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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

RENUNCIA: NOTA DA CNBB

Nota da CNBB sobre anúncio da renúncia de Bento XVI



Brasília (RV) - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota na tarde desta segunda-feira, 11 de fevereiro, sobre o anúncio da renúncia do Papa Bento XVI feito na manhã de hoje. A seguir, a íntegra da nota:

Brasília, 11 de fevereiro de 2013
P. Nº 0052/13

“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18)


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB recebe com surpresa, como todo o mundo, o anúncio feito pelo Santo Padre Bento XVI de sua renúncia à Sé de Pedro, que ficará vacante a partir do dia 28 de fevereiro próximo. Acolhemos com amor filial as razões apresentadas por Sua Santidade, sinal de sua humildade e grandeza, que caracterizaram os oito anos de seu pontificado.

Teólogo brilhante, Bento XVI entrará para a história como o “Papa do amor” e o “Papa do Deus Pequeno”, que fez do Reino de Deus e da Igreja a razão de sua vida e de seu ministério. O curto período de seu pontificado foi suficiente para ajudar a Igreja a intensificar a busca da unidade dos cristãos e das religiões através de um eficaz diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como para chamar a atenção do mundo para a necessidade de voltar-se ao Deus criador e Senhor da vida.

A CNBB é grata a Sua Santidade pelo carinho e apreço que sempre manifestou para com a Igreja no Brasil. A sua primeira visita intercontinental, feita ao nosso País em 2007, para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, e, também, a escolha do Rio de Janeiro para sediar a Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, são uma prova do quanto trazia no coração o povo brasileiro.

Agradecemos a Deus o dom do ministério de Sua Santidade Bento XVI a quem continuaremos unidos na comunhão fraterna, assegurando-lhe nossas preces.


Conclamamos a Igreja no Brasil a acompanhar com oração e serenidade o legítimo processo de eleição do sucessor de Bento XVI. Confiamos na assistência do Espírito Santo e na proteção de Nossa Senhora Aparecida, neste momento singular da vida da Igreja de Cristo.

Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

RENUNCIA: DIGNIDADE, VISÃO E CORAGEM"

Arcebispo de Cantuária sobre renúncia do Papa: "Dignidade, visão e coragem"



Cantuária (RV) - "O Papa Bento XVI nos mostrou o que pode ser concretamente a vocação à Sé de Pedro, um testemunho universal do Evangelho e um mensageiro da esperança."

Estas palavras foram proferidas pelo novo arcebispo de Cantuária, Dr. Justin Welby, primaz da Igreja Anglicana, após a notícia da renúncia de Bento XVI ao pontificado, nesta segunda-feira.

Dr. Welby tomou a palavra para agradecer a Deus, em seu nome e em nome de todos os anglicanos do mundo, "pelo ministério que Bento XVI desempenhou com grande dignidade, visão e coragem".

"Em seus ensinamentos e escritos ele soube abordar com uma mente teológica criativa e significativa as questões de hoje. Nós, que pertencemos à família cristã estamos cientes da importância deste testemunho e nos unimos aos nossos irmãos católicos no agradecimento a Deus pela inspiração e o desafio do ministério do Papa Bento XVI. Rezamos para que Deus o abençoe e lhe conceda saúde e paz no corpo e no coração. Confiamos no Espírito Santo que tem a responsabilidade de eleger seu sucessor", concluiu o novo arcebispo de Cantuária. (MJ)


Fonte: RV

RENUNCIA:grandíssimo testemunho de liberdade espiritual de Bento XVI

Pe. Lombardi sobre renúncia do Papa: grandíssimo testemunho de liberdade espiritual de Bento XVI

Cidade do Vaticano (RV) - "O Papa pegou-nos um pouco de surpresa e, ademais, num dia que é também, digamos, para o Vaticano, um dia festivo. Portanto, tivemos em tempo breve que organizar-nos para esta situação muito importante:" com essas palavras, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, iniciou a coletiva concedida aos jornalistas durante a qual ofereceu algumas informações acerca da renúncia anunciada pelo Santo Padre.

