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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador Sínodo. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Novo Catecismo

A estrutura do Novo Catecismo




Cidade do Vaticano


- O Novo Catecismo da Igreja Católica foi elaborado com um grande empenho por parte de todos, recebendo contribuições de estudiosos de diversas as partes do mundo. Conseguiu colocar em harmonia o que há de melhor no antigo e no novo. Os bispos reunidos no Sínodo de 1985 apontavam para a oportunidade de se comprovar os fundamentos bíblicos e patrísticos do Concílio Vaticano II.

A essência da atual estrutura do Novo Catecismo – Profissão de fé, Celebração do mistério cristão, Vida em Cristo e Oração cristã – já está presente nas obras catequéticas dos Santos Padres, grandes homens da Igreja, do século II ao século VII, que firmaram os conceitos fundamentais da fé cristã e são os responsáveis pelo que se chama hoje de Tradição da Igreja. Essa estrutura se manteve constante até hoje.

O Novo Catecismo está em íntima relação com o Concílio Vaticano II, que solicitou a elaboração de um diretório que orientasse a elaboração dos catecismos nacionais, o que aconteceu em 1971. O catecismo atual, desta forma, mostra como o Vaticano II perpetua o essencial dos concílios anteriores e os enriquece. A escolha e ajustamento dos quatro pilares – o Creio, os Sacramentos, os Mandamentos e o Pai Nosso -, seguem a opção dos relatores do Concílio de Trento e o consideram como quadro doutrinal, introduzindo as orientações sob o ponto de vista da fé e prática da fé.

As características deste Novo Catecismo, poderiam ser resumidas nestes pontos: atém-se aos conteúdos principais da verdade da fé; pretende ser resumido , simples e claro; procura o que é comum e válido para os cristãos do mundo inteiro; sendo apresentado de modo a permitir uma adaptação à inculturação. Ele é apresentado de tal maneira que a fé cristã, cujos elementos essenciais e fundamentais são tratados no catecismo, seja exposta na forma mais adequada aos homens dos nossos dias.
Fonte: RV

terça-feira, 5 de março de 2013

Realizada primeira Congregação Geral

Realizada primeira Congregação Geral: presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores


Cidade do Vaticano (RV) - Realizou-se ontem de manhã, segunda-feira, na Sala nova do Sínodo, no Vaticano, a primeira Congregação Geral do Colégio cardinalício. Às 17h locais teve início a segunda Congregação Geral.

Trata-se dos primeiros passos que levarão os purpurados a definir, nos próximos dias, a data do início do Conclave para eleger o novo Papa. Na coletiva com os jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou que estavam presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores.

Portanto, devem chegar a Roma (até esta amanhã, terça-feira) ainda 12 cardeais eleitores: de fato, são esperados 115 purpurados para o Conclave. A Congregação Geral teve início com a oração do Veni Sancte Spiritus.

Em sua saudação, o cardeal decano Angelo Sodano falou sobre o significado deste evento. Em seguida, realizou-se a cerimônia de juramento de cada cardeal. O cardeal camerlengo Tarcisio Bertone lançou a proposta, aprovada, de que a primeira meditação da Congregação Geral desta tarde seja feita pelo Pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Raniero Cantalamessa.

Ademais, o Colégio dos cardeais aprovou a proposta do cardeal decano de enviar uma mensagem ao Papa emérito.

Outra realização da Congregação Geral da manhã desta segunda-feira foi a eleição, por sorteio, dos três assistentes do camerlengo – disse Pe. Lombardi. Na Constituição fala-se da Congregação Particular, que trata de questões de caráter mais prático, conduzida pelo camerlengo, constituída também de mais três cardeais, seus assistentes, que são sorteados entre os eleitores presentes.

Foram sorteados e, em seguida, nomeados assistentes os seguintes cardeais: Giovanni Battista Re pela Ordem dos Bispos; Crescezio Sepe pela Ordem dos Presbíteros; e Franc Rodé pela Ordem dos Diáconos.

Portanto, por três dias estes purpurados serão os três assistentes do camerlengo na Congregação Particular. Após três dias deverão ser sorteados outros três a fim de que haja uma rotatividade. Pela manhã intervieram 13 cardeais com reflexões breves, mas intensas.

Houve também um intervalo durante a primeira Congregação, que durou pouco mais de meia hora para um café: Pe. Lombardi precisou que este contexto foi também um momento significativo de contatos pessoais, de encontros, de intercâmbio, também num nível mais particular e não somente na assembléia no seu conjunto.

Portanto, é um tempo importante. Foi montado um buffet na Sala Paulo VI porque a antecâmara está ocupada pelo centro de imprensa. Os cardeais podem encontrar-se, tomar um café, repousar um pouco num clima de grande familiaridade e serenidade.

A primeira reunião dos cardeais preliminar ao Conclave – concluiu o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé – realizou-se numa atmosfera construtiva e de grande serenidade.

Portanto, trata-se de um início muito positivo, sereno e promissor de um caminho intenso que durará toda a semana. Pe. Lombardi precisou que nos próximos dias será decidida a data de início do Conclave. 4.300 jornalistas foram acreditados para o evento. (RL)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

SÍNODO: "DEUS ROMPEU O SILÊNCIO DO UNIVERSO"

Papa na primeira sessão do Sínodo: "Deus rompeu o silêncio do Universo"


Cidade do Vaticano (RV)

– Os trabalhos da 13a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização foram abertos na manhã desta segunda, 08, com a oração das Laudes, presidida pelo Papa, na Sala Paulo VI. Bento XVI se dirigiu aos 262 padres sinodais de todo o mundo com as seguintes palavras: “O cristão não deve ser morno; este é o mais grave perigo para o cristianismo de hoje: a tepidez desacredita o cristianismo” – refletiu o Papa, .

“O fogo é luz, é calor, força de transformação: a cultura humana começou quando o homem descobriu que podia criar o fogo, que destrói, mas, sobretudo transforma, renova e cria uma novidade, a do homem que se torna luz em Deus”.

