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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Francisco: Prisões, sintoma de como estamos na sociedade



Detentos no encontro com o Papa - AFP

17/02/2016 19:50
 
Ciudad Juárez (RV)

- O Papa Francisco visitou em Ciudad Juárez, no México, nesta quarta-feira (17/02), último dia de sua 12ª viagem Apostólica internacional, o Centro de Readaptação Social nº 3 (CeReSo).

  
 
Em seu discurso, Francisco sublinhou que celebrar o Jubileu da Misericórdia com os detentos “é o caminho que devemos urgentemente empreender para romper o ciclo vicioso da violência e da delinquência”.
“A misericórdia divina lembra-nos que as prisões são um sintoma de como estamos na sociedade; em muitos casos são um sintoma de silêncios e omissões provocadas pela cultura do descarte. São sintoma duma cultura que deixou de apostar na vida, duma sociedade que foi abandonando os seus filhos”, disse ainda o Papa.
O Santo Padre frisou que "a misericórdia nos lembra que a reinserção não começa aqui dentro destes muros; começa antes, começa lá fora nas ruas da cidade. A reinserção ou reabilitação começa criando um sistema que poderíamos chamar de saúde social, isto é, uma sociedade que procure não adoecer contaminando as relações no bairro, nas escolas, nas praças, nas ruas, nos lares, em todo o espectro social. Um sistema de saúde social que vise gerar uma cultura que seja eficaz procurando prevenir aquelas situações, aqueles caminhos que acabam por ferir e deteriorar o tecido social".
Francisco disse ainda que "na capacidade que uma sociedade tem de integrar os seus pobres, doentes ou presos, reside a possibilidade de estes curarem as suas feridas e serem construtores duma boa convivência. A reinserção social começa com a frequência da escola por todos os nossos filhos e com um emprego digno para as suas famílias, com a criação de espaços públicos para os tempos livres e a recreação, com a habilitação das instâncias de participação cívica, os serviços de saúde, o acesso aos serviços básicos… para citar apenas algumas medidas'.
"Celebrar o Jubileu da Misericórdia convosco é aprender a não ficar prisioneiros do passado, de ontem; é aprender a abrir a porta para o futuro, para o amanhã; é acreditar que as coisas podem tomar outro rumo. Celebrar o Jubileu da Misericórdia convosco é convidar-vos a levantar a cabeça e empenhar-vos para obter o tão ansiado espaço de liberdade", concluiu. (MJ)


