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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador FRANCISCO. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Papa Francisco: jovens, vocês são a riqueza deste país!

Francisco aos jovens mexicanos: não sejam mercadorias do narcotráfico


Juventude no Estádio de Morelia - AP

17/02/2016 01:05

Morelia (RV)

- Um discurso veemente e claro com uma mensagem de esperança aos jovens mexicanos, "a riqueza desta terra", cuja esperança em um futuro melhor é ameaçada pelos tentáculos do "narcotráfico, das drogas, de organizações criminosas que semeiam o terror".
O antídoto oferecido pelo Papa à juventude para que não se deixe roubar a esperança - mesmo quando tudo parece estar perdido? Jesus! Sentir o amor de Cristo que revela o que há de melhor em nós foi o pedido que "El Papa Pancho" fez aos milhares de jovens presentes no Estádio "José Maria Morelos y Pavón", em Morelia, no final da tarde desta terça-feira (16/02).

Abaixo, a íntegra do discurso de Francisco. Os grifos são da redação.
***
Queridos jovens, boa tarde!
Quando cheguei a esta terra, fui recebido com boas-vindas calorosas, podendo assim constatar algo que já intuíra há tempos: a vitalidade, a alegria, o espírito de festa do povo mexicano.
Agora mesmo, depois de ouvir e sobretudo depois de ver vocês, constato de novo outra certeza, algo que disse ao Presidente da nação, na minha primeira saudação: um dos maiores tesouros desta terra mexicana tem um rosto jovem, são os seus jovens. É verdade! Vocês são a riqueza desta terra. Eu não disse a esperança desta terra, mas a sua riqueza.
Não se pode viver a esperança, pressentir o amanhã, se antes a pessoa não consegue estimar-se, se não consegue sentir que a sua vida, as suas mãos e a sua história, têm valor. 
A esperança nasce, quando se pode experimentar que nem tudo está perdido, mas para isso é necessário exercitar-se começando “em casa”, começando por si mesmo.
Nem tudo está perdido. Não estou perdido, valho... e muito! A principal ameaça à esperança são os discursos que te desvalorizam, fazem ter sentir um ser de segunda classe. A principal ameaça à esperança é quando sentes que não interessas a ninguém, ou que te deixaram de lado.
A principal ameaça à esperança é quando sentes que tanto vale estares como não estares. Isto mata, isto aniquila-nos e é porta de entrada para tanta amargura.
A principal ameaça à esperança é fazer-te crer que começas a valer qualquer coisa, quando te mascaras com roupas de marca, do último grito da moda, ou que ganhas prestígio, te tornas importante por teres dinheiro, mas, no fundo do teu coração, não crês ser digno de carinho, digno de amor.
A principal ameaça é quando uma pessoa sente que tudo aquilo de que precisa é ter dinheiro para comprar tudo, inclusive o carinho dos outros. A principal ameaça é crer que, pelo fato de ter um grande “carro”, és feliz.
Vocês são a riqueza do México, vocês são a riqueza da Igreja. Compreendo que muitas vezes se torna difícil sentir-se tal riqueza, quando estamos continuamente sujeitos à perda de amigos ou familiares nas mãos do narcotráfico, das drogas, de organizações criminosas que semeiam o terror.
É difícil sentir-se a riqueza de uma nação, quando não se tem oportunidades de trabalho digno, possibilidades de estudo e formação, quando não se sentem reconhecidos os direitos levando vocês a situações extremas.
É difícil sentir-se a riqueza de um lugar, quando, por serem jovens, usam vocês para fins mesquinhos, seduzindo vocês com promessas que, no fim, se revelam vãs.
Mas, apesar de tudo isto, não me cansarei de dizer: vocês são a riqueza do México.
Não pensem que digo isto, porque sou bom ou porque já vejo tudo claro! Não, queridos amigos, não é por isso.
Digo isto a vocês, e digo-o convencido, sabem porquê? Porque, como vocês, creio em Jesus Cristo. E é Ele que renova continuamente em mim a esperança, é Ele que renova continuamente o meu olhar.
É Ele que me convida continuamente a converter o coração. Sim, meus amigos! Digo isto, porque em Jesus encontrei Aquele que é capaz de estimular o melhor de mim mesmo.
E é graças a Ele que podemos abrir caminho; é graças a Ele que sempre podemos recomeçar; é graças a Ele que podemos ganhar coragem para dizer: não é verdade que a única forma possível de viver, de poder ser jovem seja deixar a vida nas mãos do narcotráfico ou de todos aqueles que a única coisa que fazem é semear destruição e morte.
É graças a Ele que podemos dizer que não é verdade que a única forma que os jovens têm de viver aqui seja na pobreza e na marginalização: marginalização de oportunidades, marginalização de espaços, marginalização da formação e educação, marginalização da esperança.
Jesus Cristo é Aquele que desmente todas as tentativas de tornar vocês inúteis, ou meros mercenários de ambições alheias.
Vocês me pediram uma palavra de esperança... A que tenho para dar, chama-se Jesus Cristo. Quando tudo parecer pesado, quando parecer que o mundo cai em cima de vocês, abracem a sua cruz, abracem a Ele e, por favor, nunca larguem a Sua mão; por favor, nunca se afastem d’Ele.
É assim, junto com Ele é possível viver plenamente, junto com Ele é possível crer que vale a pena dar o melhor de vocês mesmos, ser fermento, sal e luz no meio dos amigos, no seu bairro, na sua comunidade.
Por isso, queridos amigos, em nome de Jesus peço que não se deixem excluir, não se deixem desvalorizar, não se deixem tratar como mercadoria.
Claro, é provável que vocês não tenham à porta o último modelo de carro, a carteira cheia de dinheiro, mas vocês têm algo que ninguém poderá jamais roubar: a experiência de se sentirem amados, abraçados e acompanhados; a experiência se sentirem família, de se sentirem comunidade.
Hoje o Senhor continua a chamar vocês, continua a convocar como fez com o índio Juan Diego. Convida a construir um santuário; um santuário que não é um lugar físico, mas uma comunidade: um santuário chamado paróquia, um santuário chamado nação.
A comunidade, a família, o sentir-se cidadãos são alguns dos principais antídotos contra tudo o que nos ameaça, porque nos faz sentir parte desta grande família de Deus.
E não para nos refugiarmos, não para nos fecharmos; antes, pelo contrário, para sairmos a convidar outros, para sairmos a anunciar a outros que ser jovem no México é a maior riqueza e, por isso, não pode ser sacrificada.
Jesus nunca nos convidaria para ser algozes, mas chama-nos discípulos. Nunca nos mandaria à morte, mas tudo n’Ele é convite à vida: uma vida em família, uma vida em comunidade; uma família e uma comunidade a favor da sociedade.
Vocês são a riqueza deste país e, quando tiverem dúvidas sobre isto, olham para Jesus Cristo, Aquele que desmente todas as tentativas de tornar vocês inúteis ou meros mercenários de ambições alheias.
***

