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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PAPA FRANCISCO SE DESPEDE DA AFRICA

Papa encerra viagem à África com grande missa em Bangui

Francisco pediu à República Centro-Africana que trabalhe pela paz.
Papa visitou também nos seis últimos dias Quênia e Uganda.

Da EFE

 
Papa Francisco já dentro de avião que o levará de volta a Roma (Foto: Daniel Dal Zennaro / Reuters)Papa Francisco já dentro de avião que o levará de volta a Roma (Foto: Daniel Dal Zennaro / Reuters)
 
O papa Francisco celebrou nesta segunda-feira (30) uma grande missa no estádio de Bangui, capital da República Centro-Africana, para encerrar sua primeira visita à África, uma cerimônia na qual pediu que os cidadãos do país se perdoem mutuamente e trabalhem juntos pela paz.
O pontífice, que nos seis últimos dias também visitou Quênia e Uganda, voltou a se encontrar com uma grande multidão de fiéis na cerimônia realizada no complexo de Barthélémy Boganda.

Papa Francisco chega a estádio em Bangui em papamóvel cercado por seguranças (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)Papa Francisco chega a estádio em Bangui em papamóvel cercado por seguranças (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)
 
A última missa celebrada pelo papa antes de partir de volta ao Vaticano foi recheada, como nas outras realizadas na viagem africana, de danças e cânticos dos fiéis. O papa reiterou a mensagem central de sua visita à África: "dialogar com quem é diferente".
"É preciso perdoar quem nos prejudicou, nos comprometer a construir uma sociedade mais justa e fraterna, na qual ninguém se sinta abandonado", afirmou o papa Francisco.
"Vocês, queridos centro-africanos, devem olhar, sobretudo, ao futuro e, apoiando-se no caminho já percorrido, decidir com determinação a inaugurar uma nova etapa na história cristã do seu país, rumo a novos horizontes", acrescentou o pontífice.

Papa Francisco durante missa em Bangui (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)Papa Francisco durante missa em Bangui (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)
 
Francisco chegou por volta das 9h15 locais (6h15 em Brasília) a um estádio lotado com 30 mil pessoas, usando um papamóvel aberto e mais rudimentar do que em outras ocasiões, mas protegido por um grande número de guarda-costas e seguranças.
Curiosamente, o último grande ato realizado no local foi um comício do ex-presidente François Bozizé dias antes do golpe de Estado dos rebeldes Séléka, do norte muçulmano, em março de 2013.
A ascensão dos insurgentes provocou uma espiral de violência contra as comunidades e milícias civis cristãs, religião majoritária no país.
O papa foi recebido pela presidente do governo de transição, Catherine Samba-Panza, na tribuna de autoridades. Ao contrário do que ocorreu no Quênia e em Uganda, não houve "selfies". Os centro-africanos, que estão entre os mais pobres do continente, se conformaram em agitar bandeiras e aplaudir Francisco.
A primeira viagem do papa à África teve seis dias de fervor católico e mensagens focadas na paz e no respeito ao meio ambiente.

Fonte: G1

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa Francisco na Missa final da sua peregrinação à Terra Santa

No Cenáculo de Jerusalém nasceu a Igreja e daí "saiu": Papa Francisco na Missa final da sua peregrinação à Terra Santa




Naquele que constituía praticamente o último número do carregadíssimo programa deste terceiro e último dia da sua peregrinação à Terra Santa, Papa Francisco presidiu esta tarde à Missa no Cenáculo, local que evoca a Última Ceia de Jesus, e afirmou que ali “nasceu a Igreja”:

“Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em saída. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração”, disse na homilia que pronunciou diante dos patriarcas orientais, bispos e outros responsáveis católicos da Terra Santa.
A viagem do Papa levou a Israel o patriarca dos maronitas (Líbano), cardeal Bechara Rai, o que aconteceu pela primeira vez desde 1948. A celebração não contou com a presença de outros fiéis, dada a exiguidade do espaço.

“O Senhor concede-nos um grande dom, ao reunir-nos aqui no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos”, declarou Francisco.

“O grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito”, acrescentou. O Cenáculo, realçou o Papa, recorda a todos os católicos o “serviço, “a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz”.

“Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado”, afirmou.

Este local evoca também, lembrou o Papa Francisco, a “traição” da Última Ceia: “Reproduzir na vida estas atitudes não sucede só aos outros, mas pode acontecer a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus”.

Finalmente, disse, o Cenáculo recorda “o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado”, para a qual “estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua”.

No final da celebração, o padre Pierbattista Pizzaballa, custódio da Terra Santa, dirigiu uma saudação ao Papa, agradecendo o seu testemunho de “paz e unidade”.

Francisco seguiu depois para um um heliporto, em Jerusalém, para regressar ao aeroporto de Telavive, de onde, após a cerimónia de despedida, toma o avião para Roma, aonde a chegada está prevista para as 23 horas locais.

Amados Irmãos!
Um grande dom nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos. Aqui nasceu a Igreja, e nasceu em saída. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.
Jesus ressuscitado, enviado pelo Pai, no Cenáculo comunicou aos Apóstolos o seu próprio Espírito e, com esta força, enviou-os a renovar a face da terra (cf. Sal 104, 30).
Sair, partir, não quer dizer esquecer. A Igreja em saída guarda a memória daquilo que aconteceu aqui; o Espírito Paráclito recorda-lhe cada palavra, cada gesto, e revela o seu significado.
O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado.
O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas..., oferecer tudo em sacrifício espiritual.
O Cenáculo recorda-nos a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus.
O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.
Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.
O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz entre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande... Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.
Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida. Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos céus.
Este é o horizonte do Cenáculo: o horizonte do Ressuscitado e da Igreja.
Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra (cf. Sal 104, 30)!



Fonte: RV

domingo, 25 de maio de 2014

Missa na Praça da Manjedoura

Missa na Praça da Manjedoura: apelo em defesa das crianças




Belém (RV) – O momento alto das atividades do Papa, na manhã deste domingo, segundo dia da sua Viagem Apostólica à Terra Santa, foia celebração Eucarísitca na Praça da Manjedoura.

De fato, depois do encontro com as Autoridades Palestinas, no Palácio Presidencial de Belém, o Santo Padre se deslocou, em papamóvel, para a Praça da Manjedoura, também conhecida como “Praça do Berço”, onde era aguardado por uma grande multidão de fiéis e pela Prefeita católica da cidade, Vera Baboun.

No caminho rumo a Belém, saindo do protocolo, o Papa desceu do papamóvel e se aproximou do muro, que divide Belém de Israel, onde encostou a cabeça e se deteve, por alguns minutos, em oração.

Ao chegar à Praça da Manjedoura, entre aplausos e gritos de “viva o Papa”, o Pontífice presidiu à celebração Eucarística, da qual participou, entre as muitas autoridades civis e religiosas, o Presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Em sua homilia, o Santo Padre partiu da citação evangélica: “Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Comentando este versículo de Lucas (2,12), o Papa Francisco exclamou:

“Que grande graça celebrar a Eucaristia neste lugar, onde Jesus nasceu! Agradeço a Deus e a vocês, que me acolhem nesta minha peregrinação; agradeço ao Presidente Mahmoud Abbas e demais autoridades, ao Patriarca Fouad Twal, os outros Bispos e Ordinários da Terra Santa, os sacerdotes, as pessoas consagradas e aos que trabalham para manter vivas a fé, a esperança e a caridade nestes territórios; agradeço ainda as delegações de fiéis, vindas de Gaza e da Galileia, e os imigrantes da Ásia e da África. Obrigado a todos pela presença!

Após a sua saudação, o Bispo de Roma fez uma reflexão sobre o Menino Jesus, nascido em Belém, sinal enviado por Deus para quem esperava a salvação; ele permanece sempre o sinal da ternura de Deus e da sua presença no mundo. E o Papa continuou:

“Também hoje as crianças são um sinal: sinal de esperança, sinal de vida, mas, sobretudo, sinal de ‘diagnóstico’ para se compreender o estado de saúde de uma família, de uma sociedade, do mundo inteiro. Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano”.

Também para nós, homens e mulheres do século XXI, explicou o Pontífice, isto representa um sinal para procurar o Menino. O Menino de Belém é frágil, como todos os recém-nascidos. Ele não sabe falar! No entanto, é a Palavra que se fez carne e veio mudar o coração e a vida dos homens. Aquele Menino, como qualquer criança, é frágil e, como tal, precisa ser ajudado e protegido. Sobretudo, hoje, as crianças devem ser acolhidas e defendidas, desde o ventre materno.

Infelizmente, neste nosso mundo, que desenvolveu tecnologias tão sofisticadas, recordou o Papa, há tantas crianças que vivem em condições desumanas, à margem da sociedade, nas periferias das grandes cidades ou nas zonas rurais; crianças exploradas, maltratadas, escravizadas, vítimas de violência e de tráficos ilícitos; crianças exiladas, refugiadas e, por vezes, anegadas nos mares, sobretudo no Mediterrâneo. Tudo isso deve causar-nos vergonha diante Menino-Deus.

Aqui, o Papa perguntou: “Quem somos nós diante do Menino Jesus? Quem somos nós diante das crianças de hoje? Somos como Maria e José, que acolheram Jesus e cuidaram dele, com amor maternal e paternal? Ou somos como Herodes, que o quis eliminar? Somos como os pastores, que vieram adorá-lo e trazer-lhe presentes? Ou ficamos indiferentes, limitando-nos a ser pessoas que exploram as crianças pobres para fins de lucro? Somos capazes de permanecer com elas, ouvi-las, defendê-las e rezar por elas e com elas?

Hoje, disse ainda o Santo Padre, tantas crianças choram, por fome e frio, por doença e falta de remédios e de carinho. Neste mundo, onde se proclama a tutela dos menores, as armas acabam nas mãos de crianças-soldado; os menores se tornam trabalhadores e escravos. Quantas Raquéis, hoje, também choram por seus filhos. Será que este pranto não nos interpela?

