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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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domingo, 25 de dezembro de 2011

CRISTO NASCEU PARA SALVAR-NOS

Cristo nasceu para salvar-nos do "mal profundo" que nos separa de Deus: Bento XVI recorda todos os povos que sofrem



Cidade do Vaticano (RV)



- Bento XVI assomou ao meio-dia deste domingo ao balcão central da Basílica Vaticana para a tradicional mensagem natalina e a sua Bênção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo), transmitida em mundo-visão por emissoras de televisão de 61 países e emissoras de rádio do mundo inteiro, e pelos novos meios de comunicação. Sob um sol esplendente, milhares de fiéis, peregrinos e turistas lotaram a Praça São Pedro para ouvir a mensagem do Papa e suas felicitações.De fato, após a mensagem propriamente dita, o Santo Padre fez, em 65 línguas, suas felicitações de Natal, concedendoa Bênção Urbi et Orbi."Cristo nasceu para nós! Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado: a todos chegue o eco deste anúncio de Belém, que a Igreja Católica faz ressoar por todos os continentes, sem olhar a fronteiras nacionais, linguísticas e culturais. O Filho de Maria Virgem nasceu para todos; é o Salvador de todos" – com essas palavras, o Papa iniciou sua mensagem de Natal.O Santo Padre recordou uma antífona litúrgica antiga na qual Jesus é invocado como Emanuel, nosso rei e legislador "esperança e salvação dos povos". A antífona conclui-se com uma exortação: "Vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus"."Vinde salvar-nos", repetiu o Pontífice, ressaltando que "tal é o grito do homem de todo e qualquer tempo que, sozinho, se sente incapaz de superar dificuldades e perigos. Precisa de colocar a sua mão numa mão maior e mais forte, uma mão do Alto que se estenda para ele"."Amados irmãos e irmãs, esta mão é Jesus, nascido em Belém da Virgem Maria. Ele é a mão que Deus estendeu à humanidade, para fazê-la sair das areias movediças do pecado e segurá-la de pé sobre a rocha, a rocha firme da sua Verdade e do seu Amor (cf. Sal 40, 3)."Explicando o significado do nome daquele Menino (nome que, por vontade de Deus, Lhe deram Maria e José), Bento XVI precisou que o nome Jesus quer dizer "Salvador" (cf. Mt 1, 21; Lc 1, 31).Ele foi enviado por Deus Pai para nos salvar, sobretudo – frisou o Pontífice –, do mal mais profundo que está radicado no homem e na história:"O mal que é a separação de Deus, o orgulho presunçoso do homem fazer como lhe apetece, de fazer concorrência a Deus e substituir-se a Ele, de decidir o que é bem e o que é mal, de ser o senhor da vida e da morte (cf. Gn 3, 1-7). Este é o grande mal, o grande pecado, do qual nós, homens, não nos podemos salvar senão confiando-nos à ajuda de Deus, senão gritando por Ele: «Veni ad salvadum nos – Vinde salvar-nos!»Em seguida, Bento XVI acrescentou que o fato de elevarmos ao Céu esta imploração já nos coloca na justa condição, na verdade do que somos nós mesmos: aqueles que gritaram por Deus e foram salvos."Deus é o Salvador, nós aqueles que se encontram em perigo. Ele é o médico, nós os doentes. O fato de reconhecer isto mesmo é o primeiro passo para a salvação, para a saída do labirinto onde nós mesmos, com o nosso orgulho, nos encerramos. Levantar os olhos para o Céu, estender as mãos e implorar ajuda é o caminho de saída" – exortou o Papa."Jesus Cristo é a prova de que Deus escutou o nosso grito. E não só! Deus nutre por nós um amor tão forte que não pôde permanecer em Si mesmo, mas teve de sair de Si mesmo e vir ter conosco, partilhando até ao fundo a nossa condição (cf. Ex 3, 7-12). A resposta que Deus deu, em Cristo, ao grito do homem, supera infinitamente as nossas expectativas, chegando a uma solidariedade tal que não pode ser simplesmente humana, mas divina. Só o Deus que é amor e o amor que é Deus podia escolher salvar-nos através deste caminho, que é certamente o mais longo, mas é aquele que respeita a verdade d’Ele e nossa: o caminho da reconciliação, do diálogo e da colaboração."Unindo-se espiritualmente a tantas pessoas que atravessam situações particularmente difíceis, o Pontífice convidou-nos a fazer-nos voz daqueles que não a têm:Juntos – exortou – "invoquemos o socorro divino para as populações do Nordeste da África, que padecem fome por causa das penúrias, por vezes ainda agravadas por um estado persistente de insegurança. A comunidade internacional não deixe faltar a sua ajuda aos numerosos refugiados vindos daquela Região, duramente provados na sua dignidade".O Papa pediu ao Senhor que conforte as populações do Sudeste asiático, particularmente da Tailândia e das Filipinas, que se encontram em graves situações de emergência devido às recentes enchentes.Pediu que o Senhor socorra a humanidade ferida por tantos conflitos que ainda hoje ensangüentam o Planeta:"Ele, que é o Príncipe da Paz, dê paz e estabilidade à Terra onde escolheu vir ao mundo, encorajando a retomada do diálogo entre israelenses e palestinos. Faça cessar as violências na Síria, onde já foi derramado tanto sangue. Favoreça a plena reconciliação e a estabilidade no Iraque e no Afeganistão. Dê um renovado vigor, na edificação do bem comum, a todos os componentes da sociedade nos países do Norte da África e do Oriente Médio."Por fim, auspiciou que o nascimento do Salvador sustente as perspectivas de diálogo e colaboração em Myanmar à procura de soluções compartilhadas, e que o Natal do Redentor assegure estabilidade política nos países da região africana dos Grandes Lagos e assista o empenho dos habitantes do Sudão do Sul na tutela dos direitos de todos os cidadãos.O Pontífice concluiu com uma premente exortação:"Amados irmãos e irmãs, dirijamos o olhar para a Gruta de Belém: o Menino que contemplamos é a nossa salvação. Ele trouxe ao mundo uma mensagem universal de reconciliação e de paz. Abramos- Lhe o nosso coração, acolhamo-Lo na nossa vida. Repitamos-Lhe com confiada esperança: «Veni ad salvandum nos».Como dissemos, após a sua mensagem o Santo Padre dirigiu, em 65 línguas, as felicitações natalinas.


Eis as suas felicitações aos de língua portuguesa: "Feliz Natal para todos! O Nascimento do menino Jesus ilumine de alegria e paz vossos lares e Nações!"


