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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sábado, 14 de maio de 2011

CRISTÃOS NÃO TENHAM MEDO DE ANUNCIAR EVANGELHO

BENTO XVI: CRISTÃOS NÃO TENHAM MEDO DE ANUNCIAR EVANGELHO, EMBORA SEJAM OS MAIS PERSEGUIDOS POR CAUSA DA FÉ




Cidade do Vaticano, 14 mai (RV)



- Bento XVI recebeu em audiência na manhã deste sábado, na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes da Assembléia Geral das Pontifícias Obras Missionárias, ao todo, cerca de 110 pessoas.O Santo Padre iniciou seu discurso fazendo uma cordial saudação ao novo Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Fernando Filoni, a quem agradeceu pelas palavras que lhe haviam sido pouco antes dirigidas, em nome de todos os presentes. Ao mesmo tempo, o Pontífice expressou gratidão ao Cardeal Ivan Dias "pelo generoso e exemplar serviço prestado ao Dicastério missionário e à Igreja universal nestes anos", na condução do mesmo.O Papa agradeceu, ainda, ao Secretário do referido organismo vaticano, Dom Savio Hon Tai-Fai; ao Presidente das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Dom Piergiuseppe Vacchelli; bem como aos colaboradores da Congregação e aos diretores nacionais das POM, provenientes das várias Igrejas particulares para a anual Assembleia Ordinária do Conselho Superior.Após frisar a necessidade de um decidido compromisso na missão além-fronteiras, o Pontífice ressaltou que "novos problemas e novas escravidões emergem em nosso tempo, quer no chamado primeiro mundo, abundante e rico, mas incerto acerca de seu futuro; quer nos países emergentes, onde, por causa de uma globalização caracterizada comumente pelo lucro, acabam por aumentar as massas dos pobres, dos emigrantes, dos oprimidos, em que se enfraquece a luz da esperança.Bento XVI recordou que é tarefa de todo o Povo de Deus "transformar o mundo segundo o projeto de Deus com a força renovadora do Evangelho, "para que Deus seja tudo em todos (1 Cor 15,28).Portanto, "é necessário continuar com renovado entusiasmo a obra de evangelização, o anúncio alegre do Reino de Deus, vindo em Cristo na potência do Espírito Santo, para conduzir os homens à verdadeira liberdade dos filhos de Deus contra toda forma de escravidão" - acrescentou."É necessário lançar as redes do Evangelho no mar da história para levar os homens à terra de Deus" – continuou o Papa."Tudo na Igreja está a serviço da evangelização: todo setor de sua atividade e também toda pessoa, nas várias tarefas que é chamada a cumprir. Todos devem estar envolvidos na missão ad gentes" – ponderou."Somente radicados profundamente em Cristo e em sua Palavra se é capaz de não ceder à tentação de reduzir a evangelização a um projeto apenas humano, social, escondendo ou silenciando a dimensão transcendente da salvação oferecida por Deus em Cristo.O ministério da evangelização é fascinante e exigente: requer amor pelo anúncio e o testemunho, um amor tão grande que pode ser marcado inclusive pelo martírio – observou. “Os cristãos não devem ter medo, mesmo se são atualmente o grupo religioso que sofre o maior número de perseguições por causa de sua fé” – exortou Bento XVI.O Papa agradeceu a todos os presentes pelo trabalho de animação e formação missionária que, como diretores nacionais das POM, desempenham em suas Igrejas locais. O Pontífice concluiu afirmando que a obra das POM é preciosa para a edificação da Igreja, destinada a tornar-se “casa comum” de toda a humanidade. (RL)






Fonte: RV

terça-feira, 30 de novembro de 2010

NECESSIDADE DE TESTEMUNHO COMUM DOS CRISTÃOS AOS HOMENS DE HOJE

BENTO XVI A BARTOLOMEU I: NECESSIDADE DE TESTEMUNHO COMUM DOS CRISTÃOS AOS HOMENS DE HOJE

Cidade do Vaticano, 30 nov (RV)

- Progredir no caminho em direção da plena comunhão: é a exortação expressa por Bento XVI numa mensagem ao Patriarca Ortodoxo Bartolomeu I, por ocasião da festa de Santo André Apóstolo – padroeiro do Patriarcado Ecumênico - celebrado nesta terça-feira.O documento foi entregue a Bartolomeu I pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, que se encontra em Istambul, na Turquia, à frente de uma Delegação vaticana para a Festa de Santo André.A festa de Santo André representa "um forte convite a renovar a própria fidelidade ao ensinamento dos Apóstolos e a tornar-se incansáveis anunciadores da fé em Cristo, com a palavra e o testemunho da vida" – escreve o Papa.Neste nosso tempo – observa Bento XVI – "tal convite é mais do que nunca urgente e interpela todos os cristãos". De fato, num mundo marcado por "uma crescente interdependência e solidariedade" – prossegue - "somos chamados a proclamar com renovada convicção a verdade do Evangelho e a apresentar o Senhor Ressuscitado como a resposta às mais profundas interrogações e aspirações espirituais dos homens e das mulheres de hoje".Para se poder ter bom êxito nessa "grande tarefa" – lê-se na mensagem – "devemos continuar progredindo no caminho em direção da plena comunhão, mostrando já ter unido os nossos esforços por um comum testemunho do Evangelho diante dos homens do nosso tempo".Por essa razão, o Papa expressa a sua sincera gratidão ao Patriarca Ecumênico pela hospitalidade oferecida em outubro passado na ilha de Rodes – Grécia – aos delegados das Conferências Episcopais da Europa no II Fórum católico-ortodoxo sobre o tema "Relações Igreja – Estado: perspectivas teológicas e históricas".Por fim, Bento XVI assegura seguir com "com atenção" os "sábios esforços" de Bartolomeu I "em favor do bem da Ortodoxia e da promoção dos valores cristãos em muitos contextos internacionais".De fato, o Cardeal Kurt Koch encontra-se em Istambul, junto com a Delegação da Santa Sé para a Festa do Patriarcado Ecumênico. A visita se dá no quadro do intercâmbio de delegações por ocasião das respectivas festas dos santos padroeiros: 29 de junho, a Roma, na celebração dos Santos Pedro e Paulo; e, justamente, 30 de novembro, a Istambul, na celebração de Santo André.Entre os momentos fortes da manhã desta terça-feira, destacam-se a solene Divina Liturgia presidida por Bartolomeu I na Igreja do Fanar – sede do Patriarcado – e o encontro da Delegação vaticana com o Patriarca e com a Comissão sinodal encarregada das relações com a Igreja Católica. (RL)
Fonte: RV

terça-feira, 16 de novembro de 2010

CRISTÃOS SEJAM TESTEMUNHAS DA VERDADE, AMOR E JUSTIÇA

PAPA AOS BISPOS DE GOIÁS, TOCANTINS E DISTRITO FEDERAL: CRISTÃOS SEJAM TESTEMUNHAS DA VERDADE, AMOR E JUSTIÇA


Cidade do Vaticano, 15 nov (RV)

