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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Papa Francisco: 'Jesus é a luz que dissipa as trevas'

Papa na missa do Galo: 'Jesus é a luz que dissipa as trevas'


Pontífice celebrou uma missa breve na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Cidade do Vaticano - "Jesus é a luz que dissipa as trevas", foi a mensagem lançada pelo papa Francisco na homilia durante a Missa do Galo, com a qual começa o Natal, e que celebrou nesta terça-feira na Basílica de São Pedro no Vaticano. Em sua primeira celebração do Natal, o papa argentino pronunciou uma homilia breve na qual a chegada de Jesus, celebrada hoje pelos católicos, foi o único tema.

'Se amamos a Deus e aos irmãos, caminhamos na luz', disse o papa durante a celebração - Tony Gentile/Reuters
Tony Gentile/Reuters
'Se amamos a Deus e aos irmãos, caminhamos na luz', disse o papa durante a celebração



Francisco começou afirmando que "somos um povo em caminho, e a nosso redor - e também dentro de nós - há trevas e luzes, mas na noite de hoje, quando o espírito das trevas cobre o mundo, se renova o acontecimento que sempre nos assombra e surpreende: o povo vê uma grande luz".

Depois o papa dissertou sobre as palavras "caminhar" e "ver" ao afirmar que "a identidade dos crentes católicos é ser peregrinos rumo à terra prometida".

E acrescentou "se alternam momentos de luz e de treva, de fidelidade e de infidelidade, de obediência e de rebelião, momentos de povo peregrino e de povo errante".

"Também em nossa história pessoal se alternam momentos luminosos e obscuros, luzes e sombras", disse o papa argentino, que acrescentou que "se amamos a Deus e aos irmãos, caminhamos na luz, mas se nosso coração se fecha, se prevalecem o orgulho, a mentira, a busca do próprio interesse, então as trevas nos rodeiam interiormente e por fora".

"Quem aborrece o irmão está nas trevas, caminha nas trevas, não sabe aonde vai, porque as trevas cegaram seus olhos", acrescentou o papa citando o apóstolo São João.

Depois Francisco lembrou que os pastores "foram os primeiros que receberam o anúncio do nascimento de Jesus", e justificou: "foram os primeiros porque eram dos últimos, os marginalizados".

"Deus nos ama, nos ama tanto que nos deu a seu Filho como nosso irmão, como luz para nossas trevas", lembrou o papa.

Francisco encerrou a homilia pedindo aos católicos que "não temam", pois "nosso pai tem paciência conosco, nos ama, nos dá Jesus como guia no caminho à terra prometida. Ele é a luz que dissipa as trevas. Ele é nossa paz".
Fonte: ESTADAO

terça-feira, 22 de outubro de 2013

AGRADEÇO A DEUS..., MUITO OBRIGADO SENHOR



Agradeço a Deus...
Agradeço a Deus por ter me escolhido como filho de casal tão maravilhoso, fino de educação, simples, educado, culto, prestativo, amado e respeitado por todos que o rodeavam.

Por meus pais terem oportunidade de dar-me educação e estudos que são meu norte até os dias de hoje
Por ter podido ser batizado, alfabetizado e crismado por pessoas dignas.

Por ter tido a oportunidade de passar uma infância inesquecível onde os valores familiares de pais, avós, tios e primos  ainda eram cultivados de forma simples, mas forte. Respeito em primeiro lugar!
Por Deus ter me dado a oportunidade de viver, participar e conviver em família durante toda a minha infância e minha juventude. 

Agradeço a Deus por me ter agraciado com uma mãe extraordinária, amada e respeitada por todos e que soube ser minha mãe e meu pai nas ocasiões mais delicadas de minha vida, especialmente aos 17 anos, logo em seguida a minha formatura de ginásio, quando perdi meu pai, meu amigo, meu protetor.
Por ter dado a mim a oportunidade de continuar meus estudos e me preparar para o futuro.

Por ter encontrado ótimos pessoas, orientadores e familiares, que me conduziram e orientaram para meu futuro.
Por ter encontrado, nesta ocasião, uma pessoa maravilhosa, carinhosa, dedicada, compreensiva, estudiosa e muito inteligente a qual namorei e namoro até hoje, minha esposa, minha eterna namorada.

Agradeço a Deus por ter conseguido me formar e conseguir, de imediato, ser empregado e seis meses após, trocar por um ótimo emprego que soube respeitar e a ele me dedicar durante longos 43 anos de minha vida profissional, obtendo muitas vitórias e conquistas profissionais e ótimos colegas.
Agradeço a Deus por ter encontrado em minha vida amigos leais, amigos verdadeiros, amigos para qualquer hora, poucos, no entanto Amigos.

Por ter encontrado em meu trabalho colegas e amigos que sabiam se respeitar mutuamente e a quem continuamos respeitando até os dias de hoje.
Por ter tido a oportunidade de realizar o nosso sonho e com as bênçãos de Deus construirmos uma família que hoje é o nosso orgulho.

Por termos tido a oportunidade, desde jovens, viver, participar e colaborar coma Igreja Católica Apostólica Romana.
Por termos recebido, de Deus, filhos maravilhosos. Nossa verdadeira motivação de vida!

Por termos tido a oportunidade de criar nossos filhos em harmonia e ter dado a cada um deles a educação e os estudos necessários para que hoje sejam pessoas respeitadas e participativas de uma sociedade que sabe dar importância aos verdadeiros valores da vida.
Agradecemos a Deus por ter nos dado a oportunidade de ver e sentir a construção da família de cada um de nossos filhos com bases sólidas e religiosas.

Agradecemos a Deus pelo neto que nos foi dado, ao qual dedicamos amor incondicional.
Por nos ter dado a oportunidade de viver, até hoje, entre verdadeiros e antigos amigos, aos quais agradecemos pela amizade e pelos quais oramos diariamente em agradecimento pela pureza das amizades!

Por Deus nos ter ensinado a rezar por aqueles que nos fizeram mal, egoístas que vivem para ter e não para ser. Por aqueles que não souberam respeitar e honrar ao próximo, a verdadeira amizade e não souberam ser dignos da família e dos parentes!
Agradeço a Deus por ter dado a mim e minha querida esposa a oportunidade inestimável de iniciar uma nova vida plena de amor, de muita esperança e fé, na qual hoje vivemos.

Por termos tido a oportunidade de conhecer novos lugares e fazer novas amizades.
Por estar dando a mim, a oportunidade de agradecer a meus filhos por tudo o que eles tem feito e dado para nós, criando a oportunidade de vivermos momentos maravilhosos de uma nova vida ainda mais cristã.

Por ter dado a mim a oportunidade de completar meus 73 anos de vida em com saúde, com contagiante alegria,  saudável e vivendo dias maravilhosos.
Senhor...muito obrigado pelos meus 73 anos de vida, pelos momentos bons e também pelos ruins, que nos aproximaram e nos aproximam de Ti.

Muito obrigado por nos dar a oportunidade de vivermos sempre a Teu lado
Muito obrigado por nos ensinar a orar e a confiar em Tua Bondade infinita, em Tua providência que nunca nos abandona.