Para o Papa teólogo, é importante que no latim cristão, a palavra 'professio' tenha sido substituída pela 'confessio', palavra usada nos tribunais, em processos, e que traz consigo um elemento martiriológico: o testemunho, o risco da morte, a disponibilidade de sofrer. Bento XVI se dirigiu aos padres sinodais:

“Isto é muito importante, pois garante credibilidade. A fé não é uma coisa qualquer, que posso até deixar cair. Sabemos que para nós, a confissão não é uma palavra vazia, é mais do que a morte. Quem a faz demonstra que a verdade vale mais do que a vida: é uma pérola preciosa”.

A este propósito o Pontífice recordou que “o lugar da confissão é o coração e a boca, ou seja, a fé não é apenas uma realidade do coração, mas deve ser comunicada, confessada; tende a ser pública, como o fogo que se acende e se alastra, gerando novas chamas. É necessária a coragem da palavra. A confissão é o primeiro alicerce da Evangelização, e não é uma coisa abstrata. Tornando-se visível, é a força do presente e do futuro”.

Fonte: RV

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A Igreja deve ser mestra e testemunha

A Igreja deve ser mestra e testemunha


Orientações para a XIII Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos

ROMA,

A XIII Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos terá como tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã e será realizada de 7 a 28 de outubro de 2012.
O Sínodo coincidirá com o 50º aniversário do Concílio Vaticano II, com o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica e com o início do ano da Fé promulgado pelo papa Bento XVI com o motu proprioPorta Fidei.
Dom Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo, fez o anúncio na Sexta Reunião do XII Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, em 22 e 23 de novembro.
Em nota, a Assessoria de Imprensa do Vaticano afirma que "tentamos fazer uma descrição adequada da Nova Evangelização, destacando a necessidade de ancorá-la nos fundamentos bíblicos e teológicos, de acordo com as necessidades da missão evangelizadora originária da Igreja, guiada pelo Espírito Santo".
A Nova Evangelização, que tem como meta todas as pessoas que não seguem mais a prática cristã, deve ser uma "preocupação de toda a Igreja", ainda que "de maneiras diferentes dependendo da região".
A Nova Evangelização deve observar as "mudanças constantes" do nosso tempo, num processo de globalização afetado por "um clima cultural e moral de secularismo e agnosticismo".
Neste contexto, são necessárias "novas linguagens e novas mídias", mas também "testemunhas críveis" para transmitir a fé "às novas gerações em novos contextos sociais, onde as comunidades naturais e tradicionais, como a família e a escola, vêem particular urgência no seu compromisso de educar na fé".
Esta "nova atitude missionária”, porém, não deve apenas aproximar da fé os não praticantes, os agnósticos e os ateus, mas também "os fiéis de outras religiões, num diálogo que possibilite o encontro em torno de razões para a vida e para a fé".
A Igreja, além do dever de pregar o Evangelho, “tem necessidade de uma metanóia que lhe permita apresentar-se como mestra e testemunha para pessoas que buscam o Senhor, porque, anunciando o Evangelho, ela proclama o arrependimento e o perdão dos pecados”.
A próxima reunião acontecerá em 16 e 17 de fevereiro de 2012. O Conselho concluiu a presente reunião com o Ângelus, pedindo a Nossa Senhora que proteja e interceda para que o futuro Sínodo ajude a divulgar o Evangelho por meio da nova dinâmica da evangelização.

Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 7 de junho de 2010

PAPA SE DESPEDE DE CHIPRE

SÍNODO, ECUMENISMO E PAZ: PAPA SE DESPEDE DE CHIPRE

Larnaca,

– A intensa visita de três dias de Bento XVI a Chipre se concluiu esta tarde no Aeroporto Internacional de Larnaca (antiga cidade fenícia que nasceu no IX século a.C.)Assim como na chegada, a cerimônia se realizou com a saudação do Presidente da República de Chipre, Demetris Christofias, e com o discurso do Santo Padre, que recapitulou os principais momentos da viagem, marcada pelos temas do Sínodo, do ecumenismo e da paz no Oriente Médio.Mais uma vez, o Papa falou da riqueza de culturas que compõem o Mediterrâneo e, não obstante, os conflitos e o derramamento de sangue que se verificam na região, "como vimos nos últimos dias" (em alusão à blitz israelense perto da Faixa de Gaza). É preciso duplicar os esforços a fim de construir uma paz real e duradoura, pediu o Pontífice, ressaltando o papel de Chipre na promoção do diálogo e da cooperação. Pernoitando na Nunciatura Apostólica, que se encontra na zona controlada pelas Nações Unidas, o Papa disse que pôde observar pessoalmente as conseqüências da "triste divisão" da Ilha e, ao mesmo tempo, ouvir de muitos cipriotas provenientes do norte o anseio por um restabelecimento da paz. Muito já foi feito, constatou Bento XVI, mas muito permanece por fazer para recompor as divisões. O Papa falou ainda do diálogo inter-religioso, fazendo votos de que, juntos, cristãos e muçulmanos se tornem um fermento de paz e reconciliação entre os cipriotas e isso sirva de exemplo para os outros países.Sobre as relações ecumênicas, evocou o abraço em Jerusalém do então Patriarca Atenágoras e de seu predecessor Paulo VI – abraço profético que indicou a estrada a percorrer. "Temos um chamado divino a sermos irmãos, a caminhar lado a lado na fé" – disse, garantindo o empenho da Igreja Católica para alcançar o objetivo da perfeita unidade. Após abençoar uma árvore de oliveira, símbolo da paz, Bento XVI embarcou no avião de bandeira da República de Chipre em direção ao Vaticano, onde sua chegada está prevista para as 20h45, horário local. (BF)

Fonte: RV

sábado, 25 de outubro de 2008

SÍNODO: ENTREGUE FAC-SÍMILE DE PAPIRO DO SÉCULO II AOS PARTICIPANTES

PARTICIPANTES DO SÍNODO RECEBEM FAC-SÍMILE DE PAPIRO DO SÉCULO II

Cidade do Vaticano, 25 out (RV)
- Na sessão da tarde de ontem, foi entregue ao Santo Padre e aos participantes do Sínodo um fac-símile do Papiro Bodmer XVI-XV. Este papiro contém quase todo o Evangelho de Lucas e mais da metade daquele de João.
Confrontado com outros manuscritos, o código Bodmer foi datado entre 175 e 225 d.C. e é, atualmente, a obra mais preciosa da Biblioteca Apostólica Vaticana.
No fac-símile entregue aos padres sinodais, constam duas folhas que contêm o Prólogo do Evangelho de João e a oração do Pai-nosso do Evangelho de Lucas.
Segundo o bibliotecário e arquivista da Santa Igreja Romana, Card. Raffaele Farina, o texto do Novo Testamento participa, mesmo que instrumentalmente, do mistério da Encarnação de Cristo. Assim sendo, a Biblioteca Vaticana deu ao mundo uma contribuição única para a conservação e a transmissão integral dos textos originais da Sagrada Escritura, de modo especial do Novo Testamento.

