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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

O tempo é de Deus, o momento está nas nossas mãos

O tempo é de Deus, o momento está nas nossas mãos e na liberdade de como usá-lo – o Papa na missa desta terça-feira




O ser humano tem nas suas mãos o momento, mas só Jesus Cristo é o Senhor do tempo. Esta a mensagem principal da homilia do Papa Francisco na Capela da Casa de Santa Marta nesta terça-feira dia 26 de novembro.

A oração ajuda-nos a discernir cada momento da vida para vivermos na esperança. O Santo Padre refletiu sobre o texto do Evangelho do dia no qual Jesus explica aos fieis no Templo que coisa deverá acontecer antes do fim da humanidade, assegurando que nem sequer o pior drama deverá atirar para o desespero quem crê em Deus:

“E o cristão é um homem ou uma mulher que sabe viver no momento e que sabe viver no tempo. O momento é aquele que temos na mão agora: mas este não é o tempo, este passa! Talvez nós nos possamos sentir patrões do momento, mas é um engano: o tempo não é nosso, o tempo é de Deus! O momento está nas nossas mãos e também na nossa liberdade de como usá-lo. E mais: nós podemos tornar-nos em soberanos do momento, mas do tempo só há um soberano, um só Senhor, Jesus Cristo.”

“E para conhecer os verdadeiros sinais, para conhecer o caminho que devo tomar neste momento é necessário o dom do discernimento e a oração para fazê-lo bem. A virtude para olhar o tempo deve ser dada pelo Senhor: é a esperança! Oração e discernimento para o momento; esperança para o tempo.”

O Santo Padre concluiu a sua homilia dizendo que o cristão sabe esperar o Senhor no final dos tempos. Homem e mulher do momento e do tempo: de oração, discernimento e esperança.

“O cristão sabe esperar o Senhor no final dos tempos. Homem e mulher do momento e do tempo: de oração e discernimento e de esperança. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar com a sabedoria, que também é um dom d’Ele: a sabedoria que em cada momento nos leve a rezar e a discernir. E no tempo, que é o mensageiro de Deus, nos faça viver com esperança.” (RS)

Fonte: RV

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PAZ FUDAMENTADA NO AMOR, JUSTIÇA, VERDADE E LIBERDADE

Urgência de paz fundada no amor, justiça, verdade e liberdade
Intervenção da Santa Sé no conselho ministerial da OSCE

