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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

CRISTÃOS SEJAM TESTEMUNHAS DA VERDADE, AMOR E JUSTIÇA

PAPA AOS BISPOS DE GOIÁS, TOCANTINS E DISTRITO FEDERAL: CRISTÃOS SEJAM TESTEMUNHAS DA VERDADE, AMOR E JUSTIÇA


Cidade do Vaticano, 15 nov (RV)

- Bento XVI recebeu em audiência no final da manhã desta segunda-feira, na Sala do Consistório, no Vaticano, os bispos do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional formado pelos Estados de Goiás e Tocantins, e Distrito Federal.Os cristãos sejam testemunhas do Evangelho e ponto de referência na sociedade: foram os votos do Santo Padre no discurso dirigidos aos referidos prelados brasileiros. Trata-se do último grupo de bispos dos 17 Regionais da CNBB, em visita "ad Limina".Bento XVI iniciou seu discurso dizendo-se feliz por dar as boas-vindas aos bispos de Goiás, Tocantins e Distrito Federal."Viestes à cidade onde Pedro, por último, cumpriu a sua missão de evangelização e deu testemunho de Cristo até à efusão do seu próprio sangue; viestes ver e saudar o Sucessor de Pedro. Deste modo fortaleceis os fundamentos apostólicos da Igreja no vosso país e expressais visivelmente a vossa comunhão com todos os demais membros do Colégio episcopal e com o próprio Pontífice romano" – disse o Papa.Bento XVI agradeceu ao Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, pelas amáveis palavras a ele dirigidas em nome de todos os bispos do Regional, assegurando aos prelados o seu cordial afeto e as suas orações pelos bispos e por todas as pessoas confiadas aos cuidados pastorais deles.Ressaltando ser este 15 de novembro dia em que se recorda a proclamação da República no Brasil, o Pontífice aproveitou o fato para sublinhar, mais uma vez, a importância da ação evangelizadora da Igreja na construção da identidade brasileira.Em seguida, o Papa ressaltou a importância da comunhão entre os bispos e o Pontífice, bem como entre os pastores e os fiéis:"Há quase 60 anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é um ponto de referência da sociedade brasileira, propondo-se sempre mais e acima de tudo como um lugar onde se vive a caridade. Com efeito, o primeiro testemunho que se espera dos anunciadores da Palavra de Deus é o da caridade recíproca: «Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»" (Jo 13, 32). Bento XVI frisou que a CNBB – como as demais Conferências Episcopais – nasceu para ser um instrumento de comunhão afetiva e efetiva entre todos os membros, e de eficaz colaboração com o Pastor de cada Igreja na tríplice função de ensinar, santificar e governar as ovelhas do próprio rebanho.-"Ora, a Conferência Episcopal apresenta-se como uma das formas, encontradas sob a guia do Espírito Santo, que consente exercitar conjunta e harmoniosamente algumas funções pastorais para o bem dos fiéis e de todos os cidadãos dum determinado território (cf. Código de Direito Canônico, cân. 447). De fato, uma cooperação sempre mais estreita e concorde com os seus irmãos no ministério ajuda os Bispos a cumprir melhor o seu mandato (cf. Christus Dominus, 37), sem abdicar da responsabilidade primeira de apascentar como pastor próprio, ordinário e imediato sua Igreja particular (cf. Motu proprio Apostolos suos, 10), fazendo-a ouvir a voz de Jesus Cristo, que “é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (Hb 13, 8). Tecidas essas considerações, o Santo Padre fez a seguinte observação:-"A Conferência Episcopal promove a união de esforços e de intenções dos Bispos, tornando-se um instrumento para que possam compartilhar as suas fatigas; deve, porém, evitar de colocar-se como uma realidade paralela ou substitutiva do ministério de cada um dos Bispos, ou seja, não mudando a sua relação com a respectiva Igreja particular e com o Colégio Episcopal, nem constituindo um intermediário entre o Bispo e a Sé de Pedro." Bento XVI reiterou que os bispos devem, sobretudo, estudar os meios mais eficazes para fazer chegar oportunamente o magistério universal ao povo que lhes foi confiado. No que tange ao exercício da função doutrinal, o Papa destacou a necessidade de se abordar as novas questões emergentes – à luz do que orienta o Motu Proprio "Apostolos suos" de João Paulo II – "para depois poder orientar a consciência dos homens para encontrarem a reta solução para os novos problemas suscitados pelas transformações sociais e culturais".O Pontífice destacou que, de modo especial, alguns temas recomendam hoje uma ação conjunta dos bispos:"A promoção e a tutela da fé e da moral, a tradução dos livros litúrgicos, a promoção e formação das vocações de especial consagração, elaboração de subsídios para a catequese, o compromisso ecumênico, as relações com as autoridades civis, a defesa da vida humana, desde a concepção até a morte natural, a santidade da família e do matrimônio entre homem e mulher, o direito dos pais a educar seus filhos, a liberdade religiosa, os outros direitos humanos, a paz e a justiça social." Bento XVI concluiu seu discurso aos bispos de Goiás, Tocantins e Distrito Federal assegurando sua afetuosa proximidade ao povo do Brasil, confiado à intercessão materna da Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida.A visita "ad Limina" dos bispos do Regional Centro-Oeste prosseguirá até o próximo sábado, dia 20. Antes do encontro no final da manhã desta segunda-feira com o Santo Padre, os bispos celebraram uma missa, às 7h30 locais, na Basílica de São Pedro.Após a missa, às 9h30 locais, fizeram uma visita à Pontifícia Comissão para a América Latina, no âmbito dos encontros nos diversos organismos da Cúria Romana. Trata-se de atividades que são parte constitutiva da visita "ad Limina". (RL)

