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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

EVANGELIZAÇÃO NO BRASIL, ENTRE SEITAS E SEDE DE DEUS

Desafios da evangelização no Brasil: entre seitas e sede de Deus
Entrevista com Dom Alessandro Ruffinoni, bispo auxiliar de Porto Alegre
ROMA,

- Começa amanhã a visita ad limina apostolorum dos Regionais Sul 3 e 4 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que compreende os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Devido à extensão e ao grande número de católicos no Brasil, para a visita ad limina apostolorum –realizada pelo episcopado a cada cinco anos–, os bispos dividiram-se em 13 grupos.
ZENIT falou com Dom Alessandro Ruffinoni, bispo auxiliar de Porto Alegre, cujo trabalho pastoral focaliza-se especialmente nos imigrantes. O prelado interveio no congresso “Desafios atuais de uma Igreja a caminho”, que se realizou hoje na Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma.
–Quais são as expectativas desta visita ad limina?
–Dom Alessandro Ruffinoni: São muitas, porque viemos bispos dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A partir de amanhã, estaremos com várias congregações e dicastérios para discutir acerca da realidade que vivemos em nossas regiões. Também falaremos das dificuldades que encontramos e especialmente queremos escutar o que nos propõem. Queremos amar nosso trabalho de bispos e pastores. É minha primeira visita ad limina porque faz quatro anos que sou bispo. Sem dúvida, é para mim um momento emocionante, sobretudo pelo encontro com o Papa.
–Quais são os principais desafios evangelizadores da arquidiocese de Porto Alegre e desta região do Brasil?
–Dom Alessandro Ruffinoni: É uma arquidiocese de 3.500.000 de habitantes, é uma grande região, onde os principais desafios que temos são a formação do clero, ter mais sacerdotes, o aumento das seitas e sobretudo uma formação de nossos leigos para formar outros leigos, porque nós lhes confiamos muitas tarefas pastorais. Devem preparar-se e preparar os outros a resistir às denominações religiosas que prometem saúde, sucesso e que às vezes, quando alguém está desesperado porque não tem saúde, eles trabalham facilmente para que se liguem a estas seitas.
–E sua expansão é cada vez mais forte, por quê?
–Dom Alessandro Ruffinoni: Não quero criticar, mas há algo real: penso que isso ocorre porque as seitas se baseiam no milagre, na cura, no sucesso econômico, de modo que as pessoas desesperadas que necessitam de saúde ou trabalho para melhorar sua vida facilmente caem nos braços destas denominações. Nós, católicos, por não termos acolhido algumas pessoas, estas se sentiram rejeitadas e acolhidas em outras religiões. Mas isso como Igreja devemos fazer um exame de consciência e acolher as pessoas que estão presentes na diocese.
–Quanto à pastoral dos imigrantes, como se desenvolve tanto em Porto Alegre como no Brasil?
–Dom Alessandro Ruffinoni: A pastoral dos imigrantes está sempre presente em todas as dioceses. Temos a Semana do Imigrante todos os anos, em junho. Temos muitos estrangeiros. Em nossa região, temos muitos países limítrofes: Argentina, Chile, Paraguai, além de muitos países orientais. Mas a maioria vem de outros Estados do país para encontrar trabalho e uma situação melhor de vida, porque o Rio Grande do Sul é considerado um dos Estados de maior progresso econômico.
–Estão se aplicando nesta região as indicações da Conferência de Aparecida?
–Dom Alessandro Ruffinoni: É um documento que é necessário colocar em prática corretamente. Fala-se muito de conversão pastoral. É necessário seguir fazendo a pastoral como se fazia antigamente. Aparecida nos convida a uma conversão pessoal: sacerdotes, bispos, cristãos. Além de uma conversão pastoral: que se faz com as estruturas que temos, como usá-las melhor, como acolher melhor as pessoas, como ir ao encontro destas pessoas que têm sede de Deus. Este é um grande desafio de Aparecida e da missão continental. Será um compromisso da Igreja na América Latina evangelizar continuamente. Ir ao encontro dos irmãos que estão próximos e daqueles que se afastaram da fé.
–Quais são principais características da fé do povo de Porto Alegre? Que podem contribuir para a Igreja universal?
–Dom Alessandro Ruffinoni: O povo brasileiro é basicamente crente. É necessário purificar algumas coisas mas é um povo que necessita do espiritual, que tem sede de Deus e por isso é necessário evangelizá-lo bem. Se nós nos contentamos em preparar as pessoas mas não lhes damos nada, elas desaparecerão porque há outras pessoas que saem ao seu encontro. Diria que o povo do Rio Grande tem fé. É verdade que há realidades exigentes que começam a abandonar esta fé, que há indiferença, mas a maioria do povo tem sede de Deus.
(Carmen Elena Villa)

