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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ultima audiência de 2015

Audiência: Deus se fez pequeno. Este é o grande mistério


Francisco no papamóvel durante a Audiência geral - OSS_ROM 

Cidade do Vaticano (RV) –

Milhares de peregrinos participaram da última Audiência Geral do ano, na Praça S. Pedro. Como de costume, antes de pronunciar a sua catequese, o Papa saudou os presentes a bordo do seu papamóvel, fazendo a alegria dos fiéis.
E brincou sobre o inverno romano: "Faz frio, heim?".



Ao se dirigir aos peregrinos, Francisco refletiu sobre a devoção ao Menino Jesus, o protagonista do presépio nesses dias natalinos. Muitos santos e santas cultivaram essa devoção, como por exemplo Santa Teresa de Lisieux, que como monja carmelita escolheu o nome de Teresa do Menino Jesus. Ela soube viver aquela “infância espiritual” que se assimila justamente meditando a humildade de Deus que se fez pequeno por nós.

“E este é um grande mistério, Deus é humilde! Nós que somos orgulhosos, repletos de vaidade e acreditamos ser grandes, e somos nada! Ele é grande, é humilde e se faz criança. Este é um verdadeiro mistério!”, disse o Pontífice, acrescentando que toda a vida terrena de Jesus é revelação e ensinamento, sendo a morte e ressurreição a expressão máxima do seu amor redentor.

Para crescer na fé, afirmou Francisco, seria necessário contemplar com mais frequência o Menino Jesus, não obstante se saiba pouco de sua infância: da apresentação ao Templo e a visita dos Reis Magos, há um salto de doze anos até a peregrinação de Jesus com Maria e José para a Páscoa. Todavia, prosseguiu, podemos aprender muito de sua vida se olharmos para o modo de ser das crianças.

Antes de tudo, elas querem a nossa atenção e precisam dela para se sentirem protegidas: “É necessário também para nós colocar Jesus no centro da nossa vida e, mesmo que possa parecer paradoxal, saber que temos a responsabilidade de protegê-lo. Ele quer estar entre nossos braços, deseja ser acudido e poder fixar o seu olhar no nosso.”
As crianças, por fim, amam brincar e, para isso, é preciso abandonar a nossa lógica para entrar na lógica infantil. Trata-se de um ensinamento.

“Diante de Jesus somos chamados a abandonar a nossa pretensão de autonomia - este é o nó da questão -, para acolher ao invés a verdadeira forma de liberdade, que consiste em conhecer quem temos diante de nós e servi-lo: é o Filho de Deus. Ele veio para nos mostrar a face do Pai rico de amor e de misericórdia. Coloquemo-nos a seu serviço”, exortou o Papa.
Ao final, Francisco pediu que, ao voltarem para casa, os fiéis se aproximem do presépio e beijem o Menino Jesus, pedindo a seguinte graça: “Jesus, quero ser humilde como você, humilde como Deus”.

Assista em VaticanBR
Fonte: R Vaticana

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PAPA FRANCISCO NA AFRICA

Papa aos muçulmanos: não ao ódio e à violência em nome de Deus


Papa Francisco com refugiados em Bangui - ANSA

Na manhã desta segunda-feira (30/11), o Papa Francisco teve encontrou com a comunidade muçulmana, na Mesquita Central de Koudoukou, em Bangui. No seu discurso Francisco agradeceu aprticularmente ao Imã Tidiani Mousa Naibi pelas amáveis palavras de boas-vindas.
Em seguida o Papa sublinhou os legames de fraternidade que unem cristãos e muçulmanos, e o empenho a que são chamados para se comportarem como tais. Na verdade, sabemos bem que as violências que abalaram recentemente o vosso país não se fundavam em motivos propriamente religiosos, antes pelo contrário, quem afirma crer em Deus deve ser também um homem ou uma mulher de paz, e na RCA cristãos, muçulmanos e membros das religiões tradicionais viveram juntos, em paz, durante muitos anos, disse Francisco, tendo também acrescentado:
«Por isso, devemos permanecer unidos, para que cesse toda e qualquer acção que, dum lado e doutro, desfigura o Rosto de Deus e, no fundo, visa defender, por todos os meios, interesses particulares em detrimento do bem comum. Juntos, digamos não ao ódio, à vingança, à violência, especialmente aquela que é perpetrada em nome duma religião ou de Deus. Deus é paz, salam ».
O Papa recordou depois o importante papel dos líderes religiosos cristãos e muçulmanos nestes momentos difíceis para restabelecer a harmonia e a fraternidade entre todos, e citou em particular os gestos de solidariedade que cristãos e muçulmanos tiveram para com os seus compatriotas, mesmo de outras confissões religiosas, durante a crise no País. E em vista às próximas eleições o Papa disse esperar que elas possam dar ao País Responsáveis que saibam unir os centro-africanos, tornando-se assim símbolos da unidade da nação em vez de representantes duma facção:
« Encorajo-vos vivamente a fazer do vosso país uma casa acolhedora para todos os seus filhos, sem distinção de etnia, filiação política ou confissão religiosa. A República Centro-Africana, situada no coração da África e graças à colaboração de todos os seus filhos, poderá dar a todo o continente um impulso nesta direcção, e poderá influenciá-lo positivamente e ajudar a extinguir os focos de tensão presentes nele e que impedem os africanos de beneficiar do desenvolvimento que merecem e a que têm direito ».
A terminar o Papa convidou a comunidade muçulmana a rezar e a trabalhar pela reconciliação, a fraternidade e a solidariedade entre todos, sem esquecer as pessoas que mais sofreram com estes acontecimentos. « Que Deus vos abençoe e proteja! » - concluiu Francisco.
Fonte: R. Vaticano

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa no encontro com Grã-Rabinos

O atual relacionamento entre judeus e católicos - dom de Deus e fruto do empenho de muitos: Papa no encontro com Grã-Rabinos




Momento significativo, para as relações entre Judeus e Católicos, o encontro, no Centro do Grã-Rabinato de Israel, junto da Grande Sinagoga de Jerusalém, em que intervieram, antes do Papa, os dois Grandes Rabinos, das duas tradições judaicas – Azkenazi e Sefardita.
Na sua alocução, o Papa Francisco recordou a amizade, colaboração e partilha, mesmo no plano espiritual que, como arcebispo de Buenos Aires, teve com os judeus. “Este caminho de amizade – sublinhou o Papa – constitui um dos frutos do Concílio Vaticano II.
Na realidade, estou convencido de que o sucedido durante as últimas décadas nas relações entre judeus e católicos tenha sido um verdadeiro dom de Deus, uma das maravilhas por Ele realizadas, pela qual somos chamados a bendizer o seu Nome.
Em todo o caso este um dom de Deus “não poderia manifestar-se sem o empenho de muitíssimas pessoas corajosas e generosas, tanto judias como cristãs” – sublinhou o Papa, referindo a importância assumida pelo diálogo entre o Grã-Rabinato de Israel e a Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo. Não se trata apenas de estabelecer, num plano humano, relações de respeito mútuo:

Somos chamados, como somos chamados, como cristãos e como judeus, a interrogarmo-nos em profundidade sobre o significado espiritual do vínculo que nos une. É um vínculo que vem do Alto, ultrapassa a nossa vontade e permanece íntegro, não obstante todas as dificuldades de relacionamento vividas, infelizmente, na história.

“Do lado católico (assegurou o Papa), há seguramente a intenção de considerar plenamente o sentido das raízes judaicas da própria fé. Estou confiante, com a vossa ajuda, que também do lado judaico se mantenha e, se possível, aumente o interesse pelo conhecimento do cristianismo, mesmo nesta terra bendita onde o cristianismo reconhece as suas origens e, especialmente, entre as jovens gerações.”

