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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador Jerusalém. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 27 de maio de 2014

Patriarca Bartolomeu fala do encontro com o Papa Francisco em Jerusalém

Patriarca Bartolomeu fala do encontro com o Papa Francisco em Jerusalém




Em 1964 iniciou um caminho “que agora já não pode mais parar": ainda não chegámos "à meta da unidade dos cristãos", mas a partir daquele momento, "aprendemos a perdoar-nos uns aos outros pelos erros e desconfianças do passado, e demos passos importantes no sentido da aproximação e reconciliação". Agora “chegou o momento de seguirmos em frente - diz Bartolomeu, Patriarca de Constantinopla - e com o Papa Francisco faremos precisamente um bom passo em frente" - uma convicção que o patriarca tem alimentado desde que ele encontrou o bispo de Roma, por ocasião das celebrações do início do ministério papal, quando se aproximava o quinquagésimo aniversário do “histórico abraço de Jerusalém". Dos frutos que ele esperava deste encontro Bartolomeu falou há dias em entrevista ao "Osservatore Romana", que aqui transcrevemos na íntegra:

Papa Francisco nos passos do Papa Paulo VI, 50 anos mais tarde. Durante esse tempo, passou-se do “diálogo do amor" ao "diálogo da verdade". E agora, como poderá continuar o caminho, em vista da meta final?
Não há dúvida que o histórico encontro entre os nossos veneráveis Predecessores, o Patriarca Ecuménico Atenágoras e o Papa Paulo VI marcou um novo início nas relações entre o catolicismo e a ortodoxia. É importante lembrar que aquele encontro seguia-se a um milénio inteiro de desconfiança recíproca e de distanciamento teológico entre as nossas duas grandes tradições. Apesar da nossa história comum de Escritura e Tradição, as nossas duas Igrejas, arriscavam portanto, de ser danificadas pelo isolamento e a auto-suficiência, tendo seguido caminhos diferentes a partir do século XI. O encontro em Jerusalém, no dia 5 de Janeiro de 1964, foi um ponto de partida extraordinário para o longo caminho de reconciliação e de diálogo, que as gerações posteriores foram chamadas a continuar. Olhando para trás nos últimos cinquenta anos, podemos ser gratos a Deus por aquilo que foi alcançado, tanto no "diálogo de amor" como no "diálogo da verdade". O espírito de amor fraterno e de respeito recíproco tomou o lugar das velhas polémicas e suspeitas. E a nível teológico?
A Comissão mista internacional para o diálogo teológico das duas Igrejas produziu vários importantes documentos conjuntos. Estamos, no entanto, conscientes de que ainda há muito a fazer entre as nossas duas Igrejas, bem como dentro delas. Sem dúvida, o caminho é longo e difícil. Contudo, como discípulos de nosso Senhor, que rezou ao Pai e exortou aos seus discípulos a serem "um" - ut unum sint, lemos no Evangelho de João (17,21) - não temos outra alternativa senão prosseguir este caminho de reconciliação e de unidade. Qualquer outro caminho seria uma traição vergonhosa da vontade do Senhor e um retorno inaceitável ao nosso passado
separado.
Disse recentemente que espera poder convocar em breve o Grande Concílio da Igreja Ortodoxa para simbolizar a unidade da sua Igreja. Poderá ser também uma ocasião para redescobrir o valor da unidade de todos os cristãos?
Durante a última assembleia, a synaxis
