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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Evangelho: Exortação Apostólica do Papa Francisco

"A alegria do Evangelho": publicada a Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual




"A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus": assim inicia a Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" com a qual o Papa Francisco desenvolve o tema do anúncio do Evangelho no mundo de hoje, recolhendo por outro lado a contribuição dos trabalhos do Sínodo que se realizou no Vaticano de 7 a 28 de Outubro de 2012, com o tema "A nova evangelização para a transmissão da fé". "Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos - escreve o Papa - para os convidar a uma nova etapa de evangelização marcada por esta alegria e indicar direcções para o caminho da Igreja nos próximos anos" (1).


O Papa convida a "recuperar a frescura original do Evangelho”, encontrando "novas formas" e "métodos criativos", sem deixarmos enredar Jesus nos nossos "esquemas monótonos" (11). Precisamos de uma "uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão" (25). Requer-se uma "reforma das estruturas" eclesiais para que "todas se tornem mais missionárias" (27) . O Pontífice pensa também numa "conversão do papado", para que seja "mais fiel ao significado que Jesus Cristo lhe quis dar e às necessidades actuais da evangelização". A esperança de que as Conferências Episcopais pudessem dar um contributo para que "o sentido de colegialidade" se realizasse “concretamente” – afirma o Papa - "não se realizou plenamente" (32). E’ necessária uma “saudável descentralização" (16). Nesta renovação não se deve ter medo de rever costumes da Igreja "não directamente ligados ao núcleo do Evangelho, alguns dos quais profundamente enraizados ao longo da história" (43) .


Sinal de acolhimento de Deus é "ter por todo o lado igrejas com as portas abertas" para que os que vivem uma situação de procura não encontrem "a frieza de uma porta fechada". "Nem mesmo as portas dos Sacramentos se deveriam fechar por qualquer motivo". O Papa Francisco reafirma preferir uma Igreja "ferida e suja por ter saído pelas estradas, em vez de uma Igreja... preocupada em ser o centro e que acaba por ficar prisioneira num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se algo nos deve santamente perturbar ... é que muitos dos nossos irmãos vivem "sem a amizade de Jesus” (49).


O Papa aponta as "tentações dos agentes da pastoral": o individualismo, a crise de identidade, o declínio no fervor (78). "A maior ameaça" é "o pragmatismo incolor da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede na faixa normal, quando na realidade a fé se vai desgastando" (83). Exorta a não se deixar levar por um "pessimismo estéril " (84 ) e a sermos sinais de esperança (86) aplicando a "revolução da ternura" (88).


O Papa lança um apelo às comunidades eclesiais para não caírem em invejas e ciúmes: “dentro do povo de Deus e nas diversas comunidades, quantas guerras!" (98). "A quem queremos nós evangelizar com estes comportamentos?" (100). Sublinha a necessidade de fazer crescer a responsabilidade dos leigos, mantidos "à margem nas decisões" por um "excessivo clericalismo" (102). Afirma que "ainda há necessidade de se ampliar o espaço para uma presença feminina mais incisiva na Igreja", em particular "nos diferentes lugares onde são tomadas as decisões importantes" (103). "As reivindicações dos direitos legítimos das mulheres ... não se podem sobrevoar superficialmente" (104). Os jovens devem ter "um maior protagonismo" (106). (…)


Abordando o tema da inculturação, o Papa lembra que "o cristianismo não dispõe de um único modelo cultural" e que o rosto da Igreja é "multiforme" (116). "Não podemos esperar que todos os povos ... para expressar a fé cristã, tenham de imitar as modalidades adoptadas pelos povos europeus num determinado momento da história" (118). O Papa reitera "a força evangelizadora da piedade popular" (122) e incentiva a pesquisa dos teólogos.

O Papa detém-se depois, "com uma certa meticulosidade, na homilia", porque "são muitas as reclamações em relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos" (135). A homilia "deve ser breve e evitar de parecer uma conferência ou uma aula " (138), deve ser capaz de dizer "palavras que façam arder os corações", evitando uma "pregação puramente moralista ou para endoutrinar" (142). Sublinha a importância da preparação." (…) O próprio anúncio do Evangelho deve ter características positivas: "proximidade, abertura ao diálogo, paciência, acolhimento cordial que não condena" (165).


Falando dos desafios do mundo contemporâneo, o Papa denuncia o actual sistema económico, que "é injusto pela raiz" (59). "Esta economia mata" porque prevalece a "lei do mais forte". A actual cultura do "descartável" criou "algo de novo": “os excluídos não são ‘explorados’, mas ‘lixo’, 'sobras'" (53). Vivemos uma "nova tirania invisível, por vezes virtual" de um "mercado divinizado", onde reinam a "especulação financeira", "corrupção ramificada", "evasão fiscal egoísta" (56). Denuncia os "ataques à liberdade religiosa" e as "novas situações de perseguição dos cristãos ... Em muitos lugares trata-se pelo contrário de uma difusa indiferença relativista" (61). A família - continua o Papa - "atravessa uma crise cultural profunda.


O Papa reafirma "a íntima conexão entre evangelização e promoção humana" (178 ) e o direito dos Pastores a "emitir opiniões sobre tudo o que se relaciona com a vida das pessoas" (182). "Ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião à secreta intimidade das pessoas, sem qualquer influência na vida social". "A política, tanto denunciada" - diz ele - "é uma das formas mais preciosas de caridade". "Rezo ao Senhor para que nos dê mais políticos que tenham verdadeiramente a peito ... a vida dos pobres!" Em seguida, um aviso: "qualquer comunidade dentro da Igreja" que se esquecer dos pobres corre "o risco de dissolução" (207) .


O Papa convida a cuidar dos mais fracos: "os sem-tecto, os dependentes de drogas, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados" e os migrantes, em relação aos quais o Papa exorta os Países "a uma abertura generosa" (210 ). "Entre estes fracos que a Igreja quer cuidar" estão "as crianças em gestação, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana" (213) . "Não se deve esperar que a Igreja mude a sua posição sobre esta questão ... Não é progressista fingir resolver os problemas eliminando uma vida humana" (214). Neste contexto, um apelo ao respeito de toda a criação: "somos chamados a cuidar da fragilidade das pessoas e do mundo em que vivemos" ( 216) .

Quanto ao tema da paz, o Papa afirma que é "necessária uma voz profética" quando se quer implementar uma falsa reconciliação "que mantém calados" os pobres, enquanto alguns "não querem renunciar aos seus privilégios" (218). Para a construção de uma sociedade "em paz, justiça e fraternidade" indica quatro princípios: "trabalhar a longo prazo, sem a obsessão dos resultados imediatos"; "operar para que os opostos atinjam "uma unidade multifacetada que gera nova vida"; "evitar reduzir a política e a fé à retórica; colocar em conjunto globalização e localização.