Fonte RV

sábado, 13 de fevereiro de 2016

A IMPORTANCIADO ENCONTRO, FRANCISCO E KIRILL 

O abraço entre Francisco e Kirill: unidade faz-se caminhando



Abraço entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill - AP

13/02/2016 09:50

  

Histórico acontecimento nesta sexta-feira, dia 12 de fevereiro: o Papa Francisco encontrou o Patriarca de Moscovo Kirill em Cuba no Aeroporto José Marti em Havana.
“Somos irmãos é muito claro que esta é a vontade de Deus” – disse o Papa Francisco num caloroso abraço ao Patriarca Kirill que afirmou: “Mesmo que as nossas dificuldades não estão resolvidas há a possibilidade de encontrarmo-nos e isto é belo”.
No encontro em privado foram trocadas lembranças significativas: o Papa ofereceu um relicário com uma relíquia de S. Cirilo e um cálice; o Patriarca fez a oferta de uma imagem da Nossa Senhora de Kazan.
Depois foi assinada uma declaração conjunta que aborda âmbitos de colaboração e de diálogo com um particular enfoque para a situação dos cristãos no Médio Oriente.
“O nosso olhar dirige-se, em primeiro lugar, para as regiões do mundo onde os cristãos são vítimas de perseguição. Em muitos países do Médio Oriente e do Norte de África, os nossos irmãos e irmãs em Cristo veem exterminadas as suas famílias, aldeias e cidades inteiras”, pode ler-se no texto da declaração conjunta.
Francisco e Kirill no texto da declaração exortam a comunidade internacional à união para porem termo “à violência e ao terrorismo”. Apelam para a paz, para a “ajuda humanitária” aos refugiados e referem o martírio dos cristãos.
Após a assinatura da declaração conjunta o Papa Francisco e o Patriarca Kirill proferiram breves declarações:
“Temos o mesmo Batismo, somos bispos. Falamos das nossas Igrejas e concordamos que a unidade se faz a caminhar” – afirmou o Papa Francisco que sublinhou ter sentido a “consolação do Espírito” no diálogo com o Patriarca Kirill.
Francisco agradeceu a “humildade fraterna” do patriarca russo e os seus “bons desejos de unidade”.
O Patriarca Kirill, por sua vez, ressaltou nas suas declarações a abertura do encontro com o Papa e as preocupações com o “futuro do Cristianismo”.
Kirill sublinhou ainda que as duas Igrejas podem “cooperar” trabalhando para o respeito da vida humana.
Recordemos que ortodoxos e católicos encontram-se divididos desde o Cisma de 1054 e procuram agora com este encontro dar um histórico passo, preparado há muito tempo, que possa abrir caminhos de unidade.
Após as saudações entre as duas comitivas o Papa Francisco partiu em direção ao México em Viagem Apostólica.

Fonte RV

terça-feira, 27 de maio de 2014

Pe. Lombardi: balanço da peregrinação de Francisco

Pe. Lombardi: balanço da peregrinação de Francisco




Cidade do Vaticano (RV) - O último dia do Papa Francisco na Terra Santa foi rico de mensagens e gestos fortes. Um dia marcado pelo encontro com o mundo muçulmano, pelos vários eventos relacionados à comunidade judaica e ao Estado de Israel e, finalmente, pelos momentos com a comunidade cristã no Getsêmani e no Cenáculo, na dimensão da oração, típica desta peregrinação. Para comentar esta viagem histórica, conversamos por telefone com o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e Diretor da Rádio Vaticano que acompanhou Francisco, Padre Federico Lombardi :

R. - Com certeza, na parte da manhã de ontem o encontro com o Islã, os encontros com o judaísmo e com o Estado de Israel foram particularmente significativos e também estavam ao centro da atenção da mídia internacional. Acho que o pequeno ato original desta viagem, o momento do abraço diante do Muro das Lamentações do Papa com o rabino e o amigo muçulmano; o abraço de três amigos, de três religiões diferentes diante do Muro das Lamentações tenha sido realmente um pequeno, mas grande sinal, porque, além de todos os discursos sobre o diálogo inter-religioso, da dificuldade em compreender um ao outro e assim por diante, e depois a cultura do encontro mencionada pelo Papa, o encontro entre pessoas reais que são capazes de se entenderem, e também de trabalharem juntas para construir a paz, que é - eu acho – o caminho fundamental. Outro grande encontro pessoal, que parece ter caracterizado a manhã de ontem, foi o encontro entre o Papa e o Presidente Peres: eu tive a impressão que são dois grandes sábios construtores de paz. O Papa, naturalmente, com a sua autoridade de líder religioso que convida a rezar pela paz, e também o presidente uma pessoa verdadeiramente sábia que passou uma longa vida através de muitas situações, mas que se vê, que realmente aspira a um mundo melhor, que pretende colocar a sua experiência de vida ao serviço do bem comum dos povos, superando as tensões e fazendo a paz. A maneira com a qual o Papa também falou da acolhida de Peres, e na qual "casa", ele se sentia feliz, parece-me tenha sido um grande elogio e uma boa premissa também para o próximo encontro de oração pela paz, que é foi confirmado pelas pessoas convidadas, e que por isso esperamos que possa acontecer em tempos breves, no Vaticano.

P. - Em alguns momentos, o Papa pareceu emocionado, mas também muito triste: quando disse o seu "não" a violência em nome de Deus, mas também o "nunca mais a monstruosidade do Holocausto", quase como se tivesse sobre si a vergonha do homem, daquilo que o homem consegue fazer nos momentos de escuridão total ...

R. - É verdade. O Papa usou uma expressão que eu acho que é muito sua, característica, quando ele fala da vergonha. É uma palavra bíblica, que também os antigos profetas, quando falavam da experiência do pecado e do peso do pecado sobre a humanidade e sobre o povo de Israel, diziam: "A vergonha sobre nós que não fomos capazes de construir a paz". Portanto, esta palavra, vergonha, de fato, no discurso do Papa no Yad Vashem me pareceu precisamente trazer à luz esse seu sentimento profético muito forte que lhe dá, às vezes, um tom particularmente voltado para o futuro que nos toca e nos sacode.