O Papiro Bodmer XVI-XV chegou ao Vaticano em 22 de novembro de 2006.
É constituído de 51 folhas (num total de 102 páginas) inteiras ou fragmentárias.
O seu texto é muito semelhante ao atestado, durante o império de Constantino, pelo código B (o célebre Vaticano grego 1209). Este, com o código Sinaítico, é o mais antigo testemunho de toda a Bíblia grega. (BF)

Fonte: RV

SÍNODO; APELO PELA PAZ NO ORIENTE


SÍNODO: BISPOS PEDEM PAZ NO ORIENTE



Cidade do Vaticano, 25 out (RV)

- Os bispos das Igrejas orientais presentes no Sínodo leram ontem ao Santo Padre um apelo pela paz na região. Os prelados agradecem ao Papa por ter sempre elevado, pronta e incansavelmente, a súplica a Deus e a voz a favor dos irmãos e irmãs orientais.
"Estamos abalados com os sofrimentos de tantas pessoas no Oriente: crianças e jovens, pessoas em dificuldade extrema devido à idade, à saúde e às necessidades espirituais e materiais essenciais; famílias sempre mais desconfortadas com o presente e o futuro.
E sentimos o dever de nos fazer intérpretes de suas justificadas expectativas para que uma vida digna seja garantida em breve a cada um em uma profícua convivência social".
Em especial, o apelo dos bispos refere-se à Terra Santa, ao Líbano, ao Iraque e à Índia, para os quais pedem a paz na justiça e, conseqüentemente, uma real liberdade religiosa.
"Somos solidários para com quem sofre por causa da fé cristã e com todos os fiéis que não podem exercer seu credo, e homenageamos os cristãos que recentemente perderam a vida em fidelidade ao Senhor".
Os padres sinodais do Oriente fazem então três pedidos: aos cristãos e todos os homens de boa vontade, para que pratiquem o respeito e o acolhimento do outro na vida cotidiana, fazendo-se próximos àqueles que passam por dificuldades, estejam eles próximos ou distantes.
Aos pastores e aos responsáveis religiosos, os bispos do Oriente pedem que preguem e favoreçam essa atitude de respeito, apoiando e multiplicando as iniciativas de mútuo conhecimento, de diálogo e de socorro; à comunidade internacional e aos governantes, para que garantam em nível legislativo a verdadeira liberdade religiosa na superação de qualquer discriminação e ajuda às pessoas obrigadas a deixar a própria terra por motivos religiosos.
"Cristo é a nossa paz." Esta Palavra divina, afirmam os bispos, é portadora de conforto e de esperança, e impulsiona a buscar novas vias de paz, que encontram eficácia na Bênção de Deus. "Que este humilde, mas forte apelo, depositado nas mãos do Santo Padre, seja o primeiro passo para a paz", escrevem.
O apelo é assinado por doze bispos do Oriente, pelo Secretário de Estado, Card. Tarcisio Bertone, pelo prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Card. Leonardo Sandri, e pelos três presidentes-delegados do Sínodo, entre eles o arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer. (BF)


Fonte: RV

SÍNODO: TRÊS REDATORES PARA ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO FINAL

CARDEAL SCHERER UM DOS TRÊS REDATORES DE NOMEAÇÃO PONTIFÍCIA PARA ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO FINAL
Cidade do Vaticano,
- Foi apresentada na manhã desta sexta-feira, no Vaticano, a mensagem conclusiva da XII Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos. O texto foi apresentado durante uma coletiva de imprensa pelo presidente da comissão para a mensagem, Dom Gianfranco Ravasi. O documento é dividido em quatro partes, cada uma correspondente a uma declinação da Palavra de Deus: a sua voz, ou seja, a Revelação; a sua face, isto é, Jesus Cristo; a sua Casa, portanto a Igreja; e os seus caminhos, ou seja, a missão. Quatro etapas, disse o prelado, que do eterno e do infinito nos conduzem até as nossas casas e cidades.Nas duas primeiras, o documento recorda a importância da Palavra divina eficaz, criadora e salvífica, no princípio do ser e da história, da criação e da redenção. Mas também a força da Palavra que se fez carne, que entra no espaço e no tempo e assume uma face humana, Jesus Cristo. É importante, portanto, reiterar o cuidado para não cair no fundamentalismo exegético, que nega a encarnação de Deus na história e não reconhece que a Palavra se expressa segundo uma linguagem humana, que deve ser estudada e compreendida.Nas páginas dedicadas à missão, acentua-se a família, entendida como espaço fundamental no qual a Palavra de Deus deve entrar, e os rincões do mundo, onde se aninham sofrimento e pobreza, humilhação e opressão, marginalização e miséria, doença e solidão. Diante de tudo isso, o cristão tem a missão de anunciar a palavra divina de esperança, por meio da proximidade amorosa, que não julga, mas ampara, ilumina, conforta e perdoa.No texto, fala-se ainda do diálogo e do encontro com o povo judeu e com os muçulmanos, fala-se de homilias, do uso de novas tecnologias para difundir a Palavra de Deus. Pede-se também que cada Conferência Episcopal, com base na sua realidade, ajude a difundir a Bíblia nas escolas.Mas uma das características da mensagem é o entusiasmo que transmite, confirmada por Dom Ravasi: "Tivemos a intenção de fornecer não somente informações sobre a Bíblia, mas também expressá-las de maneira passional, convincente. Durante a assembléia sinodal, recordei uma frase do filósofo dinamarquês Soren Kirkegaard, que dizia que deveríamos considerar a Bíblia mais como uma carta que o namorado recebe de sua amada, porque manifesta o coração de Deus. A fineza teológica e o rigor exegético são necessários, mas igualmente importante é ter uma sintonia de paixão, de sentimento, de vontade, de adesão que floresce, que brota do coração". Na tarde desta sexta-feira, o secretário-geral do Sínodo, Dom Nikola Eterovic, anunciou os nomes escolhidos pelo Santo Padre para redigir o documento final. Um deles é o arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer, que é também um dos três presidentes-delegados. Os nomeados pelo Papa se unirão aos eleitos terça-feira passada com a mesma finalidade, possibilitando representatividade aos cinco continentes.Ainda sobre o Sínodo, o Pe. Cesar Augusto dos Santos entrevistou a Irmã Maria Antonieta Bruscato, superiora-geral das paulinas. A Irmã Maria Antonieta fala do papel das mulheres na Igreja e também neste Sínodo: (BF)