"A evangelização - prossegue o Papa - também implica um caminho de diálogo", que abre a Igreja para colaborar com todas as realidades políticas, sociais, religiosas e culturais (238). O ecumenismo é "uma via imprescindível da evangelização". Importante o enriquecimento recíproco: "quantas coisas podemos aprender uns dos outros!". Por exemplo, “no diálogo com os irmãos ortodoxos, nós os católicos temos a possibilidade de aprender alguma coisa mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e a sua experiência de sinodalidade" (246). "O diálogo e a amizade com os filhos de Israel fazem parte da vida dos discípulos de Jesus" (248). "O diálogo inter-religioso", que deve ser conduzido "com uma identidade clara e alegre", é "condição necessária para a paz no mundo" e não obscurece a evangelização (250-251). "Diante de episódios de fundamentalismo violento", a Exortação Apostólica convida a "evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma adequada interpretação do Alcorão se opõem a toda a violência" (253). Contra a tentativa de privatizar as religiões em alguns contextos, o Papa afirma que "o respeito devido às minorias de agnósticos ou não-crentes não se deve impor de forma arbitrária, que silencie as convicções das maiorias de crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas" (255). Reafirma, assim, a importância do diálogo e da aliança entre crentes e não-crentes (257) .


O último capítulo é dedicado aos "evangelizadores com o Espírito", aqueles "que se abrem sem medo à acção do Espírito Santo", que "infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia, em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo em contracorrente" (259). Trata-se de "evangelizadores que rezam e trabalham" (262), na certeza de que "a missão é uma paixão por Jesus mas, ao mesmo tempo, uma paixão pelo seu povo" (268): "Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros" (270). "Na nossa relação com o mundo – esclarece o Papa - somos convidados a dar a razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam" (271). "Pode ser missionário - acrescenta ele - apenas quem busca o bem do próximo, quem deseja a felicidade dos outros" (272): "se eu conseguir ajudar pelo menos uma única pessoa a viver melhor, isto já é suficiente para justificar o dom da minha vida" (274).


 



terça-feira, 26 de março de 2013

Papa Francisco: Deus é paciente

Francisco: Deus é paciente com as nossas fraquezas




Cidade do Vaticano

 - Durante a Semana Santa, pensemos na "paciência" que Deus tem com cada um de nós. Foi o que disse o Papa Francisco na manhã desta segunda-feira durante a breve homilia da missa por ele presidida na Capela da "Casa Santa Marta", no Vaticano, da qual participaram, entre outros, os jornalistas do L'Osservatore Romano.

O emblema da infinita paciência que Deus tem pelo homem está refletido na infinita paciência que Jesus tem por Judas. O Santo Padre serviu-se da cena do Evangelho do dia, no qual Judas critica a atitude de Maria, irmã de Lázaro, de ungir os pés de Jesus com trezentos gramas de precioso perfume: teria sido melhor vendê-lo e dar o ganho aos pobres – defende Judas.

João observa no Evangelho que Judas não estava interessado pelos pobres, mas pelo dinheiro, que inclusive roubava. No entanto, "Jesus não lhe disse: 'És um ladrão'", observou o Papa.

Com o amor, afirmou, "foi paciente com Judas, buscando atraí-lo a si com a sua paciência, com o seu amor. E nos fará bem pensar – acrescentou – nesta Semana Santa, na paciência de Deus, naquela paciência que o Senhor tem conosco, com as nossas fraquezas, com os nossos pecados."

O Pontífice observou que também o trecho de Isaías, na primeira leitura, ao apresentar "o ícone daquele 'servo de Deus', evidenciou a mansidão e a paciência de Jesus – que é a paciência de Deus mesmo".

"Quando se pensa na paciência de Deus: isso é um mistério!", exclamou o Papa Francisco. "Quanta paciência Ele tem conosco! Fazemos tantas coisas, mas Ele é paciente." E o é, disse ainda, "como aquele pai que o Evangelho diz que viu o filho de longe, aquele filho que tinha ido embora com todo o dinheiro da sua herança".

E por que o viu de longe? – perguntou-se o Papa. "Porque todos os dias olhava do alto para ver se o filho retornava." "Essa é a paciência de Deus", repetiu o Papa Francisco, "essa é a paciência de Jesus".

E concluiu: "Pensemos numa relação pessoal, nesta Semana: como tem sido na minha vida a paciência de Jesus comigo? Basta isso. Depois, sairá do nosso coração uma só palavra: 'Obrigado, Senhor! Obrigado por sua paciência". (RL)


Fonte: RV

sábado, 14 de maio de 2011

CRISTÃOS NÃO TENHAM MEDO DE ANUNCIAR EVANGELHO

BENTO XVI: CRISTÃOS NÃO TENHAM MEDO DE ANUNCIAR EVANGELHO, EMBORA SEJAM OS MAIS PERSEGUIDOS POR CAUSA DA FÉ




Cidade do Vaticano, 14 mai (RV)