Juntos, poderemos dar uma grande contribuição para a causa da paz; juntos, poderemos, num mundo em rápida mudança, testemunhar o significado perene do plano divino da criação; juntos, poderemos opor-nos, firmemente, a todas as formas de anti-semitismo e restantes formas de discriminação.


sábado, 24 de maio de 2014

Papa Francisco, junto ao Jordão:Paz na Síria. Que Deus converta os violentos

Paz na Síria. Que Deus converta os violentos – Papa Francisco ontem, junto ao Jordão




Na tarde deste sábado, dia 24, após a celebração da Missa no Estádio Internacional de Amã na Jordânia, o Papa Francisco transferiu-se para “Betânia além do Jordão” ao local onde Jesus foi batizado. O Papa Francisco visitou o lugar do Batismo de Jesus nas margens do Rio Jordão (foto). Após um breve momento de oração silenciosa, abençoou a água e assinou o livro de Honra. No interior da igreja latina, o Santo Padre encontrou-se com refugiados e com os jovens portadores de deficiência.
Durante uma breve celebração, com cânticos, leituras bíblicas e testemunhos, o Papa dirigiu uma mensagem a todos os presentes e, desde logo, o seu olhar foi para Jesus Cristo:

“Toca-nos sempre esta humildade de Jesus, o seu inclinar-se sobre as feridas humanas para curá-las. Este inclinar-se de Jesus sobre todas as feridas humanas para curá-las! E nós somos profundamente tocados pelos dramas e pelas feridas do nosso tempo, em modo especial daquelas provocadas pelos conflitos ainda abertos no Médio Oriente.”
O Papa Francisco recordou a amada Síria dilacerada nos últimos três anos pela guerra. E lançou um apelo para todos aqueles que fomentam a guerra: “que se convertam”.

“ Pensemos e também do nosso coração digamos uma palavra por esta gente criminal, para que se converta.”

E depois a atenção do Papa no seu discurso virou-se para a comunidade internacional para que não deixe a Jordânia só na ajuda humanitária e lançou mais uma vez um forte apelo para a paz na Síria:

“Cessem as violências e seja respeitado o direito humanitário, garantindo a necessária assistência à população sofredora! Seja abandonada, por todos, a pretensão de deixar às armas a solução dos problemas e volte-se à via das negociações.”
“Deus converta os violentos! Deus converta aqueles que têm projetos de guerra! Deus converta aqueles que fabricam e vendem armas e reforce os corações e as mentes dos operadores de paz e os recompense com a sua benção.”

E na oração pela paz o Papa Francisco, dirigindo-se aos jovens que participaram ativamente naquela celebração, exortou-os a continuarem o seu empenho pela paz no Médio Oriente através de um testemunho de fé e de esperança, encorajando-os a colaborarem com o seu empenho e sensibilidade na construção de uma sociedade respeitosa dos mais débeis, das crianças e dos idosos.

“Mesmo nas dificuldades da vida, sede sinal de esperança. Vós estais no coração de Deus, vós estais nas minhas orações e agradeço-vos pela vossa calorosa, alegre e numerosa presença. Obrigado.” (RS)
Fonte: RV

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O tempo é de Deus, o momento está nas nossas mãos

O tempo é de Deus, o momento está nas nossas mãos e na liberdade de como usá-lo – o Papa na missa desta terça-feira




O ser humano tem nas suas mãos o momento, mas só Jesus Cristo é o Senhor do tempo. Esta a mensagem principal da homilia do Papa Francisco na Capela da Casa de Santa Marta nesta terça-feira dia 26 de novembro.

A oração ajuda-nos a discernir cada momento da vida para vivermos na esperança. O Santo Padre refletiu sobre o texto do Evangelho do dia no qual Jesus explica aos fieis no Templo que coisa deverá acontecer antes do fim da humanidade, assegurando que nem sequer o pior drama deverá atirar para o desespero quem crê em Deus:

“E o cristão é um homem ou uma mulher que sabe viver no momento e que sabe viver no tempo. O momento é aquele que temos na mão agora: mas este não é o tempo, este passa! Talvez nós nos possamos sentir patrões do momento, mas é um engano: o tempo não é nosso, o tempo é de Deus! O momento está nas nossas mãos e também na nossa liberdade de como usá-lo. E mais: nós podemos tornar-nos em soberanos do momento, mas do tempo só há um soberano, um só Senhor, Jesus Cristo.”

“E para conhecer os verdadeiros sinais, para conhecer o caminho que devo tomar neste momento é necessário o dom do discernimento e a oração para fazê-lo bem. A virtude para olhar o tempo deve ser dada pelo Senhor: é a esperança! Oração e discernimento para o momento; esperança para o tempo.”

O Santo Padre concluiu a sua homilia dizendo que o cristão sabe esperar o Senhor no final dos tempos. Homem e mulher do momento e do tempo: de oração, discernimento e esperança.

“O cristão sabe esperar o Senhor no final dos tempos. Homem e mulher do momento e do tempo: de oração e discernimento e de esperança. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar com a sabedoria, que também é um dom d’Ele: a sabedoria que em cada momento nos leve a rezar e a discernir. E no tempo, que é o mensageiro de Deus, nos faça viver com esperança.” (RS)

Fonte: RV

terça-feira, 22 de outubro de 2013

AGRADEÇO A DEUS..., MUITO OBRIGADO SENHOR



Agradeço a Deus...
Agradeço a Deus por ter me escolhido como filho de casal tão maravilhoso, fino de educação, simples, educado, culto, prestativo, amado e respeitado por todos que o rodeavam.

Por meus pais terem oportunidade de dar-me educação e estudos que são meu norte até os dias de hoje
Por ter podido ser batizado, alfabetizado e crismado por pessoas dignas.

Por ter tido a oportunidade de passar uma infância inesquecível onde os valores familiares de pais, avós, tios e primos  ainda eram cultivados de forma simples, mas forte. Respeito em primeiro lugar!
Por Deus ter me dado a oportunidade de viver, participar e conviver em família durante toda a minha infância e minha juventude. 

Agradeço a Deus por me ter agraciado com uma mãe extraordinária, amada e respeitada por todos e que soube ser minha mãe e meu pai nas ocasiões mais delicadas de minha vida, especialmente aos 17 anos, logo em seguida a minha formatura de ginásio, quando perdi meu pai, meu amigo, meu protetor.
Por ter dado a mim a oportunidade de continuar meus estudos e me preparar para o futuro.

Por ter encontrado ótimos pessoas, orientadores e familiares, que me conduziram e orientaram para meu futuro.
Por ter encontrado, nesta ocasião, uma pessoa maravilhosa, carinhosa, dedicada, compreensiva, estudiosa e muito inteligente a qual namorei e namoro até hoje, minha esposa, minha eterna namorada.

Agradeço a Deus por ter conseguido me formar e conseguir, de imediato, ser empregado e seis meses após, trocar por um ótimo emprego que soube respeitar e a ele me dedicar durante longos 43 anos de minha vida profissional, obtendo muitas vitórias e conquistas profissionais e ótimos colegas.
Agradeço a Deus por ter encontrado em minha vida amigos leais, amigos verdadeiros, amigos para qualquer hora, poucos, no entanto Amigos.

Por ter encontrado em meu trabalho colegas e amigos que sabiam se respeitar mutuamente e a quem continuamos respeitando até os dias de hoje.
Por ter tido a oportunidade de realizar o nosso sonho e com as bênçãos de Deus construirmos uma família que hoje é o nosso orgulho.

Por termos tido a oportunidade, desde jovens, viver, participar e colaborar coma Igreja Católica Apostólica Romana.
Por termos recebido, de Deus, filhos maravilhosos. Nossa verdadeira motivação de vida!