Fonte: RV

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

SÍNODO: ÚLTIMOS DIAS - ELABORAÇÃO E APROVAÇÃO DE DOCUMENTOS FINAIS


Sínodo prepara documentos conclusivos
Os últimos dias do Sínodo dos Bispos, que decorre há cerca de três semanas no Vaticano, serão dedicados à elaboração e aprovação dos seus documentos conclusivos, ou seja, a Mensagem final e as propostas (propositiones) que serão apresentadas ao Papa.
Esta Sexta-feira, o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura e da Comissão para a Mensagem desta assembleia sinodal, Arcebispo Gianfranco Ravasi, fala aos jornalistas sobre os trabalhos do Sínodo.
Em declarações à Rádio Vaticano, este responsável adiantou alguns dos traços fundamentais que deverão marcar a Mensagem final, a começar pela relação entre a Escritura e a Palavra de Deus, que “precede e excede a própria Bíblia”.
“Deus fala no início da criação, dentro da história de um povo, e a sua voz vai para além dos confins da própria Escritura”, assinala.
O Arcebispo italiano assinala que este texto recordará que a “Palavra tem um rosto humano, fez-se história em Jesus Cristo”. Num outro ponto, falar-se-á do “edifício da Palavra”, a Igreja, de onde sai para “as estradas do mundo”, entrando em contacto “com todas as situações da existência humana”.
A relação entre Evangelho e Cultura(s) deverá marcar várias passagens dos documentos conclusivos – sendo disso sinal claro a escolha de D. Ravasi para presidir à Comissão que elabora a Mensagem final do Sínodo, feita por Bento XVI.
Após a apresentação e votação da Mensagem final, esta manhã, os delegados ao Sínodo irão dedicar-se ao estudo das emendas feitas às propostas inicialmente apresentadas. A apresentação e votação destas propostas finais serão feitas na tarde de hoje e na manhã de Sábado.
Ao contrário do que acontecia com João Paulo II, espera-se que as propostas não tenham um carácter reservado e sejam tornadas públicas.
A celebração conclusiva da XII Assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada ao tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja” será presidida por Bento XVI, este Domingo, na Basílica de São Pedro, pelas 09h30 (hora local, menos uma em Lisboa).

Fonte: Ag. ECCLESIA

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

SÍNODO: AGRESSIVIDADE DAS SEITAS

SÍNODO: CARDEAL MARADIAGA FALA DA AGRESSIVIDADE DAS SEITAS

Cidade do Vaticano, 22 out (RV)
- Durante o Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano, um dos argumentos no centro da discussão foi o problema da agressividade das seitas, “fato que constitui um grande desafio para a Igreja Católica”.
Foi o que disse, aos jornalistas, o Cardeal Oscar Rodriguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa. O cardeal latino-americano sublinhou que este tema será incluído nos textos conclusivos do Sínodo. Em particular foi “valorizado o papel dos leigos na difusão da Bíblia e creio que a mensagem final falará sobre isso”, disse Dom Maradiaga.
“Pensa-se em contrastar as seitas – acrescentou o purpurado – com uma mais difusa cultura bíblica, que faça compreender o que é a exegese e o que é o conhecimento histórico-crítico da Palavra de Deus”. “Na América Latina – disse ainda o cardeal – existe uma igreja feita de pequenas comunidades.
Nos vilarejos onde não há sacerdotes temos leigos e leigas que são preparados a dirigir a celebração e a fazer crescer a Palavra de Deus”. (SP)
Fonte: RV

