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domingo, 18 de abril de 2010

CINCO ANOS DE PONTIFICADO DO PAPA BENTO XVI

RELEMBRANDO OS CINCO ANOS DE PONTIFICADO




O Senhor nos ajudará e Maria, sua Mãe, estará conosco

Queridos irmãos e irmãs, após o grande Papa João Paulo II, os Senhores Cardeais elegeram-me, a mim, um humilde e simples operário da Vinha do Senhor. Consola-me saber que Deus sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes. E antes de tudo, conto com vossas orações. Na alegria do Senhorressuscitado, confiantes em seu permanente auxílio, devemos seguir adiante. O Senhornos ajudará e Maria, sua Mãe, estará conosco."

(Palavras de Bento XVI ao dar a primeira bênção aos seus filhos de todo o orbe)

HABEMUS PAPAM!

Bento XVI sucede a João Paulo II na Cátedra de Pedro
"Meu real programa de governo é não fazer minha própria vontade, não seguir minhas próprias idéias, mas ouvir, junto com toda a Igreja, a palavra e a vontade do Senhor, para ser guiado por Ele, de modo que Ele mesmo guie a Igreja nesta hora de nossa História". Assim se exprimiu o Santo Padre Bento XVI na homilia da Missa inaugural de seu pontificado, na Praça de São Pedro.
José Messias Lins Brandão

Bastariam estas sábias palavras do novo Papa para mostrar o acerto dos Cardeais que o elegeram para Supremo Pastor do rebanho de Cristo.

Como se comentou naqueles breves dias em que a Cátedra de Pedro permaneceu sem ocupante, os Cardeais ficaram impressionados pelo modo de o então Cardeal Ratzinger conduzir os assuntos eclesiásticos. E o Sacro Colégio soube ser rápido e vigilante, não deixando o timão da barca de Pedro sem piloto. Ainda ressoavam pelo orbe terrestre as palavras "morreu o Papa", quando passamos a ouvir os ecos da proclamação "Habemus Papam!"
No amor a Cristo está a força do Papa

A atitude do então Cardeal Ratzinger durante a Missa dos funerais de João Paulo II, no dia 8 de abril, causou uma primeira impressão favorável não só entre os Cardeais, mas também entre todos aqueles que o viram, ou presentes na Praça de São Pedro, ou colados às telas de televisão em todos os recantos da terra. Vislumbrava-se uma certa aura em torno dele, como vários comentaristas assinalaram na ocasião. Talvez fosse já um sopro do Espírito Santo para mostrar ao mundo quem seria o próximo Papa.

Especialmente notadas foram as palavras de sua homilia, na qual, referindo- se ao chamado de Cristo a João Paulo II, mostrou como, para ele, no cerne do Papado está uma renúncia radical e um amor sem limites a Cristo, cabeça da Igreja:
"‘Segue-me!' Em outubro de 1978, o Cardeal Wojtyla ouviu de novo a voz do Senhor. Renova-se o diálogo com Pedro, narrado no Evangelho desta celebração: ‘Simão, Filho de João, tu Me amas? Apascenta as minhas ovelhas!' À pergunta do Senhor: ‘Karol, tu Me amas?', o Arcebispo de Cracóvia respondeu do fundo do seu coração: ‘Senhor, tu sabes tudo, sabes que te amo'. O amor de Cristo foi a força dominante do nosso amado Santo Padre; quem o viu rezar, quem o ouviu pregar, bem o sabe. E assim, graças a este profundo enraizamento em Cristo, pôde carregar um peso que vai além das forças meramente humanas: ser pastor do rebanho de Cristo, da sua Igreja universal."

Devemos ter uma fé adulta

Entretanto, segundo grande parte dos analistas, o que parece ter decidido a eleição de Bento XVI foi sua homilia na Missa do dia 18, na abertura do Conclave, quando ele tratou com coragem e discernimento dos males que a Igreja tem de enfrentar em nosso tempo.
Comentando a carta de São Paulo aos Efésios, o então Cardeal Ratzinger afirmou ver "a maturação da fé e o conhecimento do Filho de Deus como condição e conteúdo da unidade no Corpo de Cristo".