dos chefes das Igrejas Ortodoxas autocéfalas do mundo, que teve lugar em Istambul de 6 a 9 de Março últimos, os primazes das Igrejas Ortodoxas falaram da questão do Santo e Grande Sínodo da Igreja Ortodoxa, tendo decidido por unanimidade que, acelerando o processo de preparação, será convocado em Constantinopla em 2016. Este Sínodo, como observa, será um sinal vital de unidade entre as Igrejas Ortodoxas, num momento em que o mundo exige uma resposta unificada aos seus desafios fundamentais. Durante tal assembleia, informámos aos irmãos primazes sobre o nosso próximo encontro com o Papa Francisco em Jerusalém. Eles exprimiram assim o seu apoio ao evento e reiteraram o seu empenho em favor do diálogo teológico com a Igreja Católica Romana. Isto é importante, uma vez que o encontro em Jerusalém será muito mais de uma confirmação simbólica da nossa disponibilidade de continuar no caminho de amor iniciado há 50 anos pelos nossos predecessores em espírito de fidelidade à verdade do Evangelho. Será também uma importante ocasião para que o mundo possa ver uma abordagem unida - para além das identidades confessionais e das diferenças - ao sofrimento dos cristãos em tantos lugares, especialmente nas regiões onde o cristianismo nasceu e se desenvolveu . Além disso, também será uma oportunidade para falarmos das injustiças que os membros mais vulneráveis ​​das sociedades contemporâneas são obrigados a suportar, assim como das preocupantes consequências da crise ecológica.
Há muita expectativa por este encontro. E muitos nutrem esperanças concretas de um passo em frente decisivo que leve a superar os obstáculos que ainda impedem a unidade entre os cristãos. Quais são as suas expectativas e as suas esperanças?
Hoje, mais do que há cinquenta anos, há uma necessidade urgente de reconciliação, e isto faz com que o nosso próximo encontro com o Papa Francisco em Jerusalém seja um evento de grande significado. Trata-se naturalmente - como devemos humildemente entender e admitir - apenas de um primeiro passo para irmos ao encontro do mundo, como afirmação do nosso desejo de aumentar os esforços em favor da reconciliação cristã e pacífica. Isto demonstrará igualmente a nossa disponibilidade e responsabilidade comum em progredir no caminho preparado pelos nossos predecessores. Portanto, como líderes eclesiásticos e espirituais, vamos nos encontrar para dirigir um apelo e um convite a todas as pessoas, independentemente da sua fé e suas virtudes, por um diálogo que, no fundo, visa o conhecimento da verdade de Cristo e a saborear a imensa alegria que acompanha o encontro com Ele. Contudo, em última análise, isto só é possível eliminando a separação interior entre uns e outros e através da unidade de todo o povo em Cristo, que é a verdadeira plenitude do amor e da alegria.
Mas este era o objectivo também do encontro de 1964.
É claro que de 1964 até hoje não alcançámos a plena comunhão, que deve ser sempre o objectivo final dos fiéis discípulos de Cristo. Contudo, aprendemos a perdoar-nos uns aos outros pelos erros e a desconfiança do passado; e demos passos importantes no sentido da reaproximação e a reconciliação. Atenágoras e Paulo VI foram certamente grandes precursores da unidade. No entanto, outro passo importante para a reconciliação e a unidade será realizado, com a graça de Deus, no dia 25 de Maio de 2014, através do encontro com o nosso irmão Papa Francisco. Que tudo seja segundo a
vontade de Deus. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Papa despede-se de Jerusalém com um abraço entre religiões

