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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 12 de março de 2013

CONCLAVE: Missa de abertura

Missa de abertura do Conclave: "Que Deus queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Igreja"




Cidade do Vaticano

– O Decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano, presidiu na manhã desta terça-feira, na Basílica Vaticana, à missa pro eligendo Pontefice – “para a eleição do Romano Pontífice”.

A Basílica, aberta aos fiéis, estava lotada, para invocar a ação do Espírito Santo. Em sua homilia, logo no início o Card. Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao “amado e venerado Pontífice Bento XVI”. E recordou a intenção desta Missa, ou seja, “implorar do Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”.

Comentando as leituras do dia, o Decano falou primeiramente sobre a mensagem de amor de Deus – mensagem que se realiza plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amor do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais.

“É este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça.”

A seguir, o Card. Sodano falou da mensagem de unidade. O Apóstolo São Paulo ensina-nos que também todos nós devemos colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária "a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro" (Ef 4,16). “Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial.”

Essa cooperação levou o Decano a falar sobre a missão do Papa: a atitude fundamental de todo bom Pastor é dar a vida por suas ovelhas (cfr Jo 10,15). Isto vale, sobretudo, para o Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal. Porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor.

No sulco deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, recordou, os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz. Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra em nível mundial, disse o Card. Sodano, que concluiu:

“Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma.”
Fonte: RV

segunda-feira, 11 de março de 2013

CONCLAVE. expectativa para seu início

Cardeais concluem congregações gerais: grande expectativa para início do Conclave nesta terça-feira




Cidade do Vaticano
- Realizou-se na manhã desta segunda-feira, na Sala nova do Sínodo, a décima e última Congregação Geral dos cardeais em vista do Conclave que terá início nesta terça-feira. O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, concedeu coletiva aos jornalistas no início desta tarde.

Em primeiro lugar, Pe. Lombardi disse que este último encontro era ocasião para dar aos jornalistas uma série de informações e de detalhes sobre o que haverá nos próximos dias.

A Congregação desta manhã foi a décima: estavam presentes 152 cardeais. No início deste encontro foram sorteados os novos membros da Congregação particular, que devem alternar-se a cada três dias, e os sorteados hoje permanecem na função também durante o Conclave e por isto é constituída por cardeais eleitores.

Os três sorteados que acompanham o Camerlengo foram o Cardeal Antonios Naguib, pela Ordem dos Bispos; Cardeal Marc Ouellet, pela Ordem dos Presbíteros, e o Cardeal Francesco Monterisi, pela Ordem dos Diáconos. Os três purpurados foram escolhidos por sorteio, não por eleição, e permanecendo na função por três dias, se fará o sorteio de outros três, se o Conclave durar mais dias.

Foi uma manhã rica de pronunciamentos, porque, sendo a última Congregação Geral, ainda havia muitas pessoas inscritas para falar. Ao todo, foram 28 pronunciamentos, num total de 161 durante as congregações gerais destes dias.

Portanto, teve-se uma ampla participação, embora talvez alguns desejassem uma duração mais longa. Porém, a Congregação votou não fazer uma congregação na parte da tarde, porque os cardeais têm que se preparar para a transferência para a Casa Santa Marta, onde estarão alojados, e para o Conclave.

Portanto, o Colégio cardinalício preferiu concluir as consultas, inclusive reduzindo um pouco a duração dos pronunciamentos.

Dentre os temas abordados durante estes pronunciamentos, destacam-se a situação do Ior (Instituto para as Obras de Religião), com uma breve exposição feita pelo Cardeal Tarcisio Bertone, que na qualidade de presidente do Conselho cardinalício de superintendência, completou a série de pronunciamentos sobre situações econômicas, das quais já se tratou na semana passada. Em seguida, falou-se sobre a natureza do Instituto, do procedimento de inserção no sistema internacional de fiscalização de Moneyval, dentre outros.

Em seguida foram abordados outros temas, mas, em particular, sendo o último encontro, falou-se sobre as expectativas em relação ao Santo Padre, portanto, o perfil e a expectativa em relação ao Pontífice.

Esta tarde tem lugar o juramento daqueles que trabalharão no Conclave, previsto pela Constituição apostólica Universi Dominici gregis, n. 48 e seguintes. O juramento terá lugar na Capela Paulina, às 17h30 locais, e será presidido pelo Cardeal camerlengo.

