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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Esteja ao lado de Nossa Senhora de Fátima como nunca pode imaginar.

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sábado, 16 de janeiro de 2016

Papa: fé é dom que muda a vida, não se pode comprar


- OSS_ROM             



Sexta-feira, 15 de janeiro:
Fé é dom que muda a vida, não se pode comprar – esta a mensagem do Papa Francisco na Missa em Santa Marta.
Como é a minha fé em Jesus Cristo? – esta a interrogação do Papa na sua homilia na qual afirmou que para compreender Jesus não devemos ter o “coração fechado”.
Francisco, inspirou-se no Evangelho de S. Marcos que narra a cura do paralítico em Cafarnaum. Havia tanta gente na frente da casa aonde estava Jesus que tiveram que tirar o teto e fazer passar por ali a maca aonde se encontrava o doente.
“Tinham fé – comentou o Papa – a mesma fé daquela senhora que, no meio da multidão, quando Jesus foi à casa de Jairo, conseguiu tocar um pedaço do manto de Jesus, para ser curada”. A mesma fé do centurião para a cura do seu servo. “A fé forte, corajosa, que vai em frente – disse Francisco – o coração aberto na fé”. No episódio do paralítico “Jesus faz um passo mais à frente”: não só cura os doentes, mas perdoa os seus pecados:
“Estavam ali aqueles que tinham o coração fechado, mas aceitavam – até um certo ponto – que Jesus fosse um curandeiro. Mas perdoar os pecados é ‘forte’!”
Segundo o Santo Padre, a linguagem de Jesus acaba mesmo por desencorajar alguns discípulos porque é uma linguagem “dura, quando fala de comer o seu Corpo como caminho de salvação”.
Mas Jesus foi enviado para isto, para nos dar a vida para a nossa salvação – afirmou o Papa Francisco que, a este propósito, colocou uma questão: Como é a minha fé em Jesus Cristo?
“A fé em Jesus Cristo. Como é a minha fé em Jesus Cristo? Creio que Jesus Cristo seja Deus, o Filho de Deus? E esta fé transforma a minha vida? Faz com que no meu coração se abra este ano de graça, este ano de perdão, este ano de aproximação ao Senhor? A fé é um dom. Ninguém ‘merece’ a fé. Ninguém a pode comprar. É um dom. A ‘minha’ fé em Jesus Cristo, leva-me à humilhação? Não digo à humildade: à humilhação, ao arrependimento, à oração que pede: ‘Perdoa-me, Senhor. Tu és Deus. Podes perdoar os meus pecados”.
Na conclusão da sua homilia o Santo Padre disse como prece para o futuro “que o Senhor nos faça crescer nesta fé em Jesus Cristo, Deus, que nos perdoa, que nos oferece o ano da graça, e que esta fé nos leve a louvar”.

R Vaticana

quinta-feira, 25 de julho de 2013

JMJ - A fé em Jesus Cristo não é enrolação, é algo muito sério

A fé em Jesus Cristo não é enrolação, é algo muito sério: diz Papa Francisco aos jovens argentinos



Rio de Janeiro (RV) - "As paróquias, os colégios, são para sair e se não saem se convertem em uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG!" Num encontro fora de programa, repleto de emoções e afeto, o Papa dirigiu-se assim aos jovens argentinos (seus compatriotas) presentes na JMJ, os quais Francisco quis encontrar na Catedral do Rio de Janeiro após a visita à Comunidade de Varginha, nesta quinta-feira.

Milhares de pessoas aguardavam nas ruas sua passagem ao longo do trajeto, outros milhares aguardavam-no no espaço adjacente à Catedral.

A imponente Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro acolheu os compatriotas do Santo Padre presentes na JMJ para um encontro fortemente desejado para esta ocasião. Encontravam-se presentes também os bispos da Conferência episcopal que nos últimos dois anos o então Arcebispo de Buenos Aires conduziu até sua eleição à Cátedra de Pedro. O Papa Bergoglio viveu com eles um forte momento de emoção, um grande abraço fraterno: foi quase um retorno a casa.

"Esta juventude deseja viver e construir um mundo mais solidário e justo, e está aqui para ouvir as suas palavras", ressaltou o presidente dos bispos argentinos, Dom José Mara Arancedo, representando a platéia.

E a resposta do Santo Padre foi imediata. Tomando a palavra, revelou o que espera como consequência desta JMJ:

"Espero barulho, que façamos barulho aqui no Rio, quero barulho nas dioceses, quero que saiam por aí afora, quero que a Igreja saia às ruas. Quero que nos defendamos de tudo que seja mundano, instalação do que seja comodidade, do que seja clericalismo, do que seja estarmos fechados em nós mesmos. As paróquias, os colégios, são para sair e se não saem se convertem em uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG. Que me perdoem os bispos e os sacerdotes se depois alguns vão incomodar vocês. É um conselho."

Numa civilização que passou ao "culto do deus dinheiro" se assiste, explicou o Papa, a uma espécie de "eutanásia escondida" em relação a dois elementos vitais: os jovens, excluídos por causa da falta de trabalho, e os anciãos, aos quais não é permitido falar nem agir. Eis, então, a exortação do Pontífice:

"Os jovens tem que sair, tem que se fazer valer, os jovens que tem sair e lutar pelos valores, a lutar por estes valores e os anciãos abram a boca, os idosos abram a boca, ensinei-nos e transmitam-nos a sabedoria dos povos."

"No povo argentino, eu peço de coração aos idosos, não claudiquem em ser a reserva cultural de nosso povo que transmite a justiça, que transmite a história, que transmite os valores, que transmite a memória do povo."

Usando um tom bastante enfático, Francisco pediu aos jovens que não se coloquem contra os idosos, que os deixem falar, que os escutem. O Papa alertou-os para o fato que neste momento, "os jovens e os anciãos estão condenados ao mesmo destino, exclusão", exortando-os a não se deixarem excluir.

Dito isso, o Santo Padre asseverou: "E a fé em Jesus Cristo não é enrolação, é algo muito sério. É um escândalo que Deus se tenha feito um de nós, é um escândalo, e que tenha morrido numa cruz, é um escândalo. O escândalo da cruz. A cruz segue sendo um escândalo, mas é o único caminho seguro, aquele da cruz, aquele de Jesus, a encarnação de Jesus."

"A fé é inteira e não se liquefaz. É a fé em Jesus. É a fé no Filho de Deus feito homem, que amou e morreu por mim", ponderou.

A esse ponto, Francisco reiterou a dose fazendo um ulterior encorajamento:

"Então, façam barulho. Cuidem dos extremos da população que são os idosos e os jovens, não se deixem excluir e que não excluam os idosos e não liquefaçam a fé em Jesus Cristo. As bem-aventuranças. O que temos que fazer, Pai? Olha, leia as bem-aventuranças que te farão bem. E se queres saber que coisa prática tens que fazer, leia Mateus 25, que é o protocolo com o qual nos julgarão. Com essas duas coisas vocês tem o plano de ação. As bem-aventuranças e Mateus 25. Não é preciso ler mais nada. É o que peço a vocês de todo o coração. Agradeço a todos por essa proximidade."

"É uma lástima que estejam enjaulados, mas digo uma coisa a vocês. Eu, por momentos, sinto: que feio é estar enjaulados. Se confesso de coração, compreendo vocês. Queria ter podido estar mais perto de vocês mas compreendo que, por razão de ordem, não se pode."

O Papa agradeceu mais uma vez pela presença, bem como já havia agradecido também aos mais de trinta mil que estavam do lado de fora da catedral e, mais uma vez, pediu que rezassem por ele. (RL)

Fonte: Rádio Vaticano

JMJ - Fé até debaixo d'água

Fé até debaixo d'água



 
Rio de Janeiro (RV) – Papa critica a liberalização das drogas na América Latina e diz que retornará ao Brasil em 2017 para a comemoração dos 300 anos da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba: esses os principais temas dos jornais brasileiros hoje referindo-se ao Papa Francisco. No seu discurso durante a inauguração de uma ala para o tratamento de dependentes químicos no Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca, o Pontífice chamou os traficantes de 'mercadores da morte'. Francisco fez um duro discurso contra a liberalização das drogas no continente, um debate que ganha cada vez mais espaço diante do fracasso das políticas de repressão. "Não é deixando livre o uso das drogas, como se discute em várias partes da América Latina, que se conseguirá reduzir a difusão e a influência da dependência química" disse o Papa. Exortou ainda os jovens a deixarem de lado "ídolos passageiros", como dinheiro e prazer.

Deus “está próximo de vocês e segura vocês pela mão”, portanto “olhem para o Senhor nos momentos mais duros ele dará consolo e esperança e confiem também no amor materno de Maria”. “Não existe cruz tão pesada que não encontre alívio nos braços de Nossa Senhora”, concluiu Francisco. Antes, em Aparecida, o Papa pediu esperança e alegria aos jovens.

Nesta manhã de quinta-feira o Papa Francisco deixou a sua residência e se dirigiu para o Centro de Encontros do Sumaré, não muito distante de sua habitação nestes dias de permanência no Rio, para celebrar a Santa missa que contou com a participação de 300 pessoas entre as quais seminaristas do Rio acompanhados por seus formadores. A homilia na festa da São Tiago no estilo das homilias da Casa Santa Marta no Vaticano. Falando sobre as palavras de São Paulo na liturgia de hoje sobre levar o nosso tesouro em vasos de argila, convidou os seminaristas a serem “vasos de argila” e a buscarem no seu ministério o grande dom da humildade através da confissão bem feita, da oração e da adoração diante do Santíssimo. Somente assim poderão levar este “tesouro”.

O Rio de Janeiro acordou hoje mais uma vez com chuva. Todavia o carisma do Papa faz com que os jovens peregrinos não deem muita importância para ela. De fato, nas primeiras horas de hoje muitos deles já se encontravam diante do grande palco de Copacabana onde o Santo Padre presidirá a Santa Missa às 18 horas, hora de Brasília. As catequeses continuaram na parte da manhã de hoje em mais de 200 lugares do Rio.

Ponto central na manhã de hoje do Papa Francisco após ter abençoado as bandeiras olímpicas no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio, foi o encontro com a comunidade de Varginha, que faz parte do complexo de Manguinhos. Um encontro desejado pelo Santo Padre, para demonstrar que aqueles que viveram e vivem dificuldades estão no coração do Papa. O abraço dos moradores foi entusiasmante. Visitou a capela de São Girolamo Emiliani, onde abençoou o altar, uma casa de uma família, abraços a jovens e anciãos, beijou e abençoou as crianças.
Na casa que o Papa visitou se encontravam 20 pessoas. Francisco conversou com cada um delas. Na conclusão do encontro a oração do Pai Nosso e da Ave Maria.