O Papa Francisco concluiu sua homilia exortando os fiéis a meditarem sobre esta frase evangélica: “Isto vos servirá de sinal”. Desta profunda reflexão, pode brotar um novo estilo de vida, onde as relações deixam de ser conflito, opressão ou consumismo, para se tornarem relações de fraternidade, de perdão, de reconciliação, de partilha e de amor. (MT)


Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 24 de maio de 2014

O Espírito Santo cure as feridas dos erros, incompreensões e controvérsias

O Espírito Santo cure as feridas dos erros, incompreensões e controvérsias - Papa Francisco na Missa em Amã, primeira etapa da sua peregrinação




 

Decorreu no Estádio Internacional de Amã, com a participação calorosa e devota de dezenas de milhares de fiéis, a Missa presidida pelo Papa Francisco. Uma Missa com cânticos em árabe e em que fizeram a sua primeira Comunhão nada menos de mil e quatrocentas crianças (foto).

Numa homilia centrada no Espírito Santo de que fala o Evangelho deste domingo, o Papa referiu três ações realizadas pelo Espírito: prepara, unge e envia. A concluir convidou a pedir ao Espírito Santo "que prepare os nossos corações para o encontro com os irmãos independentemente das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; que unja todo o nosso ser com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; que nos envie, com humildade e mansidão, pelas sendas desafiadoras mas fecundas da busca da paz."
**

Um abraço no espírito de paz entre irmãos com o mesmo sangue e membros do género humano. A homilia do Papa no Estádio Internacional de Amã, na Jordânia, esta tarde, na presença de uns 30 mil fiéis, foi sobretudo isto: incentivar à paz e à harmonia na região.

Dessa localidade perto do Rio Jordão, onde Jesus foi baptizado, recebendo sobre si o Espírito Santo, o Papa centrou as suas palavras nas três acções que o Espírito Santo realiza em Jesus e sobre nós: preparar, ungir, enviar. Missão do Espírito Santo é de facto gerar harmonia e agir para a paz nos diferentes contextos e entre pessoas diferentes – disse o Papa, recordando que a diversidade é uma riqueza:

“A diversidade de pessoas e de pensamento não deve provocar recusa e obstáculos, porque a variedade é sempre enriquecimento. Portanto, hoje, invoquemos com coração ardente o Espírito Santo, pedindo-lhe para preparar o caminho da paz e da unidade”.

O Espírito Santo unge – prosseguiu o Papa dizendo que ungiu a Jesus e ungiu os discípulos para que assumissem os sentimentos de Jesus e actuassem a favor da paz e da comunhão. Assim també unge-nos a nós para que sejamos capazes de amar os irmãos como Deus nos ama.

“Por isso, é necessário realizar gestos de humildade, de fraternidade, de perdão, de reconciliação. Estes gestos são premissa e condição para uma paz verdadeira, sólida duradoura.”

Peçamos ao Pai para nos ungir, para que como seus filhos possamos sentir-nos irmãos e assim “afastar de nós os rancores e divisões e nos podermos amar fraternalmente” – disse o Papa passando ao terceiro aspecto da missão do Espírito Santo: enviar. Jesus foi enviado pelo Pai cheio de Espírito Santo e “nós também somos enviados como mensageiros e testemunhos de paz”. E acrescentou, improvisando:

“Quanta necessidade tem o mundo de nós como mensageiros de paz, como testemunhos de paz! É uma necessidade que o mundo tem. Também o mundo pede-nos para fazermos isto: levar a paz, dar testemunho de paz!”

O Papa Francisco recordou ainda que a paz não se compra, não está à venda. “É um dom a ser procurado pacientemente e a ser construído artesanalmente mediante pequenos gestos que envolvem a nossa vida quotidiana” .

“O caminho para a paz só se consolida se reconhecermos que todos temos o mesmo sangue e fazemos parte do género humano; se não esquecermos que temos um único Pai no Céu (…)" –

Palavras do Papa que continuou dizendo abraçar todos neste espírito. E referiu explicitamente os numerosos refugiados cristãos provenientes da Palestina, Síria e Iraque, dizendo-lhes:

“Levai às vossas famílias e comunidades a minha saudação e a minha proximidade.”

O Papa concluiu a sua homilia referindo-se mais uma vez ao rio Jordão, onde o Espírito Santo desceu sobre Jesus, preparando-o para libertar o mundo do pecado.

“A Ele pedimos para preparar os nossos corações ao encontro com os irmãos para além das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; par ungir todo o nosso ser com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; a graça de nos enviar com humildade e mansidão pelos caminhos difíceis, mas fecundos da procura da paz. Amém!”.



domingo, 28 de julho de 2013

JMJ - no final da Missa, Papa Francisco anuncia: Cracóvia, na Polónia, a próxima JMJ

Terá lugar em Cracóvia, na Polónia, a próxima JMJ: anunciou-o o Papa, no final da Missa em Copacabana



Terá lugar em Cracóvia, na Polónia, em 2016, a próxima Jornada Mundial da Juventude: anunciou o Papa Francisco, no final da Missa conclusiva do Encontro Mundial do Rio de Janeiro, neste domingo de manhã (era já a tarde na Europa e na África), com uma multidão calculada em três milhões de jovens, dispostos ao longo da baía de Copacabana.
Antes deste anúncio, o Papa agradeceu aos jovens a sua intensa participação neste Encontro Mundial. Antes ainda, o cardeal Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, que - muito aplaudido - evocou o Papa Bento XVI, que tinha convocado esta JMJ do Rio, e o Beato João Paulo II, idealizador destes Encontros Mundiais.

No momento da apresentação das ofertas, subiram ao altar (foto) os pais de um bebé que nasceu anencéfala (privada de cérebro). O Papa acolheu-os e tomou nos seus braços o bebé, beijando-o. Papa Francisco tinha encontrado esta família, sábado de manhã, ao sair da catedral. Os pais informaram-no que se recusaram a abortar, embora a lei o permitisse neste caso tão raro.

Na alocução inicial de saudação ao Papa, D. Orani Tempesta, arcebispo de Rio de Janeiro, anunciou uma decisão tomada pelo presidente da Câmara da cidade: a área rural de Guaratiba, 50 Km ao norte do Rio, que tinha sido preparadas pelas autoridades para que aí tivesse lugar a Vigília de sábado e esta Missa dominical e onde foi instalada uma grande cruz de ferro forjado, de 33 metros de altura, será agora destinada à construção de casas populares para alojar umas 20 mil pessoas.


O Santo Padre deverá chegar a Roma, nesta segunda-feira, 29, ao fim da manhã, após um voo de 11 horas e meia. A partida do Rio de Janeiro terá lugar às 19 horas (meia-noite, em Roma). Antes ainda, de tarde, o Papa teve dois encontros, na casa onde esteve alojado nesta visita: um com o Comité Central do Coordenação do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano) e outro com os voluntários que colaboraram nestas JMJ.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

JMJ - Papa Francisco participa da Festa da Acolhida

Papa Francisco participa da Festa da Acolhida na Praia de Copacabana



Rio de Janeiro (RV) – Na noite desta quinta-feira o Papa Francisco realizou seu primeiro encontro oficial com os jovens, na Festa de Acolhida, na Praia de Copacabana. Antes de chegar ao palco montado na praia, Francisco percorreu de Papamóvel a Av. Atlântica, tomada por milhares de pessoas. No percurso, o Papa beijou e abençoou crianças, trocou seu solidéu ao receber outro de um dos presentes, mandou beijos para a multidão e tomou chimarrão.

O Papa subiu no palco passados poucos minutos das 18 horas. O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta fez uma breve saudação, convidando-o, assim como a todos os presentes, a fazer um passeio pela cidade do Rio de Janeiro, através de músicas e imagens projetadas no enorme painel atrás do palco. Após, em grupos, jovens portando bandeiras dos países presentes na JMJ Rio 2013 subiram ao palco, saudando o Santo Padre.

Francisco saudou os jovens e após apresentações artísticas, o Papa fez o seguinte pronunciamento:

“«É bom estarmos aqui!»: exclamou Pedro, depois de ter visto o Senhor Jesus transfigurado, revestido de glória. Queremos também nós repetir estas palavras? Penso que sim, porque para todos nós, hoje, é bom estar aqui juntos unidos em torno de Jesus! É Ele que nos acolhe e se faz presente em meio a nós, aqui no Rio. Mas, no Evangelho, escutamos também as palavras de Deus Pai: «Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-O!» (Lc 9, 35). Então, se por um lado é Jesus quem nos acolhe, por outro também nós devemos acolhê-lo, ficar à escuta da sua palavra, pois é justamente acolhendo a Jesus Cristo, Palavra encarnada, que o Espírito Santo nos transforma, ilumina o caminho do futuro e faz crescer em nós as asas da esperança para caminharmos com alegria (cf. Carta enc. Lumen fidei, 7).

Mas o que podemos fazer? «Bote fé». A cruz da Jornada Mundial da Juventude peregrinou através do Brasil inteiro com este apelo. «Bote fé»: o que significa? Quando se prepara um bom prato e vê que falta o sal, você então "bota" o sal; falta o azeite, então «bota» o azeite... «Botar», ou seja, colocar, derramar. É assim também na nossa vida, queridos jovens: se queremos que ela tenha realmente sentido e plenitude, como vocês mesmos desejam e merecem, digo a cada um e a cada uma de vocês: «bote fé» e a vida terá um sabor novo, terá uma bússola que indica a direção; «bote esperança» e todos os seus dias serão iluminados e o seu horizonte já não será escuro, mas luminoso; «bote amor» e a sua existência será como uma casa construída sobre a rocha, o seu caminho será alegre, porque encontrará muitos amigos que caminham com você. «Bote fé», «bote esperança», «bote amor»!