CIDADE DO VATICANO,

- Hoje é cada vez mais urgente “uma conversão comum à paz, uma paz fundada em sólidos pilares de amor, justiça, verdade e liberdade”, disse o arcebispo Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, intervindo no 17º conselho ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Atenas.
A OSCE, cuja sede principal se encontra em Viena (Áustria), foi fundada em 1975 em Helsinki, como Conferência para a Segurança e Cooperação na Europa.
Atualmente, é a maior organização para a segurança regional no mundo, com 56 Estados membros da Europa, Ásia Central e América do Norte.
Ao tomar a palavra no encontro, no dia 1º de dezembro, o prelado – segundo informou o jornal vaticano L’Osservatore Romano – elogiou o “Processo de Corfu”, lançado em junho passado, no final de um encontro informal no âmbito ministerial da OSCE, com o fim de estabelecer um novo diálogo sobre o futuro da segurança europeia.
Dom Mamberti expressou a estima da Santa Sé pelas iniciativas empreendidas pela presidência grega, com o fim de reforçar o funcionamento dos instrumentos e mecanismos disponíveis para a prevenção dos conflitos e para a reabilitação pós-conflito.
No entanto, precisou, os importantes passos no controle dos armamentos não podem eclipsar as “guerras esquecidas” e as “hostilidades prorrogadas” que continuam causando mortos e danos, “frequentemente no silêncio e na indiferença de setores consideráveis da opinião pública”.
Além disso, precisou, “não haverá paz na terra se perdurarem a opressão dos povos, as injustiças e os desequilíbrios econômicos que ainda existem”.
Sobre a agenda da OSCE para os próximos anos, Dom Mamberti sublinhou a centralidade da relação entre políticas migratórias e segurança.
Atualmente, observou, há mais de 200 milhões de pessoas no mundo que vivem e trabalham em países diferentes daquele em que nasceram e do qual era cidadãs.
A situação reflete políticas encaminhadas “a responder a emotivas e acesas exigências de controle e de integração por parte da opinião pública”.
“No entanto – acrescentou – as vantagens concretas aceitas através da acolhida aos imigrantes se ofuscam frequentemente por uma atitude ambivalente nos meios de comunicação social e na opinião pública, que permitem generalizações negativas que criam estereótipos dos que chegam.”
Daqui deriva a “necessidade de prestar maior atenção aos próprios migrantes e não somente ao seu papel econômico de força de trabalho e de colonos permanentes”, e de reforçar “todo o sistema de tutela e de direitos humanos que não pode ser relegado a um papel secundário de apoio”.
Neste campo, o arcebispo Mamberti qualificou como de primária importância a reagrupação familiar e também a educação dos migrantes, de maneira que possam ser mais conscientes dos seus direitos.
O representante vaticano aludiu aos numerosos atos de intolerância e violações da liberdade religiosa que “continuam sendo perpetrados sob numerosas formas”.
Lamentavelmente, indicou, “com o aumento da intolerância religiosa no mundo, está bem documentado que os cristãos são o grupo religioso mais discriminado, dado que mais de 200 milhões deles, de diferentes confissões, poderiam encontrar-se em situação de dificuldade por causa de estruturas legais e culturais que os levam a ser discriminados”.
À luz de tudo isso, convidou a considerar as comunidades religiosas não “como fontes de conflitos sociais ou culturais, mas como um fator importante de promoção da paz, compreensão recíproca e valores humanos comuns”.

Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

LIBERDADE RELIGIOSA

A liberdade religiosa no mundo
Pesquisa anual é publicada pelo Departamento de Estado dos EUA
Por Pe. John Flynn, L.C.