Por termos tido a oportunidade de criar nossos filhos em harmonia e ter dado a cada um deles a educação e os estudos necessários para que hoje sejam pessoas respeitadas e participativas de uma sociedade que sabe dar importância aos verdadeiros valores da vida.
Agradecemos a Deus por ter nos dado a oportunidade de ver e sentir a construção da família de cada um de nossos filhos com bases sólidas e religiosas.

Agradecemos a Deus pelo neto que nos foi dado, ao qual dedicamos amor incondicional.
Por nos ter dado a oportunidade de viver, até hoje, entre verdadeiros e antigos amigos, aos quais agradecemos pela amizade e pelos quais oramos diariamente em agradecimento pela pureza das amizades!

Por Deus nos ter ensinado a rezar por aqueles que nos fizeram mal, egoístas que vivem para ter e não para ser. Por aqueles que não souberam respeitar e honrar ao próximo, a verdadeira amizade e não souberam ser dignos da família e dos parentes!
Agradeço a Deus por ter dado a mim e minha querida esposa a oportunidade inestimável de iniciar uma nova vida plena de amor, de muita esperança e fé, na qual hoje vivemos.

Por termos tido a oportunidade de conhecer novos lugares e fazer novas amizades.
Por estar dando a mim, a oportunidade de agradecer a meus filhos por tudo o que eles tem feito e dado para nós, criando a oportunidade de vivermos momentos maravilhosos de uma nova vida ainda mais cristã.

Por ter dado a mim a oportunidade de completar meus 73 anos de vida em com saúde, com contagiante alegria,  saudável e vivendo dias maravilhosos.
Senhor...muito obrigado pelos meus 73 anos de vida, pelos momentos bons e também pelos ruins, que nos aproximaram e nos aproximam de Ti.

Muito obrigado por nos dar a oportunidade de vivermos sempre a Teu lado
Muito obrigado por nos ensinar a orar e a confiar em Tua Bondade infinita, em Tua providência que nunca nos abandona.

Muito obrigado por nos ter dado Tua Mãe Santíssima como nossa protetora e Ela nos estar dirigindo em nossa estrada da vida.
Muito obrigado Senhor, pelo amanhecer de cada dia e pelos santos dias que temos ainda para viver.

Senhor... muito obrigado pelos meus 73 anos de vida
Obrigado Senhor...
F.A.Vassellucci                     outubro 2013
A FAMÍLIA CATÓLICA

terça-feira, 26 de março de 2013

Papa Francisco: Deus é paciente

Francisco: Deus é paciente com as nossas fraquezas




Cidade do Vaticano

 - Durante a Semana Santa, pensemos na "paciência" que Deus tem com cada um de nós. Foi o que disse o Papa Francisco na manhã desta segunda-feira durante a breve homilia da missa por ele presidida na Capela da "Casa Santa Marta", no Vaticano, da qual participaram, entre outros, os jornalistas do L'Osservatore Romano.

O emblema da infinita paciência que Deus tem pelo homem está refletido na infinita paciência que Jesus tem por Judas. O Santo Padre serviu-se da cena do Evangelho do dia, no qual Judas critica a atitude de Maria, irmã de Lázaro, de ungir os pés de Jesus com trezentos gramas de precioso perfume: teria sido melhor vendê-lo e dar o ganho aos pobres – defende Judas.

João observa no Evangelho que Judas não estava interessado pelos pobres, mas pelo dinheiro, que inclusive roubava. No entanto, "Jesus não lhe disse: 'És um ladrão'", observou o Papa.

Com o amor, afirmou, "foi paciente com Judas, buscando atraí-lo a si com a sua paciência, com o seu amor. E nos fará bem pensar – acrescentou – nesta Semana Santa, na paciência de Deus, naquela paciência que o Senhor tem conosco, com as nossas fraquezas, com os nossos pecados."

O Pontífice observou que também o trecho de Isaías, na primeira leitura, ao apresentar "o ícone daquele 'servo de Deus', evidenciou a mansidão e a paciência de Jesus – que é a paciência de Deus mesmo".

"Quando se pensa na paciência de Deus: isso é um mistério!", exclamou o Papa Francisco. "Quanta paciência Ele tem conosco! Fazemos tantas coisas, mas Ele é paciente." E o é, disse ainda, "como aquele pai que o Evangelho diz que viu o filho de longe, aquele filho que tinha ido embora com todo o dinheiro da sua herança".

E por que o viu de longe? – perguntou-se o Papa. "Porque todos os dias olhava do alto para ver se o filho retornava." "Essa é a paciência de Deus", repetiu o Papa Francisco, "essa é a paciência de Jesus".

E concluiu: "Pensemos numa relação pessoal, nesta Semana: como tem sido na minha vida a paciência de Jesus comigo? Basta isso. Depois, sairá do nosso coração uma só palavra: 'Obrigado, Senhor! Obrigado por sua paciência". (RL)


Fonte: RV

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

SÍNODO: "DEUS ROMPEU O SILÊNCIO DO UNIVERSO"

Papa na primeira sessão do Sínodo: "Deus rompeu o silêncio do Universo"


Cidade do Vaticano (RV)

– Os trabalhos da 13a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização foram abertos na manhã desta segunda, 08, com a oração das Laudes, presidida pelo Papa, na Sala Paulo VI. Bento XVI se dirigiu aos 262 padres sinodais de todo o mundo com as seguintes palavras: “O cristão não deve ser morno; este é o mais grave perigo para o cristianismo de hoje: a tepidez desacredita o cristianismo” – refletiu o Papa, .

“O fogo é luz, é calor, força de transformação: a cultura humana começou quando o homem descobriu que podia criar o fogo, que destrói, mas, sobretudo transforma, renova e cria uma novidade, a do homem que se torna luz em Deus”.

Para o Papa teólogo, é importante que no latim cristão, a palavra 'professio' tenha sido substituída pela 'confessio', palavra usada nos tribunais, em processos, e que traz consigo um elemento martiriológico: o testemunho, o risco da morte, a disponibilidade de sofrer. Bento XVI se dirigiu aos padres sinodais:

“Isto é muito importante, pois garante credibilidade. A fé não é uma coisa qualquer, que posso até deixar cair. Sabemos que para nós, a confissão não é uma palavra vazia, é mais do que a morte. Quem a faz demonstra que a verdade vale mais do que a vida: é uma pérola preciosa”.

A este propósito o Pontífice recordou que “o lugar da confissão é o coração e a boca, ou seja, a fé não é apenas uma realidade do coração, mas deve ser comunicada, confessada; tende a ser pública, como o fogo que se acende e se alastra, gerando novas chamas. É necessária a coragem da palavra. A confissão é o primeiro alicerce da Evangelização, e não é uma coisa abstrata. Tornando-se visível, é a força do presente e do futuro”.