Fonte: RV

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O CAMINHO DA CERTEZA DIVINA


CERTEZA CRISTÃ

São José do Rio Preto, 14 out (RV) -
O mundo é das incertezas. Não podemos ter plena segurança na fidelidade das pessoas. O que conta e nos dá a plena firmeza é a fé. É o caminho da certeza da justiça divina. Só quem acredita em Deus consegue viver de mãos erguidas e de confiança num mundo melhor.
Moisés teve uma atitude bonita. Colocou-se na posição de súplica a Deus pedindo para que seu povo vencesse na guerra. Mesmo na condição de chefe, sentiu seus limites e passou a confiar na força de Javé. Enquanto permanecia de mãos erguidas para o alto, seu povo vencia na luta.
No mundo dos mortais, não basta às pessoas terem conhecimento teórico e técnico. Nem sempre a ciência e a prática conseguem emitir uma certeza total. Estamos na condição temporal, no mundo que deve ser sempre construído e caminhar na busca da perfeição da obra da criação.
Corremos o risco do endeusamento de nós mesmos. Só Deus é perfeito e capaz de nos dar plena segurança e certeza. Aqui está o sentido da oração, da dependência que temos de algo perfeito, que só é encontrado em Deus. Ele é o juiz da perfeição e da total segurança.
A oração é um ato de insistência, de quem pede para quem é capaz de responder com segurança. Deus é como juiz, que toma partido do lado de quem precisa e de quem está vivendo nos limites de suas necessidades e de sua dignidade. O juízo de Deus não tem parcialidade. Ele atende a quem tem interesse pelos valores do Reino. Olha para aqueles que sofrem as injustiças causadas pelas maldades do mundo. Leva em conta as atitudes de insistência na vivência da fé.
Nem sempre temos as forças necessárias para cumprir as tarefas que o mundo exige. Não é fácil sentir a mão protetora de Deus na vida cotidiana. Por isto o nosso coração deve ser sempre confiante na ação divina. Mãos ao alto em atitude de indefesa, desarmada, frágil e vulnerável. A fé é a fonte da oração.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto

sábado, 26 de junho de 2010

BELGICA - ESPANTO" PELA VIOLAÇÃO DE TÚMULOS

VATICANO MANIFESTA "ESPANTO" PELA VIOLAÇÃO DE TÚMULOS EM BUSCA EFETUADA PELA JUSTIÇA BELGA


Bruxelas - Belgica - Palácio da Justiça, onde nem tudo são flores

Cidade do Vaticano,


- O Vaticano manifestou seu "espanto" diante da abertura de túmulos, no contexto das buscas efetuadas nesta quinta-feira, pela Justiça belga, no território do Arcebispado de Malines-Bruxelas, mas reiterou sua "firme condenação contra todo e qualquer ato pecaminoso e criminoso de abuso de menores por parte de membros da Igreja".

Num comunicado oficial da Secretaria de Estado, a Santa Sé indica "a necessidade de reparar e confrontar tais atos, em conformidade com as exigências da Justiça e os ensinamentos do Evangelho".