- Bento XVI recebeu em audiência na manhã deste sábado, na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes da Assembléia Geral das Pontifícias Obras Missionárias, ao todo, cerca de 110 pessoas.O Santo Padre iniciou seu discurso fazendo uma cordial saudação ao novo Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Fernando Filoni, a quem agradeceu pelas palavras que lhe haviam sido pouco antes dirigidas, em nome de todos os presentes. Ao mesmo tempo, o Pontífice expressou gratidão ao Cardeal Ivan Dias "pelo generoso e exemplar serviço prestado ao Dicastério missionário e à Igreja universal nestes anos", na condução do mesmo.O Papa agradeceu, ainda, ao Secretário do referido organismo vaticano, Dom Savio Hon Tai-Fai; ao Presidente das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Dom Piergiuseppe Vacchelli; bem como aos colaboradores da Congregação e aos diretores nacionais das POM, provenientes das várias Igrejas particulares para a anual Assembleia Ordinária do Conselho Superior.Após frisar a necessidade de um decidido compromisso na missão além-fronteiras, o Pontífice ressaltou que "novos problemas e novas escravidões emergem em nosso tempo, quer no chamado primeiro mundo, abundante e rico, mas incerto acerca de seu futuro; quer nos países emergentes, onde, por causa de uma globalização caracterizada comumente pelo lucro, acabam por aumentar as massas dos pobres, dos emigrantes, dos oprimidos, em que se enfraquece a luz da esperança.Bento XVI recordou que é tarefa de todo o Povo de Deus "transformar o mundo segundo o projeto de Deus com a força renovadora do Evangelho, "para que Deus seja tudo em todos (1 Cor 15,28).Portanto, "é necessário continuar com renovado entusiasmo a obra de evangelização, o anúncio alegre do Reino de Deus, vindo em Cristo na potência do Espírito Santo, para conduzir os homens à verdadeira liberdade dos filhos de Deus contra toda forma de escravidão" - acrescentou."É necessário lançar as redes do Evangelho no mar da história para levar os homens à terra de Deus" – continuou o Papa."Tudo na Igreja está a serviço da evangelização: todo setor de sua atividade e também toda pessoa, nas várias tarefas que é chamada a cumprir. Todos devem estar envolvidos na missão ad gentes" – ponderou."Somente radicados profundamente em Cristo e em sua Palavra se é capaz de não ceder à tentação de reduzir a evangelização a um projeto apenas humano, social, escondendo ou silenciando a dimensão transcendente da salvação oferecida por Deus em Cristo.O ministério da evangelização é fascinante e exigente: requer amor pelo anúncio e o testemunho, um amor tão grande que pode ser marcado inclusive pelo martírio – observou. “Os cristãos não devem ter medo, mesmo se são atualmente o grupo religioso que sofre o maior número de perseguições por causa de sua fé” – exortou Bento XVI.O Papa agradeceu a todos os presentes pelo trabalho de animação e formação missionária que, como diretores nacionais das POM, desempenham em suas Igrejas locais. O Pontífice concluiu afirmando que a obra das POM é preciosa para a edificação da Igreja, destinada a tornar-se “casa comum” de toda a humanidade. (RL)






Fonte: RV

sexta-feira, 25 de junho de 2010

HOMENAGEM A CRISTÃOS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA POR FIDELIDADE AO EVANGELHO

PAPA HOMENAGEIA CRISTÃOS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA POR FIDELIDADE AO EVANGELHO

Cidade do Vaticano, 25 jun (RV)

– Entre suas atividades, nesta sexta-feira, o Papa recebeu os 75 participantes da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais, ROACO, presentes em Roma para sua sessão de verão.
Em seu discurso em várias línguas, Bento XVI retomou os temas de sua recente viagem a Chipre: a paz na Terra Santa, a emigração da comunidade cristã e os preparativos para o Sínodo dos Bispos sobre o Oriente Médio.
Falando em francês, o Pontífice citou em especial os cristãos que são vítimas de violência por causa do Evangelho: "Conto com os líderes das nações para que garantam de maneira real, sem distinção e em todos os lugares, a profissão pública e comunitária das convicções religiosas de cada um".
O Papa falou ainda do dom de uma paz estável, que é o desejo de todos para a Terra Santa, o Iraque e o Oriente Médio. Paz, todavia, que só pode nascer do respeito pelos direitos humanos, famílias, comunidades e povos, superando a discriminação religiosa, cultural ou social.
Em alemão, Bento XVI falou das vocações sacerdotais, recordando os inúmeros santos e pastores que o Oriente ofereceu à Igreja, fazendo votos de que os sacerdotes das Igrejas orientais de hoje possam resgatar essa herança espiritual.
A seguir, em inglês, o Papa falou dos preparativos para a Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, que se realizará no Vaticano em outubro próximo.
Esta iniciativa, afirmou, já está produzindo os benéficos frutos de "comunhão e testemunho" para o qual o Sínodo foi convocado.
Por fim, em italiano, Bento XVI pediu que os membros da ROACO continuem contribuindo com suas obras para manter viva a "esperança que não desilude" entre os cristãos do Oriente, recordando mais uma vez a morte de Dom Luigi Padovese, Vigário Apostólico de Anatólia assassinado em 3 de junho na Turquia. (BF)

Fonte: RV

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

DEUS É A NOSSA VOZ MATERNA

A ALEGRIA QUE VEM DA ESCUTA DA PALAVRA



Cidade do Vaticano, 29 jan (RV)


- A criancinha conhece de longe a voz da mãe. Às vezes, ela chora para a mãe acudir e ela escutar a sua voz. A palavra da mãe é um remédio para ela. Cessa a tristeza, cessa a dor. A mãe está com ela. Isto lhe traz segurança e a certeza de que tudo está ou vai ficar bem.Nós também somos assim com relação a nossos amigos, a um parente mais próximo, a quem amamos. Através de uma carta, de um telefonema, de um e-mail e melhor ainda, de uma visita de alguma pessoa querida, sentimo-nos alegres, satisfeitos. É bom ouvir uma palavra amiga, um gesto de conforto. Às vezes, um simples cumprimento nos faz felizes. Deus é a nossa voz materna, e como as criancinhas, também precisamos ouvir a sua voz. Sua Palavra nos traz a proteção de um Pai, o carinho de uma Mãe, o conforto de um Amigo. A sua Palavra é pura ternura.Ele nos amou primeiro. Colocou o homem no paraíso onde ele tinha tudo maravilhosamente criado para que ele se sentisse bem.Quando nossos primeiros pais não corresponderam à Palavra de Deus, ao seu amor sem medidas, Ele, ao invés de se zangar, ficou mandando mensagens de misericórdia e amor para a humanidade.De início, Ele falou através dos profetas que foram anotando tudo para a posteridade. Na plenitude dos tempos, Ele enviou seu próprio Filho, a sua Palavra, o Verbo que se encarnou e viveu entre nós de modo a nos mostrar que o Pai nos ama e que nos fará um bem enorme escutar o que Ele nos diz.Nosso Senhor Jesus Cristo é a Palavra. Jesus é a ponte por onde podemos escutar o Pai e falar com Ele.Os judeus foram o povo escolhido e Jesus advertia: "Quem tem ouvidos de ouvir, ouça".Muitas vezes temos bons ouvidos e não queremos ouvir. E perdemos a grande oportunidade de aclarar nossos ouvidos e nossa mente.Os judeus conviveram com Ele, mas não o conheceram. Ele veio humilde e pobre para mostrar que a riqueza material é passageira e não perene como a riqueza da alma.Felizmente, alguns judeus O escutaram e anotaram para nós passagens de suas lições. A Palavra de Deus é toda impregnada de amor. Quem a escreveu, ainda que seja homem simples, foi inspirado pelo Espírito Santo. Assim nos veio a Bíblia, a história do amor de Deus para conosco. Com ela, temos a chave para abrir as portas do conhecimento de sua ação no mundo.Ele nos fala pela Bíblia, Ele nos fala pelos acontecimentos, Ele nos fala pela nossa vida, Ele nos fala através das pessoas. Constantemente, Ele nos fala.E nós nos lembramos d'Ele somente quando enfrentamos alguma dificuldade e pedimos socorro. Pior ainda: há quem passe por uma dificuldade e considere que Deus lhe enviou o problema. Imagina que tudo o que lhe ocorre de mal é castigo de Deus.No entanto, sua Palavra é mansa, agradável de ouvir, relaxante, saudável. Só nos traz o bem, a paz. Até nas repreensões, Ele é doce e brando. Tão brando, tão doce, que o Filho suportou tudo, por amor à humanidade e, no momento crucial de seu sofrimento, Ele, mansamente nos diz: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração. E encontrareis descanso para vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".E por que o seu fardo tão doloroso é leve? Porque Ele fez por amor.Muitas vezes não valorizamos, na Bíblia, sua fonte inesgotável de sabedoria, de santidade e de compreensão dos mistérios. E estamos perdendo o melhor de nossa vida, porque a escuta da Palavra de Deus nos reconforta nas dificuldades, nos anima, torna-se presente em todos os nossos momentos. Podemos experimentar freqüentemente a alegria, uma alegria que vem da abertura do nosso coração para escutar a Palavra de Deus.O sol é a luz natural que Deus criou para nós. Mostra-nos as cores e o esplendor da natureza. Mostra-nos também o rosto e a vida das pessoas, dos nossos semelhantes.A Palavra de Deus é um sol maior e mais potente. Não tem ocaso.Que a luz da Palavra inspirada e revelada pelo Espírito Santo brilhe em nossa vida, assim como o sol que ilumina o dia.
Padre Wagner Augusto Portugal