Fonte: RV

domingo, 16 de setembro de 2012

DEUS CONSEDA A PAZ À SÍRIA E A TODO O ORIENTE MÉDIO



Bento XVI no Angelus: Deus conceda paz à Síria e a todo o Oriente Médio


Beirute


- Na oração do Angelus, deste domingo, o Papa fez novamente um apelo pela paz no Oriente Médio."Peçamos a Maria, Nossa Senhora do Líbano, ao redor da qual se encontram cristãos e muçulmanos, para que interceda junto de seu divino Filho por vós, pelos habitantes da Síria e dos países vizinhos, implorando o dom da paz – disse Bento XVI a todos os presentes no City Center Waterfront de Beirute."Vós conheceis bem a tragédia dos conflitos e da violência, que gera tantos sofrimentos. Infelizmente, o fragor das armas continua a fazer-se ouvir, assim como o grito das viúvas e dos órfãos. A violência e o ódio invadem as estradas, e as mulheres e as crianças são as suas primeiras vítimas. Porquê tantos horrores? Porquê tantos mortos? Faço apelo à comunidade internacional; faço apelo aos países árabes para que, como irmãos, proponham soluções viáveis que respeitem a dignidade de cada pessoa humana, os seus direitos e a sua religião. Quem quer construir a paz, deve deixar de ver no outro um mal a ser eliminado; não é fácil ver no outro uma pessoa para respeitar e amar, e todavia é preciso consegui-lo, se se deseja construir a paz, se se quer a fraternidade. Que Deus conceda ao vosso país, à Síria e a todo o Oriente Médio o dom da paz dos corações, o silêncio das armas e o fim de toda a violência" - frisou o Papa."Queira Deus que os homens compreendam que são todos irmãos! Possamos com a ajuda de Deus nos converter para trabalhar com ardor na construção da paz, necessária para uma vida harmoniosa entre irmãos, independentemente da origem e da convicção religiosa" – concluiu o Santo Padre. (MJ)

domingo, 28 de agosto de 2011

"MAIS POR MENOS": MESMO A MENOR DOAÇÃO TEM VALOR PARA DEUS



MENSAGEM DO PAPA PARA COLETA "MAIS POR MENOS": MESMO A MENOR DOAÇÃO TEM VALOR PARA DEUS


Cidade do Vaticano, 27 ago (RV) - No domingo, 11 de setembro, vai se realizar em todas as Igrejas da Argentina a 42ª edição da coleta "Mais por Menos", uma iniciativa voltada a recolher fundos para as famílias necessitadas do país que continuam vivendo em condições de extrema pobreza.Para a ocasião, Bento XVI enviou uma mensagem na qual exorta a população a "uma resposta generosa", recordando que mesmo "a menor doação tem valor para Deus".Dar mais a quem tem menos superando a resignação e a indiferença, e ser unidos para eliminar a chaga da pobreza. Esse é o espírito que anima a tradicional coleta "Mais por Menos" na Argentina, que este ano se realizará com o tema "Com a tua ajuda escolhe a vida", e cujos frutos serão distribuídos entre as 25 dioceses, onde há pessoas que vivem sem casa, sem alimento e sem acesso a água potável.Na mensagem enviada em nome do Papa pelo Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, ao Bispo de Añatuya e Presidente da Comissão Episcopal de ajuda às Regiões mais necessitadas, Dom Adolfo Uriona, o Pontífice afirma que nessa doação deve encontrar-se aquela "caridade divina que é capaz de desapegar-se inclusive do necessário para socorrer o irmão; aquela caridade que não se mostra somente em algumas ocasiões isoladas, mas deve penetrar profundamente na vida do cristão, conformando-o ao Deus do amor do qual somos chamados a ser imagem e testemunho".Em seguida, Bento XVI exorta à união entre os irmãos, que é sinal da mais forte e íntima unidade com Deus, e a uma resposta generosa, concreta e eficaz, certos como nos ensina o Senhor no Evangelho de que mesmo a menor doação pode fazer a diferença.O Santo Padre recomenda o bom êxito da iniciativa a Nossa Senhora de Luján, suplicando à padroeira do povo argentino que ajude com a sua amorosa proteção todos aqueles que dela participarão.Os bispos argentinos convidam à solidariedade falando da coleta "Mais por Menos" como de um espaço criado para compensar a falta de equidade social, não obstante os numerosos planos sociais e governamentais.Por outro lado, a pobreza – como emergiu no I Congresso Nacional argentino sobre a Doutrina Social da Igreja, que se realizou em maio passado em Rosário – permanece sendo o desfio mais importante na Argentina, bem como o diálogo entre as partes, necessário para superar a fragmentação e promover o desenvolvimento integral da pessoa. (RL)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

COM CRISTO O HOMEM ENTROU NO ESPAÇO DE DEUS

BENTO XVI: COM CRISTO O HOMEM ENTROU PARA SEMPRE NO ESPAÇO DE DEUS



Cidade do Vaticano,



- Celebra-se nesta quinta-feira, no Vaticano, a Ascensão do Senhor, solenidade que a Igreja no Brasil, bem como a maior parte das Igrejas no mundo – seguindo o calendário litúrgico –, celebrará no próximo domingo.A ascensão de Jesus ao céu é o mistério da fé cristã que torna particularmente próximo à sensibilidade humana o conceito da viagem rumo à "pátria celeste".Reiteradas vezes Bento XVI deteve-se sobre essa solenidade, como brevemente recordamos a seguir.Jesus eleva-se da terra e uma nuvem subtrai-O dos olhos de seus discípulos. Trata-se de seu último ato após a Ressurreição. Daquele instante no Monte das Oliveiras, como afirma a tradição, Jesus sai fisicamente da história humana para entrar fisicamente no Reino de seu Pai.Mas entre as duas dimensões do céu e da terra permanece uma continuidade. As nuvens com as quais Cristo é coberto não são o símbolo de uma porta que se fecha. A continuidade, a porta que permanece aberta entre terra e céu – explica o Santo Padre –, é o próprio Jesus:"No Cristo que subiu ao céu o ser humano entrou de modo inaudito e novo na intimidade de Deus; o homem encontra para sempre espaço em Deus. O 'céu' não indica um lugar acima das estrelas, mas algo de muito desejável e sublime: indica o próprio Cristo, a Pessoa divina que acolhe a humanidade plenamente e para sempre, Aquele no qual Deus e homem estão inseparavelmente unidos." (Missa em Cassino, 24 de maio de 2009)O dinamismo da Ascensão não pode deixar de transportar os pensamentos da alma ao dinamismo inverso, da Encarnação, quando o Filho de Deus abriu pela primeira vez, com a sua vinda entre os homens, o caminho de comunicação entre o céu e a terra. Mas já naquela "descida" – afirma o Papa – está contida a ascensão que depois se realizará. E o está de um modo que nenhum asceta jamais poderá igualar, porque é somente de Cristo:"De fato, Ele veio ao mundo para reconduzir o homem a Deus, não em nível ideal – como um filósofo ou um mestre de sabedoria –, mas realmente, qual pastor que quer reconduzir as ovelhas ao aprisco. Esse "êxodo" rumo à pátria celeste, que Jesus viveu em primeira pessoa, viveu totalmente por nós. Foi por nós que desceu do Céu e foi por nós que a ele subiu, após ter-se feito em tudo igual aos homens, humilhado até a morte de cruz, e após ter tocado o abismo do máximo distanciamento de Deus." (Regina Caeli de 4 de maio de 2008)A Ascensão é, por assim dizer, o "caminho" oposto do máximo distanciamento. Com ela Jesus volta para junto do Pai. E, todavia, disse Bento XVI, a Ascensão não é uma "temporânea ausência do mundo". Porque Jesus prometeu que permanecerá junto aos seus para sempre.Portanto, aquela elevação que deixa silenciosos os poucos privilegiados que a assistem não é o início de um fim, e muito menos uma extraordinária saída de cena do mundo. É mais que isso: é a indicação de uma direção, a trajetória à qual são chamados aqueles que seguirão o Evangelho.É a imagem que dá uma grandeza e uma profundidade ao mistério do "já e ainda não":"O Senhor atrai o olhar dos Apóstolos ao Céu para indicar-lhes como percorrer o caminho do bem durante a vida terrena. Ele, todavia, permanece na trama da história humana, está próximo de cada um de nós e conduz o nosso caminho cristão: é companheiro dos perseguidos por causa da fé, está no coração dos marginalizados, está presente naqueles aos quais é negado o direito à vida." (Regina Caeli, 16 maio de 2010)A Ascensão torna tangível também outra realidade: a da transcendência da Igreja. Ao tempo em que constrói o Reino de Deus sobre a terra, a Igreja caminha rumo a seu outro destino.A Igreja, observou o Papa, "não nasceu e não vive para substituir a ausência de seu Senhor "desaparecido", mas, pelo contrário, encontra a razão de seu ser e da sua missão na permanente, embora invisível, presença de Jesus, uma presença operante mediante a potência de seu Espírito. Em outros termos, podemos dizer que a Igreja não desempenha a função de preparar o retorno de um Jesus "ausente", mas, pelo contrário, vive e atua para proclamar a sua "presença gloriosa" de modo histórico e existencial". (Missa em Cassino, 24 de maio de 2009)