Papa despede-se de Jerusalém com um abraço entre religiões

Francisco cumpre hoje o último de três dias de visita à Terra Santa. Jornada ficou marcada por uma mensagem de união junto ao Muro das Lamentações, o lugar sagrado do judaísmo.

O Papa Francisco cumprimenta o grande mufti de Jerusalém, Muhammad Ahmad Hussein, durante a visita à mesquita de al-Aqsa
O Papa Francisco cumprimenta o grande mufti de Jerusalém, Muhammad Ahmad Hussein, durante a visita à mesquita de al-Aqsa / OLIVER WEIKEN/EPA
O Papa realiza esta segunda-feira o terceiro e último dia da sua visita à Terra Santa. A manhã começou com a ida do Sumo Pontífice à mesquita de al-Aqsa e ao Muro das Lamentações - o lugar mais sagrado da religião judaica.
"Que ninguém instrumentalize o nome de Deus para a violência", disse Francisco esta manhã perante o grande mufti de Jerusalém, Mohamad Ahmad Husein, antes de se dirigir ao Muro das Lamentações, onde rezou ao lado do seu amigo rabino argentino Abraham Skorka. Depois, permaneceu imóvel durante alguns instantes frente ao muro, e abraçou-o, tal como fez a outro amigo muçulmano que fez questão em ter ao seu lado, Omar Abboud.
Jorge Mario Bergoglio convidou para o acompanharem na sua viagem à Terra Santa dois amigos de diferentes religiões, um gesto que procurou passar uma mensagem clara de coexistência. Perante altos representantes do mundo árabe, o Papa Francisco pediu "a todas as pessoas e comunidades que se identificam com Abraão: respeitemo-nos e amemo-nos uns aos outros como irmãos e irmãs. Aprendamos a compreender a dor do outro. Que ninguém instrumentalize o nome de Deus para a violência. Trabalhemos juntos pela justiça e pela paz".
Um dia muito agitado
O último dia da visita do Papa à Terra Santa foi, sem dúvida, o mais agitado, escreve o site israelita Ynetnews. Após a visita ao Muro das Lamentações, ao Monte Herzel, ao museu do Holocausto Yad Vashem e ao memorial às vítimas israelitas de atentados terroristas, o Papa encontrou-se com Shimon Peres.
O sumo pontífice elogiu o Presidente israelita pelos seus esforços na resolução do conflito no Médio Oriente. "É um homem de paz e um construtor da paz. Tem por isso a minha admiração e o meu agradecimento", disse a Peres, que retribuiu com palavras de apoio à visita do Papa à região.
O prémio Nobel da Paz, Shimon Peres, acredita que estes três dias de visita vão contribuir para revitalizar o processo de paz com os palestinianos, "baseado em dois estados que vivem em paz, um estado judeu, Israel, e um estado árabe, Palestina".
Francisco pediu a ambas as partes em conflito que encontrem uma solução e disse esperar que "a dor das pessoas atingidas pelo conflito no Médio Oriente seja, em breve, apaziguada". O líder da Igreja Católica condenou "o antissemitismo em todas as formas possíveis", o vandalismo e "as manifestações de intolerância contra pessoas ou lugares de culto de judeus, cristãos e muçulmanos".
A movimentada agenda do Papa terminará fora dos limites da Cidade Velha de Jerusalém. Depois do encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Francisco reunir-se-á à porta fechada com Bartolomeu I, patriarca de Constantinopla, e participará num encontro com padres e seminaristas na Igreja de Gethsemane, no sopé do Monte das Oliveiras. Antes de deixar Israel, celebrará ainda uma missa na sala do Cenáculo, em Jerusalém.


Papa ao Presidente Peres:Jerusalém - Cidade de paz!

Jerusalém - Cidade de paz! Papa ao Presidente Peres, num encontro muito cordial




A manhã do Papa Francisco em Jerusalém concluiu-se com dois encontros políticos: a visita de cortesia ao Presidente do Estado de Israel, Shimon Peres (foto), e a audiência privada ao Primeiro-Ministro, Benjamin Netanyahu (segunda foto).

A paz esteve novamente no centro do discurso no primeiro encontro, pronunciado no jardim da Residência, onde aliás o Papa plantou uma oliveira, símbolo da paz, e foi acompanhado por coros de crianças de diferentes condições e religiões. O Papa reconheceu no Presidente de Israel a vocação de “artífice de paz”, assim como a da cidade de Jerusalém.

“Que Jerusalém seja verdadeiramente a Cidade da paz! Que resplandeçam plenamente a sua identidade e o seu carácter sagrado, o seu valor religioso e cultural universal, como tesouro para toda a humanidade! Como é belo quando os peregrinos e os residentes podem aceder livremente aos Lugares Santos e participar nas celebrações!”

A construção da paz, recordou o Papa, exige, antes de mais nada, o respeito pela liberdade e a dignidade de cada pessoa humana. “Renovo os meus votos de que se evitem, por parte de todos, iniciativas e ações que contradizem a declarada vontade de chegar a um verdadeiro acordo e de que não nos cansemos de buscar a paz com determinação e coerência.”
O Papa referiu o que impede a paz, como a violência e o terrorismo, a pretensão de impor o próprio ponto de vista em detrimento dos direitos alheios e o antissemitismo.E concluiu:
“Dirijo o meu pensamento a todos aqueles que sofrem as consequências das crises ainda abertas na região médio-oriental, para que o mais rápido possível sejam aliviadas as suas penas através de uma honrosa composição dos conflitos. Paz sobre Israel e em todo o Médio Oriente! Shalom!”

