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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Maputo: Anistia Presidencial para mil prisioneiros no Natal



Prisioneiro

Mocambique: Chefe do Estado ordena soltura de mil prisioneiros por ocasião do Natal
São postos em liberdade esta quinta-feira 24, em Maputo, os primeiros cidadãos nacionais e estrangeiros,  que beneficiaram da anistia concedida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, aquando da apresentação do seu Informe Sobre o Estado Geral da Nação, ato que decorreu na Assembleia da República no dia 17 de Dezembro em curso.
Trata-se de 158 ( de um universo de mil) presos que se encontram a cumprir suas penas no Estabelecimento Penitenciário da Província de Maputo, vulgo Cadeia Central da Machava.
Estes beneficiários do induto presidencial foram soltos esta quinta-feira numa cerimónia presidida pelo ministro da Justiça e Assuntos Constitucionais, Abdul Remane Lino de Almeida que se fez acompanhar pelos representantes do comando-geral da Polícia da República de Moçambique. Igualmente o ato foi testemunhado por magistrados séniores do Tribunal Supremo e da Procuradoria-Geral da República.
Nyusi Perdoa por ocasião do Dia da Família
Importa realçar que no dia 17 de Dezembro corrente, o Presidente da República decidiu indultar penas de prisão de mil cidadãos nacionais e estrangeiros condenados à prisão efectiva, que padecem de doenças graves  e terminais e não só.
Foram igualmente abrangidos pelo perdão presidencial idosos e jovens que cumpriram metade ou quase metade da pena que lhes foi imposta e que se mostram reabilitados e prontos para regressar ao convívio social.
A medida, levada a cabo pela primeira vez pelo Presidente da República, enquadra-se na tolerância, espírito de perdão e como forma de celebrar o valor da vida e tem como suporte a Constituição da República que confere ao Chefe do Estado o poder extraordinário de extinguir parcial ou totalmente, as penas aplicadas judicialmente , exercendo deste modo e administrativamente o poder do Mais Alto Magistrado da Nação.
“Para que o dia da família seja um verdadeiro momento de reunificação familiar, esta medida produzirá os seus efeitos a partir de 24 de Dezembro do ano em curso”, enfatizou o Chefe do Estado no dia 17 de Dezembro aquando da apresentação do Informe Sobre o Estado Geral da Nação.
Hermínio José, Maputo.
Fonte: R Varicana

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Papa - ver a surpresa do Natal no outro, na história, na Igreja


Crianças com os "Bambinelli" benzidos pelo Papa no Angelus - AFP



Na habitual reflexão dominical, antes da oração mariana do Angelus, da Janela do Palácio Apostólico, sobre a Praça de São Pedro, embelezada pelo Presépio e pela Árvore de Natal, o Papa Francisco deteve-se sobre o texto evangélico deste quarto domingo do Advento, que põe em evidência a figura de Maria.
Depois do anúncio do Anjo Gabriel de que seria a mãe de Jesus, Maria foi visitar sua prima Isabel que, não obstante a idade avançada, estava grávida. Um mistério, mas Maria levava em si um mistério ainda maior. E ao saudar Isabel, esta sentiu-se envolvida por uma grande surpresa que ressoou nas suas palavras: “A que se deve que a mãe do meu Senhor me venha visitar?”
Improvisando o Papa disse:
“E se abraçam, beijam-se, alegres, estas duas mulheres: a anciã e a jovem, ambas grávidas”.
E recomendou que a não nos esquecermos desta palavra “Surpesa”, indicando três “lugares” de surpresa em que nos devemos deter para celebrar de forma profícua o Natal:

“Em primeiro lugar o “outro”, no qual reconhecer o irmão, porque desde que aconteceu o Natal de Jesus, cada rosto assemelha-se ao Filho de Deus. Sobretudo quando é o rosto do pobre, porque Deus entrou no mundo como pobre e para os pobres, mas antes de mais deixou-se aproximar” .

O segundo lugar indicado pelo Papa onde parar neste Natal é a História, para a qual, muitas vezes – disse - pensamos estar a olhar de modo correcto, mas que, na realidade,  corremos o risco de ver às avessas. E isto acontece, por exemplo, quando nos parece determinada pela economia de mercado, regulada pelas finanças e pelos negócios, dominada pelos pontentes de turno. Mas “o Deus do Natal “baralha as cartas”: Ele gosta de fazer isto, eh! Como canta Maria no Magnificat, é o Senhor que depõe os potentes do trono e eleva os humildes, enche de bens os esfomeados e manda embora os ricos de mãos vazias” .

O terceiro lugar de surpresa em que devemos parar neste Natal, é a Igreja. Olhar para a Igreja com supresa significa  - disse o Papa  - “não limitar-se a considerá-la apenas como uma instituição religiosa, mas senti-la como Mãe que, embora com manchas e rugas – temos tantas! - deixa transparecer os traços da Esposa amada e purificada por Cristo Senhor. Uma Igreja capaz de reconhecer os vários sinais de amor e de fé que continuamente Deus lhe envia. Uma Igreja para a qual o Senhor Jesus não será nunca uma posse a defender com ciúmes. Aqueles que  fazem isto, erram; mas (…) uma Igreja que sabe esperar com confiança e alegria, dando voz à esperança do mundo. A Igreja que chama o Senhor: “Vem Senhor Jesus!”. A Igreja mãe que sempre tem as portas abertas de par e os braços abertos para acolher a todos. Aliás, uma Igreja mãe que sai das próprias portas para procurar com sorriso de mãe todos os longínquos e levá-los à misericordia de Deus. É este o estupor do Natal!”.
Sublinhando, a concluir, que no Natal, Deus nos dá tudo de si, dando-nos o seu Filho, o Único, o Papa disse que só com Maria, Mãe do Filho do Altíssimo é possivel exultar e alegrar-se pelo grande dom de Deus, e pediu a Nossa Senhora que nos ajude a ter a percepção destes três lugares de surpresa: o outro, a história e a Igreja.