SÍNODO: APRESENTADO TEXTO COM PROPOSIÇÕES FINAIS


APRESENTADO À ASSEMBLÉIA TEXTO COM PROPOSIÇÕES FINAIS DO SÍNODO

Relator-geral, Cardeal Marc Ouellet

Cidade do Vaticano,
- Manhã de ontem com intensos trabalhos, para os padres sinodais, reunidos em torno do tema "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja", de 5 a 26 do corrente. Durante a 20ª congregação geral, realizada na presença de Bento XVI, foi apresentado o elenco das proposições finais.
Trata-se de um documento ainda provisório, redigido em latim, que deverá receber emendas para, a seguir, ser votado pela assembléia, no próximo sábado.
O relator-geral e o secretário especial do Sínodo, respectivamente Cardeal Marc Ouellet e Dom Laurent Monsengwo Pasinya, apresentaram à assembléia sinodal, o elenco das 53 proposições.
A partir de uma premissa sobre grandes benefícios _ seja teológicos que pastorais _ trazidos pela Dei Verbum, a constituição dogmática sobre a Revelação Divina, publicada 40 anos atrás, os padres sinodais, primeiramente, manifestaram seus votos de que os fiéis cresçam na consciência da Palavra de Deus e da sua força salvífica, mas também de que a Igreja fortaleça sua vocação missionária.Como agir, então?
Em primeiro lugar, o elenco das proposições sugere considerar a reconciliação trazida pelo Verbo divino. Em situações de conflitos étnicos e de tensões inter-religiosas, portanto, os padres sinodais fazem votos de que o empenho dos católicos saiba construir pontes de diálogo, para a edificação de uma sociedade mais harmoniosa.
Nesse sentido _ afirmam os padres sinodais em suas proposições _ é importante que cada fiel tenha a própria Bíblia pessoal. A seguir, a Liturgia: os padres sinodais fazem votos de que as Sagradas Escrituras tenham um lugar visível nas igrejas, e que o papel dos leitores seja estudado e aprofundado, até mesmo considerando as novas técnicas da comunicação e o uso de instalações sonoras adequadas.
A propósito das homilias, os padres sinodais auspiciam que elas sejam um convite à missão, preparadas com a oração e nutridas com a doutrina.
Esse auspício abre estrada à criação de um diretório homilético.
As proposições acenam também à revisão do Lecionário, para torná-lo mais adequado aos tempos modernos, e acenam também à importância da mulher não apenas na família e na catequese, mas também na promoção da leitura da Bíblia.
Outro tema abordado foi o da Lectio divina, a ser promovida nas paróquias, nas famílias, nos movimentos eclesiais, na formação dos futuros sacerdotes e na catequese, para que a formação dos batizados seja contínua e não se reduza apenas à administração dos sacramentos.
A seguir, na esteira do pronunciamento feito pelo papa à assembléia sinodal, no dia 14 de outubro, as proposições falam da exegese bíblica e da necessidade de superar o dualismo entre exegese e teologia, assim como da necessidade de considerar a hermenêutica, seja a histórica que a da fé.
Últimos temas propostos _ mas não por isso, menos importantes _ foram os da missão, do diálogo com outras religiões e da ecologia.
Quanto à missão, que ela se dirija em particular aos pobres, aos marginalizados e aos deficientes, a fim de que a inculturação da Bíblia alcance todos os povos da Terra.
Nesse sentido, os padres sinodais evidenciaram sua preocupação com o fenômeno das seitas _ um fenômeno que deve ser estudado para ser afrontado de maneira mais adequada.
No que tange ao diálogo com os judeus, os padres sinodais sugeriram que ele seja feito a partir da plataforma comum do Antigo Testamento. E no que diz respeito ao diálogo com os muçulmanos, que ele se baseie no elemento comum do único Deus, não esquecendo a importância de reafirmar o valor da vida e os direitos do homem e da mulher.
Finalmente, a preocupação com a ecologia, para que seja promovida, com base na Palavra de Deus, e com o empenho de salvaguardar a Criação.
Na conclusão, dois agradecimentos: àqueles que anunciam o Verbo divino em condições difíceis, com os votos de que todos sejam chamados a se empenhar em favor da Justiça; e ao patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, cuja participação na celebração das Vésperas presididas por Bento XVI, no último sábado, é sinal de profunda comunhão, embora ainda não perfeita.
Portanto, devemos rezar ao Senhor, para que seja alcançada a verdadeira unidade.Estes foram _ em síntese _ os principais temas abordados pelos padres sinodais em suas proposições que, agora, deverão receber emendas e ser votadas. (AF)

Fonte: RV

terça-feira, 21 de outubro de 2008

SÍNODO ENTRA EM FASE MUITO IMPORETANTE


Sínodo entra na fase do debate e das propostas
Os participantes avaliarão o Informe do Relator
Por Kris Dmytrenko

CIDADE DO VATICANO,
-Os participantes no Sínodo Mundial de Bispos sobre a Palavra de Deus dirigem desde agora seus esforços a discutir a síntese dos trabalhos da Assembléia, realizada pelo cardeal Marc Ouellet, oferecendo muitos elogios e algumas críticas.
O relator geral do Sínodo apresentou na quarta-feira passada a relatio pos disceptationem, uma síntese das cerca de 230 apresentações de 5 minutos cada uma, realizadas pelos padres sinodais, os auditores e os delegados fraternos.
O texto do arcebispo de Québec, de 40 páginas de extensão, incluía 19 perguntas para guiar a discussão dos bispos e auditores nos circuli minores (12 pequenos grupos divididos por idiomas). Nesta semana, tanto nestes pequenos grupos como nas horas de livre discussão, os membros do Sínodo começarão a responder a estas perguntas, assim como a comentar o próprio informe.
«Trata-se de um informe exaustivo e iluminador», afirmou o cardeal Francis George, presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos. O arcebispo de Chicago explicou à ZENIT que ele estava feliz por continuar a discussão no Angelicus B, o grupo lingüístico do qual foi eleito moderador.
«Isso nos dará a oportunidade de aprender mais sobre o ponto de vista do cardeal – acrescentou. E também nos dará uma oportunidade de falar das carências.»
Concretamente, o cardeal George disse que sentia falta de uma referência «da misericórdia de Deus e do perdão dos pecados como centro do Evangelho». Acrescentou também que o Sínodo devia aproveitar todas as oportunidades de proclamar a Palavra de Deus com profunda convicção, em um clima de relativismo moral, especialmente no tocante à ética sexual.
Cordialidade
O arcebispo Terrence Prendergast, recentemente eleito membro da Comissão de Informação do Sínodo, afirmou que a relatio post disceptationem continha a maioria dos temas tratados pelos padres sinodais.
«Os bispos responderam muito positivamente ao mesmo – comentou o arcebispo de Ottawa. Creio que o cardeal Ouellet fez um trabalho de mestre ao pôr todas as questões juntas.»
Dom Prendergast é consciente de que o relator geral excluiu alguns detalhes em sua síntese, dado o número e a variação das intervenções.
«Alguns bispos, quando lêem o resumo de suas intervenções, dizem, ‘Bom, o matiz que eu oferecia não aparece exatamente, acho que se poderia acrescentar isso ou aquilo’.»
Assinalou que, muito além do próprio texto, a apresentação do cardael Ouellet foi também memorável por sua qualidade humana.
«Foi um momento de impacto», explicou o arcebispo. Segundo ele, o cardeal Ouellet ficou muito emocionado durante a discussão sobre o poder da Palavra de Deus. «Creio que os padres sinodais perceberam que se trata de um tema que ele leva muito dentro do coração.»
A fase de discussão por grupos do sínodo levará às proposições finais, que os participantes votarão antes de entregá-las a Bento XVI. Mais tarde, espera-se que o Papa escreva a exortação apostólica pós-sinodal.
Além das homilias da celebração eucarística da abertura e da missa em memória do Papa Pio XII, o Papa dirigiu à Assembléia Sinodal um discurso improvisado durante a sessão da manhã de 14 de outubro. A avaliação do Papa da exegese histórico-crítica se refletiu posteriormente na relatio post disceptationem.
«Explicou como se deve ler na íntegra as Sagradas Escrituras – resumiu Dom Eterovic, secretário-geral do Sínodo dos Bispos. O método histórico-crítico é necessário, certamente, e deve ser integrado com a leitura espiritual da Bíblia na grande e viva Tradição da Igreja.»
Isso é muito importante, «não só para os especialistas, mas também para os fiéis e pessoas de boa vontade», acrescentou.