Ao deixar o Palácio Presidencial, o Papa dirigiuse ao Centro Notre Dame de Jerusalém – um Instituto Pontifício administrado atualmente pelos Legionários de Cristo, onde recebeu em audiência o Primeiro-Ministro Netanyahu para um colóquio privado, almoçando depois aí, com a comitiva.

domingo, 25 de maio de 2014

Encontro e abraço entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu

Encontro e abraço entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu




Jerusalém (RV) – O último encontro e o mais importante deste segundo dia da Viagem Apostólica do Papa Francisco à Terra Santa foi a Celebração Ecumênica, no Santo Sepulcro, em Jerusalém.

Participaram da celebração, entre outros, os Ordinários Católicos da Terra Santa, os Arcebispos copta, siríaco, etiópico e os Bispos anglicano e luterano. O Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu foram acolhidos pelos três Superiores das Comunidades Greco-ortodoxa, Franciscana e Armênia Apostólica.

A seguir, o Santo Padre e o Patriarca Ecumênico veneraram a “Pedra da Unção”. Após o discurso do Patriarca Bartolomeu, o Papa Francisco tomou a palavra, dizendo inicialmente:

“Nesta Basílica, para a qual todo o cristão olha com profunda veneração, chega ao seu ápice a peregrinação que estou realizando, juntamente com o meu amado irmão em Cristo, Sua Santidade Bartolomeu. Nós a realizamos seguindo os passos dos nossos venerados predecessores, o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, que, com coragem e docilidade ao Espírito Santo, permitiram, há 50 anos, na Cidade Santa de Jerusalém, o histórico encontro entre o Bispo de Roma e o Patriarca de Constantinopla”.

Após ter saudado os presentes, o Papa disse “ser uma graça extraordinária estar reunido com eles em oração. O Túmulo vazio é o lugar de onde partiu o anúncio da Ressurreição: “Não tenhais medo! O crucificado não está aqui, mas ressuscitou dos mortos”. Este anúncio, testemunhado por aqueles a quem o Ressuscitado apareceu, é o coração da mensagem cristã, transmitida fielmente de geração em geração, desde o início. Eis o fundamento da nossa fé, que nos unge, disse o Bispo de Roma, graças à qual professamos conjuntamente Jesus Cristo, Filho unigênito do Pai e nosso único Senhor.

Acolhamos a graça especial deste momento, exortou o Papa. Detenhamo-nos em devoto recolhimento junto do sepulcro vazio, para redescobrir a grandeza da nossa vocação cristã: somos homens e mulheres de ressurreição, não de morte. Aprendamos, a partir deste lugar, a viver a nossa vida, as angústias das nossas Igrejas e do mundo inteiro, à luz da manhã pascal. O Bom Pastor carregou sobre si toda ferida, todo sofrimento, toda tribulação.

As suas chagas abertas são sinais da sua misericórdia. Por isso, não nos deixemos roubar o fundamento da nossa esperança! Não privemos o mundo do feliz anúncio da Ressurreição! E não sejamos surdos ao forte apelo à unidade que ressoa, precisamente deste lugar, pelas palavras do Ressuscitado que nos chama a todos como «os meus irmãos». E o Pontífice ponderou:

“Claro, não podemos negar as divisões ainda existentes entre nós, discípulos de Jesus: este lugar sagrado nos faz sentir este drama com maior sofrimento. No entanto, à distância de 50 anos do abraço daqueles dois veneráveis Padres, reconhecemos, com gratidão e renovada admiração, que foi possível, por impulso do Espírito Santo, realizar passos verdadeiramente importantes rumo à unidade. Porém, estamos cientes de que ainda devemos percorrer muita estrada até alcançar a plenitude da Comunhão, expressa na partilha da mesma mesa Eucarística, que ardentemente desejamos”.

Porém, afirmou o Papa, as divergências não devem nos assustar e paralisar o nosso caminho. Devemos acreditar que, como a pedra do sepulcro foi removida, assim também poderão ser removidos os obstáculos que ainda impedem a nossa plena Comunhão. Esta será uma graça de ressurreição, que, desde já, podemos experimentar. Todas as vezes que temos a coragem de dar e receber o perdão, uns aos outros, fazemos experiência da ressurreição! Todas as vezes que superamos os antigos preconceitos e promovemos novas relações fraternas, recordou o Bispo de Roma, confessamos que Cristo ressuscitou verdadeiramente! Todas as vezes que desejamos a unidade da Igreja, brilha a luz da manhã da Páscoa! E o Papa exortou:

“Desejo renovar o desejo, expresso pelos meus Predecessores, de manter diálogo com todos os irmãos em Cristo, para encontrar uma forma de exercer o ministério próprio do Bispo de Roma, que, em conformidade com a sua missão, possa se abrir a uma nova situação e ser, no contexto atual, um serviço de amor e de comunhão reconhecido por todos”.