A seguir à sua reflexão teológica por ocasião da oração mariana do Angelus, o Papa elevou o seu pensamento “à amada Síria, exprimindo vivo apreço pelo acordo atingido pela Comunidade internacional. E encorajou todos “a continuarem com generosa abertura pelo caminho da cessação das violências e de uma solução negociada que leve à paz”.

O Papa recordou-se também da Líbia, onde – disse – “os recentes empenhos assumidos entre as Partes para a criação de um Governo de unidade nacional convidam à esperança no futuro.
Francisco disse também apoiar o empenho de colaboração a que são chamadas a Costa Rica e a Nicarágua. E exprimiu o desejo de que “um renovado espirito de fraternidade reforce ulteriormente o diálogo e a cooperação recíproca, assim como também entre todos os países da Região.”
O Papa elevou o seu pensamento também “às caras populações da Índia, atingidas recentemente por uma grave inundação”.

E pediu orações para esses irmãos e irmãs que sofrem devido a essa calamidade, confiando as almas dos defuntos à misericórdia de Deus. E rezou uma avé-Maria para eles.

Depois, o Papa saudou os peregrinos de vários países que participaram neste encontro de oração dominical com ele, na Praça de São Pedro, e de modo particular as crianças dos oratórios das paróquias de Roma, que como todos os anos, trouxeram os meninos Jesus para serem benzidos antes de os colocar nos presépios.

“Queridas Crianças, escutai bem! Quando rezardes perante o vosso presépio, recordai-vos de mim, assim como eu me recordo de vós. Agradeço-vos, e  Bom Natal!”

O papa saudou também as famílias da comunidade “Filhos no Céu”  e aquelas ligadas, na esperança e na dor, ao Hospital “Menino Jesus” (Hospital Pediatrico de Roma), assegurando-lhes a sua oração:
“Caros pais, asseguro-vos a minha aproximação espiritual e encorajo-vos a continuar o vosso caminho de fé e de fraternidade”

Por fim o Papa saudou outros fiéis da Itália e o grupo de oração “I ragazzi del Papa”, agradecendo-lhes pelo seu apoio.

E a todos os Papa desejou Bom domingo e um Natal de esperança e de estupor, aquele estupor que nos dá Jesus, cheio de amor e de paz…

Fonte: R Vaticana

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Papa pede 'mundo melhor'

Em discurso de Natal, Papa cita Oriente Médio e pede 'mundo melhor'

Francisco falou da varanda central da Basílica de São Pedro para cerca de 70 mil pessoas que acompanharam o seu primeiro discurso natalino

VATICANO - No seu primeiro discurso de Natal, o papa Francisco disse nesta quarta-feira, 25, que espera um mundo melhor, incluindo um sucesso nas negociações de paz no Oriente Médio e em países africanos. O pontífice também pediu dignidade para os refugiados das nações em guerra que fogem da miséria e dos conflitos.

O papa falou nesta manhã, por volta das 9h (de Brasília), da varanda central da Basílica de São Pedro. Cerca de 70 mil turistas, peregrinos e romanos acompanhavam o evento. Francisco manteve o estilo simples que vem adotando desde o início do seu papado. As vestimentas e a decoração representaram um forte contraste em relação ao seu antecessor, Bento XVI - que fez o mesmo discurso exatamente um ano atrás (veja a montagem abaixo).



Entre os lugares devastados por conflitos, Francisco destacou a Síria, que pelo terceiro Natal consecutivo está em guerra civil, o Sudão do Sul, a República Centro Africana, a Nigéria e o Iraque. O papa fez uma oração a Jesus para "que abençoasse a terra onde ele escolheu para vir ao mundo e dar um resultado favorável para as negociações de paz entre israelenses e palestinos". "Precisamos curar as feridas do amado país Iraque, mais uma vez atingido por frequentes atos de violência", destacou.

O pontífice também fez referência aos ataques contra os cristão na África e em parte do Oriente Médio. "Que Deus proteja todos os que são perseguidos em seu nome", disse.

(As informações são da Associated Press)
Fonte: ESTADAO

domingo, 25 de dezembro de 2011

CRISTO NASCEU PARA SALVAR-NOS

Cristo nasceu para salvar-nos do "mal profundo" que nos separa de Deus: Bento XVI recorda todos os povos que sofrem



Cidade do Vaticano (RV)