- Bento XVI recebeu em audiência no final da manhã desta segunda-feira, na Sala do Consistório, no Vaticano, os bispos do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional formado pelos Estados de Goiás e Tocantins, e Distrito Federal.Os cristãos sejam testemunhas do Evangelho e ponto de referência na sociedade: foram os votos do Santo Padre no discurso dirigidos aos referidos prelados brasileiros. Trata-se do último grupo de bispos dos 17 Regionais da CNBB, em visita "ad Limina".Bento XVI iniciou seu discurso dizendo-se feliz por dar as boas-vindas aos bispos de Goiás, Tocantins e Distrito Federal."Viestes à cidade onde Pedro, por último, cumpriu a sua missão de evangelização e deu testemunho de Cristo até à efusão do seu próprio sangue; viestes ver e saudar o Sucessor de Pedro. Deste modo fortaleceis os fundamentos apostólicos da Igreja no vosso país e expressais visivelmente a vossa comunhão com todos os demais membros do Colégio episcopal e com o próprio Pontífice romano" – disse o Papa.Bento XVI agradeceu ao Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, pelas amáveis palavras a ele dirigidas em nome de todos os bispos do Regional, assegurando aos prelados o seu cordial afeto e as suas orações pelos bispos e por todas as pessoas confiadas aos cuidados pastorais deles.Ressaltando ser este 15 de novembro dia em que se recorda a proclamação da República no Brasil, o Pontífice aproveitou o fato para sublinhar, mais uma vez, a importância da ação evangelizadora da Igreja na construção da identidade brasileira.Em seguida, o Papa ressaltou a importância da comunhão entre os bispos e o Pontífice, bem como entre os pastores e os fiéis:"Há quase 60 anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é um ponto de referência da sociedade brasileira, propondo-se sempre mais e acima de tudo como um lugar onde se vive a caridade. Com efeito, o primeiro testemunho que se espera dos anunciadores da Palavra de Deus é o da caridade recíproca: «Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»" (Jo 13, 32). Bento XVI frisou que a CNBB – como as demais Conferências Episcopais – nasceu para ser um instrumento de comunhão afetiva e efetiva entre todos os membros, e de eficaz colaboração com o Pastor de cada Igreja na tríplice função de ensinar, santificar e governar as ovelhas do próprio rebanho.-"Ora, a Conferência Episcopal apresenta-se como uma das formas, encontradas sob a guia do Espírito Santo, que consente exercitar conjunta e harmoniosamente algumas funções pastorais para o bem dos fiéis e de todos os cidadãos dum determinado território (cf. Código de Direito Canônico, cân. 447). De fato, uma cooperação sempre mais estreita e concorde com os seus irmãos no ministério ajuda os Bispos a cumprir melhor o seu mandato (cf. Christus Dominus, 37), sem abdicar da responsabilidade primeira de apascentar como pastor próprio, ordinário e imediato sua Igreja particular (cf. Motu proprio Apostolos suos, 10), fazendo-a ouvir a voz de Jesus Cristo, que “é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (Hb 13, 8). Tecidas essas considerações, o Santo Padre fez a seguinte observação:-"A Conferência Episcopal promove a união de esforços e de intenções dos Bispos, tornando-se um instrumento para que possam compartilhar as suas fatigas; deve, porém, evitar de colocar-se como uma realidade paralela ou substitutiva do ministério de cada um dos Bispos, ou seja, não mudando a sua relação com a respectiva Igreja particular e com o Colégio Episcopal, nem constituindo um intermediário entre o Bispo e a Sé de Pedro." Bento XVI reiterou que os bispos devem, sobretudo, estudar os meios mais eficazes para fazer chegar oportunamente o magistério universal ao povo que lhes foi confiado. No que tange ao exercício da função doutrinal, o Papa destacou a necessidade de se abordar as novas questões emergentes – à luz do que orienta o Motu Proprio "Apostolos suos" de João Paulo II – "para depois poder orientar a consciência dos homens para encontrarem a reta solução para os novos problemas suscitados pelas transformações sociais e culturais".O Pontífice destacou que, de modo especial, alguns temas recomendam hoje uma ação conjunta dos bispos:"A promoção e a tutela da fé e da moral, a tradução dos livros litúrgicos, a promoção e formação das vocações de especial consagração, elaboração de subsídios para a catequese, o compromisso ecumênico, as relações com as autoridades civis, a defesa da vida humana, desde a concepção até a morte natural, a santidade da família e do matrimônio entre homem e mulher, o direito dos pais a educar seus filhos, a liberdade religiosa, os outros direitos humanos, a paz e a justiça social." Bento XVI concluiu seu discurso aos bispos de Goiás, Tocantins e Distrito Federal assegurando sua afetuosa proximidade ao povo do Brasil, confiado à intercessão materna da Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida.A visita "ad Limina" dos bispos do Regional Centro-Oeste prosseguirá até o próximo sábado, dia 20. Antes do encontro no final da manhã desta segunda-feira com o Santo Padre, os bispos celebraram uma missa, às 7h30 locais, na Basílica de São Pedro.Após a missa, às 9h30 locais, fizeram uma visita à Pontifícia Comissão para a América Latina, no âmbito dos encontros nos diversos organismos da Cúria Romana. Trata-se de atividades que são parte constitutiva da visita "ad Limina". (RL)

Fonte: RV

terça-feira, 10 de agosto de 2010

ELEIÇÕES - O VOTO DO CRISTÃO

Valor do Voto
Artigo de Dom Paulo Mendes Peixoto


BRASÍLIA, terça-feira, 10 de agosto de 2010

– Apresentamos artigo do bispo de São José do Rio Preto (São Paulo), Dom Paulo Mendes Peixoto, sobre o valor do voto, texto difundido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nessa segunda-feira.

* * *

Valor do Voto

A minha palavra é destinada a todos os diocesanos e às pessoas cidadãs, de boa vontade, querendo assim contribuir para a vida do nosso povo no momento tão especial como estamos agora vivendo, com a chegada das Eleições. Faço isto vendo a grande importância da participação política dos cristãos na vida social, para construir uma sociedade fraterna, justa e solidária.

É importante acompanhar o processo político, vendo de perto o perfil dos candidatos para criar consciência e responsabilidade, ajudando assim nos destinos do País e do Estado. Sabemos que o papel do eleitor vai além do seu voto. Começa pelo conhecimento dos candidatos, sua vida, atuação, propostas e posturas apresentadas. Continua depois, acompanhando a gestão dos que forem eleitos.

A sociedade almeja uma ética na política e uma coerência dos políticos. Não é por acaso que tivemos a iniciativa popular para criar a Lei chamada “Ficha Limpa”. Para que ela seja aplicada, efetivamente, é preciso haver uma mudança de mentalidade e de ação, tendo em vista uma política marcada por princípios e valores éticos fundamentais para o povo.

A Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja, seguramente credenciadas por uma prática histórica milenar, podem dar fundamentos para isto. Aí os candidatos devem buscar os critérios de ação, dando aos eleitores as bases para o exercício da cidadania para um voto consciente e comprometido podendo, dentro do processo, agir com corresponsabilidade.

Alguns dados devem ser identificados nos candidatos, sem os quais não merecem o sufrágio dos cidadãos cristãos. Um deles é se defendem a vida, da concepção até a morte natural, já que a vida é o maior dom que todos temos. Não merece o nosso voto quem tem iniciativas contra a dignidade das pessoas e das famílias, defendendo o aborto e a eutanásia.

Quando a pessoa governa, deve ter em mente o bem comum, olhando para os mais pobres, promovendo uma sociedade mais fraterna e em condição de todos terem vida com dignidade. Para isto deve cuidar da saúde, educação, moradia, trabalho e justiça social. Os interesses do povo precisam estar acima dos particulares. É bom candidato quem é comprometido com o bem comum.

Olhar também o comportamento ético dos candidatos: sua honestidade, competência, transparência, vontade de servir o bem comum, idoneidade moral e suas propostas de ação política. As propagandas podem ocultar os interesses particulares do candidato. Olhar se seu histórico não é de corrupção e de má gestão, de “ficha suja” e de uso da máquina pública para fins eleitoreiros.

Não transformar o voto em mercadoria. Ele não pode ser vendido. Tanto quem compra, como quem vende, é corrupto. É atitude que deve ser denunciada à Comissão Contra a Corrupção Eleitoral, da Lei 9840, que deve tomar as devidas providências. Diante de tudo isto, suplico a Deus para iluminar e abençoar a todos, candidatos e eleitores, nessas próximas Eleições.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto, SP

Fonte : ZENIT.org

terça-feira, 6 de julho de 2010

CRISTÃOS SÃO O GRUPO RELIGIOSO MAIS PERSEGUIDO

Vaticano denuncia que cristãos são o grupo religioso mais perseguido
Na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 6 de julho de 2010

- Os cristãos se tornaram o grupo religioso mais perseguido no mundo, segundo denunciou a Snta Sé na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
Porta-voz da denúncia foi o bispo Mario Toso, secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz, quem esteve à frente da delegação da Santa Sé durante a conferência sobre a tolerância e a não-discriminação, organizada pela presidência cazaque da OSCE entre os dias 29 e 30 de junho. O texto foi divulgado pela edição italiana do L'Osservatore Romano de 7 de julho.
Esta conferência da OSCE - organização conformada atualmente por 56 Estados participantes, todos eles da Europa, Ásia Central e América do Norte (Canadá e Estados Unidos) - prestou particular atenção à discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões.
"Com o crescimento da intolerância religiosa no mundo, está amplamente documentado que os cristãos são o grupo religioso mais discriminado", começou alertando o representante pontifício.
E acrescentou: "Mais de 200 milhões deles, pertencentes a confissões diferentes, encontram-se em situações de dificuldade por causa das instituições e dos contextos legais e culturais que os discriminam".
Antes de mais nada, deixou claro que os cristãos não são discriminados somente onde são minoria, mas se comprova que, às vezes, seus direitos fundamentais são reduzidos inclusive quando são maioria.
Também quanto à OSCE, afirmou Dom Toso, em alguns países se dão ainda "leis intolerantes e inclusive discriminatórias" contra crentes. "Há episódios repetidos de violência, inclusive assassinatos de cristãos."
"Persistem restrições irracionais contra a liberdade de opinião e de adesão a uma confissão e à respectiva comunidade religiosa, assim como contra a importação e distribuição de material religioso", continuou denunciando.
"Há também ilegítimas interferências em sua autonomia organizativa. Dessa forma, exercem-se indevidas pressões sobre as pessoas que trabalham na administração pública, obstaculizando sua liberdade de expressão segundo sua consciência."
"Com frequência, a educação cívica acontece sem o devido respeito pela identidade e pela fé dos crentes. Registram-se, além disso, sinais claros de oposição ao reconhecimento do papel público da religião", constatou.
Por este motivo, sublinhou o prelado, "a Santa Sé está convencida de que a comunidade internacional deveria lutar contra a intolerância e a discriminação dos cristãos com a mesma determinação com que luta ou lutaria contra o ódio a todas as comunidades religiosas".
Por outro lado, sublinhou, "os meios de comunicação tampouco ficam isentos de atitudes de intolerância e, em alguns casos, de preconceito com relação aos cristãos e crentes em geral".
"Um autêntico pluralismo nos meios de comunicação exige uma correta informação sobre as diferentes realidades religiosas, assim como a liberdade de acesso aos meios para as próprias comunidades religiosas."
No respeito à liberdade de pensamento e expressão, pediu que fossem adotados "mecanismos e instrumentos contra a manipulação dos conteúdos e símbolos religiosos, assim como contra as manifestações de intolerância e de ódio contra os cristãos e todos os crentes".
O representante vaticano felicitou a OSCE por ter-se tornado uma das instituições internacionais pioneiras na defesa da liberdade religiosa.

