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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Papa aos mexicanos: converter aquilo que nos está degradando como humanidade


Francisco chega para a celebração - AFP

17/02/2016 23:59 
 
Ciudad Juárez (RV)

- “Há sempre a possibilidade de mudar, estamos a tempo de reagir e transformar, modificar e alterar, converter aquilo que nos está destruindo como povo, o que nos está degradando como humanidade.”
Foi a forte e premente exortação do Papa Francisco na missa celerada esta quarta-feira (17/02) em Ciudad Juárez – norte do México –, cidade que, apesar dos progressos feitos nos últimos anos no combate ao crime organizado, permanece tristemente marcada pela violência.
Foi justamente numa terra marcada por tantos sofrimentos que Francisco quis concluir a sua 12ª viagem apostólica internacional, visita esta na qual – como missionário da misericórdia e da paz – pôde tocar todas as realidades do México, “um grande país”, como ele mesmo o definiu.





A glória de Deus é o homem vivo
“A misericórdia anima-nos a olhar o presente e confiar naquilo que, de são e bom, está escondido em cada coração. A misericórdia de Deus é o nosso escudo e a nossa fortaleza”, reiterou Francisco após ter lembrado com Santo Irineu que “a glória de Deus é a vida do homem”.
O livro de Jonas, na primeira leitura – com o episódio de Nínive que se estava autodestruindo em consequência da opressão e degradação, da violência e injustiça –, serviu de moldura ao Santo Padre para evidenciar alguns traços que caracterizam a misericórdia divina.
Ao mover o coração de Jonas, Deus o envia para evidenciar o que estava acontecendo, envia-o para despertar um povo inebriado de si mesmo.
Neste texto, encontramo-nos perante o mistério da misericórdia divina, afirmou o Pontífice:

A misericórdia de Deus aproxima-se e convida à conversão
“A misericórdia sempre rejeita o mal, tomando muito a sério o ser humano; sempre faz apelo à bondade adormecida, anestesiada, de cada pessoa. Longe de aniquilar, como muitas vezes pretendemos ou queremos fazê-lo, a misericórdia aproxima-se de cada situação para a transformar a partir de dentro. Isto é precisamente o mistério da misericórdia divina: aproxima-se e convida à conversão, convida ao arrependimento; convida a ver o dano que está a ser causado a todos os níveis. A misericórdia sempre entra no mal para o transformar.”
O apelo de Jonas à conversão encontra homens e mulheres capazes de se arrependerem, capazes de chorar: deplorar a injustiça, deplorar a degradação, deplorar a opressão.
“São as lágrimas que podem abrir o caminho à transformação; são as lágrimas que podem abrandar o coração, são as lágrimas que podem purificar o olhar e ajudar a ver a espiral de pecado em que muitas vezes se está enredado. São as lágrimas que conseguem sensibilizar o olhar e a atitude endurecida, e sobretudo adormecida, perante o sofrimento alheio. São as lágrimas que podem gerar uma ruptura capaz de nos abrir à conversão.”
“Hoje esta palavra ressoa vigorosamente no meio de nós” – disse Francisco. “Esta palavra é a voz que clama no deserto e nos convida à conversão”, acrescentou.

Pedir a Deus o dom das lágrimas, o dom da conversão
Neste Ano da Misericórdia, disse, “quero implorar convosco neste lugar a divina misericórdia, quero pedir convosco o dom das lágrimas, o dom da conversão.
Com o olhar voltado para a realidade dos nossos dias, o Pontífice foi incisivo:
“Aqui em Ciudad Juárez, como noutras áreas fronteiriças, concentram-se milhares de migrantes da América Central e doutros países, sem esquecer tantos mexicanos que procuram também passar para «o outro lado». Uma passagem, um caminho carregado de injustiças terríveis: escravizados, sequestrados, objetos de extorsão, muitos irmãos nossos acabam vítimas do tráfico humano.”