De acordo com a imprensa da Bélgica, as buscas feitas na sede do Arcebispado, em seguida a novas denúncias contra membros do clero do país, estenderam-se à cripta da Catedral Saint Rombout, em Malines.

Os policiais estariam à procura de um dossier sobre pedofilia, que – supostamente – estaria escondido num túmulo.
A Secretaria de Estado exprimiu "vivo espanto pela modalidade com que foram feitas algumas buscas conduzidas ontem pelas autoridades judiciais belgas, e seu ressentimento pelo fato de terem sido violadas as sepulturas dos cardeais Jozef-Ernest Van Roey e Léon-Joseph Suenens, falecidos arcebispos de Malines-Bruxelas".

A nota do Vaticano comentou a ação, expressando "pesar" contra "algumas infrações à confidencialidade" "à qual têm direito as vítimas que motivaram a realização dessas buscas".
De acordo com o comunicado, as opiniões foram discutidas pessoalmente pelo secretário vaticano das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, e pelo embaixador da Bélgica junto à Santa Sé, Charles Ghislain.

A Igreja belga é uma das atingidas pelos episódios de pedofilia denunciados, recentemente, em várias partes do mundo, e que teriam sido cometidos por membros do clero.
Em abril, o bispo emérito de Bruges, Dom Roger Joseph Vangheluwe, teve sua renúncia aceita pelo papa, após ter enviado uma carta à Santa Sé, na qual admitia ter abusado sexualmente de uma criança, durante anos.

O Santo Padre acaba de nomear o novo bispo de Bruges. Trata-se de Dom Jozef De Kesel.A busca de documentos na sede do Arcebispado belga foi condenada pela Conferência Episcopal do país.

De acordo com o porta-voz da entidade, Eric de Beukelaer, a medida "vai contra o direito à reserva, que deve ser garantido às vítimas" de pedofilia.

"Não foi uma experiência agradável, mas tudo se desenvolveu de modo correto" – disse ele.
Por sua vez, o arcebispo de Malines-Bruxelas, Dom André Joseph Leonard, primaz da Bélgica, afirmou que a magistratura "tinha o direito de fazer aquilo que desejava", mas que ficou "chocado" pelo método adotado.

Dom Leonard enfatizou que durante as buscas "foram abertos túmulos na catedral e confiscados computadores e os livros de contabilidade sobre a administração do pessoal". (AF)


Fonte: RV

domingo, 31 de janeiro de 2010

NÃO SEPARAR CARIDADE E JUSTIÇA NOS PROCESSOS DE NULIDADE MATRIMONIAL

PAPA EXORTA ROTA ROMANA A "NÃO SEPARAR CARIDADE E JUSTIÇA NOS PROCESSOS DE NULIDADE MATRIMONIAL"

Cidade do Vaticano,

- Sentenciar a nulidade de um matrimônio sem respeitar a objetividade do Sacramento, apenas para a satisfação subjetiva dos solicitantes que se encontram numa posição de irregularidade, significa instrumentalizar a verdade e a justiça e manifestar um equivocado sentido de caridade.
Com clareza, Bento XVI dirigiu-se em audiência aos membros do Tribunal da Rota Romana, recebidos na Sala Clementina, no Vaticano, para o início do Ano judiciário.
O Santo Padre afirmou que solicitude e tempestividade jamais devem ser entendidos em detrimento da "indissolubilidade" do vínculo matrimonial.O pontífice ressaltou que o matrimônio "goza do favor do direito":"Portanto, em caso de dúvida, ele deve ser considerado válido até que se prove o contrário.
Do contrário, corre-se o risco de permanecer sem um ponto de referência objetivo para os pronunciamentos acerca da nulidade, transformando toda dificuldade conjugal num sintoma de falta de vivência de uma união cujo núcleo essencial de justiça - o vínculo indissolúvel – é, de fato, negado."Bento XVI expôs a sua reflexão sobre a relação justiça, caridade e verdade, chamando em causa algumas das afirmações mais pertinentes contidas em sua encíclica Caritas in veritate. É necessário levar em consideração - observou – a difusa e radicada tendência, embora nem sempre manifesta, que leva a contrapor a justiça à caridade, quase como se uma excluísse a outra:"Nesta linha, referindo-se mais especificadamente à vida da Igreja, alguns consideram que a caridade pastoral poderia justificar todo passo rumo à declaração da nulidade do vínculo matrimonial para ir ao encontro das pessoas que se apresentam em situação matrimonial irregular. A própria verdade, embora invocada em palavras, tenderia assim a ser vista numa ótica instrumental, que se adaptaria em cada situação às diversas exigências que se apresentam.
"O pontífice estigmatizou que esse modo errado de proceder subjaz naquela mentalidade – presente, ressaltou, também dentro da Igreja – que por vezes subestima o Direito Canônico "como se ele – observou – fosse um mero instrumento técnico a serviço de qualquer interesse subjetivo, não fundado na verdade". Vice-versa, somente se a justiça e a verdade sobre o matrimônio cristão são corretamente entendidos, é possível compreender o lugar que cabe à caridade no juízo.
Bento XVI reiterou que a ação de quem administra a justiça "não pode prescindir da caridade", a partir daquela "devida tempestividade" à qual exorta o artigo 72 da Instrução Dignitas Connubii, segundo o qual "salva a justiça", todas as causas devem se prolongar por "não mais de um ano no tribunal de primeira instância", e por "não mais de seis meses" no tribunal de segunda instância. Ademais – observou ainda o papa – não se deve deixar de lado o esforço para instaurar entre as partes um clima de disponibilidade humana e cristã, fundada na busca da verdade. (RL)

