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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Papa aos trabalhadores: lucro e capital não são um bem superior ao homem


Do lado de cima da imagem, migrantes mexicanos nos EUA encontram familiares do outro lado da fronteira - AP

17/02/2016 20:49
 
Ciudad Juárez (RV)
 – Em um discurso no qual afirmou que o México precisa construir verdadeiras e concretas oportunidades de trabalho para os jovens, o Papa recordou que “sempre que a integridade de uma pessoa é violada, de certa forma, a sociedade inteira começa a deteriorar-se”.





No contexto do encontro – na fronteira do México com os Estados Unidos, onde, todos os anos, milhares de migrantes latino-americanos tentam atravessá-la ilegalmente –  o Papa ressaltou que a falta de trabalho gera situações de pobreza.
"E esta pobreza torna-se o terreno favorável para cair na espiral do narcotráfico e da violência. Um luxo que ninguém se pode conceder é deixar só e abandonado o presente e o futuro do México", advertiu.
Como consequência primeira disto, a mentalidade dominante  que “coloca o fluxo de pessoas ao serviço do fluxo de capitais, provocando em muitos casos a exploração dos trabalhadores, como se fossem objetos que se usam e jogam fora”.
Aqui, Francisco pontou às consciências:
“Deus pedirá contas aos escravagistas dos nossos dias, e nós devemos fazer todo o possível para que estas situações não ocorram mais. O fluxo do capital não pode determinar o fluxo e a vida das pessoas”.
Ao destacar o papel da Igreja, que “há de ser uma voz profética que ajuda a não nos perdermos no mar sedutor da ambição”, Francisco afirmou que “a única pretensão da Doutrina Social da Igreja é velar pela integridade das pessoas e das estruturas sociais”.
“Todos devemos lutar para que o trabalho seja uma instância de humanização e de futuro; seja um espaço para construir sociedade e cidadania”, exortou o Pontífice.
Ao discernir sobre o mundo que se quer deixar para as futuras gerações, Francisco propôs uma reflexão:
“Se é sempre bom pensar no que gostaria de deixar aos meus filhos, também é uma boa medida pensar nos filhos dos outros. O que o México quer deixar aos seus filhos?”
Por fim, ao instar o México a fazer escolhas que permitam as futuras gerações “ter na memória  a cultura de um trabalho digno”, em um mundo cujo destino não seja determinado pela competição, Francisco concluiu:
“O lucro e o capital não são um bem superior ao homem, mas estão ao serviço do bem comum. E, quando o bem comum é forçado a estar ao serviço do lucro e o único a ganhar é o capital, a isto chama-se exclusão”. (RB)