Fonte: Zenit.com

segunda-feira, 28 de junho de 2010

BUSCAR PLENA UNIDADE ENTRE CRISTÃOS

PAPA NA BASÍLICA DE SÃO PAULO: BUSCAR PLENA UNIDADE ENTRE CRISTÃOS

Cidade do Vaticano, 28 jun (RV)

- Bento XVI presidiu esta tarde, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, a celebração das vésperas da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo.O Santo Padre acolheu com alegria e reconhecimento a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, enviada pelo Patriarca Bartolomeu I, e guiada pelo Metropolita Ortodoxo de Sassina, Gennadios.Em sua homilia, o Papa enfatizou a vocação missionária da Igreja, citando como exemplo o Apóstolo dos Gentios. Bento XVI recordou o compromisso missionário da Igreja com Paulo VI, no Concílio Vaticano II, sobre a evangelização do mundo contemporâneo."O empenho de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo, animados pela esperança e muitas vezes atribulados pelo medo e angústia, é sem dúvidas um serviço feito não somente à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade" – frisou o pontífice.Bento XVI recordou também o Papa João Paulo II que representou em pessoa a natureza missionária da Igreja, com suas viagens apostólicas e com a insistência em seu Magistério sobre a urgência de uma "nova evangelização". "Hoje, repito diante do sepulcro de São Paulo: a Igreja é no mundo uma imensa força renovadora, não certamente por suas forças, mas pela força do Evangelho, no qual sopra o Espírito Santo de Deus, o Deus criador e redentor do mundo. Os desafios da época atual são certamente superiores às capacidades humanas: o são os desafios históricos e sociais, e com maior razão os espirituais" – frisou o Santo Padre.Nesta perspectiva, Bento XVI anunciou a criação de um novo organismo, na forma de Pontifício Conselho, com a tarefa de promover uma renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e buscar meios adequados para propor novamente a perene verdade do Evangelho de Cristo.O Papa concluiu a homilia, recordando que o desafio da nova evangelização interpela a Igreja universal, e nos pede para que "sigamos com empenho a busca da plena unidade entre cristãos". (MJ/RD)
Fonte: RV

sexta-feira, 25 de junho de 2010

HOMENAGEM A CRISTÃOS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA POR FIDELIDADE AO EVANGELHO

PAPA HOMENAGEIA CRISTÃOS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA POR FIDELIDADE AO EVANGELHO

Cidade do Vaticano, 25 jun (RV)

– Entre suas atividades, nesta sexta-feira, o Papa recebeu os 75 participantes da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais, ROACO, presentes em Roma para sua sessão de verão.
Em seu discurso em várias línguas, Bento XVI retomou os temas de sua recente viagem a Chipre: a paz na Terra Santa, a emigração da comunidade cristã e os preparativos para o Sínodo dos Bispos sobre o Oriente Médio.
Falando em francês, o Pontífice citou em especial os cristãos que são vítimas de violência por causa do Evangelho: "Conto com os líderes das nações para que garantam de maneira real, sem distinção e em todos os lugares, a profissão pública e comunitária das convicções religiosas de cada um".
O Papa falou ainda do dom de uma paz estável, que é o desejo de todos para a Terra Santa, o Iraque e o Oriente Médio. Paz, todavia, que só pode nascer do respeito pelos direitos humanos, famílias, comunidades e povos, superando a discriminação religiosa, cultural ou social.
Em alemão, Bento XVI falou das vocações sacerdotais, recordando os inúmeros santos e pastores que o Oriente ofereceu à Igreja, fazendo votos de que os sacerdotes das Igrejas orientais de hoje possam resgatar essa herança espiritual.
A seguir, em inglês, o Papa falou dos preparativos para a Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, que se realizará no Vaticano em outubro próximo.
Esta iniciativa, afirmou, já está produzindo os benéficos frutos de "comunhão e testemunho" para o qual o Sínodo foi convocado.
Por fim, em italiano, Bento XVI pediu que os membros da ROACO continuem contribuindo com suas obras para manter viva a "esperança que não desilude" entre os cristãos do Oriente, recordando mais uma vez a morte de Dom Luigi Padovese, Vigário Apostólico de Anatólia assassinado em 3 de junho na Turquia. (BF)

Fonte: RV

domingo, 6 de junho de 2010

CRISTÃOS, ARTESÃOS DA PAZ. BENTO XVI RENOVA APELO PELA PAZ NA TERRA SANTA

CRISTÃOS, ARTESÃOS DA PAZ. BENTO XVI RENOVA APELO PELA PAZ NA TERRA SANTA

Nicósia, 06 jun (RV)

– A viagem de Bento XVI a Chipre alcançou esta manhã o seu ápice com a publicação do Instrumento de Trabalho (Instrumentum Laboris) da Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos. O ato ocorreu durante a celebração da Santa Missa no Ginásio de Esportes Elefthería de Nicósia, capital da Ilha.Na presença de seis mil fiéis, entre os quais os patriarcas e os bispos católicos do Oriente Médio, o Papa desenvolveu sua homilia sobre o Corpo e Sangue do Senhor, na Solenidade de Corpus Christi, que o Brasil celebrou quinta-feira passada. O papa citou Santo Agostinho, que nos recorda que o pão não é preparado a partir de um só grão, mas de inúmeros grãos: "Cada um de nós que pertencemos à Igreja precisa sair do mundo fechado da própria individualidade e aceitar a companhia daqueles que partilham o pão conosco. Não devo mais pensar a partir de 'mim mesmo', mas de 'nós'. É por isso que todos os dias pedimos ao 'nosso' Pai que nos dê o pão 'nosso' de cada dia". Para entrar na vida divina, prosseguiu o pontífice, a primeira premissa é derrubar as barreiras entre nós e nossos vizinhos e nos libertar de tudo aquilo que nos bloqueia e isola: temor e desconfiança de uns para com os outros, avidez e egoísmo, falta de vontade de aceitar o risco da vulnerabilidade à qual nos expomos quando nos abrimos ao amor. Em grego, Bento XVI afirmou: "Caros irmãos e irmãs em Cristo, hoje somos chamados a ser um só coração e uma só alma, para aprofundar nossa comunhão com o Senhor e uns com os outros, e testemunhá-Lo diante do mundo". Hoje, continuou o Papa, somos chamados a superar as nossas diferenças, a levar paz e reconciliação onde há conflitos e a oferecer ao mundo uma mensagem de esperança. "Somos chamados a atender os que estão em necessidade, partilhando generosamente nossos bens terrenos com os menos favorecidos. E somos chamados a proclamar incessantemente a morte e ressurreição do Senhor, até que Ele venha."No final da celebração, tomou a palavra o Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Dom Nikola Eterovic, convidando o Papa a entregar o Instrumento de trabalho.Com a convocação deste Sínodo, recordou o Arcebispo, todos os bispos do Oriente Médio, inclusive aqueles da Diáspora, refletirão sobre a atual situação eclesial e social nas respectivas Igrejas."No Oriente Médio, há situações difíceis, que podem ser comparadas com a dispersão das pessoas em busca de alimento para sobreviver "em uma região deserta" – constatou Dom Eterovic, recordando que a finalidade do Sínodo será implorar de Deus Uno e Trino a graça de doar um novo dinamismo pastoral às Igrejas na região, para que possam prosseguir sua providencial missão.Antes de sua saudação, Bento XVI quis recordar a morte do Presidente da Conferência Episcopal Turca, Dom Luigi Padovese, que contribuiu à preparação do Instrumentum laboris."As notícias de sua imprevisível e trágica morte, na quinta-feira, nos surpreenderam e nos chocaram" – afirmou o pontífice, destacando seu trabalho em prol do diálogo inter-religioso, ecumênico e cultural. "Sua morte é um lembrete da vocação de todo cristão de ser testemunha corajosa em toda circunstância daquilo que é bom, nobre e justo."A seguir, o Papa afirmou que o Oriente Médio tem um lugar especial nos corações de todos os cristãos, já que foi ali que Deus se revelou.Desde então, os cristãos olham para o Oriente Médio com uma reverência especial e continuam presentes na região apesar das hostilidades que, às vezes, são obrigados a enfrentar. Eis, portanto, que o Sínodo é uma ocasião para os cristãos do resto do mundo de oferecerem apoio espiritual e solidariedade aos irmãos e irmãs do Oriente Médio. Muitas vezes, continuou, os cristãos atuam como "artesãos da paz" no difícil processo de reconciliação: "Vocês merecem o reconhecimento pelo papel inestimável que desempenham. É minha firme esperança que seus direitos sejam sempre mais respeitados, inclusive o direito à liberdade de culto e à liberdade religiosa, e que jamais sofram discriminações de qualquer tipo".E antes de entregar pessoal e individualmente o texto aos patriarcas e bispos presentes, Bento XVI renovou seu apelo por um esforço internacional urgente e conjunto a fim de resolver as tensões que permanecem no Oriente Médio, em especial na Terra Santa, antes que esses conflitos levem a um derramamento de sangue ainda maior. (BF)