Migração forçada tornou-se fenômeno global
Não podemos negar a crise humanitária que, nos últimos anos, levou à migração de milhares de pessoas. Hoje, esta tragédia humana que é a migração forçada, tornou-se um fenômeno global, prosseguiu o Papa.
Em seguida, ressaltou as chagas sociais que forçam os irmãos e irmãs a partirem:  a pobreza, a violência, o narcotráfico e o crime organizado.
“À pobreza que já sofrem, vem juntar-se o sofrimento destas formas de violência”, de cuja espiral é difícil sair:
“Uma injustiça que se radicaliza ainda mais contra os jovens: como «carne de canhão», eles veem-se perseguidos e ameaçados quando tentam sair da espiral de violência e do inferno das drogas.”
“E que dizer das tantas mulheres à quais se lhes foram injustamente ceifadas a vida! ”, exclamou o Santo Padre, aludindo ao fenômeno que a partir dos anos noventa fez de Ciudad Juárez teatro de violentos homicídios em série contra as mulheres.

Implorar a misericórdia do Pai
“Não mais morte nem exploração! Há sempre tempo para mudar, há sempre uma via de saída e uma oportunidade, é sempre tempo para implorar a misericórdia do Pai.”
Francisco reconheceu o trabalho de muitas organizações da sociedade civil em favor dos direitos dos migrantes, e não só:
“Estou a par também do trabalho generoso de muitas irmãs religiosas, de religiosos e sacerdotes, de leigos votados ao acompanhamento e à defesa da vida. Prestam ajuda na vanguarda, muitas vezes arriscando a própria vida. Com a sua vida, são profetas de misericórdia, são o coração compreensivo e os pés da Igreja que acompanha, que abre os seus braços e apoia.”
“É tempo de conversão, é tempo de salvação, é tempo de misericórdia”: concluiu o Papa Francisco em seu último encontro com os fiéis e peregrinos mexicanos, numa celebração Eucarística presidida na área da Feira de Ciudad Juárez, cujo altar fora montado a 80 metros da fronteira internacional entre México e EUA. (RL)

Fonte RV

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

FAMÍLIA É DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA A HUMANIDADE

BENTO XVI: FAMÍLIA É DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA A HUMANIDADE

Cidade do Vaticano,

– Com o Angelus deste domingo, na Praça S. Pedro, Bento XVI se uniu, em conexão ao vivo, aos participantes da "Festa das Famílias" – encontro que a província eclesiástica de Madri, encabeçada por seu arcebispo, Card. Antonio María Rouco Varela, organiza pelo terceiro ano consecutivo. "Deus, vindo ao mundo no seio de uma família, manifesta que esta instituição é o caminho certo para encontrá-Lo e conhecê-Lo, assim como um chamado permanente a trabalhar pela unidade de todos em torno do amor" – afirmou o papa.De modo que um dos maiores serviços que os cristãos podem prestar aos outros é oferecer nosso testemunho sereno e firme da família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, protegendo-a e promovendo-a, pois ela é de suma importância para o presente e o futuro da humanidade, acrescentou o pontífice. De fato, a família é a melhor escola onde se aprende a viver os valores que dignificam a pessoa e fazem grandes os povos. "Peço a Deus que em seus lares se respire sempre esse amor de total entrega e fidelidade que Jesus trouxe ao mundo com seu nascimento, alimentando-o e fortalecendo-o com a oração cotidiana, a prática constante das virtudes, a recíproca compreensão e o respeito mútuo." Cerca de um milhão de fiéis participaram esta manhã na Praça de Lima, em Madri, da missa presidida pelo arcebispo da cidade. "O futuro da Europa passa pela família" foi o tema do evento organizado pela Conferência Episcopal Espanhola, em defesa das raízes cristãs da cultura européia. Concelebraram a missa do meio-dia 43 bispos espanhóis e 14 europeus. (BF)