O juramento será feito por cerca de 90 pessoas, que é o número das pessoas que auxiliam os cardeais durante o Conclave. Uma das figuras fundamentais é o secretário do Colégio cardinalício, que não é um purpurado e assiste os cardeais durante o Conclave (função esta que será desempenhada pelo Arcebispo Lorenzo Baldisseri, ndr); outra função de relevo diz respeito ao Mestre das Cerimônias e aos cerimoniários; além destes, os religiosos e religiosas encarregados da sacristia do Conclave, a sacristia papal.

Ademais, encontram-se também os religiosos para as confissões, médicos e enfermeiros, pessoal do serviço de refeitório e de limpeza na Casa Santa Marta, serviços técnicos, motoristas do microônibus com o qual os cardeais se deslocam da Casa Santa Marta à residência apostólica, pessoal da Guarda Suíça e da Gendarmaria preposto à segurança.

Em suma, trata-se de toda uma série de pessoas que ajudam, colaboram no âmbito da Capela Sistina e Casa Santa Marta e, portanto, devem fazer o juramento de reserva, como previsto pela Constituição apostólica.

Nesta terça-feira pela manhã, às 10h locais, será celebrada na Basílica de São Pedro a missa "pro eligendo Romano Pontifice". O presidente da celebração é o cardeal decano, Angelo Sodano; concelebram todos os cardeais, não somente os eleitores. A homilia será feita em italiano.

No conclave passado a missa "pro eligendo Pontifice" durou 1 hora e 40 minutos, portanto, é presumível que a missa desta terça-feira não passe de duas horas. Não haverá bilhetes para a participação dos fiéis; a entrada será livre para todos que conseguirem entrar na Basílica Vaticana. A entrada para o Conclave é detalhadamente descrita no Ordo rituum conclavis.

No que concerne a esta eleição, amanhã, às 16h30, se terá a procissão dos cardeais da Capela Paulina até a Capela Sistina. Precedentemente os cardeais eleitores terão se transferido da Casa Santa Marta à Capela Paulina. Antes da procissão haverá uma oração comum. (RL)
Fonte: RV

terça-feira, 5 de março de 2013

Realizada primeira Congregação Geral

Realizada primeira Congregação Geral: presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores


Cidade do Vaticano (RV) - Realizou-se ontem de manhã, segunda-feira, na Sala nova do Sínodo, no Vaticano, a primeira Congregação Geral do Colégio cardinalício. Às 17h locais teve início a segunda Congregação Geral.

Trata-se dos primeiros passos que levarão os purpurados a definir, nos próximos dias, a data do início do Conclave para eleger o novo Papa. Na coletiva com os jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou que estavam presentes 142 cardeais, 103 dos quais eleitores.

Portanto, devem chegar a Roma (até esta amanhã, terça-feira) ainda 12 cardeais eleitores: de fato, são esperados 115 purpurados para o Conclave. A Congregação Geral teve início com a oração do Veni Sancte Spiritus.

Em sua saudação, o cardeal decano Angelo Sodano falou sobre o significado deste evento. Em seguida, realizou-se a cerimônia de juramento de cada cardeal. O cardeal camerlengo Tarcisio Bertone lançou a proposta, aprovada, de que a primeira meditação da Congregação Geral desta tarde seja feita pelo Pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Raniero Cantalamessa.

Ademais, o Colégio dos cardeais aprovou a proposta do cardeal decano de enviar uma mensagem ao Papa emérito.

Outra realização da Congregação Geral da manhã desta segunda-feira foi a eleição, por sorteio, dos três assistentes do camerlengo – disse Pe. Lombardi. Na Constituição fala-se da Congregação Particular, que trata de questões de caráter mais prático, conduzida pelo camerlengo, constituída também de mais três cardeais, seus assistentes, que são sorteados entre os eleitores presentes.

Foram sorteados e, em seguida, nomeados assistentes os seguintes cardeais: Giovanni Battista Re pela Ordem dos Bispos; Crescezio Sepe pela Ordem dos Presbíteros; e Franc Rodé pela Ordem dos Diáconos.

Portanto, por três dias estes purpurados serão os três assistentes do camerlengo na Congregação Particular. Após três dias deverão ser sorteados outros três a fim de que haja uma rotatividade. Pela manhã intervieram 13 cardeais com reflexões breves, mas intensas.

Houve também um intervalo durante a primeira Congregação, que durou pouco mais de meia hora para um café: Pe. Lombardi precisou que este contexto foi também um momento significativo de contatos pessoais, de encontros, de intercâmbio, também num nível mais particular e não somente na assembléia no seu conjunto.