Mas quem pode nos dar tudo isso? No Evangelho, escutamos a resposta: Cristo. «Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-O»! Jesus é Aquele que nos traz a Deus e que nos leva a Deus; com Ele toda a nossa vida se transforma, se renova e nós podemos olhar a realidade com novos olhos, «a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos» (Carta enc. Lumen fidei, 18). Por isso, hoje, lhes digo com força: «Bote Cristo» na sua vida, e você encontrará um amigo em quem sempre confiar; «bote Cristo», e você verá crescer as asas da esperança para percorrer com alegria o caminho do futuro; «bote Cristo» e a sua vida ficará cheia do seu amor, será uma vida fecunda.

Hoje, queria que nos perguntássemos com sinceridade: em quem depositamos a nossa confiança? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus? Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder. Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas, no fim de contas, são eles que nos possuem e nos levam a querer ter sempre mais, a nunca estar saciados. «Bote Cristo» na sua vida, deposite n’Ele a sua confiança e você nunca se decepcionará! Vejam, queridos amigos, a fé realiza na nossa vida uma revolução que podíamos chamar copernicana, porque nos tira do centro e o restitui a Deus; a fé nos imerge no seu amor que nos dá segurança, força, esperança. Aparentemente não muda nada, mas, no mais íntimo de nós mesmos, tudo muda. No nosso coração, habita a paz, a mansidão, a ternura, a coragem, a serenidade e a alegria, que são os frutos do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22) e a nossa existência se transforma, o nosso modo de pensar e agir se renova, torna-se o modo de pensar e de agir de Jesus, de Deus. No Ano da Fé, esta Jornada Mundial da Juventude é justamente um dom que nos é oferecido para ficarmos ainda mais perto de Jesus, para ser seus discípulos e seus missionários, para deixar que Ele renove a nossa vida.

Querido jovem: «bote Cristo» na sua vida. Nestes dias, Ele lhe espera na Palavra; escute-O com atenção e o seu coração será inflamado pela sua presença; «Bote Cristo: Ele lhe acolhe no Sacramento do perdão, para curar, com a sua misericórdia, as feridas do pecado. Não tenham medo de pedir perdão a Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama. Deus é pura misericórdia! «Bote Cristo: Ele lhe espera no encontro com a sua Carne na Eucaristia, Sacramento da sua presença, do seu sacrifício de amor, e na humanidade de tantos jovens que vão lhe enriquecer com a sua amizade, lhe encorajar com o seu testemunho de fé, lhe ensinar a linguagem da caridade, da bondade, do serviço. Você também, querido jovem, pode ser uma testemunha jubilosa do seu amor, uma testemunha corajosa do seu Evangelho para levar a este nosso mundo um pouco de luz.

«É bom estarmos aqui», botando Cristo na nossa vida, botando a fé, a esperança, o amor que Ele nos dá. Queridos amigos, nesta celebração acolhemos a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com Maria, queremos ser discípulos e missionários. Como Ela, queremos dizer «sim» a Deus. Peçamos ao seu coração de mãe que interceda por nós, para que os nossos corações estejam disponíveis para amar a Jesus e fazê-lo amar. Ele está esperando por nós e conta conosco! Amém”.

Fonte: Rádio Vaticano

JMJ - Vigília e Missa da JMJ são transferidas para Copacabana

Vigília e Missa da JMJ são transferidas para Copacabana: chuvas inviabilizam Guaratiba



 
Rio de Janeiro (RV) - A Vigília de oração na noite de sábado, e a Missa do domingo, ponto alto da JMJ, foram transferidas para Copacabana. Efetivamente, a área de Guaratiba predisposta para os dois grandes eventos tornou-se inviável em decorrência do mau tempo.

O que já de há alguns dias se temia no Rio de Janeiro foi confirmado pelo Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude: a Vigília e a Missa conclusiva da JMJ não se realizarão na esplanada de Guaratiba, Zona Oeste do Rio.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira devido à chuva contínua que tem caído abundantemente nestes dias no Rio de Janeiro, alagando a área campestre pronta para acolher o último ato da JMJ, que havia sido batizada com o nome de "Campus Fidei".

Os primeiros sinais de uma possível mudança haviam sido dados já na semana passada quando a chuva fez com que parte da esplanada se transformasse num mar de lama. Os organizadores esperavam que o melhoramento do tempo enxugasse o terreno, mas as chuvas contínuas destes dias inviabilizaram o local.

A área de Guaratiba podia acolher mais de 2 milhões de jovens. Teatro de grandes eventos, a praia de Copacabana já acolheu terça-feira passada a Missa de abertura oficial da JMJ – presidida pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta –, lugar também nesta quinta-feira à noite da Festa de acolhimento do Papa Francisco e, na sexta-feira, da Via-Sacra.

O Rio, que deveria esvaziar-se com a Vigília e a Missa em Guaratiba, não parece desiludido com a mudança e se diz pronto para acolher todos os jovens presentes na Cidade Maravilhosa. (RL)

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 24 de julho de 2013

JMJ - objetivo da visita do papa Francisco ao Santuário de Aparecida


Juntar as peças de uma fé perdida

Este é o objetivo da visita do papa Francisco ao Santuário de Aparecida


Rio de Janeiro,

O papa Francisco quis complementar a sua viagem apostólica ao Brasil com uma visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.  
Trata-se de uma valorização da reunião profética e programática do episcopado latino em 2007, mas, principalmente, de mais uma demonstração da devoção mariana convicta que vem acompanhando as longas e ágeis passadas do papa Bergoglio. Já no dia seguinte à sua eleição, ele surpreendeu e foi aplaudido pelo gesto de piedade mariana que o levou como peregrino à basílica de Santa Maria Maior.
O papa repete o gesto na véspera da Jornada Mundial da Juventude. Ele quer confiar à intercessão da Virgem Maria o sucesso espiritual do evento e todos os seus participantes.
No santuário de Nossa Senhora Aparecida, Maria é venerada através da imagem da Imaculada Conceição, representada grávida, tal como Nossa Senhora de Guadalupe. Não se trata apenas de uma homenagem à virgindade de Maria, mas também à atitude dela para com todo o povo das Américas: ela se apresenta como Esposa.
Se considerarmos a história da cristianização do continente americano, perceberemos que foi basicamente um “conúbio”, influenciado pela função materna de Nossa Senhora. Não estamos aludindo aqui às muitas formas de sincretismo religioso que identificam Maria com os antigos deuses, símbolos da fertilidade feminina. Remontamos, mais precisamente, a um acontecimento histórico, ao fato de que a evangelização das Américas gerou, inclusive em sentido físico, a maioria dos cristãos.
O papa visitará o local em que aconteceu esse “conúbio”, com seu olhar voltado especialmente para o futuro, graças aos jovens.
É pela alta porcentagem de pessoas com menos de 30 anos de idade que a América do Sul é chamada de "Continente da Esperança". Embora preserve a primazia mundial no número absoluto de católicos batizados, o Brasil sofreu nas últimas décadas um proselitismo agressivo das seitas evangélicas, que criaram uma transumância religiosa significativa. As estatísticas mais recentes dizem que muitos batizados já não se consideram católicos, mas, depois de verem descumpridas as promessas de saúde e prosperidade ventiladas pelos artifícios retóricos das seitas protestantes, muitos voltam para a Igreja católica, testemunhando que o que mais lhes faltou quando estiveram fora do catolicismo foi precisamente a presença da Virgem Maria.
A história de Nossa Senhora Aparecida, que é representada por uma imagem de terracota adornada com uma coroa de ouro e um manto azul, começa com a passagem de Pedro Almeida, governador da capitania de São Paulo, pela cidade de Guaratinguetá.
Os moradores queriam homenageá-lo com um banquete luxuoso. Embora não fosse época de pesca farta, homens generosos se lançaram ao rio Paraíba em busca de peixes.
Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso rezaram a Maria pedindo uma pesca frutífera para homenagear o ilustre visitante. Sem pegarem nada, porém, eles foram acompanhando o curso do rio até o porto de Itaguaçu. Iam finalmente desistir quando João Alves lançou a rede pela última vez e, no lugar dos peixes, pescou uma estátua da Imaculada, sem a cabeça. Ao relançar as redes, grande surpresa: ele recuperou de primeira a cabeça da mesma estátua. Logo a seguir, pescaram tanto que quase afundaram.
Este é o primeiro milagre atribuído a Nossa Senhora Aparecida, cujo nome deriva do próprio fato de ter “aparecido” nas águas.
Aquela descoberta e a pesca milagrosa se espalharam rápido pela região, atraindo multidões em busca de graças. Na casa do próprio Felipe Pedroso foi improvisado um oratório público, mas a grande afluência os obrigou a construir uma capela. Em 1834, a atual “basílica velha” começou a ser levantada, ficando pronta apenas em 1888.
Dentre os primeiros milagres acontecidos por intermédio da devoção a Nossa Senhora de Aparecida, que foram reconhecidos pelas autoridades eclesiásticas, os mais importantes são:
- o apagar-se e reacender-se, repetidas vezes, das velas que iluminavam a imagem de Maria;
- o romper-se dos grilhões do escravo Zacarias, que pedira ao seu “dono” autorização para rezar diante da imagem;
- a recuperação da visão de uma menina cega, que, ao se aproximar de Aparecida, gritou para a mãe: “Que linda aquela igreja!”.
Maria, como proclama o documento final da conferência de Aparecida, é a grande missionária que continua a missão do Filho e que forma todos os outros missionários.
A proposta dos padres sinodais em Aparecida, que teve no então cardeal Jorge Bergoglio um ativo interlocutor, foi a visão mariana de uma Igreja Mãe a exemplo da Virgem Maria, e não apenas de uma instituição burocrática.
O projeto de uma Igreja modelado a partir do exemplo de Maria, como "casa e escola de comunhão", é, sem dúvida, o que Francisco procurará realizar através dos jovens, ricos em vitalidade e generosidade, mas muitas vezes incompreendidos e abandonados à sua própria sorte.

