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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Diálogo inter-religioso franco e sincero

Francisco propõe diálogo inter-religioso franco e sincero, para evitar fraternidade "de laboratório"



Cidade do Vaticano (RV) – Não é possível pensar numa fraternidade de “laboratório”: foi o que disse o Papa Francisco aos cerca de 50 membros do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, recebidos esta manhã, no Vaticano, por ocasião do encerramento de sua Plenária.

Em seu discurso, o Pontífice comentou a atualidade do tema escolhido para o encontro: “Membros de diferentes tradições religiosas na sociedade”. Citando sua Exortação Evangelii gaudium, Francisco recordou que uma atitude de abertura na verdade e no amor deve caracterizar o diálogo com os fiéis de outras religiões.

De fato, constatou, não faltam no mundo contextos em que a convivência é difícil. Muitas vezes, motivos políticos ou econômicos se sobrepõem às diferenças culturais e religiosas, manipulando incompreensões e erros do passado. Tudo isso gera desconfiança e medo. E para vencer este medo, afirmou o Papa, a única estrada é o diálogo, o encontro marcado pela amizade e pelo respeito. "É a única estrada humana."

Dialogar, acrescentou, não significa renunciar à própria identidade quando se vai ao encontro do outro, nem mesmo ceder a compromissos sobre a fé e a moral cristã. Além disso, o encontro com quem é diferente de nós pode ser a ocasião de crescimento na fraternidade, de enriquecimento e de testemunho.
É por isso que diálogo inter-religioso e evangelização não se excluem, mas se alimentam reciprocamente. Não impomos nada, não usamos nenhuma estratégia desleal para atrair os fiéis, mas testemunhamos com alegria, com simplicidade, aquilo no que cremos e o que somos. Como discípulos de Jesus, devemos nos esforçar para vencer o medo, prontos a fazer o primeiro passo, sem nos deixar desencorajar diante das dificuldades e incompreensões.
Outra desconfiança que deve ser superada, observou ainda o Pontífice, é em relação às tradições religiosas e à dimensão religiosa enquanto tal. Nas sociedades sempre mais secularizadas, a religião é vista como algo inútil ou até mesmo perigosa; e a convivência só seria possível escondendo a própria pertença religiosa, numa espécie de espaço neutro, sem qualquer referência à transcendência.

Francisco então questiona:
Como seria possível criar relações verdadeiras, construir uma sociedade que seja autêntica casa comum, impondo que se coloque de lado aquilo que cada um considera a parte mais íntima do próprio ser? Não é possível pensar numa fraternidade ‘de laboratório’.
O futuro, indicou o Papa, está na convivência respeitosa das diversidades, inclusive de quem não crê, e não na homologação a um pensamento único teoricamente neutral, que produziu "tragédias" no decorrer da História.

Torna-se, portanto, imprescindível o reconhecimento do direito fundamental à liberdade religiosa, em todas as suas dimensões. Estamos convencidos de que a edificação da paz mundo passe por esta via.



Fonte: RV

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A IGREJA EM DIÁLOGO COM A SOCIEDADE

PAPA: "A IGREJA NO DEBATE PÚBLICO, EM DIÁLOGO COM A SOCIEDADE"

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI recebeu em audiência no Vaticano os bispos da Inglaterra e País de Gales, na conclusão de sua visita “ad Limina Apostolorum”. Em seu discurso, o papa ressaltou a figura do Cardeal John Newman, que deve ser beatificado em setembro próximo, como “exemplo de dedicação à oração, de sensibilidade pastoral para com as necessidades dos seus fiéis e de paixão pela pregação do Evangelho”. O papa congratulou-se com os muitos sinais de fé viva e de devoção dos católicos da Inglaterra e do País de Gales, “não obstante as pressões de uma época secularista”. Aludindo à sua visita apostólica à Grã Bretanha (ainda não confirmada oficialmente), Bento XVI considerou que será uma ocasião para ele testemunhar esta fé, fortalecê-la e confirmá-la. Observando que este país é “bem conhecido por seu compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade”, Bento XVI deplorou “o efeito de certas leis que acabaram por impor injustas limitações à liberdade das comunidades religiosas agirem de acordo com suas convicções”. “Sob certos aspectos, esta legislação viola a lei natural sobre a qual se funda a igualdade dos seres humanos e pela qual está garantida” – explicou. “Peço-lhes insistentemente que, como pastores, façam com que o ensinamento moral da Igreja seja sempre apresentado na sua inteireza e convictamente defendido. A fidelidade ao Evangelho não limita a liberdade dos outros; pelo contrário, está ao serviço da sua liberdade, oferecendo-lhes a verdade. Continuem a insistir no direito de participar do debate nacional, num diálogo respeitoso com outros elementos da sociedade”. O papa ressalvou, porém, a necessidade de que a Comunidade Católica do país fale com a unidade de uma mesma voz, a fim de que a mensagem salvífica de Cristo possa ser apresentada de modo efetivo e convincente em sua totalidade.“Isso exige que não só vocês, bispos, mas também os padres, professores, catequistas, e todos os que estão comprometidos em comunicar o Evangelho estejam atentos aos chamados do Espírito, que guia toda a Igreja à verdade, congrega na unidade e inspira o seu zelo missionário”. O papa citou o exemplo do futuro bem-aventurado:“Bem o compreendeu o Cardeal Newman, que nos deixou um claro exemplo de plena adesão da fé à verdade revelada. Na Igreja são hoje necessários escritores e comunicadores com a sua estatura e integridade. Tenho esperanças de que a devoção a ele possa inspirar muitos a seguirem suas pegadas”. Bento XVI pediu aos bispos britânicos que não poupem esforços para encorajar as vocações sacerdotais e lembrou a grande importância do diálogo ecumênico e inter-religioso. O papa os exortou a serem “generosos na aplicação das medidas da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, prestando “assistência àqueles grupos de anglicanos que queiram entrar na plena comunhão da Igreja Católica. “Estou convencido – declarou Bento XVI – que, se forem acolhidos de modo cordial e caloroso, esses grupos serão uma bênção para a Igreja inteira”.(CM)

