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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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domingo, 5 de junho de 2011

ASCENÇÃO DO SENHOR

Homilia na Solenidade da Ascensão do Senhor





Ide e fazei discípulos de todas as nações,Baptizando-os e ensinando-os a cumprir tudo o que vos mandei!


1. Apesar da fé ainda vacilante, de alguns dos discípulos, Jesus confia a todos, (e não apenas aos doze apóstolos), a missão! A Missão não é um feito especial ou um efeito de especialistas, mas obra de discípulos, que fazem outros discípulos! Jesus desafia à missão, mesmo os que ainda duvidam, porque a melhor maneira de fortalecer a fé é contagiá-la, pois uma fé que não se apega, apaga-se! E dentro deste mandato missionário, destinado a fazer discípulos, (e não alunos), Jesus, o Mestre, com a autoridade que lhe vem de dentro e do alto, propõe dois caminhos concretos: baptizar e ensinar!

Baptizar, não como quem «matricula» na Igreja, ou como quem se faz sócio de um clube, mas como quem faz um verdadeiro «mergulho», deixando imergir toda a sua existência, naquele mistério de amor primeiro, onde a vida divina circula, na comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo! O baptismo inicia numa comunhão pessoal e vital, com Deus, acolhendo-nos numa família de irmãos, que nunca, nos deixa sós, nem na vida nem na morte! Com o Baptismo tem início uma vida nova, que é preciso fazer crescer.


Ensinar, não como um exercício académico destinado a fazer do cristão um bom aluno, que sabe a lição; trata-se neste ensino, de uma verdadeira iniciação, lenta e progressiva, na amizade e no seguimento de Cristo, até chegar à prática da sua Palavra, que se resume no mandamento novo do amor! Escutar a palavra e pô-la em prática é a única forma sensata, de o discípulo construir a sua vida, de forma sólida, coerente e feliz.


2. Numa palavra, é preciso fazer discípulos, e em dois tempos: Baptizando e ensinando! Em boa verdade, temos tido mais preocupação em aumentar o número dos baptizados, do que em fazer discípulos! Temos tido mais diligência a baptizar, do que a ensinar! A Igreja, comunidade dos discípulos, não pode ignorar a sua missão de Mãe e de Mestra. Dentro do seu vasto campo de «ensino», gostaria de chamar a atenção para dois espaços diferentes e complementares: a Catequese e as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica.


2.1. A Catequese tem um espaço próprio (que é a vida da comunidade paroquial) e tem objectivos muito seus, que são sobretudo os de iniciar o discípulo de Jesus, numa comunhão íntima, pessoal e vital com Ele, por meio e no seio da Igreja! É tarefa da Catequese converter e educar, para uma fé, professada, celebrada, vivida, rezada e testemunhada! A catequese destina-se, sobretudo, a fazer discípulos, que se relacionam com Cristo, seu Mestre e Senhor, e não visa fazer bons alunos, que aprendem do catequista a lição! Nesse sentido, a Catequese não colide nem concorre com a Disciplina de EMRC, muito menos a dispensa! Durante o mês de Junho, deverão fazer a primeira inscrição ou a sua renovação, na secretaria paroquial ou por e-mail.


2.2. A Disciplina de EMRC funciona noutro espaço, que é o do mundo escolar, e não tem em vista fazer discípulos, mas sobretudo em dar aos alunos a possibilidade de conhecer, com mais rigor, a visão, as propostas e as respostas, que o cristianismo oferece, quanto ao sentido da vida e do mundo, confrontando-as também com as de outras religiões e formas de ser, de viver e de pensar. Mais dirigida à compreensão do que à conversão, apelando mais à inteligência do que ao coração, a Disciplina de EMRC há-de ajudar os alunos a fazer uma síntese razoável entre a ciência e a fé, entre a fé e a cultura.
Pelo que exorto os pais, e vivamente, a não desperdiçarem esta oportunidade de educação integral dos vossos filhos, em que a dimensão religiosa e espiritual da pessoa e da cultura em que vivemos é mais amplamente conhecida, apreciada, respeitada e valorizada.
Lembro que a EMRC é uma área disciplinar, de oferta obrigatória e de frequência facultativa, nas escolas públicas, desde o 1º ciclo até ao Ensino secundário. A matrícula deve ser feita ou renovada em cada ano lectivo!