Fonte: Zenit.org

JMJ - Papa Francisco celebra sua primeira missa

Papa muda rotina de Aparecida e mobiliza 5 mil homens em segurança

Pontífice chega ao interior de SP nesta manhã e celebrar missa em Basílica.
Câmeras monitoram cidade; trajeto do papamóvel foi cercado com grades.

Pontífice chega a Aparecida, SP, nesta manhã e rezará missa em Basílica.

Papa Francisco no Palácio da Guanabara (Foto: Alexandre Durão/G1)Papa vai fazer escala em São José dos Campos, segundo a Aeronáutica. (Foto: Alexandre Durão/G1)

Avião da Força Aérea Brasileira com o pontífice deve descer no DCTA.
Chegada ao Santuário de Aparecida deve sofrer atraso de meia hora.


A Aeronáutica confirmou nesta terça-feira (23) que o Papa Francisco vai fazer uma escala em São José dos Campos, no interior de São Paulo, antes de chegar ao Santuário Nacional de Aparecida nesta quarta-feira (24).

O pontífice vai decolar às 8h45 da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, em uma aeronave VC-2 (Embraer 190) da Força Aérea Brasileira (FAB) e deve chegar no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) por volta das 9h15. O expediente no DCTA está suspenso nesta quarta-feira.

Ao desembarcar em São José dos Campos, o Papa deve se dirigir a um helicóptero H-34 Super Puma, também da FAB, e seguir rumo a Aparecida. A previsão de chegada do pontífice na Basílica é às 10h, um atraso de meia hora em relação ao cronograma oficial divulgado pela Arquidiocese de Aparecida nesta segunda-feira (22).
De acordo com a Secretaria Especial de Grandes Eventos, responsável pela organização da visita do Papa no Brasil, existe a possibilidade que o pontífice vá por meio terrestre caso as condições meteorológicas não sejam favoráveis.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que terá um representante acompanhando o desembarque em São José dos Campos para poder tomar as medidas necessárias, caso a Via Dutra precise ser utilizada pela comitiva papal para chegar até Aparecida.

Fonte: G1

terça-feira, 23 de julho de 2013

JMJ - Abertura oficial

Aberta oficialmente a JMJ RIO 2013



Rio de Janeiro (RV) – A Jornada Mundial da Juventude, Rio 2013, foi aberta oficialmente nesta terça-feira na Praia de Copacabana, numa Missa presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta. Sete Bispos auxiliares e cerca de 1.500 religiosos, entre Cardeais, Bispos e Sacerdotes acompanharam o Arcebispo na celebração. Uma mensagem do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, saudando os jovens, concluiu a celebração.

Um pouco antes do início da Celebração, foi anunciada oficialmente a Abertura da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Um belo espetáculo de luzes e cores, mas especialmente de jovens de todos os continentes presentes no palco, recebeu os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora), ao som do clássico hino Emanuel, da JMJ 2000, realizada em Roma.

A programação começou às 15h, com a acolhida de peregrinos de todo o mundo e apresentações artísticas, além de momentos de oração no palco montado na Praia de Copacabana. O “Coral Carioca JMJ”, formado por 100 músicos católicos das Paróquias da Arquidiocese do Rio, apresentou-se para o público. O Hino da JMJ também foi cantado em outros idiomas, por voluntários internacionais.

A Missa, que iniciou às 17hs50min, sob uma temperatura de 19°C, teve a Primeira Leitura feita em espanhol, o Salmo e o Evangelho em português e a Segunda Leitura em inglês. Dom Orani, após saudar os presentes, leu as intenções da missa, voltadas às diversas dificuldades e desafios vividos pelos jovens.

Na homilia, Dom Orani Tempesta recordou que “a Arquidiocese do Rio de Janeiro acolheu com responsabilidade a escolha feita pelo Papa Bento XVI, ao final da Missa de Madri em agosto de 2011”, a quem agradeceu a escolha e as orientações. Após acrescentou:

“No entanto, providencialmente, esta Jornada estava destinada a ser uma Jornada que, pela segunda vez, ao retornar à América Latina depois de 26 anos, pudesse ser o lugar de acolhida da primeira viagem apostólica do primeiro Papa latino-americano da história, o Papa Francisco, que veio para presidir este belo e importante momento da vida da Igreja nessas terras de São Sebastião. Nós o acolheremos solenemente aqui, nesse mesmo local, na próxima quinta-feira. O primeiro Papa latino-americano da história pisou como Sumo Pontífice o solo da América Latina neste Santuário Mundial da Juventude em que se transformou esta cidade nestes dias”.

Dom Orani salientou que nestes dias “o Rio se torna o centro da Igreja, viva e jovem” e que a felicidade do encontro de jovens de tantas partes do mundo “nos fortalece e nos convida a ir ao encontro dos demais jovens, a fazer-nos missionários em todas as nações. O melhor presente a darmos às outras pessoas é a presença de Cristo, que nos preenche e nos impulsiona a amar e a nos doar, sempre no diálogo fraterno”, disse o Arcebispo do Rio de Janeiro, acrescentando que “somos chamados a ser protagonistas de um mundo novo”.

Após meditar sobre as leituras propostas pela Liturgia, que remetem ao chamado de Mateus e onde somos chamados a ser apóstolos, Dom Orani observou que foi Jesus que “uniu a todos nesse cenário maravilhoso da praia que recebe este nome por causa da inicial devoção a Nossa Senhora de Copacabana, sob o Cristo Redentor com Seu abraço acolhedor”. E recordando o Ano da Fé, disse:

“O Mestre Jesus nos convida para um mergulho em águas profundas, as águas do nosso batismo. E este bonito encontro internacional está justamente no coração do Ano da fé, tempo propício para renovar nossos compromissos assumidos na comunidade cristã. Somos chamados a viver profundamente a fé nesse tempo plural e de tantos questionamentos, nessa mudança de época, mas com o entusiasmo e a coerência de quem se deixa conduzir pela ação do Espírito Santo”.

Dirigindo-se uma vez mais aos jovens, o Arcebispo do Rio disse que eles “são o presente esperançoso de uma sociedade que espera que sua crise de valores tenha uma solução. São chamados a formar uma nova geração que vive a fé e a transmite para a geração seguinte. Somos convidados a uma experiência de fé e dela sair revigorados” e recordou que “o primeiro peregrino, que já está entre nós, o Santo Padre, o Papa Francisco, se colocou conosco nesta caminhada e nos indicará caminhos durante estes dias”.

Após, exortou os jovens: “Temos muitas barreiras e injustiças para superar. Vamos construir pontes ao invés de muros e obstáculos. O mundo todo, através de vocês, presente nessa cidade precisa testemunhar a solidariedade, a partilha e a acolhida do amor de Cristo Redentor. É tempo de despertar confiança e esperança para que se transformem em atitudes para um amanhã de luz”.

Dom Orani confiou cada jovem a “Maria, de tantos nomes e invocações, e aqui no Brasil invocada com o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira principal, mas também Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora de Nazaré, foi e continua sendo a companheira e mãe de todos os jovens”.

Ao final da cerimônia, o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Stanislaw Rilko, saudou os jovens presentes nesta 28a edição da Jornada Mundial da Juventude.

Após, a cerimônia de lançamento do selo especial por ocasião da visita do Papa Francisco ao Brasil e show de bandas católicas. (JE)

Eis a íntegra da homilia de Dom Orani João Tempesta:

Queridos jovens!
Distintas autoridades eclesiásticas, civis e militares!
Todas nomeadas pelo protocolo inicial.
Amado Povo de Deus!