R. - Em fim, no Getsêmani, depois no Cenáculo os últimos dois compromissos desse intenso dia, e mais uma vez é a luz da esperança que o Papa pede aos cristãos que testemunhem. E depois reafirmou também a ideia de uma Igreja em saída, uma Igreja a serviço, que é outro tema que o Papa tem muito a peito...

R - Sim, porque no Cenáculo foi celebrada a Missa de Pentecostes, e portanto, precisamente o evento da Igreja que, recebendo o Espírito, torna-se missionária. Eu diria que pudemos experimentar a alegria desta celebração próprio no lugar original da missão da Igreja na força do Espírito.

P. - No entanto, o tema da esperança pareceu quase prevalecer, nesses últimos momentos do dia ...

A. - Certamente: a presença do Espírito que dá vida, que o acompanha, que torna presente Jesus Cristo ressuscitado, é um espírito que alimenta, evidentemente, uma esperança mais forte do que qualquer forma de desânimo diante das dificuldades que estão ao nosso redor. Assim, também nesta terra, mesmo com os problemas que as comunidades eclesiais possam ter, e que as comunidades dos povos possam ter. E, com o anúncio do Espírito que desce para nos tornar missionários e nos renovar, para renovar a Criação, é um anúncio de esperança para todos! (SP)
Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 24 de maio de 2014

S.S. Papa Francisco chega a Terra Santa

"Para que sejam um": Francisco na Terra Santa




  Amã (RV) – “Para que sejam um”: sob o signo da unidade, teve início na manhã deste sábado a peregrinação de Francisco à Terra Santa – a primeira viagem fora da Itália decidida por ele desde o início do seu pontificado (a participação na JMJ do Rio de Janeiro, em julho de 2013, já havia sido marcada por seu antecessor, Bento XVI).

O avião com o Pontífice e sua comitiva decolou do aeroporto romano de Fiumicino no horário previsto, às 8h15 locais. Francisco embarcou carregando sua maleta preta, depois de saudar as autoridades presentes. Até a capital jordaniana, o Papa percorreu 2.365 km em três horas e 45 minutos.

No aeroporto internacional da cidade, Francisco foi acolhido pelo Núncio Apostólico e pelo representante do Rei Abdallah II Hussein, o Príncipe Muhammed. Duas crianças entregaram ao Pontífice dois buquês de íris preta - símbolo do Reino Hachemita.

Amã, Belém e Jerusalém: três dias, três cidades escolhidas com duas motivações principais. A primeira, recordar os 50 anos do abraço entre Paulo VI e Atenágoras, e assim dar um novo impulso ao diálogo ecumênico. A segunda, reforçar o apelo à paz no Oriente Médio.

A primeira etapa da viagem de Francisco à Terra Santa, em Amã, prevê quatro eventos.

Desde a sua chegada à Jordânia, às 13h locais, até o jantar na Nunciatura Apostólica, às 20h55, não está previsto qualquer repouso por decisão do próprio Papa. Aliás, os três dias de viagem serão marcados por esse ritmo intenso, sem descanso entre um compromisso e outro.

Após a cerimônia de boas-vindas no Palácio Real, o Pontífice se dirige ao estádio internacional de Amã, para presidir à Santa Missa.

Está prevista a presença de numerosos refugiados cristãos provenientes da Palestina, da Síria e do Iraque. Durante a celebração, cerca de 1.400 crianças recebem a Primeira Comunhão.

Do estádio, Francisco se dirige para o local do batismo de Jesus, às margens do rio Jordão, para um momento de oração silenciosa e o rito da bênção das águas.

Ali mesmo, na igreja latina ainda em construção, o Papa encontra cerca de 600 refugiados e jovens com deficiência, aos quais faz seu terceiro pronunciamento desta viagem.

O dia se encerra com o jantar na Nunciatura Apostólica.

Para explicar as etapas mais significativas em Amã, a Rádio Vaticano contatou o Pe. Antonio Xavier, estudante de Ciências Bíblicas em Jerusalém e que mora em Belém.




Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Papa pede 'mundo melhor'

Em discurso de Natal, Papa cita Oriente Médio e pede 'mundo melhor'

Francisco falou da varanda central da Basílica de São Pedro para cerca de 70 mil pessoas que acompanharam o seu primeiro discurso natalino

VATICANO - No seu primeiro discurso de Natal, o papa Francisco disse nesta quarta-feira, 25, que espera um mundo melhor, incluindo um sucesso nas negociações de paz no Oriente Médio e em países africanos. O pontífice também pediu dignidade para os refugiados das nações em guerra que fogem da miséria e dos conflitos.

O papa falou nesta manhã, por volta das 9h (de Brasília), da varanda central da Basílica de São Pedro. Cerca de 70 mil turistas, peregrinos e romanos acompanhavam o evento. Francisco manteve o estilo simples que vem adotando desde o início do seu papado. As vestimentas e a decoração representaram um forte contraste em relação ao seu antecessor, Bento XVI - que fez o mesmo discurso exatamente um ano atrás (veja a montagem abaixo).



Entre os lugares devastados por conflitos, Francisco destacou a Síria, que pelo terceiro Natal consecutivo está em guerra civil, o Sudão do Sul, a República Centro Africana, a Nigéria e o Iraque. O papa fez uma oração a Jesus para "que abençoasse a terra onde ele escolheu para vir ao mundo e dar um resultado favorável para as negociações de paz entre israelenses e palestinos". "Precisamos curar as feridas do amado país Iraque, mais uma vez atingido por frequentes atos de violência", destacou.

O pontífice também fez referência aos ataques contra os cristão na África e em parte do Oriente Médio. "Que Deus proteja todos os que são perseguidos em seu nome", disse.

(As informações são da Associated Press)
Fonte: ESTADAO

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Diálogo inter-religioso franco e sincero

Francisco propõe diálogo inter-religioso franco e sincero, para evitar fraternidade "de laboratório"



Cidade do Vaticano (RV) – Não é possível pensar numa fraternidade de “laboratório”: foi o que disse o Papa Francisco aos cerca de 50 membros do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, recebidos esta manhã, no Vaticano, por ocasião do encerramento de sua Plenária.

Em seu discurso, o Pontífice comentou a atualidade do tema escolhido para o encontro: “Membros de diferentes tradições religiosas na sociedade”. Citando sua Exortação Evangelii gaudium, Francisco recordou que uma atitude de abertura na verdade e no amor deve caracterizar o diálogo com os fiéis de outras religiões.