***
Íntegra do discurso do Papa

Queridos irmãos e irmãs!
Quis encontrar-me com vocês nesta terra de Juárez, devido à relação especial que esta cidade tem com o mundo do trabalho. Agradeço não só a saudação de boas-vindas e os testemunhos que revelaram suas as ânsias, as alegrias e as esperanças, mas gostaria também de agradecer esta oportunidade de intercâmbio e reflexão.
 Tudo o que pudermos fazer para dialogar, para nos encontrar, para procurar melhores alternativas e oportunidades já é uma conquista que merece apreço e destaque. Obviamente não é suficiente, mas hoje não podemos permitir-nos o luxo de cortar qualquer possibilidade de encontro, discussão, confronto, pesquisa.
Esta é a única maneira que temos de poder construir o amanhã: ir tecendo relações duradouras, capazes de gerar a estrutura necessária para, pouco a pouco, se reconstruir os vínculos sociais consumidos pela falta do mínimo de respeito requerido para uma sadia convivência.
Obrigado e que este encontro sirva para construir futuro, seja uma oportunidade boa para forjar o México que o seu povo e os seus filhos merecem.
Gostaria de falar mais sobre este último aspecto. Hoje encontram-se aqui várias organizações de trabalhadores e representantes de câmaras e associações empresariais.
À primeira vista, poderiam considerar-se antagonistas, mas une-os uma responsabilidade comum: procurar criar oportunidades de trabalho digno e verdadeiramente útil para a sociedade e, sobretudo, para os jovens desta terra.
Um dos maiores flagelos a que estão expostos os jovens mexicanos é a falta de oportunidades de instrução e trabalho sustentável e rentável, que lhes permitam lançar-se na vida; isso gera em muitos casos situações de pobreza.
E esta pobreza torna-se o terreno favorável para cair na espiral do narcotráfico e da violência. Um luxo que ninguém se pode conceder é deixar só e abandonado o presente e o futuro do México.
Infelizmente, o tempo em que vivemos impôs o paradigma da utilidade econômica como princípio das relações pessoais. A mentalidade dominante pretende a maior quantidade possível de lucro, a todo o custo e imediatamente.
Não só provoca a perda da dimensão ética das empresas, mas esquece também que o melhor investimento que se pode fazer é investir no povo, nas pessoas, nas suas famílias. O melhor investimento é criar oportunidades.
A mentalidade dominante coloca o fluxo de pessoas ao serviço do fluxo de capitais, provocando em muitos casos a exploração dos trabalhadores, como se fossem objetos que se usam e jogam fora (cf. Enc. Laudato si’, 123).
Deus pedirá contas aos escravagistas dos nossos dias, e nós devemos fazer todo o possível para que estas situações não ocorram mais. O fluxo do capital não pode determinar o fluxo e a vida das pessoas.
Acontece, não raramente, que a Doutrina Social da Igreja veja as suas propostas colocadas em questão com estas palavras: “Estes pretendem que sejamos organizações de beneficência ou que transformemos as nossas empresas em instituições filantrópicas”.
Mas a única pretensão que tem a Doutrina Social da Igreja é velar pela integridade das pessoas e das estruturas sociais. Sempre que esta integridade, por várias razões, é ameaçada ou reduzida a bem de consumo, a Doutrina Social da Igreja há-de ser uma voz profética que nos ajudará a todos a não nos perdermos no mar sedutor da ambição.
Sempre que a integridade de uma pessoa é violada, de certa forma a sociedade inteira começa a deteriorar-se. E isto não é contra ninguém, mas a favor de todos. Cada sector tem a obrigação de preocupar-se pelo bem de todos; estamos todos no mesmo barco.
Todos devemos lutar para que o trabalho seja uma instância de humanização e de futuro; seja um espaço para construir sociedade e cidadania. Esta atitude não só cria uma melhoria imediata, mas, a longo prazo, tornar-se-á uma cultura capaz de promover espaços dignos para todos. Esta cultura, nascida muitas vezes de tensões, vai gerando um novo estilo de relações, um novo tipo de nação.
Filhos
Que mundo queremos deixar aos nossos filhos? Nisto, julgo que a grande maioria está de acordo. Eles são precisamente o nosso horizonte, são a nossa meta: por eles, hoje, devemos unir-nos e trabalhar. Se é sempre bom pensar no que gostaria de deixar aos meus filhos, também é uma boa medida pensar nos filhos dos outros.
O que o México quer deixar aos seus filhos? Quer deixar-lhes uma recordação de exploração, de salários insuficientes, de pressão laboral? Ou deixar-lhes na memória a cultura de um trabalho digno, um teto decente e terra para trabalhar?
Em qual cultura queremos ver nascer aqueles que virão depois de nós? Que atmosfera vão respirar? Um ar contaminado pela corrupção, a violência, a insegurança e desconfiança ou, pelo contrário, um ar capaz de gerar alternativas, gerar renovação e mudança?
Sei que aquilo que proponho não é fácil, mas sei também que é pior deixar o futuro nas mãos da corrupção, da brutalidade, da falta de equidade. Sei que muitas vezes, em uma negociação, não é fácil harmonizar todas as partes, mas sei também que é pior e acaba por fazer um dano maior a falta de negociação e a falta de avaliação.
Sei que não é fácil viver de acordo em um mundo cada vez mais competitivo, mas é pior deixar que o mundo competitivo acabe por determinar o destino dos povos. O lucro e o capital não são um bem superior ao homem, mas estão ao serviço do bem comum. E, quando o bem comum é forçado a estar ao serviço do lucro e o único a ganhar é o capital, a isto chama-se exclusão.
Comecei agradecendo vocês a oportunidade de estar juntos, agora quero convidar todos a sonhar o México, a construir o México que os seus filhos merecem; um México, onde não haja pessoas de primeira, segunda ou quarta classe, mas um México que saiba reconhecer no outro a dignidade de filho de Deus. A Guadalupana, que Se manifestou a Juan Diego demonstrando como os que aparentemente não contam sejam as suas testemunhas privilegiadas, vos ajude e acompanhe nesta construção.