- Bento XVI assomou ao meio-dia deste domingo ao balcão central da Basílica Vaticana para a tradicional mensagem natalina e a sua Bênção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo), transmitida em mundo-visão por emissoras de televisão de 61 países e emissoras de rádio do mundo inteiro, e pelos novos meios de comunicação. Sob um sol esplendente, milhares de fiéis, peregrinos e turistas lotaram a Praça São Pedro para ouvir a mensagem do Papa e suas felicitações.De fato, após a mensagem propriamente dita, o Santo Padre fez, em 65 línguas, suas felicitações de Natal, concedendoa Bênção Urbi et Orbi."Cristo nasceu para nós! Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado: a todos chegue o eco deste anúncio de Belém, que a Igreja Católica faz ressoar por todos os continentes, sem olhar a fronteiras nacionais, linguísticas e culturais. O Filho de Maria Virgem nasceu para todos; é o Salvador de todos" – com essas palavras, o Papa iniciou sua mensagem de Natal.O Santo Padre recordou uma antífona litúrgica antiga na qual Jesus é invocado como Emanuel, nosso rei e legislador "esperança e salvação dos povos". A antífona conclui-se com uma exortação: "Vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus"."Vinde salvar-nos", repetiu o Pontífice, ressaltando que "tal é o grito do homem de todo e qualquer tempo que, sozinho, se sente incapaz de superar dificuldades e perigos. Precisa de colocar a sua mão numa mão maior e mais forte, uma mão do Alto que se estenda para ele"."Amados irmãos e irmãs, esta mão é Jesus, nascido em Belém da Virgem Maria. Ele é a mão que Deus estendeu à humanidade, para fazê-la sair das areias movediças do pecado e segurá-la de pé sobre a rocha, a rocha firme da sua Verdade e do seu Amor (cf. Sal 40, 3)."Explicando o significado do nome daquele Menino (nome que, por vontade de Deus, Lhe deram Maria e José), Bento XVI precisou que o nome Jesus quer dizer "Salvador" (cf. Mt 1, 21; Lc 1, 31).Ele foi enviado por Deus Pai para nos salvar, sobretudo – frisou o Pontífice –, do mal mais profundo que está radicado no homem e na história:"O mal que é a separação de Deus, o orgulho presunçoso do homem fazer como lhe apetece, de fazer concorrência a Deus e substituir-se a Ele, de decidir o que é bem e o que é mal, de ser o senhor da vida e da morte (cf. Gn 3, 1-7). Este é o grande mal, o grande pecado, do qual nós, homens, não nos podemos salvar senão confiando-nos à ajuda de Deus, senão gritando por Ele: «Veni ad salvadum nos – Vinde salvar-nos!»Em seguida, Bento XVI acrescentou que o fato de elevarmos ao Céu esta imploração já nos coloca na justa condição, na verdade do que somos nós mesmos: aqueles que gritaram por Deus e foram salvos."Deus é o Salvador, nós aqueles que se encontram em perigo. Ele é o médico, nós os doentes. O fato de reconhecer isto mesmo é o primeiro passo para a salvação, para a saída do labirinto onde nós mesmos, com o nosso orgulho, nos encerramos. Levantar os olhos para o Céu, estender as mãos e implorar ajuda é o caminho de saída" – exortou o Papa."Jesus Cristo é a prova de que Deus escutou o nosso grito. E não só! Deus nutre por nós um amor tão forte que não pôde permanecer em Si mesmo, mas teve de sair de Si mesmo e vir ter conosco, partilhando até ao fundo a nossa condição (cf. Ex 3, 7-12). A resposta que Deus deu, em Cristo, ao grito do homem, supera infinitamente as nossas expectativas, chegando a uma solidariedade tal que não pode ser simplesmente humana, mas divina. Só o Deus que é amor e o amor que é Deus podia escolher salvar-nos através deste caminho, que é certamente o mais longo, mas é aquele que respeita a verdade d’Ele e nossa: o caminho da reconciliação, do diálogo e da colaboração."Unindo-se espiritualmente a tantas pessoas que atravessam situações particularmente difíceis, o Pontífice convidou-nos a fazer-nos voz daqueles que não a têm:Juntos – exortou – "invoquemos o socorro divino para as populações do Nordeste da África, que padecem fome por causa das penúrias, por vezes ainda agravadas por um estado persistente de insegurança. A comunidade internacional não deixe faltar a sua ajuda aos numerosos refugiados vindos daquela Região, duramente provados na sua dignidade".O Papa pediu ao Senhor que conforte as populações do Sudeste asiático, particularmente da Tailândia e das Filipinas, que se encontram em graves situações de emergência devido às recentes enchentes.Pediu que o Senhor socorra a humanidade ferida por tantos conflitos que ainda hoje ensangüentam o Planeta:"Ele, que é o Príncipe da Paz, dê paz e estabilidade à Terra onde escolheu vir ao mundo, encorajando a retomada do diálogo entre israelenses e palestinos. Faça cessar as violências na Síria, onde já foi derramado tanto sangue. Favoreça a plena reconciliação e a estabilidade no Iraque e no Afeganistão. Dê um renovado vigor, na edificação do bem comum, a todos os componentes da sociedade nos países do Norte da África e do Oriente Médio."Por fim, auspiciou que o nascimento do Salvador sustente as perspectivas de diálogo e colaboração em Myanmar à procura de soluções compartilhadas, e que o Natal do Redentor assegure estabilidade política nos países da região africana dos Grandes Lagos e assista o empenho dos habitantes do Sudão do Sul na tutela dos direitos de todos os cidadãos.O Pontífice concluiu com uma premente exortação:"Amados irmãos e irmãs, dirijamos o olhar para a Gruta de Belém: o Menino que contemplamos é a nossa salvação. Ele trouxe ao mundo uma mensagem universal de reconciliação e de paz. Abramos- Lhe o nosso coração, acolhamo-Lo na nossa vida. Repitamos-Lhe com confiada esperança: «Veni ad salvandum nos».Como dissemos, após a sua mensagem o Santo Padre dirigiu, em 65 línguas, as felicitações natalinas.


Eis as suas felicitações aos de língua portuguesa: "Feliz Natal para todos! O Nascimento do menino Jesus ilumine de alegria e paz vossos lares e Nações!"


Bento XVI concluiu concedendo a Bênção Urbi et Orbi, deixando, em seguida, sob os aplausos e acenos de saudação dos presentes na Praça São Pedro, o balcão central da Basílica Vaticana. (RL)


Fonte: RV

sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL DO MENINO JESUS


Um Natal sob o signo do Rosário

A cada ano, no Natal, diferente é o contexto em que se celebra aquela Luz que um dia brilhou nas trevas....


Caro leitor já se perguntou alguma vez por que razão Jesus veio ao mundo naquela época? Não poderia Ele ter nascido logo após o pecado de Adão e Eva? Ou, pelo contrário, por que não adiou sua vinda para cerca do fim do mundo, pouco antes da volta de Henoc e Elias?No primeiro caso, pareceria haver várias vantagens. Por exemplo, a efusão das graças da Redenção já no início da humanidade poderia evitar muito morticínio, muitas crueldades, crimes e calamidades comuns no tempo do paganismo. Teria evitado mesmo? É muito de se duvidar. Basta analisar a História do Ocidente cristão, especialmente nos últimos três séculos, para verificar que a vinda de Nosso Senhor - embora tenha suavizado notavelmente o relacionamento entre os homens - não evitou esses males.

Quanto à hipotese da vinda de Cristo no fim do mundo, os benefícios seriam menos claros, mas uma análise meticulosa não deixará de encontrá-los. Uma coisa, porém, é certa. Deus faz tudo perfeito. Logo, Jesus só pode ter nascido no momento mais adequado, em todos os sentidos.

Comentando esta questão, o renomado teólogo espanhol, Pe. Antonio Royo Marín, OP, confirma a tese acima, baseando-se no ensinamento de São Paulo, de que Deus enviou seu Filho ao mundo "quando chegou a plenitude dos tempos" (Gl 4, 4). O que significa "plenitude dos tempos"?