De fato, constatou, não faltam no mundo contextos em que a convivência é difícil. Muitas vezes, motivos políticos ou econômicos se sobrepõem às diferenças culturais e religiosas, manipulando incompreensões e erros do passado. Tudo isso gera desconfiança e medo. E para vencer este medo, afirmou o Papa, a única estrada é o diálogo, o encontro marcado pela amizade e pelo respeito. "É a única estrada humana."

Dialogar, acrescentou, não significa renunciar à própria identidade quando se vai ao encontro do outro, nem mesmo ceder a compromissos sobre a fé e a moral cristã. Além disso, o encontro com quem é diferente de nós pode ser a ocasião de crescimento na fraternidade, de enriquecimento e de testemunho.
É por isso que diálogo inter-religioso e evangelização não se excluem, mas se alimentam reciprocamente. Não impomos nada, não usamos nenhuma estratégia desleal para atrair os fiéis, mas testemunhamos com alegria, com simplicidade, aquilo no que cremos e o que somos. Como discípulos de Jesus, devemos nos esforçar para vencer o medo, prontos a fazer o primeiro passo, sem nos deixar desencorajar diante das dificuldades e incompreensões.
Outra desconfiança que deve ser superada, observou ainda o Pontífice, é em relação às tradições religiosas e à dimensão religiosa enquanto tal. Nas sociedades sempre mais secularizadas, a religião é vista como algo inútil ou até mesmo perigosa; e a convivência só seria possível escondendo a própria pertença religiosa, numa espécie de espaço neutro, sem qualquer referência à transcendência.

Francisco então questiona:
Como seria possível criar relações verdadeiras, construir uma sociedade que seja autêntica casa comum, impondo que se coloque de lado aquilo que cada um considera a parte mais íntima do próprio ser? Não é possível pensar numa fraternidade ‘de laboratório’.
O futuro, indicou o Papa, está na convivência respeitosa das diversidades, inclusive de quem não crê, e não na homologação a um pensamento único teoricamente neutral, que produziu "tragédias" no decorrer da História.

Torna-se, portanto, imprescindível o reconhecimento do direito fundamental à liberdade religiosa, em todas as suas dimensões. Estamos convencidos de que a edificação da paz mundo passe por esta via.



Fonte: RV

quarta-feira, 24 de julho de 2013

JMJ - objetivo da visita do papa Francisco ao Santuário de Aparecida


Juntar as peças de uma fé perdida

Este é o objetivo da visita do papa Francisco ao Santuário de Aparecida


Rio de Janeiro,

O papa Francisco quis complementar a sua viagem apostólica ao Brasil com uma visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.  
Trata-se de uma valorização da reunião profética e programática do episcopado latino em 2007, mas, principalmente, de mais uma demonstração da devoção mariana convicta que vem acompanhando as longas e ágeis passadas do papa Bergoglio. Já no dia seguinte à sua eleição, ele surpreendeu e foi aplaudido pelo gesto de piedade mariana que o levou como peregrino à basílica de Santa Maria Maior.
O papa repete o gesto na véspera da Jornada Mundial da Juventude. Ele quer confiar à intercessão da Virgem Maria o sucesso espiritual do evento e todos os seus participantes.
No santuário de Nossa Senhora Aparecida, Maria é venerada através da imagem da Imaculada Conceição, representada grávida, tal como Nossa Senhora de Guadalupe. Não se trata apenas de uma homenagem à virgindade de Maria, mas também à atitude dela para com todo o povo das Américas: ela se apresenta como Esposa.
Se considerarmos a história da cristianização do continente americano, perceberemos que foi basicamente um “conúbio”, influenciado pela função materna de Nossa Senhora. Não estamos aludindo aqui às muitas formas de sincretismo religioso que identificam Maria com os antigos deuses, símbolos da fertilidade feminina. Remontamos, mais precisamente, a um acontecimento histórico, ao fato de que a evangelização das Américas gerou, inclusive em sentido físico, a maioria dos cristãos.
O papa visitará o local em que aconteceu esse “conúbio”, com seu olhar voltado especialmente para o futuro, graças aos jovens.
É pela alta porcentagem de pessoas com menos de 30 anos de idade que a América do Sul é chamada de "Continente da Esperança". Embora preserve a primazia mundial no número absoluto de católicos batizados, o Brasil sofreu nas últimas décadas um proselitismo agressivo das seitas evangélicas, que criaram uma transumância religiosa significativa. As estatísticas mais recentes dizem que muitos batizados já não se consideram católicos, mas, depois de verem descumpridas as promessas de saúde e prosperidade ventiladas pelos artifícios retóricos das seitas protestantes, muitos voltam para a Igreja católica, testemunhando que o que mais lhes faltou quando estiveram fora do catolicismo foi precisamente a presença da Virgem Maria.
A história de Nossa Senhora Aparecida, que é representada por uma imagem de terracota adornada com uma coroa de ouro e um manto azul, começa com a passagem de Pedro Almeida, governador da capitania de São Paulo, pela cidade de Guaratinguetá.
Os moradores queriam homenageá-lo com um banquete luxuoso. Embora não fosse época de pesca farta, homens generosos se lançaram ao rio Paraíba em busca de peixes.
Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso rezaram a Maria pedindo uma pesca frutífera para homenagear o ilustre visitante. Sem pegarem nada, porém, eles foram acompanhando o curso do rio até o porto de Itaguaçu. Iam finalmente desistir quando João Alves lançou a rede pela última vez e, no lugar dos peixes, pescou uma estátua da Imaculada, sem a cabeça. Ao relançar as redes, grande surpresa: ele recuperou de primeira a cabeça da mesma estátua. Logo a seguir, pescaram tanto que quase afundaram.
Este é o primeiro milagre atribuído a Nossa Senhora Aparecida, cujo nome deriva do próprio fato de ter “aparecido” nas águas.
Aquela descoberta e a pesca milagrosa se espalharam rápido pela região, atraindo multidões em busca de graças. Na casa do próprio Felipe Pedroso foi improvisado um oratório público, mas a grande afluência os obrigou a construir uma capela. Em 1834, a atual “basílica velha” começou a ser levantada, ficando pronta apenas em 1888.
Dentre os primeiros milagres acontecidos por intermédio da devoção a Nossa Senhora de Aparecida, que foram reconhecidos pelas autoridades eclesiásticas, os mais importantes são:
- o apagar-se e reacender-se, repetidas vezes, das velas que iluminavam a imagem de Maria;
- o romper-se dos grilhões do escravo Zacarias, que pedira ao seu “dono” autorização para rezar diante da imagem;
- a recuperação da visão de uma menina cega, que, ao se aproximar de Aparecida, gritou para a mãe: “Que linda aquela igreja!”.
Maria, como proclama o documento final da conferência de Aparecida, é a grande missionária que continua a missão do Filho e que forma todos os outros missionários.
A proposta dos padres sinodais em Aparecida, que teve no então cardeal Jorge Bergoglio um ativo interlocutor, foi a visão mariana de uma Igreja Mãe a exemplo da Virgem Maria, e não apenas de uma instituição burocrática.
O projeto de uma Igreja modelado a partir do exemplo de Maria, como "casa e escola de comunhão", é, sem dúvida, o que Francisco procurará realizar através dos jovens, ricos em vitalidade e generosidade, mas muitas vezes incompreendidos e abandonados à sua própria sorte.