Fonte: ZENIT.org

sábado, 18 de outubro de 2008

PRIMEIRO ESBOÇO DA MENSAGEM CONCLUSIVA EM RELAÇÃO AO SÍNODO

SÍNODO APRESENTA PRIMEIRO ESBOÇO DA MENSAGEM CONCLUSIVA

Cidade do Vaticano,
- A XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano, sobre o tema "A Palavra de Deus e na vida e na missão da Igreja", apresentou, na manhã deste sábado, o primeiro esboço da mensagem conclusiva. O texto foi recebido com um caloroso aplauso por parte da assembléia.O texto será discutido e votado nos próximos dias, até chegar à sua versão definitiva, que será divulgada na próxima sexta-feira. Foi Dom Gianfranco Ravasi, na qualidade de presidente da Comissão para a Mensagem, a apresentar as linhas-guias às quais deverá ater-se o texto definitivo. O bispo enumerou três critérios básicos para a elaboração do documento final: simplicidade, ou seja, capacidade de chegar à máxima simplificação, eliminando o supérfluo; incisividade, para que a mensagem final _ disse Dom Ravasi _ não seja longa e chata. E por fim, essencialidade, para que o texto ofereça um conteúdo de valores e princípios fundamentais.O conteúdo da mensagem conclusiva deverá passar ainda pelo crivo dos padres sinodais, nas próximas congregações gerais, mas algumas sugestões de máxima já se fazem ver como centrais: a voz da Palavra de Deus, ou seja, a Revelação; as feições da Palavra de Deus, isto é, Cristo; a casa da Palavra de Deus, vale dizer a Igreja, e suas estradas, isto é, a missão.De modo particular, se propôs inserir no texto um agradecimento a todos os servidores da Palavra de Deus, dos catequistas aos professores, e a todos aqueles que anunciam e testemunham o Verbo divino nas regiões de fronteira, com sacrifícios e colocando em risco a própria vida.Do ponto de vista formal, foi proposta a elaboração de uma síntese da versão final do texto da mensagem, de não mais que duas páginas, e ser distribuído nas paróquias, para que os fiéis sejam motivados a aproximar-se e a conhecer melhor a atividade do Sínodo.Importante é que o documento ateste a preocupação dos padres sinodais para com os concretos e urgentes desafios pastorais como, por exemplo, o da liberdade religiosa; e que avaliaram o duplo aspecto da missão, seja em relação aos que ainda não conhecem a Palavra de Deus, seja em relação aos que a conheceram, mas depois, a esqueceram _ são os que a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, realizada em maio do ano passado, em Aparecida, chamou de "batizados, mas não evangelizados". (AF)

Fonte: RV

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

VERBO DIVINO NÃO É PROSELITISMO, MAS LIBERDADE DE APRESENTAR VALORES SALVÍFICOS DO EVANGELHO


SÍNODO: VERBO DIVINO NÃO É PROSELITISMO, MAS LIBERDADE DE APRESENTAR VALORES SALVÍFICOS DO EVANGELHO


Cidade do Vaticano,
- A XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre o tema "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja" chegou esta manhã à sua 18ª congregação geral. Os trabalhos centralizaram-se nos primeiros relatórios dos círculos menores, divididos em cinco áreas lingüísticas: italiano, francês, inglês, espanhol e alemão.Ouçamos o enviado do Programa Brasileiro à assembléia sinodal, Pe. Cesar Augusto dos Santos Esses e outros temas serão afrontados nas proposições finais do Sínodo. Concluindo os trabalhos desta manhã, os padres sinodais reafirmaram o direito de todos, de receber o anúncio do Verbo divino, sublinhando que não se trata de proselitismo, mas sim da liberdade de apresentar a todos os valores salvíficos do Evangelho.Os padres sinodais pediram maior atenção para com os pobres, os marginalizados, os deficientes e os surdos-mudos, e um maior reconhecimento para com as associações e grupos que promovem os direitos humanos.Mas voltemos aos temas colocados em debate esta manhã, dentre os quais destacamos a lectio divina, sobre a qual nos fala o prior da Comunidade Monástica de Bose, Pe. Enzo Bianchi, que participa dos trabalhos na qualidade de especialista. A ele perguntamos qual é a contribuição da sua comunidade à assembléia sinodal...Pe. Enzo Bianchi:- "Essencialmente, creio, a longa experiência da lectio divina, um caminho que eu e minha comunidade quase que inauguramos, 40 anos atrás, e que hoje é recomendado pelo papa, como caminho privilegiado para o encontro com o Senhor Jesus. A nossa fé é uma fé segundo as Escrituras e, conseqüentemente, não se pode encontrar Jesus sem conhecer os Evangelhos que falam d'Ele e que O testemunham. Nesse sentido, creio que será necessário realmente, que o Sínodo encoraje a lectio divina e que ela possa ser considerada como algo de específico e de perseverante na comunidade cristã."P. Padre, durante os trabalhos sinodais se falou freqüentemente sobre o diálogo religioso, de modo particular com o Islamismo e o Judaísmo, mas também com o Budismo e o Hinduísmo e até mesmo com o Confucionismo. Nesse contexto, foram ressaltados os valores comuns, entre os quais a vida monástica... Pe. Enzo Bianchi:- "Sim, existem valores comuns que são certamente vias de espiritualidade, entre as quais a vida monástica. Todavia, é preciso ter presente a especificidade do Cristianismo. No coração do Cristianismo não existe um caminho ético, um caminho disciplinar, um caminho de espiritualidade, mas existe Jesus Cristo, existe realmente um Deus feito homem, vindo em meio a nós, e é o Salvador do mundo. Eu creio que nós, cristãos, temos efetivamente o dever de dialogar com todos, mas mantendo essa certeza no coração, porque a nossa experiência é uma experiência de salvação feita justamente por causa do Senhor vivo, Jesus." (AF)