Fonte: ZENIT.org

domingo, 13 de setembro de 2009

NECESSITAMOS DE FAMÍLIAS CRISTÃS PARA EVANGELIZAÇÃO

Igreja precisa de famílias cristãs para nova evangelização
Cardeal Antonelli reconhece que elas chegam onde outros não conseguem chegar
Por Carmen Elena Villa
.......................Cardeal Ennio Antonelli

ROMA,

- Fazer da família o “sujeito de evangelização” é o objetivo declarado que o Conselho Pontifício para a Família apresentou no seminário internacional inaugurado nesta quinta-feira em Roma.
Segundo o cardeal Ennio Antonelli, presidente deste dicastério vaticano, este encontro serve para colocar as bases para a preparação do 7º Encontro Mundial das Famílias, que se realizará na cidade de Milão, em 2012. A edição precedente foi celebrada na Cidade do México, no último mês de janeiro.
O cardeal apresentou dois projetos que estão sendo realizados neste contexto: o primeiro pretende promover em vários países uma pesquisa psicológica, tanto descritiva como de aplicação, sobre o bem que as famílias estáveis fazem aos seus filhos e à sociedade. O segundo projeto, assegurou o cardeal Antonelli, consiste em promover a família como “sujeito de evangelização”.
Famílias, “vamos evangelizar!”
O purpurado indicou que é importante que se reforce a missão pastoral da família porque, “como destinatária de evangelização, a família já está muito presente na atenção dos operadores pastorais”, enquanto que, “como sujeito de evangelização, deve ser muito mais valorizada, voltando a despertar sua responsabilidade missionária ao serviço de todos os homens e de todo o humano”.
O presidente do Conselho Pontifício para a Família assegurou que “os crentes evangelizam com sua espiritualidade, seu testemunho, sua atividade, seu anúncio, sua profissão de fé. Ou melhor, é o próprio Cristo quem evangeliza através deles”, esclareceu.
“Na medida em que vivem em comunhão com Cristo, os cristãos compartilham seu amor apaixonado por todos os homens, convertem-se em seus cooperadores para o desenvolvimento humano na história e para a salvação eterna, muito além da história.”
O purpurado italiano esclareceu que, por meio das famílias praticantes, “queremos chegar as demais famílias e ao maior número de pessoas”.
Destacou, assim, o amplo campo de evangelização que as famílias têm, onde os agentes pastorais nem sempre podem chegar: “a própria casa, o ambiente, a escola, a paróquia, as associações eclesiásticas e civis, entre outras”.