A seguir, a íntegra do discurso.
***
Queridos irmãos e irmãs!
Estou a concluir a minha visita ao México e não queria ir embora sem vos saudar, sem celebrar o Jubileu da Misericórdia convosco.
De coração agradeço as palavras de saudação que me dirigistes, nelas manifestando tanta esperança e tantas aspirações, mas também tantas amarguras, medos e dúvidas.
Durante a viagem à África, na cidade de Bangui, pude abrir a primeira Porta da Misericórdia para o mundo inteiro. Hoje, no vosso meio e convosco, quero reafirmar uma vez mais a confiança a que Jesus nos impele: a misericórdia que abraça a todos, em todos os cantos da terra. Não há lugar onde a sua misericórdia não possa chegar, não há espaço nem pessoa que ela não possa tocar.
Celebrar o Jubileu da Misericórdia convosco é lembrar o caminho que devemos urgentemente empreender para romper o ciclo vicioso da violência e da delinquência. Já se perderam várias décadas pensando e crendo que tudo se resolve isolando, separando, encarcerando, livrando-nos dos problemas, acreditando que estas medidas resolvem verdadeiramente os problemas. Esquecemo-nos de concentrar-nos naquilo que realmente deve ser a nossa preocupação: a vida das pessoas; as suas vidas, as das suas famílias, as daqueles que também sofreram por causa deste ciclo vicioso da violência.
A misericórdia divina lembra-nos que as prisões são um sintoma de como estamos na sociedade; em muitos casos são um sintoma de silêncios e omissões provocadas pela cultura do descarte. São sintoma duma cultura que deixou de apostar na vida, duma sociedade que foi abandonando os seus filhos.
A misericórdia lembra-nos que a reinserção não começa aqui dentro destes muros; começa antes, começa lá fora nas ruas da cidade. A reinserção ou reabilitação começa criando um sistema que poderíamos chamar de saúde social, isto é, uma sociedade que procure não adoecer contaminando as relações no bairro, nas escolas, nas praças, nas ruas, nos lares, em todo o espectro social. Um sistema de saúde social que vise gerar uma cultura que seja eficaz procurando prevenir aquelas situações, aqueles caminhos que acabam por ferir e deteriorar o tecido social.
Às vezes parece que as prisões se proponham mais colocar as pessoas em condição de continuar a cometer delitos do que promover processos de reabilitação que permitam enfrentar os problemas sociais, psicológicos e familiares que levaram uma pessoa a determinada atitude. O problema da segurança não se resolve apenas encarcerando, mas é um apelo a intervir para enfrentar as causas estruturais e culturais da insegurança que afetam todo o tecido social.
A preocupação de Jesus pelos famintos, os sedentos, os sem-abrigo ou os presos (Mt 25, 34-40) pretendia expressar as entranhas de misericórdia do Pai, que se tornam um imperativo moral para toda a sociedade que deseje possuir as condições necessárias para uma convivência melhor. Na capacidade que uma sociedade tem de integrar os seus pobres, doentes ou presos, reside a possibilidade de estes curarem as suas feridas e serem construtores duma boa convivência. A reinserção social começa com a frequência da escola por todos os nossos filhos e com um emprego digno para as suas famílias, com a criação de espaços públicos para os tempos livres e a recreação, com a habilitação das instâncias de participação cívica, os serviços de saúde, o acesso aos serviços básicos… para citar apenas algumas medidas.
Celebrar o Jubileu da Misericórdia convosco é aprender a não ficar prisioneiros do passado, de ontem; é aprender a abrir a porta para o futuro, para o amanhã; é acreditar que as coisas podem tomar outro rumo. Celebrar o Jubileu da Misericórdia convosco é convidar-vos a levantar a cabeça e empenhar-vos para obter o tão ansiado espaço de liberdade.
Sabemos que não se pode voltar atrás, sabemos que o que foi feito, feito está. Mas isto não significa que não haja a possibilidade de escrever uma página nova daqui para a frente; por isso, quis celebrar convosco o Jubileu da Misericórdia. Vós sofreis a angústia da queda, sentis o arrependimento pelos vossos actos e sei que em muitos casos, por entre grandes limitações, a partir da vossa solidão procurais refazer a vossa vida. Conhecestes a força do sofrimento e do pecado; não vos esqueçais, porém, que tendes ao vosso alcance também a força da ressurreição, a força da misericórdia divina que faz novas todas as coisas. Agora é possível que vos toque a parte mais dura, mais difícil, mas talvez seja a que produz mais fruto; a partir daqui de dentro, lutai para inverter as situações que geram mais exclusão. Falai com os vossos queridos, contai-lhes a vossa experiência, ajudai a travar o ciclo vicioso da violência e da exclusão. Quem sofreu o máximo da amargura a ponto de poder afirmar que «experimentou o inferno», pode tornar-se um profeta na sociedade. Trabalhai para que esta sociedade que usa e joga fora não continue a fazer mais vítimas.
Quereria também encorajar o pessoal que trabalha neste Centro ou noutros semelhantes: os directores, os agentes da Polícia penitenciária, todos os que realizam qualquer tipo de assistência neste Centro. E agradeço o esforço dos capelães, das pessoas consagradas e dos leigos que se dedicam a manter viva a esperança do Evangelho da Misericórdia na prisão. Todos vós – não vos esqueçais! – podeis ser sinal das entranhas de misericórdia do Pai. Precisamos uns dos outros para continuar em frente.
Antes de vos dar a bênção, gostaria que rezássemos um pouco em silêncio. Cada um, na intimidade do seu coração, peça a Deus que nos ajude a acreditar na sua misericórdia.
E peço que não vos esqueçais de rezar por mim.