Bento XVI concluiu concedendo a Bênção Urbi et Orbi, deixando, em seguida, sob os aplausos e acenos de saudação dos presentes na Praça São Pedro, o balcão central da Basílica Vaticana. (RL)


Fonte: RV

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

CRISTO É A ESPERANÇA QUE NÃO DECEPCIONA



MENSAGEM DO PAPA AO ENCONTRO DE RIMINI: CRISTO É A ESPERANÇA QUE NÃO DECEPCIONA




Cidade do Vaticano, 22 ago (RV)



- Cristo ressuscitado é o fundamento último e definitivo da existência, a certeza da nossa esperança, e os cristãos de hoje, mais do que nunca, são chamados a testemunhá-Lo.


Esse é o coração da mensagem, assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, que o Papa enviou aos participantes do 32º Encontro para Amizade entre os Povos, em andamento em Rimini – Centro-Norte da Itália.


"E a existência torna-se uma imensa certeza": o tema escolhido pelo encontro suscita interrogações profundas, das quais partem os pensamentos que o Papa confia aos muitos que desde este domingo lotam o Auditorium principal da Feira, com os votos de que – afirma o Papa – sejam pontos de reflexão para a semana inteira.Em primeiro lugar: o que é a existência?


A resposta está na etimologia latina, "ex-sistere", explica o Pontífice: ou seja, ser estruturalmente dependente, querido por alguém, para o qual – quase inconscientemente – se tende.


E se se tem consciência dessa dimensão fundamental do homem, se tem também a certeza com a qual enfrentar a existência: disse Bento XVI recordando Pe. Luigi Giussani, fundador de "Comunhão e Libertação", movimento promotor do encontro.Mas não basta o reconhecimento da própria origem para poder experimentar a positividade da existência, para incidir na história e amadurecer na personalidade; é necessário entrar – prossegue o Santo Padre – no amor de quem nos quis, na sua proximidade e na certeza da meta de bem à qual o homem é chamado.


Eis o coração desse encontro. O homem não pode viver sem uma certeza sobre o próprio destino. E, então, qual é a esperança que não decepciona? É Cristo ressuscitado.


N'Ele o destino do homem foi tirado da nebulosidade que o circundava, n'Ele o Pai revelou o futuro positivo que nos aguarda, n'Ele a existência torna-se uma história de salvação em que toda circunstância está relacionada com a eternidade – afirma o Pontífice.


Sem essa consciência, corre-se o risco de se cair no sensacionalismo das emoções ou do desespero, numa árdua busca de novidades passageiras e ilusórias, recorda Bento XVI, acrescentando que os dramas do século passado demonstraram que quando vacila a certeza da fé e da esperança cristã, o homem esvai-se e torna-se vítima do poder, e começa a pedir a vida a quem não pode dá-la.


Diante desse cenário, o apelo final dirige-se a nós cristãos de hoje, mais do que nunca chamados a dar razão da esperança, a testemunhar no mundo aquele Algo mais sem o qual tudo permanece incompreensível. (RL)


Fonte: RV

sexta-feira, 3 de junho de 2011

COM CRISTO O HOMEM ENTROU NO ESPAÇO DE DEUS

BENTO XVI: COM CRISTO O HOMEM ENTROU PARA SEMPRE NO ESPAÇO DE DEUS



Cidade do Vaticano,



- Celebra-se nesta quinta-feira, no Vaticano, a Ascensão do Senhor, solenidade que a Igreja no Brasil, bem como a maior parte das Igrejas no mundo – seguindo o calendário litúrgico –, celebrará no próximo domingo.A ascensão de Jesus ao céu é o mistério da fé cristã que torna particularmente próximo à sensibilidade humana o conceito da viagem rumo à "pátria celeste".Reiteradas vezes Bento XVI deteve-se sobre essa solenidade, como brevemente recordamos a seguir.Jesus eleva-se da terra e uma nuvem subtrai-O dos olhos de seus discípulos. Trata-se de seu último ato após a Ressurreição. Daquele instante no Monte das Oliveiras, como afirma a tradição, Jesus sai fisicamente da história humana para entrar fisicamente no Reino de seu Pai.Mas entre as duas dimensões do céu e da terra permanece uma continuidade. As nuvens com as quais Cristo é coberto não são o símbolo de uma porta que se fecha. A continuidade, a porta que permanece aberta entre terra e céu – explica o Santo Padre –, é o próprio Jesus:"No Cristo que subiu ao céu o ser humano entrou de modo inaudito e novo na intimidade de Deus; o homem encontra para sempre espaço em Deus. O 'céu' não indica um lugar acima das estrelas, mas algo de muito desejável e sublime: indica o próprio Cristo, a Pessoa divina que acolhe a humanidade plenamente e para sempre, Aquele no qual Deus e homem estão inseparavelmente unidos." (Missa em Cassino, 24 de maio de 2009)O dinamismo da Ascensão não pode deixar de transportar os pensamentos da alma ao dinamismo inverso, da Encarnação, quando o Filho de Deus abriu pela primeira vez, com a sua vinda entre os homens, o caminho de comunicação entre o céu e a terra. Mas já naquela "descida" – afirma o Papa – está contida a ascensão que depois se realizará. E o está de um modo que nenhum asceta jamais poderá igualar, porque é somente de Cristo:"De fato, Ele veio ao mundo para reconduzir o homem a Deus, não em nível ideal – como um filósofo ou um mestre de sabedoria –, mas realmente, qual pastor que quer reconduzir as ovelhas ao aprisco. Esse "êxodo" rumo à pátria celeste, que Jesus viveu em primeira pessoa, viveu totalmente por nós. Foi por nós que desceu do Céu e foi por nós que a ele subiu, após ter-se feito em tudo igual aos homens, humilhado até a morte de cruz, e após ter tocado o abismo do máximo distanciamento de Deus." (Regina Caeli de 4 de maio de 2008)A Ascensão é, por assim dizer, o "caminho" oposto do máximo distanciamento. Com ela Jesus volta para junto do Pai. E, todavia, disse Bento XVI, a Ascensão não é uma "temporânea ausência do mundo". Porque Jesus prometeu que permanecerá junto aos seus para sempre.Portanto, aquela elevação que deixa silenciosos os poucos privilegiados que a assistem não é o início de um fim, e muito menos uma extraordinária saída de cena do mundo. É mais que isso: é a indicação de uma direção, a trajetória à qual são chamados aqueles que seguirão o Evangelho.É a imagem que dá uma grandeza e uma profundidade ao mistério do "já e ainda não":"O Senhor atrai o olhar dos Apóstolos ao Céu para indicar-lhes como percorrer o caminho do bem durante a vida terrena. Ele, todavia, permanece na trama da história humana, está próximo de cada um de nós e conduz o nosso caminho cristão: é companheiro dos perseguidos por causa da fé, está no coração dos marginalizados, está presente naqueles aos quais é negado o direito à vida." (Regina Caeli, 16 maio de 2010)A Ascensão torna tangível também outra realidade: a da transcendência da Igreja. Ao tempo em que constrói o Reino de Deus sobre a terra, a Igreja caminha rumo a seu outro destino.A Igreja, observou o Papa, "não nasceu e não vive para substituir a ausência de seu Senhor "desaparecido", mas, pelo contrário, encontra a razão de seu ser e da sua missão na permanente, embora invisível, presença de Jesus, uma presença operante mediante a potência de seu Espírito. Em outros termos, podemos dizer que a Igreja não desempenha a função de preparar o retorno de um Jesus "ausente", mas, pelo contrário, vive e atua para proclamar a sua "presença gloriosa" de modo histórico e existencial". (Missa em Cassino, 24 de maio de 2009)






Fonte: RV

quarta-feira, 4 de maio de 2011

NÃO TENHAIS MEDO ! ABRI, ESCANCARAI AS PORTAS A CRISTO

400 MIL VISITAS AO NOSSO BLOG


“Não tenhais medo! Abri, escancarai as portas a Cristo!”

