômica como princípio das relações pessoais. A mentalidade dominante pretende a maior quantidade possível de lucro, a todo o custo e imediatamente.
Não só provoca a perda da dimensão ética das empresas, mas esquece também que o melhor investimento que se pode fazer é investir no povo, nas pessoas, nas suas famílias. O melhor investimento é criar oportunidades.
A mentalidade dominante coloca o fluxo de pessoas ao serviço do fluxo de capitais, provocando em muitos casos a exploração dos trabalhadores, como se fossem objetos que se usam e jogam fora (cf. Enc. Laudato si’, 123).
Deus pedirá contas aos escravagistas dos nossos dias, e nós devemos fazer todo o possível para que estas situações não ocorram mais. O fluxo do capital não pode determinar o fluxo e a vida das pessoas.
Acontece, não raramente, que a Doutrina Social da Igreja veja as suas propostas colocadas em questão com estas palavras: “Estes pretendem que sejamos organizações de beneficência ou que transformemos as nossas empresas em instituições filantrópicas”.
Mas a única pretensão que tem a Doutrina Social da Igreja é velar pela integridade das pessoas e das estruturas sociais. Sempre que esta integridade, por várias razões, é ameaçada ou reduzida a bem de consumo, a Doutrina Social da Igreja há-de ser uma voz profética que nos ajudará a todos a não nos perdermos no mar sedutor da ambição.
Sempre que a integridade de uma pessoa é violada, de certa forma a sociedade inteira começa a deteriorar-se. E isto não é contra ninguém, mas a favor de todos. Cada sector tem a obrigação de preocupar-se pelo bem de todos; estamos todos no mesmo barco.
Todos devemos lutar para que o trabalho seja uma instância de humanização e de futuro; seja um espaço para construir sociedade e cidadania. Esta atitude não só cria uma melhoria imediata, mas, a longo prazo, tornar-se-á uma cultura capaz de promover espaços dignos para todos. Esta cultura, nascida muitas vezes de tensões, vai gerando um novo estilo de relações, um novo tipo de nação.
Filhos
Que mundo queremos deixar aos nossos filhos? Nisto, julgo que a grande maioria está de acordo. Eles são precisamente o nosso horizonte, são a nossa meta: por eles, hoje, devemos unir-nos e trabalhar. Se é sempre bom pensar no que gostaria de deixar aos meus filhos, também é uma boa medida pensar nos filhos dos outros.
O que o México quer deixar aos seus filhos? Quer deixar-lhes uma recordação de exploração, de salários insuficientes, de pressão laboral? Ou deixar-lhes na memória a cultura de um trabalho digno, um teto decente e terra para trabalhar?
Em qual cultura queremos ver nascer aqueles que virão depois de nós? Que atmosfera vão respirar? Um ar contaminado pela corrupção, a violência, a insegurança e desconfiança ou, pelo contrário, um ar capaz de gerar alternativas, gerar renovação e mudança?
Sei que aquilo que proponho não é fácil, mas sei também que é pior deixar o futuro nas mãos da corrupção, da brutalidade, da falta de equidade. Sei que muitas vezes, em uma negociação, não é fácil harmonizar todas as partes, mas sei também que é pior e acaba por fazer um dano maior a falta de negociação e a falta de avaliação.
Sei que não é fácil viver de acordo em um mundo cada vez mais competitivo, mas é pior deixar que o mundo competitivo acabe por determinar o destino dos povos. O lucro e o capital não são um bem superior ao homem, mas estão ao serviço do bem comum. E, quando o bem comum é forçado a estar ao serviço do lucro e o único a ganhar é o capital, a isto chama-se exclusão.
Comecei agradecendo vocês a oportunidade de estar juntos, agora quero convidar todos a sonhar o México, a construir o México que os seus filhos merecem; um México, onde não haja pessoas de primeira, segunda ou quarta classe, mas um México que saiba reconhecer no outro a dignidade de filho de Deus. A Guadalupana, que Se manifestou a Juan Diego demonstrando como os que aparentemente não contam sejam as suas testemunhas privilegiadas, vos ajude e acompanhe nesta construção.

Fonte RV

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Papa Francisco se despede do México

Papa na despedida do México: "sinal de um novo amanhecer



Homem levanta bandeira do México - OSS_ROM

17/02/2016 23:59

Ciudad Juarez (RV)
 – Após celebrar a missa de encerramento de sua viagem apostólica ao México, pouco antes de embarcar de volta ao Vaticano, Francisco pronunciou seu último discurso em terras mexicanas.
“É o momento de dar graças a Nosso Senhor por me ter permitido esta visita ao México”, disse o Papa.
“Não quero partir sem agradecer o esforço de quantos tornaram possível esta peregrinação... a todos aqueles que colaboraram, de várias maneiras, para esta visita pastoral. A tantos servidores anônimos que, no silêncio, deram o seu melhor para que estes dias fossem uma festa de família, obrigado!”, acrescentou.
Afirmando que sentiu-se acolhido ao ser recebido com carinho e festa, demonstração da esperança da grande família mexicana, o Papa agradeceu os mexicanos por terem aberto as portas das suas vidas durante a visita, e citou o poeta mexicano Octávio Paz:
“Sou homem: duro pouco e é enorme a noite.
Mas olho para o alto: as estrelas escrevem.
Sem entender, compreendo: também sou escritura
e, neste mesmo instante, alguém me está decifrando”
(«Un sol más vivo»: Antología poética, México 2014, 268).
 