Fonte: RV

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PAZ FUDAMENTADA NO AMOR, JUSTIÇA, VERDADE E LIBERDADE

Urgência de paz fundada no amor, justiça, verdade e liberdade
Intervenção da Santa Sé no conselho ministerial da OSCE

CIDADE DO VATICANO,

- Hoje é cada vez mais urgente “uma conversão comum à paz, uma paz fundada em sólidos pilares de amor, justiça, verdade e liberdade”, disse o arcebispo Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, intervindo no 17º conselho ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Atenas.
A OSCE, cuja sede principal se encontra em Viena (Áustria), foi fundada em 1975 em Helsinki, como Conferência para a Segurança e Cooperação na Europa.
Atualmente, é a maior organização para a segurança regional no mundo, com 56 Estados membros da Europa, Ásia Central e América do Norte.
Ao tomar a palavra no encontro, no dia 1º de dezembro, o prelado – segundo informou o jornal vaticano L’Osservatore Romano – elogiou o “Processo de Corfu”, lançado em junho passado, no final de um encontro informal no âmbito ministerial da OSCE, com o fim de estabelecer um novo diálogo sobre o futuro da segurança europeia.
Dom Mamberti expressou a estima da Santa Sé pelas iniciativas empreendidas pela presidência grega, com o fim de reforçar o funcionamento dos instrumentos e mecanismos disponíveis para a prevenção dos conflitos e para a reabilitação pós-conflito.
No entanto, precisou, os importantes passos no controle dos armamentos não podem eclipsar as “guerras esquecidas” e as “hostilidades prorrogadas” que continuam causando mortos e danos, “frequentemente no silêncio e na indiferença de setores consideráveis da opinião pública”.
Além disso, precisou, “não haverá paz na terra se perdurarem a opressão dos povos, as injustiças e os desequilíbrios econômicos que ainda existem”.
Sobre a agenda da OSCE para os próximos anos, Dom Mamberti sublinhou a centralidade da relação entre políticas migratórias e segurança.
Atualmente, observou, há mais de 200 milhões de pessoas no mundo que vivem e trabalham em países diferentes daquele em que nasceram e do qual era cidadãs.
A situação reflete políticas encaminhadas “a responder a emotivas e acesas exigências de controle e de integração por parte da opinião pública”.
“No entanto – acrescentou – as vantagens concretas aceitas através da acolhida aos imigrantes se ofuscam frequentemente por uma atitude ambivalente nos meios de comunicação social e na opinião pública, que permitem generalizações negativas que criam estereótipos dos que chegam.”
Daqui deriva a “necessidade de prestar maior atenção aos próprios migrantes e não somente ao seu papel econômico de força de trabalho e de colonos permanentes”, e de reforçar “todo o sistema de tutela e de direitos humanos que não pode ser relegado a um papel secundário de apoio”.
Neste campo, o arcebispo Mamberti qualificou como de primária importância a reagrupação familiar e também a educação dos migrantes, de maneira que possam ser mais conscientes dos seus direitos.
O representante vaticano aludiu aos numerosos atos de intolerância e violações da liberdade religiosa que “continuam sendo perpetrados sob numerosas formas”.
Lamentavelmente, indicou, “com o aumento da intolerância religiosa no mundo, está bem documentado que os cristãos são o grupo religioso mais discriminado, dado que mais de 200 milhões deles, de diferentes confissões, poderiam encontrar-se em situação de dificuldade por causa de estruturas legais e culturais que os levam a ser discriminados”.
À luz de tudo isso, convidou a considerar as comunidades religiosas não “como fontes de conflitos sociais ou culturais, mas como um fator importante de promoção da paz, compreensão recíproca e valores humanos comuns”.