No encontro com os moradores no campo de futebol, falou do ser brasileiro, do jeito brasileiro, da acolhida, da “água no feijão”, símbolo da partilha. Uma manhã vivida entre aqueles que por muito tempo se encontravam na extrema periferia da sociedade, e que agora, com a presença do Papa se sentem amados. Certamente para a Comunidade de Varginha, hoje é um novo início, será a Comunidade do Papa Francisco, aquele que reconstrói também o homem por dentro, o seu coração.

Sobre a realidade das favelas no Rio nós conversamos o Responsável da Pastoral das Favelas, Padre Luiz Antônio Pereira.

O Papa Francisco encontrou ainda os jovens argentinos na Catedral do Rio. Agora, todos os jovens estão se dirigindo para a Praia de Copacabana para a missa de acolhida do Papa, que tem início às 18 horas.

Uma última notícia. Na noite da passada terça-feira, foi encontrado dentro de uma caixa de sapato, em Salvador, na Bahia, um recém-nascido. O nome dado ao menino pelas pessoas que o socorreram é Francisco.

Fonte: Rádio Vaticano



quarta-feira, 24 de julho de 2013

JMJ - objetivo da visita do papa Francisco ao Santuário de Aparecida


Juntar as peças de uma fé perdida

Este é o objetivo da visita do papa Francisco ao Santuário de Aparecida


Rio de Janeiro,

O papa Francisco quis complementar a sua viagem apostólica ao Brasil com uma visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.  
Trata-se de uma valorização da reunião profética e programática do episcopado latino em 2007, mas, principalmente, de mais uma demonstração da devoção mariana convicta que vem acompanhando as longas e ágeis passadas do papa Bergoglio. Já no dia seguinte à sua eleição, ele surpreendeu e foi aplaudido pelo gesto de piedade mariana que o levou como peregrino à basílica de Santa Maria Maior.
O papa repete o gesto na véspera da Jornada Mundial da Juventude. Ele quer confiar à intercessão da Virgem Maria o sucesso espiritual do evento e todos os seus participantes.
No santuário de Nossa Senhora Aparecida, Maria é venerada através da imagem da Imaculada Conceição, representada grávida, tal como Nossa Senhora de Guadalupe. Não se trata apenas de uma homenagem à virgindade de Maria, mas também à atitude dela para com todo o povo das Américas: ela se apresenta como Esposa.
Se considerarmos a história da cristianização do continente americano, perceberemos que foi basicamente um “conúbio”, influenciado pela função materna de Nossa Senhora. Não estamos aludindo aqui às muitas formas de sincretismo religioso que identificam Maria com os antigos deuses, símbolos da fertilidade feminina. Remontamos, mais precisamente, a um acontecimento histórico, ao fato de que a evangelização das Américas gerou, inclusive em sentido físico, a maioria dos cristãos.
O papa visitará o local em que aconteceu esse “conúbio”, com seu olhar voltado especialmente para o futuro, graças aos jovens.
É pela alta porcentagem de pessoas com menos de 30 anos de idade que a América do Sul é chamada de "Continente da Esperança". Embora preserve a primazia mundial no número absoluto de católicos batizados, o Brasil sofreu nas últimas décadas um proselitismo agressivo das seitas evangélicas, que criaram uma transumância religiosa significativa. As estatísticas mais recentes dizem que muitos batizados já não se consideram católicos, mas, depois de verem descumpridas as promessas de saúde e prosperidade ventiladas pelos artifícios retóricos das seitas protestantes, muitos voltam para a Igreja católica, testemunhando que o que mais lhes faltou quando estiveram fora do catolicismo foi precisamente a presença da Virgem Maria.
A história de Nossa Senhora Aparecida, que é representada por uma imagem de terracota adornada com uma coroa de ouro e um manto azul, começa com a passagem de Pedro Almeida, governador da capitania de São Paulo, pela cidade de Guaratinguetá.
Os moradores queriam homenageá-lo com um banquete luxuoso. Embora não fosse época de pesca farta, homens generosos se lançaram ao rio Paraíba em busca de peixes.
Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso rezaram a Maria pedindo uma pesca frutífera para homenagear o ilustre visitante. Sem pegarem nada, porém, eles foram acompanhando o curso do rio até o porto de Itaguaçu. Iam finalmente desistir quando João Alves lançou a rede pela última vez e, no lugar dos peixes, pescou uma estátua da Imaculada, sem a cabeça. Ao relançar as redes, grande surpresa: ele recuperou de primeira a cabeça da mesma estátua. Logo a seguir, pescaram tanto que quase afundaram.
Este é o primeiro milagre atribuído a Nossa Senhora Aparecida, cujo nome deriva do próprio fato de ter “aparecido” nas águas.
Aquela descoberta e a pesca milagrosa se espalharam rápido pela região, atraindo multidões em busca de graças. Na casa do próprio Felipe Pedroso foi improvisado um oratório público, mas a grande afluência os obrigou a construir uma capela. Em 1834, a atual “basílica velha” começou a ser levantada, ficando pronta apenas em 1888.
Dentre os primeiros milagres acontecidos por intermédio da devoção a Nossa Senhora de Aparecida, que foram reconhecidos pelas autoridades eclesiásticas, os mais importantes são:
- o apagar-se e reacender-se, repetidas vezes, das velas que iluminavam a imagem de Maria;
- o romper-se dos grilhões do escravo Zacarias, que pedira ao seu “dono” autorização para rezar diante da imagem;
- a recuperação da visão de uma menina cega, que, ao se aproximar de Aparecida, gritou para a mãe: “Que linda aquela igreja!”.
Maria, como proclama o documento final da conferência de Aparecida, é a grande missionária que continua a missão do Filho e que forma todos os outros missionários.
A proposta dos padres sinodais em Aparecida, que teve no então cardeal Jorge Bergoglio um ativo interlocutor, foi a visão mariana de uma Igreja Mãe a exemplo da Virgem Maria, e não apenas de uma instituição burocrática.
O projeto de uma Igreja modelado a partir do exemplo de Maria, como "casa e escola de comunhão", é, sem dúvida, o que Francisco procurará realizar através dos jovens, ricos em vitalidade e generosidade, mas muitas vezes incompreendidos e abandonados à sua própria sorte.

Fonte: Zenit.org

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A fé se professa com as palavras com o amor

Audiência Geral: "A fé se professa com as palavras e com o amor"



Cidade do Vaticano

 – Uma multidão na Praça S. Pedro acolheu o Papa Francisco para a Audiência Geral.

Nesta quarta-feira, o Pontífice retomou as catequeses sobre o Ano da Fé iniciadas por seu predecessor, Bento XVI, falando sobre o Credo e a expressão: “Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras”.

“É o evento que estamos celebrando”, destacou Francisco, o centro da mensagem cristã. Esta verdade de fé insere a nossa existência num horizonte de esperança aberto ao futuro de Deus, à felicidade plena, à certeza de que o pecado e a morte podem ser vencidos. Esta certeza nos permite viver com mais confiança as realidades quotidianas, enfrentando-as com mais coragem e dedicação, na certeza de que Cristo é a nossa força.

No Novo Testamento, Jesus Ressuscitado se encontra com diversas testemunhas, primeiramente com um grupo de mulheres, em seguida com Pedro, depois com mais de quinhentas pessoas, até o encontro com Paulo, na estrada de Damasco.

Contudo, nas profissões de fé do Novo Testamento, como testemunhas da Ressurreição são lembrados somente os homens, os Apóstolos, mas não as mulheres.

Isso porque, segundo a lei judaica daquele tempo, as mulheres e as crianças não podiam oferecer um testemunho confiável, crível. Nos Evangelhos, ao invés, as mulheres têm um papel fundamental. Isso nos diz que Deus não escolhe segundo os critérios humanos: para Ele, conta o coração, o quanto estamos abertos a Ele, se somos como as crianças, que se entregam.

Mas isso nos faz refletir também sobre como as mulheres, na Igreja e no caminho de fé, tiveram e têm também hoje um papel especial ao abrir as portas ao Senhor, em comunicar o seu Rosto, porque o olhar da fé sempre necessita do olhar profundo do amor.

“Mães e mulheres, avante com este testemunho” – exortou. “A alegria de saber que Jesus está vivo, a esperança que enche o coração, não se pode conter. Isso deveria acontecer também na nossa vida. Sentimos a alegria de ser cristãos! Temos que ter a coragem de ‘sair’ para levar esta alegria e esta luz a todos os lugares da nossa vida! A Ressurreição de Cristo é o nosso tesouro mais precioso.”

No nosso caminho de fé, é importante saber e sentir que Deus nos ama, não ter medo de amá-lo: a fé se professa com a boca e com o coração, com as palavras e com o amor.

Também nós podemos reconhecer e encontrar o Ressuscitado: na Sagrada Escritura; na Eucaristia, onde Jesus se faz presente e nos faz entrar em comunhão com Ele; na caridade, quando os gestos de amor, bondade, misericórdia e perdão fazem resplandecer um raio da Ressurreição no mundo.

“Deixemo-nos iluminar pela Ressurreição de Cristo, deixemo-nos transformar por sua força, para que os sinais de morte no mundo deem lugar aos sinais de vida.”

Como quarta-feira passada, Francisco saudou os grupos de peregrinos e turistas na Praça em italiano. A síntese da catequese foi lida em várias línguas.

Em português, o Pontífice saudou em especial um grupo de brasileiros do Paraná: “Alegrai-vos e exultai, porque o Senhor Jesus ressuscitou! Deixai-vos iluminar e transformar pela força da Ressurreição de Cristo, para que as vossas existências se convertam num testemunho da vida que é mais forte do que o pecado e a morte. Feliz Páscoa para todos!”