Na homilia de abertura da Quaresma de 2001, o Papa João Paulo II explicou que significa "tempo favorável (...) isto é, o tempo em que Deus, através de Jesus, ‘satisfez' e ‘socorreu' o seu povo, realizando plenamente as promessas dos profetas". Do ponto de vista histórico - continuou o Santo Padre - aquele era o momento favorável para se anunciar o Evangelho a todos os povos.

Realmente o mundo antigo se sentia decrépito e esgotado, afundado numa corrupção de costumes nunca vista, desgastado por escândalos, corroído pela idolatria, dureza de coração, ganância, crueldade, trato impiedoso entre os homens, tirania, etc. Caminhava, pois, inexoravelmente para a ruína. Segundo os comentadores, essas eram as "trevas" nas quais brilhou a luz do Salvador (segundo o Evangelho de São João).

Recordações da Luz que brilhou nas trevas

Todo Natal recorda essa Luz que brilhou nas trevas há dois mil anos. De cada vez a comemoração é feita com características próprias, com graças particulares, quase sempre relacionadas com a situação da Igreja e da Cristandade na respectiva época.

As graças de Natal no tempo das catacumbas, por exemplo, deviam ter aspectos especiais que a diferenciavam muito daquelas da época de Carlos Magno. E as da Idade Média - tempo assinalado por um auge de fervor católico - foram diferentes das do século XX, um século "caracterizado de maneira particular pelo mistério da iniqüidade", conforme as palavras do Papa João Paulo II na homilia de 18/8/2002.

Neste segundo ano do Terceiro Milênio, a comemoração do Natal se dá numa conjuntura muito feliz. Está ele aureolado pela Carta Apostólica de João Paulo II, O Rosário da Virgem Maria.

Estreita rfelação com o Natal

Compêndio do Evangelho, o Rosário nos recorda os principais episódios da vida de nosso Redentor. No seu primeiro Terço, ele nos conduz a meditar precisamente sobre o Natal e as circunstâncias que o envolveram: a Anunciação e a Encarnação do Verbo no seio puríssimo de Maria; a visita da Santíssima Virgem à sua prima Santa Isabel; o próprio nascimento de Jesus em Belém; a apresentação do Menino Jesus no Templo. Esses sublimes fatos - e todos os demais da vida do Salvador - nós os acompanhamos através dos olhos da Virgem Maria, recitando o Rosário.

Ele é propriamente uma "oração evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora" - diz o Papa -, segundo a experiência vivida pela Santíssima Virgem, que trouxe em seu seio, nutriu, criou e acompanhou os passos de seu Divino Filho.

Em sua oportuna Carta Apostólica, o Santo Padre mostra ainda que Maria é para nós a Mestra que melhor conhece seu Filho Jesus e pode levar-nos ao conhecimento d'Ele: "Percorrer com Ela as cenas do Rosário é como freqüentar a ‘escola' de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus
segredos, compreender a sua mensagem. Uma escola, a de Maria, ainda mais eficaz, quando se pensa que Ela a dá obtendo-nos os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela ‘peregrinação da fé', na qual é mestra inigualável."

Nas situações aflitivas da Igreja

Se - como diz um São Luís Maria Grignion de Montfort ou um Santo Afonso Maria de Ligório - o Rosário é um poderoso meio para alcançar graças de santificação pessoal, auxílio para a salvação das almas, não é só no plano individual que ele se mostra eficaz. Também no nível dos povos e da nações, ele ganha um brilho especial nos momentos em que a Igreja está em aflitiva situação. Foi assim já no seu nascedouro, quando Nossa Senhora o recomendou a São Domingos de Gusmão.

No ano de 1214, a heresia dos maniqueus, ou albigenses, estava se espalhando por todo o Languedoc, região meridional da França, arrancando à Igreja Católica multidões de fiéis. A doutrina maniquéia não causava dano apenas no campo espiritual, mas estendia seus malefícios também a toda a sociedade temporal.

Uma cruzada da qual participaram cavaleiros de toda a Europa, não foi suficiente para estancar o mal. Como obter de Deus o fim dessa grave situação e a conversão daquele pobre povo?

O grande São Domingos - fundador da Ordem dos Irmãos Pregadores (os frades dominicanos) - mediu toda a extensão da tragédia e sentiu-se inspirado a intervir. Retirou-se para um local ermo, próximo de Tolosa (capital do Languedoc), onde passou três dias e três noites em oração e penitência, implorando ao Senhor que interviesse para salvar aquelas populações.

Em conseqüência de seu esforço, acabou por cair desfalecido. E eis que então apareceu-lhe Maria Santíssima, resplandecente de glória, dizendo-lhe que, pelo Rosário, ele poderia ganhar para Deus aqueles "corações endurecidos". . E assim foi. Pregando essa devoção, São Domingos não só obteve numerosas conversões, como também uma grande mudança nos costumes religiosos e morais dos habitantes da região.

São Domingos mereceu passar para a História como o primeiro grande pregador do santo Rosário e, praticamente, seu instituidor.

Na batalha de Lepanto

Mas não só nos tormentos da Idade Média ficou provada a eficácia do Rosário. No século XVI vamos novamente encontrar Maria defendendo, por meio dele, seus filhos. Em 1571, os turcos maometanos devastavam os Bálcãs, e sua enorme frota de guerra espalhava o terror no mar Mediterrâneo. Uma invasão da Europa ocidental estava iminente, e o único modo de evitá-la seria quebrar o poderio naval islamita.

Era urgente formar uma aliança dos príncipes católicos e armar uma esquadra capaz de fazer frente ao inimigo da Fé cristã. Com este objetivo, o Papa São Pio V fez o que pôde nos terrenos diplomático, logístico e militar. Mas pôs sua confiança sobretudo na intervenção da Auxiliadora dos Cristãos, à qual recorria por meio do Rosário, levando os outros a imitá-lo.