"Como muitos de vocês sabiam – prosseguiu Pe. Lombardi –, tinha sido convocado para esta manhã o Consistório ordinário público para algumas causas de canonização e, portanto, foi estabelecido o dia da canonização de alguns novos santos. Para esta ocasião são convocados – por isto se chama Consistório público – os cardeais, todos os cardeais que estão em Roma e que podem participar, e, portanto, havia um grande número de cardeais. O Papa escolheu esta ocasião particularmente significativa, com o colégio dos cardeais, para dar um anúncio particularmente importante".

"O Papa – ressaltou o sacerdote jesuíta recordando a declaração do Pontífice – diz ter repetidamente examinado a sua consciência, diante de Deus. Eis, portanto, uma decisão pessoal, profunda, tomada em clima de oração diante do Senhor, do qual recebeu a missão que está realizando."

E chegou à certeza de que as suas forças, devido à idade avançada, já não são mais apropriadas para exercer o ministério petrino de modo adequado. Esse é o motivo fundamental da decisão.

O exame de consciência sobre as suas forças em relação ao ministério, em relação à tarefa a ser desenvolvida. Em suas palavras, o Papa continua dizendo que tem clara consciência de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não somente com as obras e com as palavras, mas, não menos, sofrendo e rezando. Portanto, há também o valor do sofrimento e da oração neste ministério.

"Dentre as motivações da renúncia do Papa, como se nota por suas palavras – acrescentou Pe. Lombardi –, existem as circunstância do mundo de hoje que, em relação ao passado, são particularmente árduas, pela rapidez e pela quantidade dos eventos, dos problemas que se apresentam e, portanto, digamos, a exigência de um vigor talvez maior do que em relação ao passado. Vigor que o Papa afirma ter sentido em si diminuir nos últimos meses."

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé observou que é significativa a frase "Bem consciente deste ato, com plena liberdade, declaro renunciar ao ministério de bispo de Roma, sucessor de São Pedro".

Esta é a declaração formal do ponto de vista jurídico importante – explicou Pe. Lombardi. No Código de Direito Canônico, cânon 332, parágrafo 2, lê-se:

"Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus, para a validade se requer que a renúncia seja livremente feita e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguém."

Portanto, "os dois pontos fundamentais são a liberdade e a devida manifestação. Liberdade e manifestação pública, como é de fato o Consistório público, ao qual o Papa manifestou a sua vontade".

Bento XVI – disse Pe. Lombardi – permanece exercendo plenamente as suas funções e o seu serviço até as 20h locais do dia 28 de fevereiro.

A partir daquele momento inicia-se a situação de sé vacante, regulada, do ponto de vista jurídico e canônico, pelos textos que se referem à sé vacante no Código de Direito Canônico e na Constituição Apostólica de João Paulo II Universi dominici gregis, sobre a vacância da sé apostólica.

"A declaração do Pontífice – explicou – é coerente com aquilo que o Papa declarou no livro-entrevista "Luz do mundo" de Peter Seewald, em que há duas perguntas precisas que se referem à hipótese de renúncia.

Seewal perguntara, inicialmente, a propósito de situações difíceis se estas pesavam sobre o Pontificado em andamento e se o Papa havia pensado renunciar. A resposta tinha sido:

"Quando o perigo é grande não se pode fugir, eis o motivo pelo qual este, seguramente, não é o momento de renunciar (referia-se à questão dos abusos e assim por diante), "é justamente em momentos como este que é preciso resistir e superar a situação difícil. Este é o meu pensamento. Pode-se renunciar num momento de serenidade, ou quando simplesmente não se consegue mais, mas não se pode fugir no momento do perigo e dizer 'que outra pessoa cuide disso'."

Portanto, aí o Papa dissera que as dificuldades não eram para ele motivo de renúncia – observou Pe. Lombardi. A segunda pergunta de Seewal:

"Portanto, é imaginável uma situação na qual o senhor considere que o Papa renuncie?" A resposta do Papa foi:

"Sim, quando um Papa alcança a clara consciência de não mais ser capaz fisicamente, mentalmente e espiritualmente de desempenhar o encargo a ele confiado, então tem o direito e, em algumas circunstâncias, também o dever de renunciar."

Quando tiver início a sé vacante – afirmou ainda Pe. Lombardi –, Bento XVI deverá transferir-se primeiro para Castel Gandolfo e, sucessivamente, quando terminarem os trabalhos de restauração, para onde se encontrava a sede do mosteiro das irmãs de clausura, no Vaticano.