Fonte: RV

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

CRISTÃOS DEVEM DAR TESTEMUNHO COMUM

PAPA NA BASÍLICA DE SÃO PAULO: CRISTÃOS DEVEM DAR TESTEMUNHO COMUM


Cidade do Vaticano, 25 jan (RV)

- Bento XVI presidiu na tarde desta segunda-feira, as II Vésperas da Solenidade da Conversão de São Paulo, na Basílica de São Paulo "fora dos muros", em Roma.
Todos os anos, nesta data, o papa preside o encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebrada no hemisfério norte, este ano, de 18 a 25 de janeiro.
A celebração ecumênica contou com a presença de representantes de outras confissões cristãs e comunidades eclesiais.
No Brasil a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada entre a Ascensão do Senhor e a Solenidade de Pentecostes, portanto, de 16 a 23 de maio próximo.
Voltando ao evento de hoje, o papa sublinhou em sua homilia que se passaram muitos meses da conclusão do Ano Paulino que nos deu a possibilidade de aprofundar a extraordinária obra de pregação do Evangelho realizada pelo Apóstolo dos Gentios.
O pontífice frisou ainda que o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que este ano tem como tema "Vós sois as testemunhas destas coisas" (Lc 24, 48) nos recorda o chamado a ser missionários do Evangelho.
O encontro entre o Apóstolo Paulo e Jesus no caminho de Damasco, é o início de uma incansável atividade missionária, na qual o apóstolo empregará todas as suas energias para anunciar a todos os povos aquele Cristo que ele encontrou pessoalmente.
O papa frisou ainda que o tema "Vós sois as testemunhas destas coisas" recorda a Conferência Missionária de Edimburgo, realizada em junho de 1910.
Durante essa conferência mais de mil expoentes do protestantismo e do anglicanismo se reuniram nessa cidade escocesa para refletir sobre a necessidade de buscar a unidade dos cristãos a fim de tornar mais eficaz e crível o anúncio do Evangelho.
"Um século depois do evento de Edimburgo, a intuição daqueles corajosos precursores é ainda atual. Num mundo marcado pela indiferença religiosa e por uma crescente aversão à fé cristã, é necessária uma nova e intensa atividade de evangelização, não somente entre os povos que nunca conheceram o Evangelho, mas também naqueles em que o Cristianismo se difundiu e faz parte de sua história" – frisou o papa.
O Santo Padre sublinhou que "enquanto caminhamos rumo à plena comunhão, somos chamados a dar um testemunho comum diante dos desafios sempre mais complexos de nosso tempo, como a secularização e a indiferença, o relativismo, o diálogo com outras confissões religiosas, mas também a salvaguarda da Criação, a promoção do bem comum e da paz, a defesa da dignidade da pessoa humana, a luta contra as misérias de nosso tempo, como a fome, a indigência, o analfabetismo e a má distribuição das riquezas".
"Cada um de nós é chamado a dar sua contribuição em favor da comunhão plena entre todos os discípulos de Cristo. A força que promove a unidade e a missão dos cristãos surge do encontro com Cristo Ressuscitado" – concluiu o papa. (MJ)

Fonte: RV

terça-feira, 18 de agosto de 2009

DEUS NÃO MORREU E TAMPOUCO ESTÁ AGONIZANTE


DEUS NÃO MORREU E TAMPOUCO ESTÁ AGONIZANTE

Cidade do Vaticano,

- As religiões continuam a crescer, contrariando quem anunciava a extinção quando se verificasse o progresso científico e tecnológico do mundo moderno. O Cristianismo ultrapassará os 3 bilhões de fiéis em 2050, mas o Islamismo, que chegará aos 2, 3 bilhões, será a religião que, proporcionalmente, mais crescerá.O novo Atlas das religiões, segundo o jornal francês "Le Monde" comprova que "Deus não morreu e nem sequer está agonizante". Ainda há poucas décadas, não faltava quem garantisse que, com a evolução do progresso, dar-se-ia, paulatinamente, a extinção das religiões. Nietzsche até anunciava a "morte de Deus". Na verdade, as crenças continuam vivas e com futuro, sublinha o site Religión Digital.O dossier do grupo "La Vie" e do jornal "Le Monde" assinala como aspecto mais relevante o crescimento das grandes religiões até o ano 2050. O Cristianismo passará dos 1,7 bilhões de fiéis, de 1990 (hoje 2 bilhões) para mais de 3 milhões em 2050. Os muçulmanos, que eram 962 milhões em 1990 (hoje 1,2 bilhões) serão, em 2050, 2,2 bilhões. Será mais moderado o crescimento do Hinduísmo que, de 686 milhões em 1990, chegará a ter 1,1 bilhões em 2050, enquanto o Budismo passará de 323 milhões de fiéis em 1990, para 425 milhões; e os judeus, de 13 para 17 milhões, no mesmo período.Em termos geográficos, o Cristianismo vai mais para o sul do mundo; e a Europa − que hoje conta 25% de fiéis (280 milhões de católicos, 40% da população; 100 milhões de protestantes; e 150 milhões de ortodoxos), ou seja, 25% do Catolicismo mundial − terá apenas 16% em 2050. A grande maioria dos católicos está no Novo Mundo, com aproximadamente 275 milhões na América do Norte e 530 milhões na América Latina e, ainda, na África.O presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões, Dominique Borne, sublinha que o colapso do socialismo real e o desaparecimento do ateísmo oficial e militante revelaram que "o religioso, que se pensava "em vias de desaparecer", na verdade sempre se manteve e até mesmo cresce, inclusive na Rússia e no Vietnã, onde menos se esperaria. O crescimento do Islamismo deve-se à demografia: define-se cada vez mais como comunidade mundial e menos como território. É por isso que a maioria dos muçulmanos não vive no Médio Oriente, como se poderia pensar, mas na Ásia, onde estão dois terços dos muçulmanos. Quatro países reúnem cerca de metade dos muçulmanos: Indonésia (maior país muçulmano), Paquistão, Índia e Bangladesh. Na África, um de cada três habitantes reza a Alá. Na Europa, vivem 16 milhões de muçulmanos e quatro milhões, nos EUA. (AF)

Fonte: RV

quinta-feira, 14 de maio de 2009

CRISTÃOS DA TERRA SANTA SÃO CONVIDADOS POR BENTO XVI A PERSEVERAREM NA UNIDADE E NA COMUNHÃO

BENTO XVI CONVIDA CRISTÃOS DA TERRA SANTA A PERSEVERAREM NA UNIDADE E NA COMUNHÃO
Nazaré, 14 mai (RV)