“Lançai-vos ao mar!”

Inspirados e motivados por essas exortações de nosso amado e saudoso Papa, hoje Beato João Paulo II, iniciamos há três anos e dois meses, este modesto site católico.

Nossa intenção era ajudar a divulgar e compartilhar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, além de devoções, orações, fatos e acontecimentos diários da Igreja Católica Apostólica Romana.

Pela graça de Deus e pela proteção de Nossa Senhora, a quem nossa vida e este site foram consagrados, estamos vendo chegar o gratificante número de 400.000 visitas.

Por tão auspicioso fato, queremos louvar e agradecer a Deus, pois sem Ele, nada se faz, nada se consegue, e à Nossa Mãe Santíssima, cuja poderosa intercessão tem obtido as graças necessárias para a boa continuidade desse trabalho.

Agradecemos também, de todo o coração, a vocês, amigos seguidores e visitantes, pois sem a sua presença não teríamos chegado até aqui.

Que Deus os abençoe, hoje e sempre.

E na nossa pequenez, na nossa fraqueza, pedimos que a força de Cristo continue a nos conduzir a cada dia nessa missão tão desejada por S.S. o Papa Bento XVI, de serem utilizados todos os meios de comunicação, em especial a Internet, para a Nova Evangelização.

Com carinho e gratidão,

A Família Católica

domingo, 3 de abril de 2011

ENCONTRAR FORÇA EM CRISTO

PAPA NO ANGELUS: ENCONTRAR FORÇA EM CRISTO PARA VENCER O MAL E FAZER O BEM Cidade do Vaticano, 03 abr (RV) - Bento XVI assomou ao meio-dia deste domingo à janela de seus aposentos que dá para a Praça São Pedro, para rezar – com os milhares de fiéis, peregrinos e turistas presentes – a oração mariana do Angelus.O Santo Padre homenageou João Paulo II, "grande Pontífice e Testemunha de Cristo". Convidou todos os presentes na Praça São Pedro a experimentarem o dom da benevolência de Deus, neste tempo quaresmal. De fato, no encontro com Cristo – recordou – encontramos "a força para vencer o mal e fazer o bem".O pensamento de Bento XVI dirigiu-se ao "amado predecessor", em vista de sua Beatificação no dia 1º de maio próximo. O Papa recordou que neste sábado, 2 de abril, celebramos o sexto ano de falecimento de João Paulo II. Considerando a Beatificação do Papa polonês, Bento XVI disse não ter celebrado a tradicional missa de sufrágio, mas tê-lo recordado com afeto na oração, como o faz habitualmente pensando em todos os fiéis."Ao tempo em que, mediante o caminho quaresmal, nos preparamos para a festa da Páscoa, nos aproximamos com alegria também do dia em que poderemos venerar como Beato esse grande Pontífice e Testemunha de Cristo, e confiar-nos ainda mais à sua intercessão."Bento XVI convidou todos a "experimentarem o dom da benevolência do Senhor para conosco", no particular tempo quaresmal "de graça". Evocando o tema da alegria no Evangelho deste IV Domingo do Tempo da Quaresma, no qual Jesus cura um homem cego de nascença, o Santo Padre evidenciou "como uma pessoa simples e sincera, de modo gradual, realiza um caminho de fé":Num primeiro momento encontra Jesus como um "homem" entre outros, depois o considera um "profeta"; por fim, os seus olhos se abrem e o proclama "Senhor".Ao contrário, os fariseus não querem aceitar o milagre, e a multidão permanece distante e indiferente, e os próprios pais do cego são vencidos pelo medo do julgamento dos outros."Também nós por causa do pecado de Adão nascemos "cegos", mas na fonte batismal fomos iluminados pela graça de Cristo."Se "o pecado havia ferido a humanidade destinando-a à escuridão da morte", "em Cristo resplendece a novidade da vida e a meta à qual somos chamados" – ressaltou, ainda, o Pontífice. Da fé "recebemos a força para vencer o mal e fazer o bem"."De fato, a vida cristã é uma contínua conformação a Cristo, imagem do homem novo, para alcançar a plena comunhão com Deus."Jesus "luz do mundo", "que continua revelando na complexa trama da história qual é o sentido da existência humana"."Quando a nossa vida se deixa iluminar pelo mistério de Cristo, experimenta a alegria de ser libertada de tudo aquilo que ameaça a sua plena realização."Por fim, uma exortação do Papa: "nestes dias em que nos preparamos para a Páscoa reavivemos em nós o dom recebido no Batismo":"Aquela chama que, por vezes, corre o risco de ser sufocada, a alimentemos com a oração e a caridade para com o próximo."A todos, o Santo Padre concedeu a sua Bênção Apostólica. (RL) Fonte: RV

domingo, 31 de janeiro de 2010

VIDA CONSAGRADA: - UMA IMITAÇÃO RADICAL DE JESUS

PAPA SOBRE VIDA CONSAGRADA: "COM SEU RADICAL SEGUIMENTO DE CRISTO, INDICA CAMINHO DE DEUS AO MUNDO DESORIENTADO"


Cidade do Vaticano, 30 jan (RV)