Pessoalmente – continuou Pe. Lombardi –, acolhi o anúncio de renúncia do Papa com uma grandíssima admiração pela grande coragem, liberdade de espírito e pela grande consciência da responsabilidade pelo seu ministério.

Bento XVI ofereceu-nos – acrescentou – um grande testemunho de liberdade espiritual, de uma grande consciência dos problemas do Governo da Igreja no mundo de hoje.

Por fim, uma última informação de Pe. Lombardi: daqui até a Páscoa deveremos ter o novo Sucessor de Pedro. (RL)
Fonte: RV

Surpresa e humildade: Card. Braz de Aviz comenta renúncia de Bento XVI



RealAudioMP3 Cidade do Vaticano (RV) – “O sentimento é de surpresa, muito grande”: palavras do Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Card. João Braz de Aviz, que estava presente no momento do anúncio da renúncia de Bento XVI.

Contatado pela Rádio Vaticano, Card. Braz de Aviz fala da reação de surpresa dos cardeais presentes:

Nós fomos convocados esta manhã às 11h para o Consistório dos cardeais com o programa de aprovação de novos santos para a Igreja. Toda a sessão foi feita em latim, e no final da sessão o papa pessoalmente anunciou esta notícia para nós muito extraordinária. Eu inclusive consultei o cardeal que estava ao meu lado e disse: “O Papa está dizendo que ele está renunciando?” Porque não me parecia verdade. De fato, depois vimos que já estava confirmado e era isso mesmo que ele estava dizendo. Foi uma surpresa para todos nós porque esta atitude da renúncia não é uma atitude muito comum na Igreja. Mas a gente acredita que o Papa, provavelmente ajudado pelos seus médicos, pelas pessoas que lhe estão perto, seguramente ele avaliou isso, e o fez no conjunto da Igreja para o bem da Igreja. É um ato de extrema humildade por parte do Papa, de extremo amor à Igreja e que nos colheu muito de surpresa. Mas nós acreditamos realmente que o Papa o fez por amor à Igreja, por amor à Sé de Pedro, e nós sabemos o quanto ele trabalhou, quanto ele está trabalhando e trabalhará até o dia 28 ainda nesse sentido. O sentimento é de surpresa, muito grande. A gente via na própria sala esta surpresa. Não sabíamos de nada, só da questão do consistório para os santos e não de sua renúncia. Nesse sentido, foi uma grande surpresa. Também a atitude dele: “Continuarei ajudando através da minha oração e do meu testemunho”. Isso é muito bonito da parte do Santo Padre. Da nossa parte, queremos pedir pela Igreja, pedir também pelo novo Conclave e pedir para que o Senhor dê a nós o Pontífice que ele pensou para este momento.

RENUNCIA: "ESTAMOS INCRÉDULOS"

Card. Sodano em nome do colégio cardinalício: "Estamos incrédulos"



Cidade do Vaticano (RV) – O anúncio feito por Bento no final do Consistório público para a promulgação da causa de três novos santos, foi como “um trovão em céu sereno”, afirmou o decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano.

O anúncio foi feito em latim, e ao tomar a palavra, o Card. Sodano disso: “Santidade, recebemos sua mensagem quase que completamente incrédulos. Permita-me dizer-lhe, em nome de todos os seus colaboradores, que estamos mais do que nunca solidários com o senhor, como estivemos nesses luminosos oito anos do seu pontificado”.

O Decano do colégio cardinalício afirma que antes de 28 de fevereiro, dia em que Bento XVI deseja pôr fim a este serviço, “teremos modo de expressar-lhe melhor os nossos sentimentos. Certamente, as estrelas no céu continuam sempre brilhando e assim brilhará sempre em meio a nós a estrela do seu pontificado”.

A essas palavras, seguiu-se um caloroso abraço entre o decano do colégio cardinalício e Bento XVI

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

BENTO XVI RENUNCIA AO MINISTÉRIO DE BISPO DE ROMA

Bento XVI renuncia ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro

A Sede de São Pedro ficará vacante a partir de 28 de Fevereiro. Será convocado o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Apresentamos as palavras com que Bento XVI anunciou a sua renuncia:



Caríssimos Irmãos,
convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.
Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.
BENEDICTUS PP. XVI

Fonte: Zenit.org

Bento XVI anuncia a decisão de deixar o cargo. Sede vacante a partir de 28 de fevereiro. Eleição do novo Papa em março



Eis as palavras com que Bento XVI anunciou a sua decisão:

Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Insucessos e dificuldades não nos desencoragem...