No dia 7 de outubro daquele ano, ao largo do Estreito de Lepanto, no litoral grego, travou-se a maior batalha naval da História até então. A esquadra
católica, composta de pouco mais de 200 navios e 80 mil combatentes, colocada sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário, derrotou de modo fragoroso a frota maometana, entretanto mais poderosa que a cristã. Graças a essa vitória, ficou afastada de uma vez por todas a ameaça turca.

Desejoso de reconhecer e agradecer o decisivo auxílio de Maria nessa batalha, o senado veneziano mandou colocar no Palácio dos Doges um quadro comemorativo, com a inscrição: "Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii, victores nos fecit" - "Não foi o valor, nem as armas, nem os chefes, mas sim a Senhora do Rosário que nos tornou vitoriosos".

Na França do século XVIII

No século seguinte, vamos encontrar a Virgem do Rosário auxiliando um de seus mais ardorosos e eminentes devotos, São Luís Maria Grignion de Montfort, noutra difícil situação para a Igreja.

A sociedade francesa achava-se minada em suas bases pelo iluminismo, pelo indiferentismo religioso e por um lamentável afrouxamento dos costumes, sobretudo nas classes superiores. Para agravar o quadro, espalhava-se pela França o jansenismo, astuta heresia que apresentava de maneira deformada a doutrina católica, evitando atacá-la de frente, com o que tornava difícil sua refutação.

Pregando uma ardente devoção a Nossa Senhora e incentivando a oração diária do Rosário, São Luís Grignion conseguiu transformar a Bretanha e a Vandéia (províncias do oeste da França), em regiões ardorosamente católicas, a tal ponto que, dois séculos após, foram essas duas províncias as que maior resistência opuseram ao assalto das tropas anticlericais da Revolução Francesa.

Em Fátima

Não é possível falar do Rosário sem mencionar com destaque as aparições em Fátima. Pois ali Nossa Senhora recomendou com particular empenho essa devoção.

Na primeira aparição, a 13 de maio de 1917, aconselhou aos três videntes que rezassem diariamente o Terço para pedir o fim da guerra e a paz do mundo. Renovou com insistência, na segunda e na terceira aparições, a recomendação de rezar o Terço todos os dias.

E no dia 13 de setembro, a Virgem Santíssima insistiu mais uma vez na necessidade da recitação diária do Terço, como meio de alcançar o fim da guerra mundial que ensangüentava o mundo. Foi somente na última aparição, em 13 de outubro, que Nossa Senhora consentiu em revelar sua identidade às três crianças, utilizando estas simples palavras: "Eu sou a Senhora do Rosário".

Não poderia haver maior prova de apreço da Mãe de Deus por essa devoção.

Em pleno século XX

Mais perto de nós, encontramos outra demonstração da eficácia do Rosário.

Assim como o restante da Europa centro-oriental, também a Áustria fora ocupada pelas tropas soviéticas, ao término da 2ª Guerra Mundial. Angustiados pela probabilidade de perderem sua independência no domínio comunista, os austríacos se voltaram filialmente para Nossa Senhora.

Um franciscano, frei Petrus Pavlicek, formou a "Cruzada Reparadora do Rosário pela Paz no Mundo" e passou a organizar grandes procissões anuais em honra do Nome de Maria. Sempre com a participação de milhares de pessoas, cada uma dessas procissões seguia pelas ruas do centro de Viena, rogando pela libertação do país. Um movimento geral de entusiasmo pelo Rosário percorreu toda a nação, e uma torrente de preces jorrou sobre as portas do Céu. E então aconteceu o milagre: pouco após a Páscoa de 1955, o governo moscovita retirou suas tropas da Áustria.

O país inteiro acorreu para agradecer a maternal proteção da Santíssima Virgem, destacando-se a grande solenidade no dia 10 de setembro, festa do Nome de Maria, ocasião em que o Ministro das Relações Exteriores declarou: "Todos nós que aqui estamos hoje reunidos e que com humildade, mas também com ufania, nos declaramos católicos, pudemos conhecer o poder da oração. (...) Nossas orações foram nossas armas e nossa fortaleza. (...) Ganhamos a liberdade! Oh! Maria! nós vos agradecemos."

Paz no mundo e nas famílias

Se o mundo de hoje está submerso num oceano de males e exposto a perigos que o rondam de todos os lados, isto não se deve tão-só às disputas econômicas e políticas, mas principalmente a uma grave crise moral e religiosa. É dela que surgem as angústias, as incertezas, a desorientação generalizada. Contudo, assim como nas situações críticas anteriores, a solução está ao alcance de nossas mãos... e de nossos corações: a devoção do Santo Rosário. Daí o empenho do Papa João Paulo II em incentivar essa devoção.

No início de um Milênio que começou com as cenas assustadoras do atentado de 11 de setembro de 2001" - diz o Santo Padre na Carta Apostólica - "e que registra, cada dia, em tantas partes do mundo, novas situações de sangue e violência, descobrir novamente o Rosário significa mergulhar na contemplação do mistério d'Aquele que ‘é a nossa paz', tendo feito ‘de dois povos um só, destruindo o muro da inimizade que os separava' (Ef 2, 14).

"Depois de ressaltar que deseja confiar a causa da paz à oração do Rosário, o Papa exprime sua paternal aflição: "Pouco valem as tentativas da política, se as almas continuam exacerbadas e não são capazes de um novo olhar do coração." E indaga: "Quem pode, porém, infundir tais sentimentos, senão o próprio Deus? .... Exatamente nessa perspectiva, o Rosário se revela uma oração particularmente indicada.

"Falta a paz, hoje em dia, não somente entre as nações, mas, muitas vezes, até no recinto do lar. "Quanta paz estaria assegurada nas relações familiares, se fosse retomada a recitação do Santo Rosário em família!" - exclamou o Papa na audiência de 29 de setembro passado, quando anunciou o Ano do Rosário. E na citada Carta Apostólica ele alerta: "A família, célula da sociedade, está cada vez mais ameaçada por forças desagregadoras a nível ideológico e prático,
que fazem temer pelo futuro dessa instituição fundamental e imprescindível e, conseqüentemente, pela sorte da sociedade inteira.

"Para sanar esse mal, que remédio aconselha o Vigário de Cristo? "O relançamento do Rosário nas famílias cristãs, no âmbito de uma pastoral mais ampla da família, propõe-se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastadores desta crise da nossa época."

