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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

DEFENDER EM TODOS OS LUGARES A LIBERDADE RELIGIOSA, AUTÊNTICO FUNDAMENTO DA PAZ

PAPA A CORPO DIPLOMÁTICO: DEFENDER EM TODOS OS LUGARES A LIBERDADE RELIGIOSA, AUTÊNTICO FUNDAMENTO DA PAZ

Cidade do Vaticano, 10 jan (RV) - Buscar o caminho de uma paz autêntica mediante o respeito pela liberdade religiosa: foi o premente apelo feito por Bento XVI aos membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, recebidos na manhã desta segunda-feira na Sala Régia, no Vaticano, por ocasião das tradicionais felicitações de início de ano.Falando aos embaixadores, o Papa traçou um quadro sobre a condição da liberdade religiosa no mundo e voltou a condenar com veemência as violências anticristãs, em particular no Iraque e no Egito. Em seguida, pediu a abolição da lei, no Paquistão, sobre a blasfêmia.Além disso, o Pontífice chamou a atenção para as tentativas, sobretudo no Ocidente, de marginalizar a dimensão da fé. A saudação ao Santo Padre foi feita pelo Embaixador Decano Alejandro Valladares Lanza. Atualmente, 178 Estados mantêm relações diplomáticas plenas com a Santa Sé."A dimensão religiosa é uma característica inegável e irrefreável do ser e do agir do homem": a reflexão de Bento XVI parte dessa incontrovertível verdade. Falando aos embaixadores do mundo inteiro, o Papa reiterou que quando o direito à liberdade religiosa é negado "geram-se desequilíbrios e conflitos a todos os níveis, tanto no plano pessoal como no interpessoal".Retomando a Mensagem para o Dia Mundial da Paz, Bento XVI reafirmou que o direito à liberdade religiosa, muitas vezes colocada em discussão ou violada, é, na realidade, "o primeiro de todos".Portanto – acrescentou - a paz pode-se construir somente se "o homem pode livremente buscar e servir a Deus em seu coração, em sua vida e nas suas relações com os outros".Em seguida, o Pontífice destacou os atentados anticristãos no Iraque, que "nos entristeceram profundamente" – frisou:O Pontífice renovou às autoridades do País do Golfo e aos líderes religiosos o seu "ansioso apelo a trabalharem para que os seus concidadãos cristãos possam viver em segurança e continuar a prestar a sua contribuição à sociedade de que são membros com pleno título". Também no Egito, em Alexandria – recordou – "o terrorismo atingiu brutalmente os fiéis em oração numa igreja".Tal "sucessão de ataques" – foi a sua triste constatação – "é um sinal ulterior da urgente necessidade para os governos da região de adotarem, apesar das dificuldades e ameaças, medidas eficazes para a proteção das minorias religiosas".E mais uma vez, o Papa ressaltou que os cristãos do Oriente Médio "são cidadãos originários e autênticos, leais à sua pátria e fiéis a todos os seus deveres nacionais".Em seguida, elogiou aqueles países do Velho Continente que auspiciaram uma "resposta concertada da União européia" em defesa dos cristãos na região, e pediu que na Península Arábica – onde vivem numerosos trabalhadores imigrados cristãos – "a Igreja Católica possa dispor de adequadas estruturas pastorais":"Entre as normas que lesam o direito das pessoas à liberdade religiosa – prosseguiu o Pontífice – uma menção particular deve ser feita à lei contra a blasfêmia no Paquistão: de novo encorajo as autoridades desse país a realizarem os esforços necessários para a ab-rogar, tanto mais que é evidente que a mesma serve de pretexto para provocar injustiças e violências contra as minorias religiosas.""O trágico assassinato do Governador do Punjab – advertiu o Papa – mostra como é urgente caminhar nesse sentido: a veneração a Deus promove a fraternidade e o amor, não o ódio nem a divisão."Ademais, Bento XVI expressou preocupação com os ataques contra os cristãos na Nigéria e com os atos de violência no sul e sudeste asiáticos:"Por outro lado, em diversos países, a Constituição reconhece uma certa liberdade religiosa, mas, de fato, a vida das comunidades religiosas torna-se difícil e por vezes até precária (cf. Conc. Vat. II, Decl. Dignitatis humanae, 15)."Daí, o premente apelo a fim de que "cessem tais ambiguidades, de maneira que os fiéis não se vejam lacerados entre a fidelidade a Deus e a lealdade à sua pátria". E, de modo particular, pediu "que em todos os lugares seja garantida às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão"."Neste momento, o