Fonte: ZENIT.org

sábado, 11 de outubro de 2008

REFLEXÃO SOBRE A PALAVRA DE DEUS NA FAMÍLIA

SÍNODO: PALAVRA DE DEUS NA FAMÍLIA E NAS TERRAS DE DIFÍCIL EVANGELIZAÇÃO
Cidade do Vaticano,
- O Sínodo viveu, ontem , um dia rico de reflexões sobre a Palavra de Deus na família e nas terras de difícil evangelização, tais como a Terra Santa, a Europa do Leste e Mianmar (ex-Birmânia).
Durante a pausa dos trabalhos sinodais, Bento XVI recebeu em audiência os membros da Federação Bíblica Alemã, que deram de presente ao papa, uma pequena caixa contendo várias versões lingüísticas do Antigo e do Novo Testamento.
O Santo Padre estendeu o presente a todos os padres sinodais, que também receberam uma caixinha com as versões dos textos sagrados.
Os trabalhos sinodais desta manhã _ oitava congregação geral _ concentraram-se sobre vários temas, dentre os quais destacamos o do acolhimento e da inculturação da Bíblia nas famílias. Diversas foram as propostas apresentadas: dar possibilidade a todos de ter em mãos uma Bíblia, ensinar as Sagradas Escrituras nas escolas, ler uma passagem da Bíblia todos os dias, meditando sobre ela no âmbito do núcleo familiar. E ainda, acrescentar oficialmente, na enunciação de cada mistério do terço, uma breve citação bíblica.
Em particular, os padres sinodais manifestaram seu desejo de que tais propostas se tornem objeto de reflexão para a Igreja universal.
Outro tema debatido na congregação da manhã desta sexta-feira foi o da missão da Igreja em terras de difícil evangelização como, por exemplo, os países do Leste europeu, a Terra Santa e Mianmar (ex-Birmânia), áreas geográficas marcadas por perseguições dos passados regimes totalitários, por catástrofes naturais e por conflitos.
Os padres sinodais sublinharam as dificuldades dos cristãos árabes, de terem acesso ao Antigo Testamento, em razão de interpretações políticas e ideológicas desse texto sagrado.
Nesse contexto, destacamos a proposta apresentada pelo patriarca de Antioquia dos Greco-melquitas, Gregorio III Laham, que sugeriu a organização de um "fórum sobre a Palavra de Deus", no qual cristãos e muçulmanos possam encontrar-se, discutir e meditar. Eis o que ele disse: Gregorio III Laham:- "Eu gostaria que muçulmanos e cristãos se encontrassem.
E isso já é uma realidade em Jerusalém, há anos, onde _ no Centro Notre-Dame _ cristãos, muçulmanos e judeus se encontram, apesar das dificuldades da situação na Terra Santa, para juntos meditarem sobre a Palavra de Deus, sem discussões.
Isso é o que eu gostaria que acontecesse também na Síria e no Líbano, onde exerço a minha jurisdição." (AF)

Fonte: RV

domingo, 7 de setembro de 2008

MÊS DA BÍBLIA - 7º CAPÍTULO - "O ADUBO QUE FAZ CRESCER A SEMENTE DA BÍBLIA"


"O adubo que faz crescer a semente da Bíblia "


Não é qualquer chão que serve para que uma árvore possa crescer.O canteiro, onde a semente da Bíblia criou raízes e de onde lançou os seus 73 galhos em todos os setores da vida, foi a celebração do povo oprimido, ansioso de se libertar. A maior parte da Bíblia começou a ser decorada para poder ser usada nas celebrações, e foi escrita ou colecionada por sacerdotes e levitas, os responsáveis pela celebração do povo.
Além disso, as romarias e as peregrinações, os santuários com as suas procissões, as festas e as grandes celebrações da aliança, o templo e as casas de oração (sinagogas), os sacrifícios e os ritos, os salmos e os cânticos, a catequese em família e o culto semanal, a oração e a vivência da fé, tudo isso marca a Bíblia, do começo ao fim!
O coração da Bíblia é o culto do povo! Mas não qualquer culto. É o culto ligado à vida do povo, onde este se reunia para ouvir a palavra de Deus e cantar as suas maravilhas; onde ele tomava consciência da opressão em que vivia ou que ele mesmo impunha aos irmãos; onde ele fazia penitência, mudava de mentalidade e renovava o seu compromisso de viver como um povo irmão; onde reabastecia a sua fé e alimentava a sua esperança; onde celebrava as suas vitórias e agradecia a Deus pelo dom da vida.
É também no culto que deve estar o coração da interpretação daBíblia. Sem este ambiente de fé e de oração e sem esta onsciência bem viva da opressão que existe no mundo, não é possível agarrar a raiz de onde brotou a Bíblia, nem é possível descobrir a sua mensagem central.
Fonte: Franciscanos