ROMA,

- Ignorado pela mídia, o Departamento de Estado dos EUA divulgou, no dia 26 de outubro, seu último Relatório Anual sobre a liberdade religiosa internacional, que traz levantamentos em 198 países e territórios.
Antes de detalhar sobre cada país, a introdução do relatório explica que o governo dos Estados Unidos considera importante defender a liberdade religiosa.
"A liberdade religiosa é um direito de todas as pessoas, independentemente de que elas tenham ou não fé", afirma.
A introdução também assinala o conceito de bem comum. "Em suma, a liberdade tende a canalizar as paixões e convicções de fé em atos de serviço e empenho positivo na praça pública", afirma o texto.
Através de uma perspectiva mais política, o Departamento de Estado afirma que, quando os grupos religiosos e as ideias são reprimidos, tendem a se radicalizar e isso pode fomentar o individualismo ou insurreição.
No âmbito internacional, o relatório argumenta que, se os governos manipularem a religião ou marginalizarem os grupos, só ajudariam os grupos radicais que, por sua vez, são uma ameaça à segurança global.
"Ambientes que visam à liberdade religiosa sólida, por outro lado, promovem a harmonia comunitária e encorajam as vozes da moderação para que refutem os extremistas por motivos religiosos," conclui a introdução.
Violações
Uma seção do relatório aborda os países onde as violações da liberdade religiosa têm sido mais nítidas. Dentre eles está o Afeganistão. “O estudo observa como a Constituição estabelece o Islamismo como a religião de Estado e que nenhuma lei pode ser contrária às crenças e às disposições da sagrada religião do Islã”.
O Departamento de Estado comenta que os não-muçulmanos, os grupos minoritários, incluindo os cristãos, hindus e sikhs, continuam a enfrentar casos de discriminação e perseguição. Analisou que outro problema é o da conversão. Muitos cidadãos, de acordo relatório, entendem a conversão como se ela estivesse contrariando os princípios do Islamismo e da sharia.
No Egito, a análise observa que, enquanto a Constituição prevê a liberdade de crença e a execução de ritos religiosos, na prática, o governo impõe certas restrições a estes direitos. Na verdade, o respeito pela liberdade religiosa, por parte das autoridades, diminuiu durante o período analisado, de acordo com o Departamento de Estado.
Isto se deveu principalmente à falta de investigação e processo aos perpetradores da violência sectária. Esta prática, acrescentou o relatório, contribuiu para a que as agressões fossem repetidas, devido ao senso de impunidade.
Cristãos e membros da fé Baha'i enfrentam discriminação pessoal e coletiva em muitas áreas, afirmou o relatório. Um exemplo dado foi o de um tribunal que condenou um padre copta a cinco anos de trabalho forçado por fazer o casamento entre uma copta e um convertido do islamismo que apresentava um documento de identidade falso.
No Paquistão, o relatório não poupa palavras e afirma que: a legislação "discriminatória e a incapacidade do governo para tomar medidas contra as forças sociais hostis àqueles que praticam uma crença religiosa diferente promovem a intolerância religiosa, os atos de violência e a intimidação contra as minorias religiosas".
Em geral, a discriminação contra as minorias religiosas foi generalizada junto aos grupos extremistas e indivíduos visando congregações religiosas.
O Irã e o Iraque foram apontados pelo relatório como países problemáticos, a respeito da liberdade religiosa. O estudo mostra que, apesar de garantias constitucionais, há discriminação, na prática, daqueles que não são muçulmanos xiitas.
O presidente Mahmoud Ahmadinejad também foi mencionado no relatório devido a seu "virulento antissemitismo", que inclui questionar a existência e a dimensão do Holocausto.
O governo iraniano reforçou sua proibição de proselitismo por parte de alguns grupos cristãos, acompanhando de perto as suas atividades, fechando algumas igrejas e prendendo cristãos convertidos.