No que consiste essa maturação da fé? Que jornada devemos encetar em direção à "maturidade de Cristo"? Devemos ser adultos na fé, foi a resposta do futuro Papa.

Não podemos permanecer menores de idade, tendo uma fé apenas infantil. E no que consiste ter uma fé infantil? - perguntou ele. E, tomando as palavras de São Paulo, respondeu que ter uma fé infantil significa "ser batidos pelas ondas e levados por qualquer vento de doutrina" (Ef 4,14).
"Uma descrição muito atual!" - exclamou Joseph Ratzinger.

Continuando sua penetrante e ponderada análise do grande problema de nossos dias, ele afirmou sem rodeios: "Quantos ventos de doutrina conhecemos nas últimas décadas, quantas correntes ideológicas, quantos caminhos de pensamento! O pequeno barco do pensamento de muitos cristãos tem sido com freqüência - batido por essas ondas - jogado de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, e até à libertinagem; do coletivismo ao radical individualismo; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo, e assim por diante.

A cada dia surgem novas seitas, e o que São Paulo diz sobre o engano humano e a astúcia que procura seduzir o povo para o erro (cf. Ef 4,14) torna-se realidade".

Ditadura do relativismo

Indo ainda mais a fundo no seu diagnóstico sobre os males de nosso tempo, Joseph Ratzinger apontou, quiçá, o supremo embuste do mundo presente: "Hoje em dia, ter uma fé baseada no Credo da Igreja é freqüentemente rotulado de fundamentalismo, ao passo que o relativismo, quer dizer, deixar- se levar para cá e para lá, e levar-se por qualquer vento de doutrina, parece ser a única atitude à altura dos tempos modernos".

E o futuro Papa denunciou então o grande perigo para a Igreja: "Estamos construindo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e cujo último objetivo consiste unicamente no próprio ego e nos próprios desejos".

No fim de sua homilia, podia ele afirmar sem hesitação, e sem receio de ser contestado:
"Uma fé adulta não é uma fé que segue as tendências da moda e a última novidade; uma fé madura está profundamente enraizada na amizade com Cristo. Esta amizade é que nos abre para tudo o que é bom e nos dá um critério pelo qual podemos distinguir entre o verdadeiro e o falso, entre o engano e a verdade."

Um só rebanho e um só Pastor

Na primeira mensagem após sua eleição, ao fim da Missa do dia 20, na Capela Sistina, o Santo Padre Bento XVI mostrou como, desde que ficou público o súbito agravamento da saúde de João Paulo II, vivemos "um tempo extraordinário de graça", que podia-se observar na "onda de fé, de amor e de espiritual solidariedade, que teve o ponto mais alto nas suas solenes exéquias".

O novo Papa constatava, assim, essa alvissareira novidade que assinalamos em nosso Editorial: graças excepcionais derramadas em abundância sobre o mundo. E ele continuava a falar desse fenômeno, dizendo: "Os funerais de João Paulo II foram uma experiência verdadeiramente extraordinária na qual se sentiu de certa forma o poder de Deus que, através da sua Igreja, deseja formar, de todos os povos, uma grande família, mediante a força unificadora da Verdade e do Amor".

Expressando-se desse modo, Bento XVI estava indicando uma das tarefas que considera prioritárias para seu pontificado: conseguir refazer aquela união entre os cristãos que existiu um dia, trazendo para o rebanho da Igreja de Cristo todas as ovelhas que dela devem fazer parte.
Retomou ele o tema na homilia do dia 24, quando comentou o simbolismo do pallium, feito de lã de cordeiro. Lembrou a parábola da ovelha desgarrada, socorrida pela solicitude do pastor, que vai ao seu encalço mesmo à custa de muito sofrimento.

Bento XVI exprimiu seu desejo de seguir nas vias do Bom Pastor, pedindo- nos: "Rezem por mim, para que eu possa aprender a amar cada vez mais o Senhor. Rezem por mim, para que eu aprenda a amar esse rebanho cada vez mais, em outras palavras, vós, a Santa Igreja, cada um de vós e todos vós juntos. Rezem por mim para que eu não fuja de medo dos lobos".

