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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Novo Catecismo

A estrutura do Novo Catecismo




Cidade do Vaticano


- O Novo Catecismo da Igreja Católica foi elaborado com um grande empenho por parte de todos, recebendo contribuições de estudiosos de diversas as partes do mundo. Conseguiu colocar em harmonia o que há de melhor no antigo e no novo. Os bispos reunidos no Sínodo de 1985 apontavam para a oportunidade de se comprovar os fundamentos bíblicos e patrísticos do Concílio Vaticano II.

A essência da atual estrutura do Novo Catecismo – Profissão de fé, Celebração do mistério cristão, Vida em Cristo e Oração cristã – já está presente nas obras catequéticas dos Santos Padres, grandes homens da Igreja, do século II ao século VII, que firmaram os conceitos fundamentais da fé cristã e são os responsáveis pelo que se chama hoje de Tradição da Igreja. Essa estrutura se manteve constante até hoje.

O Novo Catecismo está em íntima relação com o Concílio Vaticano II, que solicitou a elaboração de um diretório que orientasse a elaboração dos catecismos nacionais, o que aconteceu em 1971. O catecismo atual, desta forma, mostra como o Vaticano II perpetua o essencial dos concílios anteriores e os enriquece. A escolha e ajustamento dos quatro pilares – o Creio, os Sacramentos, os Mandamentos e o Pai Nosso -, seguem a opção dos relatores do Concílio de Trento e o consideram como quadro doutrinal, introduzindo as orientações sob o ponto de vista da fé e prática da fé.

As características deste Novo Catecismo, poderiam ser resumidas nestes pontos: atém-se aos conteúdos principais da verdade da fé; pretende ser resumido , simples e claro; procura o que é comum e válido para os cristãos do mundo inteiro; sendo apresentado de modo a permitir uma adaptação à inculturação. Ele é apresentado de tal maneira que a fé cristã, cujos elementos essenciais e fundamentais são tratados no catecismo, seja exposta na forma mais adequada aos homens dos nossos dias.
Fonte: RV

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A Igreja deve ser mestra e testemunha

A Igreja deve ser mestra e testemunha


Orientações para a XIII Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos

ROMA,

A XIII Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos terá como tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã e será realizada de 7 a 28 de outubro de 2012.
O Sínodo coincidirá com o 50º aniversário do Concílio Vaticano II, com o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica e com o início do ano da Fé promulgado pelo papa Bento XVI com o motu proprioPorta Fidei.
Dom Nikola Eterovic, secretário-geral do Sínodo, fez o anúncio na Sexta Reunião do XII Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, em 22 e 23 de novembro.
Em nota, a Assessoria de Imprensa do Vaticano afirma que "tentamos fazer uma descrição adequada da Nova Evangelização, destacando a necessidade de ancorá-la nos fundamentos bíblicos e teológicos, de acordo com as necessidades da missão evangelizadora originária da Igreja, guiada pelo Espírito Santo".
A Nova Evangelização, que tem como meta todas as pessoas que não seguem mais a prática cristã, deve ser uma "preocupação de toda a Igreja", ainda que "de maneiras diferentes dependendo da região".
A Nova Evangelização deve observar as "mudanças constantes" do nosso tempo, num processo de globalização afetado por "um clima cultural e moral de secularismo e agnosticismo".
Neste contexto, são necessárias "novas linguagens e novas mídias", mas também "testemunhas críveis" para transmitir a fé "às novas gerações em novos contextos sociais, onde as comunidades naturais e tradicionais, como a família e a escola, vêem particular urgência no seu compromisso de educar na fé".
Esta "nova atitude missionária”, porém, não deve apenas aproximar da fé os não praticantes, os agnósticos e os ateus, mas também "os fiéis de outras religiões, num diálogo que possibilite o encontro em torno de razões para a vida e para a fé".
A Igreja, além do dever de pregar o Evangelho, “tem necessidade de uma metanóia que lhe permita apresentar-se como mestra e testemunha para pessoas que buscam o Senhor, porque, anunciando o Evangelho, ela proclama o arrependimento e o perdão dos pecados”.
A próxima reunião acontecerá em 16 e 17 de fevereiro de 2012. O Conselho concluiu a presente reunião com o Ângelus, pedindo a Nossa Senhora que proteja e interceda para que o futuro Sínodo ajude a divulgar o Evangelho por meio da nova dinâmica da evangelização.

Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 16 de novembro de 2010

CRISTÃOS SEJAM TESTEMUNHAS DA VERDADE, AMOR E JUSTIÇA

PAPA AOS BISPOS DE GOIÁS, TOCANTINS E DISTRITO FEDERAL: CRISTÃOS SEJAM TESTEMUNHAS DA VERDADE, AMOR E JUSTIÇA


Cidade do Vaticano, 15 nov (RV)

- Bento XVI recebeu em audiência no final da manhã desta segunda-feira, na Sala do Consistório, no Vaticano, os bispos do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional formado pelos Estados de Goiás e Tocantins, e Distrito Federal.Os cristãos sejam testemunhas do Evangelho e ponto de referência na sociedade: foram os votos do Santo Padre no discurso dirigidos aos referidos prelados brasileiros. Trata-se do último grupo de bispos dos 17 Regionais da CNBB, em visita "ad Limina".Bento XVI iniciou seu discurso dizendo-se feliz por dar as boas-vindas aos bispos de Goiás, Tocantins e Distrito Federal."Viestes à cidade onde Pedro, por último, cumpriu a sua missão de evangelização e deu testemunho de Cristo até à efusão do seu próprio sangue; viestes ver e saudar o Sucessor de Pedro. Deste modo fortaleceis os fundamentos apostólicos da Igreja no vosso país e expressais visivelmente a vossa comunhão com todos os demais membros do Colégio episcopal e com o próprio Pontífice romano" – disse o Papa.Bento XVI agradeceu ao Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, pelas amáveis palavras a ele dirigidas em nome de todos os bispos do Regional, assegurando aos prelados o seu cordial afeto e as suas orações pelos bispos e por todas as pessoas confiadas aos cuidados pastorais deles.Ressaltando ser este 15 de novembro dia em que se recorda a proclamação da República no Brasil, o Pontífice aproveitou o fato para sublinhar, mais uma vez, a importância da ação evangelizadora da Igreja na construção da identidade brasileira.Em seguida, o Papa ressaltou a importância da comunhão entre os bispos e o Pontífice, bem como entre os pastores e os fiéis:"Há quase 60 anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é um ponto de referência da sociedade brasileira, propondo-se sempre mais e acima de tudo como um lugar onde se vive a caridade. Com efeito, o primeiro testemunho que se espera dos anunciadores da Palavra de Deus é o da caridade recíproca: «Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»" (Jo 13, 32). Bento XVI frisou que a CNBB – como as demais Conferências Episcopais – nasceu para ser um instrumento de comunhão afetiva e efetiva entre todos os membros, e de eficaz colaboração com o Pastor de cada Igreja na tríplice função de ensinar, santificar e governar as ovelhas do próprio rebanho.-"Ora, a Conferência Episcopal apresenta-se como uma das formas, encontradas sob a guia do Espírito Santo, que consente exercitar conjunta e harmoniosamente algumas funções pastorais para o bem dos fiéis e de todos os cidadãos dum determinado território (cf. Código de Direito Canônico, cân. 447). De fato, uma cooperação sempre mais estreita e concorde com os seus irmãos no ministério ajuda os Bispos a cumprir melhor o seu mandato (cf. Christus Dominus, 37), sem abdicar da responsabilidade primeira de apascentar como pastor próprio, ordinário e imediato sua Igreja particular (cf. Motu proprio Apostolos suos, 10), fazendo-a ouvir a voz de Jesus Cristo, que “é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (Hb 13, 8). Tecidas essas considerações, o Santo Padre fez a seguinte observação:-"A Conferência Episcopal promove a união de esforços e de intenções dos Bispos, tornando-se um instrumento para que possam compartilhar as suas fatigas; deve, porém, evitar de colocar-se como uma realidade paralela ou substitutiva do ministério de cada um dos Bispos, ou seja, não mudando a sua relação com a respectiva Igreja particular e com o Colégio Episcopal, nem constituindo um intermediário entre o Bispo e a Sé de Pedro." Bento XVI reiterou que os bispos devem, sobretudo, estudar os meios mais eficazes para fazer chegar oportunamente o magistério universal ao povo que lhes foi confiado. No que tange ao exercício da função doutrinal, o Papa destacou a necessidade de se abordar as novas questões emergentes – à luz do que orienta o Motu Proprio "Apostolos suos" de João Paulo II – "para depois poder orientar a consciência dos homens para encontrarem a reta solução para os novos problemas suscitados pelas transformações sociais e culturais".O Pontífice destacou que, de modo especial, alguns temas recomendam hoje uma ação conjunta dos bispos:"A promoção e a tutela da fé e da moral, a tradução dos livros litúrgicos, a promoção e formação das vocações de especial consagração, elaboração de subsídios para a catequese, o compromisso ecumênico, as relações com as autoridades civis, a defesa da vida humana, desde a concepção até a morte natural, a santidade da família e do matrimônio entre homem e mulher, o direito dos pais a educar seus filhos, a liberdade religiosa, os outros direitos humanos, a paz e a justiça social." Bento XVI concluiu seu discurso aos bispos de Goiás, Tocantins e Distrito Federal assegurando sua afetuosa proximidade ao povo do Brasil, confiado à intercessão materna da Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida.A visita "ad Limina" dos bispos do Regional Centro-Oeste prosseguirá até o próximo sábado, dia 20. Antes do encontro no final da manhã desta segunda-feira com o Santo Padre, os bispos celebraram uma missa, às 7h30 locais, na Basílica de São Pedro.Após a missa, às 9h30 locais, fizeram uma visita à Pontifícia Comissão para a América Latina, no âmbito dos encontros nos diversos organismos da Cúria Romana. Trata-se de atividades que são parte constitutiva da visita "ad Limina". (RL)