Fonte: Zenit.org

sábado, 6 de abril de 2013

Posse de Francisco da Cátedra do Bispo de Roma

RV transmitirá cerimônia de posse de Francisco da Cátedra do Bispo de Roma



Cidade do Vaticano

 – Domingo, 7 de abril, o Papa Francisco presidirá a celebração eucarística na Basílica de São João de Latrão para sua posse da Cátedra do Bispo de Roma.

A Rádio Vaticano transmitirá essa cerimônia ao vivo, com comentários em português, a partir das 16h50, hora local (11h50 – horário de Brasília).

Concelebrarão com o Santo Padre o Vigário de Roma, Card. Agostino Vallini, o Vigário emérito, Card. Camillo Ruini, o conselho episcopal da diocese e o conselho dos párocos prefeitos.

Estarão presentes os sacerdotes de Roma e os alunos dos Seminários romano maior e menor, do “Redemptoris Mater”, do Colégio Capranica e os oblatos de Nossa Senhora do Divino Amor. A comunhão será distribuída por 75 diáconos permanentes e os cantos ficarão a cargo do Coral da Diocese de Roma.

O Papa tomará posse da Cátedra antes do início da Missa. Depois, alguns representantes da diocese manifestarão, em nome da Igreja de Roma, a obediência e a filial devoção ao próprio bispo.

O Novo Testamento relata que São Pedro, vindo de Antioquia, a sua primeira sede, dirigiu-se para Roma, sua sede definitiva. Uma sede que se tornou definitiva através do martírio com o qual ligou para sempre a sua sucessão em Roma.

Na carta de Santo Inácio de Antioquia aos Romanos, ele refere-se à Igreja de Roma como "Àquela que preside no amor". Na Igreja antiga, a palavra amor, agape, referia-se ao mistério da Eucaristia. A Cátedra é símbolo do poder de ensinamento, que é um poder de obediência e de serviço, para que a Palavra de Deus possa resplandecer entre os fiéis. O termo 'Catedral' deriva justamente da presença da Cátedra (cadeira).

A Basílica de S. João de Latrão é a Sé Catedral da cidade de Roma, que foi construída entre os anos de 314 e 335

Fonte: RV

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Francisco, a riqueza e a beleza da Igreja latino-americana

Francisco, a riqueza e a beleza da Igreja latino-americana



 Cidade do Vaticano 

– Papa Francisco completa nesta quarta-feira 20 dias de pontificado, e continua ‘se apresentando’ ao mundo. A cada discurso, homilia ou presença pública, aprendemos a conhecê-lo. Em suas primeiras aparições, falou várias vezes do ‘porquê’ da escolha do nome Francisco. O Pontífice também usa termos como ‘cuidar’ no sentido de zelar, custodiar, conservar, para abordar temas como a natureza, a família e as nossas relações cotidianas.

Primeiro Papa latino-americano da história da Igreja, Francisco tem algo de novo a trazer, que não se limita ao modo de falar. A espiritualidade e da religiosidade latino-americanas são componentes marcantes, que certamente enriquecem toda a Igreja. É o que pensa o bispo de Camaçari, na Bahia, e Presidente da Comissão Episcopal para a Família, Dom Giancarlo Petrini.

“O Papa Francisco tem uma carga humana muito forte, muito elevada, que aparece com o sorriso, com a simpatia e a descontração. Ele tem um modo de falar que embora não seja tão erudito, muitas vezes acaba chegando diretamente ao coração das pessoas.

Quando se fala de ‘cuidar’, esta é uma palavra muito utilizada, especialmente na sociologia, no serviço social, na psicologia, para falar das relações familiares. Isto quer dizer que ele certamente acompanha o que se pensa no mundo laico a respeito da família, e pega o melhor. Escolheu esta palavra ‘cuidar’, que é certamente significativa de uma atitude de acolhimento, de cuidado, ou seja, de caridade fraterna, porque nas relações humanas, inclusive na família, tende a prevalecer a correria, a pressa, pela qual parece que ninguém interessa a ninguém. Cada um deve se virar, e fundamentalmente a vida se torna muito solitária, uma tremenda solidão. O Papa Bento falava de deserto.

O que vejo é que o Papa Francisco está chegando ao coração das pessoas de uma maneira simples, mas eficaz. Certamente a figura do Papa Francisco é uma figura que alcança as pessoas, porque é como se fosse um Pai que dá um conselho, ou uma pessoa com grande sabedoria, um irmão mais velho, que diz: ‘veja, é assim que se faz’.

A característica dele é não intimidar, não colocar distância, não exaltar ou não fazer sentir a distância que às vezes, diante de uma figura institucional grandiosa como o sucessor de Pedro, as pessoas sentiam. Isto é uma grande riqueza e nós entendemos que um latino-americano no lugar de Pedro certamente poderá valorizar a riqueza e a beleza da Igreja na América Latina: uma participação popular mais intensa e apaixonada, uma maneira de viver, por exemplo, a Eucaristia e os diversos momentos da Igreja com muito canto, com muita alegria e participação.

Ao mesmo tempo, nós vemos esta postura mais pastoral, mais paternal, mais de homem que se dirige ao homem comum, ao trabalhador, àquele que se sacrifica para cuidar dos filhos. Parece que este é o interlocutor que ele escolheu: não os grandes, que orientam o pensamento, aqueles que decidem as palavras de ordem que discorrem em todas as páginas dos jornais e das revistas. Francisco escolheu como seu interlocutor o homem e a mulher que em sua simplicidade procuram acertar o passo de um equilíbrio para fazer escolhas com sabedoria e que podem encontrar em Jesus Cristo a verdadeira luz que ilumina o próprio caminho; aquela sabedoria que facilita as escolhas e as decisões que uma pessoa normalmente faz”.

