Maior Via Sacra da história da Austrália
SYDNEY, ZENIT.org-Aica
- Bento XVI começou a tarde de hoje com uma oração, para dar início à representação das estações da Via Sacra por parte de aproximadamente 100 atores em Sydney, onde ele preside a Jornada Mundial da Juventude, que reúne cerca de 225 mil jovens peregrinos do mundo inteiro.
Os atores representavam a Última Ceia, sentados nos degraus da catedral de Santa Maria, quando o Papa saiu pela porta do templo para pronunciar a breve oração.
O pontífice acompanhou as outras estações pela televisão, na cripta da catedral.
Quatro mulheres indígenas choraram por Jesus de Nazaré, em outro momento da Via Dolorosa.
Através dos numerosos telões que retransmitiram o espetáculo em parques e praças de Sydney, o Papa havia visto a ùltima Ceia na catedral de Santa Maria, na qual Alfio Stutio, um ator australiano de 27 anos, representou Jesus, partindo o pão para partilhá-lo com os apóstolos.
A 7ª estação da Via Sacra continuava no telão, e os presos romanos, entre eles Simão, estavam representados, assim como as mulheres de Jerusalém, por indígenas australianos.
Os atores usaram peles de cangurus e pintaram o rosto e a pele com cinzas, um sinal de luto na tradição indígena; e enquanto esperavam a chegada de Jesus ao cais, fizeram uma dança tradicional do norte da Austrália.
Fonte: ZENIT.org-Aica
............ - Eucaristia, Devoção a Maria e Fidelidade ao Papa – ............
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sábado, 19 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
JMJ - BENTO XVI COM O DIA PLENO DE GRANDES EMOÇÔES
O INTENSO DIA DE BENTO XVI HOJE EM SYDNEY
Sydney, 18 jul (RV)- Bento XVI iniciou cedo suas atividades em Sydney, com a celebração da Missa, em particular, na Capela da sede episcopal.
Depois do café da manhã, o Papa concedeu, na sala de visitas, uma série de audiências ao Governador e ao Primeiro Ministro de Nova Gales do Sul, Marie Bashir e Morris Iemma, o prefeito de Sydney, senhora Clover More, todos com suas respectivas famílias.A seguir, o Santo Padre transferiu, de automóvel, à Catedral de Santa Maria, onde, na cripta, participou de um encontro ecumênico, com cerca de 40 líderes de outras Igrejas e Confissões cristãs e membros do Conselho Ecumênico da Nova Gales do Sul.
Depois da saudação do cardeal-arcebispo de Sydney, Dom George Pell, e do Bispo anglicano, Robert Forsythe, o Pontífice tomou a palavra e expressou sua satisfação pela oportunidade de se encontrar e rezar com os representantes de várias comunidades cristãs da Austrália.
A Austrália, disse o Papa, é um país caracterizado por grande diversidade étnica e religiosa. Os imigrantes chegam às praias desta majestosa terra com a esperança de encontrar felicidade e trabalho.
E acrescentou: A sua nação reconhece a importância da liberdade religiosa. Esta é um direito fundamental que, se respeitado, permite aos cidadãos agirem, tomando por base valores arraigados nas suas convicções mais profundas, contribuindo assim para o bem-estar da sociedade inteira. Deste modo os cristãos contribuem, juntamente com os membros das outras religiões, para a promoção da dignidade humana e para a amizade entre as nações.Os australianos, frisou o Papa, gostam de um confronto franco e cordial, o que contribuiu para um bom serviço ao movimento ecumênico. Neste sentido, recordou a celebração, este ano, do bimilenário de nascimento de São Paulo, apóstolo incansável da unidade na Igreja primitiva.
O Sacramento do Batismo, disse Bento XVI, é o vínculo da unidade e, de conseqüência, o ponto de partida de todo o movimento ecumênico, que visa a celebração comum da Eucaristia, sacramento por excelência da unidade da Igreja.
Embora ainda haja obstáculos a serem superados, recordou o Papa, um diálogo sincero sobre a Eucaristia seria útil para o progresso do movimento ecumênico e para unificar o nosso testemunho diante do mundo.A propósito, o Santo Padre disse que o movimento ecumênico chegou a um ponto crítico.
Para avançar, devemos pedir continuamente a Deus que renove as nossas mentes com a graça do Espírito Santo: Devemos precaver-nos contra toda tentação de considerar a doutrina como fonte de divisão e, de conseqüência, como impedimento daquilo que parece ser a tarefa mais urgente e imediata: melhorar o mundo onde vivemos.
O diálogo ecumênico progride, não só mediante um intercâmbio de idéias, mas também partilhando dons que nos enriquecem mutuamente: o dom e o amor são essenciais para o diálogo.A pedra angular de todo o nosso esforço, disse o Papa, é Cristo. Eis porque os cristãos devem trabalhar juntos para que o edifício seja firme.