Fonte RV

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A IGREJA EM DIÁLOGO COM A SOCIEDADE

PAPA: "A IGREJA NO DEBATE PÚBLICO, EM DIÁLOGO COM A SOCIEDADE"

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI recebeu em audiência no Vaticano os bispos da Inglaterra e País de Gales, na conclusão de sua visita “ad Limina Apostolorum”. Em seu discurso, o papa ressaltou a figura do Cardeal John Newman, que deve ser beatificado em setembro próximo, como “exemplo de dedicação à oração, de sensibilidade pastoral para com as necessidades dos seus fiéis e de paixão pela pregação do Evangelho”. O papa congratulou-se com os muitos sinais de fé viva e de devoção dos católicos da Inglaterra e do País de Gales, “não obstante as pressões de uma época secularista”. Aludindo à sua visita apostólica à Grã Bretanha (ainda não confirmada oficialmente), Bento XVI considerou que será uma ocasião para ele testemunhar esta fé, fortalecê-la e confirmá-la. Observando que este país é “bem conhecido por seu compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade”, Bento XVI deplorou “o efeito de certas leis que acabaram por impor injustas limitações à liberdade das comunidades religiosas agirem de acordo com suas convicções”. “Sob certos aspectos, esta legislação viola a lei natural sobre a qual se funda a igualdade dos seres humanos e pela qual está garantida” – explicou. “Peço-lhes insistentemente que, como pastores, façam com que o ensinamento moral da Igreja seja sempre apresentado na sua inteireza e convictamente defendido. A fidelidade ao Evangelho não limita a liberdade dos outros; pelo contrário, está ao serviço da sua liberdade, oferecendo-lhes a verdade. Continuem a insistir no direito de participar do debate nacional, num diálogo respeitoso com outros elementos da sociedade”. O papa ressalvou, porém, a necessidade de que a Comunidade Católica do país fale com a unidade de uma mesma voz, a fim de que a mensagem salvífica de Cristo possa ser apresentada de modo efetivo e convincente em sua totalidade.“Isso exige que não só vocês, bispos, mas também os padres, professores, catequistas, e todos os que estão comprometidos em comunicar o Evangelho estejam atentos aos chamados do Espírito, que guia toda a Igreja à verdade, congrega na unidade e inspira o seu zelo missionário”. O papa citou o exemplo do futuro bem-aventurado:“Bem o compreendeu o Cardeal Newman, que nos deixou um claro exemplo de plena adesão da fé à verdade revelada. Na Igreja são hoje necessários escritores e comunicadores com a sua estatura e integridade. Tenho esperanças de que a devoção a ele possa inspirar muitos a seguirem suas pegadas”. Bento XVI pediu aos bispos britânicos que não poupem esforços para encorajar as vocações sacerdotais e lembrou a grande importância do diálogo ecumênico e inter-religioso. O papa os exortou a serem “generosos na aplicação das medidas da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, prestando “assistência àqueles grupos de anglicanos que queiram entrar na plena comunhão da Igreja Católica. “Estou convencido – declarou Bento XVI – que, se forem acolhidos de modo cordial e caloroso, esses grupos serão uma bênção para a Igreja inteira”.(CM)

Fonte: RV

sábado, 25 de julho de 2009

UMA SOCIEDADE SEM DEUS É UMA SOCIEDADE SEM BÚSSOLA

PAPA: "UMA SOCIEDADE SEM DEUS É UMA SOCIEDADE SEM BÚSSOLA

Aosta, 25 jul (RV)