Amanhã dia 08, "A Bíblia foi escrita em três línguas "
A FAMÍLIA CATÓLICA

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A SOCIEDADE QUE CRIAMOS NÃO GERA PESSOAS FELIZES


Sociedade que criamos não gera pessoas felizes
Maria José Nogueira Pinto afirma que «não se pode separar condição de cidadão e cristão»

Maria José Nogueira Pinto foi ao Congresso Sociedade que criamos não gera pessoas felizes Nacional afirmar que os valores “são uma urgência e necessidade”.


A ex-deputada esteve em Fátima, para reflectir sobre os desafios de valores que se colocam a Portugal.
Aos congressistas, Nogueira Pinto afirmou estarmos perante um “aparente triunfo do reino de César”, mas esta situação em Portugal estende-se também a toda a Europa e América.
A política considerou ser “vocação de cada um ser enviado em missão desde que nasce”, pois não deve ser possível separar a condição de cidadãos da condição de cristão.
Maria José Nogueira Pinto explica que há muito tempo decidiu “a sua intervenção na Polis”, numa intervenção alargada, não só na área política social ou cívica, mas no seu todo. Refugiada e imigrante numa altura “precoce da minha vida”, esta situação “fez de mim uma pessoa diferente e tornou-me muito atenta aos outros”.
A ex deputada indicou factores relevantes para a crise de valores – “uma paganização”, referiu. Vive-se numa sociedades com novas ditaduras, “subtis, mas existem”.
A cultura dominante é uma ditadura. Domina um discurso bonito, “espalham-se interpretações manipuladas e no dia-a-dia, as pessoas não mastigam o que as rodeia”. As primeiras interpretações geram a falsidade dos factos.
A modernidade implanta-se como um valor “quando não existe sequer espaço para discutir o que é moderno”.
O paradigma de sucesso “impôs-se ao paradigma da felicidade”.
O dinheiro, o êxito profissional, ser conhecido, ser jovem, ser saudável são “paradigmas que fizeram com que os valores deixassem de importar e se tornassem numa barreira”.
Nos países desenvolvidos acresce ainda o mito da ciência e da tecnologia, onde as pessoas afastaram a ideia de sofrimento, onde não se morre. “A ideia de morte é cada vez mais afastada”. O sofrimento deixou de ser visto como “um factor de crescimento”, aponta Nogueira Pinto.
“O relativismo moral sobrepôs-se à hierarquia de valores”.
Este contexto cria um novo «homo». “Um homem que participa virtualmente, é fracturado, vive de acordo com a imagem”. Maria José Nogueira Pinto acredita que “Portugal precisa de ser libertado e precisa de um sinal de esperança”.
Aborto, salas de injecção assistida, eutanásia são áreas que “mostram o quanto vale a dignidade humana”.
As Nações Unidas já me mostraram contra as salas de injecção assistida.
A ex-deputada afirma que esta capitulação “é uma forma de desistência”.
A alteração da lei do divórcio, a somar ao casamento dos homossexuais e a adopção por parte deles, são áreas que Nogueira Pinto considera serem questões que serão brevemente discutidas. Mas explica que o Estado se deve lembrar “qual a génese da família, que existe entes de qualquer organização”.
A alteração da lei do divórcio “retirou a responsabilidade que um dos cônjuges tem quando contratualiza um casamento, sendo civil ou sacramental”. Onde se devia falar de responsabilidade, fala-se de culpa.
A ex deputada afirma que se confunde tolerância com a permissividade, igualitarismo com a igualdade de oportunidades.
“As crianças não são brinquedo para serem entregues a qualquer pessoa”, afirma sob o contexto da possibilidade de a adopção de crianças por homosexuais ser aprovada.
A participação é um dos deveres de ser cidadão, indicou Nogueira Pinto. “Nenhum de nós não pode dizer que não tem espaço”, afirmou relembrando haver decisões a tomar muito sérias, com consequências para o quotidiano das pessoas, e perante isso, “como ficar indiferente? Nunca vamos para a rua se não por um interesse pessoal”.
“Há questões consideradas fracturantes, que constam da agenda política, que não correspondem a uma necessidade social, aponta a ex-deputada”.
Esta sociedade que “atira para fora os valores” seria, supostamente mais feliz, “mas tal não acontece”.
“Percebemos uma sociedade inquieta, desorientada, aumenta a violência familiar, a violência em velhos e crianças, os indicadores de álcool aumentam, assim como aumentam os pedidos de ajuda para apoio psicológico”, mostram que “não vivemos numa sociedade feliz”.
Nogueira Pinto frisou que este “é um combate desigual mas que pode e deve ser feito entre o bem e o mal”.
A ex deputada indicou ainda que o voluntariado é considerado um sinal de esperança, talvez um valor para o futuro. Mas explicou que quem está sozinho na esperança, desespera mais depressa. “Se organizarmos este sinal ele torna-se muito mais forte. A sensibilidade ou a componente emocional torna-se por vezes efémero, porque passa e as pessoas já não se lembram”.
Fonte: Ag. ECCLESIA