Esperança no amanhã
Diante do poema, Francisco refletiu:
“Valendo-me destas estupendas palavras, ouso sugerir que aquele que nos decifra e traça o caminho é a presença misteriosa mas real de Deus na carne concreta de todas as pessoas, especialmente dos mais pobres e necessitados do México”.
Ao concluir, ainda inspirado nas palavras do poeta, o Pontífice falou de sua certeza em ver Deus que caminha ao lado dos mexicanos.
“Há tantas luzes que anunciam esperança; pude ver, em muitos dos seus testemunhos, em muitos dos seus rostos, a presença de Deus que continua a caminhar nesta terra guiando-os e sustentando a esperança; muitos homens e mulheres, com o seu esforço de cada dia, tornam possível que esta sociedade mexicana não fique às escuras.  São profetas do amanhã, são sinal de um novo amanhecer”. (RB)

 

 
Fonte RV

Papa aos jovens: não sejam mercadoria do narcotráfico


Encontro com os jovens em Morelia, México - RV

17/02/2016 08:06




Na tarde do dia 16 de fevereiro o Papa Francisco esteve com os jovens do México na cidade de Morelia, no Estádio “José María Morelos y Pavón”. O Santo Padre afirmou que Jesus é a esperança, denunciou a pobreza e a marginalização e declarou que os jovens são a riqueza do México.
Num ambiente de profunda emoção, música e alegria, os jovens receberam o Santo Padre em delírio apresentando os seus testemunhos que versaram os temas da família, da paz, do compromisso e da esperança.
A todos o Papa ouviu e foi tomando os seus apontamentos. Na sua intervenção o Santo Padre foi muito claro na sua mensagem de esperança aos jovens mexicanos dizendo-lhes que eles são “a riqueza do México”.
Os jovens eram mais de 50 mil e ouviram o Papa Francisco denunciar os tentáculos do narcotráfico e das organizações criminosas que semeiam o terror. Porque “é mentira que a única forma possível de viver, de poder ser jovem, seja deixar a vida nas mãos do narcotráfico ou de todos aqueles que a única coisa que fazem é semear destruição e morte. Isso é mentira e dizemo-lo nas mãos de Jesus” – declarou o Papa.
No entanto, “é difícil sentir-se a riqueza duma nação, quando não se tem oportunidades de trabalho digno, possibilidades de estudo e formação, quando não se sentem reconhecidos os direitos” – recordou o Papa Francisco que evidenciou que a única forma que os jovens têm de viver no México não pode ser a pobreza e a marginalização de oportunidades, de espaços, de formação, de educação e de esperança.
E a esperança pode estar ameaçada quando fazem crer aos jovens de que basta ter dinheiro para comprar “roupas de marca, do último grito da moda” e que “são importantes por terem dinheiro” – disse o Santo Padre que referiu o perigo de os jovens deixarem-se tratar como mercadoria.
O antídoto oferecido pelo Papa à juventude para que não se deixe roubar a esperança, mesmo quando tudo parece estar perdido, é Jesus! Sentir o amor de Cristo que revela o que há de melhor em nós e que não nos deixa caídos:
“O triunfo não está em não cair, mas em não permanecer caído. Essa é a arte! E quem é o único que te pode agarrar a mão para que não permaneças caído? É Jesus, é o único!”
No seu discurso o Papa Francisco sublinhou ainda que para a “construção de uma grande nação” é fundamental que os jovens “nunca deixem de lado a família”.
No final do encontro, num belo momento de música, som e cenografia, os jovens ergueram uma mega cruz no centro do Estádio.
O Papa Francisco a todos deu a sua bênção, tendo saudado, pessoalmente, os mais debilitados e doentes que se encontravam nas primeiras filas junto ao Santo Padre.
Francisco deixou Morelia e regressou à Cidade do México.

Fonte RV

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Papa Francisco em Morelia

Papa na missa em Morelia: não nos deixeis cair na tentação da resignação

Papa Francisco celebra missa no Estádio "Venustiano Carranza" de Morelia, centro do México - EPA
16/02/2016 17:30
Morelia (RV)
 
 - “Não nos deixeis cair na tentação da resignação”: foi a oração à qual o Papa Francisco convidou os sacerdotes, religiosos, religiosas, consagrados e seminaristas, na missa celebrada no Estádio "Venustiano Carranza" em Morélia – centro do México –, em seu quinto dia em terras mexicanas.
Num encontro muito aguardado, o Santo Padre dedicou sua reflexão, em parte, à necessidade de reagir às adversidades diante de uma realidade que parece insuperável.
 
Diante das adversidades, vencer a tentação da resignação
 
“Uma das tentações que nos assalta, uma das tentações que surge não só de contemplar a realidade, mas também de viver nela… sabeis qual pode ser?” – perguntou o Pontífice.
Qual é a tentação que nos pode vir de ambientes dominados muitas vezes pela violência, a corrupção, o tráfico de drogas, o desprezo pela dignidade da pessoa, a indiferença perante o sofrimento e a precariedade? – insistiu Francisco.
À vista desta realidade que parece ter-se tornado um sistema irremovível, qual é a tentação que repetidamente nos vem? Acho que poderemos resumi-la com a palavra resignação. À vista desta realidade, pode vencer-nos uma das armas preferidas do demônio: a resignação.”
“Uma resignação que nos paralisa e impede não só de caminhar, mas também de abrir caminho; uma resignação que não só nos atemoriza, mas também nos entrincheira nas nossas «sacristias» e seguranças aparentes; uma resignação que não só nos impede de anunciar, mas impede-nos também de louvar; uma resignação que nos impede não só de projetar, mas também de arriscar e transformar.”
 
A oração na vida sacerdotal e religiosa
 
O Papa havia iniciado a homilia refletindo sobre a oração na vida sacerdotal e religiosa, na vida dos consagrados em geral:
“Há um aforisma que recita assim: «Diz-me como rezas e dir-te-ei como vives, diz-me como vives e dir-te-ei como rezas»; porque, mostrando-me como rezas, aprenderei a descobrir o Deus vivo e, mostrando-me como vives, aprenderei a acreditar no Deus a quem rezas, pois a nossa vida fala da oração e a oração fala da nossa vida, e a nossa vida fala na oração e a oração fala na nossa vida. Aprende-se a rezar, como se aprende a caminhar, a falar, a escutar. A escola da oração é a escola da vida, e a escola da vida é o lugar onde fazemos escola de oração.”
 