Uma prece diante do presépio

Diante do presépio, dirijamos nossas ardentes súplicas ao adorável Menino Jesus, por intermédio da imaculada Virgem Maria e do puríssimo São José, pedindo que as exortações do Santo Padre na Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria tenham amplo desenvolvimento por todo o mundo católico. E que aquela Luz que brilhou nas trevas há cerca de dois mil anos resplandeça não só neste Natal, mas ilumine toda a nossa vida.

onte: Arautos do Evangelho

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

UM PERFUME DE NATAL NO AR





UM PERFUME DE NATAL NO AR


Aproximando-se as festas de fim de ano, as casas já começam a ser adornadas com arvorezinhas, quase todas artificiais, cheias de bolas e enfeites coloridos, as lojas se preparam para vender mais, os funcionários fazem horas extras, contrata- se alguém para vestir-se de Papai Noel, e todo mundo fica à espera do décimo terceiro para a ceia e para os presentes, ou para as viagens.


Todos se preparam para viver esses dias de feriado, de festas e de gozo.


Mas foi sempre assim, tão reduzida aos seus aspectos materialistas., a época do Natal?


Lembram-se hoje as pessoas d'Aquele de quem celebramos o nascimento?


Tempo houve em que os dias que antecediam o esperado 25 de dezembro traziam um perfume sobrenatural no ar. Bem antes, a alegria dominava os corações. A cidade se enfeitava mais, armavam-se árvores e compravam- se os ingredientes para as deliciosas ceias.


Os adultos saíam misteriosamente à rua, voltavam carregados de pacotes e os pequenos não se davam conta de nada... ou pelo menos sentiam gosto em parecer que nada percebiam! Nem sempre os presentes eram caros, mas dados com todo o afeto! Dominava a tudo a figura do Menino Jesus.


O presépio



Ao lado dos pinheirinhos, às vezes tão altos que chegavam ao teto da casa, o presépio nunca podia faltar.


Buscava-se musgo nos campos ou nos mercados, plantava-se arroz em pequenos vasinhos no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada, para que no dia 24 estivesse bem crescidinho, tudo feito para dar o ar mais real possível à gruta de Belém, onde ia nascer o Salvador. A manjedoura vazia só ia ser ocupada na madrugada do dia 25, quando nascesse o nosso Redentor.




Os Magos, ao longo dos dias, iam percorrendo o caminho, seguindo a estrela que os guiava, e só chegavam na santa gruta no dia 6 de janeiro, como narram as mais antigas tradições.


O dia 24 de dezembro já amanhecia completamente diferente. A par do agradável cheiro de pão-de-mel, de chocolate e do peru, que era assado devagar, um ambiente de santa alegria pairava sobre toda a cidade.



As roupas novas eram cuidadosamente preparadas. Por volta das cinco ou seis horas da tarde, o movimento das ruas começava a cair. Nas casas todas as lâmpadas eram acesas, as árvores de Natal coruscavam com suas luzinhas coloridas. A noite ia chegando e as pessoas preparavam-se para a Missa. Às dez horas as igrejas começavam a abrir-se e muita gente ia chegando. As senhoras rezavam ou às vezes cochichavam entre si, os homens bocejavam, e as crian- ças esperavam ansiosas a entrada do Menino Jesus, que seria levado pelo sacerdote para completar o belo pres épio, com a manjedoura ainda vazia.



A bela imagem do Menino Jesus



Havia-se um bimbalhar de sinos, os cânticos enchiam a igreja dos sons daquela noite feliz. Nasceu o Menino Jesus! O Padre entrava com uma encantadora imagenzinha de nosso Deus feito menino e a depositava no presépio. Vários fiéis acorriam ali para venerá-la. Começava a Missa, e o Natal chegava a seu auge na hora da Consagração e da Comunhão.


Terminada a Eucaristia, muitas famílias compartilhavam uma deliciosa ceia noite afora, celebrando tão excelso aniversário. Outras preferiam comemorá-lo com um suculento almoço no dia seguinte.
Mas o que era comum em todas as casas era ver as crianças, já no dia 25, brincando e desfrutando de seus novos presentes, contentes por ver que o Menino Jesus trouxe a alegria da salvação e os premiou por seu bom comportamento.


Muitas famílias visitavam-se para pessoalmente cumprimentar seus amigos e parentes, desejando-lhes os melhores votos de um Santo Natal, repleto das bênçãos de Deus. Era de fato um tempo de paz em que a fé estava presente e reinava a harmonia entre as pessoas.


Perdeu-se este sentido verdadeiro do Natal? O consumismo, o desejo do gozo da vida e a preocupação apenas com o que é terreno terãoconseguido apagar inteiramente nas almas o espírito natalino? Continuará o Natal a ser celebrado sem ter em conta que esta é a festa do nascimento do Menino Jesus, que se encarnou e nasceu de Maria Virgem para nos abrir as portas do céu? Não mais retornarão as inocentes alegrias das festas natalinas de outrora?

Difícil é responder positivamente a essas questões. Mas lembrando-nos do poder da Graça divina, resta-nos a esperança da restauração dessa alegria sobrenatural.


Quiçá, nosso leitor se sinta inspirado a orar para que volte essa atmosfera de inocência e que esse perfume de espírito cristão impregne novamente os lares. Não apenas o perfume de tempos passados, mas o de uma nova era que se aproxima, era do triunfo do Imaculado Coração de Maria, que fará desta festa uma verdadeira "Noite Feliz"...


onte: Arautos do Evangelho

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ADORANDO O MENINO JESUS

Bem junto ao Presépio, adorando o Menino Jesus, em companhia de
Maria e José, encontramos a solução para a febricitação que se instalou na Humanidade após o pecado original.


O homem passou a sentir um incontrolável anseio de ser igual a Deus: "Sereis como deuses" (Gn 3, 5).


Aí está o Deus-Menino que Se fez igual a nós para podermos ser iguais a Deus. Veio disposto a dar sua própria vida até a última gota de sangue, e assim elevar às alturas da divindade a nossa natureza decaída.