3. Caríssimos pais, e a todos os que podem ter uma palavra oportuna de clarificação e ajuda, gostaria de vos dizer:
Num tempo como o nosso, em que vivemos uma tão profunda crise, que denuncia, na sua raiz, um vazio ético, isto é, uma clara falta de valores, fazei vós próprios uma opção corajosa pela disciplina de EMRC, inscrevendo nela os vossos filhos!
Não lhes abram caminho a tempos livres, em passos perdidos. Ao escolher EMRC na Escola pública, os pais abrem, sim, na vida dos filhos, uma porta, que lhes oferece novos horizontes, para construir a vida e fazer dela um percurso com sentido, alicerçados em valores, orientados por princípios, que a tornam muito mais humana e ainda mais bela! Não vos canseis, nem desistais nunca da vossa nobre missão de primeiros educadores, escolhendo o melhor para eles e com eles!
Contai connosco. Só convosco é que podemos contar, para contarmos todos juntos, e sempre, com a graça do Senhor, que está connosco até ao fim dos tempos!


sábado, 1 de janeiro de 2011

SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS



(Oitava do Natal - 1 de janeiro)

“Maria guardava cuidadosamente todos estes fatos e meditava sobre eles no seu coração”.
Leituras: Nm 6, 22 – 27; Gl 4, 4 -7; Lc 2, 16 – 21
No oitavo dia da solenidade do Natal, no cume, por assim dizer, do dinamismo vital com que o Espírito Santo fecundou a Bem-Aventurada Virgem, a Igreja contempla e celebra na fé e na alegria o mistério de Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja e da nova humanidade renascida em Cristo.
Durante o tempo do Advento, a liturgia ficou repetindo todos os dias a saudação do anjo: “Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor está contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra” (Liturgia das Horas: Antífona da Hora média; cf Lc 1, 28; 42).
A virgem Maria é saudada pelo anjo, e celebrada pela Igreja, como aquela que de maneira única está portando no seio e irradia ao redor de si mesma a graça de Deus feita pessoa, o Filho do Altíssimo que já no seu próprio nome, Jesus, indica sua profunda identidade e sua missão: revelar a benevolência do Pai, salvar e resgatar do mal toda a humanidade e abrir novamente para ela o caminho para a casa do Pai. Maria, Mãe de Deus, participa também na geração da nova humanidade, cujas primícias é a pessoa do próprio Jesus (cf. Rm 5, 15-19).
Deus continua seguindo o critério da simplicidade, da fraqueza, do “esvaziamento” (cf. Fil 2, 6-11); critério este, escolhido desde o início para se manifestar e atuar na história. Ele suscita a resposta livre da fé por parte de todos os parceiros que chama para colaborar na sua obra redentora. Assim como fez com Abraão, pai dos crentes, com os patriarcas e com os profetas, do mesmo modo atua com Maria e com José. Ao cumprir-se o tempo estabelecido por Deus de realizar seu projeto de salvação, não envia seu Filho do céu, em maneira espetacular, mas Ele “nasce de mulher” como todo homem, e está inserido na história gloriosa e ambígua do povo de Israel, destinatário primeiro da aliança e portador da esperança para todos os povos (cf. 2ª leitura - Gl 4, 4-5).
O lugar onde se cumprem as promessas de Deus e se manifesta a sua potência que salva não é a nobre cidade de Jerusalém, nem o lugar sagrado do templo, mas o menino recém-nascido, deitado numa manjedoura. Somente os pobres e os simples de coração, afinados com Deus, como os pastores, conseguem receber o surpreendente anúncio do céu e acreditar nele. Os pastores de Belém representam os pobres de todos os tempos, no solícito caminho rumo ao menino, assim como na capacidade de reconhecer com estupor no recém nascido da manjedoura, o Salvador esperado pelo povo e anunciado pelos anjos. Pela luz interior que os acompanha, eles se tornam “anunciadores da boa nova” até para aqueles que se encontram junto do menino, suscitando maravilha mesmo nos pais dele (Lc 2, 16-18).