No Iraque, a existência de garantias constitucionais estava viciada pela violência dos terroristas e organizações criminosas que restringem o livre exercício da religião e representam uma ameaça significativa para o país vulnerável às minorias religiosas, declara o relatório.
"Muito poucos foram os autores de violência cometida contra os cristãos e outras minorias religiosas no país que têm sido punidos", disse o Departamento de Estado.
Ataques
A Índia, onde houve numerosos incidentes de violência contra os cristãos, também foi tratada no relatório. O Departamento de Estado comentou que alguns governos estaduais e municipais impuseram limites à liberdade religiosa.
Extremistas religiosos empenharam numerosos ataques terroristas em todo o país durante o período de um ano coberto pelo relatório. O Departamento de Estado mencionou a violência que eclodiu em agosto de 2008, em Orissa, quando, de acordo com estatísticas do governo, 40 pessoas morreram e 134 ficaram feridas.
Segundo vários relatos independentes, cerca de 3.200 refugiados permaneciam em campos de refugiados, contra 24.000 na sombra da violência, observou o relatório.
Na Birmânia, o governo continuou a se infiltrar e controlar as atividades de praticamente todas as organizações, inclusive religiosas, segundo o relatório. Além disso, as autoridades sistematicamente restringem o clero budista na promoção dos direitos humanos e da liberdade política.
Restrições sobre os cristãos e outras minorias budistas também continuaram por todo o país, segundo o relatório.
No Vietnã, o relatório afirmou que, embora o respeito pela liberdade religiosa continue a melhorar em alguns aspectos, os problemas permanecem significativos. Assim, durante o ano analisado, o governo concedeu o reconhecimento nacional de cinco denominações protestantes e algumas religiões adicionais.
Mas houve reivindicações de propriedade não resolvidas com praticamente todos os grupos religiosos, algumas resultando em grandes protestos católicos, os quais foram reprimidos.
O Departamento de Estado lançou algumas palavras fortes quando chegou à China. O relatório comenta que durante o período de um ano, os funcionários continuaram controlando e, às vezes, interferindo nos grupos religiosos e espirituais.
Em algumas áreas o governo viola os direitos de membros dos grupos católicos e protestantes, muçulmanos, budistas tibetanos e membros da Falun Gong.
As autoridades também se opõem fortemente à profissão de lealdade para com a liderança religiosa fora do país, mais notadamente o Papa e o Dalai Lama, observou o relatório. A repressão na China permanece grave, de acordo com o relatório.
Reação
Em um comunicado publicado junto ao relatório, diz-se que a Comissão dos EUA de Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) pediu uma renovada preocupação internacional com estas situações.
O comunicado explica que um país que tenha violado gravemente a liberdade religiosa deve ser designado como um "país de preocupação particular" (CPCs), de acordo com a Lei de Liberdade Religiosa Internacional. O governo dos Estados Unidos, então, é obrigado a tomar medidas, que vão desde a negociação de um acordo bilateral até sanções.
USCIRF indica que 13 países - Mianmar, Eritreia, Irã, Iraque, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, China, Arábia Saudita, Sudão, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã – sejam notificados.
A imprensa também afirmou que USCIRF recomenda ações mais fortes a serem tomadas contra oito países que atualmente foram listados como CPCs pelo Departamento de Estado: Birmânia, Eritreia, Irã, Coreia do Norte, China, Arábia Saudita, Sudão e Uzbequistão.
O Papa Bento XVI, recentemente, tratou o tema “liberdade religiosa” quando se dirigiu ao novo embaixador do Irã junto à Santa Sé. Em seu discurso, do dia 29 de outubro, o Santo Padre disse que "entre os direitos universais, a liberdade religiosa e a liberdade de consciência ocupam um lugar essencial, porque são a fonte das outras liberdades".
Curiosamente, tanto a Igreja Católica como o Departamento de Estado concordam que a liberdade religiosa é um direito funda