Fonte RV

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa Francisco no Memorial do Holocausto

No Memorial do Holocausto, Papa Francisco evoca a tragédia do homem desfigurado que pretende ser deus. Senhor, misericórdia!




Especialmente intenso e comovente foi a visita feita ao Memorial de Yad Vashem, em que se recordam todas as vítimas do Holocausto dos Judeus. Acompanhado pelo Presidente Shimon Peres e pelo Primeiro ministro Netanyau, o Santo Padre participou numa cerimónia invocativa da tragédia que constituiu o extermínio do milhões de judeus na II Grande Guerra, incluindo algumas leituras, cantos religiosos e orações.
Nas sentidas palavras que pronunciou, o Papa partiu da pergunta que o Senhor dirige a Adão, no livro do Génesis: “Onde estás?”.

Onde estás, ó homem, onde foste parar? Neste memorial do Holocausto, ouvimos ressoar esta pergunta, onde está toda a dor do Pai que perdeu o filho. Este grito – onde estás? – ressoa aqui perante a tragédia incomensurável do Holocausto, como uma voz que se perde num abismo!
Homem, quem és? Não te reconheço? Em quem te tornaste? De que horrores foste capaz? … Quem te contagiou a presunção de te apoderares do bem e do mal? Quem te convenceu que eras deus? …
Da terra levanta-se um gemido submisso: Tende piedade de nós, Senhor! … Escutai a nossa oração! Salvai-nos pela vossa misericórdia! Salvai-nos desta monstruosidade! … Nunca mais, nunca mais!
Adão, onde estás? Eis-nos aqui, Senhor, com a vergonha daquilo que o homem, criado à vossa imagem e semelhança, foi capaz de fazer. Lembrai-Vos de nós, na vossa misericórdia?