Fonte: RV

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PALAVRAS DE BENTO XVI AOS BISPOS BRASILEIROS

DISCURSO DO SANTO PADRE AOS BISPOS DO CENTRO-OESTE

Cidade do Vaticano, 15 nov (RV)

- Bento XVI recebeu nesta manhã os 20 bispos do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional formado pelos Estados de Goiás e Tocantins e pelo Distrito Federal, em visita "ad Limina". A eles o Papa fez um discurso que reproduzimos na íntegra.Queridos Irmãos Bispos,Estou feliz por vos dar as boas-vindas na ocasião da vossa visita ad Limina. Viestes à cidade onde Pedro, por último, cumpriu a sua missão de evangelização e deu testemunho de Cristo até à efusão do seu próprio sangue; viestes ver e saudar o Sucessor de Pedro. Deste modo fortaleceis os fundamentos apostólicos da Igreja no vosso país e expressais visivelmente a vossa comunhão com todos os demais membros do Colégio episcopal e com o próprio Pontífice romano (cf. Pastores gregis, 8). Deste teor são as amáveis palavras que o Senhor Arcebispo de Brasília, Dom João Braz, me dirigiu em vosso nome e que agradeço, enquanto vos asseguro do meu cordial afeto e das minhas orações por vós e por todas as pessoas confiadas aos vossos cuidados pastorais.Com a visita do Regional Centro Oeste, se encerra este ciclo de encontros dos Prelados brasileiros com o Papa que se iniciou há mais de um ano. Por uma feliz coincidência, na data do discurso que dirigi ao primeiro grupo de Bispos era a vossa Festa Nacional da Independência, enquanto o último discurso que hoje pronuncio tem lugar justamente no dia em que se recorda a proclamação da República no Brasil. Aproveito o fato para sublinhar uma vez mais a importância da ação evangelizadora da Igreja na construção da identidade brasileira. Como bem sabeis, a atual sociedade secularizada exige dos cristãos um renovado testemunho de vida para que o anúncio do Evangelho seja acolhido como aquilo que é: a Boa Notícia da ação salvífica de Deus que vem ao encontro do homem.Neste sentido, há quase 60 anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é um ponto de referência da sociedade brasileira, propondo-se sempre mais e acima de tudo como um lugar onde se vive a caridade. Com efeito, o primeiro testemunho que se espera dos anunciadores da Palavra de Deus é o da caridade recíproca: «Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 32). A vossa, como aliás as demais Conferências Episcopais, nasceu como concreta aplicação do afeto colegial dos Bispos em comunhão hierárquica com o Sucessor de Pedro, para ser um instrumento de comunhão afetiva e efetiva entre todos os membros, e de eficaz colaboração com o Pastor de cada Igreja particular na tríplice função de ensinar, santificar e governar as ovelhas do próprio rebanho.Ora, a Conferência Episcopal apresenta-se como uma das formas, encontradas sob a guia do Espírito Santo, que consente exercitar conjunta e harmoniosamente algumas funções pastorais para o bem dos fiéis e de todos os cidadãos dum determinado território (cf. Código de Direito Canônico, cân. 447). De fato, uma cooperação sempre mais estreita e concorde com os seus irmãos no ministério ajuda os Bispos a cumprir melhor o seu mandato (cf. Christus Dominus, 37), sem abdicar da responsabilidade primeira de apascentar como pastor próprio, ordinário e imediato sua Igreja particular (cf. Motu próprio Apostolos suos, 10), fazendo-a ouvir a voz de Jesus Cristo, que “é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (Hb 13, 8).Assim sendo, a Conferência Episcopal promove a união de esforços e de intenções dos Bispos, tornando-se um instrumento para que possam compartilhar as suas fatigas; deve, porém, evitar de colocar-se como uma realidade paralela ou substitutiva do ministério de cada um dos Bispos, ou seja, não mudando a sua relação com a respectiva Igreja particular e com o Colégio Episcopal, nem constituindo um intermediário entre o Bispo e a Sé de Pedro. Entretanto, no fiel exercício da função doutrinal que vos corresponde, quando vos reunis nas vossas Assembléias, queridos Bispos, deveis sobretudo estudar os meios mais eficazes para fazer chegar oportunamente o magistério universal ao povo que vos foi confiado. Essa função doutrinal será desempenhada nos termos indicados por meu venerado predecessor, o Papa João Paulo II, no Motu Próprio “Apostolos suos”, também ao abordar as novas questões emergentes, para depois poder orientar a consciência dos homens para encontrarem a reta solução para os novos problemas suscitados pelas transformações sociais e culturais.De modo especial, alguns temas recomendam hoje uma ação conjunta dos Bispos: a promoção e a tutela da fé e da moral, a tradução dos livros litúrgicos, a promoção e formação das vocações de especial consagração, elaboração de subsídios para a catequese, o compromisso ecumênico, as relações com as autoridades civis, a defesa da vida humana, desde a concepção até a morte natural, a santidade da família e do matrimônio entre homem e mulher, o direito dos pais a educar seus filhos, a liberdade religiosa, os outros direitos humanos, a paz e a justiça social.Ao mesmo tempo, é necessário lembrar que os assessores e as estruturas da Conferência Episcopal existem para o serviço aos Bispos, não para substituí-los. Trata-se, em definitiva, de buscar que a Conferência Episcopal, com seus organismos, funcione sempre mais como órgão propulsor da solicitude pastoral dos Bispos, cuja preocupação primária deve ser a salvação das almas, que é, aliás, a missão fundamental da Igreja. Queridos irmãos, no final do nosso encontro, gostaria de vos convidar a olhar para o futuro com os olhos de Cristo, depondo n’Ele a vossa esperança, pois «a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,5). Reiterando o meu profundo afeto pelo povo brasileiro, confio o Brasil à intercessão materna da Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida, modelo de todos os discípulos: Ela vos conduza pelos caminhos de seu Filho. E, lembrando cada um dos Prelados brasileiros que, durante estes últimos catorze meses, passaram por aqui em visita ad Limina e também aqueles que não puderam vir por problemas de saúde, de todo o coração concedo-vos, assim como aos sacerdotes, aos religiosos, às religiosas, aos catequistas e a todos os vossos diocesanos, a Bênção Apostólica. (SP)

Fonte: RV

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

NOVAS NOMEAÇÕES PARA O BRASIL

PAPA FAZ NOMEAÇÕES PARA O BRASIL


Cidade do Vaticano, 20 out (RV)