Muito obrigado por nos ter dado Tua Mãe Santíssima como nossa protetora e Ela nos estar dirigindo em nossa estrada da vida.
Muito obrigado Senhor, pelo amanhecer de cada dia e pelos santos dias que temos ainda para viver.

Senhor... muito obrigado pelos meus 73 anos de vida
Obrigado Senhor...
F.A.Vassellucci                     outubro 2013
A FAMÍLIA CATÓLICA

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Nem magos , nem os tarôs ou nós mesmos, somente Jesus salva

Papa Francisco: não são os magos que nos salvam, nem os tarôs ou nós mesmos, somente Jesus salva



Cidade do Vaticano

- Somente no nome de Jesus há salvação: foi o que disse o Papa na manhã desta sexta-feira na breve homilia da missa presidida na capelinha da Casa Santa Marta, no Vaticano. Participaram da celebração alguns sediários pontifícios e um grupo de funcionários da Farmácia vaticana.

Comentando as leituras desta Sexta-feira da Oitava de Páscoa, o Santo Padre recordou com São Pedro que somente no nome de Jesus somos salvos: "Em nenhum outro há salvação".

Pedro, que havia renegado Jesus, agora com coragem, na prisão, dá o seu testemunho diante dos chefes judeus, explicando que é graças à invocação do nome de Jesus que um paralítico é curado. É "aquele nome que nos salva". Pedro não pronuncia aquele nome sozinho, mas "repleto do Espírito Santo".

De fato – explicou Francisco –, "nós não podemos confessar Jesus, não podemos falar sobre Jesus, não podemos dizer algo sobre Jesus sem o Espírito Santo. É o Espírito que nos impele a confessar Jesus ou a falar sobre Jesus ou a ter confiança em Jesus. Jesus que está no nosso caminho da vida, sempre".

Francisco contou um fato: "na Cúria de Buenos Aires trabalha um homem humilde, trabalha há 30 anos; pai de oito filhos. Antes de sair, antes de fazer as coisas, sempre diz: 'Jesus!' E eu, uma vez, perguntei-lhe: 'Por que você sempre diz 'Jesus'?' Quando eu digo 'Jesus' – disse-me este homem humilde – me sinto forte, sinto poder trabalhar, e sei que Ele está a meu lado, que Ele me protege'".

"Este homem – observou – não estudou Teologia, tem somente a graça do Batismo e a força do Espírito. E esse testemunho – afirmou o Papa Francisco – me fez um grande bem": porque nos recorda que "neste mundo que nos oferece tantos salvadores" somente o nome de Jesus salva.

Para resolver seus problemas, muitos recorrem aos magos ou aos tarôs – ressaltou. Mas somente Jesus salva "e devemos dar testemunho disso! Ele é o único".

Por fim, fez um convite a ter Maria como companheira: "Nossa Senhora nos conduz sempre a Jesus", como fez em Caná quando disse: "Fazei aquilo que Ele vos disser!" Assim, confiemo-nos ao nome de Jesus, invoquemos o nome de Jesus, deixando que o Espírito Santo nos impulsione "a fazer esta oração confiante no nome de Jesus – concluiu Francisco – ... nos fará bem!".

Fonte: RV

sexta-feira, 29 de março de 2013

A Sexta-feira Santa em Jerusalém.

A Sexta-feira Santa em Jerusalém.




 Jerusalém

– O Santo Sepulcro é mais o expressivo sinal da morte e ressurreição de Cristo.

Para relatar como a Sexta-Feira Santa é vivida em Jerusalém, no local onde Jesus sofreu sua Paixão e Morte, contatamos o sacerdote da Canção Nova Pe. Antonio Xavier, que estuda Ciências Bíblias em Jerusalém:

“Hoje, em Jerusalém, a celebração da Sexta-Feira Santa começa às 8h, diretamente no Santo Sepulcro. Com a realidade do status quo em alguns santuários, inclusive o Santo Sepulcro, essas celebrações acontecem num outro horário, que deve manter o horário antigo do século 19 – uma vez que é combinado entre todas as igrejas que ali estão: ortodoxos, armênios e católicos.

É o Patriarca quem preside essa celebração e ela é feita, inicialmente, partindo do Calvário, depois ao local da unção, a pedra da unção e termina naturalmente no Santo Sepulcro, local onde Jesus Cristo foi sepultado e o local da ressurreição.

Peregrinos do mundo inteiro já estão aqui em Jerusalém. Já participaram do Domingo de Ramos e, ontem, da bonita função também no Santo Sepulcro, com a bênção dos santos óleos e a celebração da Ceia do Senhor.

Nesta tarde, às 15h, começa a Via-Sacra partindo da primeira estação em direção ao Santo Sepulcro, que deve contar com a participação de cerca de 800 pessoas – um grande número para as ruas tão estreitas e, ao mesmo tempo, muito bem celebrada e muito bem conduzida pelos franciscanos.

À noite, teremos uma última celebração, no Santo Sepulcro, que é a da “deposição do Senhor” – simbolicamente os passos que aconteceram após as três horas da tarde, quando Jesus faleceu.

A Páscoa no Santo Sepulcro é celebrada no sábado de manhã, logo cedo, conforme a tradição na época da instituição do status quo, que é essa lei que prevê que tudo deve ser feito como era realizado no século 19.”
Fonte: RV

terça-feira, 26 de março de 2013

Papa Francisco: Deus é paciente

Francisco: Deus é paciente com as nossas fraquezas




Cidade do Vaticano

 - Durante a Semana Santa, pensemos na "paciência" que Deus tem com cada um de nós. Foi o que disse o Papa Francisco na manhã desta segunda-feira durante a breve homilia da missa por ele presidida na Capela da "Casa Santa Marta", no Vaticano, da qual participaram, entre outros, os jornalistas do L'Osservatore Romano.

O emblema da infinita paciência que Deus tem pelo homem está refletido na infinita paciência que Jesus tem por Judas. O Santo Padre serviu-se da cena do Evangelho do dia, no qual Judas critica a atitude de Maria, irmã de Lázaro, de ungir os pés de Jesus com trezentos gramas de precioso perfume: teria sido melhor vendê-lo e dar o ganho aos pobres – defende Judas.

João observa no Evangelho que Judas não estava interessado pelos pobres, mas pelo dinheiro, que inclusive roubava. No entanto, "Jesus não lhe disse: 'És um ladrão'", observou o Papa.

Com o amor, afirmou, "foi paciente com Judas, buscando atraí-lo a si com a sua paciência, com o seu amor. E nos fará bem pensar – acrescentou – nesta Semana Santa, na paciência de Deus, naquela paciência que o Senhor tem conosco, com as nossas fraquezas, com os nossos pecados."

O Pontífice observou que também o trecho de Isaías, na primeira leitura, ao apresentar "o ícone daquele 'servo de Deus', evidenciou a mansidão e a paciência de Jesus – que é a paciência de Deus mesmo".

"Quando se pensa na paciência de Deus: isso é um mistério!", exclamou o Papa Francisco. "Quanta paciência Ele tem conosco! Fazemos tantas coisas, mas Ele é paciente." E o é, disse ainda, "como aquele pai que o Evangelho diz que viu o filho de longe, aquele filho que tinha ido embora com todo o dinheiro da sua herança".