Enquanto, como peregrinos, fazemos uma pausa nestes Lugares Santos, disse ainda o Santo Padre, o nosso pensamento espiritual se dirige a toda a região do Oriente Médio, tantas vezes marcada por violências e conflitos. Não devemos esquecer, em nossas orações, os tantos homens e mulheres que sofrem, em várias partes do mundo, por causa da guerra, da pobreza, da fome; bem como os numerosos cristãos, perseguidos por causa da sua fé no Senhor Ressuscitado.

Quando cristãos de diferentes confissões, acrescentou o Pontífice, sofrem juntos, um ao lado do outro, prestando ajuda mútua com caridade fraterna. Isto é uma obra concreta do ecumenismo do sofrimento, do ecumenismo de sangue.

O Papa Francisco concluiu seu pronunciamento, admoestando o amado irmão Patriarca Ecumênico e todos os queridos irmãos, a colocar de lado as hesitações que herdamos do passado e abrir o nosso coração à ação do Espírito Santo, Espírito de Amor e de Verdade, para juntos caminhar rumo ao dia abençoado da tão desejada plena Comunhão. (MT)

Fonte:Rádio Vaticano

sexta-feira, 29 de março de 2013

A Sexta-feira Santa em Jerusalém.

A Sexta-feira Santa em Jerusalém.




 Jerusalém

– O Santo Sepulcro é mais o expressivo sinal da morte e ressurreição de Cristo.

Para relatar como a Sexta-Feira Santa é vivida em Jerusalém, no local onde Jesus sofreu sua Paixão e Morte, contatamos o sacerdote da Canção Nova Pe. Antonio Xavier, que estuda Ciências Bíblias em Jerusalém:

“Hoje, em Jerusalém, a celebração da Sexta-Feira Santa começa às 8h, diretamente no Santo Sepulcro. Com a realidade do status quo em alguns santuários, inclusive o Santo Sepulcro, essas celebrações acontecem num outro horário, que deve manter o horário antigo do século 19 – uma vez que é combinado entre todas as igrejas que ali estão: ortodoxos, armênios e católicos.

É o Patriarca quem preside essa celebração e ela é feita, inicialmente, partindo do Calvário, depois ao local da unção, a pedra da unção e termina naturalmente no Santo Sepulcro, local onde Jesus Cristo foi sepultado e o local da ressurreição.

Peregrinos do mundo inteiro já estão aqui em Jerusalém. Já participaram do Domingo de Ramos e, ontem, da bonita função também no Santo Sepulcro, com a bênção dos santos óleos e a celebração da Ceia do Senhor.

Nesta tarde, às 15h, começa a Via-Sacra partindo da primeira estação em direção ao Santo Sepulcro, que deve contar com a participação de cerca de 800 pessoas – um grande número para as ruas tão estreitas e, ao mesmo tempo, muito bem celebrada e muito bem conduzida pelos franciscanos.

À noite, teremos uma última celebração, no Santo Sepulcro, que é a da “deposição do Senhor” – simbolicamente os passos que aconteceram após as três horas da tarde, quando Jesus faleceu.

A Páscoa no Santo Sepulcro é celebrada no sábado de manhã, logo cedo, conforme a tradição na época da instituição do status quo, que é essa lei que prevê que tudo deve ser feito como era realizado no século 19.”
Fonte: RV