Jesus mostrou o que significa ser Filho de Deus
 
Dirigindo-se aos consagrados, Francisco ressaltou que Jesus quis introduzir os seus no mistério da Vida. Ele mostrou-lhes que significa ser Filho Deus.
No seu olhar, no seu caminhar, fê-los experimentar a força, a novidade de dizer: «Pai Nosso». Em Jesus, esta expressão não tem o sabor velho da rotina ou da repetição; pelo contrário, sabe a vida, a experiência, a autenticidade. Ele soube viver rezando e rezar vivendo, ao dizer: Pai Nosso.
 
O primeiro chamado que Jesus fez aos seus
 
Dito isso, o Santo Padre frisou que hoje o Mestre nos convida a fazer o mesmo, e lembrou qual foi o primeiro chamado que Jesus fez aos seus:
“O nosso primeiro chamado é para fazer experiência deste amor misericordioso do Pai na nossa vida, na nossa história. O primeiro chamado que Jesus nos fez foi para nos introduzir nesta nova dinâmica do amor, da filiação. O nosso primeiro chamado é para aprender a dizer «Pai Nosso», dizer Abbá.”
Jesus chamou-nos para participar na sua vida, na vida divina: Ai de nós, se não a compartilharmos! Ai de nós, se não formos testemunhas do que vimos e ouvimos! Ai de nós! – advertiu o Papa.
 
Dizer com a nossa vida Pai Nosso
 
Em que consiste a missão senão em dizer com a nossa vida: Pai Nosso? – perguntou Francisco. É a este Pai Nosso que nos dirigimos todos os dias rezando:
“Não nos deixeis cair em tentação. Fê-lo o próprio Jesus. Rezou para que nós, seus discípulos – de ontem e de hoje –, não caíssemos em tentação.”
 
Nos momentos de tentação revisitar a memória
 
“Nos momentos de tentação, faz-nos muito bem apelar para a nossa memória. Ajuda-nos muito considerar a «madeira» de que fomos feitos. Não começou tudo conosco, nem acabará tudo conosco”, observou Francisco, “por isso, faz-nos bem recuperar a recordação da história que nos trouxe até aqui”, acrescentou.
Concluindo sua reflexão, o Papa quis lembrar um grande evangelizador daquelas terras, o primeiro bispo de Michoacán, Vasco Vásquez de Quiroga, também conhecido como Tato Vasco, “o espanhol que se fez índio”.
“Revisitando a memória, não podemos esquecer-nos de alguém que amou tanto este lugar, que se fez filho desta terra. Alguém que pôde dizer de si mesmo: «Tiraram-me da magistratura para me porem na plenitude do sacerdócio por mérito dos meus pecados. A mim, inútil e completamente inábil para a execução de tão grande empreendimento; a mim, que não sabia remar, elegeram-me primeiro bispo de Michoacán».”
Francisco citou-o qual evangelizador que não se deixou resignar diante das adversidades vividas pelos índios Purhépechas:
“A realidade vivida pelos índios Purhépechas – que ele descreve como «vendidos, vexados e errando pelos mercados recolhendo os restos que se jogavam fora» –, longe de o fazer cair na tentação do torpor e da resignação, moveu a sua fé, moveu a sua vida, moveu a sua compaixão e estimulou-o a realizar várias iniciativas que permitissem «respirar» no meio desta realidade tão paralisante e injusta. A amargura do sofrimento dos seus irmãos fez-se oração e a oração fez-se resposta concreta. Isto valeu-lhe, entre os índios, o nome de «Tata Vasco» que, na língua purhépechas, significa «papai».”
“Não nos deixeis cair na tentação da resignação, não nos deixeis cair na tentação da perda da memória, não nos deixeis cair na tentação de nos esquecermos dos nossos maiores que nos ensinaram, com a sua vida, a dizer: Pai Nosso”, concluiu o Papa Francisco.
 
Fonte RV

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Francisco em Ecatepec: Quaresma, tempo de desmascarar tentações


Francisco durante a homilia: orgulho é a pior tentação - AFP

14/02/2016 19:15  

Ecatepec (RV)

- Na segunda missa da Viagem Apostólica ao México, em Ecatepec, Francisco afirmou que a Quaresma é tempo de desmascarar três tentações: a riqueza, a vaidade e a pior delas - advertiu o Papa - orgulho. Recorrendo ao Evangelho, Francisco pediu que todos prestem atenção a não "tentar dialogar com o demônio", porque este vence sempre.


 
"Até que ponto nos acostumamos a um estilo de vida que considera a riqueza, a vaidade e o orgulho como a fonte e a força de vida?"
Na quarta-feira passada, começamos o tempo litúrgico da Quaresma; nele, a Igreja convida-nos a preparar-nos para a celebração da grande festa da Páscoa. É um tempo especial para lembrar o dom do nosso Batismo, quando fomos feitos filhos de Deus.
A Igreja convida-nos a reavivar o dom recebido para não o deixar cair no esquecimento como algo passado ou guardado em uma “caixa de recordações”.




Filhos do Pai

Este tempo de Quaresma é uma boa ocasião para recuperar a alegria e a esperança de nos sentirmos filhos amados do Pai. Este Pai que nos espera para nos livrar do cansaço, da apatia, da desconfiança e revestir-nos com a dignidade que só um verdadeiro pai e uma verdadeira mãe sabem dar aos seus filhos, as vestes que nascem da ternura e do amor.
O nosso Pai é pai de uma grande família: é Pai nosso. Sabe ter um amor, mas não gerar e criar “filhos únicos”. É um Deus que Se entende de família, de fraternidade, de pão partido e partilhado. É o Deus do “Pai Nosso”, não do “meu pai e padrinho de vocês».
Em cada um de nós, está inscrito, vive aquele sonho de Deus que voltamos a celebrar em cada Páscoa, em cada Eucaristia: somos filhos de Deus. Um sonho vivido por muitos irmãos nossos ao longo da história. Um sonho testemunhado pelo sangue de tantos mártires de ontem e de hoje.