- No final da tarde desta quinta-feira, o Santo Padre realizou o seu último compromisso deste seu penúltimo dia de peregrinação na Terra Santa. De fato, às 17h30 locais, no Santuário da Anunciação, o papa celebrou as Vésperas com os bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas, membros de Movimentos eclesiais e agentes de pastoral da Galiléia.Na homilia da celebração, partindo de uma reflexão sobre o Mistério da anunciação, o pontífice convidou os cristãos da Terra Santa a perseverarem na unidade e na comunhão entre si, a renovarem a sua esperança na solução das dificuldades e a permanecerem na Terra Santa testemunhando Jesus nos lugares em que Ele viveu.O papa ressaltou que quando nosso Senhor Jesus Cristo foi concebido por obra do Espírito Santo no seio virginal de Maria, Deus se uniu com a nossa humanidade, entrando numa permanente relação conosco e inaugurando uma nova Criação.Deus não impõe a si mesmo, não predetermina simplesmente a parte que Maria terá em seu plano para a nossa salvação, mas busca, em primeiro lugar, o seu consentimento – frisou o pontífice.Bento XVI destacou ainda que Maria está no lugar de toda a humanidade. E Maria disse: "Faça-se em mim segundo a vossa palavra". E a Palavra de Deus se fez carne. Refletir sobre esse alegre mistério – observou – nos dá esperança, "a segura esperança de que Deus continuará conduzindo a nossa história, agindo com poder criativo para realizar os objetivos que segundo os cálculos humanos parecem impossíveis".As condições dos cristãos na Terra Santa são difíceis, mas o Magnificat de Maria nos dá a esperança de que Deus fará maravilhas para nós – exortou Bento XVI."No Estado de Israel e nos Territórios palestinos os cristãos formam uma minoria da população. Por vezes, pode parecer que a voz de vocês conte pouco. Muitos de seus amigos cristãos emigraram, na esperança de encontrar segurança e melhores perspectivas em outros lugares. A situação de vocês faz lembrar a situação da jovem virgem Maria, que viveu uma vida no anonimato em Nazaré, com muito pouco para o cotidiano em relação à riqueza e à influência moderna" – disse ainda o papa.Por fim, Bento XVI pediu aos cristãos que tenham a coragem de ser fiéis a Cristo e que permaneçam na terra que Ele santificou com a sua própria presença. Como Maria – disse – vocês têm um papel a desempenhar no plano de salvação de Deus, levando Cristo no mundo, dando testemunho d'Ele e difundindo a sua mensagem de paz e de unidade. Por isso, é essencial que vocês sejam unidos entre si, de modo que a Terra Santa possa ser claramente reconhecida como "um sinal e um instrumento de comunhão com Deus e de unidade de todo o gênero humano".Concluída a celebração das Vésperas, o Santo Padre deixou Nazaré de volta para a Delegação Apostólica, em Jerusalém, onde amanhã, sexta-feira, terá o último dia de sua XII viagem apostólica internacional. (RL)

Fonte: RV

terça-feira, 12 de maio de 2009

SOLIDARIEDADE, AMOR E APOIO DE TODA A IGREJA AOS CRISTÃOS NA TERRA SANTA

PAPA ASSEGURA SOLIDARIEDADE, AMOR E APOIO DE TODA A IGREJA AOS CRISTÃOS NA TERRA SANTA

Jerusalém, 12 mai (RV)

- Bento XVI presidiu nesta terça-feira − quinto dia de sua peregrinação na Terra Santa, segundo em Jerusalém − às 16h30 locais (10h30 de Brasília), à santa missa no Vale de Josafá, que se encontra diante da Basílica do Getsêmani e do Horto das Oliveiras. Ao chegar à entrada do vale, o Santo Padre transferiu-se do automóvel fechado – que o levara da sede da Delegação Apostólica até aquele local – para o papamóvel, dando uma volta entre os fiéis e peregrinos presentes, que o acolheram com entusiasmo e muita alegria.No início da celebração, o patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, dirigiu algumas palavras de saudação ao Santo Padre. Ao dar as boas-vindas ao papa à cidade onde Jesus Cristo obteve a vitória sobre o pecado e sobre a morte, e a salvação para aqueles que acreditam n'Ele, o patriarca ressaltou que em muitos aspectos, a situação hoje não mudou muito, em relação ao tempo de Jesus."De um lado, assistimos à agonia do povo palestino, que sonha viver num Estado palestino livre e independente, mas não consegue; de outro, assistimos à agonia de um povo israelense, que sonha uma vida normal na paz e na segurança, mas, não obstante a sua potência midiática e militar, não consegue" – ponderou Dom Twal."Deste Vale de Josafá, vale de lágrimas, façamos subir a nossa oração para que se realizem os sonhos desses dois povos" – acrescentou."Com a sua visita – disse Dom Twal – o senhor nos traz a solicitude e a solidariedade de toda a Igreja, e atrai a atenção do mundo para esta região, para estes povos, sua história, seus combates e suas esperanças, seus sorrisos e suas lágrimas. "A sua visita hoje – continuou – é um grande conforto para os nossos corações e a ocasião de dizer a todos que o Deus de compaixão e aqueles que acreditam n'Ele não são nem cegos, nem esquecidos, nem insensíveis."Agradecendo ao patriarca pelas palavras de boas-vindas a ele dirigidas, Bento XVI quis expressar, em primeiro lugar, também a sua alegria por estar ali, para celebrar a Eucaristia com os presentes, Igreja de Jerusalém. O papa quis saudar também os fiéis da Terra Santa que, por várias razões, não puderam estar presentes.Como sucessor de Pedro – disse o pontífice – percorri os seus passos, para proclamar, entre vocês, o Senhor Ressuscitado, para confirmá-los na fé de seus pais e invocar sobre vocês a consolação que é o dom do Paráclito."Espero que minha presença aqui seja um sinal de que vocês não foram esquecidos – frisou o Santo Padre – que sua perseverante presença e testemunho são, de fato, preciosas aos olhos de Deus, e são um componente do futuro dessas terras." Dito isso, o pontífice fez uma exortação aos cristãos daquele lugar:"Vocês, cristãos da Terra Santa, são chamados a servir não somente como um farol de fé para a Igreja presente no mundo inteiro, mas também como fermento de harmonia, sabedoria e equilíbrio na vida de uma sociedade que, tradicionalmente, foi e continua sendo pluralista, multiétnica e multirreligiosa."Referindo-se à liturgia da palavra, o papa ressaltou que, na segunda leitura, o Apóstolo Paulo pede aos colossenses que "busquem as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus" (Col 3, 1). A exortação de Paulo a "buscar as coisas do alto" – frisou o pontífice – deve ressoar continuamente em seus corações. As suas palavras nos indicam o cumprimento da visão de fé naquela Jerusalém celeste, onde, em conformidade com as antigas profecias, Deus enxugará toda lágrima e preparará um banquete de salvação para todos os povos (cfr Is 25, 6-8; Ap 21, 2-4)."Infelizmente – constatou o Santo Padre – entre os muros desta mesma cidade, somos levados a considerar como o nosso mundo se encontra distante do cumprimento dessa profecia e promessa. Nesta mesma Cidade Santa onde a vida derrotou a morte, onde o Espírito foi infundido como primeiro fruto da nova criação, a esperança continua combatendo o desespero, a frustração e o cinismo, enquanto a paz, que é dom e chamado de Deus, continua sendo ameaçada pelo egoísmo, pelo conflito, pela divisão e pelo peso das ofensas sofridas."Por essa razão – continuou Bento XVI em sua homilia – a comunidade cristã nesta cidade que viu a ressurreição de Cristo e a efusão do Espírito, deve fazer todo o possível para conservar a esperança oferecida pelo Evangelho, considerando grandemente o penhor da vitória definitiva de Cristo sobre o pecado e sobre a morte, testemunhando a força do perdão e manifestando a natureza mais profunda da Igreja como sinal e sacramento de uma humanidade reconciliada, renovada e feita una em Cristo, o novo Adão."Reunidos entre os muros desta cidade, sagrada para os seguidores das três grandes religiões, como não dirigir os nossos pensamentos à vocação universal de Jerusalém? Anunciada pelos profetas, essa vocação se mostra como um fato indiscutível, uma realidade irrevogável fundada na complexa história desta cidade e de seu povo. Judeus, muçulmanos e cristãos juntos, qualificam, esta cidade como a sua pátria espiritual."Quanto ainda precisa ser feito para torná-la realmente uma "cidade da paz" para todos os povos – ressaltou – onde todos possam vir em peregrinação em busca de Deus, e para ouvir a voz, "uma voz que fala de paz" (cf. Sl 85, 8)!Como um microcosmo do nosso mundo globalizado, esta cidade deve viver a sua vocação universal – exortou o pontífice – deve ser um lugar que ensina a universalidade, o respeito pelos outros, o diálogo e a compreensão recíproca; um lugar onde o preconceito, a ignorância e o medo que os alimenta, sejam superados pela honestidade, pela integridade e pela busca da paz.Entre esses muros – enfatizou – não deveria haver lugar para a discriminação, a violência e a injustiça. Aqueles que crêem num Deus de misericórdia – sejam eles judeus, cristãos ou muçulmanos – devem ser os primeiros a promover essa cultura da reconciliação e da paz, por mais lento que o processo possa ser, e por pesado que seja o fardo das recordações passadas.O papa concluiu, exortando as autoridades a respeitarem a presença cristã naquela terra, assegurando, ao mesmo tempo, a solidariedade, o amor e o apoio de toda a Igreja e da Santa Sé aos cristãos na Terra Santa. (RL)