meu pensamento volta-se de novo para a comunidade católica da China continental e os seus Pastores, que vivem um período de dificuldade e provação" - afirmou.Mudando de latitude, fez uma exortação às autoridades cubanas: "quero dirigir uma palavra de encorajamento às autoridades de Cuba – país que celebrou, em 2010, setenta e cinco anos de ininterruptas relações diplomáticas com a Santa Sé – para que o diálogo, que felizmente se instaurou com a Igreja, se reforce e amplie ainda mais".Voltando o nosso olhar para o Ocidente – prosseguiu – "deparamos com outros tipos de ameaças contra o pleno exercício da liberdade religiosa. Penso, em primeiro lugar, em países onde se reconhece uma grande importância ao pluralismo e à tolerância, enquanto a religião sofre uma crescente marginalização. Tende-se a considerar a religião, toda a religião, como um fator sem importância, alheio à sociedade moderna ou mesmo desestabilizador e se procura, com diversos meios, impedir toda e qualquer influência dela na vida social"."Deste modo, chega-se a pretender que os cristãos ajam, no exercício da sua profissão, sem referimento às suas convicções religiosas e morais, e mesmo em contradição com elas, como, por exemplo, quando estão em vigor leis que limitam o direito à objeção de consciência dos profissionais da saúde ou de certos operadores do Direito."Nesse contexto, o Papa disse não ser "possível deixar de alegrar-se com a adoção pelo Conselho da Europa, no passado mês de outubro, de uma Resolução que protege o direito do pessoal médico à objecção de consciência face a certos atos que lesam gravemente o direito à vida, como o aborto".Em seguida, Bento XVI chamou a atenção para outra "manifestação da marginalização da religião, e particularmente do cristianismo", consistente "em banir da vida pública festas e símbolos religiosos, em nome do respeito por quantos pertencem a outras religiões ou por aqueles que não acreditam".Agindo deste modo – observou – "não apenas se limita o direito dos crentes à expressão pública da sua fé, mas se cortam também raízes culturais que alimentam a identidade profunda e a coesão social de numerosas nações".O Santo Padre agradeceu àqueles países que se associaram ao governo italiano na defesa da exposição do Crucifixo em lugares públicos:"Reconhecer a liberdade religiosa – acrescentou – significa, além disso, garantir que as comunidades religiosas possam agir livremente na sociedade, com iniciativas nos setores social, caritativo ou educativo. Pode-se constatar por todo o lado, no mundo, a fecundidade das obras da Igreja Católica nestes âmbitos. Causa preocupação ver este serviço que as comunidades religiosas prestam a toda a sociedade, particularmente em favor da educação das jovens gerações, comprometido ou dificultado por projetos de lei que correm o risco de criar uma espécie de monopólio estatal em matéria escolar, como se constata, por exemplo, em certos países da América Latina.""Quando vários deles celebram o segundo centenário da sua independência, ocasião propícia para se recordar a contribuição da Igreja Católica para a formação da identidade nacional – continuou o Papa referindo-se, ainda, à América Latina – exorto todos os governos a promoverem sistemas educativos que respeitem o direito primordial das famílias de decidir sobre a educação dos filhos e que se inspirem no princípio de subsidiariedade, fundamental para organizar uma sociedade justa."Continuando a minha reflexão – acrescentou o Pontífice – "não posso passar sem referir outra ameaça à liberdade religiosa das famílias nalguns países europeus, onde é imposta a participação em cursos de educação sexual ou cívica que propagam concepções da pessoa e da vida pretensamente neutras mas que, na realidade, refletem uma antropologia contrária à fé e à reta razão".Bento XVI concluiu seu discurso com um premente apelo:"A religião não constitui um problema para a sociedade, não é um fator de perturbação ou de conflito. Quero repetir que a Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade. (...) Que nenhuma sociedade humana se prive, voluntariamente, da contribuição fundamental que são as pessoas e as comunidades religiosas!" (RL)
Fonte: RV

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

LIBERDADE RELIGIOSA

A liberdade religiosa no mundo
Pesquisa anual é publicada pelo Departamento de Estado dos EUA
Por Pe. John Flynn, L.C.