Conversão

Quaresma: tempo de conversão, porque experimentamos na vida de todos os dias como tal sonho se encontra continuamente ameaçado pelo pai da mentira, por aquele que quer nos separar, gerando uma sociedade dividida e conflituosa, uma sociedade de poucos e para poucos.
Quantas vezes experimentamos na nossa própria carne ou na carne da nossa família, na dos nossos amigos ou vizinhos a amargura que nasce de não sentir reconhecida esta dignidade que todos trazemos dentro.
Quantas vezes tivemos de chorar e arrepender-nos, porque nos demos conta de não ter reconhecido tal dignidade nos outros. Quantas vezes – digo-o com tristeza – permanecemos cegos e insensíveis perante a falta de reconhecimento da dignidade própria e alheia.

Harmonização

Quaresma: tempo para regular os sentidos, abrir os olhos para tantas injustiças que atentam diretamente contra o sonho e o projeto de Deus. Tempo para desmascarar aquelas três grandes formas de tentação que rompem, fazem em pedaços a imagem que Deus quis plasmar.
Três tentações de Cristo... Três tentações do cristão que procuram arruinar a verdade a que fomos chamados. Três tentações que visam degradar e nos degradar.
1. A riqueza, apropriando-nos de bens que foram dados para todos, usando-os só para mim ou para “os meus”. É conseguir o pão com o suor alheio ou até com a vida alheia. Tal riqueza é pão que tem gosto de tristeza, de amargura e de sofrimento. Em uma família ou em uma sociedade corrupta, é o pão que se dá aos próprios filhos.
2. A vaidade: a busca de prestígio baseada na desqualificação contínua e constante daqueles que “não são ninguém”. A busca exacerbada daqueles cinco minutos de fama que não perdoa a “fama” dos outros. E, “alegrando-se com a desgraça alheia”, abre-se caminho à terceira tentação – a pior: o orgulho.
3. O orgulho, ou seja, colocar-se em um plano de superioridade de qualquer tipo, sentindo que não se partilha “a vida comum dos mortais” e rezando todos os dias: “Obrigado, Senhor, porque não me fizestes como eles”.

Três tentações de Cristo... Três tentações que o cristão enfrenta diariamente. Três tentações que procuram degradar, destruir e tirar a alegria e o frescor do Evangelho; que nos fecham em um círculo de destruição e pecado.

Por isso vale a pena perguntarmo-nos: Até que ponto estamos conscientes destas tentações na nossa vida, em nós mesmos?
Até que ponto nos acostumamos a um estilo de vida que considera a riqueza, a vaidade e o orgulho como a fonte e a força de vida?
Até que ponto estamos convencidos de que cuidar do outro, preocupar-nos e ocupar-nos com o pão, o bom nome e a dignidade dos outros seja fonte de alegria e de esperança?

Escolhemos Cristo

Escolhemos, não o diabo, mas Jesus;

Se recordarmos do que escutamos no Evangelho, veremos que Jesus não contesta o demônio com nenhuma palavra própria e sim com as palavras de Deus, com as palavras da Escritura porque, irmãos e irmãs, tenhamos em nossas mentes, com o demônio não se dialoga, não se pode dialogar porque ele vai vencer sempre. Somente a força da Palavra de Deus pode derrotá-lo. Escolhemos Cristo, não o demônio.

Queremos seguir os Seus passos, mas sabemos que não é fácil. Sabemos o que significa ser seduzidos pelo dinheiro, a fama e o poder.
Por isso, a Igreja oferece-nos este tempo da Quaresma, convida-nos à conversão com uma única certeza: Ele está à nossa espera e quer curar o nosso coração de tudo aquilo que o degrada, degradando-se ou degradando.

Misericórdia

É o Deus que tem um nome: misericórdia. O seu nome é a nossa riqueza, o seu nome é a nossa fama, o seu nome é o nosso poder. E é no seu nome que repomos a nossa confiança, como diz o Salmo: “Vós sois o meu Deus, em Vós confio”. Podemos repetir isto juntos: “Vós sois o meu Deus, em Vós confio”.
Que, nesta Eucaristia, o Espírito Santo renove em nós a certeza de que o seu nome é misericórdia e nos faça experimentar, em cada dia, que “o Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus”, sabendo que com Ele e n’Ele “renasce sem cessar a alegria” (Exort. ap. Evangelii gaudium, 1).



Fonte RV
 

Papa Francisco em Ecatepec

Angelus em Ecatepec: criar oportunidades para um México de vanguarda


Idosa na missa em Ecatepec: Papa pediu mais oportunidades aos mexicanos - AFP

14/02/2016 20:15  

Ecatepec (RV) – Ao final da Missa em Ecatepec, a segunda celebrada pelo Papa no México, neste domingo (14/02), Francisco exortou os mexicanos a recordarem dos sofrimentos do passado para construírem oportunidades para um país melhor, de vanguarda.



Citando Paulo VI, Francisco defendeu um México capaz de dar emprego e cultura ao seu próprio povo, para que seja uma nação “que não tenha de chorar homens e mulheres, jovens e crianças que acabam destruídos nas mãos dos traficantes da morte”.