Fonte: RV

domingo, 20 de dezembro de 2009

"RESOSTA DE DEUS AO DRAMA DA HUMANIDADE EM BUSCA DA VERDADEIRA PAZ"

Natal - resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz: Bento XVI, por ocasião do Angelus


“O Natal não é uma fábula para meninos. É a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz”. Na alocução do meio-dia, por ocasião do Angelus, na Praça de São Pedro, com um sol radiante, não obstante o frio gélido, Bento XVI recordou o anúncio do profeta Miqueias proposto pela liturgia deste quarto domingo do Advento. A profecia refere Belém, a cidade de David, como a terra onde terá lugar um misterioso nascimento ligado a um tempo de reconciliação e de paz entre os filhos de Israel.“Existe um projecto divino que compreende e expõe os tempos e lugares da vinda do filho de Deus no mundo. É um projecto de paz, como anuncia ainda o profeta falando do Messias: ‘Levantar-se-á e apascentará com a força do Senhor, com a majestade do nome do Senhor seu Deus… Ele próprio será a paz!”. E o Papa prosseguiu detendo-se neste “último aspecto da profecia – o que diz respeito à paz messiânica”, ligada ao simbolismo de Belém.“Belém é também uma cidade - símbolo da paz, na Terra Santa e no mundo inteiro. Infelizmente, nos nossos dias, Belém não representa uma paz alcançada e estável, mas uma paz arduamente procurada e aguardada”.Em todo o caso, Deus não se resigna a este estado de coisas:“Também este ano, em Belém e no mundo inteiro, se renovará na Igreja o mistério do Natal, profecia de paz para cada homem, que empenha os cristãos a inserir-se nos bloqueios, nos dramas, muitas vezes desconhecidos e escondidos, e nos conflitos do contexto em que se vive, com os sentimentos de Jesus, para se tornarem por toda a parte instrumentos e mensageiros de paz, para levar amor onde há ódio, perdão onde há ofensa, alegria onde há tristeza e verdade onde há erro, segundo as belas expressões de uma conhecida oração franciscana”. “Hoje, como nos tempos de Jesus, o Natal não é uma fábula para meninos, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz. ‘Ele mesmo será a paz!’ – diz o profeta referindo-se ao Messias. Toca a nós abrir, de par em par, as portas, para O acolher”.

Fonte: RV

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FAMÍLIA: TESOURO DA HUMANIDADE

Família é o maior tesouro da humanidade
Segundo o arcebispo de Burgos na Jornada Mariana da Família

TORRECIUDAD,

- "A família é o maior tesouro da humanidade", afirmou o arcebispo de Burgos, Dom Francisco Gil Hellín, ao presidir a 20ª Jornada Mariana da Família no santuário de Torreciudad, um evento que reuniu no último dia 12 cerca de 15 mil pessoas procedentes de toda a Espanha.
Dom Gil Hellín destacou, durante a homilia, que "a família se manifesta e se expressa em sua própria vida, porque Deus a fez uma instituição natural e não são os governos ou os parlamentos que devem dizer o que é a família".
Em uma mensagem enviada pelo Papa Bento XVI aos participantes, o pontífice lhes exortou a dar "um incondicional ‘sim' à vida" e pediu aos esposos "disponibilidade e abnegada entrega, confiança mútua, fiel e fecunda".
Os atos começaram ao meio-dia, com uma oferenda a Nossa Senhora, realizada pelas famílias: flores, frutas, cerâmicas, fotografias, vinho, produtos do mar, camisetas e placas foram os objetos escolhidos para testemunhar sua devoção a Maria. Uma mostra de diversidade cultural foi oferecida por Adja e Sara, duas amigas da Costa do Marfim e do Peru, residentes em Lérida, que ofereceram um pandeiro e algumas partituras.
A Eucaristia ao ar livre foi solenizada pelo Coral de Pais da Associação Cantal (Zaragoza), acompanhado pela organista titular do santuário, Maite Aranzabal.
Na homilia, dirigindo-se de forma especial a cada assistente, o arcebispo de Burgos afirmou: "Redescubra cada dia esse tesouro do qual você é depositário. Deus o abençoou com esses amores: com sua esposa, com seu esposo, com seus filhos. Assim, a família será verdadeiramente o santuário da vida, será a garantia de que toda criatura que procede desta entrega em fidelidade matrimonial estará resguardada pelo berço mais forte, que é o amor conjugal e familiar".
O dia concluiu com a oração do terço na esplanada, acompanhando a imagem peregrina de Nossa Senhora de Torreciudad, e com a bênção com o Santíssimo.
Além de espanhóis, participaram grupos da França, Polônia e Itália. Muitos deles chegaram em viagens organizadas em algum dos 140 ônibus presentes no evento. Mais de 250 voluntários participaram na organização do encontro, ajudando nos estacionamentos e acessos ao santuário, na acomodação dos peregrinos, nos postos informativos e no parque infantil. E dezenas de sacerdotes atenderam, ao longo do dia, nos confessionários espalhados pelas diversas áreas do recinto.