O Santo Padre concluiu expressando sua ardente esperança de se prosseguir juntos no caminho rumo à plena unidade, mediante o testemunho comum. Encontro Ecumênico e com líderes de outras Religiões Depois do encontro Ecumênico, na cripta da Catedral de Santa Maria, o Bispo de Roma se transferiu à vizinha Sala Capitular, onde manteve um encontro com representantes de outras Religiões e Confissões Religiosas.Depois dos discursos do cardeal George Pell, arcebispo de Sydney, e de um representante da comunidade judaica e de um da religião muçulmana, o Pontífice dirigiu uma cordial saudação de paz e de amizade a todos os representantes das várias tradições religiosas presentes na Austrália. Ao agradecer o Rabino Jeremy Lawrence e o Xeque Femhi Naji El-Imam pelas cordiais saudações o Santo Padre destacou que a Austrália reconhece e respeita o direito fundamental da liberdade de religião e acrescentou:
A harmoniosa relação entre religião e vida pública é importante numa época como a nossa, em que alguns chegam a considerar a religião como causa de divisão ao invés de força de unidade. Num mundo ameaçado por indiscriminadas formas de violência, a voz concorde dos que possuem espírito religioso incita as nações e as comunidades a resolverem os conflitos, através de instrumentos pacíficos e no pleno respeito da dignidade humana”.
A religião deve colocar-se a serviço da humanidade, no respeito da pessoa, tecendo laços de amizade, indo ao encontro das necessidades dos outros e buscando caminhos concretos para contribuir para o bem comum. Todos estes valores são importantes para uma adequada formação dos jovens.
Enfim, referindo-se à sua viagem à Austrália, no âmbito do DMJ, Bento XVI concluiu:Queridos amigos, vim à Austrália como embaixador de paz! Por isso, sinto-me feliz de encontrar-me com os senhores, que também partilham do anseio e do desejo de ajudar o mundo a alcançar a paz. A nossa busca da paz deve ser de mãos dadas.
O nosso esforço de chegar à reconciliação entre os povos brota da verdade que dá sentido à vida. A religião oferece a paz, mas gera no espírito humano a sede da verdade e a fome da virtude. Com estes sentimentos de respeito e encorajamento, o Papa se despediu prometendo suas orações por pelos membros das comunidades religiosas e por todos os habitantes da Austrália.
Almoço com 12 jovens, Via-Sacra e encontro com jovens em recuperação. Depois do encontro com os representantes de outras Religiões, Bento XVI deixou a Catedral de Santa Maria e regressou à sede episcopal de Sydney, onde almoçou com o cardeal-arcebispo de Sydney, Dom George Pell, e com um grupo de 12 jovens, representantes dos cinco continentes, entre os quais uma brasileira da Bahia. Os jovens deram ao Papa presentes típicos de seus países. A brasileira deu-lhe uma camiseta do seu estado.
Na parte da tarde, o Pontífice se deslocou à praça diante da Catedral de Santa Maria de Sydney, para uma sugestiva e espetacular Via-Sacra, cujas estações foram representadas e animadas por jovens atores do DMJ.
O Papa deu início à Via-Sacra e, depois, seguiu as demais estações, através de uma televisão, na cripta da Catedral.Ao término do rito sagrado, Bento XVI transferiu-se à Capela do Sagrado Coração da Universidade de “Notre Dame”, onde manteve um encontro com um grupo de jovens dependentes de droga e álcool da Comunidade de Recuperação “Alive”, acompanhados de seus familiares.No discurso que pronunciou, o Santo Padre expressou seu apreço pelo programa que seguem e perguntou: “O que quer dizer viver plenamente a vida”?
Quantas vezes a nossa sociedade materialista nos apresenta a felicidade com falsos ídolos, bens e objetos de luxo, levando-nos à morte antes que à vida.Recordando a passagem evangélica do Filho Pródigo, o Papa disse que, muitos jovens passam por tal experiência e depois se arrependem.
O abuso de drogas ou de álcool ou então a participação de atividades criminosas é o resultado de um passo falso. Aos arrependidos, que tiveram a coragem de voltar aos seus passos e de retomarem a vida com confiança, o Pontífice afirmou:
Queridos amigos, vejo vocês como embaixadores da esperança para os se encontram em idênticas situações. Podeis convencê-los da necessidade de optar pelo caminho da vida e fugir do caminho da morte, com base na própria experiência.
Vocês podem voltar a seguir as pegadas de Jesus, pois Ele os acolhe de braços abertos, oferecendo-lhes o seu amor incondicional e a sua profunda amizade, proporcionando a plenitude da vida.Bento XVI concluiu sua mensagem aos jovens do Centro de Recuperação de Sydney, com a citação bíblica: «Escolham a vida, para que possam viver amando o Senhor».
O Papa se despediu dos jovens presentes invocando o Espírito Santo, para que os guie no caminho da vida, a fim de que deixem de lado as opções erradas, que só levam à morte, e se apeguem a Jesus, verdadeira Vida.
Por fim, o Bispo de Roma deixou aos jovens presentes e a todos os que participam do DMJ a seguinte exortação: “Com a força do Espírito Santo, escolham a vida e o amor e sejam testemunhas da alegria no mundo”!
Ao término do encontro, foram apresentados ao Papa 20 jovens da comunidade de Recuperação, com seus acompanhadores.Deixando a Capela da Universidade de “Notre Dame”, o Bispo de Roma regressou à sede episcopal da Catedral de Sydney, onde jantou e pernoitou. (MT)
Fonte: RV
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