- "Uma imitação radical de Jesus". É uma das muitas definições de Bento XVI à vida consagrada, que na próxima terça-feira, dia 2 de fevereiro – segundo a tradição nessa data – estará no centro da festa da Apresentação do Senhor.Diferentemente dos anos precedentes, na próxima terça-feira, na Basílica de São Pedro, não se terá a missa presidida pelo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal Franc Rodé, mas a celebração das Vésperas presididas pelo papa – informa o Setor das Celebrações Pontifícias.Trata-se de uma liturgia em que, nas análogas ocasiões dos anos passados, Bento XVI se deteve sobre a vida consagrada com reflexões de profunda espiritualidade. Aproveitamos a proximidade da festa da Apresentação do Senhor para recordar algumas das mais significativas dessas reflexões:São chamados consagrados e como tantos outros escolheram seguir Cristo, mas talvez em ninguém como neles se colhe plenamente, de modo transparente, a sua figura. Mulheres e homens que um dia em suas vidas – por uma frase, um encontro, uma moção da alma – foram tomados pela força de um carisma e deixaram o afeto de uma família, anos de projetos pessoais, seguranças materiais, a procura de um lugar na sociedade para permitir àquela irresistível inspiração interior tornar-se família, projeto, bem e identidade.A sua história singular torna-se história da Igreja presente no mundo inteiro no tempo do seu chamado e torna-se uma pedra do grande mosaico construído pelo Evangelho em dois mil anos de carismas. Nas celebrações das Vésperas de 2 de fevereiro presididas durante seu pontificado, Bento XVI ilustrou com grande respeito e admiração as características da vida consagrada definindo-a como "um total seguimento" de Jesus:"De fato, como a vida de Jesus, na sua obediência e dedicação ao Pai, é parábola viva do "Deus conosco", assim a concreta dedicação das pessoas consagradas a Deus e aos irmãos torna-se sinal eloqüente da presença do Reino de Deus para o mundo de hoje." (2006)"Dom de luz", "caminho privilegiado". Muitas definições para uma escolha de vida que, para além das diferentes formas em que ela pode manifestar-se, requer – afirma o pontífice – uma mesma reação: uma "resposta sem reservas" ao chamado de Deus. Assim se dá – observa ainda o pontífice – que o "sinal de contradição" de vidas vividas integralmente para o Reino dos Céus, tão "em contraste com a lógica do mundo", revele ao mundo "verdades muitas vezes ignoradas":"Com o seu exemplo proclamam a um mundo muitas vezes desorientado, mas na realidade sempre mais em busca de um sentido, que Deus é o Senhor da existência. Escolhendo a obediência, a pobreza e a castidade para o Reino dos Céus, mostram que todo apego e amor às coisas e às pessoas é incapaz de saciar definitivamente o coração; que a existência terrena é uma espera mais ou menos longa do encontro "face a face" com o Esposo divino." (2007)E quando as "dificuldades da vida" e os "múltiplos desafios da época moderna" com o cansaço e o desencorajamento tornam opaca a limpidez de uma vocação religiosa, caros consagrados – disse o papa em 2007 – estejam certos de que, como a vida consagrada é um "dom divino", "é em primeiro lugar o Senhor a conduzi-la a bom fim segundo os seus projetos". E entre os muitos modelos aos quais é possível se inspirar, o Santo Padre indicou um, São Paulo:"Podemos dizer que ele pertence àquela fileira de "místicos construtores", cuja existência é, ao mesmo tempo, contemplativa e ativa, aberta a Deus e aos irmãos para prestar um serviço eficaz ao Evangelho." (2009) (RL)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

CRISTO É UM REI QUE DOMINA COM AMOR E ESPERANÇA


PAPA NO ANGELUS: "CRISTO É UM REI QUE DOMINA COM AMOR E ESPERANÇA"

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, na Praça São Pedro, onde o aguardavam vários fiéis e peregrinos.O Santo Padre ressaltou que o título de rei atribuído a Jesus é muito importante nos Evangelhos e dá uma leitura completa de sua pessoa e sua missão de salvação. Da expressão rei dos judeus, se chega ao título Cristo, Rei do Universo, Senhor do cosmo e da história.O papa frisou que "no centro deste percurso de revelação da realeza de Jesus Cristo está mais uma vez o mistério de sua morte e ressurreição. Enquanto Filho de Deus, Jesus se entregou livremente à paixão, que significa a vitória do amor de Deus Pai sobre a desobediência do pecado. É oferecendo-se no sacrifício de expiação que Jesus se torna o Rei do Universo, como ele mesmo declara aparecendo aos apóstolos depois da ressurreição."O papa explicou que o poder real de Jesus não é o poder dos reis e dos grandes deste mundo. É o poder divino que doa a vida eterna, que liberta do mal e vence o domínio da morte. "É o poder do amor, que sabe extrair o bem do mal, comover o coração endurecido, levar a paz onde existe conflito, acender a esperança onde não tem luz. Este Reino de Graça não se impõe, mas respeita sempre a nossa liberdade. Cristo veio para dar testemunho da verdade" – disse o pontífice.O Santo Padre ressaltou ainda a necessidade de que cada pessoa faça uma escolha. A quem devo seguir? Deus ou o maligno? A verdade ou a mentira? "Escolher Jesus Cristo não garante sucesso segundo os critérios do mundo, mas garante aquela paz e alegria que somente Ele pode dar" – frisou o papa.Bento XVI afirmou que esta paz doada por Jesus foi vivida por homens e mulheres que, em nome de Cristo, em nome da verdade e da justiça, se opuseram aos poderes do mundo, pagando com o martírio a sua fidelidade a Cristo.O papa sublinhou que Maria compreendeu o novo gênero da realeza de Cristo ouvindo suas palavras e participando do mistério de sua morte e ressurreição, e concluiu pedindo a Nossa Senhora para que nos ajude a seguir Cristo, Rei do Universo e testemunhá-lo em nossa vida. (MJ)

Fonte: RV

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CRISTO É O "REMÉDIO" CONTRA O RELATIVISMO