- O Santo Padre nomeou, nesta quarta-feira, novo Arcebispo de Palmas, TO, Dom Pedro Brito Guimarães, até então Bispo de São Raimundo Nonato, PI.
Dom Pedro nasceu em 22 de fevereiro de 1954, na cidade de Eliseu Martins, Diocese de Oeiras, PI. Após os estudos preparatórios no Seminário Menor de sua diocese de origem, fez os estudos de Filosofia no Seminário Maior de Fortaleza, e os de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde fez, inclusive, o doutorado em Teologia Dogmática.
Foi ordenado sacerdote em 26 de fevereiro de 1986 e incardinado na Diocese de Oeiras, onde exerceu o ministério até 17 de julho de 2002, data em que foi nomeado Bispo de São Raimundo Nonato, recebendo a ordenação episcopal em 14 de setembro daquele ano.
Bento XVI aceitou, nesta quarta-feira, a renúncia ao governo pastoral da Diocese de Foz do Iguaçu, PR, apresentada por Dom Laurindo Guizzardi, por limite de idade.
Como novo Bispo de Foz do Iguaçu, o Pontífice nomeou Dom Dirceu Vegini, até então Bispo Auxiliar de Curitiba. Dom Dirceu nasceu em Massaranduba, na Diocese de Joinvile, SC, em 14 de abril de 1952.
Fez os estudos de Filosofia na FAI (Faculdades Associadas do Ipiranga), em São Paulo, e os estudos de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, como aluno do Pontifício Colégio Pio Brasileiro.
Em 21 de janeiro de 1984 foi ordenado sacerdote e incardinado na Diocese de Apucarana, PR, onde desempenhou seu ministério até 15 de março de 2006, data em que foi nomeado Bispo Auxiliar de Curitiba, recebendo a ordenação episcopal em 2 de junho daquele ano. (MJ/RL)
Fonte: RV

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

BISPOS DO PARAGUAI DEFENDEM A VIDA E A FAMÍLIA

Paraguai: bispos defendem vida e família
Declaração da conferência episcopal

.....................Catedral de Asuncion - Paraguai

ASSUNÇÃO,

- O Conselho Permanente da Conferência Episcopal do Paraguai publicou no dia 20 de agosto uma declaração, para ser lida em todas as paróquias, chamada "A vida, dom de Deus; a família, patrimônio da humanidade".
A declaração consta de três partes dedicadas, respectivamente, à sexualidade humana; homem e mulher, dois sexos irrenunciáveis; e à família.
Sobre a sexualidade humana, os bispos paraguaios afirmam: "Na gestação de uma nova vida, a natureza apresenta ao mundo o novo ser, homem e mulher. Deus é o criador e o proprietário da vida, conforme nossa fé cristã. Aí se determina o sexo diferenciado de cada um. Em cada um deles está a semente de uma nova vida. Por isso, chamamos a sexualidade humana de fenômeno positivo e um dom de Deus".
"A união da sexualidade com o amor é fundamental - destacam. O amor humano abraça também o corpo e o corpo expressa igualmente o amor espiritual."
Na segunda parte, sobre "Homem e mulher, dois sexos irrenunciáveis", os prelados afirmam: "O homem e a mulher estão orientados a gerar uma nova vida, na responsabilidade compartilhada de seus atos matrimoniais. É a plena expressão da partilha humana, expressão de amor, como experiência matrimonial. A partir da fé, consideramos o matrimônio como um dom de Deus para a humanidade, porque prolonga a ininterrupta corrente da transmissão da vida para a continuidade das gerações".
"Enfim - destacam -, Deus quis doar à união do homem e da mulher uma participação especial em sua obra criadora. Por isso os abençoou com as palavras: ‘Crescei e multiplicai-vos'. No desígnio do Criador, o complemento dos sexos e a fecundidade pertencem, portanto, à própria natureza da instituição do matrimônio."
Na terceira parte, dedicada à família, os bispos afirmam: "Esta começa com o nascimento do primeiro filho. A relação homem-mulher se transforma em uma relação homem-mulher-filho, conferindo ao amor uma dimensão de paternidade-maternidade-filiação. Esta tripla manifestação do amor humano é tão sagrada quanto o matrimônio em si, e deve ser protegida com seus próprios direitos e também obrigações".
Advertem que "um número cada vez maior de filhos e jovens é afetado por problemas muito graves: suicídio, violência nos diferentes âmbitos da sociedade, gravidez precoce, doenças de transmissão sexual, como a pandemia do HIV/AIDS, amizades ruins, o limitado e inadequado acesso aos benefícios da cultura e da recreação, entre outros".
Concluem dizendo que, diante dos avanços dos modelos, perspectivas e ideologias que atacam diretamente a família como fundamento da sociedade, "é necessário reafirmar a defesa da instituição da família e do matrimônio".
"Esta defesa é responsabilidade de todos, em especial dos que exercem o poder político da República, Executivo, Legislativo e Judicial, assim como das organizações da sociedade civil, que incluem a Igreja Católica e a todas as confissões cristãs, particularmente dos meios de comunicação social e de todas as pessoas de boa vontade."
Consideram necessário "um plano educativo que construa personalidades fortes e firmes". Desta forma, afirmam, "o filho e o jovem terão a capacidade de enfrentar os problemas que derivam de conceitos equivocados sobre o matrimônio e a família, que desvirtuam a construção sólida de uma personalidade integrada e equilibrada".
Insistem na participação dos pais de família, sobretudo na elaboração do Plano Educativo Nacional, com a finalidade de salvar a educação de seus filhos. O conteúdo de tal Plano Educativo - destacam - "deve se fundamentar em valores humanos e cristãos, de acordo com a tradição de um país como o nosso, se queremos construir uma sociedade harmoniosa e coparticipativa nos bens temporais e espirituais da nação".

Fonte:ZENIT.org

domingo, 6 de dezembro de 2009

PAPA RECEBE BISPOS DOS REGIONAIS SUL 3 E 4 DA CNBB


PAPA RECEBE BISPOS DOS REGIONAIS SUL 3 E 4 DA CNBB


Cidade do Vaticano,

- Bento XVI recebeu em audiência, ontem, sábado, os bispos dos Regionais Sul 3 e 4 (Rio Grande do Sul e Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em visita ad Limina. O papa agradeceu ao arcebispo de Florianópolis, Dom Murilo Krieger, pelas palavras de estima dirigidas a ele em nome de todos os bispos e do povo catarinense e gaúcho a eles confiado. O Santo Padre falou sobre a cultura, ressaltando "que o pensamento se dirige para dois lugares clássicos onde a mesma se forma e comunica – a universidade e a escola –, fixando a atenção principalmente nas comunidades acadêmicas que nasceram à sombra do humanismo cristão e nele se inspiram, honrando-se do nome católicas".Bento XVI fez um apelo para que a escola possa, "numa convicta sinergia com as famílias e com a comunidade eclesial, promover aquela unidade entre fé, cultura e vida que constitui a finalidade fundamental da educação cristã".Além disso, o pontífice sublinhou que a escola católica não pode ser pensada nem vivida separadamente das outras instituições educacionais. Ela "está a serviço da sociedade: desempenha uma função pública e um serviço de pública utilidade, não reservado apenas aos católicos, mas aberto a todos os que queiram usufruir de uma proposta educacional qualificada" – firou o papa. O Santo Padre citou o artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirma: "os pais têm direito de prioridade na escolha do gênero de educação a ser ministrada aos próprios filhos". "O empenho plurissecular da escola católica situa-se nesta direção, impelido por uma força ainda mais radical, ou seja, a força que faz de Cristo o centro do processo educacional" – frisou ainda Bento XVI.Ainda em seu discurso, o papa agradeceu às congregações religiosas que fundaram no Brasil renomeadas universidades, "lembrando que elas não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as freqüenta, mas expressão da Igreja e do seu patrimônio de fé".Bento XVI recordou também que em agosto passado a Instrução "Libertatis nuntius" da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, completou 25 anos.Enfim, o papa concluiu pedindo ao Senhor que derrame a abundância da sua Luz sobre todas as escolas brasileiras, confiando seus protagonistas à proteção da Virgem Maria. O Santo Padre concedeu aos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos leigos engajados e a todos os fiéis brasileiros das dioceses catarinenses e gaúchas a sua bênção apostólica. (MJ)

DISCURSOS NA ÍNTEGRA

Leia a seguir, na íntegra, o discurso de Bento XVI aos bispos dos Regionais Sul 3 e 4 e a saudação do presidente do Regional Sul 4, Dom Murilo Krieger, ao Santo Padre:

DISCURSO DO PAPA

Venerados Irmãos no Episcopado,Dou as boas-vindas e saúdo a todos e cada um de vós, ao receber-vos colegialmente no quadro da vossa visita ad limina. Agradeço a Dom Murilo Krieger as expressões de devotada estima que me dirigiu em nome de todos vós e do povo confiado aos vossos cuidados pastorais nos Regionais Sul 3 e 4, expondo também os seus desafios e esperanças. Ouvindo estas coisas, sinto elevarem-se do meu coração ações de graças ao Senhor pelo dom da fé misericordiosamente concedido às vossas comunidades eclesiais e por elas zelosamente conservado e arduamente transmitido, em obediência ao mandato que Jesus nos deixou de levar a sua Boa Nova a toda a criatura, procurando impregnar de humanismo cristão a cultura atual.Referindo-me à cultura, o pensamento dirige-se para dois lugares clássicos onde a mesma se forma e comunica – a universidade e a escola –, fixando a atenção principalmente nas comunidades acadêmicas que nasceram à sombra do humanismo cristão e nele se inspiram, honrando-se do nome «católicas». Ora «é precisamente na referência explícita e compartilhada de todos os membros da comunidade escolar – embora em graus diversos – à visão cristã que a escola é “católica”, já que nela os princípios evangélicos tornam-se normas educativas, motivações interiores e metas finais» (Congr. para a Educação Católica, Doc. A escola católica, n. 34). Possa ela, numa convicta sinergia com as famílias e com a comunidade eclesial, promover aquela unidade entre fé, cultura e vida que constitui a finalidade fundamental da educação cristã.Entretanto também as escolas estatais, segundo diversas formas e modos, podem ser ajudadas na sua tarefa educativa pela presença de professores crentes – em primeiro lugar, mas não exclusivamente, os professores de religião católica – e de alunos formados cristãmente, assim como pela colaboração das famílias e pela própria comunidade cristã. Com efeito, uma sadia laicidade da escola não implica a negação da transcendência, nem uma mera neutralidade face àqueles requisitos e valores morais que se encontram na base de uma autêntica formação da pessoa, incluindo a educação religiosa.A escola católica não pode ser pensada nem vive separada das outras instituições educativas. Está ao serviço da sociedade: desempenha uma função pública e um serviço de pública utilidade, não reservado apenas aos católicos, mas aberto a todos os que queiram usufruir de uma proposta educativa qualificada. O problema da sua paridade jurídica e econômica com a escola estatal só poderá ser corretamente impostado se partirmos do reconhecimento do papel primário das famílias e subsidiário das outras instituições educativas. Lê-se no artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos do Homem: «Os pais têm direito de prioridade na escolha do gênero de educação a ser ministrada aos próprios filhos». O empenho plurissecular da escola católica situa-se nesta direção, impelido por uma força ainda mais radical, ou seja, a força que faz de Cristo o centro do processo educativo.Este processo, que tem início nas escolas primária e secundária, realiza-se de modo mais alto e especializado nas universidades. A Igreja foi sempre solidária com a universidade e com a sua vocação de conduzir o homem aos mais altos níveis do conhecimento da verdade e do domínio do mundo em todos os seus aspectos. Apraz-me tributar aqui a mais viva gratidão eclesial às diversas congregações religiosas que entre vós fundaram e suportam renomadas universidades, lembrando-lhes, porém, que estas não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as freqüenta, mas expressão da Igreja e do seu patrimônio de fé.Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz.Venerados Irmãos no episcopado, na união a Cristo precede-nos e guia-nos a Virgem Maria, tão amada e venerada nas vossas dioceses e por todo o Brasil. Nela encontramos, pura e não deformada, a verdadeira essência da Igreja e assim, através dela, aprendemos a conhecer e a amar o mistério da Igreja que vive na história, sentimo-nos profundamente uma parte dela, tornamo-nos por nossa vez «almas eclesiais», aprendendo a resistir àquela «secularização interna» que ameaça a Igreja e os seus ensinamentos.Enquanto peço ao Senhor que derrame a abundância da sua luz sobre todo o mundo brasileiro da escola, confio os seus protagonistas à proteção da Virgem Santíssima e concedo a vós, aos vossos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos leigos empenhados, e a todos os fiéis das vossas dioceses paterna Bênção Apostólica.

SAUDAÇÃO DE DOM MURILO KRIEGER, ARCEBISPO DE FLORIANÓPOLIS

Santo Padre,

Deixamos nossas Igrejas Particulares e viemos a Roma para ser confirmados pelo sucessor de Pedro em nossa missão (cf. Lc 22,32). Procuraremos responder a três perguntas que, segundo pensamos, estão em seu coração.Quem somos? Somos os Bispos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Nesses dois Estados há 28 Dioceses. Nossa região tem uma natureza privilegiada e ali mora um povo de ricas tradições culturais e religiosas. Dos portugueses açorianos, que para lá foram no século dezoito, e dos alemães, italianos, poloneses, ucranianos e austríacos, que imigraram nos séculos dezenove e vinte, herdamos, sobretudo, a fé. Nossas terras foram regadas com o sangue de mártires – alguns deles, elevados às honras dos altares: Pe. Roque Gonzales de Santa Cruz, Pe. Afonso Rodrigues e Pe. João de Castilho, canonizados em 1988; Pe. Manuel Gómez Gonzáles e o Coroinha Adílio Daronch, beatificados em 2007; e Albertina Berkenbrock, beatificada também em 2007. Uma santa, canonizada em 2002, hoje muito conhecida no Brasil, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, andou por nossas estradas, atendeu a nossos doentes e foi catequista de muitas crianças. Nossas comunidades deram à Igreja um considerável número de bispos, sacerdotes, diáconos permanentes, religiosos e religiosas. Nossos leigos – uma multidão! – nos edificam com sua disponibilidade e generosidade. Pastores das ovelhinhas que o Bom Pastor nos confia, não conseguimos realizar todos os nossos sonhos. Anima-nos, contudo, a certeza de que o Senhor vem ao encontro de nossas limitações. Sabemos, também, que sua graça é poderosa, capaz de transformar e enriquecer o coração de nosso povo.O que trazemos? Trazemos, Santo Padre, o desejo de expressar-lhe nossa unidade, nossa obediência e disponibilidade. Em nosso dia a dia, nos trabalhos no Reino de Deus, suportamos com amor o peso do dia e do calor ardente (cf. Mt 20,12). Num mundo marcado pelo relativismo e individualismo, nossos desafios se multiplicam. Por isso, trazemos o desejo de, com o sucessor de Pedro, rezar por nossas famílias, comunidades de vida e de amor; por nossos jovens que, como Vossa Santidade nos lembrou em sua Visita ao Brasil, são "o presente jovem da Igreja e da humanidade" (Encontro com os Jovens no Pacaembu, 10.05.2007); por nossas crianças, que são o maior patrimônio de nossas dioceses; e por nossos doentes, sobre os quais pousa o olhar carinhoso de Cristo.O que esperamos levar? Nossas Igrejas Particulares nos acompanham nesta visita, com suas orações, e esperam receber vossa bênção de pai. Esperamos levar-lhes vossa palavra amiga e orientadora, sabendo, de antemão, que, nesses encontros com os regionais do Brasil, cada mensagem que Vossa Santidade transmite é dirigida a todos os brasileiros. Esperamos levar um coração renovado, para realizar com alegria, cada dia, a grande tarefa da Igreja, "de custodiar e alimentar a fé do Povo de Deus" (Bento XVI, Abertura da Conferência de Aparecida, 13.05.09). Esperamos, sobretudo, levar a presença de Cristo, que se torna realidade neste nosso encontro. Para isso, contamos com a intercessão da Mãe de Jesus, invocada em nosso país com o título de Nossa Senhora Aparecida.