"Insucessos e dificuldades não nos desencoragem... A nós toca lançar as redes com fé, o Senhor faz o resto" - Bento XVI por ocasião do Angelus



RealAudioMP3 Encorajados pelo belo dia de sol invernal com que Roma foi agraciado neste domingo, numerosos fiéis e turistas congregaram-se na Praça de São Pedro para ouvir o Santo Padre que, ao meio dia, apareceu à janela do seu apartamento para rezar com eles as Ave Marias.

Como sempre, antes da oração, o Papa fez uma breve reflexão teológica centrada sobre o Evangelho da missa deste domingo que nos fala da pesca milagrosa realizada por vontade do Senhor…

O evangelista São Lucas conta, de facto, que enquanto a multidão premia nas margens do lago de Genesaré para ouvir Jesus, Ele viu Simão Pedro entristecido por não ter podido pescar nada durante a noite. Jesus sobe para o barco e depois de fazer a sua pregação à multidão diz a Simão para lançar as redes, e este obedece, pescando uma grande quantidade de peixes.

O evangelista – disse o Papa – quer-nos mostrar como os primeiros discípulos seguiam com confiança Jesus e a Sua Palavra. Com efeito, Simão que antes o chamava Maestre passa a chamá-lo Senhor.

“É a pedagogia da chamada de Deus, que não olha tanto para a qualidade dos eleitos quanto para a sua fé, como a de Simão que diz: “Porque tu o dizes lançarei as redes ” .

A imagem da pesca remete-nos para a missão da Igreja – prosseguiu o Papa citando Santo Agostinho que nos recorda que por duas vezes os discípulos puseram-se a pescar por ordem do Senhor: uma antes da paixão e outra depois da ressurreição. Nessas duas pescas está representada toda a Igreja: a Igreja como é actualmente e como será depois da ressurreição dos mortos. Agora acolhe bons e mau, depois da ressurreição acolherá apenas os bons. Mas a experiência de Simão Pedro ensina-nos também que não devemos nunca desencorajar-nos no anuncio da Palavra de Deus a todos até aos confins da terra… No entanto – são ainda palavras de Bento XVI - a leitura evangélica deste domingo faz também reflectir sobre a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada que é obra de Deus…

“É obra de Deus. O homem não é autor da própria vocação, mas sim resposta à proposta divina; e a fraqueza humana não deve meter medo se Deus chama. É necessário ter confiança na Sua força que age precisamente na nossa pobreza: é necessário ter cada vez mais confiança na potencia da sua misericórdia, que transforma e renova”

Bento XVI concluiu as suas breves reflexões exprimindo o desejo de que estas Palavras do Senhor reavivem em cada um de nós e nas nossas comunidades a força de anunciar e dar testemunho do Evangelho.

“Que os insucessos e as dificuldades não nos levem ao desencorajamento: a nós toca lançar as redes com fé, o Senhor faz o resto” .

E o Papa concluiu confiando a Nossa Senhora, que soube dizer sim com confiança, a nossa disponibilidade a seguir Jesus, Maestre e Senhor…

Depois da Oração do Angelus, o Papa recordou que neste domingo diversos Povos do Extremo Oriente festejam o fim do ano lunar. Paz, harmonia e agradecimento aos Céus são os valores universais nesta alegre circunstância – disse dirigindo os seus votos a essas populações.

“Desejo que as aspirações desse povos a uma vida feliz e próspera possam concretizar-se. Envio uma saudação especial aos católicos daqueles países, a fim de que neste Ano da Fé, se deixem guiar pela sageza de Cristo.”

Depois o Papa recordou que nesta segunda-feira, 11 de Fevereiro, Festa litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, ocorre o Dia Mundial do Doente. As celebrações solenes têm lugar este ano no Santuário Mariano de Altõting, na região alemã da Baviera.