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A EVANGELIZAÇÃO NA ÁFRICA DEVERÁ PROMOVER A DIGNIDADE HUMANA


Cardeal Martino: Evangelização da África deve promover dignidade humana
Inaugurada a Conferência Panafricana sobre a missão católica
Dar es Salaam, Tanzania

DAR ES SALAAM,
-«Para resolver os problemas políticos, econômicos e sociais que afetam a África, é necessário plantar no terreno das culturas africanas um humanismo integral, no qual a solidariedade esteja aberta à transcendência».
São as palavras do cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício «Justiça e Paz», em seu discurso de abertura pronunciado hoje durante a abertura da Conferência Panafricana que se celebra atualmente na arquidiocese de Dar Es Salaam (Tanzânia), segundo informa hoje a Rádio Vaticano.
«O homem não pode viver em condições de vida social, econômica, cultural e política infra-humanas», disse também o purpurado. «Por isso, é necessário afirmar o princípio personalista, que deve encontrar sua expressão concreta na promoção da dignidade humana em todos os níveis, contra qualquer tipo de discriminação».
A conferência, com o título «Para uma nova evangelização das sociedades africanas», foi organizada por este dicastério vaticano junto com o Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM). Junto com o cardeal Martino, preside o arcebispo de Dar Es Salaam, cardeal Polycarp Pengo, que lerá as conclusões.
Na conferência está previsto que participem, além dos bispos, os responsáveis das Comissões episcopais «Justiça e Paz» de todo o continente, além de membros de organizações internacionais e universidades católicas. Entre os palestrantes, está previsto que participe a sub-secretária geral das Nações Unidas e diretora da ONU em Nairobi, Anna Tibaijuka.
Um dos objetivos é dar a conhecer às dioceses africanas o Compêndio de Doutrina Social da Igreja Católica, elaborado por este Conselho Pontifício, e que já foi apresentado na América (Cidade do México, 2005) e Ásia (Bancoc, 2006) e está previsto que se apresente no próximo ano na Europa.
O encargo de apresentá-lo será do secretário do Conselho Pontifício «Justiça e Paz», Dom Giampaolo Crepaldi, que explicou, em declarações a L’Osservatore Romano, que se trata de «contextualizar os ensinamentos da Igreja na terra africana», especialmente «no relativo à atividade das Igrejas locais, a família e o papel dos leigos, assim como a política e a economia».
Precisamente sobre estes temas, o Papa enviou no mês de julho passado uma mensagem aos bispos africanos, reunidos em um congresso em Bagamoyo (Tanzânia) sobre o tema «Perspectivas pastorais para a nova evangelização no contexto da globalização e seus efeitos nas culturas africanas».
O Papa sublinhava a necessidade de encontrar «modos eficazes de apresentar a imutável verdade do Evangelho, e especialmente os valores da alegria de viver, do respeito pela criança não nascida, o importante papel da família e um profundo senso de comunhão e solidariedade, que estão presentes nas culturas africanas».
Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