Para todos os efeitos, Jesus, o Filho do Pai, é também o filho do seu povo, da experiência humana, espiritual e cultural de sua gente, do seu tempo. O papa João Paulo II, na sua histórica visita à sinagoga de Roma (1986), quis lembrar a todos os cristãos que os judeus são nossos “irmãos maiores”, e que desta carne nasceu Jesus. Ao seguir a novidade produzida pelo próprio Jesus, não podemos esquecer as raízes judaicas da experiência cristã. É a fidelidade ao mistério da Encarnação que exige de nós tal atenção. O esquecimento desta perspectiva não é estranho aos devastadores critérios que ao longo dos séculos marcaram infelizmente as relações entre cristãos e judeus, até a Shoa, o holocausto do povo judeu, ocorrido no século passado.
Neste povo e nesta história santa o menino Jesus é inserido plenamente com o rito simbólico da circuncisão ao oitavo dia depois do nascimento, - como lembra o Evangelho de hoje - quando recebe o “nome” escolhido por Deus e preanunciado pelo anjo. Assim como acontecia nos tempos de Jesus, ocorre ainda hoje no povo de Israel a circuncisão com os meninos recém-nascidos.
Os profetas (cf Jr 4,4), assim como o Novo Testamento, reivindicam a dimensão interior da circuncisão, a “circuncisão do coração”, enquanto sinal da aliança e da fidelidade ao Senhor. Paulo ensina com vigor que a autêntica circuncisão que faz o verdadeiro Israel, é a do coração (cf Rm 2, 25 - 27; Gl 5,5). Por isso a profissão de fé em Jesus e o batismo, desde muito cedo, irão substituir o sagrado e antigo rito judaico para os discípulos de Cristo, o realizador da nova aliança. Mas o apóstolo admoesta sempre que somente uma vida animada e guiada pelo Espírito de Cristo, faz dos discípulos, autênticos “circuncidados no coração” e “batizados” no Senhor.
A este mundo humano e espiritual Jesus é introduzido gradualmente por Maria e José, aos quais fica submetido em filial obediência, enquanto cresce em vigor físico e sabedoria espiritual, e ao mesmo tempo vai abrindo seu próprio caminho para cumprir sua vocação e missão pessoal ao serviço do Pai.
Na Sagrada Família, como em toda família que acredita no Senhor, todos juntos e cada um de parte sua, Maria, José e Jesus, estão aprendendo dia após dia seu caminho, buscando descobrir e seguir a vontade de Deus. À materna preocupação manifestada por Maria ao encontrá-lo no templo de Jerusalém três dias depois ter se afastado da família, Jesus responde: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam a palavra que ele lhes dissera. Desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe, porem, conservava lembrança de todos estes fatos em seu coração” (Lc 2, 49-51). A maternidade de Maria é dom sublime de Deus. Mas é também uma aprendizagem progressiva na fé e no amor, que alcançará sua plenitude aos pés da cruz, quando o próprio Jesus entregará a ela como um filho, no discípulo amado, toda a humanidade, e esta, por sua vez, será entregue pelo Senhor à Maria, que nesse instante será uma Mãe para todos (cf Jo 19, 25 – 27).
O evangelista Lucas destaca com insistência a atitude interior de Maria - com certeza partilhada também por José - frente aos acontecimentos da vida. Ela continua, por assim dizer, o processo de gestação e interiorização da Palavra que tinha concebido em si mesma por obra do Espírito Santo na plena disponibilidade da fé e que agora não cessa de interpelá-la. Esta atitude de silêncio meditativo, de contemplação cheia de perguntas sem respostas imediatas e de entrega confiante ao mistério de Deus, acompanhará Maria ao longo da sua vida junto de Jesus, nos momentos alegres e nos momentos problemáticos e tristes (Lc 2, 51; Mt 12,48-50), até os pés da cruz.
Por esta atitude de escuta, silêncio e entrega confiante a Deus, a Virgem Maria se torna as primícias do reino de Deus e exemplo da Igreja inteira e de todo discípulo e discípula de Jesus. É o próprio Jesus a nos oferecer esta perspectiva cheia de fascínio para aqueles que acreditam nele: “Jesus respondeu àquele que o avisou: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E apontando para os discípulos com a mão, disse: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12, 48-50).