Fonte: RV





sexta-feira, 3 de junho de 2011

COM CRISTO O HOMEM ENTROU NO ESPAÇO DE DEUS

BENTO XVI: COM CRISTO O HOMEM ENTROU PARA SEMPRE NO ESPAÇO DE DEUS



Cidade do Vaticano,



- Celebra-se nesta quinta-feira, no Vaticano, a Ascensão do Senhor, solenidade que a Igreja no Brasil, bem como a maior parte das Igrejas no mundo – seguindo o calendário litúrgico –, celebrará no próximo domingo.A ascensão de Jesus ao céu é o mistério da fé cristã que torna particularmente próximo à sensibilidade humana o conceito da viagem rumo à "pátria celeste".Reiteradas vezes Bento XVI deteve-se sobre essa solenidade, como brevemente recordamos a seguir.Jesus eleva-se da terra e uma nuvem subtrai-O dos olhos de seus discípulos. Trata-se de seu último ato após a Ressurreição. Daquele instante no Monte das Oliveiras, como afirma a tradição, Jesus sai fisicamente da história humana para entrar fisicamente no Reino de seu Pai.Mas entre as duas dimensões do céu e da terra permanece uma continuidade. As nuvens com as quais Cristo é coberto não são o símbolo de uma porta que se fecha. A continuidade, a porta que permanece aberta entre terra e céu – explica o Santo Padre –, é o próprio Jesus:"No Cristo que subiu ao céu o ser humano entrou de modo inaudito e novo na intimidade de Deus; o homem encontra para sempre espaço em Deus. O 'céu' não indica um lugar acima das estrelas, mas algo de muito desejável e sublime: indica o próprio Cristo, a Pessoa divina que acolhe a humanidade plenamente e para sempre, Aquele no qual Deus e homem estão inseparavelmente unidos." (Missa em Cassino, 24 de maio de 2009)O dinamismo da Ascensão não pode deixar de transportar os pensamentos da alma ao dinamismo inverso, da Encarnação, quando o Filho de Deus abriu pela primeira vez, com a sua vinda entre os homens, o caminho de comunicação entre o céu e a terra. Mas já naquela "descida" – afirma o Papa – está contida a ascensão que depois se realizará. E o está de um modo que nenhum asceta jamais poderá igualar, porque é somente de Cristo:"De fato, Ele veio ao mundo para reconduzir o homem a Deus, não em nível ideal – como um filósofo ou um mestre de sabedoria –, mas realmente, qual pastor que quer reconduzir as ovelhas ao aprisco. Esse "êxodo" rumo à pátria celeste, que Jesus viveu em primeira pessoa, viveu totalmente por nós. Foi por nós que desceu do Céu e foi por nós que a ele subiu, após ter-se feito em tudo igual aos homens, humilhado até a morte de cruz, e após ter tocado o abismo do máximo distanciamento de Deus." (Regina Caeli de 4 de maio de 2008)A Ascensão é, por assim dizer, o "caminho" oposto do máximo distanciamento. Com ela Jesus volta para junto do Pai. E, todavia, disse Bento XVI, a Ascensão não é uma "temporânea ausência do mundo". Porque Jesus prometeu que permanecerá junto aos seus para sempre.Portanto, aquela elevação que deixa silenciosos os poucos privilegiados que a assistem não é o início de um fim, e muito menos uma extraordinária saída de cena do mundo. É mais que isso: é a indicação de uma direção, a trajetória à qual são chamados aqueles que seguirão o Evangelho.É a imagem que dá uma grandeza e uma profundidade ao mistério do "já e ainda não":"O Senhor atrai o olhar dos Apóstolos ao Céu para indicar-lhes como percorrer o caminho do bem durante a vida terrena. Ele, todavia, permanece na trama da história humana, está próximo de cada um de nós e conduz o nosso caminho cristão: é companheiro dos perseguidos por causa da fé, está no coração dos marginalizados, está presente naqueles aos quais é negado o direito à vida." (Regina Caeli, 16 maio de 2010)A Ascensão torna tangível também outra realidade: a da transcendência da Igreja. Ao tempo em que constrói o Reino de Deus sobre a terra, a Igreja caminha rumo a seu outro destino.A Igreja, observou o Papa, "não nasceu e não vive para substituir a ausência de seu Senhor "desaparecido", mas, pelo contrário, encontra a razão de seu ser e da sua missão na permanente, embora invisível, presença de Jesus, uma presença operante mediante a potência de seu Espírito. Em outros termos, podemos dizer que a Igreja não desempenha a função de preparar o retorno de um Jesus "ausente", mas, pelo contrário, vive e atua para proclamar a sua "presença gloriosa" de modo histórico e existencial". (Missa em Cassino, 24 de maio de 2009)






Fonte: RV

sábado, 14 de maio de 2011

É NA FAMÍLIA QUE O HOMEM SE REALIZA

PAPA: "É NA FAMÍLIA QUE O HOMEM SE REALIZA"


Cidade do Vaticano, 13 mai (RV)