CUBA TERÁ MISSÃO EVANGELIZADORA

Bispos de Cuba convocam missão evangelizadora
No triênio de preparação aos 400 anos do encontro da imagem da Virgem da Caridade

HAVANA,

- Os bispos católicos em Cuba convocaram uma missão evangelizadora por ocasião do triênio de preparação dos 400 anos do encontro da imagem da Virgem da Caridade.
A convocatória foi apresentada com uma mensagem que os prelados do país enviaram para convidar a celebrar o quarto centenário da Virgem, Mãe, Rainha e Patrona de Cuba.
O texto foi lido nas missas do final de semana passado na ilha. Os prelados propuseram que no sábado 30 de agosto, ao meio-dia, se façam repicar os sinos de todas as igrejas do país.
Nesse dia em que se inicia a tradicional Novena da Virgem da Caridade em toda Cuba, acontecerá na Basílica da Caridade, em El Cobre, a solene abertura do triênio preparatório para a grande celebração do Ano Jubilar em 2012.
Os bispos dirigem uma mensagem de fraternidade aos irmãos de outras Igrejas ou grupos cristãos, a quem segue outras tradições religiosas e a quem não tem fé, pois «podem reconhecer a presença benéfica da Virgem da Caridade ao longo de nossa história e sua importância constitutiva no processo histórico, cultural e religioso de formação da identidade do povo cubano e de nossa nação».
«Convidamos todos a compartilharem nossa alegria e a celebrarem junto de nós sua centenária presença humanizadora», convidam.
Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ARAUTOS DO EVANGELHO ENTREVISTAM DOM FRANCISCO CHIMOIO ARCEBISPO DE MOÇAMBIQUE


Entrevista dos Arautos do Evangelho com Dom Francisco Chimoio Arcebispo de Moçambique e a delegação moçambicana que esteve presente a Jornada Mundial da Juventude – Sydney - Australia

AE -Estamos aqui recebendo o Arcebispo de Moçambique D. Francisco Chimoio e a delegação moçambicana que esteve na Jornada Mundial da Juventude, com o Papa na Austrália. Gostaríamos de perguntar a Dom Chimoio, qual a mensagem que ele trouxe para os jovens e qual a meta que o Santo padre teve com o congresso da juventude na Austrália.
Dom Chimoio – Muito obrigado a todos, mais uma vez tenho a oportunidade de saudar-vos e de vos desejar um bom trabalho. A nossa viagem como delegação de Moçambique para a Austrália correu bem, foi um tanto longa, mas valeu apena.

E de fato tivemos a possibilidade de nos reunirmos ao lado do Santo Padre, com outros jovens de outras dioceses e nações. Éramos 400 bispos e uns 500 mil jovens, que afluíram aquela terra. Esperávamos que não fosse tanta gente dada a distância que é grande, mas esta foi vencida pela vontade que todos os jovens tiveram de querem partilhar com os outro a sua Fé, a sua Esperança a sua Caridade.
A mensagem que de fato norteou todo este encontro com o Santo Padre foi que de fato cada jovem no seu pequeno mundo onde vive não se sinta como ilha, seja também como parte integrante do povo cristão em caminho, isto é, cada saber tomar sobre si mesmo, as responsabilidades da sua vocação de cristã, serem testemunhas de Jesus ressuscitado. Isto significa ter o coração aberto, um coração sincero, um coração que é cheio de amor e um coração disponível para acolher e fazer frutificar a obra trazida por Jesus. Ser dócil ao espírito do Senhor e também uma das coordenas que mais sublinhou o Santo Padre.

Teve a possibilidade de crismar alguns jovens de algumas nações.

E mesmo a sua mensagem sublinhava esta grande necessidade que todo cristão tem de transformar o ambiente em que ele vive.