Fonte:

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

INTERNET E A DIGNIDADE HUMANA


Internet deve promover dignidade humana
Afirma o presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais

ROMA, quarta-feira, 12 de agosto de 2009

- O presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, Dom Claudio María Celli, afirma que as novas tecnologias digitais com suas aplicações na internet, que configuram a sociedade atual, devem promover e defender, acima de tudo, a natureza e dignidade do ser humano, assegurando seu adequado desenvolvimento através da comunicação real, da verdadeira amizade e do diálogo honesto; informa Rádio Vaticano.
Em artigo publicado no jornal vaticano L'Osservatore Romano, o arcebispo ressalta como o mundo digital muda cada vez mais e incide na forma com a qual se configuram as relações humanas.
Diante dessa realidade, que levou o Papa a chamar os jovens, “geração digital” –diz o prelado–, é preciso reconhecer que “essas tecnologias são um dom para a humanidade, mas essas vantagens devem estar ao mesmo tempo ao serviço de todos os seres humanos e de toda a comunidade”.
Depois de comentar que essas realidades possuem “grandes possibilidades e grandes limites”, Dom Celli afirma que quando o Santo Padre “expressa sua avaliação positiva pelas novas tecnologias não é ingênuo, pois não se esquece das dificuldades e problemas que as mesmas podem criar”.
Depois de relatar uma experiência recente na Islândia onde durante uma reunião de leigos do Conselho da Europa os participantes se perguntavam o que se deve fazer para proteger as crianças dos perigos da internet, Dom Celli explica três aspectos fundamentais que devem ser levados em consideração para viver uma adequada “cultura da comunicação”, a partir da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.
A primeira referência “é o valor da pessoa humana. O Papa não é ingênuo sobre essa questão e sabe perfeitamente que muitas coisas circulam nas grandes redes da comunicação. Por isso diz que se deve tomar cuidado com palavras e imagens degradantes para o ser humano. Deve-se bloquear a entrada a tudo aquilo que alimenta o ódio e a intolerância, e que agride a beleza e a intimidade da sexualidade humana”.
A segunda dimensão é o diálogo. “O diálogo entre pessoas de países, culturas e religiões diferentes. Um diálogo que não é certamente um esconder quem sou, porque não seria isso algo respeitoso para com a pessoa com quem dialogamos. Mas é um diálogo atento e respeitoso que busca sinceramente a verdade”, destacou o prelado.
Ao falar da terceira dimensão da mensagem, a amizade, o arcebispo Celli, explica que “no novo vocabulário das redes digitais é um termo que se usa facilmente”. O arcebispo se referiu então à presença de Bento XVI no Youtube e indicou que “o Papa deseja estar presente em um diálogo respeitoso com todos”. “Nossas amizades crescem em nosso caminhar como seres humanos. Não podemos banalizar o conceito de amizade porque é uma das maiores riquezas que o ser humano pode dispor”, concluiu.