Por Ele, com Ele e n'Ele, abriu-se para nós a possibilidade de participar da divindade.
De joelhos, ao Menino roguemos neste Santo Natal, pela poderosa intercessão de Maria e José, as melhores graças para alcançar a plenitude da santidade e nos
fazermos, assim, seus irmãos por adoção, na mesma divina natureza


Fonte: Arautos do Evangelho

domingo, 4 de dezembro de 2011

ADVENTO "VEM, SENHOR JESUS"



A COROA DE ADVENTO


Desde a sua origem a Coroa de Advento possui um sentido especificamente religioso e cristão: anunciar a chegada do Natal sobretudo às crianças, preparar-se para a celebração do Santo Natal, suscitar a oração em comum, mostrar que Jesus Cristo é a verdadeira luz, o Deus da Vida que nasce para a vida do mundo. O lugar mais natural para o seu uso é família. Além da coroa como tal com as velas, é uso antigo pendurar uma coroa (guirlanda), neste caso sem velas, na porta da casa. Em geral laços vermelhos substituem as velas indicando os quatro pontos cardeais. Entrou também nas igrejas em formas e lugares diferentes, em geral junto ao ambão. Cada domingo do Advento se acende uma vela. Hoje está presente em escolas, hotéis, casas de comércio, nas ruas e nas praças. Tornou-se mesmo enfeite natalino. Já não se pode pensar em tempo de Advento sem a coroa com suas quatro velas.


Simbolismo da Coroa de Advento


Pelo fato de se tratar de uma linguagem simbólica, a Coroa de Advento e seus elementos podem ser interpretados de diversas formas. Desde a sua origem ela possui um forte apelo de compromisso social, de promoção das pessoas pobres e marginalizadas. Trata-se de acolher e cuidar da vida onde quer que ela esteja ameaçada. Podemos dizer que a Coroa de Advento constitui um hino à natureza que se renova, à luz que vence as trevas, um hino a Cristo, a verdadeira luz, que vem para vencer as trevas do mal e da morte. É, sobretudo, um hino à vida que brota da verdadeira Vida.


A mensagem da Coroa de Advento é percebida a partir do simbolismo de cada um de seus elementos.


O Círculo


A coroa tem a forma de círculo, símbolo da eternidade, da unidade, do tempo que não tem início nem fim, de Cristo, Senhor do tempo e da história. O círculo indica o sol no seu ciclo anual, sua plenitude sem jamais se esgotar, gerando a vida. Para os cristãos este sol é símbolo de Cristo.


Desde a Antigüidade, a coroa é símbolo de vitória e do prêmio pela vitória. Lembremos a coroa de louros, a coroa de ramos de oliveira, com a qual são coroados os atletas vitoriosos nos jogos olímpicos.


Os ramos verdes


Os ramos verdes que enfeitam o círculo constumam ser de abeto ou de pinus, de ciprestes. É símbolo nórdico. Não perdem as folhas no inverno. É, pois, sinal de persistência, de esperança, de imortalidade, de vitória sobre a morte.


Para nós no Brasil este elemento é um tanto artificial e, por isso, problemático, menos significativo, visto que celebramos o Natal no início do verão e com isso não vivenciamos esta mudança da renovação da natureza. Por isso, a tendência de se substituir o verde por outros elementos ornamentais do círculo: frutos da terra, sementes, flores, raízes, nozes, espigas de trigo.


Para ornar a coroa usam-se também laços de fitas vermelhas ou rosas, símbolo do amor de Jesus Cristo que se torna homem, símbolo da sua vitória sobre a morte através da sua entrega por amor. Deste modo, nas guirlandas penduradas nas portas das casas, os laços ocupam o lugar das velas. Lembram os pontos cardeais, a cruz de Cristo, que irradia a luz da salvação ao mundo inteiro.



As velas


As quatro velas indicam as quatro semanas do Tempo do Advento, as quatro fases da História da Salvação preparando a vinda do Salvador, os quatro pontos cardeais, a Cruz de Cristo, o Sol da salvação, que ilumina o mundo envolto em trevas. O ato de acender gradativamente as velas significa a progressiva aproximação do Nascimento de Jesus, a progressiva vitória da luz sobre as trevas.Originariamente, a velas eram três de cor roxa e uma de cor rosa, as cores dos domingos do Advento. O roxo, para indicar a penitência, a conversão a Deus e o rosa como sinal de alegria pelo próximo nascimento de Jesus, usada no 3º domingo do Advento, chamado de Domingo “Gaudete” (Alegrai-vos).


Existem diferentes tradições sobre os significados das velas. Uma bastante difundida:


a primeira vela é do profeta;
a segunda vela é de Belém;
a terceira vela é dos pastores;
a quarta vela é dos anjos.


Outra tradição vê nas quatro velas as grandes fases da História da Salvação até a chegada de Cristo. Assim:


a primeira é a vela do perdão concedido a Adão e Eva, que de mortais se tornarão seres viventes em Deus;
a segunda é a vela da fé dos patriarcas que crêem na promessa da Terra Prometida;
a terceira é a vela da alegria de Davi pela sua descendência;
a quarta é a vela do ensinamento dos profetas que anunciam a justiça e a paz.

Nesta perspectiva podemos ver nas quatro velas as vindas ou visitas de Deus na história, preparando sua visita ou vinda definitiva no seu Filho Encarnado, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:


o tempo da criação: de Adão e Eva até Noé;
o tempo dos patriarcas;
o tempo dos reis;
o tempo dos profetas.



sábado, 25 de dezembro de 2010

NATAL DO MENINO JESUS

Natal do Senhor Jesus

A história do Natal começou na véspera do nascimento de Jesus, quando, segundo a Bíblia, os anjos anunciaram a chegada do menino.

Oficialmente, faz agora 2006 anos. Nessa altura, o imperador Augusto determinou o registo de toda a população do Império Romano por causa dos impostos, tendo cada pessoa, para o efeito de inscrever na sua localidade.