Portanto, é um tempo importante. Foi montado um buffet na Sala Paulo VI porque a antecâmara está ocupada pelo centro de imprensa. Os cardeais podem encontrar-se, tomar um café, repousar um pouco num clima de grande familiaridade e serenidade.

A primeira reunião dos cardeais preliminar ao Conclave – concluiu o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé – realizou-se numa atmosfera construtiva e de grande serenidade.

Portanto, trata-se de um início muito positivo, sereno e promissor de um caminho intenso que durará toda a semana. Pe. Lombardi precisou que nos próximos dias será decidida a data de início do Conclave. 4.300 jornalistas foram acreditados para o evento. (RL)

segunda-feira, 4 de março de 2013

O Vaticano durante a Sede Vacante

Assim funciona o Vaticano durante a Sede Vacante
 
Cidade do Vaticano -
 
 O mundo inteiro seguiu com atenção os últimos momentos do pontificado de Bento XVI, hoje Papa emérito, e os meios de comunicação registraram como símbolo da ausência do Papa o fechamento das portas do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo e a troca da guarda entre os membros da Guarda Suíça e os designados pela Polícia Vaticana. A Igreja entrou no período de Sede Vacante, e o escudo de Sua Santidade Bento XVI foi substituído pelo Pálio característico deste tempo na página web da Santa Sé e na conta oficial do twitter@Pontifex.
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Escudo simbolizando a Sede Vacante - Basílica
de São João de Latrão, Roma
Todas essas manifestações externas marcam o início de um tempo extraordinário durante o qual o governo da Igreja é confiado ao Colégio de Cardeais e limitado aos assuntos ordinários ou inadiáveis, ficando excluídas as decisões que são de competência única do Pontífice. "Produz-se uma figura que se chama "Nihil Innovetur" (Não se inove nada) na qual não se pode modificar nada, não se pode inovar em nada, nem nas normas da Igreja, nem nas nomeações", explicou Dr. Hernán Olano, renomado especialista colombiano em Direito Canônico.
Cargos especiais durante a Sede Vacante
Os cargos nos Dicastérios da Cúria Romana cessam com o final do pontificado e só alguns Cardeais mantêm cargos especiais durante a Sede Vacante. "A Sede Vacante é o que se inicia com o falecimento ou renúncia do Pontífice (que também está prevista nas normas) até o momento da proclamação", explicou Dr. Olano. "Na transição anterior (depois da morte do Beato João Paulo II) transcorreram 17 dias".
A administração dos bens temporais da Igreja está nas mãos do Cardeal Camerlengo, que é encarregado de destruir o Anel do Pescador e os selos papais a fim de que não seja expedido nenhum documento em nome do Pontífice anterior. Os aposentos papais são selados enquanto transcorre a eleição. O Camerlengo dirige as tarefas cotidianas do Palácio Apostólico, Palácio Lateranense e Castel Gandolfo. Na presente Sede Vacante, o Camerlengo é o Cardeal Tarcisio Bertone, nomeado nesta função por Sua Santidade Bento XVI em 2007.
Para explicá-lo em termos mais familiares ao direito de outros estados, o Camerlengo poderia assemelhar-se a um "ministro delegado com funções presidenciais", explicou o especialista." "Nunca é contado entre os Papas, da mesma forma como um ministro delegado não é contado como um ex-presidente. Não fica relatado como um Pontífice". Segundo Dr. Olano, o Cardeal Camerlengo deve pedir balanços e informações sobre o estado patrimonial e econômico das administrações dependentes da Santa Sé e submeter esta informação ao Colégio Cardinalício.
O segundo cargo é o do Decano do Colégio dos Cardeais, que deve fazer a convocatória oficial dos Cardeais que são notificados sobre a morte ou a renúncia do Papa e lhes é pedido que se dirijam a Roma para a eleição do seu sucessor. Esta convocatória realizou-se no primeiro dia da Sede Vacante, 01 de março, pelo Cardeal Decano Angelo Sodano, eleito neste cargo em 2005 para substituir Bento XVI, depois de sua eleição papal. O Cardeal Decano também tem como função perguntar ao Papa eleito se aceita esta responsabilidade. Como o Cardeal Sodano não pode estar no Conclave devido a sua idade, esta última tarefa será cumprida pelo Cardeal Giovanni Battista Re.
O terceiro Cardeal que permanece ocupando um cargo é o Penitenciário Apostólico, que neste caso é o Cardeal Manuel Monteiro de Castro. Sua função se mantém para garantir que o perdão dos pecadores esteja disponível a todo momento, em caso de penas reservadas à Santa Sé. Em caso de necessidade, o Penitenciário Apostólico poderia receber mensagens com este fim durante o isolamento prescrito para o Conclave.
Outros cargos menos relevantes que se mantêm são os do Cardeal Vigário da Diocese de Roma, o Cardeal Arcipreste da Basílica Vaticana e o Vigário Geral para a Cidade do Vaticano.
(Sonia Maria Trujillo )
 