Fonte: RV

domingo, 10 de maio de 2009

S.S. PAPA BENTO XVI AOS CRISTÃOS: TESTEMUNHAR O EVANGELHO NO ORIENTE MÉDIO MARCADO PELO SOFRIMENTO

PAPA AOS CRISTÃOS: TESTEMUNHAR O EVANGELHO NO ORIENTE MÉDIO MARCADO PELO SOFRIMENTO

Amã, 10 mai (RV)

– Na parte da tarde deste domingo, Bento XVI visitou Betânia, do outro lado do Rio Jordão (Bethany beyond the Jordan).
A região foi o centro da atividade de João Batista e o cenário da vida pública de Jesus. Ainda hoje, Betânia permanece sepultada e sua precisa posição é desconhecida.
O local é conhecido com o nome de "Wadi Al-Kharrar" (vale melodiosa), em referência ao murmúrio das águas do Jordão.
O papa foi acolhido pelo diretor do Centro Al-Maghtas e visitou o itinerário arqueológico do local do Batismo. O percurso se concluiu onde estão sendo erigidas a igreja dos latinos e a dos greco-melquitas, para o rito de bênção das primeiras pedras. Em seu discurso, Bento XVI recordou que a primeira pedra de uma igreja é símbolo de Cristo: "A igreja se apóia em Cristo, é amparada por Ele e não pode ser separada d'Ele. (...) Esta é a realidade da Igreja; ela é Cristo e nós, Cristo conosco".
Por meio da Igreja, explicou o papa, Cristo purifica os nossos corações, ilumina as nossas mentes, nos une ao Pai e, no único Espírito, nos conduz a um exercício cotidiano de amor cristão. "Confessamos esta jubilosa realidade como a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja."A seguir, o pontífice recordou que entramos na Igreja mediante o Batismo e a memória do Batismo de Cristo está vivamente presente neste lugar: "Possa o Jordão recordar que vocês foram lavados nas águas do Batismo e se tornaram membros da família de Jesus".
Que a contemplação deste mistério, disse, os enriqueça de coragem moral para promover o diálogo e a compressão na sociedade civil, especialmente quando reivindicarem seus legítimos direitos: "No Oriente Médio, marcado por trágico sofrimento, por anos de violência e por questões irresolutas, os cristãos são chamados a oferecer sua contribuição inspirada no exemplo de Jesus, de reconciliação e paz com o perdão e a generosidade".
Após o rito da bênção das primeiras pedras, Bento XVI voltou à Nunciatura Apostólica, onde se encontra hospedado.
Amanhã, depois da cerimônia de despedida da Jordânia no aeroporto Queen Alia de Amã, Bento XVI prosseguirá de avião para Telaviv, onde permanecerá 45 minutos para a cerimônia de boas-vindas no aeroporto Bem Gurion. De Telaviv, o pontífice se transferirá de helicóptero para Jerusalém. À tarde, estão previstos três eventos: a visita de cortesia ao presidente do Estado de Israel, Shimon Peres; a visita ao Memorial de "Yad Vashem"; e o encontro com as organizações para o diálogo inter-religioso no Centro Notre Dame de Jerusalém. (BF)