Estamos iniciando a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013! Sejam todos bem-vindos! Esta cidade maravilhosa tornou-se ainda mais bela com a presença de vocês! Uma grande alegria nos invade: vocês estão aqui! Vieram de todos os lugares da Terra! Durante estes dias, aqui será a casa de todos vocês! Vocês estão fazendo parte de nossa família neste belo e importante momento da história!
A todos que chegam cansados pela demora da viagem ou de caminhada: este tempo é de estar com o Senhor Jesus Cristo para viver como seu discípulo. Essa nossa experiência terá como consequência o entusiasmo missionário! Ir e fazer discípulos!
Esta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro acolheu com grande responsabilidade a escolha feita pelo Papa Bento XVI, hoje emérito, anunciada ao final da Missa em Madri em Agosto de 2011. Agradecemos a ele pela escolha e pelas orientações, pelo tema da JMJ e incentivo.
No entanto, providencialmente, esta Jornada estava destinada a ser uma Jornada que, pela segunda vez, ao retornar à América Latina depois de 26 anos, pudesse ser o lugar de acolhida da primeira viagem apostólica do primeiro Papa latino-americano da história, o Papa Francisco, que veio para presidir este belo e importante momento da vida da Igreja nessas terras de São Sebastião. Nós o acolheremos solenemente aqui, nesse mesmo local, na próxima quinta-feira. O primeiro Papa latino-americano da história pisou como Sumo Pontífice o solo da América Latina neste Santuário Mundial da Juventude em que se transformou esta cidade nestes dias.
Nesta semana, o Rio se torna o centro da Igreja, viva e jovem. Todos os caminhos para cá nos conduzem. Vocês vieram de diferentes partes do mundo para juntos partilharmos a fé e a alegria do discipulado. Essa felicidade nos fortalece e nos convida a ir ao encontro dos demais jovens, a fazer-nos missionários em todas as nações. O melhor presente a darmos às outras pessoas é a presença de Cristo, que nos preenche e nos impulsiona a amar e a nos doar, sempre no diálogo fraterno.
Aqui chegamos, também, depois de quase dois anos de peregrinação dos símbolos da JMJ pelo nosso país: a cruz da juventude e o ícone de Nossa Senhora que agora estarão presentes em nossos atos centrais. Quando esses símbolos nos foram entregues em Madri, na Espanha, em Agosto de 2011, a comoção tomou conta da juventude do nosso país que, com entusiasmo, acolheu-os em suas comunidades durante esse tempo.
Temos conosco, espalhadas pela cidade, muitas relíquias dos santos patronos e intercessores da JMJ, recordando que em todas as épocas e locais do mundo temos jovens que se santificaram. Estão conosco, também, parentes dessas pessoas que são exemplo de vida cristã e que rezam conosco pela juventude hodierna.
O entusiasmo juvenil por todos os cantos demonstram o rosto do jovem cristão, que procura unir o testemunho de uma vida autenticamente cristã com as consequências sociais do Evangelho.
Somos chamados a ser protagonistas de um mundo novo. Tenho certeza de que vocês farão isso em suas cidades e seus países. O mundo necessita de jovens como vocês!
Acabamos de ouvir o Evangelho no qual Jesus chama Mateus para o discipulado. E, ao chamá-lo, anuncia que Ele veio justamente para que os pecadores experimentem a misericórdia. Veio para nós que estamos entre os povos chamados à obediência da fé, conforme nos fala Paulo na carta aos Romanos. “Recebemos a graça da vocação para o Apostolado, nós que fomos chamados a ser discípulos de Jesus Cristo, amados de Deus e santos por vocação.
A primeira leitura, juntamente com o salmo, nos indica que a nossa resposta deve ser de prontidão, – dizendo: Eis-me aqui! Aqui estou! Fala que teu servo escuta! Pois viemos para fazer, com prazer, a vontade do Senhor (Sl 39/40).
É esta expressão bíblica que gostaríamos que estivesse nos lábios e corações de vocês hoje e sempre: Eis-nos aqui, Senhor! A exemplo de Mateus, também estamos prontos para as consequências do SIM a Deus, cheias de desafios e alegrias.
Foi a chamada d’Ele que nos uniu nesse cenário maravilhoso da praia que recebe este nome por causa da inicial devoção a Nossa Senhora de Copacabana, sob o Cristo Redentor com Seu abraço acolhedor. Este mar, a areia, a praia e a multidão fazem lembrar a vocação dos outros discípulos, além de Mateus. Esse cenário nos remete aos barcos deixados na praia por aqueles que foram chamados por Jesus para segui-lo. Hoje, também nós somos chamados para seguir a Cristo Ressuscitado.
O Mestre Jesus nos convida para um mergulho em águas profundas, as águas do nosso batismo. E este bonito encontro internacional está justamente no coração do Ano da fé, tempo propício para renovar nossos compromissos assumidos na comunidade cristã. Somos chamados a viver profundamente a fé nesse tempo plural e de tantos questionamentos, nessa mudança de época, mas com o entusiasmo e a coerência de quem se deixa conduzir pela ação do Espírito Santo.
Refletindo sobre a resposta de Mateus a Jesus, ouvimos que, quando nos levantamos para responder positivamente ao Mestre, Ele vem cear em nossa casa e transforma nossa vida. Para Samuel, na primeira leitura, o chamado parecia um sonho, mas com a ajuda de um companheiro ele conseguiu discernir que a voz era de Deus, era real. O caminho missionário exige discernimento, utopia, sonho, mas também do auxílio de alguém ao nosso lado que nos ajude a reconhecer a voz de Deus. Como Paulo, somos servos de Cristo, apóstolos por vocação e escolhidos para o evangelho de Deus!
Queridos jovens, nossa Arquidiocese sentiu-se chamada por Deus para acolher vocês. Todos nós respondemos assim como Samuel, Paulo e Mateus: Eis-nos aqui! Aqui estamos! Nossas paróquias, famílias, escolas, pastorais, associações, movimentos, grupos de serviços. As nossas casas são as vossas casas! Existe uma revolução de amor neste momento: o outro é Cristo para nós! O outro é nosso irmão! Que isso ressoe pelo mundo! Somos chamados a viver construindo um mundo de irmãos! Queremos que todos e cada um se sintam acolhidos no abraço de Cristo, que chama a todos para estarem com Ele na construção do Reino de Deus. Vamos juntos?
Cristo nos convida: venham, meus amigos! Vamos com Ele nas pegadas do sucessor de Pedro, do Vigário do Redentor peregrinar por este Rio, semeando fraternidade por onde passarmos. Que possamos ser arautos da paz e da concórdia, conclamando o mundo a viver a santidade que brota do Redentor do Homem.
E, ao redor do Mestre, junto com outros jovens discípulos vindos de todos os recantos dessa Terra, diremos “Senhor, como é bom estarmos aqui” (Mt 17,4).
Andem por esta cidade, testemunhem Jesus Cristo, comprometam-se com o mundo novo, contagiem a todos com a alegria e a paz de Cristo, como sentinelas da manhá, trabalhando na renovação do mundo à luz do plano de Deus.
Vivemos este tempo forte de peregrinação porque Jesus Cristo está vivo no meio de nós, nos dá o seu Espírito Santo, e nós somos chamados a viver esta realidade e transmiti-la aos outros de modo acessível e compreensível. Jesus Cristo é sempre atual, sobretudo para os jovens que buscam a verdade, a justiça e a paz –e só podem encontrá-las em Jesus Cristo.
Vocês, queridos jovens, são o presente esperançoso de uma sociedade que espera que sua crise de valores tenha uma solução. São chamados a formar uma nova geração que vive a fé e a transmite para a geração seguinte. Somos convidados a uma experiência de fé e dela sair revigorados! A participação na comunidade com entusiasmo será a oportunidade de, convivendo com os demais irmãos e irmãs, testemunharem que um outro mundo é possível! O primeiro peregrino, que já está entre nós, o Santo Padre, o Papa Francisco, se colocou conosco nesta caminhada e nos indicará caminhos durante estes dias. Queridos jovens: não tenham medo de abrir os seus corações para Cristo!
Temos muitas barreiras e injustiças para superar. Vamos construir pontes ao invés de muros e obstáculos. O mundo todo, através de vocês, presente nessa cidade precisa testemunhar a solidariedade, a partilha e a acolhida do amor de Cristo Redentor. É tempo é de despertar confiança e esperança que se transformem em atitudes para um amanhã de luz.
Maria, de tantos nomes e invocações, e aqui no Brasil invocada com o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira principal, mas também Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora de Nazaré, foi e continua sendo a companheira e mãe de todos os jovens. A ela confiamos cada um de vocês para que, acolhendo o Cristo que ela nos apresenta, caminhem pelo mundo como discípulos missonários da nova evangelização, sendo protagonistas de um mundo novo, como sentinelas da manhã despertando a esperança de um novo amanhecer: Cristo Ressuscitou e vai à nossa frente! O Espírito Santo nos iluminará em nossa vida e nos dará as luzes para que compreendamos a nossa missão de como conduzir as pessoas ao Pai.
Hoje, ao iniciarmos a Jornada, o Cristo Redentor nos diz “Venham, meus amigos!” Durante a Jornada aprenderemos a dizer “Fala, Senhor, que teu servo escuta”! E ouviremos cada vez mais o Senhor a nos dizer: “Sejam missionários”. “Ide e fazei discípulos entre as nações”! E todos nós responderemos: “Eis-nos aqui, Senhor, envia-nos!”

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Fonte Rádio Vaticano

domingo, 31 de março de 2013

Papa Francisco celebra Missa da Páscoa

Papa Francisco celebra Missa da Páscoa na Praça São Pedro




Cidade do Vaticano

 – O Papa Francisco presidiu na manhã deste Domingo, na Praça São Pedro, a Missa da Páscoa do Senhor. Milhares de fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo acorreram ao coração do catolicismo para celebrar com toda a Igreja a ressurreição do Senhor.

Após uma noite chuvosa, Roma teve uma manhã de céu azul entremeado por nuvens, num clima pré-primaveril. Praça São Pedro, Praça Pio XII e Via da Conciliação tomadas por uma multidão de diversas proveniências, facilmente identificados pelas tantas cores de bandeiras. A cor azul celeste da bandeira Argentina era predominante, mas também chamava a atenção o verde das bandeiras do Brasil, o amarelo e branco do Vaticano. Também muitas bandeiras da Espanha, Alemanha, Venezuela, Colômbia, Líbano e tantos outros países. Inúmeras faixas saudavam o novo Pontífice.

A cerimônia iniciou às 10h15min com o rito do “Ressurexit”, ou seja, o anúncio da Ressurreição do Senhor, acompanhado pela colocação de um ícone junto ao altar e terminou às 11h37min horário italiano.

Ao início da Missa da Páscoa, o rito penintencial foi substituído, de certo modo, pela aspersão. O Santo Padre aspergiu o povo com água da fonte batismal, que estava próxima ao altar. A Missa de Páscoa não foi concelebrada e não foi feita homilia, pois ao final, o Papa concede a Bênção Urbi et Orbi. Neste ano houve uma simplificação da cerimônia, com o Evangelho sendo lido somente em latim, e não em grego e latim, como comumente é realizado.

A Guarda Suíça e as três armas italianas, com suas respectivas bandas e uniformes coloridos, fizeram-se presentes para a solene cerimônia. A praça estava decorada com vegetação e flores doadas por produtores holandeses. As cores predominantes eram o branco e amarelo, cores do Vaticano.

Ao final da cerimônia, após cantado o Regina Coeli e entoado o Aleluia de Handel, o Santo Padre saudou alguns presentes e percorreu a Praça São Pedro no Jeep Papal, para alegria da multidão que o aguardava e o saudava efusivamente. Como tem feito nas suas passagens entre a multidão, parou diversas vezes para saudar alguns nenês e abraçou longamente um menino deficiente, numa cena comovente.