- Famílias em dificuldade, crise econômica e as violências em ato no mundo, sinais de que “uma sociedade sem Deus é uma sociedade sem bússola”, foram os temas centrais da visita no dia de ontem de Bento XVI a Aosta, que durou cerca de uma hora.Sem poder escrever nestes dias por causa de sua fratura no pulso direito, o Papa improvisou a sua homilia na catedral de Aosta que se encontra a 20 km da localidade de Les Combes, onde passa um período de repouso.
As palavras de Bento XVI se converteram no momento culminante das vésperas que presidiu junto a cerca de 400 sacerdotes, religiosos, religiosas e representantes leigos das paróquias da diocese.
A celebração foi introduzida pelo bispo de Aosta, Dom Giuseppe Anfossi, que chamou a atenção para o tema da família “que hoje sofre muito” por causa da crise, solicitando um maior apoio a elas.
Já na sua homilia, com tom eminentemente teológico, Bento XVI foi preciso ao afirmar que “uma sociedade sem Deus é uma sociedade sem bússola, incapaz de encontrar uma orientação para aprofundar a crise econômica atual, mas também os dramas, os sofrimentos, as injustiças das quais sofre o mundo.
Certamente a relação com Deus é algo profundamente pessoal; a pessoa é um ser em relação e se a relação fundamental – a relação com Deus – não é viva, não é vivida, também as outras relações não podem encontrar a sua justa forma, disse o papa.
Mas isso vale também para a sociedade, para a humanidade como tal. Por isso, prosseguiu Bento XVI, “devemos levar novamente ao nosso mundo a realidade de Deus, fazer com que todos o conheçam”, exortando os presentes a não terem medo da palavra “onipotência” divina.
O Papa em seguida falou do poder, explicando como no mundo de hoje o poder se identifica “com quem tem grandes capitais, ou forças militares”, enquanto “o verdadeiro poder é feito de graça e de misericórdia”.
Palavras bem radicadas no contexto da história, tanto que o Santo Padre chegou a citar Stalin.“A pergunta de Stalin sobre quantas divisões o Papa tem?
Ainda hoje caracteriza a nossa idéia de poder. O poder tem aquele que pode ser perigoso, que pode ameaçar, que pode destruir, que tem em mãos tantas coisas do mundo. Mas a revelação nos diz: “Não é assim”; o verdadeiro poder é o poder da graça e da misericórdia. Na misericórdia Deus demonstra o verdadeiro poder”. O Poder de Deus – continuou o papa – é “o de sofrer conosco” e, através do perdão, mudar o mundo. “Deus perdoa transformando o mundo, para que o rio do bem seja maior do que todo o mal que possa existir. E se isso se verifica “o mundo mesmo torna-se liturgia, o cosmo torna-se hóstia viva”, disse o Santo Padre.
Palavras que ressoaram como se vindas do céu, junto com uma improvisa chuva, que banhou a Praça João XXIII diante da catedral de Aosta, onde foi montado um pequeno palco.
Após a celebração das Vésperas, fora da igreja, o papa abençoou algumas crianças e desejou aos presentes boas férias, com um tempo bom, e brincando disse – mostrando o gesto no braço direito – “sem incidentes”.Impossibilitado de escrever por causa do gesso, Bento XVI, sublinhou nessa homilia as suas últimas meditações na paz de Les Combes, interrompida somente por poucos compromissos de trabalho.
O próximo encontro do papa, para o qual são esperadas cerca de 5 mil pessoas, é a oração do Angelus neste domingo, em Les Combes. Na manhã deste sábado, o Santo Padre foi submetido a uma visita de controle do pulso direito.
Presentes os médicos de Aosta que o operaram, o seu médico pessoal e um especialista encarregado de prosseguir as curas em Castel Gandolfo, para onde o papa se transferirá no início de agosto. (SP)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A SOCIEDADE QUE CRIAMOS NÃO GERA PESSOAS FELIZES


Sociedade que criamos não gera pessoas felizes
Maria José Nogueira Pinto afirma que «não se pode separar condição de cidadão e cristão»

Maria José Nogueira Pinto foi ao Congresso Sociedade que criamos não gera pessoas felizes Nacional afirmar que os valores “são uma urgência e necessidade”.