Fonte: RV

terça-feira, 2 de abril de 2013

Visita ao Túmulo de São Pedro

Papa Francisco visita Túmulo de São Pedro



Cidade do Vaticano

 - O Papa Francisco visitou o Túmulo de São Pedro, na tarde desta segunda-feira, situado nas escavações da necrópole vaticana sob a Basílica de São Pedro e os túmulos dos Papas.

O Santo Padre foi acompanhado pelo arcipreste da Basílica de São Pedro, Cardeal Angelo Comastri, pelo delegado da Fábrica de São Pedro, Dom Vittorio Lanzani, e pelos responsáveis pela necrópole vaticana, Pietro Zander e Mario Bosco.

Primeiro pontífice a visitar as escavações da necrópole vaticana, o Papa Francisco percorreu toda a rua central da necrópole, ouvindo as explicações do Cardeal Comastri e do Dr. Zander, aproximando-se do lugar onde se encontra o túmulo de São Pedro, logo abaixo do altar central e da cúpula da basílica.

Na Capela Clementina, lugar mais próximo do Túmulo do Príncipe dos Apóstolos, o Papa se deteve em oração e meditação. O Papa Francisco visitou também os túmulos dos Papas Bento XV, Pio XI, Pio XII, Paulo VI e João Paulo I.

Depois da visita aos túmulos dos Papas, o Santo Padre saudou os funcionários ali presentes e voltou a pé para a Casa Santa Marta. A visita começou às 17h e terminou às 17h45. (MJ)

Fonte: RV

domingo, 31 de março de 2013

Papa Francisco no Tweet

Em Tweet, Papa convida para voltar a Cristo




Cidade do Vaticano

 – O Papa Francisco twitou neste domingo de Páscoa:“Aceita Jesus Ressuscitado na tua vida. Mesmo que tenhas te afastado, dê um pequeno passo em direção a Ele: te está esperando de braços abertos”, escreve o Papa no Tweet.

Fonte: RV

sexta-feira, 22 de março de 2013

Papa convida a lutarmos contra a pobreza e pela paz

Papa "abraça o mundo" e convida a lutar juntos contra a pobreza e em prol da paz




Cidade do Vaticano

– “O abraço do Papa ao mundo”: assim Francisco definiu a audiência esta manhã, na Sala Regia, no Vaticano, ao Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé.

“Por vosso intermédio, encontro os vossos povos e deste modo posso, em certa medida, alcançar cada um dos vossos concidadãos com suas alegrias, dramas, expectativas e desejos” – disse o papa no início do seu discurso, recordando a preocupação primordial da Santa Sé, isto é, o bem de todo o homem que vive nesta terra.

Nessa missão, afirmou o Pontífice, é bom poder contar com a amizade dos países acreditados, fazendo votos de que se inicie também um caminho com os poucos países que ainda não têm relações diplomáticas com a Santa Sé.

Como em outras ocasiões, o Papa voltou a falar dos motivos que o levaram escolher o nome Francisco: um dos primeiros é o amor que Francisco tinha pelos pobres.

“Ainda há tantos pobres no mundo! E tanto sofrimento passam estas pessoas! A exemplo de Francisco de Assis, a Igreja tem procurado, sempre e em todos os cantos da terra, cuidar e defender quem passa indigência e penso que podereis constatar, em muitos dos vossos países, a obra generosa dos cristãos que, deste modo, trabalham para construir sociedades mais humanas e mais justas.”

Mas há ainda outra pobreza, advertiu Francisco, que é a pobreza espiritual, que afeta gravemente os países considerados mais ricos. É aquilo que Bento XVI chama de “ditadura do relativismo”, que deixa cada um como medida de si mesmo, colocando em perigo a convivência entre os homens.

“E assim chego à segunda razão do meu nome. Francisco de Assis diz-nos: trabalhai por edificar a paz. Mas, sem a verdade, não há verdadeira paz. Não pode haver verdadeira paz, se cada um é a medida de si mesmo, se cada um pode reivindicar sempre e só os direitos próprios, sem se importar ao mesmo tempo do bem dos outros, do bem de todos, a começar da natureza comum a todos os seres humanos nesta terra.”

Ser Pontífice, explicou, é servir de ponte entre Deus e os homens, fazendo votos de que o diálogo entre a Santa Sé e os países ajude a construir pontes entre todos os homens, de tal modo que cada um possa encontrar no outro não um inimigo nem um concorrente, mas um irmão que se deve acolher e abraçar. Além disso, acrescentou, suas próprias origens impelem-no a trabalhar para construir pontes: “Como sabeis, a minha família é de origem italiana; e assim está sempre vivo em mim este diálogo entre lugares e culturas distantes”.

Neste trabalho, o Papa considera fundamental o papel da religião, já que não se podem construir pontes entre os homens esquecendo Deus; e vice-versa. “Por isso, é importante intensificar o diálogo entre as diversas religiões”, citando de modo especial o diálogo com o Islã e com os que não creem.

Lutar contra a pobreza, tanto material como espiritual, edificar a paz e construir pontes: este é o caminho para o qual Papa Francisco convida cada país. “Um caminho que será difícil, se não aprendermos a amar cada vez mais esta nossa terra. Também neste caso, me serve de inspiração o nome de Francisco: ele ensina-nos um respeito profundo por toda a criação, ensina-nos a guardar este nosso meio ambiente, que muitas vezes não usamos para o bem, mas desfrutamos com avidez e prejudicando um ao outro.”


Fonte: RV

domingo, 17 de março de 2013

O Papa comove a multidão

"Jesus não despreza nem condena; só perdoa, sempre". O Papa comove a multidão em seu primeiro Angelus

Cidade do Vaticano

– Uma multidão de pessoas, mais de 150 mil, lotaram a Praça São Pedro e todas as ruas vizinhas, para assistir e rezar junto com o Papa a sua primeira oração do Angelus. Às 12h deste domingo (8h de Brasília), Francisco apareceu na janela de seu apartamento para rezar e abençoar os fiéis, turistas e romanos.

Desde as primeiras horas do dia, o movimento já era grande. Toda a área foi interditada ao tráfico e ao estacionamento. Francisco fez um discurso informal, falando de improviso e apenas em italiano.

Ele saudou com as mãos e com um grande sorriso, recebendo em troca aplausos e muito entusiasmo. A popularidade de Francisco tem aumentado a cada dia desde que se tornou, quarta-feira passada, o primeiro Papa latino-americano da história. Chegou ao balcão com o seu modo simples, os braços ao longo do corpo e a mão direita ao alto, saudando o povo. “Bom dia!” – foram as suas primeiras palavras.