E por que o viu de longe? – perguntou-se o Papa. "Porque todos os dias olhava do alto para ver se o filho retornava." "Essa é a paciência de Deus", repetiu o Papa Francisco, "essa é a paciência de Jesus".

E concluiu: "Pensemos numa relação pessoal, nesta Semana: como tem sido na minha vida a paciência de Jesus comigo? Basta isso. Depois, sairá do nosso coração uma só palavra: 'Obrigado, Senhor! Obrigado por sua paciência". (RL)


Fonte: RV

domingo, 17 de março de 2013

O Papa comove a multidão

"Jesus não despreza nem condena; só perdoa, sempre". O Papa comove a multidão em seu primeiro Angelus

Cidade do Vaticano

– Uma multidão de pessoas, mais de 150 mil, lotaram a Praça São Pedro e todas as ruas vizinhas, para assistir e rezar junto com o Papa a sua primeira oração do Angelus. Às 12h deste domingo (8h de Brasília), Francisco apareceu na janela de seu apartamento para rezar e abençoar os fiéis, turistas e romanos.

Desde as primeiras horas do dia, o movimento já era grande. Toda a área foi interditada ao tráfico e ao estacionamento. Francisco fez um discurso informal, falando de improviso e apenas em italiano.

Ele saudou com as mãos e com um grande sorriso, recebendo em troca aplausos e muito entusiasmo. A popularidade de Francisco tem aumentado a cada dia desde que se tornou, quarta-feira passada, o primeiro Papa latino-americano da história. Chegou ao balcão com o seu modo simples, os braços ao longo do corpo e a mão direita ao alto, saudando o povo. “Bom dia!” – foram as suas primeiras palavras.

Lembrando o episódio da mulher adúltera que Jesus salva da condenação, Francisco ressaltou o valor e a importância da misericórdia e do perdão nos dias de hoje: “Deus jamais se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão. Temos de aprender a ser misericordiosos com todos”, afirmou.

Antes disso, Francisco disse que estava contente de estar com os fiéis domingo, “dia do Senhor, dia de se cumprimentar, de se encontrar e conversar, como aqui, agora, nesta Praça, uma praça que graças à mídia, é do tamanho do mundo!”.

A propósito da leitura evangélica, Francisco encorajou os fiéis citou a atitude de Jesus, que não desprezou nem condenou a adúltera, mas disse apenas palavras de amor e misericórdia, que convidavam à conversão.

“Vocês já pensaram na paciência que Deus tem com cada um de nós? É a sua misericórdia: Ele nos compreende, nos recebe, não se cansa de nos perdoar se soubermos voltar a Ele com o coração arrependido. É grande a misericórdia do Senhor!”.

Dando andamento ao discurso, o Papa citou um livro lido nestes dias sobre a misericórdia, de autoria do Cardeal Walter Kasper, “um ótimo teólogo”. “O livro faz entender que a palavra ‘misericórdia’ muda tudo; torna o mundo menos frio e mais justo” – disse, ressalvando que com isso “não quer fazer publicidade ao livro do cardeal”. Depois, completou lembrando o Profeta Isaias, que afirma que “se nossos pecados fossem vermelho escarlate, o amor de Deus os tornaria brancos, como a neve”.

Sem ler um texto preparado, Francisco contou à multidão um fato de quando era bispo, em 1992, e uma senhora de mais de 80 anos, muito simples (uma ‘vovó’, ele disse, ndr) quis se confessar com ele. Diante de sua surpresa, a idosa lhe disse “Nós todos temos pecados! Se Deus não perdoasse tudo, o mundo não existiria...!”. De seu balcão, Francisco brincou com os fiéis arriscando que a senhora “havia estudado na Universidade Gregoriana de Roma”.

Telões foram montados em toda a área para transmitir as imagens do Papa, enquanto helicópteros sobrevoavam o centro de Roma, e o Papa continuava seu discurso:

“É, o problema é que nós nos cansamos de pedir perdão a Deus. Invoquemos a intercessão de Nossa Senhora, que teve em seus braços a misericórdia de Deus em pessoa, no menino Jesus”.

O bispo de Roma, que é argentino, lembrou ainda que as origens da sua família são italianas, sublinhando, no entanto, que “nós fazemos parte de uma família maior, a família da Igreja, que caminha unida no Evangelho”.

Despedindo-se dos fiéis, Francisco disse palavras ainda mais simples: “Bom domingo e bom almoço!”.


Fonte: RV

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A CRUZ NOS DÁ CORAGEM PARA ENFRENTAR AS DIFICULDADES

Papa Preside Via Sacra: a Cruz nos dá coragem para enfrentar as dificuldades




Roma



– Nesta Sexta-Feira Santa, a grande celebração do dia foi a Via Sacra, presidida por Bento XVI, no Coliseu de Roma.


A tradicional Via Sacra, que lembra o calvário de Cristo até sua crucificação, teve início às 21h05. Como no ano passado, o Papa, que fará 85 anos no dia 16 de abril, acompanhou da colina do Palatino boa parte da Via Sacra, sem percorrer a pé as 14 estações.


As reflexões da Via Sacra, no Coliseu, foram escritas pelo casal Danilo e Anna Maria Zanzucchi. O casal têm 60 anos de matrimônio, cinco filhos e é membro do Movimento dos Focolares, um dos primeiros colaboradores de João Paulo II na formação do Pontifício Conselho para a Família.


Na conclusão da Via Sacra, o Papa dirigiu aos presentes algumas palavras: “Acabamos de recordar, através das meditações, da oração e dos cânticos, os passos de Jesus no caminho da Cruz: um caminho que parecia sem saída e, no entanto, mudou a vida e a história do homem, abrindo a passagem para «os novos céus e a terra nova» (cf. Ap 21, 1).


De modo especial neste dia de Sexta-Feira Santa, a Igreja celebra, com profunda adesão espiritual, a memória da crucifixão do Filho de Deus e, na sua Cruz, vê a árvore da vida – árvore fecunda duma nova esperança”.


O Pontífice recordou que “a experiência do sofrimento marca a humanidade e, naturalmente, a família”, com “incompreensões, divisões, preocupação com o futuro dos filhos, doenças, problemas de vários tipos”. E o Papa ressaltou a falata de empregos e a crise econômica como alguns desses problemas.


Fazendo um paralelo com o caminho da Via-Sacra, o Santo Padre mostrou que este “é um convite feito a todos nós, e de modo especial às famílias, para contemplarmos Cristo crucificado a fim de termos a força de ultrapassar as dificuldades”.


“A Cruz de Jesus é o sinal supremo do amor de Deus por cada homem – disse ele -,, a resposta superabundante à necessidade que toda a pessoa sente de ser amada”.