Fonte: RV

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SANTIDADE É DEIXAR-SE AMAR POR DEUS E ACOLHER SUA LUZ EM NOSSA VIDA

PAPA: SANTIDADE É DEIXAR-SE AMAR POR DEUS E ACOLHER SUA LUZ EM NOSSA VIDA


Cidade do Vaticano, 16 fev (RV)

- Bento XVI acolheu milhares de fiéis e peregrinos, na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira, dia de Audiência Geral.Na catequese de hoje, o Papa falou sobre São João da Cruz que nasceu em Fontiveros, perto de Ávila, na Espanha, em 1542, e foi ordenado sacerdote na Ordem Carmelita depois de concluir seus estudos na Universidade de Salamanca.
São João da Cruz colaborou com Santa Teresa de Ávila na reforma do Carmelo, que lhe rendeu muito sofrimento, até ser preso. Ele é um dos maiores poetas líricos espanhóis.
Os seus livros como "A subida do Monte Carmelo", "Noite escura", "Cântico Espiritual" e "Chama viva do amor" de grande profundidade mística, nos propõe uma viagem espiritual para alcançar a santidade.
Tais obras fornecem uma maneira de purificar a alma para chegar a uma união de amor com Deus através da ação misteriosa do Espírito Santo, mas este processo exige a colaboração dos homens.
Enquanto se preparava para ir para o México, São João da Cruz ficou seriamente doente e morreu, dando um exemplo de serenidade e paciência em meio a sua dor.
São João da Cruz foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI, em 1926, e cognominado na tradição, Doctor mysticus, "Doutor místico".
Bento XVI frisou em seu discurso que "a santidade é deixar-se amar por Deus e acolher a sua luz em nossa vida".
A seguir, o Papa fez um resumo de sua catequese em português, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.
Queridos irmãos e irmãs,
Há duas semanas apresentei a figura da grande mística espanhola Teresa de Jesus; hoje gostaria de falar de São João da Cruz, reformador junto com ela da Ordem Carmelita.
Nasceu em uma família pobre, tendo ficado órfão de pai ainda jovem.
Devido às suas qualidades humanas e resultados no estudo, foi admitido no Colégio dos Jesuítas em Medina do Campo.
Terminada a sua formação, decidiu fazer-se Carmelita. Após ter sido ordenado sacerdote, conheceu Santa Teresa, a qual lhe expôs o plano reformador para a sua ordem religiosa, que daria origem aos Carmelitas Descalços.
Contudo, a sua adesão à reforma, devido a injustiças e incompreensões, causou-lhe muito sofrimento.
Por fim, depois de fazer parte do governo geral da família teresiana, morreu em 1591 [mil quinhentos e noventa e um], dizendo aos seus confrades que recitavam o Ofício Matutino: “Hoje vou cantar o Ofício no céu”. Suas principais obras, nas quais apresenta a sua profunda doutrina mística, são: Subida ao Monte Carmelo; Noite Escura; Cântico Espiritual e Chama viva de Amor.
Amados peregrinos de língua portuguesa: a todos saúdo cordialmente e recordo, com São João da Cruz, que a santidade não é privilégio de poucos, mas vocação a qual todo cristão é chamado.
Por isso, exorto-vos a entrardes de modo sempre mais decidido no caminho de purificação do coração e da vida, para irdes ao encontro de Cristo. Somente nele jaz a verdadeira felicidade. Ide em paz! (MJ)

Fonte: RV

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SOCERDOTES: "A VOCAÇÂO VEM DE DEUS"

Bento XVI aos sacerdotes (V): vocação vem de Deus
Diálogo entre o Papa e os sacerdotes do mundo inteiro

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 21 de junho de 2010

- A falta de vocações hoje é um "problema doloroso" que aflige a Igreja, reconheceu o Papa Bento XVI, na última pergunta durante a vigília realizada em São Pedro no dia 10 de junho, durante o encerramento do Ano Sacerdotal.
A questão apresentada por Anthony Denton, da Austrália, em nome dos sacerdotes da Oceania, supõe "um problema grande e doloroso da nossa época", admitiu Bento XVI.
É "a falta de vocações, razão pela qual as igrejas locais estão em perigo de tornar-se áridas, porque falta a Palavra da vida, falta a presença do sacramento da Eucaristia e dos demais sacramentos".
No entanto, advertiu o Papa, diante desse problema existe uma "grande tentação", que consiste em "transformar o sacerdócio - o sacramento de Cristo, o ser escolhidos por Ele - em uma profissão normal, em um emprego que tem suas horas e que, no resto do tempo, a pessoa pertence somente a si mesma; e fazer isso como qualquer outra vocação: torná-lo acessível e fácil".
Mas - sublinhou - esta "é uma tentação, não resolve o problema".
A propósito disso, citou a história bíblica de Saul, que realiza um sacrifício no lugar do profeta Samuel porque este não se apresenta a tempo antes de uma batalha.
Este rei, explicou o Papa, "pensa em resolver assim o problema, que naturalmente não se resolve, porque tenta fazer o que não pode fazer sozinho; considera-se Deus ou quase Deus; e não se pode esperar que as coisas aconteçam do jeito que Deus quer".
"Assim também nós, se exercêssemos somente uma profissão como as demais, renunciando à sacralidade, à novidade, à diversidade do sacramento que só Deus dá, que pode vir somente da sua vocação e não do nosso fazer, não resolveríamos nada."
O único que é preciso fazer, insistiu, é "rezar com grande insistência, com grande determinação, com grande convicção também", clamar "ao coração de Deus, para que nos dê sacerdotes".
Três conselhos
O Papa indicou três "receitas" para promover as vocações. A primeira: cada sacerdote "deveria fazer o possível para viver seu próprio sacerdócio de tal maneira que este se tornasse convincente".
"Acho que nenhum de nós teria chegado a ser sacerdote se não tivesse conhecido sacerdotes convincentes, nos quais ardia o fogo do amor de Cristo", sublinhou.
A segunda: oração; e a terceira: "ter o valor de falar com os jovens sobre o possível chamado de Deus, porque com frequência uma palavra humana é necessária para abrir a escuta da vocação divina".
"O mundo de hoje é tal que quase parece excluído o amadurecimento de uma vocação sacerdotal; os jovens precisam de ambientes nos quais se viva a fé, nos quais apareça a beleza da fé, nos quais apareça que este é um modelo de vida."


Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

DEUS É A NOSSA VOZ MATERNA

A ALEGRIA QUE VEM DA ESCUTA DA PALAVRA



Cidade do Vaticano, 29 jan (RV)


- A criancinha conhece de longe a voz da mãe. Às vezes, ela chora para a mãe acudir e ela escutar a sua voz. A palavra da mãe é um remédio para ela. Cessa a tristeza, cessa a dor. A mãe está com ela. Isto lhe traz segurança e a certeza de que tudo está ou vai ficar bem.Nós também somos assim com relação a nossos amigos, a um parente mais próximo, a quem amamos. Através de uma carta, de um telefonema, de um e-mail e melhor ainda, de uma visita de alguma pessoa querida, sentimo-nos alegres, satisfeitos. É bom ouvir uma palavra amiga, um gesto de conforto. Às vezes, um simples cumprimento nos faz felizes. Deus é a nossa voz materna, e como as criancinhas, também precisamos ouvir a sua voz. Sua Palavra nos traz a proteção de um Pai, o carinho de uma Mãe, o conforto de um Amigo. A sua Palavra é pura ternura.Ele nos amou primeiro. Colocou o homem no paraíso onde ele tinha tudo maravilhosamente criado para que ele se sentisse bem.Quando nossos primeiros pais não corresponderam à Palavra de Deus, ao seu amor sem medidas, Ele, ao invés de se zangar, ficou mandando mensagens de misericórdia e amor para a humanidade.De início, Ele falou através dos profetas que foram anotando tudo para a posteridade. Na plenitude dos tempos, Ele enviou seu próprio Filho, a sua Palavra, o Verbo que se encarnou e viveu entre nós de modo a nos mostrar que o Pai nos ama e que nos fará um bem enorme escutar o que Ele nos diz.Nosso Senhor Jesus Cristo é a Palavra. Jesus é a ponte por onde podemos escutar o Pai e falar com Ele.Os judeus foram o povo escolhido e Jesus advertia: "Quem tem ouvidos de ouvir, ouça".Muitas vezes temos bons ouvidos e não queremos ouvir. E perdemos a grande oportunidade de aclarar nossos ouvidos e nossa mente.Os judeus conviveram com Ele, mas não o conheceram. Ele veio humilde e pobre para mostrar que a riqueza material é passageira e não perene como a riqueza da alma.Felizmente, alguns judeus O escutaram e anotaram para nós passagens de suas lições. A Palavra de Deus é toda impregnada de amor. Quem a escreveu, ainda que seja homem simples, foi inspirado pelo Espírito Santo. Assim nos veio a Bíblia, a história do amor de Deus para conosco. Com ela, temos a chave para abrir as portas do conhecimento de sua ação no mundo.Ele nos fala pela Bíblia, Ele nos fala pelos acontecimentos, Ele nos fala pela nossa vida, Ele nos fala através das pessoas. Constantemente, Ele nos fala.E nós nos lembramos d'Ele somente quando enfrentamos alguma dificuldade e pedimos socorro. Pior ainda: há quem passe por uma dificuldade e considere que Deus lhe enviou o problema. Imagina que tudo o que lhe ocorre de mal é castigo de Deus.No entanto, sua Palavra é mansa, agradável de ouvir, relaxante, saudável. Só nos traz o bem, a paz. Até nas repreensões, Ele é doce e brando. Tão brando, tão doce, que o Filho suportou tudo, por amor à humanidade e, no momento crucial de seu sofrimento, Ele, mansamente nos diz: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração. E encontrareis descanso para vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".E por que o seu fardo tão doloroso é leve? Porque Ele fez por amor.Muitas vezes não valorizamos, na Bíblia, sua fonte inesgotável de sabedoria, de santidade e de compreensão dos mistérios. E estamos perdendo o melhor de nossa vida, porque a escuta da Palavra de Deus nos reconforta nas dificuldades, nos anima, torna-se presente em todos os nossos momentos. Podemos experimentar freqüentemente a alegria, uma alegria que vem da abertura do nosso coração para escutar a Palavra de Deus.O sol é a luz natural que Deus criou para nós. Mostra-nos as cores e o esplendor da natureza. Mostra-nos também o rosto e a vida das pessoas, dos nossos semelhantes.A Palavra de Deus é um sol maior e mais potente. Não tem ocaso.Que a luz da Palavra inspirada e revelada pelo Espírito Santo brilhe em nossa vida, assim como o sol que ilumina o dia.
Padre Wagner Augusto Portugal


Fonte: RV

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

PRESENTE DE NATAL

PRESENTE DE NATAL
Cidade do Vaticano,

- Temos o hábito de trocar presentes por ocasião do Natal ou apenas dar ou só receber, o fato é que o dom ou presente circula em nosso ambiente.
Vamos refletir sobre isso:Jesus é o grande presente de Deus para nós, aliás ele é o “Emanuel”, Deus Conosco, Deus Presente! Vemos aí a etimologia da palavra presente, isto é, estar ao lado contemporaneamente.
Mas presente é também um dom, um regalo, simbolizando que a pessoa não pode estar contemporaneamente, mas enviou uma dádiva que o simbolizasse.
No caso de Jesus, ele é o presente de Deus para nós que revela o Pai em sua plenitude, no sentido de que é um dom e, ao mesmo tempo, traduz a misericórdia de Deus.
Quando no Natal fazemos o "presente” circular, estamos sinalizando que o Dom de Deus, o próprio Deus está presente em nosso meio, nos é contemporâneo.
Por isso não importa o valor econômico do agrado, mas importa, acima de tudo, seu significado. Por outro lado, não podemos perverter o sentido do “dom”, ao fazê-lo com intenção de suborno, de corromper quem irá recebê-lo e nem fazê-lo com algo ofensivo.
De fato isso seria a perversão do gesto.Tratando-se de um dom material, posso escolher algo de que alguém esteja precisando ou simplesmente que lhe seja útil, ou apenas algo simbólico, mas que traduza fielmente minha intenção.
Se é algo imaterial, que traduza então a bondade e a generosidade de Deus e que de fato me comprometa junto a Deus e à pessoa agraciada.
Falando em agraciada, agraciado, somos todos agraciados por Deus. Recebemos o dom da vida, da fé, de uma família, da saúde, da profissão, dos amigos, os dons da inteligência, da criatividade, enfim, o dom que é o próprio Deus.
Que graça pedirei a Ele neste Natal? Certamente a graça deque sinto mais precisar para ser feliz, que é a graça de estar em paz com Ele, o Príncipe da Paz, de estar em paz com os meus irmãos, de estar em paz com minha consciência.
A paz do dever cumprido não por obrigação, mas por amor.
A Paz de perdoar seja quem for e por qualquer que tenha sido o motivo.
A graça de sentir-me filho e irmão. Então mais uma vez será Natal, porque Deus se fez Presente em minha vida e na dos meus circunstantes.
Mas, certamente, se sou cristão, devo assemelhar-me ao Cristo e, como ele, ser um presente para meus irmãos.
Isso significa que deverei oferecer-me como dom, como presente de Deus para os outros, presente nos dois sentidos, como regalo e como presença do Senhor.
O ato de escutar as pessoas, de ir ao encontro delas, de acolhê-las como são, com seus defeitos e limitações, de gastar com elas o tempo precioso que não volta, isso é ser presença de Deus na vida delas e na de quem proporcionou a escuta, é torná-lo presente! (CAS)

Fonte: RV

domingo, 20 de dezembro de 2009

"RESOSTA DE DEUS AO DRAMA DA HUMANIDADE EM BUSCA DA VERDADEIRA PAZ"

Natal - resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz: Bento XVI, por ocasião do Angelus