“Com a oração e com o afecto, sinto-me próximo de todos os doentes e uno-me espiritualmente a quantos se reunião naquele Santuário, a mim particularmente querido” .

Em francês o Papa recordou que Jesus recomenda que se visite os doentes, e convidou a acolher este Ano da Fé para aprofundarmos o sentido verdadeiro deste gesto que não separa a fé da caridade.

Bento XVI prosseguiu saudando os fieis em várias outras línguas e concluindo com uma saudação em italiano durante o qual se referiu à iniciativa “Banco Farmacêutico” que se realizou sábado nalguns países europeus…

“Gostaria de exprimir apreço pela iniciativa chamada “Banco Farmacêutico” que ontem efectuou a recolha de medicamentos em Itália, Espanha e Portugal” RealAudioMP3

Medicamentos para quem não os pode adquirir…
Fonte: Radio Vaticano

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Papa lança aplicativo e diz que apoia redes sociais e internet

Papa lança aplicativo e diz que apoia redes sociais e internet

O pontífice afirmou que a humanidade só tem a ganhar com a comunicação digital.Por Nilton Kleina em 24 de Janeiro de 2013

Papa lança aplicativo e diz que apoia redes sociais e internet(Fonte da imagem: Reprodução/Twitter)
O Papa Bento XVI é polêmico em várias opiniões sobre temas da sociedade, mas fãs de internet e redes sociais podem ficar tranquilos: o pontífice é fã de computadores e acredita que a comunicação por meios virtuais é benéfica ao ser humano.
Para Bento XVI, redes sociais e mecanismos de busca em geral “são o ponto de partida para comunicação de muitas pessoas que buscam ideias, informações e respostas”. As conversas no mundo virtual também são apoiadas: segundo ele, elas “demonstram que o ser humano é incansável, não para de procurar pela verdades de alta ou baixa importâncias para oferecer sentido a suas vidas”.
O discurso do Papa ainda conta com sugestões sobre o que fazer na rede: prestar atenção em sites, aplicativos e redes que oferecem tempo para reflexão e questionamentos. Mas não dá para se esquecer da vida real – e, neste caso, as pessoas devem encontrar tempo para ficar em silêncio, orar e espalhar a palavra de Deus.
O Twitter, que Bento XVI começou a usar no ano passado, foi elogiado indiretamente: o pontífice disse que frases curtas, do tamanho de versículos da Bíblia, já podem fazer alguma diferença.

Cada vez mais pop

Papa lança aplicativo e diz que apoia redes sociais e internet(Fonte da imagem: Reprodução/Agencia Ecclesia)
Aproveitando a onda digital, o Papa aproveitou a ocasião para lançar um aplicativo para smartphones. O "The Pope App" existe para Android e iOS e conta com notícias e vídeos sobre Bento XVI e o Vaticano em geral. O português é um dos idiomas disponíveis.
Fonte: TECMUNDO

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas.


Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas, diz Papa na Audiência Geral


Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 06-02-2013)  
- Nesta quarta-feira mais uma vez realizou-se a tradicional Audiência Geral. Milhares de fiéis e peregrinos foram recebidos por Sua Santidade o Papa Bento XVI que fez para eles a continuação de sua catequese relembrando o tema proposto para o Ano da Fé.
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Continuou, então, o pontífice em sua meditação sobre o Credo: A profissão de fé inicia qualificando Deus como "Todo-poderoso", e a seguir o Credo afirma que Deus é o "criador do céu e da terra", recordando assim a frase com a qual tem início a Bíblia.
O Santo Padre ensinou que Deus é Pai enquanto origem da vida e que ao criar Ele mostra a sua onipotência. É Deus quem estabelece a ordem, a harmonia e põe beleza em todas as coisas. E Ele não abandona suas criaturas. 
É por isso que o mundo criado mostra vestígios da ação divina e, para mais além de uma análise meramente fática, permitem vislumbrar a profunda verdade da criação e o amor de que está impregnada.
Por meio da revelação, o fiel pode ler no grande livro da natureza quem é Deus como Criador e Pai. Mas, o ápice da criação é o homem e a mulher, o ser humano: um ser pequeno em relação à imensidão do universo, porém o único que foi feito «à imagem de Deus», capaz de entender a sabedoria da sua obra, reconhecendo e louvando através dela o Criador.
É por isso, diz o Papa, que o homem goza da proteção especial de Deus, que fundamenta a inviolabilidade da dignidade humana, frente à tentação de ver nas pessoas simples objetos inanimados para a própria utilidade.
O Santo Padre concluiu suas palavras afirmando: "Queridos irmãos e irmãs, viver de fé significa reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa pequenez, a nossa condição de criaturas deixando que o Senhor a preencha com o seu amor. O mal, com a sua carga de dor e de sofrimento, é um mistério que é iluminado pela luz da fé, que nos dá a certeza de nos livraremos dele."
Bento XVI proferiu sua catequese em italiano, porém, no final, como sempre costuma fazer, fez um resumo dela em varias línguas. Ele disse em o português:
Queridos irmãos e irmãs, no Credo, confessamos que Deus é o «criador do céu e da terra», como se lê no Gênesis Deus cria através da sua palavra: a vida surge, porque tudo obedece à Palavra divina.
No vértice da criação, aparece o homem e a mulher: formados do pó da terra, possuem o sopro vital de Deus, e cada vida humana está sob a sua proteção. Esta é a razão mais profunda da inviolabilidade da dignidade humana.
Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas. Por vezes, somos tentados a ver esta dependência do amor criador de Deus como um peso do qual libertar-se. Mas, indo contra o seu Criador, o ser humano renega a sua origem e a sua verdade, e o mal entra no mundo com a sua penosa cadeia de sofrimentos e morte. E, sozinhos, não podemos sair dela...
As justas relações só podem ser reatadas, se Aquele, de quem nos afastamos, vier até nós e nos estender a mão. É o que faz Cristo! Percorre o caminho do amor, humilhando-Se até à morte de Cruz, para repor em ordem as nossas relações com Deus e com os outros. A Cruz torna-se a nova árvore da vida. De coração, saúdo os peregrinos de Guaratinguetá e todos os presentes de língua portuguesa. Sede bem-vindos! Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus Pai criador, e testemunhar a todos a sua bondade e misericórdia! Desça a sua Bênção generosa sobre vós e vossas famílias.
Após o final da saudação, Bento XVI ainda pode ouvir um hino a Nossa Senhora Aparecida que foi entoado por um grupo de brasileiro. (JS)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ONDE ESTAVA DEUS DURANTE A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA-RS?

ONDE ESTAVA DEUS DURANTE A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA-RS?