Bento XVI convidou-nos a encontrar na Cruz de Cristo a coragem para prosseguirmos nossos caminhos. E reforçou: “Nas tribulações e dificuldades, não estamos sozinhos, não está sozinha a família: Jesus está presente com o seu amor, sustenta-a com a sua graça e dá-lhe a força para prosseguir, enfrentando os sacrifícios e superando qualquer obstáculo”. (SP/ED


Eis na íntegra o que Bento XVI disse:


Queridos irmãos e irmãs!Acabamos de recordar, através das meditações, da oração e dos cânticos, os passos de Jesus no caminho da Cruz: um caminho que parecia sem saída e, no entanto, mudou a vida e a história do homem, abrindo a passagem para «os novos céus e a terra nova» (cf. Ap 21, 1).


De modo especial neste dia de Sexta-Feira Santa, a Igreja celebra, com profunda adesão espiritual, a memória da crucifixão do Filho de Deus e, na sua Cruz, vê a árvore da vida – árvore fecunda duma nova esperança.A experiência do sofrimento marca a humanidade e, naturalmente, a família.


Quantas vezes o caminho se torna cansativo e difícil! Incompreensões, divisões, preocupação com o futuro dos filhos, doenças, incômodos de vários tipos. Para além disso, a situação de muitas famílias vê-se agravada, hoje em dia, pela precariedade do emprego e outras consequências negativas provocadas pela crise econômica.


O caminho da Via-Sacra, que acabamos de percorrer espiritualmente nesta noite, é um convite feito a todos nós, e de modo especial às famílias, para contemplarmos Cristo crucificado a fim de termos a força de ultrapassar as dificuldades.


A Cruz de Jesus é o sinal supremo do amor de Deus por cada homem, a resposta superabundante à necessidade que toda a pessoa sente de ser amada. Quando passamos pela prova, quando as nossas famílias enfrentam o sofrimento, a tribulação, olhemos para a Cruz de Cristo!


Nela encontraremos a coragem para prosseguir o caminho, podendo repetir, com firme esperança, estas palavras de São Paulo: «Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? (…) Mas, em tudo isso, somos mais que vencedores graças Àquele que nos amou!» (Rm 8, 35.37).


Nas tribulações e dificuldades, não estamos sozinhos; não está sozinha a família: Jesus está presente com o seu amor, sustenta-a com a sua graça e dá-lhe a força para prosseguir, enfrentando os sacrifícios e superando qualquer obstáculo. E, quando os desvarios humanos e outras dificuldades põem em risco e ferem a unidade da nossa vida e da nossa família, é para o amor de Cristo que devemos voltar-nos.


O mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo encoraja-nos a continuar com esperança. Se forem vividos com Cristo, com fé n’Ele, os dias de tribulação e de prova trazem já dentro de si a luz da ressurreição, a vida nova do mundo ressuscitado, a páscoa de todo o homem que crê na sua Palavra.


Naquele Homem crucificado que é o Filho de Deus, mesmo a própria morte ganha novo significado e orientação, é resgatada e vencida, torna-se passagem para a nova vida: «Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, continua só um grão de trigo; mas, se morrer, então produz muito fruto» (Jo 12, 24).


Confiemo-nos à Mãe de Cristo. Ela que acompanhou o seu Filho ao longo da via dolorosa, Ela que esteve aos pés da Cruz na hora da sua morte, Ela que encorajou a Igreja desde o seu nascimento a viver na presença do Senhor, conduza os nossos corações, os corações de todas as famílias, através do vasto mysterium passsionis rumo ao mysterium paschale, rumo à luz que irrompe da Ressurreição de Cristo e manifesta a vitória definitiva do amor, da alegria e da vida, sobre o mal, o sofrimento e a morte. Amém. (SP)


Fonte: RV

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

QUE ESTRANHA AQUELA NOITE

Que estranha aquela noite!

Revelando profundo estro poético, Dom Lucio Renna canta os sublimes mistérios e alegrias daquela noite santa quando Deus Filho nasceu neste mundo, tornando-Se nosso irmão.


D-Renna.jpg









Dom Lucio Angelo Renna, O.Carm.
Bispo de Avezzano (Itália)


Que estranha aquela noite! Após uma jornada cheia de acontecimentos, de gritos, de cantos, de orações, de encontros entre pessoas provenientes de diversos países para serem recenseadas, após um barulho ensurdecedor, ruídos ininterruptos e insuportáveis, após tantas e tantas coisas que a mais ardente fantasia nunca conseguiria imaginar, após tudo isso um estranho silêncio, profundo, arcano, misterioso.

Parecia que o universo parara, que as criaturas de repente decidiram calar-se. Era como se a respiração do mundo criado cessasse, voluntária e obstinadamente.

Que estranha aquela noite, cheia de fascínio, de magia, de expectativa, de mistério! Nenhum balir de ovelha, nenhuma voz de homem, de mulher ou de criança, nenhum sinal de vida: parecia que um torpor universal pesava sobre as coisas, as plantas, os animais, as pessoas. Aqui e ali se podia perceber alguma janela fracamente iluminada.

No céu brilhavam, silenciosas, muitas e muitas estrelas. Nos casebres dos pobres, as crianças estranhamente não
choravam. Nos suntuosos palácios dos poderosos, não se ouviam sons, cantos, danças: pareciam envolvidos por uma austera e severa capa de silêncio, como nunca nenhum israelita podia ter memória. PRESEPIO.jpg















"O que está para acontecer?" - perguntava-se um ou outro, espiando curioso e ansioso pela fresta da porta de sua casa.

"É estranho, estranho, estranho!" - sentenciava o velho sábio, rodeado de meninos e meninas desejosos de saber sobre os Vaticinadores, os Profetas, os Patriarcas, o Messias que nunca chegava, apesar de sua secular invocação: Maranatha, maranatha.

Tudo, em suma, parecia ter-se fechado e adormecido por encanto. E como que para não perturbar o silêncio, o velho sábio, naquela noite, falava brandamente, muito brandamente.

Que estranha aquela noite: quase ninguém conseguia adormecer!

Intuía-se um acontecimento. Mas qual? O que estava para acontecer? Onde? Tais perguntas esvoaçavam delicadamente no ar e nos corações de todos, ao longo daquela estranha noite.

Os sacerdotes do Templo rezavam com o coração, porque também eles temiam perturbar, salmodiando, o silêncio daquela estranha noite. Se algum deles, cansado, inclinava sonolento a cabeça, era de súbito sacudido por uma força misteriosa. Todos estavam em ansiosa espera, mas ninguém sabia do que ou de quem. Que estranha aquela noite!

Depois, como chegando de um longo, interminável caminho de séculos, todos perceberam, claro, distinto, o choro de um recém-nascido.

Como ao aceno de invisível maestro, explode a sinfonia do universo! Entrelaçam-se vozes de anjos, de homens, de animais. Até as árvores da floresta se unem, com os cetáceos e os peixes, àquele canto que não se podia saber bem se descia do céu ou para lá subia.

