Seguidores

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

Visite a Capela das Aparições, ON LINE.
Participe das orações, do terço e das missas diárias.

Clique na imagem de Nossa Senhora e estará em frente à Capelinha do Santuário de Fátima.

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris
Clique sobre a foto para a visita guiada em 15 etapas
Mostrando postagens com marcador Beirute. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Beirute. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de setembro de 2012

DEUS CONSEDA A PAZ À SÍRIA E A TODO O ORIENTE MÉDIO



Bento XVI no Angelus: Deus conceda paz à Síria e a todo o Oriente Médio


Beirute


- Na oração do Angelus, deste domingo, o Papa fez novamente um apelo pela paz no Oriente Médio."Peçamos a Maria, Nossa Senhora do Líbano, ao redor da qual se encontram cristãos e muçulmanos, para que interceda junto de seu divino Filho por vós, pelos habitantes da Síria e dos países vizinhos, implorando o dom da paz – disse Bento XVI a todos os presentes no City Center Waterfront de Beirute."Vós conheceis bem a tragédia dos conflitos e da violência, que gera tantos sofrimentos. Infelizmente, o fragor das armas continua a fazer-se ouvir, assim como o grito das viúvas e dos órfãos. A violência e o ódio invadem as estradas, e as mulheres e as crianças são as suas primeiras vítimas. Porquê tantos horrores? Porquê tantos mortos? Faço apelo à comunidade internacional; faço apelo aos países árabes para que, como irmãos, proponham soluções viáveis que respeitem a dignidade de cada pessoa humana, os seus direitos e a sua religião. Quem quer construir a paz, deve deixar de ver no outro um mal a ser eliminado; não é fácil ver no outro uma pessoa para respeitar e amar, e todavia é preciso consegui-lo, se se deseja construir a paz, se se quer a fraternidade. Que Deus conceda ao vosso país, à Síria e a todo o Oriente Médio o dom da paz dos corações, o silêncio das armas e o fim de toda a violência" - frisou o Papa."Queira Deus que os homens compreendam que são todos irmãos! Possamos com a ajuda de Deus nos converter para trabalhar com ardor na construção da paz, necessária para uma vida harmoniosa entre irmãos, independentemente da origem e da convicção religiosa" – concluiu o Santo Padre. (MJ)

HOMILIA DO PAPA NA MISSA EM BEIRUTE



Homilia do Santo Padre na missa celebrada em Beirute



Beirute



- Segue, na íntegra, a homilia proferida por Bento XVI, neste domingo, na missa celebrada no City Center Waterfront de Beirute, no Líbano.