Abaixo, a íntegra da alocução de Francisco.
***

Queridos irmãos!
Na primeira leitura deste domingo, Moisés recomenda ao povo: no momento da colheita, no momento da abundância, no momento das primícias, não te esqueças das tuas origens.
A ação de graças nasce e cresce em uma pessoa e em um povo que seja capaz de recordar: tem as suas raízes no passado que, entre luzes e sombras, gerou o presente.
No momento em que podemos dar graças a Deus porque a terra deu o seu fruto e assim é possível fazer o pão, Moisés convida o seu povo a fazer memória enumerando as situações difíceis pelas quais teve de passar (cf. Dt 26, 5-11).
Neste dia, neste dia de festa, podemos celebrar o Senhor que foi tão bom para conosco. Damos graças pela oportunidade de estarmos reunidos para apresentar ao Pai Bom as primícias dos nossos filhos e netos, dos nossos sonhos e projetos; as primícias das nossas culturas, das nossas línguas e tradições; as primícias do nosso compromisso...
Quanto tiveram de enfrentar, cada um de vocês, para chegar aqui! Quanto tiveram de “caminhar” para fazer deste dia uma festa, uma ação de graças! E quanto caminharam outros que não puderam chegar, mas, graças a eles, pudemos continuar em frente.
Hoje, seguindo o convite de Moisés, queremos como povo fazer memória, queremos ser povo com a memória viva da passagem de Deus por meio do seu povo, no seu povo. Queremos olhar os nossos filhos, sabendo que herdarão não só uma terra, uma língua, uma cultura e uma tradição, mas sobretudo herdarão o fruto vivo da fé que recorda a passagem certa de Deus por esta terra; a certeza da sua proximidade e solidariedade. Uma certeza que nos ajuda a levantar a cabeça e, com vivo desejo, esperar a aurora.
Também eu me uno com vocês à esta memória agradecida, a esta recordação viva da passagem de Deus em nossas vidas.
Olhando os seus filhos, tenho vontade de repetir as palavras que um dia o Beato Paulo VI dirigiu ao povo mexicano:
“Um cristão não pode deixar de manifestar a sua solidariedade e de dar o melhor de si mesmo, para resolver a situação daqueles a quem ainda não chegou o pão da cultura ou a oportunidade de encontrar um trabalho honrado (...), não pode ficar insensível enquanto as novas gerações não encontrarem o caminho para realizar as suas legítimas aspirações”.
E continua com um convite a estar “sempre na vanguarda em todos os esforços (…) para melhorar a situação daqueles que padecem necessidade”, a ver “em cada homem um irmão e, em cada irmão, a Cristo” (Rádio mensagem no 75º aniversário da coroação de N.S. de Guadalupe, 12 de Outubro de 1970).
Desejo convidar-nos novamente hoje a estar na vanguarda, a “primeirear” em todas as iniciativas que possam ajudar a fazer desta abençoada terra mexicana uma terra de oportunidades;
onde não haja necessidade de emigrar para sonhar; onde não haja necessidade de se deixar explorar para ter emprego; onde não haja necessidade de fazer do desespero e da pobreza de muitos ocasião para o oportunismo de poucos.
Uma terra que não tenha de chorar homens e mulheres, jovens e crianças que acabam destruídos nas mãos dos traficantes da morte.
Esta terra tem o sabor da «Guadalupana», Aquela que sempre nos precedeu no amor; digamos-Lhe: Virgem Santa, “ajudai-nos a brilhar com o testemunho da comunhão, do serviço, da fé ardente e generosa, da justiça e do amor aos pobres, para que a alegria do Evangelho chegue até aos confins da terra e nenhuma periferia fique privada da sua luz” (Exort. ap. Evangelii gaudium, 288).

Fonte RV

sábado, 13 de fevereiro de 2016

PAPA FRANCISCO NO MÉXICO

Papa Francisco em terras mexicanas: chegou o missionário da paz


Papa Francisco recebido pelo Presidente mexicano Enrique Peña Nieto - AFP

13/02/2016 03:07

Cidade do México (RV) – O Papa Francisco encontra-se em território mexicano desde o início da noite desta sexta-feira, quando foi recebido no Aeroporto Internacional Benito Juárez de Cidade do México pelo presidente do país Enrique Peña Nieto e pela primeira-dama. Uma acolhida oficial mas informal sem uma cerimônia protocolar nem discursos.
 