Somente após o primeiro momento de maravilhamento, de admiração e de júbilo universal, todos compreenderam que os anjos do Céu queriam cantar em coro com todas as criaturas, com o universo criado. Cantavam as surpresas e maravilhas do Senhor, o qual, naquela estranha noite, tinha dado à humanidade o seu Filho Unigênito, nascido da Virgem Maria numa obscura aldeia da Palestina de belíssimo nome: Belém, casa do pão.
Presepio2.jpg

















Nascera o Esperado prometido e todos estavam convidados a encontrar- se com Ele. Pedia-se tão-só a simplicidade e a pureza da mente e do coração para contemplar, no menininho da manjedoura, o Messias. Naquela estranha noite ouviam-se apenas cantos de alegria.

Ninguém implorava mais: maranatha. Todos sabiam que o Verbo tinha-Se tornado o Emanuel; que Deus, tinha descido do Céu à nossa terra; que doravante todos os acontecimentos da História seriam datados de antes ou depois do inaudito evento do nascimento de Cristo.

O mundo parecia estupefato, percorrido por grande alegria, inundado por grande luz. Nunca as estrelas, brilhantes e belas, tinham sido vistas tão resplendentes; a mais luminosa foi chamar os magos do Oriente.

Naquela estranha noite, de vários pontos da Palestina, puseram-se a caminho diversos grupos, em geral de pastores, todos caminhando para uma gruta da qual se irradiava o esplendor de inefável luz. Os corações simples ouviam o canto dos anjos, que louvavam a Deus e auguravam paz aos homens de boa vontade.

Os sacerdotes do Templo, perpassados por um arrepio interior, compreendiam que estava para se iniciar a era nova da História. Os velhos sábios empurravam as crianças, os jovens e os adultos para Belém. Alguns deles, mais anciãos e cansados que os outros, ficavam em seus casebres, tristes por não terem a força física para se unirem aos peregrinos. Todos os outros entravam na fila felizes, sem sentir cansaço algum no caminho para Belém.

Os jovens cantavam e dançavam como nunca o haviam feito, porque vibravam de uma alegria indizível, profunda, ao aproximar-se da meta de todos naquela estranha noite.

Um ou outro, desconfiado e invejoso, resistia à força misteriosa e, em sua casa, nutria em si sentimentos tenebrosos e contestatários que lhe impediam de participar da alegria do universo, considerando em risco sua própria situação social e econômica.

Dos grandes abrigos de caravanas partiam também muitos senhores com seus camelos, dromedários, cavalos e modestas mulas, seguindo a estrada iluminada pelas estrelas naquela estranha noite que resplandecia como sol em pleno dia.
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Na gruta, Maria de Nazaré, a Virgem- Mãe, contemplava extasiada aquele delicado bebê no qual adorava seu Deus. Seus olhos estavam fixos nos d'Ele. Falavam- se, Mãe e Filho, na silenciosa linguagem do amor. Ela, a filha de Sião, tinha nos olhos a ansiedade, a alegria, a gratidão, a esperança do povo de Javé, acumuladas no decurso dos séculos.

Por meio de seu olhar parecia que se dirigiam para a manjedoura os olhares de inumeráveis pessoas, de todas as idades e classes sociais, que tinham implorado, suplicado, espreitado a vinda do Esperado. Em Maria, todos tinham a resposta da parte de Deus: nasceu Jesus! O Menino, movendo as perninhas, chorando, sorrindo assegurava à Mãe: eis-Me aqui, estou contigo, estou convosco.

Também José contemplava e entrevia, com os olhos da fé, na penúria da gruta, o dom inefável, imenso, infinito de Deus. E rezava, enquanto, com gestos afetuosos e desajeitados, prestava ajuda a Maria!

A gruta, nesse ínterim, tornava-se tão grande quanto o mundo. Muitos e ainda muitos outros aí chegavam, cantando: "Descestes das estrelas, ó rei do Céu"; e ofereciam toda espécie de presentes.

Que estranha aquela noite na qual o Filho de Deus nasceu, pobre entre os mais pobres, em tudo semelhante aos homens, exceto no pecado! No calor, na cor, nos cânticos, no gáudio imenso daquela estranha noite não foram poucos os que notaram sobre a manjedoura a sombra - inicialmente escura e depois cada vez mais luminosa - de uma cruz.

No cruzamento das traves, sobre aquela manjedoura, vagia, sorria, chorava o Menino Jesus. Que estranha aquela noite que, fazendo uma reviravolta na História da humanidade, deu início à era da salvação!


Fonte: Arautos do Evangelho

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

ELE VEIO PARA TODOS...

ELE VEIO PARA TODOS...




Sábios e ilustres, ricos e pobres, reis e pastores têm seu lugar de dileção aos pés do Menino Jesus.


Quem se aproxima, em espírito, da manjedoura na Gruta de Belém, encontra um Menino tenro, mas cheio de vida e de luz. Contemplando-O com os olhos da fé, fica-se abismado ao considerar que ali está o próprio Deus feito homem. Sim, esse mesmo Menino mais tarde estará curando leprosos, devolvendo a vista a cegos, fazendo andar paralíticos, ressuscitando mortos ou acalmando tempestades. No final de sua vida, Ele será desprezado pelas multidões, injuriado, flagelado e pregado numa cruz. Mas ressuscitará ao terceiro dia de forma gloriosa, subirá aos céus e se sentará à direita do Pai como rei triunfante supremo. É assim que Ele deverá vir, pela segunda vez, no dia do Juízo Final, para julgar os vivos e os mortos.


Veio para os pobres...


Manjedoura na Gruta de Belém, encontra um Menino tenro, mas cheio de vida e de luz. Contemplando-O com os olhos da fé, fica-se abismado ao considerar que ali está o próprio Deus feito homem. Sim, esse mesmo Menino mais tarde estará curando leprosos, devolvendo a vista a cegos, fazendo andar paralíticos, ressuscitando mortos ou acalmando tempestades. No final de sua vida, Ele será desprezado pelas multidões, injuriado, flagelado e pregado numa cruz. Mas ressuscitará ao terceiro dia de forma gloriosa, subirá aos céus e se sentará à direita do Pai como rei triunfante supremo. É assim que Ele deverá vir, pela segunda vez, no dia do Juízo Final, para julgar os vivos e os mortos.


Em sua primeira vinda, quis Jesus manifestar-Se aos homens revestido de nossa fraqueza, como débil e indefesa criança, padecendo fome, sede, frio e em tudo se assemelhando à nossa humana condição. Junto ao presépio, encontraremos os pastores. Homens rudes e humildes, ocupados apenas na guarda noturna de seus rebanhos, viram-se, de repente, circundados por uma claridade divina que os encheu de grande temor. Mas logo, animados pelas tranqüilizadoras palavras do anjo, correram para aquela feliz gruta onde, com grande reverência, aproximaram-se para adorar o Menino envolto em pobres panos e reclinado sobre míseras palhas.