“O Natal não é uma fábula para meninos. É a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz”. Na alocução do meio-dia, por ocasião do Angelus, na Praça de São Pedro, com um sol radiante, não obstante o frio gélido, Bento XVI recordou o anúncio do profeta Miqueias proposto pela liturgia deste quarto domingo do Advento. A profecia refere Belém, a cidade de David, como a terra onde terá lugar um misterioso nascimento ligado a um tempo de reconciliação e de paz entre os filhos de Israel.“Existe um projecto divino que compreende e expõe os tempos e lugares da vinda do filho de Deus no mundo. É um projecto de paz, como anuncia ainda o profeta falando do Messias: ‘Levantar-se-á e apascentará com a força do Senhor, com a majestade do nome do Senhor seu Deus… Ele próprio será a paz!”. E o Papa prosseguiu detendo-se neste “último aspecto da profecia – o que diz respeito à paz messiânica”, ligada ao simbolismo de Belém.“Belém é também uma cidade - símbolo da paz, na Terra Santa e no mundo inteiro. Infelizmente, nos nossos dias, Belém não representa uma paz alcançada e estável, mas uma paz arduamente procurada e aguardada”.Em todo o caso, Deus não se resigna a este estado de coisas:“Também este ano, em Belém e no mundo inteiro, se renovará na Igreja o mistério do Natal, profecia de paz para cada homem, que empenha os cristãos a inserir-se nos bloqueios, nos dramas, muitas vezes desconhecidos e escondidos, e nos conflitos do contexto em que se vive, com os sentimentos de Jesus, para se tornarem por toda a parte instrumentos e mensageiros de paz, para levar amor onde há ódio, perdão onde há ofensa, alegria onde há tristeza e verdade onde há erro, segundo as belas expressões de uma conhecida oração franciscana”. “Hoje, como nos tempos de Jesus, o Natal não é uma fábula para meninos, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz. ‘Ele mesmo será a paz!’ – diz o profeta referindo-se ao Messias. Toca a nós abrir, de par em par, as portas, para O acolher”.

Fonte: RV

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TEMOS QUE AMAR VERDADEIRAMENTE DEUS PARA PODER CONHECE-LO

PAPA: NÃO É POSSÍVEL CONHECER DEUS SEM AMÁ-LO
Cidade do Vaticano,

– Ontem, quarta-feira, Bento XVI recebeu milhares de peregrinos e turistas, na Praça S. Pedro, para a Audiência Geral. Em sua catequese, o papa falou de Guilherme de Saint-Thierry, abade nascido em Lieja por volta do ano 1080.Dotado de grande inteligência e de um amor inato pelo estudo, freqüentou uma das escolas mais famosas de seu tempo, como a de sua cidade natal, Reims, na França.
Amigo e biógrafo de São Bernardo de Claraval, Guilherme de Saint-Thierry, após ter sido abade em um mosteiro beneditino, decidiu fazer-se cisterciense, dedicando-se à contemplação orante dos mistérios de Deus e à composição de escritos de literatura espiritual.
Para o papa, podemos considerá-lo como o "Cantor do amor, da caridade", pois, segundo ele, a força principal que move o espírito humano é o amor.
A natureza humana, na sua mais profunda essência, é feita para amar, recordou Bento XVI. Porém, o homem só consegue realizar este objetivo, sincera, autêntica e gratuitamente, aprendendo na escola de Deus, que é Amor.
"A vocação do homem é tornar-se como Deus, que o criou a sua imagem e semelhança. Por sua vez, o amor ilumina a inteligência e permite conhecer melhor e de um modo mais profundo a Deus e, em Deus, as pessoas e os acontecimentos. Assim, nós conhecemos realmente apenas as pessoas e as coisas que amamos.
A Deus, O conheceremos se O amarmos" - afirmou. Após a catequese, o papa recordou que hoje se celebram os 25 anos da promulgação da Exortação Apostólica Reconciliatio et paenitentia, que chamou à atenção a importância do sacramento da penitência na vida da Igreja. Nesta significativa data, Bento XVI citou algumas figuras extraordinárias de "apóstolos do confessional", incansáveis dispensadores da misericórdia divina: São João Maria Vianney, São José Cafasso, São Leopoldo Mandić, São Pio da Pietrelcina.
"Que o testemunho de fé e de caridade encoraje vocês, caros jovens, a fugirem do pecado e a projetarem seu futuro como um generoso serviço a Deus e ao próximo.
Que ajude vocês, queridos enfermos, a experimentarem no sofrimento a misericórdia de Cristo crucificado. E peço a vocês, queridos noivos, a criarem na família um clima constante de fé e de recíproca compreensão" – afirmou o pontífice.
Por fim, aos sacerdotes, especialmente neste Ano Sacerdotal, o papa faz votos de que o exemplo desses santos, seja para eles e para todos os cristãos um convite a confiar sempre na bondade de Deus, aproximando-se e celebrando com confiança o Sacramento da Reconciliação. (BF)

Fonte: RV

terça-feira, 18 de agosto de 2009

DEUS NÃO MORREU E TAMPOUCO ESTÁ AGONIZANTE


DEUS NÃO MORREU E TAMPOUCO ESTÁ AGONIZANTE

Cidade do Vaticano,

- As religiões continuam a crescer, contrariando quem anunciava a extinção quando se verificasse o progresso científico e tecnológico do mundo moderno. O Cristianismo ultrapassará os 3 bilhões de fiéis em 2050, mas o Islamismo, que chegará aos 2, 3 bilhões, será a religião que, proporcionalmente, mais crescerá.O novo Atlas das religiões, segundo o jornal francês "Le Monde" comprova que "Deus não morreu e nem sequer está agonizante". Ainda há poucas décadas, não faltava quem garantisse que, com a evolução do progresso, dar-se-ia, paulatinamente, a extinção das religiões. Nietzsche até anunciava a "morte de Deus". Na verdade, as crenças continuam vivas e com futuro, sublinha o site Religión Digital.O dossier do grupo "La Vie" e do jornal "Le Monde" assinala como aspecto mais relevante o crescimento das grandes religiões até o ano 2050. O Cristianismo passará dos 1,7 bilhões de fiéis, de 1990 (hoje 2 bilhões) para mais de 3 milhões em 2050. Os muçulmanos, que eram 962 milhões em 1990 (hoje 1,2 bilhões) serão, em 2050, 2,2 bilhões. Será mais moderado o crescimento do Hinduísmo que, de 686 milhões em 1990, chegará a ter 1,1 bilhões em 2050, enquanto o Budismo passará de 323 milhões de fiéis em 1990, para 425 milhões; e os judeus, de 13 para 17 milhões, no mesmo período.Em termos geográficos, o Cristianismo vai mais para o sul do mundo; e a Europa − que hoje conta 25% de fiéis (280 milhões de católicos, 40% da população; 100 milhões de protestantes; e 150 milhões de ortodoxos), ou seja, 25% do Catolicismo mundial − terá apenas 16% em 2050. A grande maioria dos católicos está no Novo Mundo, com aproximadamente 275 milhões na América do Norte e 530 milhões na América Latina e, ainda, na África.O presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões, Dominique Borne, sublinha que o colapso do socialismo real e o desaparecimento do ateísmo oficial e militante revelaram que "o religioso, que se pensava "em vias de desaparecer", na verdade sempre se manteve e até mesmo cresce, inclusive na Rússia e no Vietnã, onde menos se esperaria. O crescimento do Islamismo deve-se à demografia: define-se cada vez mais como comunidade mundial e menos como território. É por isso que a maioria dos muçulmanos não vive no Médio Oriente, como se poderia pensar, mas na Ásia, onde estão dois terços dos muçulmanos. Quatro países reúnem cerca de metade dos muçulmanos: Indonésia (maior país muçulmano), Paquistão, Índia e Bangladesh. Na África, um de cada três habitantes reza a Alá. Na Europa, vivem 16 milhões de muçulmanos e quatro milhões, nos EUA. (AF)

Fonte: RV

sábado, 25 de julho de 2009

UMA SOCIEDADE SEM DEUS É UMA SOCIEDADE SEM BÚSSOLA

PAPA: "UMA SOCIEDADE SEM DEUS É UMA SOCIEDADE SEM BÚSSOLA

Aosta, 25 jul (RV)