Lembrando o episódio da mulher adúltera que Jesus salva da condenação, Francisco ressaltou o valor e a importância da misericórdia e do perdão nos dias de hoje: “Deus jamais se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão. Temos de aprender a ser misericordiosos com todos”, afirmou.

Antes disso, Francisco disse que estava contente de estar com os fiéis domingo, “dia do Senhor, dia de se cumprimentar, de se encontrar e conversar, como aqui, agora, nesta Praça, uma praça que graças à mídia, é do tamanho do mundo!”.

A propósito da leitura evangélica, Francisco encorajou os fiéis citou a atitude de Jesus, que não desprezou nem condenou a adúltera, mas disse apenas palavras de amor e misericórdia, que convidavam à conversão.

“Vocês já pensaram na paciência que Deus tem com cada um de nós? É a sua misericórdia: Ele nos compreende, nos recebe, não se cansa de nos perdoar se soubermos voltar a Ele com o coração arrependido. É grande a misericórdia do Senhor!”.

Dando andamento ao discurso, o Papa citou um livro lido nestes dias sobre a misericórdia, de autoria do Cardeal Walter Kasper, “um ótimo teólogo”. “O livro faz entender que a palavra ‘misericórdia’ muda tudo; torna o mundo menos frio e mais justo” – disse, ressalvando que com isso “não quer fazer publicidade ao livro do cardeal”. Depois, completou lembrando o Profeta Isaias, que afirma que “se nossos pecados fossem vermelho escarlate, o amor de Deus os tornaria brancos, como a neve”.

Sem ler um texto preparado, Francisco contou à multidão um fato de quando era bispo, em 1992, e uma senhora de mais de 80 anos, muito simples (uma ‘vovó’, ele disse, ndr) quis se confessar com ele. Diante de sua surpresa, a idosa lhe disse “Nós todos temos pecados! Se Deus não perdoasse tudo, o mundo não existiria...!”. De seu balcão, Francisco brincou com os fiéis arriscando que a senhora “havia estudado na Universidade Gregoriana de Roma”.

Telões foram montados em toda a área para transmitir as imagens do Papa, enquanto helicópteros sobrevoavam o centro de Roma, e o Papa continuava seu discurso:

“É, o problema é que nós nos cansamos de pedir perdão a Deus. Invoquemos a intercessão de Nossa Senhora, que teve em seus braços a misericórdia de Deus em pessoa, no menino Jesus”.

O bispo de Roma, que é argentino, lembrou ainda que as origens da sua família são italianas, sublinhando, no entanto, que “nós fazemos parte de uma família maior, a família da Igreja, que caminha unida no Evangelho”.

Despedindo-se dos fiéis, Francisco disse palavras ainda mais simples: “Bom domingo e bom almoço!”.


Fonte: RV

Francisco, uma manhã de pároco

Francisco, uma manhã de pároco




Cidade do Vaticano

– O Papa Francisco chegou à Paróquia de Santa Ana, dentro da Cidade do Vaticano, pouco antes das 9h locais (5h de Brasília), para celebrar a missa deste domingo. Antes de entrar na pequena igreja, o Pontífice parou para cumprimentar a multidão que o aguardava do lado de fora. Apertou mãos, fez carinho nas crianças e trocou palavras com muitas pessoas.

Chegando perto da Porta Angélica, confim com a cidade de Roma, o Papa reconheceu dois sacerdotes argentinos que estavam em meio aos fiéis e os chamou para a missa. Francisco foi recebido pelo vigário para a Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri.

Sua homilia foi breve e tratou do episódio evangélico do perdão concedido por Jesus à mulher adúltera, por ele salva da lapidação com as palavras “Quem não tem pecado atire a primeira pedra”.

“Digo humildemente – começou – para mim, a mensagem mais forte do Senhor é a misericórdia. Acredito que às vezes, nós somos como este povo, que por um lado, quer ouvir Jesus, mas por outro, gosta de criticar ou condenar os outros”.

O Papa disse que não é fácil entregar-se à misericórdia de Deus, porque é um abismo incompreensível; mas devemos fazê-lo! E garantiu que Jesus perdoa os pecados, tem a capacidade “de esquecer”, gosta se lhe contamos nossas coisas; beija, abraça e diz “Não te condeno; vai e não peque mais”.

“Este é o único conselho que dá. E mesmo se voltarmos depois de um mês e lhe contarmos novos pecados, o Senhor não se cansará de perdoar: jamais. Somos nós que nos cansamos de Lhe pedir perdão. Pedimos a graça de não nos cansarmos de pedir perdão” – encerrou.

Antes de terminar a missa, o Papa Francisco interrompeu por alguns momentos a celebração para homenagear um jovem missionário.

Foi ao microfone e disse que dentre os fiéis, alguns não eram membros da paróquia, mas que “hoje são como paroquianos”:

“Quero lhes apresentar um padre que trabalha com meninos de rua, com os abandonados. Fez muito por eles, como uma escola que restitui dignidade aos meninos e meninas da rua, que agora, amam Jesus. E pediu a Gonsalvo que fosse ao altar para cumprimentar todos. O padre trabalha no Uruguai, onde fundou a escola João Paulo II.

Ao encerrar a missa, o Papa saiu e apertou as mãos de todos, um por um, abraçando a falando com mais intimidade com alguns.

Fonte: RV

Francisco: Igreja pobre e para os pobres

Francisco: "Quero uma Igreja pobre e para os pobres"




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Cidade do Vaticano

 – Milhares de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas fizeram fila e passaram por um controle rigoroso para entrar na Sala Paulo VI e participar da primeira audiência com o Papa Francisco na Sala Paulo VI. Muitos levaram também suas famílias.

Papa Francisco foi ovacionado pelo público. Sentou-se em sua cadeira no centro do palco e ouviu a saudação do Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, o Arcebispo Claudio Maria Celli.

Em seguida, leu um breve discurso, agradecendo todos pelo precioso serviço realizado nos dias passados, na cobertura do Conclave e em sua eleição.

“Vocês trabalharam!” – exclamou, recebendo um imediato aplauso. Disse ainda que a Igreja e a mídia estão juntas para comunicar a verdade, a bondade e a beleza: “Todos nós somos chamados a comunicar esta tríade, essencial”.

Papa Francisco quis explicar porque “o Bispo de Roma quis se chamar Francisco”. E contou, de modo informal, que a seu lado, no Conclave, estava sentado o arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, “um grande amigo, grande amigo”.