Fonte: RV

sexta-feira, 1 de maio de 2009

MANIFESTO EM FAVOR DA FAMÍLIA

MANIFESTO DOS BISPOS EM FAVOR DA FAMÍLIA


Itaici,

- Os bispos reunidos em Itaici, Indaiatuba (SP), aprovaram no final da tarde de quarta-feira, 29, o Manifesto em favor da família. No Manifesto, a CNBB reafirma, entre outras coisas, a primazia da família. "A família tem prioridade em relação ao Estado e à sociedade, pois ela é a primeira e mais decisiva fonte onde se transmitem a vida e o seu significado e se experimentam os valores humanos para alcançar o bem da comunidade" – lê-se no texto.No próximo dia 24 de maio, a Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB realizará uma grande peregrinação nacional em favor da família. Leia, abaixo, a íntegra do Manifesto. Manifesto em favor da família Nós, Bispos do Brasil, reunidos na 47ª Assembleia Geral da CNBB, em Itaici, Indaiatuba (SP), nos dias 22 de abril a 1º de maio de 2009, a caminho da “Peregrinação Nacional em Favor da Família” ao Santuário Nacional de Aparecida, dia 24 de maio de 2009, nos deparamos com constantes ameaças à vida e à família. À luz da Palavra de Deus, do Magistério da Igreja e da experiência humana, reafirmamos que:Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança, homem e mulher ele os criou (cf. Gn 1,27), destinando-os à plena realização na comunhão de vida, de amor e de trabalho. Por essa razão, o matrimônio e a família constituem um bem para os esposos e a sociedade. O amor conjugal aberto à geração e educação dos filhos proporciona a experiência de paternidade e maternidade através das quais os pais se tornam colaboradores do Criador. “O futuro da humanidade passa pela família” (João Paulo II);O Estado e outras organizações civis estão a serviço, defesa e promoção da vida e da família. Ela é sujeito titular de direitos naturais e invioláveis. Sua legitimação se encontra na natureza humana e não no reconhecimento do Estado. A família tem prioridade em relação ao Estado e à sociedade, pois ela é a primeira e mais decisiva fonte onde se transmitem a vida e o seu significado e se experimentam os valores humanos para alcançar o bem da comunidade. A família goza do direito de ser assistida por políticas públicas governamentais e sociais que possibilitem o seu acesso à vida digna, à alimentação, à saúde, à moradia, ao salário justo, à educação e escola para os filhos, à formação profissional, ao descanso, ao lazer e à infra-estrutura sanitária;Cabe ao Estado proteger a família estável fundada no matrimônio, não por razões religiosas, mas porque ela gera relações decisivas de amor gratuito, cooperação, solidariedade, serviço recíproco e é fonte de virtudes para uma convivência honesta e justa;Os meios de comunicação, os poderes públicos, os profissionais de saúde, as universidades, o sistema educacional, as empresas, as instituições e os organismos não-governamentais e todas as igrejas são conclamados a promover os valores da família e agirem como seus amigos;A Pastoral Familiar, Movimentos, Serviços e Institutos sejam uma força intensa e vigorosa para anunciar o “Evangelho da vida e da família” e acolher aquelas que se encontram em situações especiais. Na verdade, a família contribui para que todos os povos reconheçam os laços fraternos que os unem, pois o mundo é chamado a ser uma grande família, um mundo de irmãos.Pedimos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, que abençoe e acompanhe a família brasileira a fim de que nela habitem a fé, a esperança e o amor tão próprios da Sagrada Família de Nazaré. “Dobremos os joelhos diante do Pai, de quem toda família no céu e na terra, recebe seu verdadeiro nome” (Ef 3,15).Itaici, Indaiatuba-SP, 29 de abril de 2009Dom Geraldo Lyrio RochaArcebispo de Mariana-MGPresidente da CNBB Dom Luiz Soares VieiraArcebispo de Manaus-AMVice-Presidente da CNBB Dom Dimas Lara BarbosaBispo Auxiliar do Rio de Janeiro-RJSecretário-geral da CNBB
Fonte:RV

terça-feira, 17 de março de 2009

À CARTA DO PAPA SOBRE OS LEFEBVRIANOS

REAÇÃO DOS BISPOS EM RELAÇÃO À CARTA DO PAPA SOBRE OS LEFEBVRIANOS



Cidade do Vaticano,


- Profunda gratidão: é esta a reação dos bispos em relação à carta escrita por Bento XVI sobre a remissão da excomunhão dos quatro bispos consagrados pelo arcebispo Marcel Lefebvre, fundador da Fraternidade São Pio X. "O papa não está sozinho. Os bispos estão com ele. Concordamos em sublinhar o estilo inédito, humilde e corajoso e ao mesmo tempo franco e fraterno, utilizado pelo Santo Padre na carta sobre a questão dos bispos lefebvrianos", disse o presidente da Conferência Episcopal Alemã, Dom Robert Zollitsch que se encontrou com o papa e ressaltou o extraordinário gesto do pontífice."Nunca li o texto de um papa assim pessoal e tão aberto. Eu gosto disso. É também um sinal de comunicação, um sinal de que o papa deseja entrar em diálogo com os bispos e explicar a todo o colégio episcopal quais foram as razões que o impulsionaram a fazê-lo e como ele viu tal situação. Ele fez isso porque teve a sensação de não ter sido bem compreendido em relação ao objetivo final de seu agir. Eu gostei de o papa ter se expressado a todos numa maneira muito pessoal", ressaltou dom Zollitsch.O estilo deste documento foi também evidenciado pelo cardeal-arcebispo de Paris, André Vingt-Trois: "Penso que o papa tenha sido sensível, penso que ele tenha sido surpreso pela reação de alguns cristãos porque ele percebeu que para alguns, como ele mesmo disse, esta foi uma ocasião para evidenciar as feridas antigas, rancores e desprazeres. Existe também a possibilidade de expressar uma aproximação profunda pela Igreja. Por isso era necessário que o papa escrevesse tal mensagem. Falando sobre as primeiras reações, os comentários que ouvi foram muito positivos e levam em consideração as explicações e as reflexões que o papa apresenta. A segunda reflexão que gostaria de faz é que esta relação viva entre a Santa Sé e as Igrejas particulares é o que forma o tecido da vida da Igreja. Existe um diálogo entre o papa e os bispos. O diálogo é a essência de nossa relação", frisou o purpurado.O sentimento de gratidão foi também expresso pelo episcopado austríaco, reunido nestes dias em assembléia plenária. Numa nota os bispos austríacos sublinharam a atenção pastoral de Bento XVI, que quis explicar as razões que o motivaram a retirar a excomunhão dos bispos lefebvrianos. Também numa nota os bispos da Conferência Episcopal Italiana (CEI) expressaram sua gratidão pelas palavras esclarecedoras do Santo Padre. Os bispos ingleses, por sua vez, sublinharam a humildade do papa expressa no documento, enquanto os bispos belgas apreciaram o espírito de reconciliação que animou o pontífice.Também os bispos suíços expressaram grande manifestação conforme as palavras do bispo de Lugano, Dom Pier Giacomo Grampa: "Acolhemos esta carta do Santo Padre com profunda emoção também pelo tom de humildade e de fraternidade demonstrado pelo papa. A carta segue um estilo de delicadeza. Desejo que tal estilo possa entrar no governo ordinário da Igreja. Reiteramos ao Santo Padre a nossa solidariedade. Esta sua carta é a prova do quanto foram injustificadas as reações negativas feitas contra a ele, mas isto poderia também representar a redescoberta das dimensões positivas que muitos não conseguem ver neste papa. (MJ)


Fonte: RV

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

CARDEAL ODILIO SCHERER FALA A RESPEITO DOS QUATRO BISPOS LEFEBVRISTAS

Levantamento da excomunhão dos quatro bispos lefebvristas
Cardeal Odilo Scherer fala sobre o tema