 
Antes da chegada do Papa, diante de uma multidão de pessoas em arquibancadas construídas para o evento, grupos musicais mexicanos narraram com suas músicas e vestidos típicos a história da tradição folclórica do país. Espetáculo que se repetiu depois diante do Papa. Aos gritos a multidão presente pediu a benção de Francisco que como pai amoroso concedeu. Uma recepção digna da alegria do povo mexicano.
Depois a transferência para a sede da Nunciatura Apostólica, onde será a residência de Francisco nos próximos dias.
Pelas ruas de Cidade do México Francisco recebeu o amor e o carinho de tantas pessoas que desde o início da tarde se posicionaram nas calçadas para, saudar e por um momento ver o “missionário da paz”, que vem confirmá-los na fé. Entusiamos que se misturaram com os gritos de viva o Papa, "bienvenido" Santo Padre. A cidade se transformou com a chegada do Papa. Apesar de ruas fechadas em uma das cidades com o pior trânsito do mundo, o povo estava feliz em ter em sua casa Papa Francisco.
Os mexicanos receberam o Papa com um abraço luminoso. De fato, formaram a maior ‘corrente’ de smartphones iluminados da história, um corredor de luzes do aeroporto da cidade até a Nunciatura Apostólica. Quem não tinha celular usou pequenas lanternas. Foi o “muro de luzes e de orações” de 19 km.
Os sinos da catedral de Cidade do México também tocaram nesta sexta-feira em festa durante duas horas sem interrupção por 80 voluntários que se alternaram, anunciando a chegada de Francisco; entre os sinos o mais famoso da cidade, chamado “Dona Maria”.
Na manhã deste sábado a cerimônia de boas-vindas no Palácio Nacional, onde Francisco será recebido com honras de chefe de Estado. Depois a visita de cortesia ao presidente e o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático. Em seguida a transferência para a catedral da cidade dedicada à Assunção de Nossa Senhora. Um edifício construído com pedras vulcânicas. O lugar era ocupado por um templo dedicado à divindade azteca Xipe. Hernán Cortés fez constuir uma igreja no lugar com o material recuperado de antigos templos. Na Catedral o Papa Francisco manterá um encontro com os bispos do México. Momentos antes o Santo Padre será recebido diante dos portões da Catedral pelo chefe de governo do local que lhe entregará as Chaves da Cidade. A Praça diante da Catedral, conhecida também como “Zócalo”, pode acolher cerca de 80 mil pessoas.
Ainda neste sábado, no final da tarde o Papa vai até a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, coração da religiosidade mexicana onde celebrará a Santa Missa. Após a celebração um momento de oração em privado no “Camarín”, lugar onde é conservada a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe.
Os próximos dias a agenda nacional mexicana se concentrará na visita do Papa Francisco e no impacto de sua mensagem ao povo mexicano, mesmo sendo um estado leigo. As expectativas sobre os seus discursos públicos certamente concentrarão a atenção de uma sociedade muito religiosa, mas ao mesmo tempo muito secularizada, que partilha as interrogações feitas por Francisco. Um líder religioso que se aproxima das preocupações das pessoas, que adverte para uma “guerra mundial em pedaços” e denuncia os pecados da pobreza e da corrupção.
A pergunta que todos fazem hoje aqui é: o que Francisco vai dizer ao México? Como os mexicamos vão receber suas palavras.
O seu itinerário por lugares emblemáticos de males nacionais é ao mesmo tempo um confronto com problemas que dizem respeito diretamente ao povo e ao seu desânimo em relação à justiça, às instituições e à própria convivência. As palavras de Francisco ajudarão como bálsamo para o desânimo? Despertará novos impulsos em uma sociedade que procurar crescer em todos os setores? A resposta dos mexicanos é sim.
Os lugares que Francisco irá tocar nos próximos dias dizem respeito às grandes preocupações e esperanças dos mexicanos. O tema central da visita “Missionário da misericódia e paz” gira em torno a perguntas sobre como recuperar a paz em um país que vive – como destacou nos dias passados a imprensa local – “o seu pedaço de guerra”. O questionamento da violência, da corrupção, do tráfico de drogas, a migração.
A imprensa internacional descreve a viagem como uma viagem difícil pois tocará lugares complicados. Estará em Ecatepec, onde poderá ver face a face uma das áreas mais violentas do país e com o mais elevado índice de feminicidios e mulheres desaparecidas. Ciudade Juárez onde a Corte Internacional dos Direitos Humanos e emitiu sentenças contra o país por causa das “mortes de Juárez”. Irá a Michocán que é uma das áreas mais “quentes” da guerra contra o narcotráfico. Também visitará Chiapas que desde os anos 90 emergiu como referente da marginalização e exclusão da população indígena com a insurreição “zapatista”. No norte do país, numa “missa binacional” poderá apalpar a problemática da migração, de crimes e do tráfico de pessoas.
São lugares representativos dos fragmentos de “guerra”, afirma a imprensa local.
Os mexicanos esperam muito desta visita de Francisco, suas palavras e gestos. Certamente o “Papa latino-americano” não irá depecioná-los.  
Dos estúdios da Rádio Vaticano, Cidade do México, Silvonei José.
Fonte RV

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

PAPA FRANCISCO VISITARÁ A COLOMBIA EM 2017

Papa em viagem rumo a Cuba e México. Em 2017, irá à Colômbia


Papa durante o voo - AFP

12/02/2016 14:18

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco iniciou, nesta sexta-feira (12/02), sua 12ª viagem Apostólica internacional que o leva ao México.


 
O Santo Padre está indo em direção a Cuba, onde se encontrará, em Havana, com o Patriarca de Moscou e de Todas as Rússias, Kirill. Depois o pontífice segue para o México onde permanecerá até o próximo dia 17.
Colômbia
  
No avião, Francisco saudou os jornalistas do voo papal, que são cerca de 76, dentre os quais dez mexicanos, destacando o desejo de encontrar o Patriarca Kirill e o povo mexicano. Conversando com um jornalista colombiano, o Papa disse que, em 2017, irá à Colômbia para a assinatura dos acordos de paz entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, abriu o encontro dando as boas-vindas ao Papa entre os jornalistas.
“Sabemos que o senhor desejou muito esta viagem tanto pelo encontro com o Patriarca quanto pelo encontro com o povo mexicano. Preparamo-nos para grandes emoções e momentos históricos. Estamos com o senhor para fazer o nosso serviço de difundir a Palavra de Deus e suas palavras”, disse o porta-voz vaticano.
A seguir, o Papa tomou a palavra e agradeceu aos jornalistas pelo trabalho que irão fazer.
O pontífice disse que no início da Audiência Geral desta quarta-feira, a jornalista mexicana Valentina Alazraki, decana dos vaticanistas, o esperava para fazer-lhe entrar no túnel do tempo com os filmes de Cantinflas, ator e humorista mexicano. “Assim, entrei no México pela porta de Cantinflas que nos faz rir”, frisou Francisco.
Devoção
A seguir disse: “O meu maior desejo é deter-me diante de Nossa Senhora de Guadalupe, aquele mistério que se estuda, estuda e estuda e não existe explicações humanas. Até mesmo o estudo mais científico afirma: ‘Isso é coisa de Deus’. É isso que faz os mexicanos dizerem: ‘Eu sou ateu, mas sou guadalupano’. Alguns mexicanos, nem todos são ateus”, sublinhou.
O Papa comunicou aos jornalistas que esta é a última viagem do Dr. Alberto Gasbarri como organizador das viagens pontifícias.
“Ele trabalha no Vaticano há 47 anos. Começou a trabalhar aos 3 ou 4 anos! São 37 anos que realiza as viagens. Digo isso para que nesses dias possamos expressar a nossa gratidão a ele pensando numa festa aqui, na volta, ok?”, disse Francisco. O Papa apresentou o novo encarregado das viagens que é o Mons. Mauricio Rueda.
Chapéu mexicano
Depois do Papa tomou a palavra a jornalista mexicana Valentina Alazraki, correspondente em Roma de ‘Televisa’ que doou ao pontífice um 'sombrero', típico chapéu mexicano, para que Francisco se proteja do sol e se sinta mexicano.
“O primeiro eu doei a João Paulo II, 37 anos atrás. Depois ele fez uma coleção, pois foi ao México cinco vezes. O Papa Bento XVI usou o 'sombrero' em Guanajuato e disse que se sentia mexicano. Agora, é a sua vez”, disse ao pontífice.
Segundo a jornalista, o "sombrero" dado a Francisco veio de Cuba, presente de uma família mexicana que não conseguiu entregar o chapéu ao Papa durante sua viagem ao país, em setembro do ano passado.
“Eu prometi entregar ao senhor, caso teria mantido a promessa de ir ao México. O que não imaginava é que o 'sombrero' voltasse a Cuba. Esta foi uma surpresa”, disse ainda Valentina.
O encontro entre o Papa e os jornalistas durou 40 minutos. (MJ)