Fonte: RV

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

SÍNODO: BRASILEIROS TOMAM A PALAVRA NA CONGREGAÇÃO GERAL

SÍNODO: BRASILEIROS TOMAM A PALAVRA NA CONGREGAÇÃO GERAL DESTA SEGUNDA-FEIRA
Cidade do Vaticano,

- Os padres sinodais deram continuidade aos trabalhos realizando na manhã de hoje, segunda-feira, a 12ª congregação geral do Sínodo dos Bispos.
Dentre os padres que tomaram a palavra hoje, estava o arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer.
Dom Odilo falou de um tema em voga na Europa, ou seja, a imigração. Para o cardeal, o fenômeno migratório representa para a Igreja uma grande ocasião missionária. Os imigrantes, portanto, não devem ser vistos simplesmente como objeto de preocupação pastoral: eles são, ou podem se tornar, verdadeiros missionários.
Dom Odilo recordou que, no passado, muitos europeus emigraram para a América, África e Oceania.
Em muitos casos, as famílias católicas precederam os sacerdotes e os religiosos. "Eles foram missionários e levaram consigo sua fé, dando-lhe nova expressão em um novo contexto social e cultural", afirmou.
Para o cardeal, a Igreja deve encorajar as pessoas que se encontram em situação de migração a levar consigo a Palavra de Deus, conscientes de que carregam uma riqueza que não tem preço e não é limitada por razões geográficas ou culturais, mas é um dom a ser vivido na nova pátria e a ser compartilhado com o povo que os acolhe.
Já para aqueles que recebem os imigrantes, é necessária uma atitude de positivo acolhimento desses irmãos que vêm de outras nações, que trazem em sua bagagem a "Boa Nova", favorecendo sua inserção nas comunidades locais e a compartilha das experiências de fé e de vida cristã que trazem com eles.
Outro brasileiro que interveio esta manhã foi o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo.
Entrevistado pelo responsável pelo Programa Brasileiro, Pe. Cesar Augusto dos Santos, Dom Walmor faz uma síntese de sua intervenção: Esta tarde não houve congregação geral.
Por ocasião do Ano Paulino, os padres sinodais visitaram a Basílica de S. Paulo Fora dos Muros, em peregrinação ao túmulo do Apóstolo dos Gentios. (BF)

Fonte: RV

domingo, 12 de outubro de 2008

PAPA PEDE ORAÇÕES PELO SÍNODO E PELA PAZ NO MUNDO

ANGELUS: PAPA PEDE ORAÇÕES PELO SÍNODO E PELA PAZ NO MUNDO
Cidade do Vaticano,
- Ao término da solene Santa Missa de Canonização de quatro novos Santos da Igreja, na Praça São Pedro, Bento XVI rezou a oração mariana do Ângelus. Ao cumprimentar os fiéis presentes, em sete línguas, que vieram a Roma para prestar homenagem aos novos santos, o Papa recordou:Caros amigos, na vida dos Santos e nas suas realizações percebe-se sempre uma forte presença espiritual da Virgem Maria. Quero ressaltar, neste mês de outubro, o apego deles à oração do Terço, como meio diário de união com Jesus, como fonte de inspiração e de conforto, como instrumento de intercessão pelas necessidades da Igreja e nas intenções do Papa. Aqui, o Santo Padre aproveitou para convidar os fiéis e peregrinos a rezarem pela reconciliação e a paz em algumas regiões do mundo, que suscitam alarme e grande sofrimento:Penso às populações do Norte Kivu, na República Democrática do Congo; penso às violências contra os cristãos no Iraque e na Índia, que recomendo diariamente ao Senhor. Bento XVI concluiu sua alocução dominical, invocando a proteção de Maria, Rainha dos Santos, também pelos trabalhos do Sínodo dos Bispos, que se realizam, nestes dias, no Vaticano. Por fim, o Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica. (MT)

Fonte: Site A.E.

SÍNODO: PADRES COMENTAM PROBLEMAS E LEALIDADES DE SUAS LOCALIDADES

PADRES SINODAIS ILUSTRAM REALIDADES LOCAIS

Rangun,
- “Mianmar não recebe a visita de um papa desde os tempos de São Pedro”: brincando, o arcebispo de Rangun, o salesiano dom Charles Maung Bo, abriu ontem seu pronunciamento no Sínodo convidando Bento XVI a ser o primeiro papa na história a visitar o seu país.
Em seguida, dom Charles passou da ironia ao drama e ilustrou a trágica situação que a ex-Birmânia teve que enfrentar recentemente, com a passagem do ciclone Nargis, que deixou dois milhões de sem-teto. “Perdemos tudo, mas não a esperança, que distribuímos em abundância” – disse o arcebispo.
“As igrejas se transformaram em acampamentos, onde celebrávamos uma única liturgia: o anúncio da Palavra, através de nosso acompanhamento e da compartilha do pão, em forma de assistência”.
Ainda no Sínodo, ontem, foi lançado um apelo para que se evitem temas da atualidade política nas homilias.
Durante o debate, um dos 253 padres sinodais convidou seus irmãos à prudência ao enfrentar argumentos que podem dividir os fiéis, e de modo especial, aconselhou a não abordarem questões políticas.
Entretanto, em outros pronunciamentos, foi dito que a humanidade hoje está muito estressada, ou é pobre ou rica demais para escutar.
“As pessoas andam tão preocupadas que não são capazes de ouvir; estão imersas em rumores contínuos e confusos, não têm mais ouvidos nem para seus semelhantes e nem para a Palavra de Deus” – observou um delegado africano.
“A distração causada pela pobreza e as preocupações com as coisas essenciais da vida, assim como a excessiva riqueza, dificultam até mesmo a escuta durante a missa” – denunciaram. Já um bispo sul-americano recordou que as pessoas vivem oprimidas e dispersas, e isso torna difícil desenvolver a capacidade de escuta.
“A prática da escuta, em meio aos homens e mulheres de nosso tempo – disse – é da maior importância: escutar a partir das necessidades e do sofrimento, assim como fazia Jesus Cristo”. (CM)