- Bento XVI recebeu esta manhã, na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes de um encontro promovido pelo Instituto João Paulo II de estudos sobre o matrimônio e a família. O Instituto foi fundado pelo Papa João Paulo II exatamente trinta anos atrás, junto com o Pontifício Conselho para a Família. Hoje, está presente em todos os continentes, engajado no estudo, pesquisa e difusão das catequeses sobre o amor humano. Falando à delegação de hóspedes, Bento XVI propôs a conjugação da teologia do corpo com a do amor para encontrar a unidade do caminho do homem. Para o papa, este deve ser o horizonte de trabalho do Instituto João Paulo II. Dissertando sobre o tema, o pontífice analisou os eventos da Capela Sistina, com os corpos representados nus, o que era considerado pouco respeitoso. A Inquisição acusava os artistas de terem pintado figuras inapropriadas ao redor da Última Ceia.Mas os corpos ilustrados por Michelangelo são habitados pela luz, pela vida, pelo esplendor. Ele queria mostrar que nossos corpos escondem um mistério; é neles que o espírito se exprime e atua – disse Bento XVI. “Assim, entendemos que nossos corpos não são matéria inerte, mas falam, se soubermos ouvi-lo, a linguagem do verdadeiro amor”. Para o papa, a primeira palavra desta linguagem está na criação do homem. Ela traz consigo um significado filial e somente quando o homem reconhecer o amor originário, que lhe deu a vida, poderá aceitar a si mesmo, reconciliar-se com a natureza e com o mundo. Bento XVI citou o episódio de Adão e Eva, cujos corpos, recebendo-se, podem doar. “Abre-se assim um caminho em que o corpo nos ensina o valor do tempo, do longo amadurecimento no amor. É nesta luz – o papa explicou – que a castidade ganha um novo sentido: não é um ‘não’ aos prazeres e à alegria da vida, mas um grande ‘sim’ ao amor como comunicação profunda entre as pessoas, que requer tempo e respeito”. Bento XVI destacou também o aspecto negativo do corpo: quando nos fala da opressão ao próximo, do desejo de possuir e de explorar. “Todavia – ressalvou – sabemos que esta linguagem não pertence ao desígnio originário de Deus, mas é fruto do pecado”. “A família é o lugar no qual a teologia do corpo e a teologia do amor se encontram. É nela que se aprende a bondade do corpo, seu testemunho, a experiência de amor que recebemos de nossos pais. É na família que o homem se realiza como filho, esposo e pai”. Finalizando, o papa recomendou os participantes do Instituto à proteção de Maria, pedindo que ela continue inspirando seus estudos e ensinamentos a serviço da missão da Igreja, em prol da família e da sociedade. (CM)


Fonte: RV

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PARA CONHECER A SI MESMO O HOMEM PRECISA OUVIR DEUS

BENTO XVI: PARA CONHECER A SI MESMO O HOMEM PRECISA OUVIR DEUS

Cidade do Vaticano,
- Bento XVI e a Cúria Romana concluíram na manhã de ontem a semana de exercícios espirituais da Quaresma. Na Capela Redemptoris Mater da residência apostólica, o pregador salesiano, Pe. Enrico Dal Covolo, recebeu o agradecimento e os apreços do Santo Padre por suas "lições de Deus e da Igreja sobre a vocação sacerdotal".Um modo "entusiasmado e muito pessoal" de refletir sobre o ministério do sacerdócio, um guia "no caminho rumo a Cristo, no caminho de renovação" da vocação. Após ter escutado, rezado e refletido em silêncio durante esta semana de exercícios espirituais, Bento XVI quis ressaltar a viagem feita, junto com seus mais estreitos colaboradores de Cúria, no seguimento das meditações do teólogo salesiano, Pe. Enrico Dal Covolo.O Pontífice manifestou apreciar justamente o aspecto da escuta íntima, profunda. Aquilo que – como recordado durante os exercícios – Salomão pediu e recebeu como graça, a docilidade de um coração capaz de escutar Deus:"Na realidade, parece-me que aí esteja resumida toda a visão cristã do homem. O homem não é perfeito em si, o homem precisa da relação, é um ser em relação (...) Precisa da escuta, da escuta do outro, sobretudo do Outro com o O maiúsculo, de Deus. Somente assim conhece a si mesmo, somente assim se torna si mesmo."O Pontífice prosseguiu sua breve reflexão afirmando que esse tipo de escuta é sinal de uma sabedoria possível somente na comunhão com a Igreja. Como a que o Santo Padre disse ter contemplado nestes dias num dos esplêndidos mosaicos que ornamentam a Capela Redemptoris Mater, que representa a Virgem, definida "Trono vivo da Sabedoria", com Cristo no ventre, a "Sabedoria encarnada":"Os Padres da Igreja dizem que no momento da concepção do Verbo eterno no ventre da Virgem o Espírito Santo entrou em Maria através do ouvido. Na escuta concebeu a Palavra eterna, deu a sua carne a essa Palavra. E assim nos diz o que significa ter um coração à escuta."Em seguida, Bento XVI recordou os chamados "medalhões" sacerdotais apresentados por Pe. Enrico Dal Covolo, que deram concretude à reflexão sobre a vocação ao ministério ordenado. Cinco retratos exemplares de presbíteros, de São João Marisa Vianney a João Paulo II, com um preâmbulo centralizado na concepção que os Padres antigos tinham do sacerdócio, de Santo Agostinho a Santo Inácio de Antioquia:"Realmente novamente percebemos o que significa ser sacerdote, tornar-se sempre mais sacerdotes. Você ressaltou também que a consagração caminha rumo à missão, é destinada a tornar-se missão. Nestes dias aprofundamos com a ajuda de Deus a nossa consagração. Assim, com nova coragem, queremos agora enfrentar a nossa missão. O Senhor nos ajude.
Obrigado por sua ajuda, Pe. Enrico." (RL)