A ex-deputada esteve em Fátima, para reflectir sobre os desafios de valores que se colocam a Portugal.
Aos congressistas, Nogueira Pinto afirmou estarmos perante um “aparente triunfo do reino de César”, mas esta situação em Portugal estende-se também a toda a Europa e América.
A política considerou ser “vocação de cada um ser enviado em missão desde que nasce”, pois não deve ser possível separar a condição de cidadãos da condição de cristão.
Maria José Nogueira Pinto explica que há muito tempo decidiu “a sua intervenção na Polis”, numa intervenção alargada, não só na área política social ou cívica, mas no seu todo. Refugiada e imigrante numa altura “precoce da minha vida”, esta situação “fez de mim uma pessoa diferente e tornou-me muito atenta aos outros”.
A ex deputada indicou factores relevantes para a crise de valores – “uma paganização”, referiu. Vive-se numa sociedades com novas ditaduras, “subtis, mas existem”.
A cultura dominante é uma ditadura. Domina um discurso bonito, “espalham-se interpretações manipuladas e no dia-a-dia, as pessoas não mastigam o que as rodeia”. As primeiras interpretações geram a falsidade dos factos.
A modernidade implanta-se como um valor “quando não existe sequer espaço para discutir o que é moderno”.
O paradigma de sucesso “impôs-se ao paradigma da felicidade”.
O dinheiro, o êxito profissional, ser conhecido, ser jovem, ser saudável são “paradigmas que fizeram com que os valores deixassem de importar e se tornassem numa barreira”.
Nos países desenvolvidos acresce ainda o mito da ciência e da tecnologia, onde as pessoas afastaram a ideia de sofrimento, onde não se morre. “A ideia de morte é cada vez mais afastada”. O sofrimento deixou de ser visto como “um factor de crescimento”, aponta Nogueira Pinto.
“O relativismo moral sobrepôs-se à hierarquia de valores”.
Este contexto cria um novo «homo». “Um homem que participa virtualmente, é fracturado, vive de acordo com a imagem”. Maria José Nogueira Pinto acredita que “Portugal precisa de ser libertado e precisa de um sinal de esperança”.
Aborto, salas de injecção assistida, eutanásia são áreas que “mostram o quanto vale a dignidade humana”.
As Nações Unidas já me mostraram contra as salas de injecção assistida.
A ex-deputada afirma que esta capitulação “é uma forma de desistência”.
A alteração da lei do divórcio, a somar ao casamento dos homossexuais e a adopção por parte deles, são áreas que Nogueira Pinto considera serem questões que serão brevemente discutidas. Mas explica que o Estado se deve lembrar “qual a génese da família, que existe entes de qualquer organização”.
A alteração da lei do divórcio “retirou a responsabilidade que um dos cônjuges tem quando contratualiza um casamento, sendo civil ou sacramental”. Onde se devia falar de responsabilidade, fala-se de culpa.
A ex deputada afirma que se confunde tolerância com a permissividade, igualitarismo com a igualdade de oportunidades.
“As crianças não são brinquedo para serem entregues a qualquer pessoa”, afirma sob o contexto da possibilidade de a adopção de crianças por homosexuais ser aprovada.
A participação é um dos deveres de ser cidadão, indicou Nogueira Pinto. “Nenhum de nós não pode dizer que não tem espaço”, afirmou relembrando haver decisões a tomar muito sérias, com consequências para o quotidiano das pessoas, e perante isso, “como ficar indiferente? Nunca vamos para a rua se não por um interesse pessoal”.
“Há questões consideradas fracturantes, que constam da agenda política, que não correspondem a uma necessidade social, aponta a ex-deputada”.
Esta sociedade que “atira para fora os valores” seria, supostamente mais feliz, “mas tal não acontece”.
“Percebemos uma sociedade inquieta, desorientada, aumenta a violência familiar, a violência em velhos e crianças, os indicadores de álcool aumentam, assim como aumentam os pedidos de ajuda para apoio psicológico”, mostram que “não vivemos numa sociedade feliz”.
Nogueira Pinto frisou que este “é um combate desigual mas que pode e deve ser feito entre o bem e o mal”.
A ex deputada indicou ainda que o voluntariado é considerado um sinal de esperança, talvez um valor para o futuro. Mas explicou que quem está sozinho na esperança, desespera mais depressa. “Se organizarmos este sinal ele torna-se muito mais forte. A sensibilidade ou a componente emocional torna-se por vezes efémero, porque passa e as pessoas já não se lembram”.
Fonte: Ag. ECCLESIA