Gostaria partilhar algumas reflexões de Santo Agostinho sobre estas palavras de Jesus, reflexões com que ele une de maneira admirável no mesmo caminho de fé a Virgem Maria, a Igreja e cada um de nós.
“Prestai atenção, rogo-vos – diz o grande doutor da Igreja – naquilo que Cristo Senhor diz, estendendo a mão para os discípulos... Acaso não fez a vontade do Pai a virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu?... Sim! Ela o fez! Santa Maria fez totalmente a vontade do Pai e por isso mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo. Assim Maria era feliz porque, já antes de dar à luz o mestre, trazia-o na mente....Santa Maria, feliz Maria! Contudo, a Igreja é maior que a Virgem Maria. Por quê ? Porque Maria é porção da Igreja, membro santo, membro excelente, membro super-eminente, mas membro do corpo total....Portanto, irmãos, dai atenção a vós mesmos. Também vós sois membros de Cristo. Vede de que modo o sois. Diz: Eis minha mãe e meus irmãos...Como sereis mãe de Cristo? “Todo aquele que ouve e faz a vontade do meu Pai que está nos céus, este é meu irmão e irmã e mãe ” (Sermão 25,7-8; LH IV, 1466-67).
Maria foi eleita e chamada por graça a dar sua própria carne ao Filho de Deus para ele realizar sua missão de Salvador para todos os homens e mulheres. Na sua resposta de fé e de entrega incondicionada a Deus, Maria primeiro realiza aquela atitude interior que, nas palavras do próprio Jesus, constitui a condição para fazer de todo discípulo e discípula, a exemplo de Maria, o seio fecundo onde a Palavra de Deus é acolhida e se torna principio vital da nova existência animada pela fé.
O mesmo Espírito que fecundou a virgindade de Maria fecunda a fé da Igreja e a faz mãe fecunda, capaz de gerar filhos e filhas com a pregação da Palavra, a experiência pascal dos sacramentos e a proximidade do amor.
Admirável Natal! Nós, os renascidos à vida do Pai como filhos e filhas adotivos no Filho, pelo dom do Espírito que nos anima (2ª leitura – Gl 4, 5-7), somos inseridos em tamanha intimidade com Jesus, que nos tornarmos seus irmãos, irmãs, e mesmo sua mãe! Capazes, por graça, de fazê-lo nascer a cada dia em nós para que nós possamos viver sempre mais nele e para ele, até partilhar com o apóstolo a admirável experiência da plena conformação com ele: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
Estas afirmações, que vêm da Escritura, dos Padres da Igreja e da Liturgia, talvez soem um pouco surpreendentes aos nossos ouvidos. Talvez sejamos tentados a reduzi-las como lindas e sugestivas expressões poéticas, destinadas a acariciar nossa sensibilidade estética e nossa emotividade devota. Pelo contrário, nos deixam vislumbrar o coração do mistério do amor de Deus e do seu esvaziamento que nos introduzem de novo no caminho da vida e da verdade. Deixam-nos vislumbrar o mistério da fecundidade insondável da fé de Maria e da fecundidade da Palavra de Deus no coração de todo discípulo e discípula de Jesus, quando a recebem e a guardam com fé. Oferecem-nos as razões mais profundas e o caminho mais certo para alimentar e guiar nosso culto e nosso amor filial a Maria, nossa irmã e mãe na fé, na esperança e na caridade.
O povo cristão desde o início, com a intuição simples e profunda da sua fé, percebeu e honrou na virgem Maria, a Mãe de Deus e do Redentor, e a Mãe da Igreja. É como se exprime o Concílio Vaticano II: Maria foi e “é saudada também como membro super-eminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e caridade. E a Igreja católica, instruída pelo Espírito Santo, honra-a com afeto de piedade filial como Mãe amantíssima” (LG 53).
A constituição Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, no capítulo 8º, nos oferece uma maravilhosa síntese da fé e da piedade da Igreja do Oriente e do Ocidente sobre a “Bem-aventurada virgem Maria Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja”. Um tesouro ainda por descobrir, junto com outra mina preciosa, rica da linfa vital da tradição e de elementos novos, constituída pela liturgia renovada pelo Concílio e dedicada às celebrações de Santa Maria.