sexta-feira, 15 de maio de 2009

COMUNIDADE ARMÊNIA EM JERUSALÉM RECEBE A VISITA DO PAPA BENTO XVI

BENTO XVI VISITA COMUNIDADE ARMÊNIA EM JERUSALÉM

Jerusalém 15 mai (RV)
– No último dia desta sua histórica visita ao Oriente Médio e à Terra Santa, Bento XVI esteve, esta manhã, depois de sua visita à Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, na sede do Patriarcado Apostólico Armênio de Jerusalém, onde foi recebido pelo Patriarca Torkom Manoukian. Os fiéis armênios na Terra Santa são cerca de 10 mil. O papa visitou a Igreja Patriarcal Armênia e fez um discurso aos fiéis presentes.Bento XVI agradeceu a oportunidade de visitar a Igreja Catedral de São Tiago, no coração do antigo bairro armênio de Jerusalém, e de se encontrar com o clero do Patriarcado, assim como com os membros da comunidade armênia da Cidade Santa.O Santo Padre manifestou seu apreço pelo decidido compromisso da Igreja Armênia em prosseguir no diálogo teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas Orientais."Este diálogo − disse Bento XVI − apoiado na oração, fez progressos, ao superar os mal-entendidos do passado; e oferece muitas perspectivas para o futuro. Um particular sinal de esperança é o recente documento sobre a natureza e a missão da Igreja, preparado pela Comissão Mista e apresentado às Igrejas, para ser estudado e analisado."O pontífice confiou o trabalho da Comissão Mista ao Espírito de sabedoria e verdade, para que possa dar frutos abundantes para o crescimento da unidade dos cristãos e fazer progredir a expansão do Evangelho entre os homens e as mulheres do nosso tempo.O Santo Padre recordou ainda, que, desde os primeiros séculos cristãos, a comunidade armênia de Jerusalém teve uma importante história, marcada por um extraordinário reflorescimento da vida e da cultura monásticas, ligadas aos Lugares Santos e às tradições litúrgicas que se desenvolveram em torno desse reflorescimento.Bento XVI concluiu, afirmando que recorda, em suas orações, as famílias e em particular as crianças e os jovens da Terra Santa e, ao mesmo tempo, pediu que eles rezem, "a fim de que todos os cristãos da Terra Santa trabalhem juntos, com generosidade e zelo, anunciando o Evangelho da nossa reconciliação em Cristo, e o advento do seu Reino de santidade, justiça e paz". (SP)

Fonte: RV

terça-feira, 12 de maio de 2009

ORAÇÃO DO SANTO PADRE NO MURO DAS LAMENTAÇÕES

ORAÇÃO DO SANTO PADRE NO MURO DAS LAMENTAÇÕES


Jerusalém, 12 mai (RV)

– No quinto dia desta sua XII Peregrinação Apostólica Internacional, que o leva ao Oriente Médio, o Santo Padre esteve, no decorrer desta manhã, no Muro Ocidental de Jerusalém, conhecido como Muro das Lamentações.

O Muro das Lamentações é o coração do Judaísmo, considerado uma sinagoga a céu aberto.

O Rabino-chefe, Yona Metzger, acolheu o papa e o acompanhou até junto do Muro. O rabino leu um Salmo em hebraico e o papa, um Salmo em latim.
A seguir, como é tradição, Bento XVI colocou entre os blocos de pedra do Muro das Lamentações, uma folha onde estão escritas suas intenções, e orou silenciosamente. Eis o conteúdo do bilhete depositado pelo Santo Padre:

"Deus de todos os tempos, na minha visita a Jerusalém, a "Cidade da Paz", morada espiritual de judeus, cristãos e muçulmanos, trago diante de Ti as alegrias, as esperanças e as aspirações, as angústias, os sofrimentos e as dores de todo o Teu povo espalhado pelo mundo.
Deus de Abraão, Isaac e Jacó, escuta o clamor dos aflitos, dos amedrontados, dos desesperados, manda a Tua paz sobre esta Terra Santa, sobre o Oriente Médio, sobre toda a família humana; desperta o coração de todos aqueles que chamam o Teu nomepara que queiram caminhar humildemente no caminho da justiça e da piedade.
"O Senhor é bom para quem n'Ele confia,para aquele que O busca." (Lm 3, 25) (BF)

Fonte: RV

"CONFIANÇA É UM ELEMENTO ESSENCIAL PARA O DIÁLOGO"

BENTO XVI AOS RABINOS: "CONFIANÇA É UM ELEMENTO ESSENCIAL PARA O DIÁLOGO"
Jerusalém, 12 mai (RV)