Após, se dirigiu ao balcão central da Basílica de São Pedro para conceder a Bênção Urbi et Orbi e a Indulgência Plenária aos presentes e a quantos acompanhavam pelos meios de comunicação, com a felicitação de Páscoa.
Fonte: RV

quarta-feira, 20 de março de 2013

Francisco: Missa no Instituto Penal para Menores

Francisco: Missa da Ceia do Senhor em Instituto Penal para Menores


,Cidade do Vaticano 

 – O Vaticano anunciou esta manhã (21), que o Papa Francisco celebrará a Missa da Ceia do Senhor de Quinta-feira Santa (28), no Instituto Penal para Menores de Casal del Marmo, em Roma. A Rádio Vaticano transmite ao vivo a cerimônia, com comentários em português, a partir das 13h20, horário de Brasília.

A Missa da Ceia do Senhor é caracterizada pelo anúncio do Mandamento do amor e pelo gesto do Lava-pés. Em seu ministério como Arcebispo de Buenos Aires, o Cardeal Bergoglio celebrava esta Missa em prisões ou casas para pobres e marginalizados. Celebrando em Casal del Marmo, Francisco dá continuidade a este costume, circundado por um contexto de simplicidade.

As outras celebrações da Semana Santa serão realizadas como previsto e anunciado pelo Setor de Celebrações Litúrgicas. De manhã, o Papa celebrará na Basílica de São Pedro a Missa do Crisma.

Dom João Carlos Petrini é o bispo de Camaçari (BA) e Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família. Ele comenta esta decisão do Papa Francisco.

Fonte:RV

terça-feira, 12 de março de 2013

CONCLAVE: Missa de abertura

Missa de abertura do Conclave: "Que Deus queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Igreja"




Cidade do Vaticano

– O Decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano, presidiu na manhã desta terça-feira, na Basílica Vaticana, à missa pro eligendo Pontefice – “para a eleição do Romano Pontífice”.

A Basílica, aberta aos fiéis, estava lotada, para invocar a ação do Espírito Santo. Em sua homilia, logo no início o Card. Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao “amado e venerado Pontífice Bento XVI”. E recordou a intenção desta Missa, ou seja, “implorar do Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja”.

Comentando as leituras do dia, o Decano falou primeiramente sobre a mensagem de amor de Deus – mensagem que se realiza plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amor do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais.

“É este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça.”

A seguir, o Card. Sodano falou da mensagem de unidade. O Apóstolo São Paulo ensina-nos que também todos nós devemos colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária "a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro" (Ef 4,16). “Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial.”

Essa cooperação levou o Decano a falar sobre a missão do Papa: a atitude fundamental de todo bom Pastor é dar a vida por suas ovelhas (cfr Jo 10,15). Isto vale, sobretudo, para o Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal. Porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor.

No sulco deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, recordou, os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz. Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra em nível mundial, disse o Card. Sodano, que concluiu:

“Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma.”
Fonte: RV

quarta-feira, 6 de março de 2013

Decano do Colégio Cardinalício

Quem é e quais as atribuições do Decano do Colégio Cardinalício




(JE)Cidade do Vaticano (RV)

- O Decano do Colégio Cardinalício é eleito entre os cardeais que têm o título de uma igreja suburbicária, preside o próprio Colégio e é considerado primus inter pares. Compete a ele ordenar bispo o Papa eleito, caso este não o seja ainda.

O atual Decano do Colégio Cardinalício é o cardeal italiano Angelo Sodano (nomeado, em substituição ao Cardeal Joseph Ratzinger, em 29 de abril de 2005). Como o Cardeal Angelo Sodano tem mais de 80 anos e por isto é um cardeal não-eleitor, no Conclave o cardeal Decano será o Cardeal Giovanni Battista Re, o mais ancião dos cardeais eleitores e da ordem mais elevada que é a ordem dos bispos.

As suas funções do cardeal Decano durante a Sé Vacante, segundo a Constituição “Universi Dominici Gregis”, são as seguintes:

- presidir a Missa pro eligendo Romano Pontifice, que precede o início do Conclave;

- presidir as congregações gerais dos cardeais em preparação para a eleição do Pontífice (em sua ausência é o subdecano), salvo que não tenha mais o direito de eleger o Papa por ter alcançado o limite de 80 anos (art. 9);

- ler o juramento sobre a observância das prescrições contidas na Constituição Universi Dominici Gregis sobre a Sé Vacante (ar. 12);

- fazer as vezes do Camerlego caso esta sede esteja vacante na morte do Papa e na espera da eleição do novo (art. 15);

- tem a tarefa de dar a notícia a todos os Cardeais da morte do Pontífice, convocando-os para as congregações do Colégio (art. 19);

- convocar os cardeais eleitores para a eleição do novo pontífice (art. 38);

- no início dos atos da eleição, pronunciar a fórmula de juramento sobre a fidelidade às disposições da Constituição “Universi Dominici Gregis” (art. 53);

- no início dos atos da eleição, submeter ao Colégio dos eleitores, em primeiro lugar, a questão se se possa iniciar as operações da eleição, ou se é necessário ainda esclarecer dúvidas sobre as normas e as modalidades estabelecidas na Constituição Universi Dominici Gregis (art. 54)

- pedir o consenso do Pontífice eleito (art. 87);
- presidir a ordenação episcopal do Pontífice eleito caso este ainda não seja Bispo (art. 90);
- entregar o anel do pescador ao novo Papa na Missa do início de Pontificado.

domingo, 16 de setembro de 2012

HOMILIA DO PAPA NA MISSA EM BEIRUTE



Homilia do Santo Padre na missa celebrada em Beirute



Beirute



- Segue, na íntegra, a homilia proferida por Bento XVI, neste domingo, na missa celebrada no City Center Waterfront de Beirute, no Líbano.



Amados irmãos e irmãs!«Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo» (Ef 1, 3). Bendito seja Ele neste dia em que tenho a alegria de me encontrar convosco aqui, no Líbano, para entregar aos Bispos da região a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente. Agradeço cordialmente a Sua Beatitude Béchara Boutros Raï as amáveis palavras de boas-vindas. Saúdo os outros Patriarcas e os Bispos das Igrejas orientais, os Bispos latinos das regiões vizinhas bem como os Cardeais e os Bispos vindos doutros países. Com grande afecto, saúdo a todos vós, queridos irmãos e irmãs do Líbano e também dos países de toda esta amada região do Médio Oriente, que viestes celebrar, com o sucessor de Pedro, Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado. Dirijo também a minha deferente saudação ao Presidente da República e às Autoridades libanesas, aos Responsáveis e aos membros das outras tradições religiosas que quiseram estar aqui nesta manhã.Neste domingo em que o Evangelho nos interpela sobre a verdadeira identidade de Jesus, sentimo-nos a caminhar com os discípulos na estrada que leva às aldeias da região de Cesareia de Filipe. «E quem dizeis vós que Eu sou?» (Mc 8, 29): pergunta-lhes Jesus. O momento escolhido para lhes colocar esta questão não é sem significado. Jesus encontra-se num ponto de viragem decisiva da sua vida. Sobe para Jerusalém, para o lugar onde será realizado, através da cruz e ressurreição, o acontecimento central da nossa salvação. É também em Jerusalém que, depois de todos estes acontecimentos, vai nascer a Igreja. E, neste momento decisivo, Jesus começa por perguntar aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que Eu sou?» (Mc 8, 27), recebendo deles respostas muito variadas: João Batista, Elias, um profeta… Ainda hoje, como ao longo dos séculos, aqueles que, de diversas maneiras, se cruzaram com Jesus no seu caminho têm a sua resposta a dar. São abordagens que podem ajudar a encontrar o caminho da verdade. Mas as mesmas, embora não sejam necessariamente falsas, são insuficientes, porque não atingem o cerne da identidade de Jesus. Só alguém que aceite seguir pelo seu caminho, viver em comunhão com Ele na comunidade dos discípulos, é que pode ter um verdadeiro conhecimento. Tal é o caso de Pedro, que, desde há algum tempo, vive com Jesus e que agora responde: «Tu és o Messias» (Mc 8, 29). Resposta certa, sem dúvida alguma; mas ainda insuficiente, dado que Jesus sente a necessidade de a especificar. Ele entrevê que as pessoas poderiam servir-se desta resposta para desígnios que não são os seus, para suscitar falsas esperanças temporais sobre Ele. Não se deixa bloquear nos simples atributos do libertador humano que muitos esperam.Anunciando aos seus discípulos que terá de sofrer, ser condenado à morte e depois ressuscitar, Jesus quer fazer-lhes compreender quem Ele é verdadeiramente. Um Messias sofredor, um Messias servo, e não um libertador político omnipotente. Ele é o Servo obediente à vontade de seu Pai até ao ponto de perder a sua vida. É o que anunciava já o profeta Isaías na primeira leitura. Assim Jesus vai contra o que muitos esperavam d’Ele. A sua afirmação choca e desconcerta. E ouve-se o protesto de Pedro, que O censura, recusando para o seu Mestre o sofrimento e a morte. Jesus mostra-se severo com ele, e faz-lhe compreender que aquele que quiser ser seu discípulo deve aceitar ser servo, como Ele Se fez Servo.Seguir Jesus significa tomar a própria cruz para O acompanhar pelo seu caminho, um caminho incómodo que não é o do poder nem da glória terrena, mas o que leva necessariamente a renunciar a si mesmo, a perder a sua vida por Cristo e pelo Evangelho, a fim de a salvar. É que nos foi dada a certeza de que este caminho leva à ressurreição, à vida verdadeira e definitiva com Deus. Decidir acompanhar Jesus Cristo que Se fez o Servo de todos exige uma intimidade cada vez maior com Ele, colocando-se atentamente à escuta da sua Palavra, a fim de tirar dela a inspiração para o nosso agir. Ao promulgar o Ano da Fé, que começará em 11 de Outubro próximo, quis que cada fiel pudesse comprometer-se de maneira renovada neste caminho da conversão do coração. Por isso, ao longo deste ano, encorajo-vos vivamente a aprofundar a vossa reflexão sobre a fé para a tornar mais consciente e fortalecer a vossa adesão a Jesus Cristo e ao seu Evangelho.Irmãos e irmãs, o caminho por onde Jesus nos quer conduzir é um caminho de esperança para todos. A glória de Jesus revela-se no momento em que, na sua humanidade, Ele Se mostra mais frágil, especialmente na encarnação e na cruz. É assim que Deus manifesta o seu amor, fazendo-Se servo, dando-Se a nós. Porventura não é este um mistério extraordinário, por vezes difícil de admitir? O próprio apóstolo Pedro só o compreenderá mais tarde.Na segunda leitura, São Tiago lembrou-nos como este seguimento de Jesus, para ser autêntico, exija actos concretos: «Pelas obras, te mostrarei a minha fé» (Tg 2, 18). Servir é uma exigência imperativa para a Igreja, de modo que os cristãos são verdadeiros servos à imagem de Jesus. O serviço é um elemento constitutivo da identidade dos discípulos de Cristo (cf. Jo 13, 15-17). A vocação da Igreja e do cristão é servir; e fazê-lo, como o próprio Senhor, gratuitamente e a todos sem distinção. Assim, servir a justiça e a paz, num mundo onde a violência não cessa de alongar o seu rasto de morte e destruição, é uma urgência de modo a comprometer-se em prol duma sociedade fraterna, para edificar a comunhão. Amados irmãos e irmãs, peço ao Senhor de modo particular que conceda a esta região do Médio Oriente servidores da paz e da reconciliação, para que todos possam viver pacífica e dignamente. É um testemunho essencial que os cristãos devem prestar aqui, em colaboração com todas as pessoas de boa vontade. Eu vos convido a todos a trabalhar pela paz; cada qual ao seu nível e no lugar onde se encontra.Além disso o serviço deve estar no centro da vida da própria comunidade cristã. Todo o ministério, toda a função na Igreja é primariamente um serviço a Deus e aos irmãos. É este espírito que deve animar todos os baptizados, uns em relação aos outros, especialmente através dum compromisso efectivo a favor dos mais pobres, dos marginalizados, daqueles que sofrem, para que seja preservada a dignidade inalienável de toda a pessoa. Queridos irmãos e irmãs que sofreis no corpo ou no coração, o vosso sofrimento não é inútil. Cristo Servo está perto de todos aqueles que sofrem. Está presente junto de vós. Oxalá encontreis no vosso caminho irmãos e irmãs que manifestem concretamente a presença amorosa de Cristo, que não vos pode abandonar. Permanecei cheios de esperança por causa de Cristo!E vós todos, irmãos e irmãs, que viestes participar nesta celebração, procurai tornar-vos cada vez mais conformes ao Senhor Jesus, Ele que Se fez Servo de todos pela vida do mundo. Deus abençoe o Líbano, abençoe todos os povos desta amada região do Médio Oriente e lhes conceda o dom da sua paz. Amen.