Fonte: RV

domingo, 16 de agosto de 2009

REFLEXAO PARA A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA

REFLEXAO PARA A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA

Cidade do Vaticano, 16 ago (RV)

- O Magnificat, o canto de louvor que Lucas colocou nos lábios de Nossa Senhora após o anúncio do Arcanjo Gabriel e do Sim Mariano, é eminentemente profético porque anuncia uma nova sociedade, onde não existem marginalizados, pois estes, por obra de Deus, se tornaram incluídos.A própria missão do Arcanjo já é uma ação de inclusão. Deus quer o ser humano ao seu lado, vivendo sua vocação eterna. Gabriel vem iniciar o reatamento da amizade Deus-Homem rompida por Adão e Eva. A pessoa a quem o Arcanjo se dirige, para ser convidada a colaborar com a ação redentora de Deus, é uma jovem pobre, chamada Maria, moradora de um lugar desprezível e mal afamado, chamado Nazaré.Contrariamente ao posicionamento de Eva, que quis ser igual ao Todo Poderoso ao aceitar o desafio da Serpente Maligna, Maria se declara a Serva do Senhor, e se coloca disponível para o que Ele lhe solicitar. Imediatamente ao portar em si o Verbo, encarnado em seu seio, Maria vai servir Isabel. É o início da nova sociedade: os mais importantes vão servir os subalternos. Aliás, a nova sociedade já havia sido iniciada desde quando o Verbo se fez homem, desde quando a Trindade fez do homem sua morada permanente.A primeira leitura nos apresenta a luta da Mulher contra o Dragão. Ela é apresentada vestida de sol, isto é, de Deus e com a lua sob seus pés, significando ser possuidora de eternidade. A coroa de doze estrelas (doze é o número das tribos de Israel e dos Apóstolos) que traz na cabeça a identifica como vitoriosa.Quem é esta mulher? Muitos logo a identificam com a Virgem Maria, dando à luz Jesus, mas também pode ser identificada com a Igreja, de modo especial, com as comunidades da época em que o livro do Apocalipse foi escrito.O Dragão simboliza o quê? Ele significa as forças do mal que dificultam e, muitas vezes, até impedem o testemunho dos cristãos, desvirtuando e pervertendo a estrutura social e familiar, e desejando engolir aquilo que vai contra seus interesses de morte. Mas ele é impotente. Só consegue arrastar um terço das estrelas. Seu poder é limitado.Maria, a serva do Senhor, que vimos no Evangelho, é a Mulher que está totalmente identificada com Deus e, por isso, aparece na 1ª leitura como a vencedora e protetora dos cristãos. Identificando-se com ela através do sim dado a Deus, as comunidades cristãs são verdadeiras encarnações do Verbo, atuam no mundo como servos da Vida e lutando por ela, destroem a morte e geram filhos para Deus.A 2ª leitura, tirada da 1ª Carta aos Coríntios, nos fala da ressurreição e do aniquilamento das forças hostis ao Reino de Deus, da destruição da cultura da morte. A reflexão de Paulo nos leva a concluir que a tarefa de Jesus Cristo só estará completada quando ele vencer o Mal através de nossas ações. Daí, a necessidade de nos deixarmos preencher pelo Senhor, sermos seus servos como Maria, para que, em nós, através de nossa vida, Cristo complete sua Missão Redentora.Nossa Senhora da Glória nos remete ao êxito, à vitória de Cristo, que destruiu o pecado e a morte, e quis se servir de nossa participação em sua redenção.Sendo de Deus, sendo de Cristo, sendo da Vida, estaremos com Ele e com Ele reinaremos eternamente, no céu. (CA)