Amados irmãos e irmãs!«Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo» (Ef 1, 3). Bendito seja Ele neste dia em que tenho a alegria de me encontrar convosco aqui, no Líbano, para entregar aos Bispos da região a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente. Agradeço cordialmente a Sua Beatitude Béchara Boutros Raï as amáveis palavras de boas-vindas. Saúdo os outros Patriarcas e os Bispos das Igrejas orientais, os Bispos latinos das regiões vizinhas bem como os Cardeais e os Bispos vindos doutros países. Com grande afecto, saúdo a todos vós, queridos irmãos e irmãs do Líbano e também dos países de toda esta amada região do Médio Oriente, que viestes celebrar, com o sucessor de Pedro, Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado. Dirijo também a minha deferente saudação ao Presidente da República e às Autoridades libanesas, aos Responsáveis e aos membros das outras tradições religiosas que quiseram estar aqui nesta manhã.Neste domingo em que o Evangelho nos interpela sobre a verdadeira identidade de Jesus, sentimo-nos a caminhar com os discípulos na estrada que leva às aldeias da região de Cesareia de Filipe. «E quem dizeis vós que Eu sou?» (Mc 8, 29): pergunta-lhes Jesus. O momento escolhido para lhes colocar esta questão não é sem significado. Jesus encontra-se num ponto de viragem decisiva da sua vida. Sobe para Jerusalém, para o lugar onde será realizado, através da cruz e ressurreição, o acontecimento central da nossa salvação. É também em Jerusalém que, depois de todos estes acontecimentos, vai nascer a Igreja. E, neste momento decisivo, Jesus começa por perguntar aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que Eu sou?» (Mc 8, 27), recebendo deles respostas muito variadas: João Batista, Elias, um profeta… Ainda hoje, como ao longo dos séculos, aqueles que, de diversas maneiras, se cruzaram com Jesus no seu caminho têm a sua resposta a dar. São abordagens que podem ajudar a encontrar o caminho da verdade. Mas as mesmas, embora não sejam necessariamente falsas, são insuficientes, porque não atingem o cerne da identidade de Jesus. Só alguém que aceite seguir pelo seu caminho, viver em comunhão com Ele na comunidade dos discípulos, é que pode ter um verdadeiro conhecimento. Tal é o caso de Pedro, que, desde há algum tempo, vive com Jesus e que agora responde: «Tu és o Messias» (Mc 8, 29). Resposta certa, sem dúvida alguma; mas ainda insuficiente, dado que Jesus sente a necessidade de a especificar. Ele entrevê que as pessoas poderiam servir-se desta resposta para desígnios que não são os seus, para suscitar falsas esperanças temporais sobre Ele. Não se deixa bloquear nos simples atributos do libertador humano que muitos esperam.Anunciando aos seus discípulos que terá de sofrer, ser condenado à morte e depois ressuscitar, Jesus quer fazer-lhes compreender quem Ele é verdadeiramente. Um Messias sofredor, um Messias servo, e não um libertador político omnipotente. Ele é o Servo obediente à vontade de seu Pai até ao ponto de perder a sua vida. É o que anunciava já o profeta Isaías na primeira leitura. Assim Jesus vai contra o que muitos esperavam d’Ele. A sua afirmação choca e desconcerta. E ouve-se o protesto de Pedro, que O censura, recusando para o seu Mestre o sofrimento e a morte. Jesus mostra-se severo com ele, e faz-lhe compreender que aquele que quiser ser seu discípulo deve aceitar ser servo, como Ele Se fez Servo.Seguir Jesus significa tomar a própria cruz para O acompanhar pelo seu caminho, um caminho incómodo que não é o do poder nem da glória terrena, mas o que leva necessariamente a renunciar a si mesmo, a perder a sua vida por Cristo e pelo Evangelho, a fim de a salvar. É que nos foi dada a certeza de que este caminho leva à ressurreição, à vida verdadeira e definitiva com Deus. Decidir acompanhar Jesus Cristo que Se fez o Servo de todos exige uma intimidade cada vez maior com Ele, colocando-se atentamente à escuta da sua Palavra, a fim de tirar dela a inspiração para o nosso agir. Ao promulgar o Ano da Fé, que começará em 11 de Outubro próximo, quis que cada fiel pudesse comprometer-se de maneira renovada neste caminho da conversão do coração. Por isso, ao longo deste ano, encorajo-vos vivamente a aprofundar a vossa reflexão sobre a fé para a tornar mais consciente e fortalecer a vossa adesão a Jesus Cristo e ao seu Evangelho.Irmãos e irmãs, o caminho por onde Jesus nos quer conduzir é um caminho de esperança para todos. A glória de Jesus revela-se no momento em que, na sua humanidade, Ele Se mostra mais frágil, especialmente na encarnação e na cruz. É assim que Deus manifesta o seu amor, fazendo-Se servo, dando-Se a nós. Porventura não é este um mistério extraordinário, por vezes difícil de admitir? O próprio apóstolo Pedro só o compreenderá mais tarde.Na segunda leitura, São Tiago lembrou-nos como este seguimento de Jesus, para ser autêntico, exija actos concretos: «Pelas obras, te mostrarei a minha fé» (Tg 2, 18). Servir é uma exigência imperativa para a Igreja, de modo que os cristãos são verdadeiros servos à imagem de Jesus. O serviço é um elemento constitutivo da identidade dos discípulos de Cristo (cf. Jo 13, 15-17). A vocação da Igreja e do cristão é servir; e fazê-lo, como o próprio Senhor, gratuitamente e a todos sem distinção. Assim, servir a justiça e a paz, num mundo onde a violência não cessa de alongar o seu rasto de morte e destruição, é uma urgência de modo a comprometer-se em prol duma sociedade fraterna, para edificar a comunhão. Amados irmãos e irmãs, peço ao Senhor de modo particular que conceda a esta região do Médio Oriente servidores da paz e da reconciliação, para que todos possam viver pacífica e dignamente. É um testemunho essencial que os cristãos devem prestar aqui, em colaboração com todas as pessoas de boa vontade. Eu vos convido a todos a trabalhar pela paz; cada qual ao seu nível e no lugar onde se encontra.Além disso o serviço deve estar no centro da vida da própria comunidade cristã. Todo o ministério, toda a função na Igreja é primariamente um serviço a Deus e aos irmãos. É este espírito que deve animar todos os baptizados, uns em relação aos outros, especialmente através dum compromisso efectivo a favor dos mais pobres, dos marginalizados, daqueles que sofrem, para que seja preservada a dignidade inalienável de toda a pessoa. Queridos irmãos e irmãs que sofreis no corpo ou no coração, o vosso sofrimento não é inútil. Cristo Servo está perto de todos aqueles que sofrem. Está presente junto de vós. Oxalá encontreis no vosso caminho irmãos e irmãs que manifestem concretamente a presença amorosa de Cristo, que não vos pode abandonar. Permanecei cheios de esperança por causa de Cristo!E vós todos, irmãos e irmãs, que viestes participar nesta celebração, procurai tornar-vos cada vez mais conformes ao Senhor Jesus, Ele que Se fez Servo de todos pela vida do mundo. Deus abençoe o Líbano, abençoe todos os povos desta amada região do Médio Oriente e lhes conceda o dom da sua paz. Amen.