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"HUMANIDADE É UMA SÓ FAMÍLIA"

PAPA: "HUMANIDADE É UMA SÓ FAMÍLIA". PONTÍFICE REZA PELOS LÍDERES DO G-8
Cidade do Vaticano, 08 jul (RV)

- Hoje, quarta-feira, foi dia de audiência pública, o encontro no qual o papa recebe peregrinos e fiéis, romanos e turistas, e faz sua catequese, concedendo a todos, sua bênção apostólica. Hoje, a Audiência Geral foi realizada na Sala Paulo VI, devido ao forte calor em Roma.Em sua catequese desta manhã, o papa falou a respeito da encíclica Caritas in Veritate (Caridade na verdade), apresentada ontem, no Vaticano, e já em circulação em todo o mundo, em seis línguas além do latim. Bento XVI explicou que o documento enfatiza que a autêntica renovação do homem e da sociedade se baseia exclusivamente em Cristo que nos transforma e nos torna capazes de agir em verdade e amor. Esta é a raiz de todo desenvolvimento humano integral e autêntico; força dinâmica que pressupõe justiça e, ao mesmo tempo, a completa, com a gratuidade do dom e do perdão. Na linha da Populorum Progressio, de Paulo VI, a Caritas in Veritate oferece orientações para enfrentar a crise que conhecemos. A encíclica convida a uma profunda reflexão sobre o significado da economia e suas finalidades que devem reencontrar a "lógica do dom". Isso requer a cooperação de todos, em todos os níveis de responsabilidade: individual, social e política. O papa acredita que embora a globalização seja uma oportunidade para corrigir disfunções da economia e certos desequilíbrios sociais, isso não pode acontecer, se não houver uma profunda renovação cultural e um discernimento responsável, no momento de tomar decisões para o bem comum."Temos de repensar no desenvolvimento de uma forma abrangente. A encíclica − ponderou o pontífice − não propõe soluções técnicas, mas solicita o respeito de princípios fundamentais, do meio ambiente e das leis, para construir um verdadeiro desenvolvimento humano, e principalmente, para lutar contra a fome e a insegurança alimentar." Saudando os peregrinos em inglês, Bento XVI pediu orações pelos economistas, empresários e, de modo especial, pelos líderes do G-8, para que suas decisões promovam o verdadeiro desenvolvimento, especialmente para os mais pobres do mundo. "Caros amigos − disse o Santo Padre − a humanidade é uma única família onde cada programa de desenvolvimento − se deseja ser integral − deve considerar o crescimento espiritual de pessoas humanas e a força motriz da caridade na verdade."Também em alemão e espanhol, o pontífice apresentou sua nova encíclica como um documento que analisa a reflexão eclesial sobre importantes questões sociais. Com a Caritas in Veritate, a Igreja quer recordar os princípios sobre os quais o desenvolvimento humano deve ser alicerçado, com atenção à vida do homem, núcleo de todo progresso autêntico. Bento XVI fez também saudações em esloveno, eslovaco, polonês, e português, e concedeu a todos a sua bênção apostólica... "Acolho cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa nomeadamente os grupos vindos do Brasil e de Portugal para encontrar o Sucessor de Pedro. Que todos vós possais, em Cristo, viver a caridade na verdade, contribuindo assim para uma real promoção do bem comum. Jesus é o Homem novo que abre as portas para a verdadeira renovação da humanidade. Desça a Sua Bênção sobre cada um de vós e vossas famílias". (CM)

Fonte: RV

terça-feira, 7 de abril de 2009

"ABORTO NÃO É QUESTÃO POLITICA, MAS DE VERDADEIRA HUMANIDADE"