Fonte: RV

terça-feira, 21 de julho de 2009

FAZ 40 ANOS QUE O HOMEM PISAVA O SOLO LUNAR

HÁ 40 ANOS, O HOMEM PISAVA O SOLO DA LUA: SUPREMACIA DA TÉCNICA?


Cidade do Vaticano,



- Quando o primeiro homem tocou a superfície do solo lunar, Paulo VI ficou muito impressionado pelo evento. Mas – da mesma forma que o faz ontem, Bento XVI – alertou imediatamente para o perigo que o homem pudesse se tornar escravo da "onipotência da técnica": foi o que sublinhou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, comentando para a Rádio do Papa, o histórico evento que marcou o século XX. "Na época – recorda Pe. Lombardi − Papa Montini havia publicado há pouco a encíclica Populorum progressio, na qual manifestava sua esperança de "que a inteligência humana e a capacidade prodigiosa da ciência e da técnica fossem colocadas a serviço do bem". "Também a nova encíclica de Bento XVI, toda dedicada ao verdadeiro desenvolvimento da humanidade – sublinha Pe. Lombardi, diretor-geral da Rádio Vaticano – se conclui, recordando-nos que o homem não deve tornar-se escravo de uma nova ideologia – a onipotência da técnica – mas buscar com responsabilidade, aquele desenvolvimento integral que tem, na caridade e na verdade, a sua força propulsora." Em 20 de julho de 1969, o módulo de pouso Eagle, da Apolo 11, chega à Lua, ao Mar da Tranquilidade, com dois astronautas a bordo. Neil Armstrong torna-se o primeiro ser humano a pisar na Lua, seguido por Edwin Aldrin. Eles permaneceram 22 horas no solo lunar. O terceiro astronauta, Michael Collins, permaneceu em órbita, no módulo de comando Columbia. A missão durou oito dias, e 22 kg de material lunar foram trazidos para a Terra.
O Google Earth comemora os 40 anos da "conquista" da Lua com uma viagem virtual: a nova versão do programa de mapas 3D foi apresentada nesta segunda-feira, para comemorar dos 40 anos da chegada do homem à Lua.
A solenidade, que começou ao meio-dia (horário de Brasília) conta com a presença de Buzz Aldrin, um dos astronautas da pioneira missão Apollo 11. Aliás, ele − autor de livros sobre a ida à Lua − e Andrew Chaiken, são os narradores do "Tour Apollo 11" que conta todos os detalhes da missão pioneira.Além disso, a nova versão do programa irá incluir imagens captadas por um satélite colocado em órbita pela NASA, no mês passado, destinado a tirar fotografias de alta definição do satélite natural da Terra.
A apresentação do novo software teve lugar em Washington, capital dos Estados Unidos. (AF)

Fonte: RV

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A PAZ É DOM DE DEUS, MAS NÃO PODE SE REALIZAR SEM ESFORÇO DO HOMEM

PAPA NO ENCONTRO COM CHEFES RELIGIOSOS DA GALILÉIA: A PAZ É DOM DE DEUS, MAS NÃO PODE SE REALIZAR SEM ESFORÇO DO HOMEM

Nazaré, 14 mai (RV)