BENTO XVI NA AUDIÊNCIA GERAL: CRISTO É O "REMÉDIO" CONTRA O RELATIVISMO

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI dedicou a catequese da audiência geral desta quarta-feira (07), realizada na Praça São Pedro, a São João Leonardo, fundador dos Clérigos Regulares da Mãe de Deus e padroeiro dos farmacêuticos. Na próxima sexta-feira, dia 9, serão recordados os 400 anos de morte do Santo.Uma "luminosa figura de sacerdote", que na metade do Séc. XVI fez de Cristo o centro absoluto de sua obra apostólica, contrastando com os valores do Evangelho a separação entre fé e razão que naquele período começava a delinear-se.No final da audiência, recordando a memória litúrgica de Nossa Senhora do Rosário – hoje celebrada – o Santo Padre confiou a Ela os trabalhos do Sínodo dos Bispos para a África, em andamento no Vaticano.Falando sobre São João Leonardo, o pontífice ressaltou que desde cedo brotou no Santo a vocação faramacopeia, mas abrindo-se igualmente a outra vocação, a vocação ao sacerdócio, que já cultivava e que o levou a transmitir aos homens "o remédio de Deus", o Cristo Ressuscitado, que para São Leonardo é e sempre será "medida de todas as coisas" – explicou o papa aos cerca de 40 mil fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro:"Animado pela convicção de que todos os seres humanos precisam de tal remédio mais do que de qualquer outra coisa, São João Leonardo buscou fazer do encontro pessoal com Jesus Cristo a razão fundamental da sua existência (...) O primado de Cristo sobre tudo tornou-se para ele o critério de julgamento e de ação e o princípio gerador da sua atividade sacerdotal."Essa paixão por Cristo levou-o a dedicar-se com entusiasmo à pregação, especialmente a ensinar às crianças a doutrina cristã, reunindo ao seu redor um grupo de jovens com os quais fundou a Ordem dos Clérigos Regulares da Mãe de Deus.“Recomendava a seus discípulos que só tivessem diante de seus olhos a honra, o serviço e a glória de Jesus crucificado. Seu zelo apostólico o levou a enviar ao Papa Paulo V um memorial com critérios para a autêntica renovação da Igreja. Estes mesmos desejos levaram-no, junto com João Batista Vives e Martín de Funes, a contribuir para a criação do Dicastério da Propaganda Fide e para o nascimento do Colégio Urbano da Propaganda Fide, no qual se formaram muitos sacerdotes para a evangelização dos povos”.Ao propor critérios para a autêntica renovação da Igreja, ele observava o seguinte – ressaltou o papa:"Observava que "quem quer fazer uma séria reforma religiosa e moral deve, em primeiro lugar, como um bom médico, fazer um atento diagnóstico dos males que afligem a Igreja para poder assim ser capaz de prescrever para cada um deles o remédio mais apropriado". E observava que "a renovação da Igreja deve verificar-se igualmente nos chefes e nos subalternos, no alto e no baixo. Deve começar por quem comanda e estender-se aos subordinados."A seus olhos, a Igreja parecia realisticamente "santa, mas frágil" e, portanto – explicou o Santo Padre – São João Leonardo buscou torná-la sempre mais bonita, um sinal "transparente" de seu Cabeça:"Entendeu que toda reforma deve ser feita dentro da Igreja e jamais contra ela. Nisso, São João Leonardo foi verdadeiramente extraordinário e o seu exemplo permanece sempre atual."O papa observou ainda que a ação de São Leonardo desenvolveu-se no mesmo período em que começaram "a delinear-se as premissas da futura cultura contemporânea", caracterizada – disse Bento XVI:"Caracterizada por uma indébita separação entre fé e razão, que produziu entre os seus efeitos negativos a marginalização de Deus, com a ilusão de uma possível e total autonomia do homem, o qual escolhe viver "como se Deus não existisse". É a crise do pensamento moderno, que reiteradas vezes tive a oportunidade de evidenciar e que comumente se apresenta em formas de relativismo."Concluída a catequese, Bento XVI saudou, em diversas línguas, os vários grupos de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro. Eis a sua saudação em português:“A minha saudação amiga aos fiéis da arquidiocese de Porto Alegre e demais peregrinos de língua portuguesa! Viestes a Roma, onde há quatrocentos anos morreu São João Leonardo, vítima da caridade fraterna, contagiado ele mesmo pela epidemia cujos doentes tratava. A luminosa figura deste Santo convida todos os cristãos a transmitirem aos homens o verdadeiro «remédio de Deus», que é Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. N’Ele vos abençôo, a vós e às vossas famílias.”
O Santo Padre concluiu concedendo a todos a sua benção apostólica. (RL-SP)

Fonte: RV

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"CRISTO RESSUSCITOU! O AMOR VENCEU A MORTE"

PAPA NO SANTO SEPULCRO: "CRISTO RESSUSCITOU! O AMOR VENCEU A MORTE"

Jerusalém, 15 mai (RV)

- Bento XVI visitou, neste derradeiro dia de sua peregrinação apostólica na Terra Santa, a Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, local onde, segundo a tradição cristã, Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e ressuscitou no Domingo de Páscoa. Era chamado Gólgota, que em aramaico, significa "lugar do crânio": por sua forma arredondada que é semelhante a um crânio; e pela tradição que narra da sepultura, ali, do crânio de Adão."Diante deste Santo Sepulcro de onde o Senhor venceu a morte e abriu o caminho do Reino dos Céus, saúdo todos os fiéis, na alegria do tempo pascal" − ressaltou o papa. O Santo Padre agradeceu ao patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, e ao custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, pelas boas-vindas. Agradeceu também o acolhimento da hierarquia da Igreja Greco-ortodoxa e da Igreja Apostólica Armênia, bem como dos membros de outras comunidades cristãs da Terra Santa. O papa saudou o Grão-mestre da Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro, Cardeal John Patrick Foley, e agradeceu a todos os membros da ordem ali presentes, pela incansável dedicação à missão da Igreja na Terra Santa. "Depois de cerca de vinte séculos, o Sucessor de Pedro e Bispo de Roma está aqui, neste lugar, diante do sepulcro vazio, contemplando o mistério da ressurreição" − frisou o pontífice.A partir daí, a história da humanidade mudou definitivamente. "O longo domínio do pecado e da morte foi destruído pelo triunfo da obediência e da vida. O julgamento de Deus foi proferido sobre este mundo e a graça do Espírito Santo desceu sobre toda a humanidade" − sublinhou o papa. Em seu discurso, Bento XVI ressaltou que Cristo, o novo Adão, nos ensina que o mal nunca vencerá o bem, que o amor é mais forte que a morte, que o nosso futuro e de toda humanidade está nas mãos do Deus, providente e fiel."O sepulcro vazio nos fala de esperança, daquela esperança que não nos engana, porque é dom do Espírito da vida. Possa essa esperança reinar sempre, pela graça de Deus, no coração de cada pessoa que vive nestas terras. Possa a esperança se arraigar em seus corações, permanecer nas famílias e comunidades, e inspirar em cada um de vocês, um testemunho sempre mais fiel ao Príncipe da Paz" – ressaltou o Santo Padre. O Santo Padre disse ainda, que a Igreja na Terra Santa não deve cessar de anunciar a mensagem de esperança que o sepulcro vazio proclama, e "fez votos de que os amargos frutos de recriminação e de hostilidade possam ser superados, e que um futuro de justiça, paz, prosperidade e colaboração possa surgir para cada homem e mulher, e para toda a humanidade, sobretudo, para o povo que vive nesta terra, tão querida pelo Salvador". O papa convidou todos a olharem com os olhos da fé o rosto do Senhor crucificado e ressuscitado. Ele fez votos de que a Igreja na Terra Santa possa adquirir cada vez mais força na contemplação do Sepulcro vazio e fortificar seu compromisso de proclamar o triunfo do perdão de Cristo e a promessa de uma nova vida. O pontífice concluiu com um encorajamento aos bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas que trabalham, servindo a Igreja na Terra Santa: "Aqui, diante do sepulcro vazio, coração da Igreja, convido todos vocês a renovarem o entusiasmo da consagração a Cristo e o compromisso de amor a serviço da Igreja." (MJ)

Fonte: RV

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"CRISTO É A VERDADEIRA PAZ DO MUNDO"