«Aborto não é questão política, mas de verdadeira humanidade»
O cardeal Cañizares defende a vida na homilia do Domingo de Ramos

TOLEDO,


=O cardeal Antonio Cañizares, administrador apostólico de Toledo e prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, afirmou que o aborto não é uma questão política, mas de verdadeira humanidade, na homilia que pronunciou neste Domingo de Ramos na catedral de Toledo.
«Não pode haver uma ampliação de lei do aborto: vai contra o homem e vai contra os desígnios de Deus, vai contra a Cruz de Cristo, onde está a verdade de Deus e a verdade do homem, do homem amado até o extremo, do homem que merece todo esse amor infinito que paga o sangue por todo homem; não podemos resignar-nos a isso», afirma.
«Não é uma questão de partido – bem sabe Deus que não faço uma questão política! – mas digo diante da Cruz de Cristo que não podemos voltar a rejeitar Cristo, onde está todo o amor, toda a verdade e a grandeza do homem, que deve ser respeitado, querido e amado», acrescentou.
Após presidir a procissão de Ramos, o cardeal animou a aclamar Jesus «gerando com Ele e a partir d’Ele uma corrente de paz, de reconciliação, de perdão, de solidariedade, de fraternidade universal, de amor, de serviço, uma nova civilização do amor, que nasce d’Ele, de afirmação da vida do homem sempre e em todo momento, de aposta pela dignidade inviolável de todo ser humano que é tão amado por Deus, até a cruz».
O cardeal insistiu em unir-se a Jesus «frente à violência, frente à destruição do homem ainda não-nascido, frente ao terrorismo, o ódio, as lutas, os confrontos e as divisões entre os homens».
«Abramos uma corrente cheia de ímpeto e fortaleza, que faça do amor a Deus e ao próximo a suprema norma da vida individual e social, frente a essa corrente cega de agressão, de falta de respeito ao homem, de violação da dignidade humana, de eliminação da vida do homem, inclusive do inocente e do não-nascido», assinalou.
Também teve uma recordação para os milhares de jovens que se encontravam nesse mesmo momento na Praça de São Pedro com o Papa, de quem receberam a Cruz que presidirá a próxima Jornada Mundial da Juventude de 2011 em Madri.