Fonte: RV

sábado, 18 de outubro de 2008

HOJE - SÃO LUCAS

São Lucas, o médico evangelista

O dia 18 de outubro foi escolhido como "dia dos médicos" por ser o dia consagrado pela Igreja a São Lucas. Como se sabe, Lucas foi um dos quatro evangelistas do Novo Testamento.
Seu evangelho é o terceiro em ordem cronológica; os dois que o precederam foram escritos pelos apóstolos Mateus e Marcos.
Lucas não conviveu pessoalmente com Jesus e por isso a sua narrativa é baseada em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Jesus. Além do evangelho, é autor do "Ato dos Apóstolos", que complementa o evangelho.
Segundo a tradição, São. Lucas era médico, além de pintor, músico e historiador, e teria estudado medicina em Antióquia.
Possuindo maior cultura que os outros evangelistas, seu evangelho utiliza uma linguagem mais aprimorada que a dos outros evangelistas, o que revela seu perfeito domínio do idioma grego. São Lucas não era hebreu e sim gentio, como era chamado todo aquele que não professava a religião judaica. Não há dados precisos sobre a vida de S. Lucas.
Segundo a tradição era natural de Antióquia, cidade situada em território hoje pertencente à Síria e que, na época, era um dos mais importantes centros da civilização helênica na Ásia Menor. Viveu no século I d.C., desconhecendo-se a data do seu nascimento, assim como de sua morte.
Há incerteza, igualmente, sobre as circunstâncias de sua morte; segundo alguns teria sido martirizado, vítima da perseguição dos romanos ao cristianismo; segundo outros morreu de morte natural em idade avançada. Tampouco se sabe ao certo onde foi sepultado e onde repousam seus restos mortais.
Na versão mais provável e aceita pela Igreja Católica, seus despojos encontram-se em Pádua, na Itália, onde há um jazigo com o seu nome, que é visitado pelos peregrinos.
Não há provas documentais, porém há provas indiretas de sua condição de médico. A principal delas nos foi legada por São Paulo, na epístola aos colossenses, quando se refere a "Lucas, o amado médico" (4.14). Foi grande amigo de São Paulo e, juntos, difundiram os ensinamentos de Jesus entre os gentios.
Outra prova indireta da sua condição de médico consiste na terminologia empregada por Lucas em seus escritos. Em certas passagens, utiliza palavras que indicam sua familiaridade com a linguagem médica de seu tempo. Este fato tem sido objeto de estudos críticos comparativos entre os textos evangélicos de Mateus, Marcos e Lucas, e é apontado como relevante na comprovação de que Lucas era realmente médico.
Dentre estes estudos, gostaríamos de citar o de Dircks, [4] que contém um glossário das palavras de interesse médico encontradas no Novo Testamento.
A vida de São Lucas, como evangelista e como médico, foi tema de um romance histórico muito difundido, intitulado "Médico de homens e de almas", de autoria da escritora Taylor Caldwell. Embora se trate de uma obra de ficção, a mesma muito tem contribuído para a consagração da personalidade e da obra de Sao Lucas.
A escolha de São Lucas como patrono dos médicos nos países que professam o cristianismo é bem antiga. Eurico Branco Ribeiro, renomado professor de cirurgia e fundador do Sanatório S. Lucas, em São Paulo, é autor de uma obra fundamental sobre São Lucas, em quatro volumes, totalizando 685 páginas, fruto de investigações pessoais e rica fonte de informações sobre o patrono dos médicos.
Nesta obra, intitulada "Médico, pintor e santo", o autor refere que, já em 1463, a Universidade de Pádua iniciava o ano letivo em 18 de outubro, em homenagem a São Lucas, proclamado patrono do "Colégio dos filósofos e dos médicos".
A escolha de São. Lucas como patrono dos médicos e do dia 18 de outubro como "dia dos médicos", é comum a muitos países, dentre os quais Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. No Brasil acha-se definitivamente consagrado o dia 18 de outubro como "dia dos médicos".

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

VERBO DIVINO NÃO É PROSELITISMO, MAS LIBERDADE DE APRESENTAR VALORES SALVÍFICOS DO EVANGELHO


SÍNODO: VERBO DIVINO NÃO É PROSELITISMO, MAS LIBERDADE DE APRESENTAR VALORES SALVÍFICOS DO EVANGELHO


Cidade do Vaticano,
- A XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre o tema "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja" chegou esta manhã à sua 18ª congregação geral. Os trabalhos centralizaram-se nos primeiros relatórios dos círculos menores, divididos em cinco áreas lingüísticas: italiano, francês, inglês, espanhol e alemão.Ouçamos o enviado do Programa Brasileiro à assembléia sinodal, Pe. Cesar Augusto dos Santos Esses e outros temas serão afrontados nas proposições finais do Sínodo. Concluindo os trabalhos desta manhã, os padres sinodais reafirmaram o direito de todos, de receber o anúncio do Verbo divino, sublinhando que não se trata de proselitismo, mas sim da liberdade de apresentar a todos os valores salvíficos do Evangelho.Os padres sinodais pediram maior atenção para com os pobres, os marginalizados, os deficientes e os surdos-mudos, e um maior reconhecimento para com as associações e grupos que promovem os direitos humanos.Mas voltemos aos temas colocados em debate esta manhã, dentre os quais destacamos a lectio divina, sobre a qual nos fala o prior da Comunidade Monástica de Bose, Pe. Enzo Bianchi, que participa dos trabalhos na qualidade de especialista. A ele perguntamos qual é a contribuição da sua comunidade à assembléia sinodal...Pe. Enzo Bianchi:- "Essencialmente, creio, a longa experiência da lectio divina, um caminho que eu e minha comunidade quase que inauguramos, 40 anos atrás, e que hoje é recomendado pelo papa, como caminho privilegiado para o encontro com o Senhor Jesus. A nossa fé é uma fé segundo as Escrituras e, conseqüentemente, não se pode encontrar Jesus sem conhecer os Evangelhos que falam d'Ele e que O testemunham. Nesse sentido, creio que será necessário realmente, que o Sínodo encoraje a lectio divina e que ela possa ser considerada como algo de específico e de perseverante na comunidade cristã."P. Padre, durante os trabalhos sinodais se falou freqüentemente sobre o diálogo religioso, de modo particular com o Islamismo e o Judaísmo, mas também com o Budismo e o Hinduísmo e até mesmo com o Confucionismo. Nesse contexto, foram ressaltados os valores comuns, entre os quais a vida monástica... Pe. Enzo Bianchi:- "Sim, existem valores comuns que são certamente vias de espiritualidade, entre as quais a vida monástica. Todavia, é preciso ter presente a especificidade do Cristianismo. No coração do Cristianismo não existe um caminho ético, um caminho disciplinar, um caminho de espiritualidade, mas existe Jesus Cristo, existe realmente um Deus feito homem, vindo em meio a nós, e é o Salvador do mundo. Eu creio que nós, cristãos, temos efetivamente o dever de dialogar com todos, mas mantendo essa certeza no coração, porque a nossa experiência é uma experiência de salvação feita justamente por causa do Senhor vivo, Jesus." (AF)