O cristão não se deve conformar com a mentalidade deste mundo. Deve transformar-se e dar realmente luz no meio de tanta treva que vêem.

Criar condições para sermos de fato pacíficos, para sermos também anunciadores e sobre tudo para sermos discípulos de Jesus, que passou toda sua vida fazendo o bem, que nos ensinou o caminho para ir ao Pai, que nos fez compreender que nos temos valor.

Que nos fez compreender também que Deus nos considera seriamente e seriamente nos devemos também corresponder ao nosso Deus.
É esta mensagem, queridos irmãos, que vai nos orientar ao longo destes anos que nos separam da próxima Jornada Mundial da Juventude.

AE- Muito obrigado Dom. Francisco por suas palavras e gostaríamos de pedir as suas orações para que a juventude corresponda a todos os anseios do Santo Padre . Muito obrigado e boa viagem de regresso a Maputo.


NOTA:
Os Arautos do Evangelho de Johannesburgo, organizaram toda a viagem, ida e volta, da comitiva vinda de Moçambique em direção a Austrália.

Como não há vôo direto de Maputo para Sidney, eles vieram de ônibus de Maputo até Johannesburg (8 horas) e posteriormente viajaram de avião até Sidney, para a Jornada Mundial da Juventude. Na partida foi organizado um almoço de confraternização entre todos os membros da comitiva e posteriormente foram todos conduzidos ao Aeroporto para embarque em direção a Sidney.

Por ocasião do retorno da Jornada Mundial da Juventude, os Arautos do Evangelho, organizaram a recepção bem como um jantar de boas vindas, na própria casa dos Arautos do Evangelho e após esta confraternização houve a partida novamente de ônibus para Maputo.

Eram 35 pessoas, incluindo o Arcebispo Dom Francisco Chimoio, cinco sacerdotes e jovens catequistas e líderes de grupos de jovens de diversas paróquias de Moçambique.

Fonte: Arautos em África

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A IGREJA NÃO PODE LIMITAR-SE A ACOLHER E EVANGELIZAR AOS QUE A PROCURAM

CARDEAL HUMMES: A IGREJA NÃO PODE LIMITAR-SE A ACOLHER E EVANGELIZAR SÓ OS QUE A PROCURAM
Cidade do Vaticano,

- Os sacerdotes são "a grande riqueza, o dinamismo, a inspiração pastoral e missionária" no meio do povo. É o que escreve o prefeito da Congregação para o Clero, o cardeal brasileiro Claudio Hummes, na mensagem pela festa, na próxima segunda-feira, dia 4 de agosto, do Cura d'Ars (São João Maria Vianney), patrono dos sacerdotes. Sem a determinante decisão de vocês de "tomar o largo" _ escreve o cardeal dirigindo-se aos presbíteros _ pouco ou nada acontecerá no âmbito da missão urgente, quer além-fronteira, quer nos territórios de antiga evangelização.O Cardeal Hummes ressalta na mensagem que quando os presbíteros se movem, a Igreja se move: A Igreja sabe que não pode ficar inerte e limitar-se a acolher e evangelizar aqueles que a buscam, em suas igrejas e comunidades. É necessário _ precisa o purpurado _ levantar-se e ir lá aonde as pessoas e as famílias residem, vivem e trabalham: as empresas, organizações, instituições e os diversos âmbitos da sociedade humana são também campos de ação missionária.Também onde a fé cristã foi pregada e implantada se deve dar maior impulso à evangelização missionária: a cultura pós-moderna da sociedade contemporânea exerce uma forte ação erosiva da fé religiosa de muitas pessoas _ observa o prefeito da Congregação para o Clero.Para dar vigor a essa missão, a Igreja _ lê-se na mensagem _ sabe poder contar com os sacerdotes que em sua grande maioria, "apesar das fraquezas e das limitações humanas", "dão a cada dia a sua vida pelo Reino de Deus".Há também uma pequena parte de sacerdotes _ ressalta o purpurado brasileiro _ que se desviou gravemente. A Igreja _ acrescenta _ busca reparar o mal praticado por esses sacerdotes. Mas se alegra e tem orgulho _ conclui o Cardeal Hummes _ "da imensa maioria dos presbíteros, que são bons e sumamente louváveis". (RL)
Fonte: RV