Fonte:ZENIT.org

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

REFLEXÃO : A HUMANIDADE ESTÁ ENLOUQUECENDO

A humanidade está enlouquecendo

O sonho de tornar uma grande empresária a fez tirar a vida do próprio filho.
Comove a opinião pública a morte de Isabella. A concentração dos noticiários televisivos na apuração dos fatos estimula e alimenta a indignação das pessoas. Faço duas observações sobre o que está acontecendo. A primeira se refere à brutalidade do assassinato de Isabella. É muito difícil crer que os próprios pais sejam os autores de tal crime. A segunda se refere ao poder da mídia de mobilizar emoções ao dar cobertura minuciosa ao acontecido. Mas passo agora a narrar o que ouvi de um médico ginecologista. Procurado por uma jovem senhora decidida a abortar, ele fez ver a ela a gravidade da decisão que ela estava a tomar. Mas ela tinha uma razão definitiva: com seu esposo acabara de criar uma empresa e precisava dedicar-se à consolidação desse projeto. Não estava, pois, em condições de levar a gravidez até o final e a arcar com os cuidados que um bebê exige. Diante da negativa do médico de atender sua solicitação, ela lhe pediu indicar outro que aceitasse fazer o aborto. Ao que recebeu a resposta: “não conheço e não tenho relações com pessoas envolvidas nessa tarefa”. Com muito custo foi convencida a fazer o ultra-som para verificar as condições do bebê. A esperança do médico é de que, vendo a imagem do bebê durante a realização do ultra-som e ouvindo as batidas de seu coração, lhe fosse mobilizado o instinto materno, tão forte na espécie animal, e, assim, ela viesse a assumir o ser humano que crescia em seu ventre.A jovem senhora, entretanto, recusou-se terminantemente a olhar para o vídeo onde as imagens da vida em desenvolvimento mostravam sua força bem como recusou-se a ouvir as batidas do pequeno coração do bebê que respondia, com suas batidas apressadas, às batidas do próprio coração da mãe. A mãe não voltou mais ao médico a quem havia procurado. Deve ter encontrado um outro qualquer que lhe atendeu o desejo. Lembro-me que o primeiro lhe havia dito que o projeto de ter e criar um filho é muito mais importante do que consolidar uma empresa. Ela, entretanto, estava inebriada pelo sonho de se tornar uma grande empresária e, firmada no direito de decidir sobre a vida do filho em gestação, permitiu sua execução. O bebê foi morto por esquartejamento, sugado aos pedaços do seio de sua própria mãe. Pergunto ao leitor: é possível falar em direito ao aborto? Faz poucos dias vi em projeção de data-show a imagem de um bebê recém-nascido a mamar. Estava como que pregado pelos lábios no peito da mãe. Pensei: seria um crime arrancá-lo da fonte que o alimenta. Só muito lentamente ele vai dispensar aquela fonte. Na mesma projeção, ao lado, aparecia um embrião nidado, agarrado à parede do útero da gestante. Há quem julgue ser lícito arrancá-lo de sua fonte, como se um carrapato fosse. Curiosa e escandalosamente a lei do aborto interrompe uma lógica divina que estabelece ser tanto mais necessário proteger a vida humana quanto mais frágil ela se apresente. Matar uma criança ou dela não cuidar é crime, tanto mais grave quanto mais a criança necessita de proteção. Quanto mais no início tanto mais a sociedade deve cuidar da vida do ser humano. A lógica é interrompida assim: não se pode destruir a vida começada há 12 (11, 10, 9) meses, mas, recuando mais dois, seis, ou 08 meses, quando a vida mais necessita de proteção, aí a lógica é a do egoísmo, prevalece o pretenso “direito” da gestante sobre o real direito do feto ou do embrião. Se todos os canais de TV colocassem no ar, de vez em quando, o DVD “o grito silencioso”, onde está filmada a cena de um abortamento, com certeza haveria de se verificar a mesma comoção produzida pelo assassinato de Isabella. Em outro artigo assim descrevi a cena que vi: “A mulher se colocara na posição de dar à luz. Depois era necessário perfurar a bolsa amniótica. Quando o instrumento - amniótomo - tocava a bolsa, a criança se movia, em manifestações de aflição. Ela não tinha como expressar seu desespero. Confesso que foi com relutância que continuei a presenciar a cena: uma mulher em posição de dar à luz e, colado a seu corpo, em posição de quem faz um parto, um médico, ou coisa parecida, a agir como quem vai extirpar um tumor maligno. E dentro um bebê sem ter onde se esconder. Ah! se ele pudesse fugir para dentro do coração da própria mãe! Ali com certeza não tocariam nele. Perfurada a bolsa, a presa estava à disposição. Foi então introduzido no útero da mãe o aspirador que ligado a uma pequena bomba pneumática tinha a tarefa de sugar, aos pedaços, o pequeno ser. Ele morreu dando um forte grito. Aqueles que crucificaram Jesus escutaram esse grito quando Jesus morreu (Lc 23,46). Do lado de fora foram caindo os pedaços sugados. Sobrou a cabeça, que logo depois foi arrancada por uma espécie de tenaz. E assim veio para fora a parte mais nobre daquela pobre humanidade. Por fim fez-se a limpeza do abrigo onde cresceu por 12 semanas aquela frágil vida. Que horror!
Dom Eduardo Benes é arcebispo de Sorocaba (SP).

Fonte: Revista Vida e Missão – junho/julho de 2008 – pág. 12 – Diocese de Campo Limpo (SP)