Fonte: RV

sábado, 11 de outubro de 2008

REFLEXÃO SOBRE A PALAVRA DE DEUS NA FAMÍLIA

SÍNODO: PALAVRA DE DEUS NA FAMÍLIA E NAS TERRAS DE DIFÍCIL EVANGELIZAÇÃO
Cidade do Vaticano,
- O Sínodo viveu, ontem , um dia rico de reflexões sobre a Palavra de Deus na família e nas terras de difícil evangelização, tais como a Terra Santa, a Europa do Leste e Mianmar (ex-Birmânia).
Durante a pausa dos trabalhos sinodais, Bento XVI recebeu em audiência os membros da Federação Bíblica Alemã, que deram de presente ao papa, uma pequena caixa contendo várias versões lingüísticas do Antigo e do Novo Testamento.
O Santo Padre estendeu o presente a todos os padres sinodais, que também receberam uma caixinha com as versões dos textos sagrados.
Os trabalhos sinodais desta manhã _ oitava congregação geral _ concentraram-se sobre vários temas, dentre os quais destacamos o do acolhimento e da inculturação da Bíblia nas famílias. Diversas foram as propostas apresentadas: dar possibilidade a todos de ter em mãos uma Bíblia, ensinar as Sagradas Escrituras nas escolas, ler uma passagem da Bíblia todos os dias, meditando sobre ela no âmbito do núcleo familiar. E ainda, acrescentar oficialmente, na enunciação de cada mistério do terço, uma breve citação bíblica.
Em particular, os padres sinodais manifestaram seu desejo de que tais propostas se tornem objeto de reflexão para a Igreja universal.
Outro tema debatido na congregação da manhã desta sexta-feira foi o da missão da Igreja em terras de difícil evangelização como, por exemplo, os países do Leste europeu, a Terra Santa e Mianmar (ex-Birmânia), áreas geográficas marcadas por perseguições dos passados regimes totalitários, por catástrofes naturais e por conflitos.
Os padres sinodais sublinharam as dificuldades dos cristãos árabes, de terem acesso ao Antigo Testamento, em razão de interpretações políticas e ideológicas desse texto sagrado.
Nesse contexto, destacamos a proposta apresentada pelo patriarca de Antioquia dos Greco-melquitas, Gregorio III Laham, que sugeriu a organização de um "fórum sobre a Palavra de Deus", no qual cristãos e muçulmanos possam encontrar-se, discutir e meditar. Eis o que ele disse: Gregorio III Laham:- "Eu gostaria que muçulmanos e cristãos se encontrassem.
E isso já é uma realidade em Jerusalém, há anos, onde _ no Centro Notre-Dame _ cristãos, muçulmanos e judeus se encontram, apesar das dificuldades da situação na Terra Santa, para juntos meditarem sobre a Palavra de Deus, sem discussões.
Isso é o que eu gostaria que acontecesse também na Síria e no Líbano, onde exerço a minha jurisdição." (AF)

Fonte: RV

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

FOI ESCOLHIDA A COMISSÃO QUE VAI ELABORAR A ÚLTIMA MENSAGEM DO S

ELEITA A COMISSÃO PARA A MENSAGEM FINAL DO SÍNODO DOS BISPOS
Cidade do Vaticano,
- Na manhã de ontem, quinta-feira, os padres sinodais, antes de participarem na Santa Missa presidida pelo Santo Padre, por ocasião dos 50 anos da morte de Pio XII, se reuniram para a sexta congregação geral do Sínodo dos Bispos, no Vaticano. A sessão foi aberta com a eleição dos membros da Comissão para a Mensagem.A Comissão, que representa a Igreja em todo o mundo, terá a tarefa de redigir a mensagem final que os bispos dirigirão ao povo de Deus sobre o tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”. A Comissão será presidida por vontade do Santo Padre pelo presidente do Pontifício Conselho para Cultura, arcebispo Gianfranco Ravasi. Os membros – votados na manhã de ontem – representam os cinco continentes e foram eleitos superando a maioria absoluta dos votos.O prelado que obteve mais votos – como foi indicado aos jornalistas durante o encontro da manhã – foi o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper. Representando a África foi escolhido o arcebispo de Abuja, Nigéria, Dom John Olorunfemi Onaiyekan; pela América o Presidente da Conferência Episcopal de Honduras, cardeal Oscar Andrés Rodriguez Maradiaga; pela Ásia, o arcebispo de Guwahati, Índia, Dom Thomas Menanparampil; pela Europa, o Presidente da Conferência Episcopal da Bélgica, cardeal Godfried Danneels; pela Oceania o arcebispo de Agaña, Ilhas Fiji, Dom Anthony Sablan Apuron. Pelas Igrejas orientais foi votado o arcebispo metropolita de Pittsburg dos Bizantinos, Dom Basil Myron Schott.Como vice-presidente foi escolhido o bispo auxiliar de Valparaíso, no Chile, Dom Santiago Jaime Silva Retamales.Fazem parte ainda da Comissão, Dom Zbigniew KIERNIKOWSKI, bispo de Siedlce, Polônia; Dom Louis PELÂTRE, Vigário Apostólico de Istanbul, Turquia; Padre Carlos Alfonso AZPIROZ COSTA, Mestre Geral dos Frades Pregadores. (SP)
Fonte: RV

terça-feira, 7 de outubro de 2008

IMPORTÂNCIA DO ENCONTRO NO SÍNODO


RABINO COHEN FRISA IMPORTÂNCIA DO ENCONTRO NO SÍNODO

Cidade do Vaticano,
- Em uma entrevista publicada pelo jornal “La Repubblica”, o rabino Shear Yshuv Cohen (que intervém no Sínodo hoje à tarde), analisa que “o encontro no Sínodo, por si só, é importante, se recordarmos quanto ódio e perseguição houve ao longo da história, sobretudo entre o catolicismo e o judaísmo”.

Cohen, que é também um dos presidentes da Comissão de diálogo entre o Vaticano e Israel, reconhece a importância do trabalho feito por este organismo nos últimos sete anos. “Examinamos temas como a santidade da vida, a luta ao laicismo e o valor da família” – afirma ao cotidiano italiano, esclarecendo que “os debates foram bastante frutíferos”.

Segundo o rabino de Haifa, “ainda persistem limites ao diálogo, porque – recorda – ‘dialogar não significa mudar o próximo’, e ‘pressionar ou tentar influenciar o outro’ são coisas da Idade Média”.

O rabino Cohen conclui a entrevista falando da relação entre Estado e religião: “deve haver uma divisão de pertinências, mas o governo e a religião devem agir juntos, alcançando um equilíbrio”. (CM)

Fonte: RV