Fonte: RV

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

S.S.PAPA BENTO XVI: CRISTIANISMO É SERVIR O EVANGELHO E OS POBRES

BENTO XVI: CRISTIANISMO É SERVIR O EVANGELHO E OS POBRES

Cidade do Vaticano,
- Na Igreja, existem diversos carismas, mas o que importa é que cada cristão seja fiel à verdade do Evangelho e se dedique a servir os mais pobres, com a "franqueza" e a liberdade de São Paulo. Ao apóstolo Paulo _ apóstolo dos gentios _ Bento XVI dedicou sua reflexão, na Audiência Geral desta quarta-feira, na Praça São Pedro, repleta de fiéis e peregrinos provenientes dos mais diversos recantos do mundo.Em sua catequese, o pontífice analisou dois momentos-chaves na vida de São Paulo: o Concílio de Jerusalém e o chamado "incidente de Antioquia".Existe uma palavra, na experiência humana, que abre sempre infinitos horizontes e que assume significados ainda mais profundos, à luz da mensagem de Cristo. Esta palavra é "liberdade". Bento XVI citou-a insistentemente, esta manhã, exaltando o apóstolo que mais expressou a sua força, isto é, a força da palavra "liberdade", graças à sua fé cristalina: São Paulo. Mas a liberdade como ele a entende, tem características precisas, explicou o papa: nasce do Espírito Santo, é coerente com a "verdade do Evangelho" e jamais esquece os pobres. Nesse contexto, o Santo Padre precisou: "A liberdade cristã não se identifica jamais com a libertinagem ou com o arbítrio de se fazer o que bem se quiser; ela atua na conformidade a Cristo e, portanto no autêntico serviço aos irmãos, sobretudo os mais necessitados."A "coleta" realizada em favor dos pobres _ acrescentou o pontífice _ envolveu todas as Igrejas fundadas por Paulo no Ocidente. "Não foi obrigatória, mas livre e espontânea" _ observou Bento XVI _ testemunhando que, no âmbito da Igreja, o amor pelos pobres e o culto caminham juntos pela mesma estrada. "Tratou-se _ disse o papa _ de uma iniciativa totalmente nova no panorama das atividades religiosas. A coleta exprimia o débito das suas comunidades para com a Igreja-mãe, na Palestina, da qual haviam recebido o dom do Evangelho. É tão grande o valor que Paulo atribui a esse gesto de compartilhar, que ele raramente o chama apenas de "coleta". Para ele, essa "coleta" é muito mais: é serviço, bênção, amor, graça e liturgia."No que diz respeito ao "incidente de Antioquia", Pedro, para não escandalizar os cristãos que observavam as normas sobre a pureza alimentar, deixou de comer com os pagãos. Paulo reagiu, acusando Pedro de "hipocrisia". Na verdade _ observou o papa _ Pedro e Paulo tinham preocupações diversas, todavia _ concluiu _ o incidente de Antioquia "é uma lição que devemos também aprender". "Com os carismas diversos confiados a Pedro e Paulo, deixemo-nos, todos, guiar pelo Espírito, buscando viver na liberdade que encontra a sua orientação na fé em Cristo, e se concretiza no serviço aos irmãos. Essencial é sermos sempre mais conformes a Cristo. É assim que nos tornamos realmente livres, assim se expressa em nós o núcleo mais profundo da Lei: o amor a Deus e ao próximo."Ao término de sua catequese, o Santo Padre saudou os diversos grupos de fiéis e peregrinos presentes, falando-lhes em suas respectivas línguas, convidando os fiéis a rezarem pela próxima assembléia sinodal, que terá lugar no Vaticano, de 5 a 26 de outubro. A seguir, concedeu a todos a sua bênção apostólica."Amados irmãos e irmãs, aos peregrinos de língua portuguesa que vieram de Portugal e do Brasil, saúdo cordialmente com estima e sincero afeto. Seguindo os passos da catequese de hoje, faço votos por que possais acompanhar, unidos às intenções do papa, as celebrações e o desenrolar da XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, subordinada ao tema: "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja". Todo Concílio e Sínodo são, com efeito, um evento do Espírito. Por isso, ajudados pelos dons do Altíssimo, confiamos no sucesso deste significativo acontecimento eclesial. Que Deus vos abençoe!" (AF)
Fonte: RV

sábado, 6 de setembro de 2008

MÊS DA BÍBLIA - 6º CAPÌTULO - "A MENSAGEM CENTRAL DA BÍBLIA"


"A Mensagem Central da Bíblia "



Qual é, em poucas palavras, a mensagem central da Bíblia? A resposta não é fácil, pois depende da vivência. Se você gosta de uma pessoa e alguém lhe pergunta: "Qual é, em poucas palavras, a mensagem desta pessoa para você?", aí não é fácil responder. O resumo da pessoa amada é o seu nome! Basta você ouvir, lembrar ou pronunciar o nome, e este lhe traz à memória tudo o que a pessoa amada significa para você. Não é assim? Pois bem, o resumo da Bíblia, a sua mensagem central, é o Nome de Deus! O Nome de Deus é Javé, cujo sentido Ele mesmo revelou e explicou ao povo (cf. Ex 3,14). Javé significa Emanuel, isto é, Deus conosco. Deus presente no meio do seu povo para libertá-lo.
Deus quer ser Javé para nós, quer ser presença libertadora no meio de nós! E Ele deu provas bem concretas de que esta é a sua vontade. A primeira prova foi a libertação do Egito.
A última prova está sendo, até hoje, a ressurreição de Jesus, chamado Emanuel (cf. Mt 1,23). Pela ressurreição de Jesus, Deus venceu as forças da morte e abriu para nós o caminho da vida. Por tudo isso é difícil resumir em poucas palavras aquilo que o Nome de Deus evocava na mente, no coração e na memória do povo por Ele libertado.
Só mesmo o povo que vive e celebra a presença libertadora de Deus no seu meio, pode avaliá-lo. Na nossa Bíblia, o Nome Javé foi traduzido por Senhor. É a palavra que mais ocorre na Bíblia. Milhares de vezes! Pois o próprio Deus falou: "Este é o meu Nome para sempre! Sob este Nome quero ser invocado, de geração em geração!" (Ex 3,15).
Faz um bem tão grande você ouvir, lembrar ou pronunciar o nome da pessoa amada. Aquilo ajuda tanto na vida! Dá força e coragem, consola e orienta, corrige e confirma. Um Nome assim não pode ser usado em vão! Seria uma blasfêmia usar o Nome de Deus para justificar a opressão do povo, pois Javé significa Deus libertador!
O Nome Javé é o centro de tudo. Tantas vezes Deus o afirma: "Eu quero ser Javé para vocês, e vocês devem ser o meu povo!" Ser o povo de Javé significa: ser um povo onde não há opressão como no Egito; onde o irmão não explora o irmão; onde reinam a justiça, o direito, a verdade e a lei dos dez mandamentos; onde o amor a Deus é igual ao amor ao próximo.
Esta é a mensagem central da Bíblia; é o apelo que o Nome de Deus faz a todos aqueles que querem pertencer ao seu povo.
Fonte: Franciscanos



Amanhã dia 07, "O adubo que faz crescer a semente da Bíblia "
A FAMÍLIA CATÓLICA

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

MÊS DA BÍBLIA - 5º CAPÌTULO - "O Evangelho como ponto de partida"


"O Evangelho como ponto de partida"