SÃO PAULO,

- O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, concedeu entrevista ao departamento de imprensa de sua arquidiocese sobre a questão do levantamento da excomunhão dos quatro bispos lefebvristas.
–Que é mesmo a excomunhão?
–Cardeal Scherer: A excomunhão é a censura mais grave imposta a algum membro da Igreja, por motivos muito sérios, mediante a qual ele é excluído da comunhão dos fiéis, ou seja, do vínculo jurídico-social com a Igreja. É uma pena canônica, que não implica necessariamente na perda do vínculo espiritual com o corpo místico de Cristo, o que só acontece com a negação ou a perda da fé. O Direito Canônico prevê diversos tipos de excomunhão, com efeitos também diversos.
–Por que os quatro bispos “lefebvristas” estavam excomungados?
–Cardeal Scherer: Porque aceitaram a nomeação e a ordenação episcopal, em junho e julho de 1988, sem terem sido escolhidos e nomeados pelo Papa, como prevê a lei da Igreja. Existe uma excomunhão automática, que acontece quando a pessoa mesma se coloca fora da unidade da Igreja, contrariando gravemente a fé e a disciplina da Igreja. Por exemplo, não aceitar o Concílio Vaticano II, ou a autoridade dos papas eleitos de modo legítimo, como aconteceu com os 4 bispos. Nesse caso, a autoridade eclesiástica competente só declara e torna pública a excomunhão.
–Qual foi o efeito da suspensão da excomunhão, no caso dos 4 bispos?
–Cardeal Scherer: Recentemente eles haviam pedido para serem readmitidos à unidade da Igreja, pois queriam ser católicos, e estavam em diálogo sobre isso com o Organismo competente da Santa Sé. Num gesto de acolhida e boa vontade, a Congregação para os Bispos, com a autorização do Papa, “levantou” a pena de excomunhão deles, para abrir a porta ao diálogo. Isso, porém, não significou ainda a superação de todas as dificuldades, nem a plena adesão à unidade da Igreja, como foi noticiado. De fato a excomunhão também foi levantada, tempos atrás, em relação à Igreja ortodoxa e, nem por isso, ela está em comunhão plena com a Igreja católica. Portanto, os 4 bispos “lefebvristas” ainda não estão na unidade plena da Igreja, nem exercem licitamente o ministério episcopal nossa Igreja católica. Isso deve ficar claro.
–Quando pode acontecer a comunhão plena dos 4 bispos em questão?
–Cardeal Scherer: Quando eles aceitarem publicamente e integralmente o Concílio Vaticano II e a legitimidade do Magistério dos papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI. Isso também requer a adesão pública à fé da Igreja católica, o quê ainda não aconteceu; mas existe o diálogo com os interessados sobre as questões ainda abertas, na esperança de que se chegue à superação de todas as dificuldades e à adesão plena à Igreja católica.
–Houve, então, um mal-entendido na divulgação da notícia sobre a reintegração dos “lefebvristas” na Igreja?
–Cardeal Scherer: Certamente houve uma interpretação indevida da “suspensão” da excomunhão, como se isso já tivesse significado a plena reintegração deles na Igreja católica, mesmo sem eles aceitarem integralmente a fé da Igreja e o magistério do Papa. Ainda há passos a dar e, assim esperamos, superadas as dificuldades, possa ser curada mais essa ferida recente no Corpo de Cristo.
–As opiniões de um desses bispos, Dom Williamson, negando na prática a existência do Holocausto, podem ser mais um obstáculo a superar?
–Cardeal Scherer: Sim. Certas declarações do senhor Williamson sobre o Holocausto são absolutamente inaceitáveis, até por negarem uma dolorosa evidência histórica, e porque são ofensivas às vítimas daquele selvagem genocídio e crime contra a humanidade. Como declarou em Nota recente o Secretário de Estado, o colaborador mais próximo do Papa, Bento XVI desconhecia essas opiniões mas, tão logo teve conhecimento, rejeitou-as com firmeza e exigiu do bispo a retratação de maneira pública e inequívoca.

Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O DRAMA DOS CRISTÃOS DO IRAQUE E O PERIGO DE SEREM ESQUECIDOS

O drama dos cristãos no Iraque e o perigo de ser esquecido, denunciado pelos bispos, numa mesa redonda na Rádio Vaticano


Um sínodo especial sobre a situação dos cristãos do Médio Oriente será pedido ao Papa pelos bispos caldeus do Iraque para sensibilizar a Igreja Católica inteira para o drama das comunidades cristãs dos lugares do Antigo e do Novo Testamento que correm o perigo de extinção. Os problemas são os mesmos no Iraque, no Líbano e e na Palestina: os cristãos deixam o país explicou D. Luís Sako, arcebispo de Kirkuk, presente em Roma com os seus irmãos no episcopado para a visita quinquenal ad limina apostolorum e que na tarde desta quarta feira participou numa mesa redonda na sede da Rádio Vaticano. Na manhã desta quinta feira Bento XVI recebeu já em audiência um grupo destes bispos.Um sínodo especial como aquele sobre a Africa que se efectuará em Roma em Outubro próximo – explicou o arcebispo de Kirkuk permitiria perceber melhor o problema. Se não existe uma visão clara, os cristãos não permanecerão no Médio Oriente e deixarão esta terra, um tempo abençoada e agora maldita. No centro do sínodo, acrescentou, deveria estar a relação com as maiorias muçulmanas.Aquele dos cristãos no Iraque permanece para o arcebispo Sako o drama no drama; uma comunidade expulsa com a força e a intimidação ,quando não mesmo com a morte, da própria casa e obrigada a viver na indigência em Damasco ou em Aman, graças ás ajudas das organizações humanitárias, com a miragem de talvez um dia poderem regressar á pátria ou criar uma nova vida nos Estados Unidos, na Austrália ou no Canadá. Uma situação que representa bem a tragedia num país que vive na tragédia desde sempre: primeiro a ditadura, depois as guerras e a ocupação, o terrorismo e as lutas entre as várias facções para o controlo dos recursos e do território, num Estado que dá a impressão de precisar ainda de ser inventado.Ao lado de Mons. Sako, presente também Mons. Basuke Georges Casmoussa, arcebispo sírio-católico de Mosul, que há três anos foi vítima de um rapto: “Já antes da chegada dos americanos, havia dificuldades, mas depois estas centuplicaram. Em todo o caso, o verdadeiro problema não são os americanos, que mais cedo ou mais tarde partirão do Iraque”.No encontro participou também Mons. Shlemon Warduni, vigário patriarcal de Bagdad que exprimiu também a preocupação de que a comunidade internacional esqueça o drama iraquiano, e em especial a situação dos cristãos. Sobre a retirada das tropas americanas, considera que “a primeira coisa a fazer é restabelecer a paz e a segurança, e depois sim, podem ir embora”. E acrescentou ainda Mons. Warduni: “A democracia não se pode impor; há que a ensinar, requer uma educação nesse sentido”. Relativamente ao novo presidente norte-americano, Barak Obama, o prelado exortou ao optimismo: “Sofremos tanto por causa da anterior Administração de Washington. Agora, alguém há-de tratar das nossas feridas”.
“Levem lá o nosso petróleo, mas deixem o nosso país” – concluiu.

Fonte: RV

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

DECLARAÇÃO FINAL DOS BISPOS EM VISITA À TERRA SANTA

DECLARAÇÃO FINAL DOS BISPOS EM VISITA À TERRA SANTA

Belém, 15 jan (RV)

- O grupo de Coordenação das Conferências Episcopais de apoio à Terra Santa conclui hoje sua visita ao Oriente Médio. Na declaração final, eles lançam um apelo pela paz: "Chega de violência! Chega de assassinatos! É preciso construir a paz!". Os bispos relatam que a violência estava no coração e nas bocas de todos os habitantes da região, que eles encontraram pessoalmente. Eles recordam que não pode haver paz se as pessoas não acreditarem na paz. "A fé nos deu a esperança de que justiça, paz e perdão são possíveis" – afirmam. "Nós somos pastores, não líderes políticos, mas a voz da religião é vital para a busca da paz", declaram os bispos, que se dirigem também à comunidade internacional: "Trabalhem com israelenses e palestinos para deter a violência em Gaza e prover urgentemente à assistência humanitária. Mas não é tudo. Em uma única voz, pressionem israelenses e palestinos a construir a paz, garantindo a segurança a Israel e um Estado aos palestinos. Aos fiéis de todo o mundo, os bispos pedem que intensifiquem as orações pela Igreja na Terra Santa e que visitem a região para conhecer como vivem as comunidades cristãs locais, pois financiar projetos concretos e criar parcerias é imprescindível para a sobrevivência dos cristãos. Por fim, os prelados se dirigem aos membros da Igreja na Terra Santa, dizendo que vêem neles o sofrimento de Jesus, mas recordam que não estão sós: "Somos uma única família".

Fonte: RV

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

BEATIFICAÇÃO DE JOSÉ ALALLO VADÉS, PADRE CUBANO

BISPOS CUBANOS DIVULGAM MENSAGEM SOBRE BEATIFICAÇÃO DE PE. OLALLO

Camaguey, 24 nov (RV)
- A Igreja Católica cubana anunciou nas missas deste domingo a beatificação de José Olallo Valdés no próximo sábado na cidade de Camaguey na presença do cardeal Saraiva Martins, Prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos.
Uma mensagem dos bispos de Cuba divulgada ontem em todas as igrejas do país chama a atenção para uma “convivência fraterna” seguindo o exemplo de Olallo.
“Que o exemplo de caridade paciente e heróica de Padre Olallo ajude todos nós, mas de maneira especial aqueles que têm a delicada tarefa de promover o bem comum”, destaca a mensagem.
Olallo viveu de 1820 a 1889 e cuidou dos feridos, sendo sacerdote, durante a guerra de Independência dos cubanos da Espanha.
“A Igreja reconhece publicamente que o Padre Olallo viveu de modo extraordinário as virtudes cristãs, destacando-se assim por sua santidade de vida”, acrescenta a mensagem. (SP)

Fonte: RV

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

RESPONSÁVEIS PELA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA SE REÚNEM EM ASSIS