Fonte: RV

MILHARES DE PÈSSOAS ACOMPANHAM A MISSA DO PÀPA BENTO XVI EM PÍER DE BEIRUTE



As ruas da capital eram uma maré branca e amarela (as cores do Vaticano) para dar as boas-vindas ao pontífice




Foto: EFE


A missa do papa Bento XVI no píer de Beirute começou neste domingo perante dezenas de milhares de pessoas que não quiseram perder esta ocasião histórica.

Dezenas de milhares de pessoas se concentraram no percurso que o papa Bento XVI fez desde Harissa, 28 km ao norte de Beirute, até a capital.


As ruas da capital eram uma maré branca e amarela (as cores do Vaticano) para dar as boas-vindas ao santo padre.


Após percorrer em papamóvel as ruas de Beirute, Bento XVI, vestido com uma batina verde, subiu ao altar montado ao ar livre perto ao mar, enquanto era cantado um hino em língua siríaca, usada nos rituais maronitas (cristão de Oriente).


Em seu discurso, o patriarca maronita, monsenhor Bechara Rai, afirmou que esta viagem pastoral de Joseph Ratzinger ao Oriente Médio - em um momento de transformações radicais que ameaçam a segurança e estabilidade - é cheia de esperança.

Durante a missa, o sumo pontífice entregará aos prelados da região a Exortação Pós-sinodal (documento final) do Sínodo de Bispos para o Oriente Médio, que assinou na sexta-feira passada na sede do Patriarcado maronita em Harissa, 28 quilômetros ao norte de Beirute.


Em sua homilia, o papa Bento XVI destacou a necessidade de que os cristãos sirvam "a quem precisa de ajuda, a quem sente dor e a quem vive em uma situação desfavorecida", pedindo aos fiéis que aprofundem mais sua fé.


Hoje é o último dia da visita de três dias de Joseph Ratzinger ao Líbano, a primeira a este país em seus sete anos de Pontificado, e a quarta ao Oriente Médio.



Fonte: Terra

sábado, 15 de setembro de 2012

ACOMPANHE A VIAGEM DO PAPA AO LÍBANO


Acompanhe a viagem do Papa Bento XVI AO LÍBANO, com fotos, notícias e vídeos, diretamente da Radio Vaticano.

Basta clicar na imagem abaixo:

Fonte: RV


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

BENTO XVI DISCURSA EM BEIRUTE NA CERIMONIA DE BOAS VINDAS

Discurso do Papa na cerimônia de boas-vindas

Beirute

– Leia a íntegra do discurso pronunciado por Bento XVI na cerimônia de boas-vindas do Aeroporto Rafiq Hariri, de Beirute, esta sexta-feira.Senhor Presidente da República,Senhores Presidentes do Parlamento e do Conselho de Ministros, Amadas Beatitudes, Membros do Corpo Diplomático,Ilustres Autoridades civis e religiosas presentes,Queridos amigos!Tenho a alegria, Senhor Presidente, de responder ao amável convite que me fez para visitar o vosso país, e também ao convite recebido dos Patriarcas e Bispos católicos do Líbano. Este duplo convite bastaria, se fosse necessário, para manifestar a dupla finalidade da minha visita ao vosso país. Esta sublinha as excelentes relações que sempre existiram entre o Líbano e a Santa Sé, e pretende contribuir para as reforçar. Com esta visita, desejo também retribuir as que o Senhor Presidente me fez ao Vaticano em Novembro de 2008 e, mais recentemente, em Fevereiro de 2011, seguida nove meses mais tarde pela visita do Senhor Primeiro-Ministro.Foi durante o segundo dos nossos encontros que a majestosa estátua de São Maron foi abençoada. A sua presença silenciosa numa parede lateral da Basílica de São Pedro lembra, de forma permanente, o Líbano no próprio lugar onde foi sepultado o apóstolo Pedro. Manifesta um património espiritual secular, confirmando a veneração dos libaneses pelo primeiro dos Apóstolos e seus sucessores. Precisamente para ressaltar a sua grande devoção a Simão Pedro é que os Patriarcas Maronitas acrescentam ao seu nome o de Boutros. É bom ver como do santuário petrino, São Maron intercede continuamente pelo vosso país e por todo o Médio Oriente. Desde já lhe agradeço, Senhor Presidente, por todos os esforços realizados para o bom êxito da minha estadia entre vós.Outro motivo da minha visita é a assinatura e entrega da Exortação apostólica pós-sinodal da Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, Ecclesia in Medio Oriente; trata-se dum importante evento eclesial. Agradeço a todos os Patriarcas católicos que aqui se encontram, e de modo particular ao Patriarca emérito, o amado Cardeal Nasrallah Boutros Sfeir, e ao seu sucessor, o Patriarca Bechara Boutros Raï. Saúdo fraternalmente todos os Bispos do Líbano, bem como aqueles que vieram para rezar comigo e receber das mãos do Papa este documento. Através deles, saúdo com paterno afecto todos os cristãos do Médio Oriente. Destinada ao mundo inteiro, a Exortação propõe-se ser para eles um roteiro para os anos futuros. Alegro-me também por poder encontrar, durante estes dias, numerosas representações das comunidades católicas do vosso país, por podermos celebrar e rezar juntos. A sua presença, o seu compromisso e o seu testemunho são um contributo reconhecido e muito apreciado na vida diária de todos os habitantes do vosso amado país.Desejo saudar também, com grande deferência, os Patriarcas e Bispos ortodoxos que me vieram receber, bem como os representantes das várias comunidades religiosas do Líbano. A vossa presença, queridos amigos, demonstra a estima e colaboração que, no respeito mútuo, desejais promover entre todos. Agradeço-vos pelos vossos esforços e tenho a certeza de que continuareis a procurar caminhos de unidade e concórdia. Não esqueço os acontecimentos tristes e dolorosos que, durante longos anos, atormentaram o vosso lindo país. A convivência feliz de todos os libaneses deve demonstrar a todo o Médio Oriente e ao resto do mundo que, dentro duma nação, pode haver colaboração entre as diversas Igrejas – todas elas membros da única Igreja Católica – num espírito de comunhão fraterna com os outros cristãos e, ao mesmo tempo, a convivência e o diálogo respeitoso entre os cristãos e os seus irmãos de outras religiões. Vós sabeis, tão bem como eu, que este equilíbrio, que é apresentado em toda a parte como um exemplo, é extremamente delicado. Por vezes ameaça romper-se, quando está esticado como um arco ou sujeito a pressões que são muitas vezes de parte ou interessadas, contrárias e estranhas à harmonia e suavidade libanesas. Então é preciso dar provas de real moderação e grande sabedoria; e a razão deve prevalecer sobre a paixão unilateral para favorecer o bem comum de todos. Porventura o grande rei Salomão, que conhecia o rei Hiram de Tiro, não considerava a sabedoria como sendo a virtude suprema!? Por isso a pediu com insistência a Deus, que lhe deu um coração sábio e inteligente (cf. 1 Rs 3, 9-12).Venho também para vos dizer como é importante a presença de Deus na vida de cada um e como a forma de viver juntos – esta convivência de que o vosso país quer dar testemunho – só será profunda se estiver fundada sobre uma visão acolhedora e uma atitude de benevolência para com o outro, se estiver enraizada em Deus que deseja que todos os homens sejam irmãos. O famoso equilíbrio libanês, que quer continuar a ser efectivo, pode-se prolongar graças à boa vontade e ao compromisso de todos os libaneses. Só então será um modelo para os habitantes de toda a região e para o mundo inteiro. Não se trata duma obra meramente humana, mas dum dom de Deus que é preciso pedir com insistência, preservar a todo custo e consolidar resolutamente.Os laços entre o Líbano e o Sucessor de Pedro são históricos e profundos. Senhor Presidente e queridos amigos, venho ao Líbano como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo dos homens. «Salami ō-tīkum – dou-vos a minha paz», diz Jesus Cristo (Jo 14, 27). E hoje, além do vosso país, dirijo-me em espírito também a todos os países do Médio Oriente como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo de todos os habitantes de todos os países da região, independentemente da sua filiação e da sua crença. Também a eles Jesus Cristo diz: «Salami ō-tīkum». As vossas alegrias e as vossas tribulações estão continuamente presentes na oração do Papa, pedindo a Deus que vos acompanhe e console. Posso assegurar-vos que rezo de maneira particular por todos os que sofrem nesta região, e são tantos! A estátua de São Maron recorda-me aquilo que vós viveis e suportais.Senhor Presidente, o seu país preparou-me uma recepção calorosa, um magnífico acolhimento – o acolhimento que se reserva a um irmão amado e respeitado. Verdadeiramente digno é o seu país do «Ahlan wa Sahlan» libanês; já o é agora e sê-lo-á ainda mais daqui para diante. Estou feliz por estar com todos vós. Que Deus vos abençoe a todos (Lè yo barèk al-Rab jami’a kôm!). Obrigado.