Em seguida traçou em poucas palavras, com clareza, o programa de um ecumenismo autêntico e bem definido para seu pontificado, ao repetir com Jesus: "Tenho outras ovelhas que não são deste rebanho; devo também trazêlas, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 10,16).

Fazer resplandecer aos olhos do mundo a luz de Cristo

Muito comovido, na homilia da Missa de 20 de abril, Bento XVI referiu- se àquele episódio no qual Jesus constituiu o Papado: "Nestas horas penso de novo em tudo o que aconteceu na região de Cesaréia de Filipe, há dois mil anos. Parece que ouço as palavras de Pedro: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo, e a solene afirmação do Senhor: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (...) dar-te-ei as chaves do Reino do Céu".

Podemos medir o que ia na alma do Santo Padre, percorrendo suas vibrantes palavras na mesma homilia: "Tu és o Cristo! Tu és Pedro! Pareceme reviver a mesma cena evangélica; eu, Sucessor de Pedro, repito com estremecimento as palavras vibrantes do pescador da Galiléia e ouço novamente com íntima emoção a promessa tranqüilizante do divino Mestre. Se é enorme o peso da responsabilidade que recai sobre os meus pobres ombros, é certamente desmedido o poder divino com o qual posso contar".

E o Santo Padre, numa demonstração de inteira e serena consciência de sua missão universal, sabendo que os olhos de bilhões de pessoas no mundo inteiro se voltam agora para ele, expressou- se sem ambigüidade: "O Senhor quis-me para seu Vigário, quis-me pedra sobre a qual todos possam apoiarse com segurança. Peço-Lhe que auxilie a pobreza das minhas forças, para que eu seja corajoso e fiel Pastor do seu rebanho, sempre dócil às inspirações do seu Espírito".

O Papa Bento XVI tinha ainda frescas na memória as imagens daquela imponente manifestação quando da morte e dos funerais de João Paulo II, e recordou como "em volta dos seus despojos mortais, colocados na terra nua, reuniram- se os Chefes das Nações, pessoas de todas as camadas sociais, e sobretudo jovens, num inesquecível abraço de afeto e de admiração".
E sua conclusão - da qual todo católico participa de alma inteira -, em termos densos de esperança e de certeza na força da Santa Igreja Católica, foi expressa do seguinte modo: "Pareceu a muitos que aquela intensa participação, amplificada até os confins do planeta pelos meios de comunicação social, fosse como um pedido de ajuda dirigido ao Papa pela humanidade de hoje que, perturbada por incertezas e temores, se interroga sobre o seu futuro".

E eis que vemos o Santo Padre, como o Bom Pastor, disposto a sacrificar- se e a ajudar todas as suas ovelhas, desgarradas ou fiéis, de modo a que possam atravessar as borrascas que marcam o início do terceiro milênio. Ciente do que o mundo inteiro espera dele, e, mais do que tudo, do que Cristo espera dele, Bento XVI, na mesma Missa do dia 20, condensou em poucas linhas o cerne de seu programa:

"A Igreja de hoje deve reavivar em si mesma a consciência da tarefa de repropor ao mundo a voz d'Aquele que disse: Eu sou a luz do mundo. Quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida. Ao empreender o seu ministério, o novo Papa sabe que a sua tarefa é fazer resplandecer aos olhos dos homens e das mulheres de hoje a luz de Cristo: não a sua própria, mas a verdadeira luz de Cristo".

Primeira Mensagem de Bento XVI

Iniciando sua sublime missão, o novo Papa enviou ao mundo sua primeira mensagem por ocasião da Missa concelebrada com os Cardeais que, na véspera, o haviam escolhido para o Sumo Pontificado.

A todos vós, graça e paz em abundância! Neste momento, convivem em meu espírito dois sentimentos contrastantes. De um lado, o de inadequação e de humana perturbação pela responsabilidade que ontem me foi confiada, enquanto Sucessor do Apóstolo Pedro nesta Sé de Roma, em relação à Igreja universal. De outro lado, sinto em mim uma profunda gratidão para com Deus que - como nos faz cantar a liturgia - não abandona seu rebanho, mas o conduz através dos tempos, sob a orientação daqueles que Ele mesmo elegeu como vigários do seu Filho e constituiu pastores.