sexta-feira, 27 de junho de 2008

LEIGOS: SER IGREJA "CONSTRUINDO" O MUNDO

Leigos: ser Igreja «construindo» o mundo

Entrevista com o professor Ramiro Pellitero
Por Miriam Díez i Bosch

PAMPLONA, quinta-feira, 26 de junho de 2008.
- Aos leigos corresponde a evangelização através dos valores humanos e sociais, da competência profissional e da amizade, da vida familiar e da colaboração na busca do bem comum e da justiça.
Quem o afirma nesta entrevista é o teólogo Ramiro Pellitero, que escreveu um livro sobre o laicato, «Ser Igreja fazendo o mundo. Os leigos na nova evangelização» (Editora Promessa, São José de Costa Rica, 2008).
Ramiro Pellitero (Leon, 1956) é doutor em Teologia pela Universidade de Navarra, onde é professor de Eclesiologia e Teologia Pastoral.
– «Ser Igreja fazendo o mundo»: que quis oferecer com este livro?
–Pellitero: Quis apresentar as questões fundamentais que afetam a teologia e a pastoral, referentes aos fiéis leigos. Como todos os demais fiéis, estão incorporados a Cristo desde o batismo. Em seu caso, participam das funções de Cristo de acordo com a índole secular, característica teológica da condição leiga. Ou seja, buscam a santidade e participam no apostolado da Igreja precisamente através de seu trabalho profissional, da vida familiar e da intervenção na vida social, cultural e política. Também para tudo isso, o Espírito Santo os enriquece com multidão de carismas ao serviço da missão da Igreja.
–Qual é em concreto a contribuição específica dos leigos à evangelização?
–Pellitero: Como digo, a participação dos leigos na evangelização deve compreender-se a partir do batismo e dos carismas que recebem e acolhem livremente, para a edificação da Igreja e o serviço do mundo.
Eles estão como naturalmente inseridos no mundo, na sociedade civil. Esse é o «lugar» próprio onde desenvolvem sua vocação batismal e o objetivo principal, se quer chamar específico, de sua missão.
O Concílio Vaticano II resume essa missão dizendo que lhes corresponde a ordenação das realidades temporais ao Reino de Deus. Ou seja, a evangelização através dos valores humanos e sociais, da competência profissional e da amizade, da vida familiar e da colaboração na busca do bem comum e da justiça. Tudo isso de acordo com os dons e carismas, muito variados, que recebem.
Como todos os fiéis cristãos, é lógico que também os leigos participem mais ou menos intensamente, de acordo com suas possibilidades e preferências, em tarefas como a catequese e a educação dos jovens, nas celebrações paroquiais, a atenção aos pobres e aos enfermos, a orientação familiar e outras colaborações pastorais muito diversas.
–Que laço há entre o Espírito Santo e a missão dos cristãos?
–Pellitero: O Espírito Santo é o princípio da unidade e da vida da Igreja. Atua nos sacramentos e nos carismas, em ordem a que todos os cristãos realizem a missão que Cristo lhes encomendou, sob a guia da Hierarquia.
Agora, a vida e a missão da Igreja não devem ser entendidas como uma atividade rígida e uniforme, mas como uma sinfonia, onde cabem e devem escutar-se melodias e instrumentos diversos, sob a autoridade do Colégio Episcopal. Deste modo, os carismas garantem a comunhão, ou seja, a unidade na diversidade.
–Qual é o compromisso dos fiéis leigos para uma civilização do amor?
–Pellitero: Poderia resumir dizendo que seu compromisso é a transformação da cultura contemporânea, por meio de sua coerência e sua presença na sociedade, com a santificação da vida ordinária: o trabalho, as relações famílias e de amizade... o serviço especialmente aos mais necessitados e sua participação na vida cultural e política.
Fonte: ZENIT.org