Fonte: RV

BENTO XVI: VENHO AO LÍBANO COMO PEREGRINO DE PAZ



Bento XVI: Venho ao Líbano como peregrino de paz





Beirute (RV)



– “Venho ao Líbano como peregrino de paz.” A longa espera acabou, pois Bento XVI já se encontra em Beirute, para a sua 24ª viagem apostólica internacional. Depois de pouco mais de três horas de viagem de Roma à capital libanesa, o Pontífice e sua delegação foram recebidos no Aeroporto internacional “Rafiq Hariri” pelo Presidente da República, Michel Sleiman, pelo Patriarca Maronita Béchara Boutros Rai, e outras autoridades civis e eclesiásticas.Após o cerimonial de boas-vindas, tomaram a palavra primeiro do Presidente da República e, a seguir, Bento XVI.O Papa agradeceu a recepção calorosa, “o magnífico acolhimento” – que se reserva a um irmão amado e respeitado. Falou das “excelentes relações” que sempre existiram entre a Santa Sé e o Líbano e do motivo de sua viagem, ou seja, a publicação da Exortação apostólica Pós-Sinodal “Ecclesia in Medio Oriente”. Dirigindo-se a todos os libaneses, Bento XVI afirma que não esquece os acontecimentos “tristes e dolorosos” que, durante longos anos, atormentaram este lindo país. “A convivência feliz de todos os libaneses deve demonstrar a todo o Médio Oriente e ao resto do mundo que, dentro duma nação, pode haver colaboração entre as diversas Igrejas – todas elas membros da única Igreja Católica – num espírito de comunhão fraterna com os outros cristãos e, ao mesmo tempo, a convivência e o diálogo respeitoso entre os cristãos e os seus irmãos de outras religiões.”Este equilíbrio, que é apresentado em toda a parte como um exemplo, é extremamente delicado, disse o Papa. Por vezes, ameaça romper-se. Então, é preciso dar provas de real moderação e grande sabedoria; a razão deve prevalecer sobre a paixão unilateral para favorecer o bem comum de todos.A convivência que o Líbano quer testemunhar, acrescentou, só será profunda se estiver fundada sobre uma atitude de benevolência para com o outro, se estiver enraizada em Deus. Só então será um modelo para os habitantes de toda a região e para o mundo inteiro. Não se trata duma obra meramente humana, mas dum dom de Deus que é preciso pedir com insistência, preservar a todo custo e consolidar resolutamente.“Venho ao Líbano como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo dos homens”, disse ainda o Papa, citando o lema da sua viagem apostótica: «Salami ō-tīkum – dou-vos a minha paz». E hoje, além deste país, dirijo-me em espírito também a todos os países do Médio Oriente como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo de todos os habitantes de todos os países da região, independentemente da sua filiação e da sua crença.”Bento XVI garantiu que as alegrias e as tribulações dos povos do Oriente Médio estão continuamente presentes em sua oração, pedindo a Deus que os acompanhe e console. « Posso assegurar que rezo de maneira particular por todos os que sofrem nesta região, e são tantos! Estou feliz por estar com todos vocês. Que Deus os abençoe a todos.No final da cerimônia, o Papa deixou o Aeroporto de Beirute em direção à Nunciatura Apostólica de Harissa, a 37 km da capital, onde ficará hospedado nesses três dias de visita.À tarde, o evento que aguarda Bento XVI se realizará na Basílica Greco-melquita de São Paulo, para a assinatura da Exortação Apostólica “Ecclesia in Medio Oriente”, na presença de todos os patriarcas e bispos da região.A Rádio Vaticano transmitirá este evento a partir do meio-dia, horário de Brasília, com comentários em português.