“Quando a coisa ficou “mais perigosa” – prosseguiu – ele me confortava, e quando os votos chegaram a dois terços, momento em que há o aplauso habitual porque o Papa é eleito – ele me abraçou, me beijou e disse “não se esqueça dos pobres”.

“Aquela palavra entrou aqui – disse, indicando a cabeça – ‘os pobres, os pobres’. Aí, pensei em Francisco de Assis e depois, nas guerras. E Francisco é o homem da paz, o homem que ama e tutela a Criação... neste momento em que nosso relacionamento com o meio-ambiente não é tão bom, né?”.

Francisco é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre... “Ah, como gostaria de uma Igreja pobre e pelos pobres!”.

Depois de saudar pessoalmente alguns jornalistas, o Papa Francisco concluiu, em espanhol:

“Disse que lhes daria a minha benção de coração. Muitos de vocês não pertencem à Igreja Católica, outros não crêem. Concedo minha benção, de coração, no silêncio, a cada um de vocês, respeitando a consciência de todos, mas sabendo que cada um de vocês é filho de Deus. Que Deus os abençoe”.
Fonte: RV

sábado, 16 de março de 2013

O porquê do nome Francisco

Cardeal Hummes: "Papa é jesuíta de coração franciscano". O porquê do nome Francisco




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Cidade do Vaticano

- Único cardeal brasileiro presente no Conclave a não ter ainda se encontrado com a imprensa depois da aleição de Papa Francisco, Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo recebeu em exclusiva a Rádio Vaticano na Residência da Cúria dos Franciscanos, em Roma.

Entusiasmado, Dom Cláudio começa essa conversa ressaltando os gestos de simplicidade evangélica do novo Papa e falando de sua alegria por ter estado ao lado do Pontífice, logo após a sua eleição.

“Eu estava muito feliz em primeiro lugar porque tínhamos o novo Papa, mas também por uma coisa extraordinária: é um Papa da América latina, um argentino, nosso vizinho. Tudo isso era algo de forte, significativo, que indicava tempos novos para a Igreja, que tanto precisa neste momento. Tempos novos. Nós todos estávamos muito felizes e eu de modo particular, com a eleição do Cardeal Bergoglio, agora nosso querido Papa Francisco. Estávamos muito felizes porque ele tinha acabado de dizer que ia se chamar Francisco. Francisco é um nome que diz uma imensidade: programa de vida, programa de Igreja; é um programa para um Papa, um programa maravilhoso porque é evangélico. Isto tudo dava uma alegria muito grande. Também para mim foi uma alegria enorme estar ao lado dele. Ele me convidou, me disse ‘venha, esteja comigo, ao meu lado este momento’ e eu fui, junto com o Cardeal Vallini, que é o Vigário. Este foi um gesto espontâneo dele que eu não posso explicar porque foi ele que espontaneamente me convidou. Eu era apenas ‘um menino feliz’”.

“Nós nos conhecemos muito, mas não nos frequentamos muito porque ele está em Buenos Aires e eu em São Paulo. Nos encontramos no outro Conclave, quando participamos juntos. Nos conhecemos de muitos Sínodos e outros momentos em que nos encontramos aqui em Roma. E depois, em Aparecida, quando convivemos 20 dias e éramos da Comissão da redação, a principal, de onde saiu o texto definitivo. Ele era Presidente e eu membro. Nós trabalhamos juntos naqueles dias. A gente se conhece muito bem. Um jesuíta com coração franciscano como ele é uma surpresa muito grande”.

“Sempre digo: de onde nasceu este jesuíta franciscano? Nasceu de Buenos Aires, de sua experiência de vida lá, um Arcebispo que foi para o meio do povo, na periferia, dos pobres, defendendo-os, estando de toda forma ao lado deles. Ali é que nasceu Francisco que temos hoje como Papa”.

A respeito do envolvimento do Papa Francisco com a ditadura militar, o que dizer?

“Posso dizer que ele não tem absolutamente nada a ver com tudo isso. Nada. Ele é um homem absolutamente do povo, do povo simples, que defende o povo com um pastor defende as suas ovelhas, que ama profundamente. Isso ele sempre fez e sempre foi assim. Todo o resto são ilações em que se busca de toda forma alguma coisa com que ‘diminuir’ uma pessoa, mas ele não tem absolutamente nada a ver com isso”.


Fonte: RV

terça-feira, 2 de setembro de 2008

MÊS DA BÌBLIA - 2º CAPÍTULO - FRANCISCO: "HOMO TOTUS EVANGELICUS"


2º Capítulo - FRANCISCO: "HOMO TOTUS EVANGELICUS"



Francisco entrou na intimidade do Evangelho e percebeu-o puro e sem retoques. Por isso, a Igreja o chamará de Homo totus Evangelicus, quer dizer, que "se evangelizou" na totalidade do ser e na radicalidade das exigências. E mostrou, ao mesmo tempo, que o Evangelho, no seu todo, é algo possível de ser traduzido em vida.
O próprio Papa, Inocêndo III, observara que a norma de vida da primitiva comunidade era por demais árdua para compor um programa de vida, mas a tempo foi advertido que não poderia declará-la impossível, pois declararia impossível o Evangelho de Cristo.
Para Francisco a afirmação do Papa significava a impossibilidade de seguir os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois vinham eles retraçados, concretamente, nas páginas do Evangelho. Esta concreteza com que percebia o Evangelho fazia com que Francisco a ele recorresse com a simplicidade e a confiança de quem recorre a um "diretor espiritual".
Com naturalidade, colocava os livros dos Evangelhos à sua frente e os abria, a esmo, encontrando exatamente a Palavra que lhe servia de resposta. Não argumentava, não discutia, não duvidava. Deus acabara de lhe falar. E feliz partia para executar as ordens que acabara de ler.
Assim fala Celano, na vida I (n° 92-93): que abrindo o Evangelho, pôs-se de joelhos e pediu a Deus que lhe revelasse qual a sua vontade. "Levantando-se, fez o sinal da cruz, tomou o livro do altar e o abriu com reverência e temor. A primeira coisa que deparou, ao abrir o livro, foi a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, no ponto em que anunciava as tribulações por que haveria de passar. Mas, para que ninguém pudesse suspeitar de que isso tivesse acontecido por acaso, abriu o livro mais duas vezes e o resultado foi o mesmo. Compreendeu, então, aquele homem cheio do espírito de Deus, que deveria entrar no reino de Deus depois de passar por muitas tribulações, muitas angústias e muitas lutas..."
Fonte: Franciscanos

Amanhã dia 03, "O Profeta e Seu Evangelho"

A FAMÍLIA CATÓLICA