Francisco parte do Evangelho, para reconstruir a vida, e parte da vida, para confrontar-se com o Evangelho. Esta opção e escolha não seria apenas viver o Evangelho, acolhê-lo em sua vida, mas também anunciá-lo ao seusirmãos.
Novamente, em seu Testamento, Francisco escreve: "E depois que o Senhor me deu irmãos, o Senhor mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do Santo Evangelho" (Test 4,14).
Francisco tinha clareza quanto à sua missão: o primeiro movimento é acolher a palavra de Deus, embeber-se dela, aprofundá-la na vida, confrontar-se com ela, para ser luz no caminhar e vigor no viver. E depois, levá-la e transmiti-la ao povo de Deus.
E assim, seu dinamismo missionário impele-o a ir ao encontro de todos os homens. Diante do envio e da missão, ele sente a paixão que tem pelo anúncio da Boa Nova.
Ele sente a vocação missionária a que Deus o chamou e sente-se feliz e realizado em ser o bom samaritano a difundir esta mensagem,não só aos leprosos, mas à humanidade toda.
Amanhã dia 06, "A Mensagem Central da Bíblia "
A FAMÍLIA CATÓLICA

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

EL SALVADOR: SITUAÇÂO NACIONAL E OS DESAFIOS PASTORAIS

BISPOS DE EL SALVADOR: REANUNCIAR O EVANGELHO

Centro de San Salvador

San Salvador, 14 ago (RV) - Os bispos de El Salvador publicaram um documento sobre a situação nacional e os desafios pastorais no país, à vigília do lançamento, domingo próximo, da missão continental decidida na Conferência de Aparecida.

“Com alegria – afirmam os bispos – reconhecemos que encontrar o Senhor é a melhor coisa da nossa vida e por isto sentimos o desejo impelente de partilhar esta nossa experiência com todos os nossos irmãos, de modo especial com aqueles que, por razões que só Deus sabe, abandonaram a Igreja ou dela se afastaram”.

Ao lembrar a fé religiosa profunda dos salvadorenhos, os bispos destacam que é importante para o presente e o futuro da nação poder “continuar a cultivar esta fé nas paróquias, nas associações, nos movimentos apostólicos, nos estabelecimentos de ensino e sobretudo nas famílias”.

Para isto – ressalta o episcopado salvadorenho – só temos uma alternativa: “declarar-se todos em estado de missão permanente, compreendida como tempo de graça, caminho de renovação pessoal, social e pastoral.

Só assim poderemos dar respostas adequadas aos grandes desafios da nossa época”, incluindo os que o país enfrenta nos diversos âmbitos, da economia à política”.

Por fim os bispos ressaltam as prioridades da Igreja: em primeiro lugar, a palavra de Deus, a pastoral bíblica; a liturgia, que deve ser sempre colocada no centro da vida, em particular os sacramentos da iniciação cristã; conclamar todos os fiéis a trabalharem para construir a Igreja como casa e escola de comunhão.

Os bispos salvadorenhos destacam, por fim, que ninguém pode subtrair-se ao dever da solidariedade, de modo especial com os pobres, os aflitos e os enfermos.

“Quantas vezes os que sofrem nos evangelizam!”, exclamam os bispos que arrematam dizendo: “no reconhecimento desta presença e proximidade e na defesa dos direitos dos excluídos se joga a fidelidade da Igreja a Jesus”. (PL)
Fonte:RV

sábado, 9 de agosto de 2008

LANÇADA A EDIÇÃO DE BOLSO DO EVANGELHO

CNBB e Canção Nova lançam edição de bolso do Evangelho


A Conferência Episcopal do Brasil (CNBB) e a Editora Canção Nova lançaram uma versão de bolso de textos da Bíblia. A obra, intitulada Novo Testamento e Salmos, foi publicada esta Quinta-feira, dia 7, durante a ExpoCatólica, em São Paulo.
Na ocasião também ocorreu o lançamento oficial do tema da Campanha da Fraternidade 2009, escolhido pela CNBB: "Segurança Pública".
O coordenador das Edições CNBB, Padre Valdeir Goulart, admite que a Bíblia em tamanho maior seria ideal para o dia-a-dia, mas, muitas vezes, não tendo o ideal trabalha-se com o que é possível. "Este livro apresenta o Novo Testamento, que nos traz a pessoa de Jesus e o surgimento da Igreja primitiva, e os Salmos, que são a oração do povo direccionada a Deus", explica.
Fonte: Ag. ECCLESIA

sábado, 5 de julho de 2008

ORGULHO INTELECTUAL, CEGUEIRA ESPIRITUAL


Pregador do Papa: orgulho intelectual, cegueira espiritual
Comentário do evangelho do XIV Domingo do Tempo Comum

Pe. Raniero Cantalamessa

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 4 de julho de 2008.
- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap., pregador da Casa Pontifícia, sobre a liturgia do próximo domingo.

XIV Domingo do tempo comum
Zacarias 9, 9-10; Romanos 8, 9.11-13; Mateus 11, 25-30