Fonte: RV

segunda-feira, 11 de maio de 2009

PAPA ENCORAJA CRISTÃOS E RESSALTA IMPORTÂNCIA DO RESPEITO MÚTUO

AO DEIXAR A JORDÂNIA, PAPA ENCORAJA CRISTÃOS E RESSALTA IMPORTÂNCIA DO RESPEITO MÚTUO

Amã, 11 mai (RV)

- Após celebrar a santa missa bem cedo, esta manhã, o papa se despediu da Nunciatura Apostólica de Amã que o hospedou nos últimos dias, e se transferiu, de automóvel, ao aeroporto da capital jordaniana, onde pronunciou seu último discurso nessa cidade. As primeiras palavras do papa foram de agradecimento às autoridades e voluntários pela organização, e à imprensa, pela cobertura de sua visita, que permitiu que tantas pessoas pudessem acompanhar os diversos eventos, através do rádio e da televisão. Bento XVI elogiou o trabalho do Rei Abdullah II ao promover o diálogo inter-religioso e reservar particular consideração à comunidade cristã na Jordânia: "Este espírito de abertura ajuda os membros das várias comunidades étnicas do país a viverem juntos em paz e concórdia" – disse.Fazendo uma resenha de sua agenda desde a chegada, na sexta feira, o pontífice destacou a celebração das Vésperas, na tarde de sábado, e a missa de ontem, domingo, que ficaram especialmente impressas em sua memória: "Foi realmente uma alegria participar dessas celebrações pascais com católicos de diversas tradições, unidos na comunhão da Igreja e em seu testemunho a Cristo. Encorajo todos – exortou Bento XVI – a permanecerem fiéis a seu compromisso batismal, recordando que Cristo recebeu o Batismo de São João Batista nas águas do rio Jordão." (CM)

Fonte: RV

domingo, 10 de maio de 2009

S.S. PAPA BENTO XVI AOS CRISTÃOS: TESTEMUNHAR O EVANGELHO NO ORIENTE MÉDIO MARCADO PELO SOFRIMENTO

PAPA AOS CRISTÃOS: TESTEMUNHAR O EVANGELHO NO ORIENTE MÉDIO MARCADO PELO SOFRIMENTO

Amã, 10 mai (RV)

– Na parte da tarde deste domingo, Bento XVI visitou Betânia, do outro lado do Rio Jordão (Bethany beyond the Jordan).
A região foi o centro da atividade de João Batista e o cenário da vida pública de Jesus. Ainda hoje, Betânia permanece sepultada e sua precisa posição é desconhecida.
O local é conhecido com o nome de "Wadi Al-Kharrar" (vale melodiosa), em referência ao murmúrio das águas do Jordão.
O papa foi acolhido pelo diretor do Centro Al-Maghtas e visitou o itinerário arqueológico do local do Batismo. O percurso se concluiu onde estão sendo erigidas a igreja dos latinos e a dos greco-melquitas, para o rito de bênção das primeiras pedras. Em seu discurso, Bento XVI recordou que a primeira pedra de uma igreja é símbolo de Cristo: "A igreja se apóia em Cristo, é amparada por Ele e não pode ser separada d'Ele. (...) Esta é a realidade da Igreja; ela é Cristo e nós, Cristo conosco".
Por meio da Igreja, explicou o papa, Cristo purifica os nossos corações, ilumina as nossas mentes, nos une ao Pai e, no único Espírito, nos conduz a um exercício cotidiano de amor cristão. "Confessamos esta jubilosa realidade como a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja."A seguir, o pontífice recordou que entramos na Igreja mediante o Batismo e a memória do Batismo de Cristo está vivamente presente neste lugar: "Possa o Jordão recordar que vocês foram lavados nas águas do Batismo e se tornaram membros da família de Jesus".
Que a contemplação deste mistério, disse, os enriqueça de coragem moral para promover o diálogo e a compressão na sociedade civil, especialmente quando reivindicarem seus legítimos direitos: "No Oriente Médio, marcado por trágico sofrimento, por anos de violência e por questões irresolutas, os cristãos são chamados a oferecer sua contribuição inspirada no exemplo de Jesus, de reconciliação e paz com o perdão e a generosidade".
Após o rito da bênção das primeiras pedras, Bento XVI voltou à Nunciatura Apostólica, onde se encontra hospedado.
Amanhã, depois da cerimônia de despedida da Jordânia no aeroporto Queen Alia de Amã, Bento XVI prosseguirá de avião para Telaviv, onde permanecerá 45 minutos para a cerimônia de boas-vindas no aeroporto Bem Gurion. De Telaviv, o pontífice se transferirá de helicóptero para Jerusalém. À tarde, estão previstos três eventos: a visita de cortesia ao presidente do Estado de Israel, Shimon Peres; a visita ao Memorial de "Yad Vashem"; e o encontro com as organizações para o diálogo inter-religioso no Centro Notre Dame de Jerusalém. (BF)

Fonte: RV

PAPA BENTO XVI ENCORAJA OS CRISTÃOS DA TERRA SANTA

MISSA EM AMÃ: PAPA ENCORAJA OS CRISTÃOS DA TERRA SANTA

Amã, 10 mai (RV)

– Este terceiro dia da peregrinação de Bento XVI à Terra Santa é dedicado aos cristãos. Esta manhã, na capital jordaniana, Amã, o papa celebrou a missa no Estádio Internacional da cidade.
Na sua homilia Bento XVI falou da rica diversidade da Igreja Católica na Terra Santa. Comentando sua visita, ontem, ao Monte Nebo, o pontífice disse que rezou para que a Igreja nestas terras possa ser confirmada na esperança e fortificada no seu testemunho ao Cristo Ressuscitado, o Salvador da humanidade."
A comunidade católica daqui está profundamente tocada pelas dificuldades e incertezas que afligem todos os habitantes do Oriente Médio; nunca esqueçam a grande dignidade que deriva de sua herança cristã" – disse.
A seguir, o pontífice recordou que hoje, na Jordânia, se celebra o Dia Mundial de Oração pelas Vocações e, em toda a Terra Santa, celebra-se o Ano da Família: "Possa cada família cristã crescer na fidelidade a esta nobre vocação de ser uma verdadeira escola de oração, onde as crianças aprendem o sincero amor de Deus, onde amadurecem na autodisciplina e na atenção às necessidades dos outros e onde contribuem para a construção de uma sociedade sempre mais justa e fraterna".
Para o papa, outro importante aspecto da reflexão deste Ano da Família é a particular dignidade, vocação e missão das mulheres no plano de Deus: "Quanto a Igreja nestas terras deve ao testemunho de fé e de amor de inúmeras mães cristãs, freiras, educadoras e enfermeiras, de todas aquelas mulheres que, de diferentes maneiras, dedicaram sua vida à construção da paz e à promoção do amor!".
Infelizmente, constatou o pontífice, esta dignidade e esta missão doadas por Deus às mulheres nem foram sempre suficientemente compreendidas e estimadas. Todavia, é com o testemunho público de respeito pelas mulheres que a Igreja na Terra Santa pode dar uma importante contribuição ao desenvolvimento de uma cultura de verdadeira humanidade e à construção da civilização do amor. Comentando o Evangelho da liturgia de hoje, Bento XVI destacou o pedido feito ao Pai para que nos dê a força da coragem de Cristo nosso pastor.
Na Terra Santa, concluiu o pontífice, os cristãos devem ter um tipo de coragem "especial": a coragem da convicção que nasce de uma fé pessoal, não simplesmente de uma convicção social ou de uma tradição familiar; a coragem para se empenhar no diálogo e trabalhar lado a lado com os outros cristãos a serviço do Evangelho e na solidariedade para com o pobre, o desabrigado e as vítimas de profundas tragédias humanas; a coragem de construir novas pontes com pessoas de diferentes religiões e culturas.
Diante de 50 mil pessoas oriundas não somente da Jordânia, mas de comunidades cristãs dos países vizinhos, inclusive do Iraque, antes da oração do Regina Coeli, Bento XVI falou novamente do carisma profético das mulheres e propôs como exemplo supremo das virtudes femininas a Bem-aventurada Virgem Maria.
"Invoquemos a sua materna intercessão para todas as famílias destas terras, para que possam ser realmente escolas de oração e escolas de amor."Bento XVI confiou a Nossa Senhora todos os cristãos da Terra Santa, para que possam ser realmente uma só coisa na fé que professam e no testemunho que oferecem, e os jovens que hoje discernem a própria vocação, para que possam se dedicar generosamente a realizar a vontade do Senhor.Depois da missa, o papa se dirigiu ao Vicaritado Patriarcal Latino para a Jordânia, para o almoço com os patriarcas e os bispos.Para esta tarde, às 17h30, hora local, está prevista a visita à Betânia da Transjordânia (Bethany beyond the Jordan), para a cerimônia para a bênção das primeiras pedras da Igreja dos latinos e da Igreja greco-melquita. (BF)