Caríssimos, este íntimo reconhecimento por um dom da divina misericórdia prevalece, apesar de tudo, no meu coração. E considero este fato como uma graça especial oferecida pelo meu venerado predecessor, João Paulo II. Parece-me sentir sua mão forte a apertar a minha; parece-me ver seus olhos sorridentes e ouvir suas palavras, dirigidas particularmente a mim neste momento: "Não tenhas medo!"

A força unificadora da Verdade e do Amor

A morte do Santo Padre João Paulo II e os dias que se lhe seguiram foram para a Igreja e para o mundo inteiro um tempo extraordinário de graça. A grande dor pelo seu falecimento e o sentimento de perda que deixou em todos foram atenuados pela ação de Cristo ressuscitado, que se manifestou durante tantos dias na onda de fé, amor e solidariedade espiritual, culminada nas suas exéquias solenes.

Podemos dizer que os funerais de João Paulo II constituíram uma experiência verdadeiramente extraordinária, na qual se percebeu, de algum modo, o poder de Deus que, por meio de sua Igreja, quer fazer de todos os povos uma grande família pela força unificadora da Verdade e do Amor (cf.Lumen gentium, 1). Na hora da morte, conformado ao seu Mestre e Senhor, João Paulo II coroou o seu longo e fecundo Pontificado, confirmando na fé o povo cristão, congregando-o em torno de si e fazendo sentir mais unida toda a família humana. Como não sentir- nos sustentados por esse testemunho? Como não perceber o encorajamento que vem desse acontecimento da graça?

Nessa pedra todos podem se apoiar com segurança

Surpreendendo todas as minhas previsões, a divina Providência, pelo voto dos venerados Padres Cardeais, chamou-me a suceder a este grande Papa. Recordo neste momento o que aconteceu na região de Cesaréia de Filipe, há dois mil anos. Parece-me ouvir as palavras de Pedro: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", e a solene afirmação do Senhor: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (...) Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus" (Mt 16, 16-19).

Tu és o Cristo! Tu és Pedro! Parece- me reviver a própria cena evangélica. Eu, Sucessor de Pedro, repito com estremecimento as vibrantes palavras do pescador da Galiléia e ouço de novo, com íntima emoção, a promessa reconfortante do divino Mestre. Se é enorme o peso da responsabilidade posta sobre os meus ombros, é certamente desmedida a força divina com a qual posso contar: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja"
Escolhendo-me como Bispo de Roma, o Senhor quis fazer de mim seu Vigário, "pedra" sobre a qual todos podem se apoiar com segurança. Peço- lhe que supra a pobreza das minhas forças, para que eu seja Pastor fiel e corajoso do seu rebanho, sempre dócil às inspirações do seu Espírito.

Preparo-me para empreender este peculiar ministério, o ministério petrino a serviço da Igreja universal, com humilde abandono nas mãos da Providência de Deus. Em primeiro lugar, é a Cristo que renovo minha total e confiante adesão: "In Te, Domine, speravi; non confundar in aeternum!"

Comunhão colegial a serviço da unidade na Fé

A vós, Senhores Cardeais, com espírito agradecido pela confiança a mim demonstrada, peço que me sustenteis com a oração e com a constante, ativa e sábia colaboração. Peço também a todos os Irmãos no Episcopado que estejam a meu lado com a oração e com o conselho, para que possa ser verdadeiramente o Servus servorum Dei. Assim como Pedro e os outros Apóstolos constituíram por desejo do Senhor um único Colégio apostólico, do mesmo modo o Sucessor de Pedro e os Bispos, sucessores dos Apóstolos - segundo frisou com força o Concílio - devem estar estreitamente unidos entre si (cf.Lumen gentium, 22).