Francisco saudou ainda os mais de 10 mil peregrinos da Arquidiocese de Milão, guiados pelo Cardeal Angelo Scola, e especialmente os jovens que se preparam para a Crisma. “Que o Evangelho seja para vocês a regra de vida, como o foi para S. Francisco de Assis”, disse. A seguir, cumprimentou também os novos diáconos da Companhia de Jesus, com os seus familiares.
(BF)

Fonte: RV

sábado, 8 de setembro de 2012

MARIA, FAROL LUMINOSO DA NOSSA VIDA CRISTÃ



Bento XVI: Maria, farol luminoso da nossa vida cristã


Castel Gandolfo (RV)



– O Papa Bento XVI recebeu na manhã deste sábado cerca de 350 participantes do 23º Congresso Mariológico Mariano Internacional, em andamento em Roma.Em seu discurso, mencionou o tema deste Congresso, “A mariologia a partir do Concílio Vaticano II. Recepção, balanço e perspectivas”, ressaltando a iminência da celebração pelos 50 anos de abertura do Concílio. Essa celebração, no próximo dia 11 de outubro, será feita em concomitância com a inauguração do Ano da Fé, convocada com o Motu proprio “Porta fidei”, em que apresenta Maria como modelo de fé.Como jovem participante do Concílio, Bento XVI recordou a oportunidade que teve de conhecer os vários modos de enfrentar as temáticas acerca da figura e do papel de Nossa Senhora na história da salvação. Na segunda sessão do Concílio, explicou, um grupo de padres pediu que a questão fosse tratada dentro da Constituição sobre a Igreja, enquanto outro grupo afirmava a necessidade de um documento específico sobre a dignidade e o papel de Maria. Com a votação de 19 de outubro de 1963, optou-se pela primeira proposta, e o esquema da Constituição Dogmática sobre a Igreja foi enriquecido com o capítulo sobre a Mãe de Deus, em que a figura de Maria aparece em toda a sua beleza e inserida nos mistérios fundamentais da fé cristã.Maria, de quem se destaca antes de tudo a fé, é compreendida no mistério de amor e de comunhão da Santíssima Trindade; é um modelo e um ponto de referência para a Igreja, que Nela reconhece a si mesma, a própria vocação e a própria missão. A religiosidade popular, que sempre se dirigiu a Maria, resulta enfim nutrida por referências bíblicas e patrísticas. Certamente, o texto conciliar não esgota todas as problemáticas relativas à figura da Mãe de Deus, mas constitui o horizonte hermenêutico essencial para qualquer reflexão, seja de caráter teológico, seja de caráter mais estritamente espiritual e pastoral. O Papa então se dirige aos participantes deste Congresso, pedindo que ofereçam suas contribuições para que o Ano da Fé possa representar para todos os fiéis em Cristo um verdadeiro momento de graça, em que a fé de Maria nos preceda e nos acompanhe como farol luminoso e como modelo de plenitude e maturidade cristã para onde olhar com confiança e do qual extrair entusiasmo e alegria para viver com sempre maior empenho e coerência a nossa vocação de filhos de Deus, irmãos em Cristo, membros vivos do seu Corpo que é a Igreja.

Fonte: RV

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

LANÇADO SITE DO ANO DA FÉ

ROMA, terça-feira, 27 de agosto de 2012

-Acaba de ser lançado o site oficial do Ano da Fé do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. O site ( http://www.annusfidei.va) está disponível em Italiano e Inglês.
Destaca-se o calendário do Ano da Fé (11 de outubro de 2012 - 24 de Novembro de 2013), que será atualizado regularmente pelo dicastério.
Entre os documentos e reflexões para aprofundamento oferecido pelo site estão o Catecismo da Igreja Católica, os Atos do Concílio Vaticano II, a catequese de Bento XVI sobre os apóstolos, os Padres da Igreja, a oração, os teólogos medievais e as grandes mulheres da Igreja. Conta também com várias apresentações do Ano da Fé.
Cada diocese pode também marcar junto à Secretaria Organizadora iniciativas a nível de Igreja local. Serão publicados os eventos mais importantes.
É possível baixar a partitura do hino oficial Credo, Domine, composto para o Ano da Fé e também o logotipo representando o barco da Igreja com um sol no fundo que evoca a Eucaristia.
A página inicial oferece a contagem regressiva do tempo restante até 11 de outubro de 2012.

Fonte: Zenit

sábado, 14 de maio de 2011

CRISTÃOS NÃO TENHAM MEDO DE ANUNCIAR EVANGELHO

BENTO XVI: CRISTÃOS NÃO TENHAM MEDO DE ANUNCIAR EVANGELHO, EMBORA SEJAM OS MAIS PERSEGUIDOS POR CAUSA DA FÉ




Cidade do Vaticano, 14 mai (RV)



- Bento XVI recebeu em audiência na manhã deste sábado, na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes da Assembléia Geral das Pontifícias Obras Missionárias, ao todo, cerca de 110 pessoas.O Santo Padre iniciou seu discurso fazendo uma cordial saudação ao novo Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Fernando Filoni, a quem agradeceu pelas palavras que lhe haviam sido pouco antes dirigidas, em nome de todos os presentes. Ao mesmo tempo, o Pontífice expressou gratidão ao Cardeal Ivan Dias "pelo generoso e exemplar serviço prestado ao Dicastério missionário e à Igreja universal nestes anos", na condução do mesmo.O Papa agradeceu, ainda, ao Secretário do referido organismo vaticano, Dom Savio Hon Tai-Fai; ao Presidente das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Dom Piergiuseppe Vacchelli; bem como aos colaboradores da Congregação e aos diretores nacionais das POM, provenientes das várias Igrejas particulares para a anual Assembleia Ordinária do Conselho Superior.Após frisar a necessidade de um decidido compromisso na missão além-fronteiras, o Pontífice ressaltou que "novos problemas e novas escravidões emergem em nosso tempo, quer no chamado primeiro mundo, abundante e rico, mas incerto acerca de seu futuro; quer nos países emergentes, onde, por causa de uma globalização caracterizada comumente pelo lucro, acabam por aumentar as massas dos pobres, dos emigrantes, dos oprimidos, em que se enfraquece a luz da esperança.Bento XVI recordou que é tarefa de todo o Povo de Deus "transformar o mundo segundo o projeto de Deus com a força renovadora do Evangelho, "para que Deus seja tudo em todos (1 Cor 15,28).Portanto, "é necessário continuar com renovado entusiasmo a obra de evangelização, o anúncio alegre do Reino de Deus, vindo em Cristo na potência do Espírito Santo, para conduzir os homens à verdadeira liberdade dos filhos de Deus contra toda forma de escravidão" - acrescentou."É necessário lançar as redes do Evangelho no mar da história para levar os homens à terra de Deus" – continuou o Papa."Tudo na Igreja está a serviço da evangelização: todo setor de sua atividade e também toda pessoa, nas várias tarefas que é chamada a cumprir. Todos devem estar envolvidos na missão ad gentes" – ponderou."Somente radicados profundamente em Cristo e em sua Palavra se é capaz de não ceder à tentação de reduzir a evangelização a um projeto apenas humano, social, escondendo ou silenciando a dimensão transcendente da salvação oferecida por Deus em Cristo.O ministério da evangelização é fascinante e exigente: requer amor pelo anúncio e o testemunho, um amor tão grande que pode ser marcado inclusive pelo martírio – observou. “Os cristãos não devem ter medo, mesmo se são atualmente o grupo religioso que sofre o maior número de perseguições por causa de sua fé” – exortou Bento XVI.O Papa agradeceu a todos os presentes pelo trabalho de animação e formação missionária que, como diretores nacionais das POM, desempenham em suas Igrejas locais. O Pontífice concluiu afirmando que a obra das POM é preciosa para a edificação da Igreja, destinada a tornar-se “casa comum” de toda a humanidade. (RL)






Fonte: RV

domingo, 6 de junho de 2010

MARIA TORNOU REALIDADE A ESPERANÇA DA HISTÓRIA

ANGELUS: MARIA TORNOU REALIDADE A ESPERANÇA DA HISTÓRIA

Nicósia, 06 jun (RV) – No Angelus que se seguiu à celebração eucarística no Ginásio de Esportes Elefthería de Nicósia, capital de Chipre, Maria foi o centro da alocução de Bento XVI.Através do "sim" de Maria, a esperança da história tornou-se uma realidade, com a vinda ao mundo de Jesus, afirmou o Papa. Essa mesma esperança vacilou, cerca de 30 anos depois, com a Crucificação do Filho. Todavia, na desolação do Sábado Santo, a certeza da esperança amparou Maria até chegar a alegria da manhã da Páscoa."Também nós, seus filhos, vivemos na mesma esperança confiante de que o Verbo feito carne no seio de Maria jamais nos abandonará. Ele, o Filho de Deus e o Filho de Maria, fortifica a comunhão que nos une, de modo que possamos nos tornar testemunhas Dele e do poder do Seu amor, que cura e reconcilia" – afirmou Bento XVI, implorando a intercessão da Virgem Maria pelo povo de Chipre e pela Igreja no Oriente Médio.Em polonês, o Papa recordou a beatificação hoje, na Polônia, de Jerzy Popieluszko, sacerdote e mártir."Envio cordial saudação à Igreja na Polônia que hoje se alegra com a elevação aos altares do Padre Jerzy Popieluszko. Seu serviço zeloso e seu martírio são um sinal especial de vitória do bem sobre o mal. Possa o seu exemplo e a sua intercessão alimentar o zelo dos sacerdotes e acender nos fiéis a chama do amor." (BF)

Fonte: RV

quinta-feira, 23 de julho de 2009

CONVITE PARA ORDENAÇÃO PRESBITERAL


A ALEGRIA DE PARTICIPAR DE CERIMONIA TÃO PLENA DE FÉ E CARISMA


Anos atrás, eu e minha esposa, responsáveis pela “A FAMÍLIA CATÓLICA” conhecemos um jovem leigo consagrado de nome Santiago, que pertence a uma Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício.
Os anos se passaram e o convívio nos levou a conhecer inúmeros(as) jovens de extremo valor moral e religioso desta associação.

A participação e a convivência nos abriram as portas para um conhecimento maior do jovem Arauto Santiago, pessoa valorosa e profundo conhecedor da doutrina católica. Educado, sempre gentil, amável e prestativo, não media esforços para cumprir, na íntegra, as tarefas que a ele eram confiadas. Sempre desejoso de participar, auxiliar e resolver questões. Um verdadeiro cristão. Um verdadeiro Amigo com “A” maiúsculo. Deus lhe deu a verdadeira estrutura de um propagador do Evangelho.
Os fatos e ações acabaram nos aproximando cada vez mais e acabamos comungando de uma extrema admiração por este jovem, que passou a fazer parte diária de nossas orações.

Aliás, o Sr. Santiago foi o responsável direto pela criação deste blog, pois foi com seu incansável incentivo e apoio que demos início a este meio de divulgação.

Portanto ele é também um dos responsáveis pelo sucesso que vem obtendo "A FAMÍLIA CATÓLICA".

Dedicamos a ele, com todo o nosso carinho, esta vitória que, com a graça de Deus, está sendo alcançada, não só no número de visitas obtido em menos de 1 ano e meio, mas também pelo fato deste modesto blog estar sendo visto e lido nos quatro cantos da terra.

Registro do mapa de locais visitados e número de visitantes 22/07/2009

A Associação a que ele pertence, os Arautos do Evangelho, fundada e orientada por um homem de fé profunda e firme, de amplos conhecimentos doutrinais e teológicos, de muita fibra e grande lutador da Igreja Católica Apostólica Romana, constantemente olhando e praticando o bem a tudo e a todos, o hoje Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, alcançou seu ponto alto ao obter a ordenação de seus primeiros Sacerdotes.