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Conclave e sua história

O Conclave e sua história
 
 Cidade do Vaticano -
 
O Dr. Ambrogio Piazzoni, vice-prefeito da Biblioteca do Vaticano, autor de vários livros, incluindo História das eleições papais (Piemme 2005) expôs quais são os procedimentos para o Conclave nos dias de hoje.
Papal-Conclave.jpg
Piazzoni explicou que as regras seguidas pela Igreja para a escolha de um novo pontífice foram sendo construídas ao longo de 1200 anos, sendo que durante esse período os sucessores de Pedro eram eleitos das mais diversas formas.
No início da Igreja os Papas eram escolhidos pelas comunidades cristãs e pelos habitantes de Roma. Por volta do século X, as autoridades civis começaram a ter grande influência na eleição do novo Pontífice.
"Imaginem que reis e imperadores tinham o direito de apresentar ou vetar os candidatos ao Pontificado", ressaltou o vice-prefeito da Biblioteca do Vaticano. Esse foi o famoso período conhecido como luta das investiduras, quando vários antipapas surgiram se antepondo ao verdadeiro pontífice.
Devido ao grande peso do poder político na eleição do sucessor de Pedro, foi feita uma reforma que estabeleceu que o eleitorado fosse composto somente de Cardeais.
O Papa Nicolau II, definiu em sua bula "In Nomine Domini" que somente Cardeais-Bispos poderiam participar da eleição.
Alessandro III em 1179 estendeu a eleição a todos os Cardeais, sendo que o eleito deveria ter no mínimo dois terços dos votos, essa última condição é válida em nossos dias.
Somente em 1274 a Igreja teve o primeiro Conclave oficialmente reconhecido. O Papa Gregório X, através da constituição apostólica "Ubi periculum", estabeleceu que os Cardeais eleitores deveriam reunir-se em uma sala do palácio do falecido pontífice, dez dias após a constatação de sua morte, e ali permanecerem isolados.
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Caso o Papa não tivesse sido eleito após três dias desde o início do Conclave, a refeição dos Cardeais era reduzida para apenas uma opção da lista de alimentos, e se após cinco dias a dúvida sobre quem seria o novo Pontífice persistisse, a comida era reduzida a pão, água e vinho. Isso era feito afim de evitar que o período de Sé Vacante se prolongasse, como ocorreu uma vez em Viterbo, quando a reunião durou 33 meses.
Diante das várias tentativas para se modificar as regras que regiam a eleição de um Papa, Gregório XVI (1621-1623) publicou duas Constituições, nas quais enfatizava o Conclave, o Claustro, a maioria de dois terços e o voto secreto, pois até então os votos eram manifestados de modo aberto.
Os soberanos católicos tinham o poder de vetar alguns Cardeais indesejados. Isso ocorreu até o ano de 1904, quando o Papa São Pio X, através da Constituição "Commissum nobis", aboliu o direito de veto das nações católicas.
Em 1970, o Papa Paulo VI definiu que os Cardeais que tinham o direito de votar e de participar do Conclave deveriam ser somente os que ainda não tinham completado oitenta anos de idade. Além disso, o pontífice também estabeleceu que o número máximo de Cardeais eleitores era de 120. Ambas determinações são seguidas atualmente.
O Papa João Paulo II publicou em 1996 o documento "Universi dominici gregis", através desse escrito, o pontífice estabeleceu o local para a clausura dos Cardeais (a Domus Sanctae Marthae), eliminou a possibilidade de eleição por aclamação e por comprometimento (em desuso há vários séculos) e ainda criou uma função espiritual para os Cardeais que completaram 80 anos. Eles podem participar das fases preliminares da eleição e conduzem as orações da Igreja universal.
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Antes de efetivar sua renúncia o Papa Bento XVI escreveu um documento modificando alguns trechos do decreto de João Paulo II. Dentre as principais modificações estão a possibilidade de adiantamento ou atrasamento do Conclave, dependendo unicamente da presença de todos os Cardeais eleitores no Vaticano. (EPC)

Fonte: gaudiumpress.org