Fonte: RV

terça-feira, 12 de maio de 2009

"CONFIANÇA É UM ELEMENTO ESSENCIAL PARA O DIÁLOGO"

BENTO XVI AOS RABINOS: "CONFIANÇA É UM ELEMENTO ESSENCIAL PARA O DIÁLOGO"
Jerusalém, 12 mai (RV)

– Prossegue a peregrinação de Bento XVI pela Terra Santa. Esta manhã, o pontífice visitou o Muro das Lamentações de onde, a seguir, foi para a sede do Grão-rabinato de Israel, o Centro "Hechal Shlomo", para uma visita de cortesia aos dois grão-rabinos de Jerusalém. O discurso de Bento XVI aos dois religiosos judeus foi dedicado ao diálogo entre as duas religiões, diálogo que se realiza através da Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo e da Comissão do Grão-rabinato para as Relações com a Igreja Católica. A boa vontade dos delegados de ambas as comissões em discutir, com abertura e paciência, não somente os pontos em comum, mas também as questões que geram desacordo, abriu o caminho para uma colaboração mais eficaz na vida pública. Bento XVI citou os temas que unem judeus e cristãos: respeito pela sacralidade da vida humana, a centralidade da família, uma educação válida dos jovens, a liberdade de religião e de consciência para uma sociedade saudável, o relativismo moral e as ofensas que tal relativismo gera para a dignidade da pessoa humana. "Esses temas de diálogo representam somente a fase inicial daquilo que nós esperamos seja um sólido e progressivo caminho rumo a uma melhor compreensão recíproca." "A confiança é, inegavelmente, um elemento essencial para um diálogo efetivo" – disse o papa. Citando a declaração conciliar Nostra Aetate, Bento XVI reiterou que a Igreja Católica está, irrevogavelmente, empenhada na estrada decidida pelo Concílio Vaticano II, rumo a uma autêntica e duradoura reconciliação entre cristãos e judeus, como provam os sete encontros realizados pela comissão bilateral.Ao se despedir dos rabinos, Bento XVI sublinhou: "Olhando para os resultados até então alcançados, podemos apostar com confiança, numa cooperação sempre mais convicta entre as nossas comunidades, ao condenar o ódio e a perseguição em todo o mundo". (BF)

Fonte: RV

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

DIPLOMACIA E DIÁLOGO: MEIOS PARA ACABAR COM OS CONFLITOS E RESTABELECER A PAZ


BENTO XVI: DIPLOMACIA E DIÁLOGO SÃO OS MEIOS PARA ACABAR COM OS CONFLITOS E RESTABELECER A PAZ



Cidade do Vaticano,
- O recurso à diplomacia como método para acabar com as tensões em situações de conflito é um valor sempre necessário, tanto no presente quanto no passado e, certamente, também no futuro. E são muitos os exemplos ilustrativos, um dos quais aconteceu há exatamente 30 anos, quando uma disputa entre Argentina e Chile pôde contar com um mediador do porte de João Paulo II.
É o que recorda Bento XVI, na mensagem enviada aos participantes das Jornadas sobre os frutos da paz, organizadas pela Universidade Católica Argentina.
Lennox, Nueva e Picton: pela posse dessas três ilhas, situadas na região da Terra do Fogo, a Argentina e o Chile chegaram quase às vias de fato, 30 anos atrás.
Situadas na parte sul do Canal de Beagle, que une o Oceano Atlântico ao Oceano Pacifico, esses três pedaços de terra foram o pivô de uma disputa que assumiu aspectos sempre mais dramáticos, contrapondo os dois países que compartilham cinco mil quilômetros de fronteira. Todavia, a possibilidade sempre mais iminente de um conflito cedeu lugar ao diálogo e, após as negociações, se chegou à assinatura de acordos de paz. E tudo isso foi possível somente graças à mediação de João Paulo II que, poucos meses depois de ter sido eleito à cátedra de Pedro, se interessou pela causa, enviando à região, como seu representante especial, o Cardeal Antonio Samoré.
O longo confronto diplomático que se seguiu, concluiu-se em 1984, com a assinatura, no Vaticano, do Tratado de Paz e Amizade entre Chile e Argentina.
O que aconteceu trinta anos atrás foi "um exemplo de construção da paz através do caminho sempre atual do diálogo" _ afirma Bento XVI em sua mensagem, recordando o episódio que viu como protagonistas, João Paulo II e seu secretário de Estado, o Cardeal Agostino Casarolli.
"O que foi feito então _ sublinha Bento XVI _ é útil para chamar a atenção da comunidade internacional" para o fato que, no âmbito de uma disputa, o diálogo não prejudica os direitos, mas sim amplia "o campo das possibilidades racionais para a solução de uma divergência".
"Aquela mediação pontifícia" _ acrescenta o papa _ produziu frutos de paz "até os nossos dias", demonstrando a necessidade _ então já defendida pelo Papa Wojtyla _ de "continuar a recorrer à diplomacia e a seus métodos, para garantir a paz, a segurança e o bem-estar", em vista da edificação da "civilização do amor, da qual João Paulo II foi o profeta, ainda que nem sempre escutado" _ afirma o Santo Padre.
O diálogo, portanto _ conclui o pontífice _ tem "como objetivo não a supremacia da força e do interesse, mas sim a afirmação de uma justiça equânime e solidária, fundamento seguro e estável da convivência entre os povos". (AF)


Fonte: RV