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

OLIMPIADAS: AVALIEMOS CULTURA E SOCIEDADE

Olimpíadas: lição para avaliar cultura e sociedade
Comentário de Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Por Alexandre Ribeiro
BELO HORIZONTE,
- O arcebispo de Belo Horizonte (Brasil) considera que os jogos olímpicos «condensam uma boa lição que permite uma avaliação por jogar luzes na cultura e nas configurações de uma sociedade».
Segundo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, esta lição «deve ser transformada em perguntas a serem respondidas e em metas a serem alcançadas envolvendo governos, empresas, instituições todas e cada cidadão e cidadã».
«Todos conscientes de sua parcela de responsabilidade social e política para mudar condições adversas que são frutos da falta adequada de investimentos e empenhos na busca do bem comum», destaca, em artigo enviado a Zenit essa sexta-feira.
Para o arcebispo, num tempo de olimpíadas, «não se pode apenas considerar os atletas representantes de uma nação como questão deles próprios».
«Vale a humildade e a alegria comprometida de considerá-los como termômetro de dinâmicas culturais que movimentam as veias da organização social e política e do tipo de cultura que vai configurando o jeito de ser de um povo.»
Assim --prossegue Dom Walmor--, «a queda de um atleta e de uma equipe não é só a queda deles. É de um povo. Bem como, as conquistas dos atletas, mais do que apenas a euforia gloriosa momentânea, é a revelação de um caminho exitoso na vida de uma sociedade».
«É preciso, pois, avaliar a participação de uma nação nos jogos olímpicos como oportunidade de iluminar uma análise mais séria das configurações sociais, educacionais e políticas», enfatiza.
O arcebispo considera que os jogos olímpicos «revelam dos atletas sua condição conquistada, disciplina, suportes, determinação, treino, investimentos, seriedade, gosto pelo belo, apreço pelo estético, fascinação pela configuração em formas e trejeitos do que a inteligência humana pode alcançar».
«Tudo isso é coroado por um horizonte de valores que está para além do interesse de ajuntar coisas e ou de facilmente, por convencimentos enganosos ou artimanhas desonestas, alcançar lugares e garantir reconhecimentos. Os jogos olímpicos mostram que para subir ao pódio supõe empenhos denodados, disciplina e seriedade.»
«Os desempenhos pífios em qualquer âmbito das ações sociais, do compromisso político, da espiritualidade, da cultura, arte ou esporte, têm a ver com a falta de disciplina; têm a ver com a falta de investimentos.»
Têm também a ver «com a falta de seriedade para mudar quadros e possibilitar a emergência de figuras humanas que no cenário das olimpíadas, e noutros cenários da história humana, possam ocupar o pódio por competência, honestidade, compromisso com a vida, e incansável esforço para participar na construção da sociedade».
«Sem garra, raça, disciplina e seriedade nos empenhos, envolvendo todas as pessoas, comprometidas com o bem comum, os jogos cotidianos não faturarão as vitórias que tardam a chegar», afirma o arcebispo.
Fonte: ZENIT.org