O escondido aos sábios e revelado aos pequenos
A passagem evangélica deste domingo, uma das páginas mais intensas e profundas do Evangelho, compõe-se de três partes: uma oração («Eu te louvo, Pai...»), uma declaração sobre ele mesmo («Tudo me foi dado por meu Pai...») e um convite («Vinde a mim todos os que estais cansados e fatigados...»).
Eu me limitarei a comentar o primeiro elemento, a oração, pois contém uma revelação de uma importância extraordinária: «Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e aos prudentes e as revelaste revelado aos pequenos. Sim, Pai, porque assim o quiseste».
Acaba de começar o Ano Paulino e o melhor comentário a estas palavras de Jesus é apresentado por São Paulo na primeira carta aos Coríntios: «De fato, irmãos, reparai em vós mesmos, os chamados: não há entre vós muitos sábios de sabedoria humana, nem muitos poderosos, nem muitos de família nobre. Mas o que para o mundo é loucura, Deus o escolheu para envergonhar os sábios, e o que para o mundo é fraqueza, Deus o escolheu para envergonhar o que é forte. Deus escolheu o que no mundo não tem nome nem prestígio, aquilo que é nada, para mostrar a nulidade dos que são alguma coisa. Assim, ninguém poderá gloriar-se diante de Deus» (1 Cor 1, 26-29).
As palavras de Cristo e de Paulo chamam a atenção em particular ao mundo de hoje. É uma situação que se repete. Os sábios e os inteligentes ficam afastados da fé, com freqüência vêem com pena a multidão dos crentes, que reza, que crê nos milagres, que se agrupa ao redor do Padre Pio. Ainda que para dizer a verdade não são todos os doutos, e talvez nem sequer a maioria, mas certamente é a parte mais influente que tem à disposição os microfones mais potentes, a chatting society, como se diz em inglês, a sociedade que tem acesso aos grandes meios de comunicação.
Muitos deles são pessoas honestas e sumamente inteligentes e sua posição se deve à formação, ao ambiente, a experiências de vida, e nem tanto a uma resistência diante da verdade. Portanto, não se trata de emitir um juízo sobre estas pessoas com nomes e sobrenomes. Eu mesmo conheço algumas delas e lhes tenho uma grande estima. Mas isso não deve impedir-nos de descobrir o núcleo do problema. O fechamento a toda a revelação do alto e, portanto, à fé, não é causado pela inteligência, mas pelo orgulho. Um orgulho particular que consiste na rejeição de toda dependência e na reivindicação de uma autonomia absoluta por parte do pensador.
Esconde-se por trás da trincheira da palavra mágica «razão», mas na realidade não é a famosa «razão pura», que o exige, nem uma razão «soberana», mas uma razão escrava, com as asas cortadas.
Filósofos, que não podem ser acusados de falta de inteligência ou de capacidade dialética, escreveram: «O ato supremo da razão está em reconhecer que há uma infinidade de coisas que a superam» (Pascal). Outro dizia: «Até agora sempre se disse isso: ‘Dizer que não se pode compreender isso ou aquilo não satisfaz a ciência que quer compreender’. Este é o erro.
É preciso dizer o contrário: quando a ciência humana não quer reconhecer que há algo que não pode compreender, ou de maneira mais precisa, algo que com clareza pode ‘compreender que não pode compreender’, ou de maneira mais precisa, algo que com clareza pode ‘compreender que não pode compreender’, então tudo fica transtornado. Portanto, uma tarefa do conhecimento humano consiste em compreender que há coisas que ele não pode compreender, e descobrir quais são estas» (Kierkegaard). Quem não reconhece esta capacidade transcendente põe um limite à razão e a humilha; não o faz, portanto, o crente, que o reconhece.
O que eu disse explica o motivo pelo qual o pensamento moderno, depois de Nietzsche, substituiu o valor da verdade pelo da busca da verdade e, portanto, da sinceridade.
Em certas ocasiões, esta atitude se confunde com a humildade (é preciso contentar-se com o «pensamento frágil»!) e a atitude de quem crê em verdades absolutas se considera como presunção, mas é um juízo muito superficial. Enquanto a pessoa está em busca, ela é o protagonista, dirige o jogo. Uma vez encontrada a verdade, a verdade tem de subir ao trono e o buscador deve inclinar-se diante dela e isto, quando se trata da Verdade transcendente, custa o «sacrifício do intelecto».
Neste panorama cultural, cai como uma provocação o que Jesus diz no Evangelho de João: «Eu sou a Verdade», assim como o que diz depois na passagem evangélica: «Ninguém vai ao Pai senão por mim... Vinde a mim todos os que estais cansados e fatigados e eu vos aliviarei». Mas é um convite, não é uma reprovação, e está dirigido também aos cansados de buscar sem encontrar nada, a quem passou a vida atormentando-se, dando murros contra a rocha do mistério.O psicólogo C. G. Jung, em seu livro, diz que todos os pacientes de uma certa idade aos que havia atendido sofriam de algo que podia chamar-se «ausência de humildade» e não se curavam enquanto não alcançavam uma atitude de respeito por uma realidade maior que eles, ou seja, uma atitude de humildade.
Jesus repete também a tantos inteligentes e sábios honestos que existem no mundo de hoje seu convite cheio de amor: Vinde a mim todos os que estais cansados e fatigados e eu vos darei esse alívio e essa paz que buscais em vão em vossos atormentados raciocínios.
Fonte: ZENIT.org

domingo, 29 de junho de 2008

HOJE - SÃO PEDRO


Comemoramos hoje o dia dedicado ao príncipe dos Apóstolos e primeiro Papa da Igreja, São Pedro. Esta festa foi instituída por volta do século IV, antes mesmo de ser definida a data actual da festa do Natal.
Ele era um pescador e o seu nome originalmente era Simão, filho de Jonas e irmão de André. Mas Jesus mudou-lhe o nome para Pedro que significa pedra, pois ele seria a rocha forte sobre a qual Jesus edificaria a sua Igreja. Por isso comprovadamente ele foi o primeiro Papa da Igreja Católica Apostólica Romana.
Uma parte importante da sua vida está documentada nos Evangelhos e nos Actos do Apóstolos; sobre a sua vida em Roma existem muitas e belas narrativas passadas de geração em geração, algumas delas contadas em diferentes romances inspirados nos primeiros tempos da Igreja.
Morreu crucificado como Jesus, mas de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer de maneira igual ao mestre.

terça-feira, 17 de junho de 2008

ARAUTOS DO EVANGELHO - TERCEIRO ANIVERSÁRIO DA ORDENAÇÂO DOS PRIMEIROS SACERDOTES


TERCEIRO ANIVERSÁRIO DA ORDENAÇÂO DOS PRIMEIROS SACERDOTES ARAUTOS DO EVANGELHO

Igreja Nossa Senhora do Rosário de Fátima

São Paulo 15/06/07.- Este domingo, com uma solene eucaristia realizada na Igreja Nossa Senhora do Rosário de Fátima, os Arautos do Evangelho recordaram o terceiro aniversário da ordenação dos primeiros quinze Sacerdotes Arautos.

A liturgia foi presidida pelo Pe. João Clá Dias, EP, fundador e superior geral desta Associação Internacional de Direito Pontifício, e concelebrada por outros quatro sacerdotes que foram ordenados dia 15 de junho de 2005. Os demais dez sacerdotes se encontram em trabalho por distintas partes do Brasil e do mundo onde os Arautos do Evangelho se fazem presentes.

Durante a homilia, o Pe. João Clá fez questão de agradecer a Deus o inestimável presente da Providência, de poder contar com um ramo de sacerdotes dentro dos Arautos do Evangelho e desta maneira poder colaborar com o ardoroso pedido que Nosso Senhor fez no Evangelho de Mateus: “ Jesus, vendo as multidões, compadeceu-se delas porque estavam cansadas e abatidas e disse a seus discípulos: A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe, que envie trabalhadores para a sua colheita”.

O Pe. João Clá fez também um pedido especial à Providência, através da Virgem Santíssima: “que abençoe esta obra com numerosas vocações de jovens que, comprometendo-se a cumprir a missão sacerdotal de levar a “Boa Nova” às pessoas, tenham compaixão destas multidões de nossos dias, que estão cansadas e abatidas à espera do anúncio do Evangelho”.
Fonte: Assessoria de Imprensa dos Arautos do Evangelho