As primeiras ordenações sacerdotais tiveram lugar a 15 de junho de 2005. Um mês depois, Mons. Lucio Angelo Renna, O. Carm., Bispo Diocesano de Avezzano, Itália, assinou o decreto de ereção da Associação Pública Diocesana Virgo Flos Carmeli, hoje, por determinação papal, Associação de Vida Apostólica Clerical de Direito Pontifício Virgo Flos Carmeli, a qual pertencem todos os sacerdotes Arautos.

Em 19 de Setembro, realizou-se a na Sacristia Papal da Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, a Assembléia para a eleição do primeiro Superior Geral tendo sido eleito por unanimidade (menos um voto) Mons. João Scognamiglio Clá Dias.

As ordenações Diaconais e Presbiterais dos membros escolhidos dos Arautos do Evangelho iam se sucedendo aos poucos, avolumando cada vez mais o número de diáconos e sacerdotes participantes da Associação de Vida Apostólica Clerical de Direito Pontifício Virgo Flos Carmeli.

Há pouco mais de um mês nossa família recebeu com enorme satisfação um convite que muito nos tocou.

Aquele jovem Arauto, que conhecemos há tanto tempo, que tanto nos havia tocado por sua simplicidade e coração cristão, tendo já alcançado anteriormente o grau de diácono, estaria recebendo a Ordenação Presbiteral juntamente com mais 13 Diáconos, além de mais 10 Arautos acólitos, que estariam recebendo o Diaconato.

Foi uma cerimônia simplesmente indescritível, digna de ficar gravada eternamente em nossas mentes e corações pelo esplendor e beleza de sua liturgia e por sua enorme demonstração de fé cristã.
Ela foi Presidida pelo bispo de Bragança Paulista, Dom José Maria Pinheiro e contou com a presença do bispo de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos e de inúmeros cônegos e sacerdotes, Arautos e convidados.

Nosso coração ficou em festa por podermos participar de cerimônia tão rica em seu aspecto litúrgico, pela música digna dos anjos e plena do carisma que distingue os Arautos do Evangelho.
Nossa alegria acabou sendo ainda maior por termos a oportunidade de participar também da Ordenação Presbiteral de outros Arautos que nos são de muita estima e respeito, como o Diácono Rodrigo e o Diácono Carlos Alberto, além de termos o prazer de assistir a Ordenação Diaconal do Arauto David Francisco.

Foi um dia memorável, mas confessamos que sentimos em nossos corações algo muito especial pelo antigo Diácono Santiago, hoje Pe. Santiago, pelo qual continuaremos a rezar, para que seja verdadeiramente um santo sacerdote, um pastor de almas como quer e necessita a nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana,

Ao Pe. Santiago, ao Pe. Rodrigo, ao Pe. Carlos Alberto, ao Diácono David Francisco e aos demais ordenados, "A FAMILIA CATÓLICA" e seus leitores se sentem orgulhosos, felizes e muito confiantes de que o mundo de hoje está recebendo novos batalhadores, orientadores espirituais da mais alta estirpe para demonstrar em toda a face da Terra que o que vence é o amor a Deus e ao próximo, a compreensão, a dedicação e o empenho na propagação do Evangelho de Jesus.

Finalizando desejamos confirmar a todos os ordenados, os demais Sacerdotes e Diáconos da Associação de Vida Apostólica Clerical de Direito Pontifício Virgo Flos Carmeli e em especial a nosso muito estimado Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, que contem sempre com nossas orações. Tomamos a liberdade de solicitar a todos, além de suas orações, a sua Benção Sacerdotal para todos os nossos leitores, que já beiram os 93.000, no intuito de alcançarmos o quanto antes a Paz na Terra e a chegada do Reino de Maria, conforme profecia de São Luís Maria Grignion de Montfort.
Assistam ao vídeo do encerramento desta indescritivel cerimônia de Ordenação.

A FAMÍLIA CATÓLICA

domingo, 5 de julho de 2009

A LEITURA DA BIBLIA E MUITA ALEGRIA NOS LEVA AOS 104 ANOS DE VIDA

Agricultora catarinense de 104 anos ainda tem disposição para cortar cana
'Sou capaz de cortar moita em um instante', diz Irondina Serafim.Ela afirma que alegria é receita para viver bastante e com energia.
Do G1, em São Paulo, com informações do ClicRBS*

Irondina Vaz costuma fazer todos os serviços de casa: corta cana, lenha, e ordenha vacas
(Foto: Raquel Heidrich/Diário Catarinense/Ag. RBS)

Quem vê a disposição da agricultora Irondina Serafim Vaz, de Caxambu do Sul (SC), dificilmente é capaz de acertar sua idade. Ela tem 104 anos, nasceu em 10 de fevereiro de 1905. A agricultora é mais velha do que o município onde vive, que até 1962 se chamava Caxambu e era um distrito de Chapecó (RS). Irondina mantém praticamente todas as atividades rotineiras da época em que era mais nova. Ela mora sozinha ao lado da casa de um sobrinho e faz questão de tirar leite das vacas, cortar madeira para lenha, carpir a horta, cortar cana, moer milho, limpar a casa e fazer comida.

“Eu estou bem, faço todos os serviços”, afirma a agricultora. Um dos segredos de tanta vitalidade é, segundo ela, manter o corpo em movimento. “Não sou preguiçosa”, afirma. Ela também se alimenta bem. A maior parte do que consome é de produtos naturais, cultivados por ela mesma. “Planto feijão, mandioca, cebolinha e manjerona”, diz Irondina. O resultado dos pequenos cuidados pode ser conferido quando a agricultora corta a cana. “Sou capaz de cortar essa moita num instante”, afirma Irondina, que derruba um pé de cana com apenas um golpe. Irondina dificilmente vai para o médico. Ela procura atendimento apenas quando sente alguma dor.

A visão continua boa - aos 104 anos, ela ainda consegue ler a Bíblia sem o uso de óculos. A única atividade que ela deixou de fazer, não por causa da idade, foi dançar. “Isso eu não faço desde os tempos de antiguidade, quando era solteira”. Depois de criar seis filhos, ela ajuda a cuidar agora dos netos e bisnetos. Sempre com um sorriso no rosto, a centenária diz que a alegria é mais uma das receitas para quem quer viver bastante, com lucidez e energia.

(*Com informações do Diário Catarinense)
Fonte: G1.globo.com

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CONTO: RAPTADO PELOS CIGANOS

CONTO : Raptado pelos ciganos



Aconteceu na França, no ano de 1894.


Uma piedosa mãe rezava todas as manhãs com o seu filhinho uma linda oração ao Anjo da Guarda. À força de tanto a repetir, com as mãozinhas entre as mãos da mãe, apesar de contar só três anos e meio de idade, ele aprendeu-a de cor: “Querido Anjo, Anjo santo, tu és o meu guarda e estás sempre a meu lado. Diz ao Senhor que quero ser bom e que do seu alto trono me proteja. Guia-me sempre pelo bom caminho, com todos os meus queridos. Assim seja”.

Numa manhã de Abril desse ano de 1894 – faz agora 109 anos – meia hora depois de ter tomado o café da manhã, o rapazinho saiu para o campo, para brincar. Fazia cabriolas com o cachorrinho, quando por ali passou uma caravana de ciganos.

O habitual espetáculo : uma carroça desconjuntada, puxada por dois jumentos, um bando de mulheres despenteadas e com vestidos garridos até aos pés, crianças, dois homens, um a guiar a carroça, outro atrás, na porta, tudo num ambiente de miséria.

Uma cigana, ao ver aquela flor de criança no prado, começou a chamá-la, mansamente, mostrando uns rebuçados (doces, balas).

O menino aproximou-se e a cigana desceu do carro, continuou a distribuir doces. Quando já tinham deixado longe a povoação, agarrou-o e meteu-o dentro da carroça, e vá de correr pela estrada afora.

Ao ver-se no meio daquela gente desconhecida, o pequenito começou a berrar desesperadamente, mas era tarde demais. O homem, que ia à porta, tapou-lhe a boca com a mão e impôs-lhe silêncio, com a ameaça de lhe bater se não se calasse. A caravana andou de terra em terra, atravessando campos e povoações.

Depois dos primeiros dias de agonia, o pobre menino foi-se resignando com a sua triste sorte. Parecia já um autêntico ciganinho. A cara suja, os cabelos desgrenhados, a roupa esfarrapada e nos olhos uma saudosa tristeza. Os patrões ensinaram-lhe alguns exercícios e habilidades, e empregaram-no a pedir esmola, provocando com o seu encanto a compaixão do povo. Assim se passaram quatro longos anos.

O miúdo, agora um rapazinho de 7 anos, sentia que aquela não era a sua família. Lembrava-se da sua casa, do jardim, do cachorrinho com que brincava; sobretudo, não podia esquecer a sua querida mãe, que o apertava ao colo, lhe dava mil beijos, chamando-lhe “meu amorzinho”. Certo dia fugiu da caravana, correu, correu muito, pelos caminhos fora, até cair cansado na valeta da estrada. Passando por ali umas bondosas pessoas, recolheram-no e levaram-no para a cidade mais próxima, entregando-o na Esquadra da Polícia, onde lhe deram de comer e o deitaram para descansar e dormir.

Na dia seguinte, o Chefe da Polícia conversou amigavelmente com ele, para conhecer bem a sua situação.

Começou por suspeitar que uns pais sem coração o tivessem abandonado. Perante as respostas do petiz descartou esta hipótese.

– Como te chamas?

– Franz.

Aquele não podia ser um autêntico nome francês.

Por isso o Comandante insistiu:

– Franz e que mais?

– Só sei assim.

– E a tua mãe como te chamava?

– Meu filhinho, meu amorzinho!

– Donde és?

– Não sei.

Saído de casa aos três anos, não era de admirar que não se lembrasse de mais pormenores. Além disso, a sua vida de cigano tinha-o amedrontado e destroçado. A sua linguagem era vacilante, e o modo de se exprimir, lento e difícil.

– És capaz de dizer alguma coisa da tua mãe, antes de eles te terem apanhado?

– Só me lembro da minha mãe, do jardim e do cachorro. – E como era a tua mãe?

– Muito linda! Era a minha mamã.

– Como se chamava?

– Assim: mamã.

– E o teu pai, quem é? Como se chamava?

– Não sei.

Uma vez que todas as outras tentativas se tinham manifestado vãs, o Comandante começou a brincar com o pequenito, para ver se conseguia mais algum dado que o fizesse sair daquele círculo fechado: um jardim, um cachorro e as saudades da sua querida mãe.

Finalmente a uma pergunta do Comandante, o rapazito respondeu que se lembrava duma oração ao Anjo da Guarda, que a mãe lhe tinha ensinado e que ele próprio rezava muitas vezes, até na carroça dos ciganos.