Fonte: RV

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O DRAMA DOS CRISTÃOS DO IRAQUE E O PERIGO DE SEREM ESQUECIDOS

O drama dos cristãos no Iraque e o perigo de ser esquecido, denunciado pelos bispos, numa mesa redonda na Rádio Vaticano


Um sínodo especial sobre a situação dos cristãos do Médio Oriente será pedido ao Papa pelos bispos caldeus do Iraque para sensibilizar a Igreja Católica inteira para o drama das comunidades cristãs dos lugares do Antigo e do Novo Testamento que correm o perigo de extinção. Os problemas são os mesmos no Iraque, no Líbano e e na Palestina: os cristãos deixam o país explicou D. Luís Sako, arcebispo de Kirkuk, presente em Roma com os seus irmãos no episcopado para a visita quinquenal ad limina apostolorum e que na tarde desta quarta feira participou numa mesa redonda na sede da Rádio Vaticano. Na manhã desta quinta feira Bento XVI recebeu já em audiência um grupo destes bispos.Um sínodo especial como aquele sobre a Africa que se efectuará em Roma em Outubro próximo – explicou o arcebispo de Kirkuk permitiria perceber melhor o problema. Se não existe uma visão clara, os cristãos não permanecerão no Médio Oriente e deixarão esta terra, um tempo abençoada e agora maldita. No centro do sínodo, acrescentou, deveria estar a relação com as maiorias muçulmanas.Aquele dos cristãos no Iraque permanece para o arcebispo Sako o drama no drama; uma comunidade expulsa com a força e a intimidação ,quando não mesmo com a morte, da própria casa e obrigada a viver na indigência em Damasco ou em Aman, graças ás ajudas das organizações humanitárias, com a miragem de talvez um dia poderem regressar á pátria ou criar uma nova vida nos Estados Unidos, na Austrália ou no Canadá. Uma situação que representa bem a tragedia num país que vive na tragédia desde sempre: primeiro a ditadura, depois as guerras e a ocupação, o terrorismo e as lutas entre as várias facções para o controlo dos recursos e do território, num Estado que dá a impressão de precisar ainda de ser inventado.Ao lado de Mons. Sako, presente também Mons. Basuke Georges Casmoussa, arcebispo sírio-católico de Mosul, que há três anos foi vítima de um rapto: “Já antes da chegada dos americanos, havia dificuldades, mas depois estas centuplicaram. Em todo o caso, o verdadeiro problema não são os americanos, que mais cedo ou mais tarde partirão do Iraque”.No encontro participou também Mons. Shlemon Warduni, vigário patriarcal de Bagdad que exprimiu também a preocupação de que a comunidade internacional esqueça o drama iraquiano, e em especial a situação dos cristãos. Sobre a retirada das tropas americanas, considera que “a primeira coisa a fazer é restabelecer a paz e a segurança, e depois sim, podem ir embora”. E acrescentou ainda Mons. Warduni: “A democracia não se pode impor; há que a ensinar, requer uma educação nesse sentido”. Relativamente ao novo presidente norte-americano, Barak Obama, o prelado exortou ao optimismo: “Sofremos tanto por causa da anterior Administração de Washington. Agora, alguém há-de tratar das nossas feridas”.
“Levem lá o nosso petróleo, mas deixem o nosso país” – concluiu.

Fonte: RV

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

CADA VEZ PIOR A LIBERDADE RELIGIOSA NA ESPANHA

Novos desafios aos símbolos cristãos na Espanha
A liberdade religiosa, segundo Ajuda à Igreja que Sofre
Por Nieves San Martín
O PERIGO DA LIBERDADE RELIGIOSA IMPOSTA PELO GOVERNO ESPANHOL

MADRI,
-Diante da polêmica sobre os símbolos religiosos em lugares públicos na Espanha, o informe recentemente apresentado pela organização Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) evidencia os obstáculos para a educação cristã e seus sinais religiosos.
No contexto do sistema educativo nacional, «a Igreja também enfrentou desafios relacionados com os símbolos cristãos, em particular com o crucifixo. De Valladolid a Palência, registraram-se numerosas tentativas de retirar os crucifixos das salas de aula, com o intuito de excluir a religião da vida pública», recorda AIS em seu informe.
A princípios de 2007, surgiu um conflito a partir de uma solicitude da Agência de Proteção de Dados, que tentou obrigar todas as paróquias a apagar de seus registros os detalhes referentes ao nome e batismo de quem agora declara ter abandonado o catolicismo.
As tensões entre o governo e a Igreja se manifestaram especialmente durante 2008, antes das eleições gerais do mês de março, indica AIS.
«O governo entende – afirma o Informe 2008 – que a religião é para ser vivida dentro dos templos e na vida privada, enquanto a Igreja Católica centra a questão no direito da pessoa humana à liberdade religiosa, direito manifestado em sua vivência pessoal e social, que incide sem dúvida em todos os espaços de existência, tais como o casamento, a família, o ensino, os serviços sociais, etc.»
O governo está propondo a modificação da vigente lei de Liberdade Religiosa e «deverá estar à espera do novo texto», recorda AIS.

Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

CRISTÃOS E JUDEUS PARTILHAM MESMO TESTEMUNHO DO AMOR DE DEUS


PAPA A DELEGAÇÃO JUDAICA: CRISTÃOS E JUDEUS PARTILHAM MESMO TESTEMUNHO DO AMOR DE DEUS


di De Andrade


Cidade do Vaticano,
– Cristãos e judeus devem dar um testemunho comum do amor de Deus, num mundo freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração: foi o que afirmou Bento XVI, encontrando-se, na manhã desta quinta-feira, com uma delegação da organização judaica "International Jewish Committee on Interreligious Consultations" (Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas), guiada pelo Rabino David Rosen.
O papa sublinhou a crescente compreensão entre católicos e judeus, reiterando o "empenho da Igreja em favor da atuação dos princípios enunciados na declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II", que "condena firmemente todas as formas de anti-semitismo".
"Os cristãos _ disse Bento XVI _ hoje estão sempre mais conscientes do patrimônio espiritual que compartilham com o povo da Torá, o povo escolhido por Deus, na sua inefável misericórdia, um patrimônio que convida a um maior apreço recíproco, ao respeito e ao amor.
"Por outro lado _ precisou o Santo Padre _ "também os judeus são chamados a descobrir o que têm em comum" como todos aqueles que crêem no Senhor, "Deus de Israel", que se revelou através da sua Palavra que, como diz o Salmista, é luz do nosso caminho e nos doa uma nova vida."Essa Palavra _ refletiu o pontífice _ nos exorta a dar testemunho da misericórdia, da verdade e do amor de Deus.
" Trata-se de "um serviço vital do nosso tempo, ameaçado pela perda daqueles valores espirituais e morais que garantem a dignidade humana, a solidariedade, a justiça e a paz"."No nosso mundo inquieto, tão freqüentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração _ acrescentou o Santo Padre _ o diálogo entre as culturas e as religiões deve ser visto, sempre mais, como um dever sagrado que grava sobre todos aqueles que estão empenhados na construção de um mundo digno do homem."
"A capacidade de aceitar-se e de respeitar-se mutuamente, e de dizer a verdade na caridade, é essencial para superar as diferenças, para prevenir as incompreensões e evitar conflitos inúteis" _ disse Bento XVI.
O pontífice recordou os encontros mantidos, nos últimos meses, com comunidades judaicas, em New York, em Paris e no Vaticano, referindo-se a eles como encontros que refletem "os progressos das relações católico-judaicas".
Enfim, encorajou o Comitê Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas a prosseguir no seu "importante trabalho, com paciência e empenho renovado", até mesmo em vista do encontro, no próximo mês, em Budapeste, Hungria, com uma delegação da Comissão vaticana para as Relações Religiosas com o Judaísmo, com o objetivo de discutir sobre o tema "Religiões e sociedade civil hoje".
Por sua vez, na saudação que dirigiu ao pontífice, o Rabino David Rosen, presidente do comitê, agradeceu à Santa Sé por seu empenho contra toda e qualquer forma de anti-semitismo. A seguir, manifestou sua satisfação pelos esclarecimentos relativos à modificação da oração pelos judeus, na liturgia da sexta-feira santa.
O rabino reiterou sua solicitação para que os estudiosos possam ter acesso _ nos arquivos vaticanos _ aos documentos relativos ao período nazi-fascista. E enfim, manifestou sua solidariedade aos cristãos da Índia, Iraque e sudeste asiático, pelas violências que têm sofrido nos últimos meses. (AF)