ROMA,

- Ignorado pela mídia, o Departamento de Estado dos EUA divulgou, no dia 26 de outubro, seu último Relatório Anual sobre a liberdade religiosa internacional, que traz levantamentos em 198 países e territórios.
Antes de detalhar sobre cada país, a introdução do relatório explica que o governo dos Estados Unidos considera importante defender a liberdade religiosa.
"A liberdade religiosa é um direito de todas as pessoas, independentemente de que elas tenham ou não fé", afirma.
A introdução também assinala o conceito de bem comum. "Em suma, a liberdade tende a canalizar as paixões e convicções de fé em atos de serviço e empenho positivo na praça pública", afirma o texto.
Através de uma perspectiva mais política, o Departamento de Estado afirma que, quando os grupos religiosos e as ideias são reprimidos, tendem a se radicalizar e isso pode fomentar o individualismo ou insurreição.
No âmbito internacional, o relatório argumenta que, se os governos manipularem a religião ou marginalizarem os grupos, só ajudariam os grupos radicais que, por sua vez, são uma ameaça à segurança global.
"Ambientes que visam à liberdade religiosa sólida, por outro lado, promovem a harmonia comunitária e encorajam as vozes da moderação para que refutem os extremistas por motivos religiosos," conclui a introdução.
Violações
Uma seção do relatório aborda os países onde as violações da liberdade religiosa têm sido mais nítidas. Dentre eles está o Afeganistão. “O estudo observa como a Constituição estabelece o Islamismo como a religião de Estado e que nenhuma lei pode ser contrária às crenças e às disposições da sagrada religião do Islã”.
O Departamento de Estado comenta que os não-muçulmanos, os grupos minoritários, incluindo os cristãos, hindus e sikhs, continuam a enfrentar casos de discriminação e perseguição. Analisou que outro problema é o da conversão. Muitos cidadãos, de acordo relatório, entendem a conversão como se ela estivesse contrariando os princípios do Islamismo e da sharia.
No Egito, a análise observa que, enquanto a Constituição prevê a liberdade de crença e a execução de ritos religiosos, na prática, o governo impõe certas restrições a estes direitos. Na verdade, o respeito pela liberdade religiosa, por parte das autoridades, diminuiu durante o período analisado, de acordo com o Departamento de Estado.
Isto se deveu principalmente à falta de investigação e processo aos perpetradores da violência sectária. Esta prática, acrescentou o relatório, contribuiu para a que as agressões fossem repetidas, devido ao senso de impunidade.
Cristãos e membros da fé Baha'i enfrentam discriminação pessoal e coletiva em muitas áreas, afirmou o relatório. Um exemplo dado foi o de um tribunal que condenou um padre copta a cinco anos de trabalho forçado por fazer o casamento entre uma copta e um convertido do islamismo que apresentava um documento de identidade falso.
No Paquistão, o relatório não poupa palavras e afirma que: a legislação "discriminatória e a incapacidade do governo para tomar medidas contra as forças sociais hostis àqueles que praticam uma crença religiosa diferente promovem a intolerância religiosa, os atos de violência e a intimidação contra as minorias religiosas".
Em geral, a discriminação contra as minorias religiosas foi generalizada junto aos grupos extremistas e indivíduos visando congregações religiosas.
O Irã e o Iraque foram apontados pelo relatório como países problemáticos, a respeito da liberdade religiosa. O estudo mostra que, apesar de garantias constitucionais, há discriminação, na prática, daqueles que não são muçulmanos xiitas.
O presidente Mahmoud Ahmadinejad também foi mencionado no relatório devido a seu "virulento antissemitismo", que inclui questionar a existência e a dimensão do Holocausto.
O governo iraniano reforçou sua proibição de proselitismo por parte de alguns grupos cristãos, acompanhando de perto as suas atividades, fechando algumas igrejas e prendendo cristãos convertidos.