– És capaz de a dizer agora?

– Sim.

– Gostaria de a ouvir. Vá, diz a oração!

O pequenito levantou-se, ergueu as mãos, olhou para o ar e começou:

– “Querido Anjo, Anjo santo tu és o meu guarda que sempre a meu lado...”

O Comandante e os outros polícias aproximaram-se, enquanto o petiz continuava firmemente a oração até ao fim: “...com todos os meus queridos. Assim seja”.

– Isto – declarou o Comandante para os colegas – pode ser pista que nos leve ao fim desejado. Voltando-se para o pequeno, disse-lhe:

– Bravo, meu rapaz! A tua oração é muito bonita. És capaz de repetir?

– Sim, eu sou.

E o Comandante deu esta ordem ao Secretário:

– Escreva tudo. Com a ajuda de Deus espero bom resultado.

A oração ficou escrita tal como a tinha ouvido. Entretanto, o pequeno foi entregue a gente de confiança para que o vestisse, alimentasse e procurasse colher mais algumas informações. Se, por ventura, as obtivessem, deveriam comunicá-las à Polícia.

Não havendo naquele tempo rádio, televisão ou telefone, o Chefe da Polícia valeu-se do único meio ao seu dispor: o telégrafo. E mandou telegramas para os principais jornais da França. A notícia apareceu com os poucos dados até então conseguidos e a transcrição de apenas metade da oração ao Anjo da Guarda. A segunda parte ficaria como prova para se conseguir saber quem eram na verdade os pais.

Numa povoação da região do Mosa, talvez avisada por outras pessoas ou, por graça de Deus, uma boa mulher veio a saber que nos jornais tinha aparecido a notícia do aparecimento dum rapazinho de sete anos, que sabia rezar uma desconhecida oração ao Anjo da Guarda, da qual se transcrevia uma parte. A boa senhora exultou de alegria: aquela era a oração que ela tinha ensinado tantas vezes ao seu filhinho desaparecido misteriosamente há quatro anos. Nossa Senhora tinha escutado as suas orações.

Apresentou-se na esquadra da Polícia e afirmou:

– O rapazinho encontrado é certamente o meu filho Eugênio.

– Vamos ver se é verdade – responderam os frios homens da lei, enquanto lhe pediram que dissesse a oração até ao fim.

Confrontando as palavras da mulher com a cópia inteira que todas as esquadras da Polícia tinham recebido, reconheceram que havia inteira coincidência, mesmo até às palavras finais, não publicadas nos jornais, mas recebidas na esquadras.

A prova era indubitável! A feliz mãe parte, para a terra onde se encontrava redivivo o filho de tantas orações. A mãe e o pequenino abraçaram-se alegremente. Rezaram mais uma vez a oração ao Anjo da Guarda, que tinha servido de pista para se encontrarem.

Ainda que pareça um romance, este caso aconteceu realmente. O rapto do petiz verificou-se em Abril de 1894 e o seu encontro, quatro anos mais tarde, em 1898. O pequeno chamava-se Eugène Loup (Eugénio Lobo), tendo sido apanhado pelos ciganos em Fains, povoação entre Reims e Nancy. O encontro com a mãe verificou-se na cidade Amiens.


Fonte: Revista “Cruzada” – Braga, Portugal – Outubro – 2002 – pgs. 273-276.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

IMPLICAÇÕES DA FÉ PARA O EMPRESÁRIO CRISTÃO

Implicações da fé para o empresário cristão
Retiro organizado pela União Social de Empresários Cristãos do Chile

SANTIAGO DO CHILE,

-“A fé tem consequências muito práticas para a vida de um profissional, tanto no âmbito pessoal como no laboral”, afirmou o padre Samuel Fernández, no retiro “O cristão diante da adversidade: caminho de crescimento na liberdade”, organizado pela União Social de Empresários Cristãos (USEC) em Santiago do Chile.
“Em uma atmosfera de recolhimento e alegria”, os cerca de 60 participantes contaram com a orientação do pe. Fernández, decano da Facultade de Teologia da Universidade Católica e assessor doutrinal da USEC.
O retiro consistiu em duas palestras, seguidas de reflexão pessoal dos participantes e depois reflexão em grupo.
Na primeira palestra falou-se da crise econômica, fazendo alusão ao vazio espiritual que se registar hoje, que tem profundas consequências no comportamento das pessoas. Assinalou-se que as crises não seriam um parênteses na vida, mas “o estado natural em que nos encontramos”.
“Não podemos viver apenas esperando que haja um tempo melhor, um período de paz e bonança que possibilite que façamos aquilo que sempre quisemos e postergamos; esta visão é infrutífera e pouco realista.”
Referiu-se às dificuldades como instâncias que ajudam o homem a incrementar sua fé, que ampliam e completam sua perspectiva.
“Para explicar a atual crise, o olhar técnico é necessário, mas parcial; deve ser complementado pelo olhar mais profundo da fé, a partir das causas mais profundas que jazem no coração do ser humano. O olhar espiritual ou de fé traz o conhecimento do sentido último das coisas, sem nos tirar da realidade concreta, mas dando maior profundidade a sua análise. A fé tem consequências muito práticas para a vida de um profissional, tanto no campo pessoal como no laboral”, sublinhou.
Na segunda palestra traçou-se uma perspectiva acerca de como a liberdade é historicamente o grande elo da humanidade, e que, a partir do Iluminismo, tomou a forma de um “desligar-se” da autoridade, da Igreja e das normas.
“Hoje ser livre é não ter ataduras de nenhum tipo, o que debilita os compromissos com todas as pessoas e instituições com as que nos relacionamos. Esta definição de liberdade, do fazer somente o que me apraz, é absolutamente contrária à liberdade evangélica. Para a Igreja, trata-se mais de um fracasso ou degradação da liberdade”, afirmou o palestrante.
Baseado em um texto escrito por Bento XVI, referiu-se ao fato de que para o cristão, já desde Paulo, a liberdade apresentanta-se como um paradoxo. Já que, baseados no exemplo de Jesus, o ser verdadeiramente livre equivale a “fazer-se servidor” do próximo.
“Sou mais livre quanto mais me ‘entrego’ aos demais. É evidente a contradição com o que hoje se concebe como liberdade, inclusive dentro do atual modelo econômico. É que não somos seres absolutos, nossa liberdade não pode ser absoluta. Nosso critério não pode transformar-se na medida de todas as coisas”, assinalou.
Partilhando a frase do beato padre Alberto Hurtado: "Mais vale gastar-se que oxidar-se", o conferencista assinalou que a “autodoação e a capacidade de serviço, sobretudo se se tem uma posição de privilégio, é aquilo que levará a pessoa a sentir-se possuidora de uma liberdade que ninguém lhe pode tirar. Conhecer a verdade de si mesmo é condição para ser livres, o que, por sua vez, é condição para ser felizes”, concluiu.

Fonte: ZENIT.org

domingo, 19 de abril de 2009

MADRE TEREZA DE CALCUTÁ - O QUE FAZER EM RELAÇÃO AS OUTRAS PESSOAS

O que fazer em relação as outras pessoas

..................................
PEGADAS NA AREIA

Muitas vezes as pessoas são
egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas
podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá
alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.

O que você levou anos para construir,
alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz,
as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje
pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso
pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que, no final das contas,
é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as outras pessoas.

Fonte: Pela Fé

Recordando um passado muito pouco distante e lendo estas palavras escritas por Madre Tereza De Calcutá, decidimos dedicar a publicação deste poema a um ser fraco, que em certa ocasião, há pouco tempo atrás, se fez passar por "Advogado do Diabo", mas não teve a hombridade, a dignidade e o carisma de se apresentar pessoalmente para fazê-lo.
A FAMÍLIA CATÓLICA

sexta-feira, 10 de abril de 2009

"SEM A FÉ EM DEUS O SOFRIMENTO SE TORNA IMENSAMENTE MAIS ABSURDO",



PAIXÃO DO SENHOR: "SEM A FÉ EM DEUS O SOFRIMENTO SE TORNA IMENSAMENTE MAIS ABSURDO", DIZ FREI CANTALAMESSA



Cidade do Vaticano, 10 abr (RV)