Fonte: RV

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ENCONTRO EUROPEU DE CRISTÃOS E MUÇULMANOS


BÉLGICA: ENCONTRO EUROPEU DE CRISTÃOS E MUÇULMANOS


Bruxelas, 23 out (RV)
- A Europa tem o dever de divulgar a reconciliação e a paz no mundo. Um impulso essencial neste sentido pode chegar da colaboração entre os cristãos e os muçulmanos na Europa. Foi o que sublinhou o cardeal francês Jean-Pierre Ricard, arcebispo de Bordeaux e vice-presidente do Conselho das Conferências Episcopais Européias (CCEE), que explicou aos jornalistas os elementos essenciais para uma colaboração entre cristãos e muçulmanos, que está sendo discutinda na reunião em andamento neste dias em Bruxelas, na Bélgica.O cardeal usou palavras claras sobre o que é a Europa: “Nós acreditamos que a Europa seja mais do que uma aventura econômica. Cremos que seja um projeto espiritual historicamente ligado a um desejo de reconciliação após duas guerras mundiais”. O objetivo da unidade dos povos na Europa está baseado na convicção de que o conflito entre culturas diferentes não resolve nada, ou melhor, somente complica os problemas. O projeto europeu – continuou o cardeal Ricard – demonstra que os rancores históricos podem ser superados e que a reconciliação é possível.Do mesmo parecer é o presidente da Conferência das Igrejas na Europa, KEK, o pastor protestante Jean Arnold De Clermont, que sublinhou o papel fundamental do diálogo intercultural na Europa. Um diálogo que não pode deixar de lado o elemento espiritual. “Não podemos imaginar uma Europa fechada em si mesma quando a sua cultura se construiu nos séculos graças ao intercâmbio de idéias e de recursos”, acresentou.Em nome dos representantes muçulmanos, ao invés, falou Franco Bertamé, responsável pela menor comunidade islâmica da Europa, a de Luxemburgo, que conta 2 mil muçulmanos.“A característica do encontro é a possibilidade não de falar um do outro, mas de falar com o outro”, disse Bertramé, que acrescentou: “Para o Islã, não há alternativa: preferimos o diálogo ao ao silêncio”.Os 18 participantes das comunidades islâmicas de vários países da Europa e os 22 interlocutores das confissões cristãs irão trabalhar até amanhã em pequenos grupos de reflexão sobre o “papel das religiões em uma sociedade secularizada”, sobre “a promoção do respeito na educação das jovens gerações” e como “construir pontes entre as comunidades”. (SP)

Fonte: RV

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

APELO DO PAPA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA OS CRISTÃOS NA ÍNDIA E IRAQUE, ENCONTRA ECO

ECOS DO APELO DO PAPA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA OS CRISTÃOS NA ÍNDIA E IRAQUE
Cidade do Vaticano,
– Os cristãos indianos de Orissa, Índia, do Iraque e do Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, estão sempre presentes nas orações do papa. De fato, no Angelus deste domingo, Bento XVI manifestou, uma vez mais, sua proximidade espiritual aos fiéis dessas terras marcadas pela violência.
O Santo Padre dirigiu um pensamento especial à comunidade indiana que, ontem, viveu um momento de intensa alegria, com a canonização de Santa Afonsa da Imaculada Conceição _ a primeira santa da Índia.
Todavia, apesar das palavras do pontífice, não arrefece a onda de violência iniciada em fins de agosto passado. Nas últimas horas, segundo despachos da agência missionária de notícias AsiaNews, foi incendiada uma igreja próxima de Bangalore. O balanço dos ataques dos fundamentalistas hinduístas é sempre mais dramático: 61 mortos, 18 mil feridos e 181 igrejas danificadas ou destruídas, às quais se somam 4.500 casas de cristãos incendiadas.
A terrível situação dos cristãos de Orissa no testemunho do bispo de Sambalpur, Dom Lucas Kerketta:
Dom Lucas Kerketta:- "As pessoas ainda têm medo. Minutos atrás veio até aqui um dos párocos. Há um templo naquela área, onde se realizou uma grande celebração, durante a qual foi lançada uma mensagem para que as aldeias e as igrejas nas imediações sejam atacadas. As pessoas estão literalmente assustadas e nós esperamos que esses ataques não aconteçam.

"P. Ontem, o papa reiterou seu apelo em favor da paz e do diálogo para proteger os cristãos de Orissa. Qual a importância desse apelo para a sua comunidade?

Dom Lucas Kerketta:- "Isso é bom! É o único modo para estar com as pessoas, porque a minha comunidade está toda dispersa e nós devemos viver com eles. Portanto, este diálogo é importante. No momento, temos problemas com essa gente.
Depois do assassinato de um líder hinduísta, essas pessoas se tornaram violentas, não escutam ninguém e, em algumas áreas, sequer aceitam o diálogo.
Com outras, porém, assim como com outras denominações hinduístas, temos um diálogo e estamos buscando promover encontros de paz. Isso continua sendo feito.

"P. Portanto, ainda que a situação permaneça tensa, o senhor acha que o diálogo ainda seja possível e a Igreja está trabalhando nesse sentido...

Dom Lucas Kerketta:- "Sim, é possível e nós devemos tentar, porque não existe outra saída. E procuramos fazê-lo até mesmo com o desenvolvimento e com as atividades sociais. Nós estamos buscando envolver nesse diálogo todo o grupo, até mesmo os hinduístas. Portanto, naquela área, estamos conseguindo manter um diálogo.
"O apelo feito no Angelus deste domingo, por Bento XVI, tinha como objeto também os cristãos do Iraque. Apelo que foi assumido pela "Pax Christi Italia" que, numa sua nota, sublinha "o grito de dor do povo iraquiano e a desesperada situação dos cristãos" no Iraque, enquanto prosseguem as violências que obrigam milhares de pessoas a fugir.
Não se observa uma melhora na tensão, apesar de o Governo iraquiano ter constituído um comitê de emergência na localidade de Mosul, para garantir a proteção da comunidade cristã local que, ontem perdeu outro de seus membros, assassinado.
Podemos falar, então, de uma verdadeira perseguição? Eis o que nos responde o visitador apostólico para os fiéis caldeus na Europa, Pe. Philip Najim:

Pe. Philip Najim:- "Sim, o problema desses atentados hoje, contra os cristãos do Iraque, são as forças obscuras que querem acabar com a unidade nacional. Nós temos necessidade, agora, de unidade. Devemos permanecer juntos, para poder alcançar, através de uma via, a meta da paz no Iraque.

"P. Mas por que os cristãos no Iraque são tão incômodos?

Pe. Philip Najim:- "Na verdade, não é uma questão apenas dos cristãos no Iraque, porque tentaram criar um conflito também através de outras Igrejas que existem no Iraque.
O motivo de tudo isso é que querem criar o caos, querem criar obstáculos ao processo de paz, querem destruir a unidade do país.
Essas divisões antes não existiam, mesmo historicamente. Todos somos iraquianos, todos vivemos no Iraque, todos construímos juntos o Iraque, qualquer que seja a nossa fé.
Cada um é livre de professar a própria fé, mas no final permanece esta nacionalidade iraquiana, que contribuiu para construir o Estado.
A comunidade internacional deve intervir e ajudar a dignidade humana, ajudar para que o povo iraquiano reconquiste sua identidade, sua dignidade e seu direito à vida, uma vida melhor.

"P. Padre, em que condições estão vivendo os milhares de cristãos em fuga no Iraque?

Pe. Philip Najim:- "Em condições muito difíceis. Milhares e milhares de cristãos estão alojados em mosteiros, conventos e igrejas no Norte do país; nossos bispos e sacerdotes, e nossos religiosos abriram suas portas, para acolher esses cristãos e para satisfazer suas necessidades. A situação deles, hoje em dia, é dramática e amarga.

" P. E qual seria a riqueza que os cristãos poderiam oferecer para o futuro do Iraque?

Pe. Philip Najim:- "Os cristãos, com seus irmãos muçulmanos, como disse reiteradas vezes o Santo Padre, viveram juntos por 14 séculos, por isso continuarão a contribuir _ através de sua capacidade e presença _ para a construção de um Iraque melhor, de um futuro melhor, de um Iraque de paz e prosperidade." (AF)

Fonte: RV