Fonte: RV

domingo, 23 de novembro de 2008

HOJE - SOLENIDADE DE CRISTO REI

ANGELUS: PAPA RECORDA A SOLENIDADE DE CRISTO REI

Cidade do Vaticano, 23 nov (RV)
- O Papa Bento XVI rezou ao meio-dia deste domingo a oração do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. O Santo Padre recordou nas suas palavras que precederam a oração mariana que hoje celebramos o último domingo do ano litúrgico, solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo. Sabemos dos Evangelhos que Jesus rejeitou o título de rei pois tinha um sentido político, nos modelos dos “chefes das nações”. Os invés, - disse o Santo Padre - durante a sua paixão, Cristo reivindicou uma singular realeza diante de Pilatos, com a declaração “o meu reino não é deste mundo”. “A realeza de Cristo, de fato, - disse o Papa - é revelação e atuação daquela do Deus Pai, o qual governa todas as coisas com amor e com justiça. O Pai confiou ao Filho a missão de dar aos homens a vida eterna, amando-os até o supremo sacrifício, e ao mesmo tempo conferiu-lhe o pode de julgá-los, já que se fez Filho do homem, e semelhante em tudo a nós”. A referência, - explicou o Papa -, é ao juízo final descrito pelo evangelista Mateus com “imagens simples e linguagem popular”, mas cuja mensagem é extremamente importante: “É a verdade sobre o nosso destino último e sobre o critério com o qual seremos julgados. “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, era estrangeiro e me acolhestes”. Uma página – acrescentou o Papa – que faz parte da nossa civilização e que marcou a história de povos e culturas cristãs. E continuou o Papa: “De fato, o reino de Cristo não é deste mundo, mas leva à realização de todo o bem que, graças a Deus, existe no homem e na história. Se colocamos em prática o amor pelo próximo, segundo a mensagem evangélica, então deixamos espaço à senhoria de Deus, e o seu reino se realiza entre nós. Se, ao invés cada um pensa somente nos seus interesses, o mundo certamente vai em ruína”. O Papa na sua alocução dominical destacou ainda que o “reino de Deus não é uma questão de honras e de aparências, mas como escreve São Paulo, é justiça, paz e alegria no Espírito Santo”. No seu reino Deus acolhe aqueles que se esforçam todos os dias a colocar em prática a sua palavra. E concluiu confiando à intercessão de Maria, a realização da nossa missão cristã no mundo. Em seguida concedeu a todos a sua Benção Apostólica.Após o Angelus o Papa, falando em italiano, recordou que amanhã, segunda-feira, na cidade de Nagasaki, será realizada a beatificação de 188 mártires, todos japoneses, homens e mulheres assassinados na primeira parte do século XVII. Recordou ainda que no próximo sábado, em Cuba, será proclamado bem-aventurado o Irmão José Alallo Valdés, da Ordem Hospitaleira de São João de Deus. O Papa confiou à celeste proteção do novo bem-aventurado o povo cubano, especialmente os enfermos e os agentes de saúde. Na sua saudação aos peregrinos de língua ucraniana, o Papa recordou que nestes dias se celebram os 75 anos do Holodomor – a grande penúria – que nos anos 1932-1933 causou milhões de mortes na Ucrânia e em outras regiões da União Soviética durante o regime comunista. Ao auspiciar que nenhum ordenamento político possa jamais, em nome de uma ideologia, negar os direitos da pessoa humana e a sua liberdade e dignidade, Bento XVI assegurou as suas orações por todas as vítimas inocentes daquela desumana tragédia. O Papa pediu ainda a Santa Mãe de Deus que ajude as Nações a procederem nos caminhos da reconciliação e construir o presente e o futuro no respeito recíproco e na busca sincera da paz. O Papa fez ainda uma saudação aos fiéis de língua polonesa presentes na Praça São Pedro, recordando o Programa polonês da nossa emissora: “Christus vincit, Christus regnat, Christus imperat”. “Essas palavras ressoam hoje no mundo com particular intensidade. Todos os dias o sinal da Rádio Vaticano as recorda muito bem. O programa polonês desta Rádio celebra amanhã 70 anos de atividades. O meu agradecimento a todos os redatores pelo seu generoso trabalho.” (SP)

Fonte: RV