- Bento XVI manteve esta tarde, às 16h30 locais, no auditório do Santuário da Anunciação, de Nazaré, um encontro com os chefes religiosos da Galiléia.O vigário patriarcal latino de Jerusalém, Dom Giacinto-Boulos Marcuzzo, saudou o Santo Padre, ressaltando a importância de sua peregrinação na Terra Santa, e a alegria deste cordial encontro com os chefes religiosos da Galiléia.Agradecendo pelas palavras de boas-vindas a ele dirigidas e pelo caloroso acolhimento, o Santo Padre saudou os líderes das diversas comunidades presentes: cristãos, muçulmanos, judeus, drusos e outros.Após ressaltar perceber como uma bênção particular poder visitar a cidade venerada pelos cristãos como o lugar onde o anjo anunciou à Virgem Maria que conceberia por obra do Espírito Santo, e que ali o Menino Jesus "crescia em sabedoria e graça diante de Deus" (Lc 2, 40), o papa frisou que o mundo, longe de ser um fato cego, foi querido por Deus e revela o seu esplendor glorioso.Dito isso, o pontífice acrescentou:"No coração de toda tradição religiosa encontra-se a convicção de que a própria paz é um dom de Deus, embora esta não possa ser alcançada sem o esforço humano. Uma paz duradoura provém do reconhecimento que o mundo não é nossa propriedade, mas, sobretudo, o horizonte no qual somos convidados a participar do amor de Deus e a cooperar na condução do mundo e da história sob a sua inspiração."Bento XVI advertiu ainda que não podemos fazer com o mundo tudo aquilo que nos apraz; aliás, somos chamados a conformar as nossas escolhas segundo as complexas e, todavia, perceptíveis leis escritas no universo pelo Criador, e a modelar as nossas ações segundo a bondade divina presente no reino da criação – ressaltou.O pontífice prosseguiu recordando que a Galiléia, uma terra conhecida pela sua heterogeneidade étnica e religiosa, é a pátria de um povo que conhece bem os esforços exigidos para viver em harmoniosa coexistência."As nossas diversas tradições religiosas – destacou – têm em si notáveis potencialidades em relação à promoção de uma cultura da paz, especialmente mediante o ensino e a pregação dos valores espirituais mais profundos da nossa comum humanidade".Em seguida, o Santo Padre fez questão de observar que plasmando o coração dos jovens, plasmamos o futuro da própria humanidade, acrescentando que os cristãos se unem a judeus, muçulmanos, drusos e pessoas de outras religiões no desejo de salvaguardar as crianças do fanatismo e da violência, ao tempo em que os preparam para que sejam construtores de um mundo melhor.Por fim, o pontífice fez uma exortação aos chefes religiosos da Galiléia:"Meus caros amigos, sei que vocês acolhem com alegria e com a saudação da paz os muitos peregrinos que chegam à Galiléia. Encorajo-os a continuarem exercendo o respeito recíproco, ao tempo em que trabalham para aliviar as tensões concernentes aos lugares de culto, garantindo assim um ambiente sereno para a oração e a meditação, aqui e em toda a Galiléia. Representando diversas tradições religiosas, vocês partilham o desejo comum de contribuir para o melhoramento da sociedade e testemunham assim os valores religiosos e espirituais que ajudam a fortalecer a vida pública."Bento XVI concluiu assegurando o compromisso da Igreja Católica de participar dessa nobre tarefa.Após o encontro com os chefes religiosos da Galiléia, o Santo Padre deixou o auditório do Santuário da Anunciação, transferindo-se para a Basílica Inferior do Santuário de Nazaré, onde, acolhido pelo Ministro Geral dos Franciscanos, foi acompanhado até a Gruta da Anunciação, momento marcado de grande comoção. Ali, o papa se deteve por alguns instantes em oração e recolhimento. (RL)