- Hoje, Sexta-feira Santa, a Igreja celebra a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador. Esta tarde, o Santo Padre presidiu, na Basílica de São Pedro, ao rito da Paixão do Senhor, com a adoração da Santa Cruz.O rito da Paixão do Senhor consiste na proclamação da Palavra de Deus, a apresentação e adoração da Cruz, e a comunhão dos fiéis. Durante a Liturgia da Palavra, é lida a narração da Paixão segundo o Evangelho de São João.Após a Liturgia da Palavra, teve lugar a homilia da celebração, feita pelo pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa.O frade capuchinho fez a sua homilia propondo algumas passagens dos escritos de São Paulo sobre o mistério da morte de Cristo, que estamos celebrando. Recordando o Ano paulino em andamento – no bimilenário do nascimento do Apóstolo dos Gentios – Frei Cantalamessa afirmou que ninguém melhor que São Paulo pode ajudar-nos a compreender o significado e alcance de tal mistério.O religioso ressaltou que "a morte de Cristo tem um alcance universal: 'O amor de Cristo nos compele, considerando que, se um só morreu por todos, logo todos morreram' (2 Cor 5, 14). Sua morte deu um sentido novo à morte de cada homem e mulher".Aos olhos de Paulo, a cruz assume uma dimensão cósmica. Frei Cantalamessa lembrou que "a antiga tradição desenvolverá o tema da cruz como árvore cósmica que, com o braço vertical, une céu e terra e, com o braço horizontal, reconcilia entre si os diversos povos do mundo".Evento cósmico e ao mesmo tempo personalíssimo, observou o pregador da Casa Pontifícia: "me amou e se entregou por mim" (Gal 2, 20). Cada homem, escreve o Apóstolo, é um "daquele por quem Cristo morreu" (Rom 14, 15)."Paulo plantou a cruz no centro da Igreja como mastro principal no centro do navio; tornou-a fundamento e centro de gravidade de tudo. Fixou para sempre o quadro do anúncio cristão. Os evangelhos, escritos depois dele, seguiram o esquema, fazendo do relato da paixão e morte de Cristo a base sobre a qual tudo está orientado."A finalidade do Ano paulino – observou o frade capuchinho – não é tanto conhecer melhor o pensamento do Apóstolo, é mais, como recordou em muitas ocasiões o Santo Padre, aprender de Paulo como responder aos desafios atuais da fé. O pregador da Casa Pontifícia identificou num desses desafios, talvez o mais aberto e mais conhecido até hoje, um slogan publicitário escrito nos meios de transporte público de Londres e de outras cidades européias: "Deus provavelmente não existe. Portanto deixe de se preocupar e aproveite a vida"."O elemento de maior preocupação desse slogan não é a premissa 'Deus não existe', mais a conclusão: 'Aproveite a vida!' A mensagem subliminar é que a fé em Deus impede de desfrutar a vida, é inimiga da alegria. Sem essa, existiria mais felicidade no mundo! Paulo nos ajuda a dar uma resposta a este desafio, explicando a origem e o sentido de cada sofrimento, a partir do sofrimento de Cristo."Porque "era necessário que Cristo padecesse para entrar em sua glória"? (Lc 24, 26). A necessidade não é de ordem natural, mas sobrenatural, observou Frei Cantalamessa, acrescentando que nos países de antiga fé cristã se associa quase sempre a idéia de sofrimento e de cruz à de sacrifício e expiação.São Paulo escreve que Deus predeterminou Cristo "a servir como instrumento de expiação" (Rm 3, 25), mas tal expiação não opera sobre Deus para aplacá-lo, mas sobre o pecado para eliminá-lo. "Pode-se dizer que é Deus mesmo, não o homem, que expia o pecado... a imagem é mais a da remoção de uma mancha corrosiva ou a neutralização de um vírus letal que a de uma ira aplacada pela punição".O pregador da Casa Pontifícia evidenciou que Paulo leva a sério o pecado, não o banaliza: "O pecado é, para ele, a causa principal da infelicidade do homem, isto é, a rejeição de Deus, não Deus! Isso prende a criatura humana na 'mentira' e na 'injustiça' (Rm 1, 18 ss; 3, 23), condena o próprio cosmo material à 'vaidade' e à 'corrupção' (Rm 8, 19 ss.) e é a causa última também dos males sociais que afligem a humanidade".Fazem-se análises sem fim da crise econômica em ação no mundo e de suas causas, mas quem ousa meter o machado na raiz e falar do pecado? – perguntou-se o religioso."O Apóstolo define a avareza insaciável uma 'idolatria' (Col 3,5) e aponta na desenfreada ganância de dinheiro 'a raiz de todos os males' (1 Tm 6, 10). Podemos dizer que está errado?" – insistiu Frei Cantalamessa."Por que tantas famílias perderam tudo, massas de operários que permanecem sem trabalho, se não pela sede insaciável de lucro por parte de alguns? A elite financeira e econômica mundial se tornou uma locomotiva louca que avançava em curso desenfreado, sem pensar no restante do trem que ficou parado à distancia sobre os trilhos. Estávamos andando todos na 'contramão'."O religioso observou que o sofrimento permanece sendo, certamente, um mistério para todos, especialmente o sofrimento dos inocentes, mas sem a fé em Deus ele se torna imensamente mais absurdo.O pregador da Casa Pontifícia concluiu afirmando que "a cruz de Cristo é motivo de esperança para todos, e o Ano paulino, uma ocasião de graça também para aqueles que não acreditam, mas buscam. Uma coisa fala a favor deles diante de Deus: o sofrimento! Como o restante da humanidade, os ateus também sofrem na vida, e o sofrimento, uma vez que o Filho de Deus tomou sobre si, tem um poder redentor quase sacramental. É um canal, escreve João Paulo II na 'Salvifici doloris', através do qual a energia salvífica da cruz de Cristo é oferecida à humanidade".Frei Cantalamessa encerrou citando uma comovente oração feita na liturgia desta Sexta-feira Santa, logo após o convite a rezar "por aqueles que não acreditam em Deus":"Deus onipotente e eterno, tu colocaste no coração do homem uma profunda nostalgia de ti, e só quando te encontramos vivemos a paz: faze que, superando cada obstáculo, reconheçamos os sinais da tua bondade e, estimulados pelo testemunho da nossa vida, tenhamos a alegria de crer em ti, um verdadeiro Deus e Pai de todos os homens. Através de Cristo, nosso Senhor."Concluída a homilia, a Liturgia da Paixão prosseguiu com a Oração universal e a adoração da Santa Cruz e se encerrou com a santa Comunhão. (RL)

Fonte: RV

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"MINHA FÉ ME SALVOU" - INGRID BETANCOURT


TESTEMUNHO DE FÉ

A 2 de junho, junto ao avião que a trouxe da selva, Ingrid Betancourt rezava de joelhos um Pai-Nosso e uma Ave Maria, em companhia de outros reféns libertados.
Nas mãos trazia o rosário que fizera com botões, em lugar das costumeiras contas. Esse mesmo rosário a acompanhou à França e ficou em suas mãos durante o encontro com o presidente francês Nicholas Sarkozy.
Libertada de seu cativeiro com as FARC, a política colombiana acorreu ao Santuário de Lourdes, na França, e à Basílica de Sacré-Coeur, em Paris, para “dar graças a Deus”.
Nessa ocasião concedeu uma entrevista exclusiva, em profundidade, ao semanário católico francês, Pélerin, em que falou de sua fé, de seu encontro com a Bíblia, com Jesus e com Maria.
No site do semanário, na web (http://www.pelerin.info/, foi publicada parte da entrevista, como segue abaixo.
A FAMÍLIA CATÓLICA

Ingrid Betancourt (primeira fila, a segunda à esquerda), sua mãe (primeira fila, a primeira á esquerda), Yolanda Pulecio e onze militares colombianos rezam na chegada ao aeroporto militar.

Ingrid Betancourt; “Minha fé me salvou”

A ex-refém mais famosa do mundo dirigiu-se à Basílica de Sacré-Coeur de Montmartre no domingo, 6 de julho, para agradecer a Jesus e á Virgem Maria sua libertação. Depois de rezar, Ingrid Betancourt concedeu uma entrevista a Pélerin para dizer como sua fé se manifestou nos momentos mais dolorosos de seu cativeiro.

Era domingo, seis de julho, á noite, por ocasião da missa das 22 horas celebrada na Basílica de Sacré- Coeur , que domina Paris, do alto de Montmartre. Ingrid tinha se proposto fazer esta peregrinação com seus familiares: os filhos Mélanie e Lorenzo, a mãe Yolanda, a irmã Astrid e alguns outros, porque queria cumprir a promessa feita durante o cativeiro: agradecer antes de tudo a Jesus e à Virgem Maria por lhe terem concedido a libertação.

Foi na capela situada atrás do coro da basílica que ela e sua família fizeram suas preces. Apesar do adiantado da hora e do cansaço, Ingrid aceitou dar declarações aos leitores de Pèlerin, durante mais de meia-hora. Ela falou da fé que a sustentou na provação, de seu amor por Jesus e por Maria, suas leituras da Bíblia e do Evangelho, que lhe deram a força para não ceder ao ódio contra seus captores.

Seu primeiro gesto como mulher livre foi o sinal da cruz, suas primeiras palavras foram para agradecer a Deus e à Virgem Maria. Por que sentiu essa necessidade?

Enquanto estava no cativeiro, tomei a resolução de que, assim que fosse libertada, agradeceria em primeiro lugar ao Senhor. Por que? Porque se não tivesse o Senhor a meu lado, não penso que conseguisse crescer na dor. Ser refém o coloca numa situação de constante humilhação. Você é vítima de completa arbitrariedade, conhece o que há de mais vil na alma humana. Diante disso, há dois caminhos: ou deixar-se enfeiar, tornar-se amargo, agressivo, vingativo, com o coração repleto de rancor; ou escolher o outro caminho, aquele que Jesus nos mostrou. Ele nos pede: “Abençoe teu inimigo”. Cada vez que eu lia a Bíblia, eu sentia que essas palavras se endereçavam a mim, como se Ele estivesse a minha frente, sabendo o que devia me dizer. E aquilo ia direto ao meu coração. !

Claro que reconheço que quando o inimigo é atroz, é difícil ser-se fiel a estas palavras. Contudo, desde que comecei a fazer o exercício de pronunciar “Abençoe teu inimigo” – embora tivesse desejo de dizer o contrário – foi mágico, havia como que uma espécie de... de alívio. E o horror simplesmente desaparecia. Coisas como essa eu poderia contar por dias e dias. Eu sei, eu sinto que houve uma transformação em mim e esta transformação eu a devo a esse contato, a esta capacidade de escutar aquilo que Deus queria para mim. Foi um diálogo constante com Deus, através do Evangelho!

Esta fé que a carregou durante todos esses anos estava lá desde os primeiros dias? Houve algum acontecimento especial? Um pensamento particular a fez voltar-se para Deus?

Eu vou lhe contar uma história em dois tempos, que quase me faria rir, tão perfeitamente me recordo desses episódios. No início de meu cativeiro, disse a mim mesma: “ Bem, vou passar meses e meses aqui, então vou ler a Bíblia”, que eu não conhecia. Abrindo-a, caí nas epístolas de São Paulo. Eu o cito de memória, é mais ou menos assim: “ Podes pedir o que quiseres, que de todo o modo o Espírito Santo pedirá melhor, porque Ele sabe melhor aquilo que necessitas”. Quando li isso, gritei: “Meu Deus, está bem, mas o que eu quero eu sei, é ficar livre!” Seis anos depois, relendo essa mesma epístola, eu enfim compreendi: “Felizmente, o Espírito Santo estava lá para rezar por mim, porque sou incapaz de pedir o que é preciso”.

E essa fé nunca a deixou? Não sentiu momentos de abandono, de solidão?

No primeiro ano, é verdade, fiquei lutando contra Deus. Eu me queixava terrivelmente a Ele da morte de meu pai. Eu Lhe dizia: “Por que me fizeste isso, se sabes que Te adoro? Por que me castigas? Só depois compreendi que devia agradecer a Ele por ter levado meu pai, porque ele nunca poderia suportar esses seis anos de horror. Portanto sim, posso dizer que minha fé foi constantemente aumentando.É curioso, mas é como se coisas acontecessem para que eu compreendesse outras; Preciso lhes contar minha descoberta de Maria. Papai tinha uma grande devoção pela Virgem, mas devo confessar que na época, ela não me dizia nada. Digamos que não era uma imagem de mulher que me inspirasse.

Depois, durante o cativeiro, eu reli os Evangelhos e fui tomada de admiração por ela. Sem dúvida, para compreender a Virgem, é necessário ter vivido mais, ter adquirido uma certa maturidade. E eu comecei a achar verdadeiramente sensacional esta jovem que aceitou ter um filho, embora tivesse um plano de vida totalmente diferente. E ela correu todos os riscos. Para muitos cristãos, essas são coisas bem conhecidas, mas para mim, foi uma descoberta. Descobri uma Maria forte, uma Maria inteligente, uma Maria que tinha senso de humor.