Esta comunhão colegial, apesar da diversidade de papéis e funções do Romano Pontífice e dos Bispos, está a serviço da Igreja e da unidade na fé, da qual depende em grande medida a eficácia da ação evangelizadora no mundo contemporâneo. Nesse caminho, portanto, sobre o qual avançaram os meus venerados Predecessores, também eu me proponho prosseguir, preocupado unicamente em proclamar ao mundo inteiro a presença viva de Cristo.

Concílio Vaticano II

Tenho diante de mim, de forma particular, o testemunho do Papa João Paulo II. Ele deixa uma Igreja mais corajosa, mais livre, mais jovem. Uma Igreja que, segundo o seu ensinamento e exemplo, olha com serenidade para o passado e não tem medo do futuro.

Com o Grande Jubileu ela entrou no novo milênio trazendo nas mãos o Evangelho, aplicado no mundo atual através da releitura autorizada do II Concílio do Vaticano. Justamente o Papa João Paulo II indicou o Concílio como "bússola" pela qual orientar- se no vasto oceano do terceiro milênio (cf. Novo millennio ineunte, 57- 58). Também no seu testamento espiritual, ele anotava: "Estou convencido de que ainda por muito tempo será dado às novas gerações descobrir as riquezas que este Concílio do século XX nos deixou" (17/3/2000).

Também eu, ao assumir o serviço que é próprio do Sucessor de Pedro, quero afirmar com força a vontade decidida de prosseguir no compromisso da atuação do Concílio do Vaticano, sobre o trilho dos meus Predecessores e em fiel continuidade com a bimilenária tradição da Igreja.
Terá lugar neste ano o 40º aniversário da conclusão das sessões conciliares (8 de dezembro de 1965). Com o passar dos anos, os Documentos conciliares não perderam a sua atualidade; os seus ensinamentos revelam-se particularmente pertinentes em relação às novas instâncias da Igreja e da atual sociedade globalizada.

Eucaristia, coração do novo pontificado

De maneira muito significativa, o meu Pontificado inicia-se quando a Igreja está vivendo o Ano especial dedicado à Eucaristia. Como não ver nessa coincidência providencial um elemento que deve caracterizar o ministério ao qual fui chamado? A Eucaristia, coração da vida cristã e fonte da missão evangelizadora da Igreja, não pode deixar de constituir o centro permanente e a fonte do serviço petrino que me foi confiado.

A Eucaristia torna constantemente presente o Cristo ressuscitado, que continua a dar-se a nós, chamandonos a participar na mesa do seu Corpo e do seu Sangue. Da plena comunhão com Ele nascem todos os outros elementos da vida da Igreja, em primeiro lugar a comunhão entre todos os fiéis, o compromisso de anunciar e de testemunhar o Evangelho, o ardor da caridade para com todos, especialmente os pobres e pequenos.

Neste ano, portanto, deverá ser celebrada com particular realce a Solenidade de Corpus Christi.
A Eucaristia estará, igualmente, no centro da Jornada Mundial da Juventude, no mês de agosto, em Colônia, e da Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos, que se reunirá em outubro em torno do tema: "A Eucaristia, fonte e ápice da vida e da missão da Igreja".
Peço a todos intensificar nos próximos meses o amor e a devoção a Jesus Eucaristia, e exprimir de modo corajoso e claro a fé na presença real do Senhor, sobretudo mediante a solenidade e a correção das celebrações.

Peço-o de modo especial aos sacerdotes, nos quais penso neste momento com grande afeto. O Sacerdócio ministerial nasceu no Cenáculo, juntamente com a Eucaristia, como tantas vezes sublinhou o meu venerado Predecessor João Paulo II. "A vida sacerdotal deve ter a título especial uma ‘forma eucarística'", escreveu na sua última Carta de Quinta-Feira Santa (nº 1).

Para este fim contribui, acima de tudo, a devota celebração quotidiana da santa Missa, centro da vida e da missão de cada sacerdote.

Alimentados e sustentados pela Eucaristia, os católicos não podem deixar de sentir-se estimulados a tender para aquela plena unidade que Cristo desejou ardentemente no Cenáculo. Deste supremo anelo do Divino Mestre, o Sucessor de Pedro sabe que deve encarregar- se de um modo muito particular. A ele foi, de fato, confiada a missão de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32).