No Iraque, a existência de garantias constitucionais estava viciada pela violência dos terroristas e organizações criminosas que restringem o livre exercício da religião e representam uma ameaça significativa para o país vulnerável às minorias religiosas, declara o relatório.
"Muito poucos foram os autores de violência cometida contra os cristãos e outras minorias religiosas no país que têm sido punidos", disse o Departamento de Estado.
Ataques
A Índia, onde houve numerosos incidentes de violência contra os cristãos, também foi tratada no relatório. O Departamento de Estado comentou que alguns governos estaduais e municipais impuseram limites à liberdade religiosa.
Extremistas religiosos empenharam numerosos ataques terroristas em todo o país durante o período de um ano coberto pelo relatório. O Departamento de Estado mencionou a violência que eclodiu em agosto de 2008, em Orissa, quando, de acordo com estatísticas do governo, 40 pessoas morreram e 134 ficaram feridas.
Segundo vários relatos independentes, cerca de 3.200 refugiados permaneciam em campos de refugiados, contra 24.000 na sombra da violência, observou o relatório.
Na Birmânia, o governo continuou a se infiltrar e controlar as atividades de praticamente todas as organizações, inclusive religiosas, segundo o relatório. Além disso, as autoridades sistematicamente restringem o clero budista na promoção dos direitos humanos e da liberdade política.
Restrições sobre os cristãos e outras minorias budistas também continuaram por todo o país, segundo o relatório.
No Vietnã, o relatório afirmou que, embora o respeito pela liberdade religiosa continue a melhorar em alguns aspectos, os problemas permanecem significativos. Assim, durante o ano analisado, o governo concedeu o reconhecimento nacional de cinco denominações protestantes e algumas religiões adicionais.
Mas houve reivindicações de propriedade não resolvidas com praticamente todos os grupos religiosos, algumas resultando em grandes protestos católicos, os quais foram reprimidos.
O Departamento de Estado lançou algumas palavras fortes quando chegou à China. O relatório comenta que durante o período de um ano, os funcionários continuaram controlando e, às vezes, interferindo nos grupos religiosos e espirituais.
Em algumas áreas o governo viola os direitos de membros dos grupos católicos e protestantes, muçulmanos, budistas tibetanos e membros da Falun Gong.
As autoridades também se opõem fortemente à profissão de lealdade para com a liderança religiosa fora do país, mais notadamente o Papa e o Dalai Lama, observou o relatório. A repressão na China permanece grave, de acordo com o relatório.
Reação
Em um comunicado publicado junto ao relatório, diz-se que a Comissão dos EUA de Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) pediu uma renovada preocupação internacional com estas situações.
O comunicado explica que um país que tenha violado gravemente a liberdade religiosa deve ser designado como um "país de preocupação particular" (CPCs), de acordo com a Lei de Liberdade Religiosa Internacional. O governo dos Estados Unidos, então, é obrigado a tomar medidas, que vão desde a negociação de um acordo bilateral até sanções.
USCIRF indica que 13 países - Mianmar, Eritreia, Irã, Iraque, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, China, Arábia Saudita, Sudão, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã – sejam notificados.
A imprensa também afirmou que USCIRF recomenda ações mais fortes a serem tomadas contra oito países que atualmente foram listados como CPCs pelo Departamento de Estado: Birmânia, Eritreia, Irã, Coreia do Norte, China, Arábia Saudita, Sudão e Uzbequistão.
O Papa Bento XVI, recentemente, tratou o tema “liberdade religiosa” quando se dirigiu ao novo embaixador do Irã junto à Santa Sé. Em seu discurso, do dia 29 de outubro, o Santo Padre disse que "entre os direitos universais, a liberdade religiosa e a liberdade de consciência ocupam um lugar essencial, porque são a fonte das outras liberdades".
Curiosamente, tanto a Igreja Católica como o Departamento de Estado concordam que a liberdade religiosa é um direito funda


Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Liberdade religiosa individual não significa nivelamento de confissões
Arcebispo brasileiro enfatiza que essa liberdade não é garantia de condições igualitárias
Por Alexandre Ribeiro
..........Dom Walmor Oliveira de Azevedo

BELO HORIZONTE,

-O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirma que “a liberdade religiosa individual, prevista e respeitada pela Constituição Brasileira, não pode significar um simples nivelamento na consideração de confissões religiosas”.
“Também não é a liberdade religiosa um simples sinônimo e garantia de condições igualitárias em se tratando da confissão da fé, com suas práticas, seus instituídos e a instituição daí decorrente”, destaca o arcebispo, em artigo enviado hoje a Zenit.
No contexto da aprovação nessa quarta-feira, na Câmara dos Deputados, do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, Dom Walmor recorda que o evento se trata “da consolidação, pelo reconhecimento do Estatuto jurídico da Igreja, de posições já estabelecidas em vários setores do organismo político-jurídico brasileiro”.
O Acordo –prossegue o arcebispo–, “na condição histórica da Igreja Católica no Brasil, é um pacto que compendia e consolida normas esparsas, às vezes de conteúdo consuetudinário, num todo orgânico e acessível”.
“Esse encaminhamento nada tem a ver, pois, com entendimentos que apontam privilégios para uma determinada confissão religiosa em detrimento de outras. Não se pode contestar a presença histórica e secular consolidada e os serviços prestados à vida pela Igreja Católica. Serviços incontáveis nestes cinco séculos na sociedade brasileira.”
Dom Walmor considera que quando se aborda a questão da laicidade do Estado “não se pode desconsiderar as características de respeitabilidade histórica, social e cultural que a vivência da fé escreve e inscreve na história de um povo”.
“Não se pode cometer o desatino de nivelamentos que igualam condições, situações e prerrogativas apenas por se dizer que é um novo modo, até sem raízes, de se viver a fé. Tal como os procedimentos que fazem da fé um simples mercado mais do que serviço à vida, ou coloca o dinheiro como símbolo do sucesso no lugar de Deus, a escolha na contramão da espiritualidade do discípulo de Jesus Cristo, em se tratando da fé Cristã.”
O arcebispo assinala que é importante “observar o equívoco do entendimento que considera a laicidade do Estado como prerrogativa que o torna incompatível de Acordo com uma instituição, enraizada religiosamente numa profissão de fé, como a Igreja Católica”.
“Mesmo quando esta instituição, na vivência de sua fé, por seus serviços, presta benefícios que o próprio Estado faz. E muitas vezes não conseguiria prestar sem a presença solidária e comprometida, por esta mesma fé, pela ação múltipla desta referida Instituição.”
“É preciso lembrar sempre a significava presença da Igreja Católica no mundo da educação, da saúde, da promoção social, da conscientização cidadã, na vida do povo, especialmente dos pobres e no sustento da vida e de seu sentido”, afirma o prelado.
Com o Acordo –explica o arcebispo de Belo Horizonte– “são respeitadas as indispensáveis garantias jurídicas para a Igreja, e se consolidam ganhos para o Estado na execução fiel de suas tarefas e serviços para o bem comum”.

Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CHINA VIOLA DIREITO À LIBERDADE RELIGIOSA

AJUDA À IGREJA QUE SOFRE: "CHINA VIOLA DIREITO À LIBERDADE RELIGIOSA"



Pequim, 08 jun (RV)

– "Na China, o direito à liberdade religiosa − também dos católicos − é constantemente e gravemente violado", e "20 anos depois dos fatos da Praça da Paz Celestial (Tianamen), a China continua na lista negra, por não respeitar os direitos humanos, inclusive o da liberdade religiosa". A denúncia foi feita pela fundação "Ajuda à Igreja que Sofre", numa nota divulgada por ocasião do 20º aniversário do massacre da Praça Tianamen, ocorrido entre os dias 3 e 4 de junho de 1989."
Também por ocasião das Olimpíadas realizadas no ano passado – lê-se na nota – as autoridades, temendo infiltrações religiosas, divulgaram precisas normas a serem observadas, entre as quais se destacava a que proibia a introdução de material religioso de propaganda."
A "Ajuda à Igreja que Sofre" denuncia também, que "bispos, sacerdotes e leigos muitas vezes desaparecem, são presos, mantidos em isolamento, impedidos de receber visitas e, se necessário, enviados aos campos de reeducação". "Muitas vezes, não se têm notícias dos mesmos por anos" – conclui a fundação. (SP)

Fonte: RV

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

CADA VEZ PIOR A LIBERDADE RELIGIOSA NA ESPANHA

Novos desafios aos símbolos cristãos na Espanha
A liberdade religiosa, segundo Ajuda à Igreja que Sofre
Por Nieves San Martín
O PERIGO DA LIBERDADE RELIGIOSA IMPOSTA PELO GOVERNO ESPANHOL