BENTO XVI NA MISSA DE PÁSCOA: "CRISTO É A VERDADEIRA PAZ DO MUNDO"


Cidade do Vaticano,

- Cristo ressuscitou!
Neste domingo de Páscoa, Bento XVI presidiu, no adro da Basílica vaticana, à celebração eucarística, diante de 100 mil de pessoas na Praça S. Pedro. Na homilia, comentando a segunda leitura, o papa explicou a exclamação de São Paulo "Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado" (1 Cor 5, 7). Esta frase, disse o pontífice, encerra a plena consciência da novidade cristã. "O símbolo central da história da salvação – o cordeiro pascal – é identificado em Jesus, chamado precisamente 'o nosso cordeiro pascal'". A Páscoa hebraica, continuou, previa anualmente o rito da imolação do cordeiro. Na sua paixão e morte, Jesus revela-Se como o Cordeiro de Deus "imolado" na cruz para tirar os pecados do mundo. Assim, Jesus levou a cumprimento a tradição da antiga Páscoa e transformou-a na sua Páscoa.A partir deste novo significado da festa pascal, compreende-se também a interpretação dos "ázimos" dada por São Paulo. O Apóstolo refere-se a um antigo costume hebraico, segundo o qual, por ocasião da Páscoa, era preciso eliminar de casa todo e qualquer resto de pão fermentado. Por um lado, isto constituía uma recordação do que tinha acontecido aos seus antepassados no momento da fuga do Egito: saindo às pressas do país, levaram apenas pães não fermentados. Mas, por outro, os ázimos eram símbolo de purificação: eliminar o que era velho para dar espaço ao novo. Agora, explica São Paulo, esta antiga tradição adquire um sentido novo, precisamente a partir do novo "êxodo", que é a passagem de Jesus da morte à vida eterna. Também nós, seus discípulos, disse o papa, podemos e devemos ser "nova massa", "pães ázimos", livres de qualquer resíduo do velho fermento do pecado: nada de malícia ou perversidade no nosso coração."Celebremos, pois, a festa (…) com os pães ázimos da pureza e da verdade." Citando a exortação de S. Paulo, Bento XVI pediu aos fiéis que acolham o convite do Apóstolo, abrindo o espírito a Cristo morto e ressuscitado para que nos renove, para que elimine do nosso coração o veneno do pecado e da morte e nele infunda a seiva vital do Espírito Santo: a vida divina e eterna. "O Ressuscitado precede-nos e acompanha-nos pelas estradas do mundo. Ele é a nossa esperança, Ele é a verdadeira paz do mundo" – concluiu o pontífice. (BF)
Fonte: RV

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

RESSURREIÇÃO REVELA IDENTIDADE AUTÊNTICA DE CRISTO


PAPA: RESSURREIÇÃO REVELA IDENTIDADE AUTÊNTICA DE CRISTO


Cidade do Vaticano, 05 nov (RV)
- Hoje, quarta-feira, o Santo Padre manteve seu habitual encontro com os fiéis na Praça São Pedro. Milhares de pessoas estavam presentes e ouviram a catequese do papa, que se concentrou mais uma vez no apóstolo Paulo, neste ano em que celebramos os dois mil anos de nascimento. Bento XVI explicou que em sua primeira carta aos Coríntios, São Paulo assinala a importância da ressurreição de Cristo para a nossa fé cristã. Somente com a Cruz, sem a ressurreição de Jesus, a vida cristã seria um absurdo. O mistério pascal consiste precisamente no fato que o Crucificado ressuscitou. Aquele que morreu e nos revelou o imenso amor de Deus por nós está vivo e presente entre nós. Esta é a chave da cristologia paulina, que parte sempre deste mistério e a ele retorna. Ao anunciar Jesus Cristo, Paulo destaca particularmente que nós fomos justificados por sua morte e ressurreição. Para o apóstolo, explicou o papa, a ressurreição de Jesus foi um episódio realmente ocorrido na história, que teve testemunhas. Houve sinais precisos, não foi algo inventado. É justamente através dela que se revela definitivamente a autêntica identidade do Crucificado. Efetivamente, a ressurreição manifesta plenamente a natureza divina que Ele sempre possuiu. Jesus ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos. O verdadeiro fiel - concluiu o papa - obtém a salvação professando que Cristo é o Senhor e acreditando que Deus o ressuscitou dos mortos. (CM)