Pressuposto do progresso nas vias do ecumenismo

Com plena consciência, portanto - ao iniciar seu ministério na Igreja de Roma que Pedro regou com seu sangue - o novo Papa assume como compromisso primário o de trabalhar sem poupar energias para reconstituir a plena e visível unidade de todos os seguidores de Cristo.
Esta é sua ambição, este é seu rigoroso dever. Está ele consciente de que para isso não bastarão as manifestações de bons sentimentos. São necessários gestos concretos, gestos que penetrem nas almas e comovam as consciências, solicitando todos àquela conversão interior que é o pressuposto de qualquer progresso nas vias do ecumenismo.

O diálogo teológico é necessário, o aprofundamento das motivações históricas de escolhas acontecidas no passado é, contudo, indispensável. Mas o que urge é aquela "purificação da memória", tantas vezes evocada por João Paulo II, a única que poderá dispor os espíritos a acolher a plena verdade de Cristo.

É diante dele, supremo Juiz de cada ser vivo, que cada um de nós deve se colocar, na consciência de ter um dia de dar-Lhe contas de tudo aquilo que fez ou não fez em vista do grande bem da plena e visível unidade de todos os seus discípulos.

O atual Sucessor de Pedro deixase pessoalmente interpelar por esta questão e está disposto a fazer tudo o que estiver em seu poder para promover a causa fundamental do ecumenismo. Nos passos dos seus Predecessores, ele está plenamente determinado a cultivar qualquer iniciativa que possa parecer oportuna para promover os contactos e o encontro com os representantes das diversas Igrejas e Comunidades eclesiais. A eles, também, envia nesta ocasião a mais cordial saudação em Cristo, único Senhor de todos.

Missão do Papa: fazer resplandecer a Luz de Cristo

Recordo neste momento a inesquecível experiência vivida por todos nós por ocasião da morte e das exéquias de João Paulo II.

Em torno dos seus restos mortais, depositados na terra nua, recolheramse chefes de Estados, pessoas de todos as classes sociais e especialmente os jovens, num inesquecível abraço de afeto e admiração. O mundo inteiro olhou para ele com confiança. Pareceu a muitos que aquela intensa participação, amplificada até os confins do planeta pelos meios de comunicação social, exprimia um pedido de ajuda dirigido ao Papa feito, pela humanidade hodierna que, perturbada por incertezas e temores, se interroga sobre o seu futuro.

A Igreja de hoje deve reavivar em si mesma a consciência da missão de propor ao mundo, novamente, a voz daquele que disse: "Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8,12). Ao assumir seu ministério, o novo Papa sabe que sua missão é a de fazer resplandecer diante dos homens e mulheres de hoje a luz de Cristo: não sua própria luz, mas a de Cristo.

Com esta consciência, dirijo-me a todos, mesmo aos que seguem outras religiões ou que simplesmente procuram uma resposta às perguntas fundamentais da existência e ainda não a encontraram. A todos me dirijo com simplicidade e afeto, para assegurar que a Igreja quer continuar a tecer com eles um diálogo aberto e sincero, à procura do verdadeiro bem do homem e da sociedade.

Paz e desenvolvimento social

Peço a Deus a unidade e a paz para a família humana e declaro a disponibilidade de todos os católicos em cooperar para um autêntico desenvolvimento social, que respeite a dignidade de cada ser humano.

Não pouparemos esforços e dedicação para prosseguir o promissor diálogo começado pelos meus venerados Predecessores com as diversas civilizações, para que da compreensão recíproca nasçam as condições de um futuro melhor para todos.

Os jovens, porvir da Igreja e da humanidade

Penso em particular nos jovens. A eles, interlocutores privilegiados do Papa João Paulo II, vai o meu abraço afetuoso à espera de, se Deus quiser, encontrá-los em Colônia por ocasião da próxima Jornada Mundial da Juventude. Convosco - caros jovens, futuro e esperança da Igreja e da humanidade - continuarei a dialogar, auscultando vossas expectativas no intuito de vos ajudar a encontrar, numa profundidade cada vez maior, o Cristo vivo, o eternamente jovem.