BISPOS RESPONSÁVEIS PELA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA SE REÚNEM EM ASSIS




Assis, 27 out (RV) – Inicia-se, hoje, na cidadezinha de São Francisco, o II Encontro internacional de Bispos responsáveis pelas Comunidades da Renovação Carismática Católica.
O evento de três dias tem como tema: “Os carismas na vida Igreja particular”.
Entre os conferencistas encontram-se o Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanilslaw Ryłko e o Prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Giovanni Battista Re. Participa também, entre outros, o arcebispo de Palmas (TO), Dom Alberto Taveira Correa. (MT)

Fonte: RV

sábado, 25 de outubro de 2008

SÍNODO; APELO PELA PAZ NO ORIENTE


SÍNODO: BISPOS PEDEM PAZ NO ORIENTE



Cidade do Vaticano, 25 out (RV)

- Os bispos das Igrejas orientais presentes no Sínodo leram ontem ao Santo Padre um apelo pela paz na região. Os prelados agradecem ao Papa por ter sempre elevado, pronta e incansavelmente, a súplica a Deus e a voz a favor dos irmãos e irmãs orientais.
"Estamos abalados com os sofrimentos de tantas pessoas no Oriente: crianças e jovens, pessoas em dificuldade extrema devido à idade, à saúde e às necessidades espirituais e materiais essenciais; famílias sempre mais desconfortadas com o presente e o futuro.
E sentimos o dever de nos fazer intérpretes de suas justificadas expectativas para que uma vida digna seja garantida em breve a cada um em uma profícua convivência social".
Em especial, o apelo dos bispos refere-se à Terra Santa, ao Líbano, ao Iraque e à Índia, para os quais pedem a paz na justiça e, conseqüentemente, uma real liberdade religiosa.
"Somos solidários para com quem sofre por causa da fé cristã e com todos os fiéis que não podem exercer seu credo, e homenageamos os cristãos que recentemente perderam a vida em fidelidade ao Senhor".
Os padres sinodais do Oriente fazem então três pedidos: aos cristãos e todos os homens de boa vontade, para que pratiquem o respeito e o acolhimento do outro na vida cotidiana, fazendo-se próximos àqueles que passam por dificuldades, estejam eles próximos ou distantes.
Aos pastores e aos responsáveis religiosos, os bispos do Oriente pedem que preguem e favoreçam essa atitude de respeito, apoiando e multiplicando as iniciativas de mútuo conhecimento, de diálogo e de socorro; à comunidade internacional e aos governantes, para que garantam em nível legislativo a verdadeira liberdade religiosa na superação de qualquer discriminação e ajuda às pessoas obrigadas a deixar a própria terra por motivos religiosos.
"Cristo é a nossa paz." Esta Palavra divina, afirmam os bispos, é portadora de conforto e de esperança, e impulsiona a buscar novas vias de paz, que encontram eficácia na Bênção de Deus. "Que este humilde, mas forte apelo, depositado nas mãos do Santo Padre, seja o primeiro passo para a paz", escrevem.
O apelo é assinado por doze bispos do Oriente, pelo Secretário de Estado, Card. Tarcisio Bertone, pelo prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Card. Leonardo Sandri, e pelos três presidentes-delegados do Sínodo, entre eles o arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer. (BF)


Fonte: RV

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A ATIVIDADE DA IGREJA NÃO PODE SER CONFUNDIDA COM UMA AÇÃO POLITICA

PAPA RECEBE BISPOS DOS EQUADOR E REAFIRMA QUE A ATIVIDADE DA IGREJA NÃO PODE SER CONFUNDIDA COM UMA AÇÃO POLITICA
Cidade do Vaticano, 16 out (RV)
- No discurso que fez aos bispos do Equador nesta manhã no Vaticano, na conclusão de sua visita “ad Limina”, o Papa iniciou manifestando aos presentes o profundo pesar pela morte, segunda-feira, do Cardeal Antonio José González Zumárraga, Arcebispo emérito de Quito, que com tanta abnegação e fidelidade serviu a Igreja até o final de seus dias.
Depois de agradecer às palavras pronunciadas em nome de todos os bispos presentes por Dom Antonio Arregui Yarza, arcebispo de Guayaquil e Presidente da Conferência Episcopal, o Papa disse que pôde constatar com satisfação que uma das iniciativas pastorais consideradas mais urgentes para a Igreja no Equador é a realização da “grande missão” convocada pelo Episcopado Latino-americano em Aparecida, e que foi confirmada no Terceiro Congresso Americano Missionário, celebrado em Quito no último mês de agosto.
O chamado que Jesus fez a seus discípulos – disse o Papa – enviando-os a pregar sua mensagem de salvação e tornar discípulos seus todos os povos, deve ser para toda a comunidade eclesial um motivo constante de meditação e a razão de ser de toda ação pastoral.
« Também hoje, como em todas as épocas e lugares, - disse o Papa - os homens têm necessidade de um encontro pessoal com Cristo, no qual podem experimentar a beleza de sua vida e a verdade de sua mensagem ».
Para enfrentar os numerosos desafios da sua missão e no meio de um ambiente cultural e social que parece esquecer as raízes espirituais mais profundas de sua identidade, o Santo padre convidou os prelados equatorianos a se abrirem com docilidade à ação do Espírito Santo, para que, impulsionados por sua força divina, renovem o ardor missionário dos inícios da pregação evangélica, assim como o primeiro anúncio do Evangelho nas suas terras.
Para isso é necessário realizar um generoso esforço de difusão da Palavra de Deus – disse o Papa – de tal maneira que ninguém fique sem o imprescendível alimento espiritual, fonte de vida e de luz.
O papa continuou dizendo que os bispos do Equador estão conscientes de que o esforço missionário se apoia de maneira especial nos sacerdotes, aos quais eles devem acompanhar com oração, afeto e proximidade.
Ao mesmo tempo, e diante da escacez de clero em muitas áreas do país, os bispos equatorianos estão emepenhados em inserir todos os grupos, movimentos e pessoas de suas dioceses numa ampla e generosa pastoral vocacional, semeando entre os jovens a paixão pela figura de Jesus e os grandes ideais do Evangelho.
« Nesta importante etapa da história, a Igreja no Equador necessita de um laicato maduro e comprometido que, com uma sólida formação doutrinal e uma profunda vida interior, viva sua vocação específica : iluminar com a luz de Cristo toda a realidade humana, social, cultural e política », afirmou Bento XVI.
O Papa agradeceu então o esforço dos bispos em chamar a atenção da sociedade sobre aqueles valores que tornam a vida humana mais justa e solidária.
A atividade da Igreja não pode ser confundida com uma ação política, - acrescentou Bento XVI -, mas ela deve oferecer ao conjunto da comunidade humana sua contribuição através da reflexão e de pareceres morais, inclusive sobre questões políticas que afetam de modo especial a dignidade da pessoa.
« Entre elas cabe destacar, também por sua importância para o futuro do seu país, a promoção e estabilidade da família, fundada sobre o vínculo de amor entre um homem e uma mulher, a defesa da vida humana desde o seu primeiro momento de sua concepção até a morte natural, assim como a responsabilidade dos pais na educação moral de seus filhos, na qual se transmite às novas gerações os grandes valores humanos e cristãos que forjaram a identidade do povo equatoriano ».
O Papa terminou o seu discurso exortando os bispos do Equador a prestarem atenção especial à ação caritativa da Igreja na qual se faça presente o amor misericordioso de Cristo, sobretudo às pessoas que passam necessidade, os anciãos, as crianças, os imigrantes, assim como às mulheres abandonadas ou maltratadas.
O Papa recordou ainda a recente canonização de Santa Narcisa de Jesús Martillo Morán fazendo votos de que o seu exemplo e intercessão concedam uma renovada vitalidade e maior zêlo apostólico a todas as Igrejas particulares do Equador. (SP)