Fonte: RV

PAPA FRANCISCO NO MÉXICO

Papa Francisco inicia a 12ª Viagem Apostólica de seu pontificado


Antes do México, o Papa encontrará o Patriarca Kirill em Havana - REUTERS

12/02/2016 08:18
 
Cidade do Vaticano (RV) -

Às 8h25min desta sexta-feira, com 40 minutos de atraso, o Papa Francisco deu início à 12ª Viagem Apostólica internacional de seu pontificado. Com destino à Cidade do México, o Papa fará uma breve escala no Aeroporto Internacional de Havana, para um histórico encontro com o Patriarca Ortodoxo Russo Kirill, que realiza uma viagem pela América Latina até 22 de fevereiro.



Sob um rígido esquema de segurança, que incluiu o sobrevoo de um helicóptero da Polícia, o Pontífice chegou ao Aeroporto Fiumicino às 7h39, a bordo do Ford Focus do Vaticano, que deixou-o a poucos metros do Airbus A330-200 da Alitália, batizado de “Giotto”.
Segurando sua pasta preta com a mão esquerda, o Pontífice foi recebido por autoridades civis e militares, num clima de muita cordialidade. Após, muito sorridente, Francisco subiu a escada do avião, apoiando-se com a mão direita no corrimão. Antes de entrar, saudou as duas Comissárias de bordo e os presentes na pista com um aceno de mão.
A Rádio Vaticano transmitirá, com comentários em português, a chegada do Papa ao Aeroporto José Marti, em Havana, às 16h45 (horário de Brasília). A primeira parte do encontro com o Patriarca Kirill é a portas fechadas, na presença do responsável pelo Departamento para as Relações Eclesiásticas Exteriores do Patriarcado, Metropolita Hilarion, do Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Card. Kurt Koch, e de dois intérpretes.
A segunda parte do encontro, com transmissão ao vivo a partir das 19h55 (horário de Brasília), é composta pela assinatura da Declaração Conjunta. Haverá a troca dos textos da Declaração, em italiano e em russo, o discurso do Patriarca, o discurso de Francisco e a apresentação das duas delegações.
Depois da despedida, que ocorrerá privadamente, o Papa embarca em direção ao México, para mais três horas de voo, onde chegará às 19h30 locais. Após o acolimento oficial no aeroporto Benito Juárez, o Pontífice segue diretamente para a Nunciatura Apostólica em Cidade do México para o pernoitamento.  (JE/BF)

Fonte RV

segunda-feira, 26 de março de 2012

Bento XVI se despede do México


Léon (RV) - Bento XVI encerrou sua viagem ao México na manhã desta segunda-feira e, em seguida, partiu em direção a Santiago de Cuba.O presidente mexicano Felipe Calderón agradeceu ao Papa pela visita e garantiu que suas palavras vão ser recordadas para sempre pelo povo mexicano, que também guardará no coração a passagem do Santo Padre pelo país.Em seu discurso de despedida, Bento XVI disse que foi “testemunha de sinais de preocupação com diversos aspectos da vida neste amado país, uns evidenciados recentemente e outros vindos do passado, que continuam a causar tantas dilacerações". "Levo-os igualmente comigo - disse o Papa -, compartilhando tanto as alegrias como o sofrimento dos meus irmãos mexicanos, para colocá-los em oração ao pé da Cruz, no coração de Cristo, de onde emanam a água e o sangue redentores”.O Papa ainda reiterou sua posição – presente em mais de um discurso no México – de que, no final o bem sempre vence. E convidou os mexicanos “a não cederem à mentalidade utilitarista, que acaba sempre por sacrificar os mais frágeis e indefesos”.“Parto levando comigo muitas experiências inesquecíveis – confirmou o Papa -, como inesquecíveis são as muitas atenções e demonstrações de estima recebidas”. E o Pontífice continuou: “Perante a fé em Jesus Cristo, que senti vibrar nos corações, e a devoção carinhosa à sua Mãe, aqui invocada com títulos tão belos como os de Guadalupe e da Luz, que vi espelhada nos rostos, desejo renovar, vigorosa e claramente, um apelo ao povo mexicano para que permaneça fiel a si mesmo e não se deixe amedrontar pelas forças do mal, para que seja corajoso e trabalhe a fim de que a seiva das suas raízes cristãs faça florir o seu presente e o seu futuro.”E ainda antes de sair do México, o Papa deixou um telegrama ao Presidente do país, Felipe de Jesus Calderón Hinojosa, agradecendo a ele, a todas as autoridades, aos pastores e aos fiéis pela hospitalidade. Bento XVI disse na mensagem que corresponde às inumeráveis atenções recebidas, confiando à amorosa proteção de Nossa Senhora de Guadalupe os querido filhos e filhas do México. A Rádio Vaticano transmite os dois primeiros compromissos do Papa em Cuba, nesta segunda-feira. Às 16h (de Brasília) tem início a cerimônia de boas-vindas ao Papa, com discursos do Pontífice e também do presidente de Cuba, Raul Castro. Mais tarde, às 19h30 (de Brasília) a RV trasmite a Santa Missa direto da Praça António Maceo, em Santiago de Cuba. (RB/ED)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