MADRI,
-Diante da polêmica sobre os símbolos religiosos em lugares públicos na Espanha, o informe recentemente apresentado pela organização Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) evidencia os obstáculos para a educação cristã e seus sinais religiosos.
No contexto do sistema educativo nacional, «a Igreja também enfrentou desafios relacionados com os símbolos cristãos, em particular com o crucifixo. De Valladolid a Palência, registraram-se numerosas tentativas de retirar os crucifixos das salas de aula, com o intuito de excluir a religião da vida pública», recorda AIS em seu informe.
A princípios de 2007, surgiu um conflito a partir de uma solicitude da Agência de Proteção de Dados, que tentou obrigar todas as paróquias a apagar de seus registros os detalhes referentes ao nome e batismo de quem agora declara ter abandonado o catolicismo.
As tensões entre o governo e a Igreja se manifestaram especialmente durante 2008, antes das eleições gerais do mês de março, indica AIS.
«O governo entende – afirma o Informe 2008 – que a religião é para ser vivida dentro dos templos e na vida privada, enquanto a Igreja Católica centra a questão no direito da pessoa humana à liberdade religiosa, direito manifestado em sua vivência pessoal e social, que incide sem dúvida em todos os espaços de existência, tais como o casamento, a família, o ensino, os serviços sociais, etc.»
O governo está propondo a modificação da vigente lei de Liberdade Religiosa e «deverá estar à espera do novo texto», recorda AIS.

Fonte: ZENIT.org

domingo, 23 de novembro de 2008

"LIBERDADE RELIGIOSA É O PRIMEIRO DOS DIREITOS DO HOMEM" - PAPOA BENTO XVI


PAPA: "LIBERDADE RELIGIOSA É O PRIMEIRO DOS DIREITOS DO HOMEM"


Lion,
- Bento XVI enviou uma mensagem aos participantes das ‘Semanas Sociais da França’, evento aberto ontem em Lion. A mensagem é dirigida a Jérôme Vignon, presidente desta iniciativa, e é assinada pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone. Para o papa, somente “uma visão da vida solidamente ancorada a uma dimensão religiosa permite alcançar uma ordem social baseada na promoção da justiça e da paz”. As religiões – diz o papa – devem cumprir sua função e assumir o papel positivo que a sociedade espera delas: proporem uma visão da fé em termos do respeito absoluto da verdade, do encorajamento à coexistência e à reconciliação, e da promoção dos direitos humanos; e não em termos de intolerância, discriminações e conflitos. Por sua vez, a mensagem católica, continuando a explorar o significado profundo do direito à liberdade religiosa, reitera que este é o primeiro de todos os direitos do homem, fundamento e garantia de todos os outros. (CM)


Fonte: RV

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O RELATÓRIO 2008 SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO É PÉSSIMO

MAIS DE 60 PAÍSES VIOLAM LIBERDADE RELIGIOSA

Roma, 23 out (RV)

- Hoje, dia 23, a Associação Ajuda à Igreja que Sofre vai apresentar, em Roma, o Relatório 2008 sobre a liberdade religiosa no mundo.

O Relatório, traduzido em sete línguas, será apresentado contemporaneamente na Itália, França, Espanha e Alemanha. Segundo algumas antecipações, na África a situação è delicada na Eritréia, onde em agosto de 2007 as autoridades ordenaram que a Igreja Católica cedesse ao Ministério para o Bem-estar social e o Trabalho todas as estruturas sociais, como escolas, clínicas, orfanatos e centro de instrução para as mulheres. Ainda no país, existem pelo menos dois mil presos por razões religiosas.
Eles estão detidos há meses ou anos sem acusações formais e sem processos, muitas vezes em prisões militares, com condições de vida muito duras e sem assistência médica. Todavia, o primado da violação religiosa se registra na Arábia Saudita, onde este direito é negado com maior evidência, inclusive do ponto de vista constitucional.
O Reino se declara “integralmente” islâmico, considera o Alcorão a única Constituição do país e a xariá, a sua lei fundamental. Já na Indonésia, a violação da liberdade religiosa está ligada com o terrorismo.
Nos últimos anos, o país foi atingido por uma série de atentados reivindicados por JI, a ramificação local de al-Qaeda, que atacou principalmente alvos ocidentais, como igrejas e embaixadas.
Já na Nigéria, os atos de intolerância e discriminação contra a comunidade cristã se verificam nos Estados mais islamizados, no norte do país, que coincidem com os 12 Estados que introduziram a xariá em sua legislação. (BF)

Fonte: RV

domingo, 21 de setembro de 2008

PUBLICADO RELATÓRIO SOBRE LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO

EUA PUBLICA RELATÓRIO SOBRE LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO
Washington,
- O Departamento de Estado norte-americano publicou, como todos os anos, o relatório sobre a liberdade religiosa no mundo. No documento, que se baseia em informações recolhidas pelas embaixadas estadunidenses e cobre um período que vai de julho de 2007 a junho de 2008, as situações em vários países foram analisadas de modo muito detalhado.