Vou confessar: como dizem os canadenses, caí de amores por Maria lendo o Evangelho de São João, quando ele conta as bodas de Caná. Acho extraordinário o diálogo entre Maria e Jesus. Esta cumplicidade entre eles é genial. Apesar de todas as razões que Jesus expõe à sua mãe, ele já sabe que ele vai fazer o que ela quer, que ele transformará a água em vinho por amor a ela. Lendo essa passagem, não pude deixar de pensar em minha relação com meu filho Lorenzo.

Você se propôs a vir, esta noite, à Basílica de Sacré-Coeur? Qual o sentido dessa peregrinação?

Durante quase sete anos, fiz muitas promessas à Virgem e vou lhe contar uma coisa de especial importância para mim. Em 1º de junho, escutando a Rádio Católica Mundial, aprendi que o mês de junho é aquele em que se celebra o Sagrado Coração de Jesus. Ora, na última vez que estive com meu pai, na véspera de minha captura, estávamos no quarto dele, sentados junto a uma imagem do Sagrado Coração. Pegando minha mão e olhando para a imagem, papai pediu: “ Sagrado Coração, toma conta de meu coração, de minha filha”. Assim, quando escutei falar sobre o Sagrado Coração de Jesus no rádio, imediatamente prestei atenção.

Naquele momento, eu ainda não conhecia a história de Santa Margarida-Maria – de fato, acabei de aprender o nome dela. Mas compreendi que se como ela, alguém se consagrasse ao Sagrado Coração de Jesus, receberia muitas graças. Lembro-me de uma graça em particular, aquela de Jesus prometendo tocar os corações duros que nos fazem sofrer. Então, fiz esta oração: “Meu Jesus, eu vou Te pedir algo bem concreto. Não sei o que significa exatamente, consagrar-se ao Teu Sagrado Coração. Mas se Tu me anunciares, no decorrer do mês de junho, que é o Teu mês, a data da minha libertação, eu serei toda Tua”.

E no dia 27 de junho, um comandante da guerrilha entra no acampamento e nos ordena preparar nossa coisas, porque talvez um dentre nós fosse ser libertado. Quando ele disse isso, pensei: “Aí está. Chegou a hora”. Minha libertação aconteceu de forma muito diferente, mas o fato é que Jesus teve palavra: eu vi um milagre.
Fonte: Pèlerin.info
Tradução : A FAMÍLIA CATÓLICA, sem aprovação do autor

sábado, 9 de agosto de 2008

PRECIOSA OBRA SÃO FRANCISCO DE SALES PARA AJUDAR LEIGOS

PRECIOSA OBRA SÃO FRANCISCO DE SALES PARA AJUDAR LEIGOS A VIVER A FÉ NO COTIDIANO COMPELTA 400 ANOS

Roma,
-Alcançar “um alto grau de caridade cristã” na vida de todos os dias. É o que ajuda a fazer a obra Filotea (Amigo de Deus), ou seja, introdução à vida consagrada que, justamente no dia 8 de agosto de 1608, São Francisco de Sales publicava. Um livro no qual se respira uma espiritualidade exigente, mas ao alcance de todos e que representa uma prática concreta das virtudes para descobrir Deus no próprio eu. Passados exatos 400 anos de sua publicação, o que há de atualidade nessa obra? Foi o que a Rádio Vaticano procurou saber do docente de espiritualidade salesiana da Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, Pe. Józef Struś. Eis o que disse:Pe. Józef Struś:- “O desejo de São Francisco de Sales era de que os cristãos, de modo particular os leigos, se convencessem de que também eles são chamados à santidades, de que o caminho de perfeição cristã é para todos e não somente para os sacerdotes, para os religiosos. É claro que 400 anos é muito e, portanto, sob certos aspectos como a linguagem e algumas comparações que usa, a obra certamente envelheceu. Por outro lado, quando olhamos para as edições nos damos conta de que a Filotea é reeditada com uma certa freqüência. Significa que como doutrina, como propostas, e no que diz respeito às intenções do autor, certamente permanece uma obra muito válida.”P. Trata-se de uma reflexão imersa na realidade concreta, como que demonstrando que se pode viver na cotidianidade e, ao mesmo tempo, alcançar a santidade... Pe. Józef Struś:- “Certamente essa foi a sua preocupação. O que ele via como indispensável era justamente o fato de superar a idéia de que a santidade era somente para alguns eleitos. Ao invés, como disse já nas primeiras páginas da Filotea, quem vive na corte real, quem vive na vida de uma família simples, é chamado à santidade.”P. A Filotea, a Imitação de Cristo, o que representaram no caminho em busca de Deus? Pe. Józef Struś:- “Representaram e insistem sobre a necessidade de colocar ordem na vida espiritual, que a Deus seja reservado o primeiro lugar e que tudo o mais não deve absolutamente ser deixado de lado, mas vivido, porque é da vontade de Deus que as pessoas permaneçam fiéis à própria vocação. Vocação que se refere não somente à vida sacerdotal e religiosa, mas também à vida laical. Mas em cada uma das vocações é importante que, colocando Deus em primeiro lugar, Ele seja percebido, reconhecido como Deus-Amor.” (RL)
Fonte:RV

domingo, 20 de julho de 2008

A IGREJA SE NÃO FOR MISSIONÁRIA NÃO É A IGREJA DE CRISTO

A igreja se não for missionária não é a igreja de Cristo...

O alerta foi lançado em Lisboa pelo Cardeal português D. José Saraiva Martins no lançamento de mais uma obra da sua autoria desta vez voltada para a dimensão missionária da igreja."Ide e Anunciai" é o título da obra do Perfeito Emérito da Congregação para a Causa dos Santos que deixou bem clara a diferença entre a igreja e uma instituição filantrópica…Uma sessão onde o Núncio Apostólico em Lisboa explicou o sentido da evangelização e onde Monsenhor Feytor Pinto, convidado para fazer a conferência de fundo, deixou bem claro que uma fé pouco esclarecida não pode evangelizar.
Fonte:RV

quarta-feira, 18 de junho de 2008

ENTREVISTA COM FREI LEONARDO SHIGESHI MATSO


FREI LEONARDO SHIGESHI MATSO
a fé católica dos japoneses e de seus descendentes

No dia 18 de junho, comemora-se o centenário da imigração japonesa no Brasil. Neste dia, em 1908, chegou ao país o navio que trazia os primeiros 791 imigrantes, depois de uma viagem de 52 dias. Frei Leonardo Shigeshi Matsuo veio muito tempo depois, em 1963. Veio como missionário, a pedido da colônia japonesa, mas também se considera um imigrante, pois enfrentou os mesmos desafios das diferenças de cultura e de língua. Aqui, ele deu assistência espiritual aos católicos de origem nipônica e ajudou a criar a Panib (Pastoral Nipo-brasileira).Hoje, com 74 anos, é pároco da paróquia pessoal São Maximiliano Kolbe, na Diocese de Mogi da Cruzes (SP). Com muito bom humor e sabedoria, ele fala aqui sobre a fé católica dos japoneses e de seus descendentes, lembrando as dificuldades que esse povo teve para viver essa religião em seu país, das adversidades que encontrou em nossas terras e da rica contribuição que trouxe para o nosso país.

POVO: Fale um pouco sobre a sua família. Seus pais já seguiam a religião católica no Japão?............................ Frei Leonardo: Nasci em Nagasaki (Japão), em 1933. Minha família já era católica, mas, naquele tempo, os católicos eram naquele tempo, os católicos eram perseguidos no Japão. Então, meus pais fugiram para muito longe da cidade onde nasci.Procuraram uma ilha onde havia mais segurança, em Formosa, pois corriam perigo de vida. Foi lá que cresci e que entrei no seminário.

POVO: Por que você veio para o Brasil?
Frei Leonardo: Cheguei aqui com 30 anos, em 1963, já padre franciscano conventual. Existem três ramos na família franciscana: frades menores, conventuais e capuchinhos. Sou um padre conventual. Fiz o curso Teologia em Assis (Itália) e, depois, fui para a Inglaterra estudar inglês. Já estava me preparando para voltar ao meu país, quando veio uma carta do nosso superior, dizendo que eu iria para o Japão apenas para me despedir da minha família e, depois, arrumaria a mala para vir para o Brasil. O superior geral havia visitado o Brasil e os japoneses daqui pediram que enviasse padres japoneses. Vim com toda alegria.

POVO: Por que escolheu ser sacerdote franciscano?
Frei Leonardo: Parece que não era pra se eu! Eu tinha um primo que era também um grande amigo. Estudávamos juntos e íamos a todos os lugares juntos. Um padre franciscano recém formado veio à nossa igreja e convidou meu primo para entrar no seminário, não a mim. Como meu primo não queria ir sozinho, ele me chamou pra ir também. Decidimos ir os dois. Mas, no momento de partir, ele não pôde ir mais, porque a família era contra. Então, fui sozinho, já que estava tudo pronto para minha partida. Por isso, falo que foi um chamado errado: meu primo é quem foi convidado, mas eu é que entrei. Continuei assim meu caminho.

POVO: Como foi sua chegada ao Brasil?
Frei Leonardo: Viemos em dois padres, eu e Frei Estevão, porque os franciscanos nunca andam sozinhos. No porto de Santos (SP), o consulado do Japão, alguns padres e vereadores foram nos receber e a acolhida foi muito boa. Sentimos que o povo estava nos esperando com muita alegria e ansiedade. O primeiro problema que tivemos, sem dúvida, foi a língua. Tivemos dificuldades para nos comunicar e porque não conhecíamos os lugares... Foi uma boa experiência! Muita gente, em vários lugares do Brasil, estava lutando para estabelecer sua vida aqui e ainda enfrentava muita dificuldade com a língua. Fui primeiramente para a cidade de Santo André, na grande São Paulo, onde havia uma grande colônia e onde trabalhei três anos. Ali, minha dificuldade inicial era não saber onde estavam esparramadas as famílias japonesas. Um vizinho ajudou-me a visitar casa a casa e a ir conhecendo as pessoas. Outro problema é que, sendo a maioria deles feirante, eles dormiam de dia e, à noite, saiam para as compras no mercado e para a feira. Mas conseguimos, pouco a pouco, realizar um trabalho com os jovens. Depois fui para Mogi das Cruzes, onde havia também muitos japoneses.