Fonte: RV

MILHARES DE PÈSSOAS ACOMPANHAM A MISSA DO PÀPA BENTO XVI EM PÍER DE BEIRUTE



As ruas da capital eram uma maré branca e amarela (as cores do Vaticano) para dar as boas-vindas ao pontífice




Foto: EFE


A missa do papa Bento XVI no píer de Beirute começou neste domingo perante dezenas de milhares de pessoas que não quiseram perder esta ocasião histórica.

Dezenas de milhares de pessoas se concentraram no percurso que o papa Bento XVI fez desde Harissa, 28 km ao norte de Beirute, até a capital.


As ruas da capital eram uma maré branca e amarela (as cores do Vaticano) para dar as boas-vindas ao santo padre.


Após percorrer em papamóvel as ruas de Beirute, Bento XVI, vestido com uma batina verde, subiu ao altar montado ao ar livre perto ao mar, enquanto era cantado um hino em língua siríaca, usada nos rituais maronitas (cristão de Oriente).


Em seu discurso, o patriarca maronita, monsenhor Bechara Rai, afirmou que esta viagem pastoral de Joseph Ratzinger ao Oriente Médio - em um momento de transformações radicais que ameaçam a segurança e estabilidade - é cheia de esperança.

Durante a missa, o sumo pontífice entregará aos prelados da região a Exortação Pós-sinodal (documento final) do Sínodo de Bispos para o Oriente Médio, que assinou na sexta-feira passada na sede do Patriarcado maronita em Harissa, 28 quilômetros ao norte de Beirute.


Em sua homilia, o papa Bento XVI destacou a necessidade de que os cristãos sirvam "a quem precisa de ajuda, a quem sente dor e a quem vive em uma situação desfavorecida", pedindo aos fiéis que aprofundem mais sua fé.


Hoje é o último dia da visita de três dias de Joseph Ratzinger ao Líbano, a primeira a este país em seus sete anos de Pontificado, e a quarta ao Oriente Médio.



Fonte: Terra

sábado, 24 de setembro de 2011

A FÉ É SEMPRE UM ACREDITAR JUNTO COM OS OUTROS

PAPA CELEBRA MISSA EM ERFURT: "A FÉ É SEMPRE UM ACREDITAR JUNTO COM OS OUTROS"



Erfurt, 24 set (RV)


– Continua a viagem Apostólica de Bento XVI à Alemanha, que tem como lema "Onde estiver Deus, há futuro." É a sua 21ª viagem apostólica internacional e a terceira à Alemanha, sua terra natal.


Na manhã deste sábado o Santo Padre celebrou a Santa Missa na Praça da Catedral de Erfurt com a presença de 50 mil fiéis.No início de suas palavras o Papa citou o trecho do Evangelho de hoje “Louvai o Senhor em todo o tempo, porque Ele é bom”.


Sim, - disse - temos verdadeiramente motivos para agradecer a Deus com todo o coração. Nesta cidade, se recuarmos com o pensamento até 1981, o ano jubilar de Santa Isabel, há trinta anos – eram os tempos da República Democrática Alemã –, quem teria imaginado que o muro e o arame farpado nas fronteiras cairiam poucos anos depois? E, se recuarmos ainda mais – cerca de setenta anos – até 1941, até ao tempo do nacional-socialismo, quem seria capaz de predizer que o chamado «Reich milenário» ficaria reduzido a cinzas apenas quatro anos mais tarde?


Bento XVI recordou ainda que a Turíngia, na República Democrática Alemã teve de suportar uma ditadura «pardacenta» [nazista] e uma «vermelha» [comunista], cujo efeito sobre a fé era parecido com o que tem a chuva ácida. Desse tempo, há ainda muitas consequências tardias a debelar, sobretudo no âmbito intelectual e religioso!


Todos nós estamos convencidos de que a nova liberdade ajudou a dar à vida dos homens uma dignidade maior e a abrir novas e variadas possibilidades.


Mas estas possibilidades trouxeram-nos também um crescimento na fé?, perguntou-se o Papa. Não será talvez preciso procurar as raízes profundas da fé e da vida cristã noutra realidade bem diversa da liberdade social?


Houve muitos católicos resolutos que permaneceram fiéis a Cristo e à Igreja, precisamente na difícil situação de uma opressão exterior. E o Papa citou a pastoral dos refugiados imediatamente depois da II Guerra Mundial: então muitos clérigos e leigos realizaram grandes coisas para atenuar a penosa situação dos prófugos e dar-lhes uma nova Pátria.


Bento XVI não deixou de recordar o Santos desta terra, afirmando que o seu testemunho de fé pode, também hoje, dar-nos a coragem para um novo despertar. “Aqui pensemos sobretudo nos Santos Padroeiros da diocese de Erfurt: Isabel da Turíngia, Bonifácio e Kilian. Isabel veio de um país estrangeiro, da Hungria, para Wartburg na Turíngia.


Levou um vida de intensa oração, associada com a penitência e a pobreza evangélica. Regularmente, descia do seu castelo até à cidade de Eisenach para lá cuidar pessoalmente dos pobres e dos doentes. Foi breve a sua vida nesta terra – chegou apenas à idade de vinte e quatro anos –, mas o fruto da sua santidade foi imenso.


Santa Isabel goza de grande estima também entre os cristãos evangélicos; pode ajudar-nos a todos a descobrir a plenitude da fé transmitida e a traduzi-la na nossa vida diária”.Que têm em comum estes Santos? Perguntou o Papa.


Como podemos descrever a faceta particular da sua vida, tornando-a fecunda para nós? Sim, os Santos mostram-nos que é possível e que é bom viver, de modo radical, a relação com Deus, colocando Deus no primeiro lugar e não como uma realidade entre as outras. E falou sobre o que é a fé:“Essencialmente, a fé é sempre também um acreditar junto com os outros.


O fato de poder crer devo-o, antes de mais nada, a Deus que Se dirige a mim e, por assim dizer, «acende» a minha fé. Mas, de um modo muito concreto, devo a minha fé também àqueles que vivem ao meu redor e que acreditaram antes de mim e acreditam juntamente comigo. Este «com», sem o qual não pode haver qualquer fé pessoal, é a Igreja”.


Os Santos, apesar de serem poucos, mudam o mundo destacou ainda o Papa concluindo suas palavra recordando o sino da catedral de Erfurt que se chama «Glorioso». É considerado o maior sino medieval do mundo que oscila livremente. É um sinal palpável do profundo enraizamento na tradição cristã, do povo da Turíngia mas também um sinal para nos pormos a caminho empenhando-nos na missão.