... e para os ricos


Erroneamente, porém, poderia alguém pensar ter Ele vindo só para os simples pastores e as pessoas menos abastadas. Para desfazer essa idéia por demais simplificada e unilateral, bastaria permanecer mais alguns dias junto ao Menino e ser surpreendido por um séqüito real cheio de cores, pompa e majestade. De onde procedia aquela longa, misteriosa e rica caravana, composta de guerreiros fortes e audazes, de pajens vestidos de seda, avançando ao som de trombetas e ao rufar compassado dos tambores? O que significava essa "inundação de camelos e dromedários" (Is 60, 6) carregados de riquezas, previstos com tanta antecedência pelo profeta Isaías? Quem seriam esses três soberanos à procura do "Rei dos judeus que acabava de nascer"? (Mt 2, 2). Chamavam-se Melquior, Gaspar e Baltazar e, segundo a tradição, representavam as três raças da família humana. O Evangelho nos conta serem eles provenientes do longínquo e enigmático Oriente, tendo viajado até a Judéia guiados por uma estrela. E aqui nos aparece o primeiro traço do extraordinário chamado que lhes foi feito. Aos pastores se manifesta visivelmente um anjo de luz, revelando por palavras a grande alegria do nascimento do Salvador. Àqueles reis, porém, essa mesma notícia é comunicada pelo aparecimento de uma maravilhosa estrela acompanhada de uma voz interior a tocar suas almas. Assim no-lo explica São Tomás, citando o grande Papa Leão: "Além da imagem que estimulou o olhar corporal, o raio ainda mais luminoso da verdade instruiu até o fundo os seus corações no que concernia à iluminação da fé" (1).


Fé levada até o heroismo



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Bem se poderia aplicar neste caso o famoso ditado francês: noblesse oblige (a nobreza impõe obrigações). Daqueles Magos, até então mergulhados nas trevas do paganismo, a Providência exigiu um heroísmo de fé que não foi pedido aos pastores, herdeiros das promessas messiânicas do povo eleito. Quanto drama havia naquela viagem! Alertados pelo súbito fulgor de uma estrela, os Reis Magos abandonam sem hesitação a calma e o conforto de seus palácios para lançar-se em longa viagem cheia de fadigas e perigos, através de desertos e montanhas... E tanto esforço, para quê? Para ir prostrar-se em adoração diante de um menino recém-nascido! A extrema pobreza na qual Se lhes apresentou Aquele a quem buscavam com santo afã, em nada abalou a sobrenatural certeza vincada em seus corações, de ser Ele o Rei dos reis. Afirma o Doutor Angélico: "Deve-se dizer como Crisóstomo diz: ‘Se os Magos tivessem vindo procurar um rei terrestre, teriam ficado decepcionados, por terem enfrentado sem motivo as dificuldades de um caminho tão longo'. E assim, nem O teriam adorado, nem Lhe teriam oferecido presentes. ‘Mas, porque procuravam o Rei do Céu, mesmo não vendo n'Ele nada da majestade real, O adoraram satisfeitos unicamente com o testemunho da estrela'. Viram um homem e nele reconheceram Deus. E ofereceram presentes adequados à dignidade de Cristo: ‘Ouro, como a um grande rei; incenso, utilizado nos sacrifícios divinos, como a Deus; e mirra, com a qual são embalsamados os corpos dos mortos, indicando que iria morrer pela salvação de todos'" (2). Deste modo, os três Reis nos ensinaram quais os presentes mais agradáveis ao Menino-Deus, por ocasião da festa da Epifania: o ouro fino e puro das boas obras, praticadas com desinteresse e pureza de intenção; o incenso perfumado das orações feitas com sincera piedade e devoção; e a mirra dos sofrimentos e sacrifícios suportados ao longo de nossa vida com verdadeiro amor e alegre resignação.


Jesus está à espera de todos nós


Apresentemos, então, com os Magos, nossas modestas ofertas aos pés do berço onde dorme sereno o pequeno Rei vindo para nos redimir. Ele está à espera de todos nós, de todos os homens de boa vontade que queiram seguir seus passos. Esta é a lição que nos deu já no começo de sua existência terrena: "A salvação que Cristo iria trazer concernia a todo tipo de homens, pois, como diz a Carta aos Colossenses: ‘Em Cristo não há mais homem e mulher, grego e judeu, escravo e homem livre', e assim quanto às outras diferenças. E para que isto estivesse prefigurado no próprio nascimento de Cristo, Ele se manifestou a homens de todas as condições. Pois, como diz Agostinho: ‘Os pastores eram israelitas, os magos pagãos; aqueles estavam perto, estes longe; uns e outros se encontraram na pedra angular'. Havia ainda entre eles outro tipo de diversidade: Os magos eram sábios e poderosos, os pastores, ignorantes e de condição humilde" (3). E São Leão Magno exclama: "Que todos os povos representados pelos três Magos adorem o Criador do universo; e Deus não seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo inteiro, a fim de que por toda parte ‘o seu nome seja grande em Israel!' (Sl 75, 2)" (4). Se contemplarmos Jesus com olhar admirativo e cheio de fé, veremos que esse é o Menino dos contrários harmônicos. Ele veio para todos: pobres humildes, reis majestosos. Ele está à disposição de toda e qualquer classe social, de toda e qualquer cultura, de toda e qualquer raça. Ele veio para salvar a todos.


Fonte: Arautos do Evangelho

domingo, 12 de dezembro de 2010

ADVENTO - PARTE VII - A NOVIDADE NA CONTÍNUA VINDA DE JESUS

A NOVIDADE NA CONTÍNUA VINDA DE JESUS

O ontem messiânico, o presente atual e esperançoso, o futuro profético

A vinda de Cristo é antiga e é nova.

É um fato passado que se atualiza na celebração litúrgica. A Igreja é antes de tudo a esposa de Cristo, único sumo sacerdote. Neste sentido, é a receptora dos sacramentos, mas não a produtora nem a criadora. A Igreja reelabora os sacramentos como colaboradora do esposo de quem recebe a vida e tudo para poder atuar.

Por isso o sentido e fim da celebração litúrgica é precisamente o de fazer participar a todas as gerações ativamente na obra da salvação de Cristo. No tempo de Advento a obra de salvação se expressa de maneira escatológica. Trata-se do Cristo Juiz, Senhor, Rei, que virá no final dos tempos. É o Cristo em Majestade dos grandes mosaicos das catedrais.

O mistério do culto litúrgico faz possível que a eternidade irrompa no tempo para que o mistério originário chegue a celebrar-se, e a salvação contida na ação salvífica passada alcance a cada geração.

Portanto a Escritura, a Liturgia e os Padres anunciam sempre a morte do Senhor, certamente como morte salvífica, como núcleo central do mistério do culto: «mortis Dominicae mysteria». A morte tem como conseqüência a vida de Cristo. Dirá o liturgista Odo Casel que à Jesus Cristo, chegamos através do Jesus histórico, assim também à Ressurreição chegamos pela morte.

A ação salvífica de Cristo nos conduz à sua Páscoa e nos faz, por seu Espírito, participar dela e ser transformados pela própria Páscoa de Cristo morto e ressuscitado, para passar assim à vida e à vida eterna. «Cristo atua verdadeiramente nos sacramentos como o sumo sacerdote de sua Igreja, que a liberta através de sua ação salvadora e a conduz à vida», dizia Odo Casel.

O tempo do Advento conduz a Igreja ao limiar de sua existência, daí que a grande característica do Advento deverá ser a esperança. Escutamo-lo neste primeiro domingo: «Deus vos chamou a participar na vida de seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso». Somos chamados a realizar plenamente o plano de Deus sobre todos e cada um de nós. Recorda-nos o Advento que, no presente se nos apresenta o futuro.