Fonte: RV


CONHEÇA MAIS SOBRE O BEIRUTE


Conheça mais sobre Beirute, capital libanesa que recebe o Papa

Da Redação, com Serviço de Informação do Vaticano

O Papa Bento XVI inicia amanhã sua 24ª viagem apostólica, desta vez com destino ao Líbano, onde apresentará, neste domingo, 16, a Exortação Apostólica Pós-Sinodal da Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, realizado no Vaticano em outubro de 2010.

Acesse
.: Programação da viagem de Bento XVI ao Líbano


A capital do país é Beirute, cuja população cresce progressivamente devido à sua importância comercial e ao êxodo massivo de refugiados cristãos que escapavam dos massacres das montanhas libanesas em 1860.

Na sequência do trabalho de pacificação pelas grandes potências, chegam os missionários protestantes (Grã Bretanha, Estados Unidos e Alemanha) e católicos, sobretudo da França.

Beirute tem cinco dioceses: Beirute dos Maronistas (sede episcopal desde 1577), que conta com 232.000 fiéis; Beirute dos Greco-Melkitas e Jbeil dos Greco-Melkitas, cujos fiéis são 200.000; Beirute dos Armenios, com 12.000 fiéis; Beirute para os caldeus, com 19.000 fiéis e Beirute dos Sírios, com 14.500 fieis.

O vicariato apostólico é Beirute dos Latinos que tem 10.000 fiéis e cujo vigário é Dom Paul Dahdah O.C.D.

Fonte: Canção Nova

Papa BENTO XVI CHEGA A BEIRUT COM MENSAGEM DE PAZ

Bento XVI chega hoje a Beirut com mensagem de paz e comunhão para as populações do Médio Oriente



Bento XVI parte às 9.30 de Roma para Beirute, aonde deverá chegar pouco antes das 14 horas locais, para a sua 24ª viagem apostólica internacional. A visita tem lugar por ocasião da publicação da Exortação apostólica Pós-Sinodal “Ecclesia in Medio Oriente”. A chegada de Bento XVI é aguardada com esperança não só pelos cristãos, mas também pelos muçulmanos do País dos Cedros que vêem no Papa uma mensagem de paz e convivência para o Médio Oriente, num momento de grande tensão, por causa da guerra civil na Síria, como nos informa, a partir de Beirute, Alessandro Gisotti.

“Em Beirute respira-se um clima de esperança e trepidação pela chegada do Papa. É difícil encontrar uma rua da cidade que não esteja enfeitada com bandeiras do Vaticano e do Líbano ou com cartazes de Bento XVI com o lema da viagem “A paz esteja convosco”, expressa em várias línguas, do árabe ao francês; do inglês ao latim “Pax Vobis”.

E esta região tem efectivamente grande necessidade de paz. Recordam-no também os prédios de Beirute crivados de balas, durante a guerra civil no país e que permaneceram lado a lado com novos arranha-céus que vão continuamente transformando o perfil da cidade.

À espera do Papa estão os fiéis do Líbano e os pastores do Médio Oriente a quem entregará a Exortação apostólica Pós-Sinodal. Esperam-no com emoção os jovens libaneses que sábado à tarde viverão com o Papa uma pequena JMJ do Médio Oriente. Esperam-no também os líderes muçulmanos que durante a visita terão um encontro com o Pontífice.

O diálogo islâmico - cristão é uma das dimensões fortes desta viagem. E, precisamente para sublinhar que o Líbano é um modelo possível de convivência, nesta quarta à tarde cristãos e muçulmanos juntaram-se no centro da cidade para dar as boas-vindas ao Papa com uma vigília de oração.
“O Líbano, mais do que um País, é uma mensagem”, tinha-o afirmado João Paulo II na sua visita ao país, em 1997. Quinze anos depois, os libaneses esperam de Bento XVI um renovado apoio a essa mensagem de paz e esperança para todos os povos do Médio Oriente.”

Fonte: RV