O referido sino tocou hoje no fim da Missa solene. Após a Santa Missa o Papa deixou a cidade de Erfurt, e se transferiu para Friburgo, no, sul do país, última etapa desta primeira visita oficial a seu país.


Ainda neste sábado o encontro com os representantes das Igrejas Ortodoxas e a Vigília de oração com os jovens na Feira de Friburgo.Amanhã, domingo, Bento XVI preside a Santa Missa na esplanada do aeroporto de Friburgo. (SP)


Fonte: RV

segunda-feira, 2 de maio de 2011

MISSA DE AÇÃO DE GRAÇAS REÚNE MILHARES DE PESSOAS NA PRAÇA SÃO PEDRO

MISSA DE AÇÃO DE GRAÇAS REÚNE MILHARES NA PRAÇA SÃO PEDRO




Cidade do Vaticano, 02 mai (RV)

- A Praça São Pedro encheu-se novamente esta manhã com 150 mil fiéis para a missa de agradecimento pela beatificação de João Paulo II, presidida pelo Cardeal-secretário de Estado, Tarcisio Bertone.

Na procissão de entrada, foi levada a ampola com o sangue do Beato João Paulo II, no mesmo relicário utilizado ontem por ocasião da beatificação.

Na homilia, o cardeal lembrou o dia dos funerais e de modo especial, o momento em que o vento fechou docemente as páginas do Evangelho colocado sobre o caixão. Para ele, aquela sugestiva imagem recorda que o diálogo entre Cristo e o homem marcou toda a vida de Karol Wojtyła, conduzindo-o ao serviço total à Igreja e à sua entrega pessoal a Deus e aos homens.

“João Paulo II era um autêntico defensor da dignidade de todo ser humano e não um simples combatente por ideologias político-sociais. Para ele, cada homem e cada mulher era um filho e uma filha de Deus, independentemente da raça, da cor da pele, da origem geográfica e cultural e da fé religiosa”.

O Cardeal Bertone pediu que agradeçamos ao Senhor por nos ter dado um Pastor como ele, que sabia ler os sinais da presença de Deus na história e que os anunciava em todo o mundo, em todas as línguas.

Devemos agradecer seu testemunho crível, transparente, que soube nos ensinar a viver a fé e defender os valores cristãos, começando pela vida, sem complexos e sem temores.

Damos graças a Deus por ter nos dado um papa que propiciou à Igreja católica não apenas projeção universal e autoridade moral jamais vistas antes, mas especialmente, depois da celebração do Grande Jubileu do Ano 2000, uma visão mais espiritual, mais bíblica, mas centrada na Palavra de Deus.


Ele nos deixou uma Igreja renovada, pronta para a ‘nova evangelização’, uma Igreja que intensificou as relações ecumênicas e inter-religiosas e que encontrou um frutífero diálogo com os jovens.

Enfim, temos que agradecer ao Senhor porque nos deu um Santo como Ele: “Era um homem verdadeiro, ligado inseparavelmente a Aquele que é a Verdade. A sua santidade foi vivida, especialmente nos últimos meses, nas últimas semanas, em total fidelidade à missão que lhe foi atribuída, até a morte”.

Concluindo, o Cardeal Bertone disse que João Paulo II foi um homem de fé e de oração, e que isso deve iluminar nossas vidas a fim de que sigamos seu exemplo e ensinamentos.

“Voltam à nossa memória suas incessantes exortações a cooperarmos generosamente na realização de uma humanidade mais justa e solidária, a sermos agentes de paz e construtores de esperança”.
(CM)

Fonte: RV

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MISSA PELAS CRIANÇAS DA ESCOLA DE REALENGO

RIO: DOM ORANI PRESIDE MISSA POR CRIANÇAS DA ESCOLA DE REALENGO Rio de Janeiro, 14 abr (RV) - Com a presença de artistas, autoridades e mais de 5 mil pessoas, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, celebrou na manhã de ontem a missa de 7º dia pelas 12 crianças assassinadas por Wellginton Menezes de Oliveira, no massacre da escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste da capital fluminense. Programada para se realizar no pátio da escola, o grande número de pessoas obrigou a Arquidiocese do Rio a mudar a celebração para a rua lateral. Alunos do colégio atuaram como coroinhas e o público exibiu cartazes em homenagens às 12 crianças mortas. Dom Orani abriu a celebração defendendo a união pela paz no Rio de Janeiro. “É hora de olharmos para frente, para o futuro. Para fazermos da cidade e do país um lugar de paz, justiça e tranqüilidade”. Para ele, a escola municipal Tasso da Silveira agora “tem que voltar a ser uma escola”. “O local deve se tornar um lugar onde as crianças possam estudar com tranquilidade. Entregamos a Deus todos os pedidos colocados nas manifestações na frente da escola. Após sete dias, como diz a tradição da Igreja Católica, que possamos retomar a vida com novos compromissos” - disse.Após a celebração católica, foi realizado um ato inter-religioso com pastores protestantes, integrantes da Maçonaria, da umbanda, judaísmo e islamismo. O sheikh Jihad Hassan Hammadeh, da União Nacional das Entidades Islâmicas, desvinculou o episódio da crença islâmica. “Não devemos olhar para a religião do criminoso, mas sim para a índole dele. Lembrando uma passagem do Alcorão, o livro sagrado ensina a importância das crianças para a nossa sociedade: As crianças são o ornamento do mundo” - disse.(CM) Fonte: RV

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MEIO MILHÃO NA MISSA EM FÁTIMA

PAPA: MEIO MILHÃO NA MISSA EM FÁTIMA
Fátima, 13 mai (RV)

- Nesta quinta-feira, Dia de Nossa Senhora de Fátima, Bento XVI presidiu à Santa Missa na esplanada do Santuário mariano. Neste ano, celebram-se 10 anos da beatificação de Jacinta e Francisco, 5 anos da morte de Irmã Lucia e o centenário de nascimento de Jacinta. “Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos. Enfim, com os mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo», de que a Igreja, de que os sacerdotes «amam» Jesus e n’Ele desejam manter fixos os olhos ao terminar este Ano Sacerdotal, e para confiar à proteção materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus”. Escute a voz do Pontífice: O Papa enfatizou que dentro de sete anos, recordaremos o centenário da primeira aparição de Nossa Senhora aos pastorzinhos Fátima. “Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-Se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu”. Clique aqui para ouvir: Bento XVI terminou a homilia com o auspício de que os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressem o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade.De acordo com as autoridades locais, meio milhão de pessoas participaram da missa, que bateu todos os recordes de participação. Em 2000, durante a última visita de João Paulo II, quando beatificou os videntes Jacinta e Francisco Marto, havia 400 mil fiéis. Um dos cinco cardeais que concelebraram a missa com o Pontífice estava o Cardeal chinês Joseph Zen Ze-Kiun, ex-arcebispo de Hong Kong, que veio especialmente a Fátima para participar. Os outros cardeais são o Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, o ex-prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o português Jose' Saraiva Martins, o arcebispo de Madri, Antonio Maria Rouca Varela e o de Barcelona, Lluis Martinez SistachApós conceder a bênção, no final da cerimônia, o Papa dirigiu uma saudação especial aos enfêrmos, dirigindo uma palavra de ânimo e de esperança a todos os doentes que o acompanhavam através da rádio e da televisão, além de quantos não tiveram sequer esta possibilidade mas estiveram unidos pelos vínculos mais profundos do espírito, ou seja, na fé e na oração. o Santo Padre falou em várias línguas. Em português, o Pontifície disse:"Meu irmão e minha irmã, tens para Deus «um valor tão grande que Ele mesmo Se fez homem para poder padecer com o homem, de modo muito real, na carne e no sangue, como nos é demonstrado na narração da Paixão de Jesus. A partir de então entrou, em todo o sofrimento humano, Alguém que partilha o sofrimento e a sua suportação; a partir de então propaga-se em todo o sofrimento a consolação do amor solidário de Deus, surgindo assim a estrela da esperança» (Bento XVI, Enc. Spe salvi, 39). Com esta esperança no coração, poderás sair das areias movediças da doença e da morte e pôr-te de pé sobre a rocha firme do amor divino. Por outras palavras: poderás superar a sensação de inutilidade do sofrimento que desgasta a pessoa dentro de si mesma e a faz sentir-se um peso para os outros, quando na verdade o sofrimento, vivido com Jesus, serve para a salvação dos irmãos.Como é possível? As fontes da força divina jorram precisamente no meio da fragilidade humana. É o paradoxo do Evangelho. Por isso o divino Mestre, mais do que demorar-Se a explicar as razões do sofrimento, preferiu chamar cada um a segui-Lo, dizendo: «Toma a tua cruz e segue-Me» (cf. Mc 8, 34). Vem comigo. Toma parte com o teu sofrimento nesta obra de salvação do mundo, que se realiza por meio do meu sofrimento, por meio da minha Cruz. À medida que abraçares a tua cruz, unindo-te espiritualmente à minha Cruz, desvendar-se-á a teus olhos o sentido salvífico do sofrimento. Encontrarás no sofrimento a paz interior e até mesmo a alegria espiritual. Queridos doentes, acolhei este chamamento de Jesus que vai passar junto de vós no Santíssimo Sacramento e confiai-Lhe todas as contrariedades e penas que enfrentais para se tornarem – segundo os seus desígnios – meio de redenção para o mundo inteiro. Sereis redentores no Redentor, como sois filhos no Filho. Junto da cruz… está a Mãe de Jesus, a nossa Mãe".Ainda nesta quinta-feira, o Pontífice se reunirá com religiosos portugueses e manterá um encontro com todos os bispos de Portugal. Amanhã irá à cidade do Porto, onde presidirá a Eucaristia antes de partir para Roma.
Fonte: RV