O Advento é um tempo real e atual. Enquanto escutamos as profecias ainda não realizadas, vemos passar o mundo ante nossos olhos e ansiamos por esse mundo que virá e que já começamos a viver e a preparar no presente.

Enquanto esperamos o amanhã, feliz e desejado, trabalhamos no presente, atual e esperançoso e olhamos o passado (vindo na carne mortal de Cristo) e nos lembramos de ter tido o Messias entre nós, e tomamos força em nossa carne que foi a sua e que, portanto, está cheia da força salvífica que ele infundiu.

O Advento é um tempo real e presente que, ao ver o ontem messiânico, nos lança para o futuro profético. Em todo o processo está a Trindade Santa: o Pai que cria, o Filho que vem a este mundo a recriá-lo e o Espírito Santo que o santifica e o une no amor.

Pe. Juan Javier Flores Arcas, OSBReitor do Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo - Roma

terça-feira, 23 de março de 2010

JESUS, O BOM PELICANO

JESUS, O BOM PELICANO


A figura do pelicano é baseada no fato de que, em tempos de fome, a mãe pelicano arranca suas penas do peito e alimenta seus filhotes com o próprio sangue. Esta figura é amplamente usada para representar o sacrifício expiatório de Cristo. Pois Cristo voluntariamente derramou seu sangue para nos dar perdão e salvação. O pelicano é o símbolo do sacrifício abnegado e da caridade universal.
Jesus derramou e derrama todos os dias no sacrifício da missa, o seu sangue quando pelas palavras da instituição da Eucarístia, na consagração, o pão e o vinho se transubstanciam-se no seu corpo e no seu sangue para nos alimentar. Alimentar aqueles que têm fome e sede.
Nosso Salvador, limpa no seu sangue todo o pecador! Dele uma só gota lava todo o mal, faz do mundo lúcido cristal. * * * " Minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida".(Jo 6,55)
" A devoção à Eucarístia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por seu objeto; é a mais salutar, porque dá o próprio autor da graça;e é a mais suave, pois suave é o Senhor". (São Pio X, o Papa da Eucaristia)
"A Eucarístia é o sacramento do amor, significa o amor, produz o amor." (São Tomás)
"O Senhor confiou-nos o seu Corpo e o seu Sangue em coisas tais que são reduzidas á unidade a partir de muitas outras, porque o pão é um, embora conste de muitos grãos, e o vinho é feito a partir de muitas uvas". (Santo Agostinho)
"Pela virtude do Sacramento da Eucarístia a alma faz uma refeição espiritual por deleitar-se e inebriar-se pela doçura da bondade divina, segundo o Cântico dos Cânticos. Amigos, comei, bebei, inebriai-vos ó caríssimos". (Suma Teológica III a)
A Eucaristia é Deus no meio de nós. É o Senhor Jesus presente nos sacrários de nossas Igrejas, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. É o verdadeiro "Emanuel" , isto é "Deus Conosco".(Mt.1,23)
"Achareis tudo na Eucarístia: a palavra de conforto, a ciência, os milagres. Sim, até os milagres". (S.Pedro Julião Eymard)
"Jesus, alimento das almas fortes, fortalecei-me, purificai-me, divinizai-me". (Santa Gema Galgani)
Fonte: Varios
Eucaristia

Jesus: Pão da Vida Eterna

Ao tomarmos consciência de nossa missão de cristãos, gostaria muito que voltássemos nossos olhos à Santa Eucaristia, até Jesus que, presente entre nós, tem-nos constituído como membros seus: vos estis corpus Christi et membra de membro - "Vós sois o corpo de Cristo e membros unidos a outros membros". Nosso Deus decidiu permanecer no Sacrário para alimentar-nos, para fortalecer-nos, para divinizar-nos, para dar eficácia à nossa tarefa e a nosso esforço. Jesus é simultaneamente o semeador, a semente e o fruto da terra: o Pão da Vida Eterna.
Este milagre, continuamente renovado, da Sagrada Eucaristia, tem todas as características da forma de atuar de Jesus. Perfeito Deus e perfeito homem, Senhor dos Céus e terra, oferece-se como sustento, da maneira mais natural e ordinária. Assim espera nosso amor, desde até quase dois mil anos. É muito tempo e não é muito tempo: porque, quando há amor os dias voam.
Vem a mim, memória una, encantadora poesia galega, uma dessas Cantidas de Afonso X, o Sábio. A legenda de um monge que, em sua simplicidade, suplicou à Santa Maria poder contemplar o céu, ainda que fosse por um instante apenas. A Virgem acolheu seu desejo, e o bom monge foi trasladado ao paraíso. Quando retornou, não reconhecia a nenhum dos moradores do monastério: sua oração, que a Ele lhe havia parecido brevíssima, havia durado três séculos. Três séculos não são nada, para um coração amante. Assim explico eu esses dois mil anos de espera do Senhor na Eucaristia. É a espera de Deus, que ama aos homens, que nos busca, que nos quer tal como somos – limitados, egoístas, inconstantes –, mas com a capacidade de descobrir seu infinito carinho e de entregar-nos inteiramente a Ele.
Por amor e para ensinar-nos a amar, Jesus veio à terra e fez-se um entre nós na Eucaristia. "Amando os seus que viviam no mundo, amou-os até o fim"; com essas palavras, começa São João sua narração do que sucedeu aquela véspera da Páscoa, em que Jesus – refere-nos São Paulo – "tomou o pão, e dando graças, o partiu e disse: tomai e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. E da memsa maneira o cálice, ao fim da ceia, dizendo: este cálice é o sangue da nova aliança; fazei isto quantas vezes o bebereis, em memória de mim".

Escritos de São Josemaria Escrivá.

domingo, 31 de janeiro de 2010

VIDA CONSAGRADA: - UMA IMITAÇÃO RADICAL DE JESUS

PAPA SOBRE VIDA CONSAGRADA: "COM SEU RADICAL SEGUIMENTO DE CRISTO, INDICA CAMINHO DE DEUS AO MUNDO DESORIENTADO"


Cidade do Vaticano, 30 jan (RV)