Fonte: RV

domingo, 23 de novembro de 2008

"LIBERDADE RELIGIOSA É O PRIMEIRO DOS DIREITOS DO HOMEM" - PAPOA BENTO XVI


PAPA: "LIBERDADE RELIGIOSA É O PRIMEIRO DOS DIREITOS DO HOMEM"


Lion,
- Bento XVI enviou uma mensagem aos participantes das ‘Semanas Sociais da França’, evento aberto ontem em Lion. A mensagem é dirigida a Jérôme Vignon, presidente desta iniciativa, e é assinada pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone. Para o papa, somente “uma visão da vida solidamente ancorada a uma dimensão religiosa permite alcançar uma ordem social baseada na promoção da justiça e da paz”. As religiões – diz o papa – devem cumprir sua função e assumir o papel positivo que a sociedade espera delas: proporem uma visão da fé em termos do respeito absoluto da verdade, do encorajamento à coexistência e à reconciliação, e da promoção dos direitos humanos; e não em termos de intolerância, discriminações e conflitos. Por sua vez, a mensagem católica, continuando a explorar o significado profundo do direito à liberdade religiosa, reitera que este é o primeiro de todos os direitos do homem, fundamento e garantia de todos os outros. (CM)


Fonte: RV

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"SÓ NA RELAÇÃO COM DEUS É QUE O HOMEM SE REGENERA"

Só na relação com Deus é que a pessoa se regenera: Bento XVI exorta a momentos de recolhimento e oração durante as férias.
Na alocução antes das Ave Marias, Bento XVI evocou o tempo de repouso que ele próprio viveu nos últimos quinze dias. “Tive ocasião de descansar no modo apropriado a um ministro de Deus – afirmou o Papa, em alemão: dedicando-me à oração, à leitura e à meditação, sem as preocupações das urgências pastorais de cada dia”. Embora sem as esquecer – disse – “pude por assim dizer filtrá-las através de um salutar desprendimento, que ajuda a restabelecer as justas proporções: a reconhecer que o Senhor é Deus e que nós somos apenas seus humildes colaboradores ao serviço da Igreja para o bem da humanidade”. Prosseguindo depois em italiano, Bento XVI quis “partilhar uma reflexão” que (disse) nele “maturou espontaneamente” nestes dias de repouso, relativamente à experiência vivida semanas atrás em Sidney, nas Jornadas Mundiais da Juventude…“Na grande metrópole da jovem nação australiana, aqueles jovens foram um sinal de autêntica alegria, por vezes rumorosa, mas sempre pacífica e positiva. Embora fossem tantos, eles não causaram desordens nem qualquer dano. Para estarem alegres não tiveram necessidade de recorrer a modos despropositados ou violentos, ao álcool ou a substâncias estupefacientes. Havia neles a alegria de se encontrarem e de descobrir conjuntamente um mundo novo”.Nada, portanto, de “falsas evasões” ou de “experiências degradantes” vividas por muitos jovens de hoje, conduzindo tantas vezes a verdadeiras tragédias – observou o Papa. Um típico produto da actual “sociedade de bem-estar”, assim chamada, em que, no desejo de preencher o tédio e um vazio interior, se tentam “experiências novas, mais emocionantes, mais extremas”. “Também as férias correm assim o risco de se dissiparem numa vã busca de miragens de prazer. Mas desse modo o espírito não se repousa, o coração não experimenta alegria, não encontra paz, pelo contrário – acaba por se sentir ainda mais cansado e triste do que antes”. Esta reflexão – sublinhou Bento XVI – não vale só para os jovens, é para todos: “Só na relação com Deus é que a pessoa humana se regenera. E Deus, uma pessoa só O encontra aprendendo a escutar a sua voz no sossego interior e no silêncio” de que fala neste domingo a primeira leitura da Missa.“Rezemos para que numa sociedade onde se passa a vida a correr, as férias constituam dias de autêntica distensão durante os quais saibamos assegurar momentos de recolhimento e de oração, indispensáveis para nos reencontrarmos profundamente a nós próprios e aos outros. É o que pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Virgem do silêncio e da escuta”.
Fonte: RV