- Famílias em dificuldade, crise econômica e as violências em ato no mundo, sinais de que “uma sociedade sem Deus é uma sociedade sem bússola”, foram os temas centrais da visita no dia de ontem de Bento XVI a Aosta, que durou cerca de uma hora.Sem poder escrever nestes dias por causa de sua fratura no pulso direito, o Papa improvisou a sua homilia na catedral de Aosta que se encontra a 20 km da localidade de Les Combes, onde passa um período de repouso.
As palavras de Bento XVI se converteram no momento culminante das vésperas que presidiu junto a cerca de 400 sacerdotes, religiosos, religiosas e representantes leigos das paróquias da diocese.
A celebração foi introduzida pelo bispo de Aosta, Dom Giuseppe Anfossi, que chamou a atenção para o tema da família “que hoje sofre muito” por causa da crise, solicitando um maior apoio a elas.
Já na sua homilia, com tom eminentemente teológico, Bento XVI foi preciso ao afirmar que “uma sociedade sem Deus é uma sociedade sem bússola, incapaz de encontrar uma orientação para aprofundar a crise econômica atual, mas também os dramas, os sofrimentos, as injustiças das quais sofre o mundo.
Certamente a relação com Deus é algo profundamente pessoal; a pessoa é um ser em relação e se a relação fundamental – a relação com Deus – não é viva, não é vivida, também as outras relações não podem encontrar a sua justa forma, disse o papa.
Mas isso vale também para a sociedade, para a humanidade como tal. Por isso, prosseguiu Bento XVI, “devemos levar novamente ao nosso mundo a realidade de Deus, fazer com que todos o conheçam”, exortando os presentes a não terem medo da palavra “onipotência” divina.
O Papa em seguida falou do poder, explicando como no mundo de hoje o poder se identifica “com quem tem grandes capitais, ou forças militares”, enquanto “o verdadeiro poder é feito de graça e de misericórdia”.
Palavras bem radicadas no contexto da história, tanto que o Santo Padre chegou a citar Stalin.“A pergunta de Stalin sobre quantas divisões o Papa tem?
Ainda hoje caracteriza a nossa idéia de poder. O poder tem aquele que pode ser perigoso, que pode ameaçar, que pode destruir, que tem em mãos tantas coisas do mundo. Mas a revelação nos diz: “Não é assim”; o verdadeiro poder é o poder da graça e da misericórdia. Na misericórdia Deus demonstra o verdadeiro poder”. O Poder de Deus – continuou o papa – é “o de sofrer conosco” e, através do perdão, mudar o mundo. “Deus perdoa transformando o mundo, para que o rio do bem seja maior do que todo o mal que possa existir. E se isso se verifica “o mundo mesmo torna-se liturgia, o cosmo torna-se hóstia viva”, disse o Santo Padre.
Palavras que ressoaram como se vindas do céu, junto com uma improvisa chuva, que banhou a Praça João XXIII diante da catedral de Aosta, onde foi montado um pequeno palco.
Após a celebração das Vésperas, fora da igreja, o papa abençoou algumas crianças e desejou aos presentes boas férias, com um tempo bom, e brincando disse – mostrando o gesto no braço direito – “sem incidentes”.Impossibilitado de escrever por causa do gesso, Bento XVI, sublinhou nessa homilia as suas últimas meditações na paz de Les Combes, interrompida somente por poucos compromissos de trabalho.
O próximo encontro do papa, para o qual são esperadas cerca de 5 mil pessoas, é a oração do Angelus neste domingo, em Les Combes. Na manhã deste sábado, o Santo Padre foi submetido a uma visita de controle do pulso direito.
Presentes os médicos de Aosta que o operaram, o seu médico pessoal e um especialista encarregado de prosseguir as curas em Castel Gandolfo, para onde o papa se transferirá no início de agosto. (SP)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A PAZ É DOM DE DEUS, MAS NÃO PODE SE REALIZAR SEM ESFORÇO DO HOMEM

PAPA NO ENCONTRO COM CHEFES RELIGIOSOS DA GALILÉIA: A PAZ É DOM DE DEUS, MAS NÃO PODE SE REALIZAR SEM ESFORÇO DO HOMEM

Nazaré, 14 mai (RV)

- Bento XVI manteve esta tarde, às 16h30 locais, no auditório do Santuário da Anunciação, de Nazaré, um encontro com os chefes religiosos da Galiléia.O vigário patriarcal latino de Jerusalém, Dom Giacinto-Boulos Marcuzzo, saudou o Santo Padre, ressaltando a importância de sua peregrinação na Terra Santa, e a alegria deste cordial encontro com os chefes religiosos da Galiléia.Agradecendo pelas palavras de boas-vindas a ele dirigidas e pelo caloroso acolhimento, o Santo Padre saudou os líderes das diversas comunidades presentes: cristãos, muçulmanos, judeus, drusos e outros.Após ressaltar perceber como uma bênção particular poder visitar a cidade venerada pelos cristãos como o lugar onde o anjo anunciou à Virgem Maria que conceberia por obra do Espírito Santo, e que ali o Menino Jesus "crescia em sabedoria e graça diante de Deus" (Lc 2, 40), o papa frisou que o mundo, longe de ser um fato cego, foi querido por Deus e revela o seu esplendor glorioso.Dito isso, o pontífice acrescentou:"No coração de toda tradição religiosa encontra-se a convicção de que a própria paz é um dom de Deus, embora esta não possa ser alcançada sem o esforço humano. Uma paz duradoura provém do reconhecimento que o mundo não é nossa propriedade, mas, sobretudo, o horizonte no qual somos convidados a participar do amor de Deus e a cooperar na condução do mundo e da história sob a sua inspiração."Bento XVI advertiu ainda que não podemos fazer com o mundo tudo aquilo que nos apraz; aliás, somos chamados a conformar as nossas escolhas segundo as complexas e, todavia, perceptíveis leis escritas no universo pelo Criador, e a modelar as nossas ações segundo a bondade divina presente no reino da criação – ressaltou.O pontífice prosseguiu recordando que a Galiléia, uma terra conhecida pela sua heterogeneidade étnica e religiosa, é a pátria de um povo que conhece bem os esforços exigidos para viver em harmoniosa coexistência."As nossas diversas tradições religiosas – destacou – têm em si notáveis potencialidades em relação à promoção de uma cultura da paz, especialmente mediante o ensino e a pregação dos valores espirituais mais profundos da nossa comum humanidade".Em seguida, o Santo Padre fez questão de observar que plasmando o coração dos jovens, plasmamos o futuro da própria humanidade, acrescentando que os cristãos se unem a judeus, muçulmanos, drusos e pessoas de outras religiões no desejo de salvaguardar as crianças do fanatismo e da violência, ao tempo em que os preparam para que sejam construtores de um mundo melhor.Por fim, o pontífice fez uma exortação aos chefes religiosos da Galiléia:"Meus caros amigos, sei que vocês acolhem com alegria e com a saudação da paz os muitos peregrinos que chegam à Galiléia. Encorajo-os a continuarem exercendo o respeito recíproco, ao tempo em que trabalham para aliviar as tensões concernentes aos lugares de culto, garantindo assim um ambiente sereno para a oração e a meditação, aqui e em toda a Galiléia. Representando diversas tradições religiosas, vocês partilham o desejo comum de contribuir para o melhoramento da sociedade e testemunham assim os valores religiosos e espirituais que ajudam a fortalecer a vida pública."Bento XVI concluiu assegurando o compromisso da Igreja Católica de participar dessa nobre tarefa.Após o encontro com os chefes religiosos da Galiléia, o Santo Padre deixou o auditório do Santuário da Anunciação, transferindo-se para a Basílica Inferior do Santuário de Nazaré, onde, acolhido pelo Ministro Geral dos Franciscanos, foi acompanhado até a Gruta da Anunciação, momento marcado de grande comoção. Ali, o papa se deteve por alguns instantes em oração e recolhimento. (RL)

Fonte: RV