- "Uma imitação radical de Jesus". É uma das muitas definições de Bento XVI à vida consagrada, que na próxima terça-feira, dia 2 de fevereiro – segundo a tradição nessa data – estará no centro da festa da Apresentação do Senhor.Diferentemente dos anos precedentes, na próxima terça-feira, na Basílica de São Pedro, não se terá a missa presidida pelo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal Franc Rodé, mas a celebração das Vésperas presididas pelo papa – informa o Setor das Celebrações Pontifícias.Trata-se de uma liturgia em que, nas análogas ocasiões dos anos passados, Bento XVI se deteve sobre a vida consagrada com reflexões de profunda espiritualidade. Aproveitamos a proximidade da festa da Apresentação do Senhor para recordar algumas das mais significativas dessas reflexões:São chamados consagrados e como tantos outros escolheram seguir Cristo, mas talvez em ninguém como neles se colhe plenamente, de modo transparente, a sua figura. Mulheres e homens que um dia em suas vidas – por uma frase, um encontro, uma moção da alma – foram tomados pela força de um carisma e deixaram o afeto de uma família, anos de projetos pessoais, seguranças materiais, a procura de um lugar na sociedade para permitir àquela irresistível inspiração interior tornar-se família, projeto, bem e identidade.A sua história singular torna-se história da Igreja presente no mundo inteiro no tempo do seu chamado e torna-se uma pedra do grande mosaico construído pelo Evangelho em dois mil anos de carismas. Nas celebrações das Vésperas de 2 de fevereiro presididas durante seu pontificado, Bento XVI ilustrou com grande respeito e admiração as características da vida consagrada definindo-a como "um total seguimento" de Jesus:"De fato, como a vida de Jesus, na sua obediência e dedicação ao Pai, é parábola viva do "Deus conosco", assim a concreta dedicação das pessoas consagradas a Deus e aos irmãos torna-se sinal eloqüente da presença do Reino de Deus para o mundo de hoje." (2006)"Dom de luz", "caminho privilegiado". Muitas definições para uma escolha de vida que, para além das diferentes formas em que ela pode manifestar-se, requer – afirma o pontífice – uma mesma reação: uma "resposta sem reservas" ao chamado de Deus. Assim se dá – observa ainda o pontífice – que o "sinal de contradição" de vidas vividas integralmente para o Reino dos Céus, tão "em contraste com a lógica do mundo", revele ao mundo "verdades muitas vezes ignoradas":"Com o seu exemplo proclamam a um mundo muitas vezes desorientado, mas na realidade sempre mais em busca de um sentido, que Deus é o Senhor da existência. Escolhendo a obediência, a pobreza e a castidade para o Reino dos Céus, mostram que todo apego e amor às coisas e às pessoas é incapaz de saciar definitivamente o coração; que a existência terrena é uma espera mais ou menos longa do encontro "face a face" com o Esposo divino." (2007)E quando as "dificuldades da vida" e os "múltiplos desafios da época moderna" com o cansaço e o desencorajamento tornam opaca a limpidez de uma vocação religiosa, caros consagrados – disse o papa em 2007 – estejam certos de que, como a vida consagrada é um "dom divino", "é em primeiro lugar o Senhor a conduzi-la a bom fim segundo os seus projetos". E entre os muitos modelos aos quais é possível se inspirar, o Santo Padre indicou um, São Paulo:"Podemos dizer que ele pertence àquela fileira de "místicos construtores", cuja existência é, ao mesmo tempo, contemplativa e ativa, aberta a Deus e aos irmãos para prestar um serviço eficaz ao Evangelho." (2009) (RL)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A HISTÓRIA DA IGREJA INICIA SEU CAMINHO NA POBRE GRUTA DE BELÉM

BENTO XVI: A HISTÓRIA DA IGREJA INICIA SEU CAMINHO NA POBRE GRUTA DE BELÉM

Cidade do Vaticano, 25 dez (RV)

- O Santo Padre concedeu hoje ao meio-dia do balcão central da Basílica de São Pedro, a tradicional bênção "Urbi et Orbi" (à cidade de Roma e ao mundo inteiro).Em sua mensagem natalina proferida aos fiéis provenientes de várias partes do mundo, o papa ressaltou que a liturgia do Natal não nos fala de uma luz natural, mas de uma luz diferente, especial, de alguma forma apontada e orientada para um nós, "o mesmo nós para quem o Menino de Belém nasceu. Este nós é a Igreja, a grande família universal dos que acreditam em Cristo, que aguardaram com esperança o novo nascimento do Salvador e hoje celebram no mistério a perene atualidade deste acontecimento" – frisou Bento XVI.O Santo Padre disse ainda que a princípio aquele nós, ao redor da manjedoura de Belém, era quase invisível aos olhos dos homens, como nos diz o Evangelho de São Lucas, englobava, além de Maria e José, poucos e humildes pastores que correram à gruta, avisados pelos anjos. "A luz do primeiro Natal foi como um fogo aceso à noite. Ao redor tudo estava escuro, enquanto na gruta resplandecia a luz verdadeira que ilumina todo homem" – disse o papa – acrescentando: "é a história da Igreja que inicia o seu caminho na pobre gruta de Belém e, através dos séculos, se torna povo e fonte de luz para a humanidade. Também hoje, por meio daqueles que vão ao encontro do Menino, Deus ainda acende fogueiras na noite do mundo para convidar os homens a reconhecerem em Jesus o sinal da sua presença salvífica e libertadora e estender o nós dos fiéis em Cristo a toda humanidade."O Santo Padre frisou ainda "que onde estiver um nós que acolhe o amor de Deus, aí resplandece a luz de Cristo, mesmo nas situações mais difíceis"."A Igreja, como a Virgem Maria, oferece ao mundo Jesus, o Filho, que Ela recebeu como dom e que veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força e o oferece às pessoas que o procuram com coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, aos desejam o bem da paz. Também hoje, à família humana profundamente marcada por uma grave crise, certamente econômica, mas também moral, e por dolorosas feridas de guerras e conflitos, a Igreja, com o estilo da partilha e da fidelidade ao homem, repete com os pastores: Vamos a Belém (Lc 2, 15), lá encontraremos a nossa esperança" – ressaltou o pontífice.Bento XVI sublinhou que o nós da Igreja vive no território onde Jesus nasceu, na Terra Santa, para convidar seus habitantes a abandonarem toda a lógica de violência e vingança. O nós da Igreja está presente em outros países do Oriente Médio, como o Iraque, no pequenino rebanho de cristãos que vive naquela região, que passa por várias tribulações. O Santo Padre disse ainda que nós da Igreja, está em Sri Lanka, na Coreia, nas Filipinas, e outras terras asiáticas, como fermento de reconciliação e de paz. "No continente africano, não cessa de erguer a voz a Deus para implorar o fim de toda a prepotência na República Democrática do Congo; convida os cidadãos da Guiné e do Níger ao respeito pelos direitos de cada pessoa e ao diálogo; aos de Madagascar pede para superarem as divisões internas e acolherem-se reciprocamente; a todos lembra que são chamados à esperança, não obstante os dramas, provações e dificuldades que continuam a afligi-los" – frisou Bento XVI."Na Europa e na América do Norte - disse ainda o papa - o nós da Igreja convida a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar os mais vulneráveis, começando pelos nascituros. Em Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional; em toda a América Latina, o nós da Igreja é fator de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo em favor do respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade".O Santo Padre concluiu sua mensagem, dizendo "que a Igreja é solidária com aqueles que são atingidos pelas calamidades naturais e pela pobreza, mesmo nas sociedades opulentas" e que diante do êxodo das pessoas que emigram por causa da fome, da intolerância ou da degradação ambiental, "a Igreja é uma presença que chama ao acolhimento".O papa desejou um Feliz Natal aos fiéis e peregrinos em várias línguas. Ouçamos suas felicitações natalinas em língua portuguesa. Bento XVI concluiu a cerimônia concedendo a todos a sua bênção apostólica. (MJ)

Fonte: RV