Fonte: RV

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A IGREJA NÃO É UMA ASSOCIAÇÃO HUMANA, MAS CORPO DE CRISTO

BENTO XVI: A IGREJA NÃO É UMA ASSOCIAÇÃO HUMANA, MAS CORPO DE CRISTO

Cidade do Vaticano,
- A Igreja não é uma associação humana, mas sim corpo de Cristo. Foi o que disse Bento XVI na Audiência Geral desta quarta-feira, referindo-se, entre outras coisas, às diversas implicações ligadas ao conceito de Igreja. Como corpo vivo de Cristo na fé, a Igreja _ disse _ é uma assembléia convocada por Deus em todo lugar e em todo tempo. "Paulo _ acrescentou _ sabia que não se pode coagir ninguém a tornar-se cristão"; é uma livre resposta a um chamado, à Palavra.Em sua catequese, o papa ilustrou a realidade histórica e comunitária da Igreja, baseada na fé compartilhada e testemunhada na pessoa de Cristo, Verbo encarnado pela salvação do homem. Ao apresentar a Igreja das origens, o Santo Padre fez referência ao primeiro autor de um escrito cristão _ São Paulo que, após sua conversão, na estrada rumo a Damasco, uniu a própria vida à Palavra de Deus. Recordando a carta do "apóstolo dos gentios" aos tessalonicenses, o pontífice sublinhou a universalidade da Igreja, que não é uma soma das diversas comunidades locais."Não é uma associação humana _ disse Bento XVI _ nascida da idéia de interesses comuns, mas sim uma convocação feita por Deus. Deus a convocou e, portanto, é una em todas as suas realizações, e é sempre a Igreja de Deus. A unidade de Deus cria a unidade da Igreja em todos os lugares onde ela se encontra."São Paulo _ explicou o papa _ não conheceu Jesus, mas apenas aqueles que faziam referência a Ele, e percebeu, imediatamente, o valor fundamental de Cristo. A sua obra _ disse Bento XVI _ é amparada pela clara intenção de evidenciar ao máximo, o alcance decisivo da Palavra, na qual as Escrituras se viram realizadas. A obra evangelizadora de Paulo _ sublinhou o Santo Padre _ não tem outro objetivo senão o de implantar uma comunidade de fiéis a Cristo _ o povo de Deus _ através de duas dimensões, uma sociológica e uma cristológica."Um povo é como um corpo com diversos membros. Cada um dos membros tem sua função, mas todos _ mesmo os menores e aparentemente insignificantes _ são necessários, a fim de que o corpo possa viver e realizar-se organicamente. São Paulo _ ponderou o pontífice _ observa que na Igreja existem tantas vocações _ profetas, apóstolos, mestres e pessoas simples, todos chamados a viver a caridade todos os dias, todos necessários para a construção viva desse organismo espiritual."A Igreja _ sublinhou ainda o papa _ não é apenas um organismo, mas sim o corpo de Cristo, a partir da Eucaristia."A realidade _ explicou o Santo Padre _ vai muito além da imagem sociológica, e exprime a essência mais profunda dessa unidade de todos os batizados em Cristo. Se antes, os templos eram considerados lugares da presença de Deus, agora se sabe e se vê que Deus não se encontra nas construções de pedra. Os lugares da presença de Deus no mundo são as comunidades vivas de fiéis. Esses são os "templos" onde Deus se faz presente no mundo."A Igreja _ argumentou o pontífice _ não pode ser comparada à enchente de um rio, onde não existem margens, e tampouco a uma cadeia de montanhas, muito sólida na sua estrutura, mas imóvel na sua "estaticidade". A Igreja difunde a Palavra do anúncio, constituída pela cruz e pela ressurreição de Cristo."Rezemos ao Senhor _ exortou Bento XVI _ para que _ realmente e sempre _ possamos ser a sua Igreja, o seu corpo, lugar da presença da sua caridade neste nosso mundo e na nossa história."Ao término de sua catequese, o pontífice saudou os milhares de peregrinos presentes, falando-lhes em seus respectivos idiomas e, de modo particular, os fiéis e peregrinos poloneses, às vésperas do 30º aniversário da eleição de João Paulo II à cátedra de Pedro.A seguir, dirigiu uma saudação especial às enfermeiras voluntárias da Cruz Vermelha italiana, que celebram o primeiro centenário de fundação de sua associação.Finalmente, no dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de Santa Teresa d'Ávila, o pensamento do Santo Padre se voltou para os jovens, os doentes e os recém-casados. "Esta grande santa _ afirmou Bento XVI _ testemunha que o amor autêntico não pode ser separado da verdade, e mostra que a cruz de Cristo é mistério de amor redentor e modelo de fidelidade a Deus."Ouçamos, então, a saudação especial que o papa dirigiu aos fiéis e peregrinos de língua portuguesa: "Estimados peregrinos e visitantes de língua portuguesa, a minha mais cordial saudação em Cristo Jesus. Convido a todos, na linha da catequese de hoje, a invocar ao Apóstolo Paulo, para que nos ajude a compreender com maior profundidade o mistério da Igreja, sobretudo para amá-la e cooperar responsavelmente na sua edificação. Com estes votos saúdo os grupos de portugueses que vieram da Arquidiocese de Braga, e os brasileiros de Foz do Iguaçu e de São João da Boa Vista. A todos vós e às vossas famílias dou de coração a minha bênção apostólica."

Fonte: RV

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

BENEDITINOS: VIVER EM COMUNIDADE PARA VIVER EM CRISTO

Beneditinos: viver em comunidade para viver em Cristo
Entrevista com o abade de São Paulo Fora dos Muros, Edmund Power
Por Marco Cardinali

ROMA,
- Terminou no sábado, dia 27, o congresso mundial de cerca de 30 abades da Confederação Beneditina, reunidos em Roma desde o dia 17. Duas peculiaridades deste congresso, que acontece a cada 4 anos, são sua realização no Ano Paulino e a eleição do novo abade primário.
Os abades do congresso mundial reelegeram no dia 25 passado Notker Wolf, que continua seu serviço à Igreja e à Confederação beneditina como abade primaz.
Ao começar o congresso, os abades se encontraram com Bento XVI, em uma audiência especial em sua residência veraneia de Castel Gandolfo, e com a celebração solene de Vésperas, na basílica de São Paulo Fora dos Muros, confiaram seus trabalhos ao apóstolo dos povos.
Em uma entrevista concedida à Zenit, o abade da citada basílica, Edmund Power, faz algumas considerações sobre estes eventos.

– Padre abade, sobre o que falaram durante estes dias de congresso?

– Power: Durante o congresso anterior, de 2004, falamos da globalização como desafio e oportunidade para os beneditinos de nosso tempo. Este ano não se escolheu um tema específico. Quisemos encontrar-nos para poder conhecer melhor os diversos tipos de problemas e riquezas das comunidades monásticas em todo o mundo. Recebemos informes, por exemplo, sobre as atividades dos cerca de 257 mosteiros independentes que fazem parte da Confederação Beneditina, com uma representação das monjas e religiosas beneditinas.
Buscamos juntos soluções de ajuda para os mosteiros mais pobres ou que se encontram em áreas críticas do planeta, mas falamos também de diálogo ecumênico e inter-religioso com representantes de outras confissões cristãs.
Outro tema privilegiado foi o da educação e testemunho beneditino, ou seja, o que o monaquismo pode ainda dizer no mundo de hoje através de suas estruturas educativas.
Nossa vida monástica, ainda que com atividades apostólicas, tem um fundo e uma fonte: a espiritualidade contemplativa que cada monge e monja expressa a seu modo em sua comunidade. Poderia dizer que nosso carisma é «ser» ao invés de «fazer», ainda que este ser se explicite depois no fazer; e tudo isso se expressa no viver em Cristo de maneira intensa.

– Portanto, se este é o carisma, é também um grande desafio no mundo contemporâneo.

– Power: Ultimamente se ouve dizer que algumas congregações religiosas perderam o sentido da vida comunitária porque estão envolvidas demais na atividade apostólica. O apostolado é bom, mas se dá o risco de ser absorvidos totalmente por ela. Basta ver a oração comunitária, reduzida ao mínimo ou às refeições solitárias, por causa dos compromissos que se multiplicaram hoje, inclusive por causa da diminuição de sacerdotes e religiosos.
Para nós, os beneditinos, viver em comunidade, com todas suas implicações, é um modo fundamental de viver em Cristo. Conviver não é fácil, inclusive diria que de alguma maneira chega a ser um perder-se a si mesmos, com a consciência de abraçar a cruz ao serviço dos demais. Não somos certamente melhores que os demais por isso, mas é precisamente este o carisma monástico beneditino.

– Em que medida lhes são úteis estes congressos que celebram a cada 4 anos?