POVO: Entre os japoneses que chegaram havia muitos católicos ou eles foram se convertendo?Frei Leonardo: Existiam poucos católicos, mas a metade dos japoneses, quando entraram em terra estranha, é estar em harmonia com os habitantes locais. Por isso, talvez, muitos quiseram adotar a religião católica, que era a da maioria dos brasileiros. O primeiro padre que cuidou da evangelização dos japoneses foi o pe. Lourenzo, não lembro agora o sobrenome dele, redentorista de Aparecida (SP). Ele ficou sabendo que tinham muitos imigrantes em Pindamonhangaba, nas plantações de arroz. Então, desceu até lá, foi andado a pé cerca de 40 quilômetros, para encontrá-los. Com dicionário, porque não sabia falar a língua deles nem esses entendiam seu português, fez amizade com eles e começou a ensinar-lhes a doutrina cristã. Ele escreveu para o Vaticano pedindo material de catequese em japonês. O Vaticano não tinha nada e aconselhou-o a escrever para um almirante no Japão que era católico. O almirante, então, começou a mandar algum material e os japoneses começaram a ser evangelizados e a entrar para a Igreja Católica. Foi pe. Lourenzo quem batizou o primeiro migrante japonês no Brasil. Também o núncio apostólico preocupou-se com a quantidade de imigrantes japoneses não católicos que estavam entrando no Brasil. Ele escreveu uma carta para a embaixada do Japão no Rio de Janeiro (RJ), mas eles também não sabiam onde encontrar livros de catequese em japonês. Aí a embaixada pediu aos bispos japoneses que enviassem padres missionários para o Brasil, a fim de que os migrantes tivessem melhor assistência espiritual. O primeiro missionário vindo do Japão chegou em 1923. Era pe. Domingos Nakamura(1865/1940), que fez um belo trabalho junto à colônia japonesa, principalmente no estado de São Paulo.

POVO: Oque monsenhor Domingos Nakamura representa para a colônia japonesa no Brasil, hoje?
Frei Leonardo: Para nós, ele é verdadeiramente o pai dos imigrantes. Naquele tempo, não havia condução fácil; viajava-se a cavalo, em carroças ou de trem. Mesmo assim ele mandou muito por todas as regiões de São Paulo, pelo Paraná, Mato Grosso. Onde havia colonos japoneses, ele estava lá. Atendia todas as necessidades do povo, fazia casamentos, batizados, ministrava outros sacramentos e era esperado em todos os lugares. Tudo o que ele fez está registrado. Ele precisava carregar uma mala pesada com todos os paramentos e utensílios litúrgicos. Alguns jovens o ajudavam, revezando-se no carregamento da mala. Na maioria das vezes, andava a pé, porque não sabia andar a cavalo, já que, no Japão, não havia esse costume. É um exemplo para os padres de hoje. O pedido para sua canonização já foi encaminhado ao Vaticano.

POVO: Qual é o atual da Pastoral Nipo-Brasileira?
Frei Leonardo: Os missionários japoneses procuraram atender às necessidades do povo japonês, nos lugares onde ele vivia. Então, quase todos atuaram em educação, levantando escolas, na catequese e na assistência social. A Pastoral Nipo-Brasileira foi se estruturando em torno desses eixos. Passaram-se 100 anos e, agora, estamos nos tempos dos nisseis, sanseis, na quarta ou quinta geração de descendentes de japoneses no Brasil. Essa turma não tem mais dificuldade de língua, já está bem entrosada no país, não precisa mais de assistência social nem de escolas que lhes ensinem o português, mas nós ainda temos que atender os poucos que precisam dessas coisas. Outro trabalho é com nisseis e sanseis. Ainda que eles já se considerem brasileiros, o rosto não mudou e a mentalidade também ficou. A tendência deles, então, é agrupar-se, pois, para eles, é importante manter a identidade e a cultura nipônica. A Panib também cuida de promover isso entre as novas gerações, descendentes dos primeiros imigrantes japoneses.

POVO: Desde quando a Panib está organizada na Igreja do Brasil?
Frei Leonardo: Ela foi organizada a nível nacional em 1967. Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo (SP), foi um grande incentivador. Ele mandou quatro jovens sacerdotes para o Japão, a fim de aprender a língua e os costumes. Eles voltaram com muito entusiasmo e organizaram grupos de jovens. Pouco depois, dom Geraldo Majella, que era bispo de Londrina (PR), incentivou a sua organização em nível e foi o primeiro bispo responsável por ela na CNBB. Era uma época de mudanças na Igreja, o período pós Concílio Vaticano II. A nova pastoral inseriu-se no setor de animação missionária da CNBB. No começo, só existia em São Paulo e Paraná, onde havia mais japoneses. A Pastoral Nipo-Brasileira sempre teve o objetivo de evangelizar, fortalecer a fé, manter a cultura japonesa entre os imigrantes e integrá-los na vida eclesial e na nação.

POVO: Existem muitas vocações religiosas e sacerdotais entre os descendentes de japoneses no Brasil?
Frei Leonardo: Não sei se são muitas ou poucas. Em todo caso, mandamos para todas as congregações e dioceses uma carta pedindo essa informação. Por esse levantamento, descobrimos que existem na Igreja do Brasil mais ou menos 500 descendentes de japoneses, entre padres, religiosos e religiosas.

POVO: A espiritualidade dos católicos japoneses é diferente da dos católicos japoneses é diferente de católicos da dos católicos brasileiros de origem européia?
Dom Leonardo: Observando nossa comunidade, posso dizer que existem, sim, algumas diferenças. Talvez porque a espiritualidade dependa da cultura, da história de cada povo. Por exemplo, os japoneses católicos eram muito mais fechados, porque o Catolicismo era proibido no Japão e, durante 150 anos mais ou menos, eles foram perseguidos, proibidos, escondidos. Essa opressão de viver em segredo formou uma característica mais fechada. Foi uma herança que recebemos. Além disso, os imigrantes que se converteram ao catolicismo não tinham tradição, vivência da religião na família. Aqui no Brasil, os japoneses deixaram seus filhos à vontade para ser batizados e seguir a fé cristã, mas esses não viam os pais ir à igreja, participar das celebrações, rezar em casa etc. Muitos entravam para a Igreja Católica por conveniência e não tinham aprofundamento da fé. Esse caminho histórico influenciou a espiritualidade dos japoneses no Brasil. Mas percebo, na diocese onde trabalho, que sempre tem algum japonês envolvido com os trabalhos de cada paróquia e que eles assumem com muita dedicação suas responsabilidades na Igreja.

POVO: Quando foi ordenado o primeiro padre no Japão? E o primeiro descendente de japonês no Brasil?
Frei Leonardo: O Japão foi evangelizado por São Francisco Xavier (1549). Quando ele esteve no Japão, muitas pessoas se converteram ao catolicismo, mas uns 30 anos depois começou a perseguição. Creio que o primeiro padre japonês tenha sido ordenado nessa época, pois já fora criado um grande seminário lá. Com os primeiros missionários, entraram no Japão as máquinas impressoras, o ensino do latim e outras novidades. Mas, quando começou a perseguição, eles foram para as Filipinas e levaram tudo. No Brasil, o primeiro padre japonês foi pe. Kondo. Ele veio pequeno do Japão e ordenou-se aqui na Diocese de Lins.

POVO: O que a Panib preparou para celebrar os 100 anos da Imigração Japonesa?
Frei Leonardo: Nós estamos fazendo a preparação há três anos. No primeiro ano, estudamos a história dos japoneses no Brasil; no segundo, as obras; no terceiro, as comunidades. No dia 18 de junho, teremos uma celebração na Catedral de São Paulo, presidida pelo cardeal dom Odilo Scherer e concelebrada por um bispo do Japão. Além disso, organizamos uma peregrinação ao Japão que saiu do Brasil em março. Eles foram a Tóquio, depois percorreram o caminho dos 26 primeiros mártires do Japão e, no final foram a Nagasaki, de onde saiu monsenhor Nakamura, o primeiro missionário japonês no Brasil. Aqui também fizemos uma peregrinação a Álvares Machado (SP), onde está o túmulo do Monsenhor. Para essa peregrinação, vieram o arcebispo de Nagazaki, dom Joseph Takami, e PE. Dominic Noshita, responsável pela beatificação de Nakamura. Estamos pensando em outra peregrinação a Promissão (SP). Onde está a primeira igreja construída pelos japoneses. É interessante a história dessa igreja, porque católicos japoneses que viviam naquela cidade pediram cópias do desenho da igreja que eles freqüentavam no Japão e construíram uma tal e qual eles tinham lá. Ela estava abandonada, mas moradores antigos lembraram de como ela fora construída e resolveram restaurá-la. Nessa ocasião do centenário, ela se tornou um verdadeiro monumento da imigração japonesa. Em agosto, faremos a Romaria Nacional da Pastoral Nipo-Brasileira a Aparecida (SP).

POVO: Também está previsto um Congresso Nacional dos Missionários da Panib, não é?
Frei Leonardo: Sim. O Congresso acontecerá de 14 a 17 de julho. A Panib convocou todas as pessoas que trabalham nessa pastoral para estudar juntos alguns temas, atualizar-se, confraternizar etc. hoje, por exemplo, temos o grande problema dos dekasseguis, descentes de japoneses que saem do Brasil para trabalhar no Japão. É uma realidade que precisa ser refletida pelos agentes e missionários da Pastoral Nipo-brasileira.

POVO: a Panib tem alguma atuação direta com os dekasseguis?
Frei Leonardo: Não, mas estamos sempre em colaboração. Por exemplo, se um bispo do Japão escreve dizendo que precisa de missionários lá, a gente prepara e encaminha alguns. É um trabalho quase inverso daquele que foi feito no início do século passado. Já foram vários missionários leigos e religiosos. Onde tem grande concentração de dekasseguis tem um padre brasileiro atendendo. Existem cerca de 20 missionários, entre padres, freiras e religiosos trabalhando no Japão.

POVO: O que o senhor diria para os dekasseguis católicos?
Frei Leonardo: Eles enfrentam a mesma coisa que experimentamos quando chegamos aqui: dificuldades com a língua, preconceitos, diferenças de costume. Mas tudo isso está pior para os dekasseguis. Sabemos que eles não podem superar sozinhos esses sofrimentos. A fé ajuda muito e eles devem participar de encontros, reuni-se como Igreja, para conseguir ser mais felizes.

POVO: O que o povo japonês trouxe de bom para o Brasil?
Frei Leonardo: Os dois lados aprenderam muita coisa uns com os outros e cresceram juntos. Por causa da dificuldade de comunicação dos primeiros imigrantes japoneses, surgiram grandes problemas, mas isso foi superado. Com o tempo, o Brasil viu que esse povo tinha força. Do outro lado, os japoneses aprenderam que sua cultura não é a única nem a melhor, que existem outros jeitos de viver e abriram a sua visão de mundo. A religião católica, nesse aspecto, contribuiu muito para a integração dos japoneses no Brasil. Tradicionalmente, eles já tinham como a característica a honestidade, dedicação, determinação e, aqui, isso ficou mais evidente, porque precisavam vencer. Acho que puderam ensinar também isso aos brasileiros, além de contribuir muito com a agricultura. Enfim, brasileiros e japoneses influenciaram uns aos outros e os dois saíram ganhando.
Fonte: PANIB - PASTORAL NIPO-BRASILEIRA