Mane nobiscum, Domine! Fica conosco Senhor!

Esta invocação é o tema dominante da Carta Apostólica de João Paulo II para o Ano da Eucaristia e é a oração que brota espontaneamente do meu coração, enquanto me preparo para iniciar o ministério a que Cristo me chamou.

Como Pedro, também eu renovo- Lhe a promessa incondicional de fidelidade. Só a Ele pretendo servir, dedicando- me totalmente ao serviço da sua Igreja.
"Invoco a maternal intercessão de Maria"

Para sustentar esta promessa, invoco a maternal intercessão de Maria Santíssima, em cujas mãos ponho o presente e o futuro da minha pessoa e da Igreja. Intervenham com sua intercessão também os Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e todos os Santos.

EXCERTOS DA HOMILIA NA MISSA "PRO ELIGENDO PONTIFICE"

Um Pastor segundo o coração de Cristo

Na Missa de abertura do Conclave, em 18 de abril, o Decano do Sacro Colégio pronunciou sua derradeira homilia na qualidade de Cardeal. Nela pediu ao Senhor com grande empenho "um Pastor segundo o seu coração, que nos leve ao conhecimento de Cristo, ao seu amor, à verdadeira alegria".

Nesta hora de grande responsabilidade, escutemos com particular atenção o que nos diz o Senhor com suas próprias palavras.

A misericórdia não supõe a banalização do mal

A primeira leitura oferece um retrato profético da figura do Messias. Escutemos, com alegria, o anúncio do ano da misericórdia: a misericórdia divina põe um limite ao mal - disse-nos o Santo Padre.

A misericórdia de Cristo não é uma graça que se pode comprar por baixo preço, não supõe a banalização do mal. Cristo carrega no seu Corpo e na sua Alma todo o peso do mal, toda a sua força destruidora. Ele queima e transforma o mal no sofrimento, no fogo do seu amor sofredor.

A ditadura do relativismo

Não devemos permanecer crianças na fé, em estado de minoridade. E em que consiste ser crianças na fé? Responde São Paulo: significa ser "batidos pelas ondas e levados ao sabor de qualquer vento de doutrina..." (Ef 4, 14).

Uma descrição muito atual!

Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantos modos de pensamento!... A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi não raro, agitada por essas ondas, lançada dum extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até o ponto de chegar à libertinagem; do coletivismo ao individualismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo, e por aí adiante.

Todos os dias nascem novas seitas e cumpre-se assim o que São Paulo disse sobre o engano dos homens, sobre a astúcia que tende a induzir ao erro (cf. Ef 4, 14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, é freqüentemente catalogado como fundamentalismo, ao passo que o relativismo - isto é, o deixar-se levar "ao sabor de qualquer vento de doutrina" - aparece como a única atitude à altura dos tempos atuais. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que usa como critério último apenas o próprio "eu" e os seus apetites.

Não é "adulta" uma fé que segue as ondas da moda e a última novidade; adulta e madura é antes uma fé profundamente enraizada na amizade com Cristo. É esta amizade que se abre a tudo aquilo que é bom e nos dá o critério para discernir entre o verdadeiro e o falso, entre engano e verdade.

"Devemos dar um fruto que permaneça"

O outro elemento do Evangelho que queria acenar é o discurso de Jesus sobre o dar fruto: "Fui Eu que vos escolhi e vos destinei para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça" (Jo 15, 16). Devemos animar-nos nesta santa inquietação: a inquietação de levar a todos o dom da fé, da amizade com Cristo. Recebemos a fé para a dar a outros, somos sacerdotes para servir outros. E devemos dar um fruto que permaneça.

O fruto que permanece é aquilo que semeamos nas almas humanas - o amor, o conhecimento, o gesto capaz de tocar o coração, a palavra que abre a alma à alegria do Senhor.

Nesta hora, sobretudo, rezemos com insistência ao Senhor, para que depois do grande dom do Papa João Paulo II, nos dê novamente um Pastor segundo o seu coração, um Pastor que nos leve ao conhecimento de Cristo, ao seu amor, à verdadeira alegria.