– Prossegue a peregrinação de Bento XVI pela Terra Santa. Esta manhã, o pontífice visitou o Muro das Lamentações de onde, a seguir, foi para a sede do Grão-rabinato de Israel, o Centro "Hechal Shlomo", para uma visita de cortesia aos dois grão-rabinos de Jerusalém. O discurso de Bento XVI aos dois religiosos judeus foi dedicado ao diálogo entre as duas religiões, diálogo que se realiza através da Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo e da Comissão do Grão-rabinato para as Relações com a Igreja Católica. A boa vontade dos delegados de ambas as comissões em discutir, com abertura e paciência, não somente os pontos em comum, mas também as questões que geram desacordo, abriu o caminho para uma colaboração mais eficaz na vida pública. Bento XVI citou os temas que unem judeus e cristãos: respeito pela sacralidade da vida humana, a centralidade da família, uma educação válida dos jovens, a liberdade de religião e de consciência para uma sociedade saudável, o relativismo moral e as ofensas que tal relativismo gera para a dignidade da pessoa humana. "Esses temas de diálogo representam somente a fase inicial daquilo que nós esperamos seja um sólido e progressivo caminho rumo a uma melhor compreensão recíproca." "A confiança é, inegavelmente, um elemento essencial para um diálogo efetivo" – disse o papa. Citando a declaração conciliar Nostra Aetate, Bento XVI reiterou que a Igreja Católica está, irrevogavelmente, empenhada na estrada decidida pelo Concílio Vaticano II, rumo a uma autêntica e duradoura reconciliação entre cristãos e judeus, como provam os sete encontros realizados pela comissão bilateral.Ao se despedir dos rabinos, Bento XVI sublinhou: "Olhando para os resultados até então alcançados, podemos apostar com confiança, numa cooperação sempre mais convicta entre as nossas comunidades, ao condenar o ódio e a perseguição em todo o mundo". (BF)

Fonte: RV

domingo, 6 de julho de 2008

VIVO MISSÃO NA TERRA SANTA CERTO DO APOIO DO PAPA

NOVO PATRIARCA LATINO DE JERUSALÉM: VIVO MISSÃO NA TERRA SANTA CERTO DO APOIO DO PAPA E DE TODA A IGREJA

Roma, 05 jul (RV)
- O novo Patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, encontrava-se domingo passado na Basílica Vaticana, em meio a um significativo grupo de coirmãos, para receber de Bento XVI a insígnia do Pálio sagrado, que distingue os arcebispos metropolitanos de nomeação mais recente.
Mas para Dom Twal a insígnia sagrada é também sinal de uma grande responsabilidade pastoral a ser vivida numa área de delicados equilíbrios espirituais e geopolíticos, como nos explicou ele mesmo, nos microfones da Rádio Vaticano, antes de retornar para a Terra Santa: Dom Fouad Twal: “No início tive um pouco de apreensão com a minha nomeação como arcebispo coadjutor de Jerusalém, considerando a situação dramática que se vive nessa área, sem futuro, sem ver uma janela aberta.
Ultimamente, porém, durante essas celebrações, ver tantos amigos que me estiveram próximos, tão belas almas, tantas orações, me deram a certeza de que não estou sozinho neste terreno, nesta situação. E assumo com alegria, com esperança essa responsabilidade. Dias atrás mantive aqui em Roma contato com os meus superiores, inclusive com o Santo Padre, e em todos os lugares encontrei apoio, acolhimento, também dos fiéis e dos amigos. Isso nos encoraja e nos confirma que não estamos sozinhos.
Podemos seguir adiante conscientes dos nossos limites, de que a nossa força vem de Deus, das orações e das muitas pessoas que nos estão próximas.”
P. Dom Twal, a sua missão tem uma dimensão obviamente pastoral, espiritual, mas talvez também política... Dom Fouad Twal:- “Sim, é humana. Cuidamos do homem. É normal que a política influencie a vida do homem e, de resto, temos com os políticos um ponto forte em comum que é a pessoa humana.
As autoridades civis, de um lado, fazem o possível para servir ao homem, à sua dignidade, ao seu trabalho, à sua saúde e assim por diante, e nós, por outro lado, cuidamos do homem, quer da sua vida material, quer também da dimensão humana e da sua liberdade, da sua dignidade, da sua vida espiritual.
Nós líderes religiosos temos muito a fazer com a autoridade civil para colaborar e coordenar os nossos esforços, para o bem-estar da pessoa humana, prescindindo de sua fé, que seja cristã, muçulmana ou judaica, porque todos somos filhos de Deus e por nós todos Jesus morreu para dar-nos a alegria e a salvação.” (RL)
Fonte: RV