Fonte: RV

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

FOI ESCOLHIDA A COMISSÃO QUE VAI ELABORAR A ÚLTIMA MENSAGEM DO S

ELEITA A COMISSÃO PARA A MENSAGEM FINAL DO SÍNODO DOS BISPOS
Cidade do Vaticano,
- Na manhã de ontem, quinta-feira, os padres sinodais, antes de participarem na Santa Missa presidida pelo Santo Padre, por ocasião dos 50 anos da morte de Pio XII, se reuniram para a sexta congregação geral do Sínodo dos Bispos, no Vaticano. A sessão foi aberta com a eleição dos membros da Comissão para a Mensagem.A Comissão, que representa a Igreja em todo o mundo, terá a tarefa de redigir a mensagem final que os bispos dirigirão ao povo de Deus sobre o tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”. A Comissão será presidida por vontade do Santo Padre pelo presidente do Pontifício Conselho para Cultura, arcebispo Gianfranco Ravasi. Os membros – votados na manhã de ontem – representam os cinco continentes e foram eleitos superando a maioria absoluta dos votos.O prelado que obteve mais votos – como foi indicado aos jornalistas durante o encontro da manhã – foi o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper. Representando a África foi escolhido o arcebispo de Abuja, Nigéria, Dom John Olorunfemi Onaiyekan; pela América o Presidente da Conferência Episcopal de Honduras, cardeal Oscar Andrés Rodriguez Maradiaga; pela Ásia, o arcebispo de Guwahati, Índia, Dom Thomas Menanparampil; pela Europa, o Presidente da Conferência Episcopal da Bélgica, cardeal Godfried Danneels; pela Oceania o arcebispo de Agaña, Ilhas Fiji, Dom Anthony Sablan Apuron. Pelas Igrejas orientais foi votado o arcebispo metropolita de Pittsburg dos Bizantinos, Dom Basil Myron Schott.Como vice-presidente foi escolhido o bispo auxiliar de Valparaíso, no Chile, Dom Santiago Jaime Silva Retamales.Fazem parte ainda da Comissão, Dom Zbigniew KIERNIKOWSKI, bispo de Siedlce, Polônia; Dom Louis PELÂTRE, Vigário Apostólico de Istanbul, Turquia; Padre Carlos Alfonso AZPIROZ COSTA, Mestre Geral dos Frades Pregadores. (SP)
Fonte: RV

terça-feira, 7 de outubro de 2008

IMPORTÂNCIA DO ENCONTRO NO SÍNODO


RABINO COHEN FRISA IMPORTÂNCIA DO ENCONTRO NO SÍNODO

Cidade do Vaticano,
- Em uma entrevista publicada pelo jornal “La Repubblica”, o rabino Shear Yshuv Cohen (que intervém no Sínodo hoje à tarde), analisa que “o encontro no Sínodo, por si só, é importante, se recordarmos quanto ódio e perseguição houve ao longo da história, sobretudo entre o catolicismo e o judaísmo”.

Cohen, que é também um dos presidentes da Comissão de diálogo entre o Vaticano e Israel, reconhece a importância do trabalho feito por este organismo nos últimos sete anos. “Examinamos temas como a santidade da vida, a luta ao laicismo e o valor da família” – afirma ao cotidiano italiano, esclarecendo que “os debates foram bastante frutíferos”.

Segundo o rabino de Haifa, “ainda persistem limites ao diálogo, porque – recorda – ‘dialogar não significa mudar o próximo’, e ‘pressionar ou tentar influenciar o outro’ são coisas da Idade Média”.

O rabino Cohen conclui a entrevista falando da relação entre Estado e religião: “deve haver uma divisão de pertinências, mas o governo e a religião devem agir juntos, alcançando um equilíbrio”. (CM)

Fonte: RV

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

NO VATICANO, TEVE INÍCIO O SÍNODO DOS BISPOS

TEVE INÍCIO NO VATICANO O SÍNODO DOS BISPOS

Cidade do Vaticano, 06 out (RV) - Os trabalhos do Sínodo tiveram início na manhã de hoje às 9 horas locais, na presença do Santo Padre, com a 1ª Congregação Geral.

Após a saudação do Presidente Delegado, Cardeal Willian Joseph Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, tomou a palavra o Secretário Geral, o arcebispo Dom Nikola Eterovic.

Em seguida foi a vez do relator-geral, cardeal-arcebispo de Wuébec, Marc Ouellet.

Na parte da tarde após a 2ª Congregação Geral, da qual também participará Bento XVI, e durante a qual serão apresentados relatórios das igrejas em nível continental, tomará a palavra o rabino-chefe de Haifa Cohen.

O rabino Cohen será o primeiro não-cristão a falar num sínodo de Bispos católicos. O rabino declarou nos dias passados que aceitou o convite com certa trepidação. “Tal convite, disse ele, representa uma mensagem de amor, coexistência e paz para as gerações futuras; é uma espécie de declaração que revela a intenção da Igreja em prosseguir as doutrinas de João XXIII e João Paulo II”.

Shear-Yashuv Cohen é descendente de 18 gerações de rabinos e estudantes de Sagrada Escritura. É capaz de recitar de cór a Torah, ou seja os primeiros cinco livros da Bíblia, desde os oito anos. Por vezes recebe em sua casa, em Jerusalém, grupos católicos que se interrogam sobre as Escrituras. Na manhã desta terça-feira será realizada a eleição da Comissão para a Mensagem final do Sínodo, e terão início os discursos dos padres sinodais. (SP)

Fonte: RV

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ÍNDIA: BISPOS EXIGEM FIM DA ONDA DE VIOLÊNCIA CONTRA OS CRISTÃOS

Bispos da Índia exigem fim dos ataques contra cristãos
Acusam formalmente os grupos extremistas hindus de planejar a violência

NOVA DÉLI,
- Os bispos católicos da Índia exigiram formalmente do governo que faça todo o possível para deter a onda de violência contra os cristãos, que já dura mais de um mês e que causou dezenas de vítimas fatais.
Em um comunicado difundido pela agência AsiaNews na sexta-feira passada, 26 de setembro, o Cardeal Varkey Vithayathil, presidente da Conferência Episcopal da Índia, em nome de todos os prelados do país, acusa formalmente os grupos radicais hindus pela tragédia, e pede que estes grupos sejam ilegalizados.
«Pessoas inocentes foram assassinadas, mulheres violentadas, igrejas e lugares religiosos profanados, casas de cristãos foram destruídas em Kandhamal e em outros distritos de Orissa», acusa o cardeal.
O comunicado pede «uma ação forte e urgente» contra os violentos, assim como «a proibição de todos os grupos fundamentalistas que treinam terroristas sob a insígnia de ‘Hindutva’ ou outros nomes».
Para os bispos, é «evidente que os autores destas ações malvadas são agentes treinados do ativismo radical ‘Hindutva’, que se movem com instruções e seguindo um plano pré-concebido de destruição».
O cardeal Vithayathil lamenta especialmente a atitude de «apatia e inação» do governo central e das autoridades locais dos Estados afetados.
«O governo continuou assegurando que tudo está dentro da normalidade e que a segurança era perfeita. Mas quando foi criticado, desculpou-se dizendo que era incapaz de controlar as gangues que destruíam as propriedades eclesiais e atacavam os religiosos e a população cristã.»
Esta violência descontrolada «está humilhando a antiga civilização indiana e valores como a Ahimsa (não-violência), Verdade, Tolerância e respeito pelas religiões que a Índia havia conservado zelosamente durante séculos», acrescenta o comunicado.
Os bispos recordam que a Constituição indiana reconhece «o direito à liberdade de consciência e à liberdade religiosa», assim como «direito de professar uma religião livremente, de praticá-la e propagá-la».
Também, acrescentam, a Igreja Católica «desempenhou sempre um papel ativo na hora de promover o diálogo inter-religioso e a harmonia».
«Se alguém considera os sofrimentos dos cristãos como uma fraqueza, equivoca-se. Queremos recordar a todos que somos cidadãos desta grande nação e que continuamos contribuindo muito para o crescimento e o desenvolvimento deste país.»
Rejeição do proselitismo
Os bispos rejeitam rotundamente as acusações de proselitismo e de promover conversões forçadas, acusações lançadas pelos grupos extremistas para justificar os atos violentos.
«A conversão forçada, mediante recompensas ou com engano está contra os ensinamentos da Igreja Católica», afirmam os bispos, citando a constituição Ad Gentes do Concílio Vaticano II.
Ao contrário, muitos convertidos ao cristianismo «perdem muitos benefícios garantidos pela Constituição, e alguns inclusive sacrificaram suas vidas por rejeitar converter-se ao hinduísmo», agrega a nota.
Os prelados mostram sua convicção de que «as acusações de promover conversões forçadas são uma estratégia que esconde o interesse de negar os serviços cristãos de saúde, educação, emancipação da pobreza e desenvolvimento aos grupos mais abandonados».
«Cremos que a oposição do ‘Hindutva’ às atividades cristãs deriva do medo a que muitas destas comunidades marginalizadas se reforcem em seus direitos e resistam à exploração», acrescentam.
Fonte: ZENIT.org