– Power: São duas semanas de intercâmbio que para alguns poderia parecer um período demasiado longo e a outros, curto, mas é importante, a cada 4 anos, encontrar-se para conhecer-se melhor e confrontar alguns temas comuns.
Nosso sistema beneditino não é como outras ordens dependentes de um organismo ou hierarquia centralizada. Cada mosteiro beneditino é independente e o fato de encontrar-nos, com intervalos regulares de tempo, nos ajuda a sublinhar a universalidade da vida beneditina. Nós nos encontramos, trocamos experiências e conhecemos as dificuldades de outros mosteiros distantes. Isto é importante também para conhecer os diversos costumes e tradições. Um mosteiro na Alemanha é muito diferente de um na Argentina ou no Vietnã.
Converte-se também para nós em um modo tangível de ver realizado o que São Paulo diz: que Cristo é de todos, que n’Ele não existe nem grego, nem judeu. É preciso recordar também que, mais além destes encontros, temos uma base em Roma, que é o Colégio e o Ateneu Santo Anselmo, dirigidos pela Confederação beneditina, que o resto do tempo cumpre o fim de atualizar a comunhão, ainda que na diversidade de nações e tradições.

– Acabam de eleger o abade primaz, que coordena a Confederação Beneditina, e voltaram a confirmar a abade Notker Wolf em seu segundo mandato. Uma opção a favor da continuidade?

– Power: O abade Notker Wolf foi eleito em 2000, durante o Grande Jubileu, e foi reeleito por outros 4 anos, no ano do bimilênio paulino. A continuidade é algo bom quando é possível, e neste caso foi.
Todo o congresso está satisfeito pelo trabalho realizado pelo abade Notker Wolf, que reúne em si muitas qualidades: Fala diversos idiomas, tem uma aguda capacidade para comunicar e é um grande viajante, um pouco como São Paulo, e o faz com alegria e empenho.
Estamos contentes, portanto, por tê-lo reeleito para este serviço que implica também um grande dispêndio de energias.

– Os monges beneditinos, há cerca de 1.300 anos, custodiam o lugar da sepultura do Apóstolo Paulo e se ocupam de sua liturgia. O que estão fazendo de especial neste ano paulino?

– Power: É uma pergunta que me fazem em muitas partes, sobretudo no exterior. Todos imaginam grandes celebrações cada dia, mas nosso estilo monástico é um pouco diferente. Como beneditinos, damos muita importância à fidelidade à cotidianidade.
Certamente há uma grande afluência de peregrinos à basílica e nosso serviço como ministros da confissão absorve muito tempo. Há certamente celebrações específicas solenes e especiais, como as Vésperas Ecumênicas, que se celebram a cada sexta-feira às 18h, nas quais participam também fiéis das diversas denominações cristãs que moram em Roma, e durante as quais os monges fazem uma reflexão sobre São Paulo. É um momento de oração que podemos viver no final da jornada, um momento tranqüilo para meditar sobre o que o apóstolo Paulo nos diz hoje através de sua mensagem, tão profunda e atual, e a leitura específica paulina escolhida para aquele dia.
Queremos viver este ano não como um grande momento ou uma série de eventos extraordinários, mas como um tempo de crescimento espiritual. Creio que a vida espiritual é um processo. Há momentos importantes, mas o é ainda mais encarnar o mistério na cotidianidade e na fidelidade. Este é o estilo monástico que propomos também aos peregrinos na basílica.
Fonte: ZENIT.org

sábado, 27 de setembro de 2008

SÃO VICENTE DE PAULO VIA NOS POBRES O ROSTO DE CRISTO

IGREJA CELEBRA SÃO VICENTE DE PAULO: ELE VIA NOS POBRES O ROSTO DE CRISTO

Roma, 27 set (RV)
- A Igreja celebra São Vicente de Paulo, patrono de todas as associações de Caridade.São Vicente de Paulo nasceu em 1581, na França, de uma pobre família de camponeses. Até os 15 anos não fez outra coisa a não ser trabalhar no campo e criar porcos. Mas ele não se dava por contente e queria fazer carreira: tornou-se sacerdote esperando adquirir com isso vantagens econômicas.Em 1605, durante uma viagem por via marítima, sua embarcação foi atacada por piratas turcos: feito escravo, durante dois anos foi obrigado a trabalho forçado a bordo de navios. Uma experiência que o marcou para sempre. Uma vez libertado, dedicou-se sempre aos mais pobres, com uma atenção particular aos detentos. Fundou duas Congregações:As Filhas da Caridade e os Padres da Missão, chamados Lazaristas. O carisma de são Vicente foi o de ter organizado os gestos de caridade. Entre outras coisas procurou eliminar o pedido de esmolas possibilitando trabalho aos mendicantes.Em cada um deles via o Cristo e dizia: "Enviou-me para anunciar aos pobres uma alegre mensagem". São Vicente de Paulo fez seus os sentimentos de Jesus que quis nascer pobre, e assim cuidou e consolou os pobres a ponto de dizer que o bem ou o mal que fizermos aos pobres o faremos à pessoa divina de Cristo."Deus ama os pobres _ afirmava São Vicente _ e, conseqüentemente, ama aqueles que amam os pobres... Assim _ acrescentava _ temos razão em esperar que, por amor aos pobres, Deus amará também a nós."Para o Santo o serviço aos pobres deve ter preferência sobre tudo. "Se na hora da oração você tiver que levar um remédio ou prestar um socorro a um pobre _ dizia _ vá tranqüilamente. Ofereçam a Deus a sua ação, unindo a ela a intenção da oração.""Vocês não devem se preocupar e pensar ter cometido falta se por causa do serviço aos pobres deixou a oração. Não se deixa Deus quando o fazemos para agir em nome d'Ele, ou seja, deixar uma obra de Deus para fazer outra que pertence sempre a Ele.""Se você deixar a oração para dar assistência a um pobre, saiba que fazer isso é servir a Deus. A caridade é superior a todas as regras, e tudo deve referir-se a ela. É uma grande senhora: é preciso fazer aquilo que ela determinar que seja feito."São Vicente de Paulo faleceu em 1660, com quase 80 anos.Numa carta escreveu: "Todos aqueles que amaram os pobres em vida, não terão nenhum temor da morte. Portanto, sirvamos com renovado amor os pobres e busquemos os mais abandonados. Eles são os nossos senhores e patrões". (RL)
Fonte: RV

domingo, 20 de julho de 2008

A IGREJA SE NÃO FOR MISSIONÁRIA NÃO É A IGREJA DE CRISTO

A igreja se não for missionária não é a igreja de Cristo...

O alerta foi lançado em Lisboa pelo Cardeal português D. José Saraiva Martins no lançamento de mais uma obra da sua autoria desta vez voltada para a dimensão missionária da igreja."Ide e Anunciai" é o título da obra do Perfeito Emérito da Congregação para a Causa dos Santos que deixou bem clara a diferença entre a igreja e uma instituição filantrópica…Uma sessão onde o Núncio Apostólico em Lisboa explicou o sentido da evangelização e onde Monsenhor Feytor Pinto, convidado para fazer a conferência de fundo, deixou bem claro que uma fé pouco esclarecida não pode evangelizar.
Fonte:RV