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

SINOS TOCAM PELA JUSTIÇA CLIMATICA


Sinos do mundo inteiro tocarão para pedir justiça climática
Cáritas Internacional convida a unir-se à iniciativa no dia 13 de dezembro
Por Nieves San Martín

ROMA,

-Por ocasião da cúpula de Copenhague (Dinamarca) sobre a mudança climática, a Cáritas Internacional e o Conselho Mundial das Igrejas fizeram um convite a tocar os sinos do mundo inteiro no próximo dia 13 de dezembro, quando as negociações chegarem ao seu ponto crucial.
Às 15hs desse mesmo dia, após uma celebração ecumênica na catedral luterana de Copenhague, em todas as igrejas da Dinamarca os sinos serão tocados, com o fim de enviar uma mensagem única a todos os líderes do mundo, exortando-os para que adotem medidas urgentes diante da mudança climática.
Convidam-se os cristãos do mundo inteiro a participarem, tocando os seus próprios sinos, tambores, gongos, berrantes etc., 350 vezes.
Por que 350 vezes? Porque este número se refere a 350 partes por milhão (ppm): este é o limite máximo seguro de CO2 na atmosfera, segundo muitos cientistas, especialistas no clima e governos.
Durante toda a história da humanidade, até 200 anos atrás, a atmosfera continha 275ppm de CO2, mas agora a concentração se eleva a 390ppm. A menos que reduzamos de novo rapidamente os níveis de CO2, corre-se o perigo de alcançar pontos de inflexão e de provocar efeitos irreversíveis, como o derretimento da capa de gelo da Groenlândia e a existência de importantes emanações de metano, devido ao desgelo do permafrost, afirmam os organizadores.
A secretária-geral da Cáritas Internacional, Lesley-Anne Knight, fará os sinos de Copenhague ressoar, com os membros da delegação da Cáritas-CIDSE que assistem à cúpula e com destacados líderes da Igreja Católica.
Os sinos das igrejas ressoarão às 15h (horário local), em todos os fusos horários do mundo, começando pelas Fiyi, no Pacífico Sul, onde sai o sol, e continuarão ressoando ao redor do globo, até as 15h de Copenhague e de toda a Europa.
Diversas dioceses do mundo se unirão ao ato para pedir justiça climática.
Os bispos do Uruguai se uniram à iniciativa com uma mensagem na qual exortam a tocar os sinos das igrejas do país e pedem a todas as dioceses que adiram a esta manifestação universal.
“A Cáritas Internacional, por intermédio da Cáritas Uruguaia – afirmam os bispos uruguaios –, convida a que todas as paróquias do nosso país unam seus corações e vozes tocando seus sinos para ajudar a salvar o planeta da mudança climática.”
Para mais informações : http://www.oikoumene.org/es/novedades/eventos/ev/se/article/1634/toque-de-campanas-por-la.html.

Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O GRITO DOS EXCLUÍDOS

DOM STRINGHINI CONVOCA PARA GRITO DOS EXCLUÍDOS

São Paulo,


- O Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, Dom Pedro Luiz Stringhini, enviou uma carta de apoio ao 15º Grito dos Excluídos 2009.
O Grito dos Excluídos se realiza anualmente em várias cidades brasileiras: é uma grande manifestação popular para denunciar as situações de exclusão social e assinalar as possíveis saídas e alternativas.
Na carta, o bispo auxiliar de São Paulo convoca comunidades, Igrejas, escolas, universidades e organizações sociais, para as diversas atividades nacionais do Grito dos Excluídos, que se realiza em localidades de todos os estados do país na semana que antecede o dia 7 de setembro.
Em seus 15 anos de existência, o Grito dos Excluídos vem se afirmando como a mais importante mobilização popular em vista da construção de um projeto popular para o Brasil.
A edição deste ano tem como tema “Vida em primeiro lugar,a força da transformação está na organização popular”.
A intenção é anunciar, em diferentes manifestações populares, os sinais de esperança, através da unidade, da organização e da luta popular, e ao mesmo tempo, denunciar todas as formas de injustiça que causam em nosso país a destruição e a precarização da vida do povo e do planeta. Em Aparecida/SP, simultaneamente ao grito, no dia 07 de setembro se realiza a 22ª Romaria dos Trabalhadores, que neste ano tem como lema: “A sabedoria dos pobres derrota as armas dos poderosos”.
Dom Luis Stringhini explica que o Grito visa também: lutar contra as formas de exclusão e as causas que levam o povo a viver em condições de vida precárias e, muitas vezes, sem perspectiva de futuro; denunciar a política econômica que privilegia o capital financeiro em detrimento dos direitos sociais básicos; construir alternativas que tragam esperança aos excluídos e perspectivas de vida para as comunidades locais; promover a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia; multiplicar assembléias populares para discutir a organização social a partir do Município, fortalecendo o poder popular. Diante de situações de exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e o direito a uma vida digna para todo o ser humano. O compromisso com esta causa nos compromete no esforço de superação da exclusão em nosso país, participando da construção de uma sociedade justa e solidária.
A carta de Dom Pedro Luiz Stringhini está publicada na íntegra no site da CNBB. (CM)


Fonte: RV

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

BENTO XVI SOLICITA GENEROSIDADE E JUSTIÇA PARA COMBATER A FOME

PAPA PEDE GENEROSIDADE E JUSTIÇA PARA COMBATER A FOME

Cidade do Vaticano,
- O papa enviou sua mensagem ao diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, Jacques Diouf, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, que nesta edição tem como tema “A segurança mundial: os desafios das mudanças climáticas e das bio-energias”.
O Dia Mundial da Alimentação se celebra este ano em um momento particularmente difícil para a situação nutricional mundial.
A disponibilidade de alimentos é insuficiente em relação ao consumo e as condições climáticas contribuem para colocar em perigo a sobrevivência de milhões de homens, mulheres e crianças, obrigados a abandonar suas terras para procurar nutrição.
“Este é o momento – diz Bento XVI – de todos, ao lado da FAO, responderem em termos de solidariedade.
O papa indica uma medida, que ele define ‘corajosa’, para combater a fome e a desnutrição: eliminar as razões que impedem o respeito autêntico da dignidade das pessoas. Os meios e os recursos disponíveis hoje no mundo podem satisfazer as necessidades, sempre crescentes, de todos.
Assim sendo, por que não podemos evitar que tantas pessoas sofram a fome até as conseqüências mais extremas?
São muitos os motivos da coexistência de abundância e penúria de alimentos. “Podemos citar – explicou o papa – a corrida ao consumo; a falta de vontade de Estados e grupos de países em concluir negociações ou frear o egoísmo dos que atuam na especulação desenfreada, que influi no mecanismo de preços e consumos.
Governos que não administram bem seus recursos; que têm a coisa pública corrompida; que investem progressivamente em armas e tecnologias militares em detrimento das necessidades primárias das pessoas, desempenham um papel relevante.
Uma campanha eficaz contra a fome requer bem mais do que o simples estudo científico sobre o combate às mudanças climáticas ou o destino da produção agrícola.
"Antes de tudo – ressalta o pontífice – é necessário redescobrir o significado da pessoa humana em sua dimensão individual e comunitária; o fundamento da vida familiar; fonte de amor e afeto, e o sentido da solidariedade e da partilha".
É urgente o compromisso na promoção de uma justiça social efetiva na relação entre os povos, que nos conscientize que os bens da criação se destinam a todos, e que na comunidade mundial, a economia deve ser orientada para a divisão dos bens, para a sua durabilidade e a repartição dos benefícios decorrentes.
Uma condição essencial para incrementar os níveis de produção, garantir a identidade das comunidades indígenas e simultaneamente, a paz e a segurança no mundo, é garantir o acesso à terra, favorecendo os trabalhadores agrícolas e promovendo seus direitos.
Bento XVI garantiu ao diretor-geral da FAO que neste esforço, a Igreja católica está ao lado de sua Organização, assim como, desde 1948, a Santa Sé tem seguido suas atividades, apoiando seus esforços ao perseguir o compromisso com a causa do homem.
Isto significa, concretamente, a abertura à vida, o respeito da ordem da Criação e a adesão aos princípios éticos que constituem sempre a base do viver social.
Bento XVI encerra a mensagem invocando a benção do Senhor a todos os representantes das nações para que trabalhem com generosidade e senso de justiça em favor das pessoas desamparadas. (CM)

Fonte:RV