Minha sobrinha de 18 anos, a mesma idade daqueles que foram mortos nesta tragédia me perguntou à queima roupa: Tio, onde estava Deus na hora do incêndio?
Percebi um misto de revolta e respeito ao me questionar daquela forma. Na verdade ela não entendia porque Deus não havia feito nada afinal ela tinha aprendido, na catequese, que Deus estava ao nosso lado o tempo todo. A dúvida dela é a mesma de milhões de pessoas que ficaram perplexas diante das cenas que se repetiam na televisão. Corpos sem vidas sendo retirados daquele lugar. Jovens com seus futuros interrompidos por uma tragédia. Mas por que?
Em nossa visão achamos que Deus deveria ter feito algo e apagado o fogo ou, quem sabe, agido de maneira milagrosa para que as paredes da boate caíssem como caíram as muralhas de Jericó. Não, as coisas não acontecem dessa forma. 
Ter Deus ao nosso lado não significa que não passaremos pelas dores ou momentos difíceis. A presença de Deus em nossa vida não nos isenta do sofrimento. Viver em Deus não é caminho largo sem dor. A dor e o sofrimento fazem parte da nossa vida por causa da nossa limitação, seremos livres deles totalmente quando, um dia, vivermos em Deus. Mas enquanto caminhamos nesta terra imperfeita e limitada estaremos à mercê do sofrimento e da dor. A diferença está em que aquele que vive uma vida na fé e em Deus encara e supera o sofrimento de forma diferente. O que vive pela fé não é vencido pela dor e pelas tribulações mas supera tudo isso porque Deus está ao seu lado. Aquele apóstolo também sentiu isso, ele não foi poupado do sofrimento, mas tinha certeza da sua vitória: “Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos”. (2Cor 4,8-9). Ter Deus ao nosso lado não nos livra da dor, mas nos dá condições de superá-la.
Disse tudo isso à minha sobrinha que ainda permanecia em dúvida e retrucou: “entendi, mas por que Deus não fez alguma coisa para evitar aquilo tudo?” 
Sei que esta é a pergunta que todos estão fazendo porque fomos criados pensando que Deus deve fazer tudo por nós. Felizmente não é assim. Digo felizmente poque Deus nos criou para que tivéssemos um relacionamento de amor com ele. Ele nos ama e nós o amamos. Ora, para que isso aconteça deve haver liberdade. Caso contrario não seria amor e sim pura obediência. Amamos a Deus com tanta liberdade que podemos até rejeitá-lo, caso seja essa nossa escolha. Por causa disso Deus não intervém na nossa história a todo momento. Fazemos o nosso caminho a partir daquilo que apreendemos do seu amor, temos a sua força que nos impele a superar os momentos difíceis mas não somos parte de um brinquedo de Deus, onde Ele controla tudo com um joystick como se fosse um daqueles joguinhos de computador.
Se acontecem tragédias, acidentes e ataques terroristas Deus não é o culpado. Até entendo que diante de uma falta de explicação para os fatos tentemos buscar um culpado e não achando ninguém culpamos a Deus. Mas as tragédias acontecem por negligência, por falta de responsabilidade ou porque não se observaram regras básicas de segurança, no caso, acender um artefato explosivo num ambiente fechado. Os acidentes são frutos do desgaste de peças e de falhas humanas e os ataques terroristas, frutos da maldade do coração dos homens. Deus não participa disso.
Mas onde estava Deus? É melhor que mudemos a pergunta pra “Onde está Deus neste momento?”
Deus está nas milhares de pessoas que são solidárias e rezam por essas familias. Ele está nas centenas de voluntários que se uniram para ajudar. Deus se encontra naqueles que entraram na boate, em chamas, para resgatar os que estavam ali. Deus permanence no coração daqueles que choram e ao mesmo tempo enxuga as lágrimas de um pai ou mãe inconsoláveis. Deus estará no coração de cada parente ou amigo daqueles jovens fazendo com que eles possam retomar as suas vidas. Deus estará na voz daqueles que irão denunciar as péssimas condições de segurança de locais semelhantes à esta boate para que outras tragédias não venham acontecer mais.
Deus deve estar em seu coração neste momento, para que você se una à essas famílias e reze por elas. Deus deve estar em seu coração, neste momento para que você procure alguém que esteja sofrendo para consolar e ajudar. 
Deus pode fazer tudo, mas prefere fazer tudo através de você.

Por e-mail: Autor Padre Juarez Castro

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O INÈDITO NOS EVANGELHOS - MONS. JOÃO SCOGNAMIGLIO CLÁ DIAS



Roma 

No próximo dia 28 de novembro, será lançado em Roma o livro "L'inedito sui Vangeli" (O inédito nos Evangelhos), de autoria de Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP, Presidente da Associação Arautos do Evangelho.

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A coleção "L'inedito sui Vangeli" é uma publicação conjunta internacional em quatro línguas da Librería Editrice Vaticana e os Arautos do Evangelho. Durante o ato será apresentado o Volume V da coleção -que comenta os Evangelhos dos domigos do Advento, Natal, Quaresma e Páscoa, e das Solenidades do Senhor no Tempo Ordinário do Ano C, e o volume VI, que comenta os Evangelhos dos Domingos do Tempo Ordinário do Ano C.

O Padre José Francisco Hernández EP, Procurador Geral dos Arautos do Evangelho em Roma, fará a Saudação inicial, após a qual algumas personalidades eclesiásticas falaram sobre a obra, dentre elas estão o Cardeal Franc Rodé CM, prefeito emérito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, Dom Jean-Louis Brugès, arquivista e bibliotecário da Santa Romana Igreja, e Dom Giuseppe A. Scotti, presidente da LEV e da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger.

"Encontramos caracterizada com frequência nestas páginas a solução aos problemas espirituais do homem do século XXI", afirma o Cardeal Rodé na apresentação que faz do livro.

O coro dos Arautos do Evangelho oferecerá aos assistentes um "Momento musical". (EPC)

Fonte:  Gaudium Press