Amém

(Revista Arautos do Evangelho, Maio/2005, n. 41, p. 12 à 19)

BIOGRAFIA DE SUA SANTIDADE BENTO XVI

O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi baptizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis.

Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilómetros de Salisburgo. Foi neste ambiente, por ele próprio definido «mozarteano», que recebeu a sua formação cristã, humana e cultural.

O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa.
Precisamente nesta complexa situação, descobriu a beleza e a verdade da fé em Cristo; fundamental para ele foi a conduta da sua família, que sempre deu um claro testemunho de bondade e esperança, radicada numa conscienciosa pertença à Igreja.

Nos últimos meses da II Guerra Mundial, foi arrolado nos serviços auxiliares anti-aéreos.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951.

Um ano depois, começou a sua actividade de professor na Escola Superior de Freising.
No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese «Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho». Passados quatro anos, sob a direcção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre «A teologia da história em São Boaventura».

Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a 1969. A partir deste ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade.

De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como «perito»; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia.

A sua intensa actividade científica levou-o a desempenhar importantes cargos ao serviço da Conferência Episcopal Alemã e na Comissão Teológica Internacional.

Em 25 de Março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. A 28 de Maio seguinte, recebeu a sagração episcopal. Foi o primeiro sacerdote diocesano, depois de oitenta anos, que assumiu o governo pastoral da grande arquidiocese bávara. Escolheu como lema episcopal: «Colaborador da verdade»; assim o explicou ele mesmo: «Parecia-me, por um lado, encontrar nele a ligação entre a tarefa anterior de professor e a minha nova missão; o que estava em jogo, e continua a estar - embora com modalidades diferentes -, é seguir a verdade, estar ao seu serviço. E, por outro, escolhi este lema porque, no mundo actual, omite-se quase totalmente o tema da verdade, parecendo algo demasiado grande para o homem; e, todavia, tudo se desmorona se falta a verdade».

Paulo VI criou-o Cardeal, do título presbiteral de "Santa Maria da Consolação no Tiburtino", no Consistório de 27 de Junho desse mesmo ano.

Em 1978, participou no Conclave, celebrado de 25 a 26 de Agosto, que elegeu João Paulo I; este nomeou-o seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional que teve lugar em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de Setembro. No mês de Outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II.

Foi Relator na V Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos realizada em 1980, que tinha como tema «Missão da família cristã no mundo contemporâneo», e Presidente Delegado da VI Assembleia Geral Ordinária, celebrada em 1983, sobre «A reconciliação e a penitência na missão da Igreja».

João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de Novembro de 1981. No dia 15 de Fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de Abril de 1993.

Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo.
A 6 de Novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de Novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia.

Em 1999, foi como Enviado especial do Papa às celebrações pelo XII centenário da criação da diocese de Paderborn, Alemanha, que tiveram lugar a 3 de Janeiro.

Desde 13 de Novembro de 2000, era Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências.
Na Cúria Romana, foi Membro do Conselho da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados; das Congregações para as Igrejas Orientais, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para a Educação Católica, para o Clero, e para as Causas dos Santos; dos Conselhos Pontifícios para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e para a Cultura; do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica; e das Comissões Pontifícias para a América Latina, «Ecclesia Dei», para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canónico, e para a revisão do Código de Direito Canónico Oriental.

Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro «Introdução ao Cristianismo», uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro «Dogma e Revelação» (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral.

Grande ressonância teve a conferência que pronunciou perante a Academia Católica Bávara sobre o tema «Por que continuo ainda na Igreja?»; com a sua habitual clareza, afirmou então: «Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja».

No decurso dos anos, continuou abundante a série das suas publicações, constituindo um ponto de referência para muitas pessoas, especialmente para os que queriam entrar em profundidade no estudo da teologia. Em 1985 publicou o livro-entrevista «Relatório sobre a Fé» e, em 1996, «O sal da terra». E, por ocasião do seu septuagésimo aniversário, publicou o livro «Na escola da verdade», onde aparecem ilustrados vários aspectos da sua personalidade e da sua obra por diversos autores.

Recebeu numerosos doutoramentos «honoris causa»: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000.

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