Fonte: ZENIT.org

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

VERBO DIVINO NÃO É PROSELITISMO, MAS LIBERDADE DE APRESENTAR VALORES SALVÍFICOS DO EVANGELHO


SÍNODO: VERBO DIVINO NÃO É PROSELITISMO, MAS LIBERDADE DE APRESENTAR VALORES SALVÍFICOS DO EVANGELHO


Cidade do Vaticano,
- A XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre o tema "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja" chegou esta manhã à sua 18ª congregação geral. Os trabalhos centralizaram-se nos primeiros relatórios dos círculos menores, divididos em cinco áreas lingüísticas: italiano, francês, inglês, espanhol e alemão.Ouçamos o enviado do Programa Brasileiro à assembléia sinodal, Pe. Cesar Augusto dos Santos Esses e outros temas serão afrontados nas proposições finais do Sínodo. Concluindo os trabalhos desta manhã, os padres sinodais reafirmaram o direito de todos, de receber o anúncio do Verbo divino, sublinhando que não se trata de proselitismo, mas sim da liberdade de apresentar a todos os valores salvíficos do Evangelho.Os padres sinodais pediram maior atenção para com os pobres, os marginalizados, os deficientes e os surdos-mudos, e um maior reconhecimento para com as associações e grupos que promovem os direitos humanos.Mas voltemos aos temas colocados em debate esta manhã, dentre os quais destacamos a lectio divina, sobre a qual nos fala o prior da Comunidade Monástica de Bose, Pe. Enzo Bianchi, que participa dos trabalhos na qualidade de especialista. A ele perguntamos qual é a contribuição da sua comunidade à assembléia sinodal...Pe. Enzo Bianchi:- "Essencialmente, creio, a longa experiência da lectio divina, um caminho que eu e minha comunidade quase que inauguramos, 40 anos atrás, e que hoje é recomendado pelo papa, como caminho privilegiado para o encontro com o Senhor Jesus. A nossa fé é uma fé segundo as Escrituras e, conseqüentemente, não se pode encontrar Jesus sem conhecer os Evangelhos que falam d'Ele e que O testemunham. Nesse sentido, creio que será necessário realmente, que o Sínodo encoraje a lectio divina e que ela possa ser considerada como algo de específico e de perseverante na comunidade cristã."P. Padre, durante os trabalhos sinodais se falou freqüentemente sobre o diálogo religioso, de modo particular com o Islamismo e o Judaísmo, mas também com o Budismo e o Hinduísmo e até mesmo com o Confucionismo. Nesse contexto, foram ressaltados os valores comuns, entre os quais a vida monástica... Pe. Enzo Bianchi:- "Sim, existem valores comuns que são certamente vias de espiritualidade, entre as quais a vida monástica. Todavia, é preciso ter presente a especificidade do Cristianismo. No coração do Cristianismo não existe um caminho ético, um caminho disciplinar, um caminho de espiritualidade, mas existe Jesus Cristo, existe realmente um Deus feito homem, vindo em meio a nós, e é o Salvador do mundo. Eu creio que nós, cristãos, temos efetivamente o dever de dialogar com todos, mas mantendo essa certeza no coração, porque a nossa experiência é uma experiência de salvação feita justamente por causa do Senhor vivo, Jesus." (AF)