O governo estadunidense fez uma lista de nações onde há repressão total, entre as quais figura a China, a Coréia do Norte, o Irã e o Sudão; e fez ainda outra classificação de países nos quais a liberdade de credo é dificultada, entre eles a Venezuela e Cuba.

A Constituição cubana reconhece o direito de praticar qualquer confissão religiosa, no respeito pela lei, todavia, efetivamente _ segundo o departamento de Estado norte-americano _, o governo continua colocando obstáculos à liberdade religiosa.No que concerne à China, foram citadas as repressões contra os budistas tibetanos, como também as dificuldades criadas para os cristãos e membros do movimento espiritual Falun Gong.

Em Mianmar as violações do governo não dizem respeito somente à liberdade religiosa, mas mais em geral aos direitos dos cidadãos.

Na Coréia do Norte _ diz o relatório _ "Não existe uma verdadeira liberdade religiosa".

O Irã, com o qual os EUA não têm relações diplomáticas desde 1999, é classificado como nação que se mancha de severas violações da liberdade confessional.

No norte do Sudão o governo de unidade nacional, atualmente no poder, impõe restrições aos cristãos; os jovens estudantes são obrigados a estudar em escolas islâmicas. (RL)
Fonte: RV

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A DEFESA DA LIBERDADE RELIGIOSA

Portugal empenhado na defesa da liberdade religiosa
Colóquio Internacional discute contributo das religiões para a paz

O Fórum Lisboa acolhe entre hoje e amanhã o III Colóquio Internacional da Comissão da Liberdade Religiosa (CLR) sobre o tema "O contributo das religiões para a paz".
Na abertura dos trabalhos, o primeiro-ministro, José Sócrates, considerou que a liberdade religiosa não é "um assunto resolvido", defendendo o empenhamento permanente da comunidade política na sua defesa.
"A liberdade religiosa não é um tema fácil, nem está resolvido", afirmou José Sócrates, na abertura do colóquio.
Sublinhando que a liberdade religiosa é uma questão que "exige o empenhamento permanente da comunidade política", o chefe do Governo alertou para a existência de "sintomas" que "em todos os momentos" não deixam que a liberdade religiosa possa ser dado como "um dado adquirido".
"A diversidade e a tolerância são valores democráticos que contribuem para a afirmação da liberdade religiosa", declarou, descrevendo a liberdade religiosa como "o respeito pela diferença" e a "igualdade de dignidade a todas as crenças".
José Sócrates falou ainda da laicidade do Estado, ou seja, "o Estado neutro perante todas as religiões". Contudo, acrescentou, "neutralidade não significa o não reconhecimento do valor ético de todas as religiões".
O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, salientou também a importância das religiões para a construção da paz. "As religiões não são mais um capítulo para a construção da paz, elas interferem com todos os outros", disse.
D. José Policarpo fez ainda referência ao "longo caminho" que é preciso percorrer nas relações entre as religiões, defendendo a necessidade de acentuar "o conhecimento mútuo e o respeito pelos limites".
"Há um universo ético comum a todas as grandes religiões que pode ser decisivo para o caminho da paz", declarou.
Antes, o presidente da Comissão de Liberdade Religiosa, Mário Soares, aludiu igualmente à importância do diálogo inter-religioso. "Acredito nas virtudes do diálogo inter-religioso e entre crentes e não crentes", afirmou o ex-Presidente da República.
Esta tarde, o Colóquio contará também com a presença de Attilio Tamburrini, coordenador da edição internacional do Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, promovida pelo Conselho Geral Internacional da Ajuda à Igreja que Sofre. Attilio Tamburrini irá proferir uma conferência no dia 23 de Junho, pelas 17 horas com o título "A liberdade religiosa no mundo".
A liberdade religiosa em Portugal será um tema desenvolvido pelo professor Jónatas Machado, da faculdade de direito da Universidade de Coimbra.
Já no que respeita ao tema "Crentes e não crentes face à laicidade" programada para o segundo dia do colóquio, está previsto que seja abordado por António Reis, professor da Universidade Nova de Lisboa e grão-mestre da Maçonaria, e por Agostino Giovagnoli, da Comunidade de católica de Santo Egídio.
Redacção/Lusa

Fonte: Nacional Agência Ecclesia 23/06/2008 13:22 2878 Caracteres 96 Igreja/Estado