FESTA DAS FAMÍLIAS NO MÉXICO

Festa das famílias: também para quem não pode ir ao México
Fala o cardeal Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família

CIDADE DO VATICANO,

- O cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, garante que o VI Encontro Mundial do México será uma festa para a família, também para as que não podem ir a Guadalupe.
Antes de viajar à capital asteca, o purpurado italiano, nomeado para este cargo por Bento XVI em junho passado, em uma entrevista concedida à Zenit, compartilhava as grandes esperanças do Papa e da Santa Sé para este encontro, que deve congregar mais de um milhão de pessoas até 18 de janeiro.
«O encontro mundial das famílias é um evento de tal importância, de tal significado, que por si só convida a participar, e de fato vêm representantes de todo lugar do mundo. Em particular, do México, vêm também representantes qualificados da sociedade civil», explica.
«Faço um convite aos cidadãos da Cidade do México e aos cidadãos das diversas cidades do México, para que venham em massa, porque será certamente uma grande festa, uma festa belíssima, e também muito acolhedora, como os mexicanos gostam», afirma.
Pois bem, dado que muitas pessoas não podem viajar ao México, o purpurado recorda que será possível acompanhar pela rádio, televisão e internet os momentos culminantes do Encontro: em particular, o evento festivo testemunhal, às 18h, hora local do México, de 17 de janeiro, assim como a missa do domingo, 18 de janeiro, que começará às 9h, horário local.
O purpurado convida a «unir-se espiritualmente com a oração, e interessando-se pelos temas tratados e pelas experiências que são apresentadas, assim como também recebendo os benefícios espirituais».
«O Santo Padre concedeu a indulgência plenária não só a quem participa fisicamente, mas também a quem se une através dos meios de comunicação ao evento da Cidade do México», recorda.
«Bento XVI estará presente espiritualmente. Sempre se interessou muito na preparação e conhece muito bem os detalhes dos preparativos», declara o purpurado.
«Estará presente no evento do sábado com uma videomensagem. No domingo, de Roma, pela televisão, participará de toda a celebração da santa missa. Ao final da mesma, fará um link televisivo ao vivo para falar à multidão e dar sua bênção. Depois anunciará a sede do VII Encontro Mundial das Famílias», recorda.
O purpurado reconhece que o Encontro é particularmente importante para o México, o segundo país do mundo em número de católicos.
«A família é muito amada no México, apesar de atravessar dificuldades, sobretudo por motivos da imigração, que provoca separação dos cônjuges, pois um vai trabalhar no exterior», assinala.
«Mas a família é muito querida e, em particular, as mulheres foram importantes ao longo da história do México, tiveram também momentos de grande ressonância histórica. Nossa Senhora de Guadalupe deixou sua marca não só no México em geral, mas também na família mexicana», conclui.
Mais informação em: http://www.emf2009.com/.

Fonte: ZENIT.org

domingo, 31 de agosto de 2008

MÉXICO: CRITICADA A DESCISÃO, DA CORTE SUPREMA, SOBRE ABORTO


MÉXICO: BISPOS CRITICAM DECISÃO SOBRE ABORTO

Basílica de Nossa Sra. de Guadalupe, na cidade do México.

Cidade do México,
- Os bispos mexicanos criticaram a decisão da Corte Suprema do país que confirmou - com oito votos contra três -, a constitucionalidade da lei sobre a descriminalização do aborto nas primeiras 12 semanas de gestação, em vigor há um ano no Distrito Federal de Cidade do México.
A proposta de revogar a lei fora apresentada por um dos juízes da Suprema Corte, com o apoio da Igreja, por julgá-la “inconstitucional”. Os bispos afirmam em uma declaração que “jamais será moralmente aceitável a adoção de um direito que viola outro direito, ainda mais se diz respeito à vida humana”.
Dom Carlos Aguiar, bispo de Texcoco, em nome de todos os bispos do México, recorda que diversos artigos da Constituição proclamam o direito à vida e denuncia “que um direito não pode ser sancionado violando outro direito”, sobretudo, como neste caso, em que se refere “à vida humana, dom, presente gratuito a ser valorizado, cuidado e protegido sempre... do momento da concepção à morte natural”.Os bispos lançam, por sua vez, um apelo a todos os cidadãos mexicanos a “lutarem juntos para proteger o embrião humano” e para que o “direito à vida de cada ser humano seja um elemento constitutivo da convivência civil e da legislação”.
O País, e os seus cidadãos – afirmam os bispos – “sentem a necessidade de um estado de direito capaz de proteger todos os cidadãos.
Desejam também uma cultura da vida que permita fazer da nação, um lugar positivo para a convivência civil onde ninguém, também quem não tem voz, seja excluído”; e com maior razão – destacam – se deve trabalhar “para garantir o primeiro direito, o da vida”.
A Constituição mexicana – recordam os bispos – rejeita não somente a escravidão mas também todo tipo de discriminação e isso significa, “que nenhuma pessoa pode ser privada de algum direito” muito menos o da assistência”.
Entretanto, aguardam-se outras tomadas de posição, entre as quais a do presidente da república Felipe Calderon que, desde o início sempre se opôs à decisão do Distrito Federal anunciando que utilizará todo tipo de recurso legal e constitucional para bloqueá-la. (SP)
Fonte: RV