Fonte: RV

domingo, 5 de outubro de 2008

PAPA BENTO XVI REIVINDICA GARANTIA DA PLENA LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO

BENTO XVI NO QUIRINAL REIVINDICA GARANTIA DA PLENA LIBERDADE RELIGIOSA NO MUNDO
Roma,
- Em visita ao Quirinal _ o palácio presidencial da Itália _ Bento XVI reafirma o desejo da Igreja de colaborar para o bem comum no país, no respeito pela soberania italiana e vaticana.
No final da manhã deste sábado, o pontífice deixou o Vaticano com destino ao palácio presidencial italiano _ o Quirinal, antiga residência dos papas _ para uma visita oficial ao Presidente Giorgio Napolitano.
A Igreja jamais deixará faltar o amparo ao bem comum da Itália, não obstante as dificuldades econômicas e sociais do momento. Mas a Igreja espera, por sua vez, respeito por sua ação pastoral, sem por isso, reivindicar privilégios nem lesar a liberdade de quem quer que seja. Esse foi, em síntese, o teor do discurso de Bento XVI durante a visita que fez ao presidente da Itália, ocasião em que reafirmou a importância da colaboração entre a Santa Sé e o Estado italiano, no reconhecimento da legítima soberania de ambos.
Ao atravessar pela segunda vez os umbrais do palácio presidencial italiano _ a primeira vez foi no dia 24 de junho de 2005, ocasião em que foi recebido pelo então Presidente Carlo Azeglio Ciampi _ o pontífice recordou que o local já fora _ numa época não tão distante _ palco de tantas felizes, mas também tristes, páginas da história do papado.
Bento XVI lembrou a chamada "questão romana", entre 1879 e 1929, quando a Itália desejava estabelecer um único Estado, englobando o Estado da Cidade do Vaticano, enquanto a Santa Sé estava preocupada em manter a própria independência, a fim de garantir a missão universal da Igreja.
"Esta minha visita é uma confirmação de que as colinas do Quirinal e do Vaticano não se ignoram ou se afrontam com rancor; são, ao invés _ ponderou o papa _ lugares que simbolizam o mútuo respeito pela soberania do Estado e da Igreja, prontos a colaborar para promover e servir o bem integral da pessoa humana e o pacífico desenvolvimento da convivência social.
"Acompanhado, entre outros, pelo cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e pelo cardeal vigário do papa para a diocese de Roma, Agostino Vallini, Bento XVI chegou ao Quirinal por volta das 11h, depois de um sugestivo percurso pelas ruas de Roma _ que passara em poucos momentos, de um ameno clima outonal, com sol brilhante, para uma chuva de granizos, com a brusca queda da temperatura.Escoltado por policiais em motocicleta até a famosa Praça Veneza, o papa foi saudado pelo prefeito de Roma, Gianni Alemanno.
A seguir, o cortejo prosseguiu rumo ao Quirinal, escoltado por policiais a cavalo, em traje de gala. Na torre do palácio presidencial, a bandeira vaticana tremulava ao lado da tricolor italiana.Após as honras militares e a saudação às autoridades institucionais reunidas no Salão das Tapeçarias, o Presidente Napolitano e Bento XVI conversaram a sós, por mais de meia hora.
A seguir, foram feitos os discursos oficiais, no Salão de Festas.Tomando como ponto de partida São Francisco, cuja memória litúrgica se celebra hoje, Bento XVI observou que na figura desse santo, que atrai a devoção dos fiéis assim como daqueles que não crêem, podemos perceber a imagem da perene missão da Igreja, em seu relacionamento com a sociedade civil.
"A Igreja na época atual, de profundas e sofridas mutações _ observou o Santo Padre _ continua a propor a todos a mensagem de salvação do Evangelho, e se empenha a contribuir para a edificação de uma sociedade fundada na verdade e na liberdade, no respeito à vida e à dignidade humana, na justiça e na solidariedade social."
"Para levar a termo essa sua missão _ ressaltou Bento XVI _ a Igreja em todas as partes e sempre, deve poder gozar do direito da liberdade religiosa, considerado em toda a sua amplitude. Falando à Assembléia das Nações Unidas, que este ano celebra os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, fiz questão de reafirmar que "não se pode limitar a plena garantia da liberdade religiosa e do livre exercício do culto; ao contrário, deve ser tida na justa consideração, a dimensão pública da religião e, portanto, a possibilidade de os fiéis fazerem a sua parte na construção da ordem social".
"Para fazer isso, todavia, "a Igreja não mira o poder nem pretende privilegiar ou aspirar a posições de vantagem econômica e social" _ repetiu Bento XVI, com as mesmas palavras proferidas no ano passado, tocando um dos pontos mais delicados das relações entre os católicos e a sociedade civil.
"Não há razão de temer _ sublinhou o pontífice _ que a Igreja e seus membros faltem com o cumprimento de seus deveres em detrimento da liberdade. Mas a Igreja e seus membros esperam que lhes seja reconhecida a liberdade de não trair a própria consciência iluminada pelo Evangelho.
"Por parte da Igreja, o pontífice assegurou: "Os pastores e os fiéis continuarão a dar sua importante contribuição para construir, mesmo nestes momentos de incerteza econômica e social, o bem comum do país, assim como da Europa e de toda a família humana, com particular atenção aos pobres e marginalizados, aos jovens em busca de emprego e aos que estão desempregados, às famílias e aos anciãos que, com dificuldade e empenho, construíram o nosso presente e, por isso mesmo, merecem a gratidão de todos.
"Em sua saudação ao papa, o Presidente Napolitano falara de "sintonia" com a visão de Bento XVI sobre a necessidade de construir um progresso humano e civil, no "respeito à dignidade humana em todas as suas formas, e em todos os lugares", condenando as novas manifestações de discriminação racial que vêm ocorrendo em diversos países.
Essa foi a sétima vez _ desde 1939 _ que um presidente da República Italiana recebeu no Quirinal, um pontífice romano.
O Presidente Napolitano, por sua vez, foi hóspede do pontífice, no Vaticano, no dia 20 de novembro de 2006, cinco meses depois de ter sido eleito como chefe de Estado. (AF)

Fonte: RV