Segundo o Novo Testamento, José partiu de Nazaré para Belém, para esse efeito, e levou com ele a sua esposa, Maria, que esperava um Filho. Ao longo da viagem, chegou a hora de Maria dar à luz, e como a cidade estava com os albergues completamente cheios, tiveram de pernoitar numa gruta. Foi nessa região da Judeia, que Jesus nasceu.

Diz a Bíblia que um Anjo desceu sobre os pastores que guardavam os seus rebanhos durante a noite e disse-lhes: «Deixai o que estais a fazer e vinde adorar o menino, que se encontra em Belém e é o vosso Redentor». Os pastores foram apressados, procurando o lugar indicado pelo Anjo, e lá encontraram Maria, José e o menino. Ao vê-lo, espalharam a boa nova.

Os primeiros registos da celebração do Natal têm origem na Turquia, a 25 de Dezembro, em meados do sec II.

No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.

O período das festas alargou-se até à Epifania, ou seja vai desde 25 de Dezembro até 6 de Janeiro. O dia 6 de Janeiro é o chamado dia dos Reis Magos.

A religião Cristã foi, depois, abraçando toda a Europa, dando a conhecer a outros povos a celebração do Natal. Em Inglaterra, o primeiro arcebispo de Cantuária foi responsável pela celebração do Natal. Na Alemanha, foi reconhecido em 813, através do sínodo de Mainz. Na Noruega, pelo rei Hakon em meados de 900. E em finais do séc. IX, o Natal já era celebrado em toda a Europa.

Os Evangelhos de S.Lucas e S. Mateus relatam a história do nascimento de Jesus. Só que, ao contrário do que julgávamos, Jesus não teria nascido no Inverno e sim na Primavera ou no Verão - os pastores não guardariam os rebanhos nos montes com o rigor do Inverno...

Em relação à data do nascimento de Jesus, existem algumas dúvidas. A estrela que guiou os Magos até à gruta de Belém deu lugar a várias explicações.

Alguns cientistas afirmam que deverá ter sido um cometa. No entanto, nessa altura não há registo que algum cometa tivesse sido visto.

Outros dizem que, no ano 6 ou 7 a. C., houve um alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno mas também não é muito credível, para que se considere esse o ano do nascimento de Jesus.

Por outro lado, a visita dos Reis Magos é comemorada 12 dias depois do Natal (Epifania) sendo tradicional festejar este acontecimento em pleno Inverno, a 6 de Janeiro.

De qualquer forma, para além da certeza histórica de uma data, é o mistério do Nascimento de Jesus Cristo que os cristãos celebram. E esse é eterno!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

VINDE, Ó MENINO JESUS


Vinde, ó Menino Jesus!

Hungria, outubro de 1956. Enquanto nas ruas de Budapeste o país é agitado por manifestações revolucionárias, no âmbito de uma paróquia desenvolve-se um dos mais belos episódios da resistência húngara ao regime ateu. Nele transparece todo o vigor da alma católica do povo magiar(húngaro), modelado ao longo de mil anos por uma incontável falange de Santos. Uma frágil criança enfrenta com firmeza a perseguição contra sua fé infantil, mas já inquebrantável, e assim aniquila o adversário. Constituiu aí um magnífico exemplo para nós neste pardacento ano de 1974. Os católicos que formam hoje um imenso bloco de mais de 650 milhões de almas, se procurarem avivar e fortalecer a fé, ergueriam uma barreira intransponível ao mal que avança. O maravilhoso milagre que a seguir vamos narrar, aconteceu há 18 anos. Transmitiu-o o próprio pároco, padre Norberto, um dos últimos fugitivos dos perseguidores da Igreja que atearam fogo para queimar a seiva ardente das almas cheias de fé, dessa sofrida nação. A Comunhão, fonte de energia para a alma A professora Gertrudes, atéia militante, ensinava na escola da paróquia, a serviço do governo ateu. Todas as suas lições giravam em torno da impiedade e da negação de Deus, pois essa era a sua missão. Tudo lhe servia para difamar e ridicularizar a Igreja Católica. O seu programa de ensino era simples: arrancar a fé da alma das crianças e assim formar legiões de pequeninos “sem Deus”.
As crianças, mesmo intimidadas, não se deixavam convencer com as troças (zombarias) da mestra. Coisa curiosa: Gertrudes parecia adivinhar quais as alunas que tinham comungado naquele dia, e eram as que mais perseguia. Uma tarde, a menina Ângela de 10 anos, procurou o padre Norberto, pedindo licença para comungar diariamente. Muito inteligente e bem dotada, era a melhor aluna da classe e da escola. O sacerdote mostrou-lhe os riscos a que se expunha, mas ela insistiu: “-- O Senhor Padre disse-me que eu devo dar bons exemplos na sala de aula e na escola. E para os dar, preciso de sentir-me forte na fé. Asseguro-lhe que a professora não conseguirá apanhar-me em erro ou em dúvidas. Nos dias em que comungo, sinto-me mais fortalecida. E assim saberei como conduzir-me quando ela caçoar da Igreja. Por favor, não me recuse o que lhe peço, Senhor Padre.” O Padre Norberto então acedeu. E desde esse dia, Ângela passou a viver um verdadeiro inferno na sala de aula. Apesar de saber sempre as lições, qualquer coisa era pretexto para a mestra implicar com ela. A criança resistia, mas ficava abatida, a olhos vistos. A partir de novembro, as aulas passaram ser autênticos duelos, entre essa mulher atéia e a pequena discípula. Aparentemente, a mestra triunfava e dizia sempre a última palavra. Todavia, a sua irritação era tão grande que até o silêncio de Ângela a punha fora de si. Apavoradas, as outras crianças pediam socorro ao padre Norberto, que nada podia fazer.
--“Graças a Deus - lembra ele - Ângela continuava firme na sua fé, e a nós restava rezar, e rezar com absoluta confiança na Misericórdia Divina.” Um estratagema Pouco antes do Natal, a 17 de dezembro, a professora inventou um estratagema cruel, por onde esperava dar um golpe mortal nas “superstições que infestavam” a escola. E preparou a cena com todo cuidado. Naturalmente, a pobre Ângela foi a vítima. Com voz adocicada, ela fez um longo falatório, para que a classe se certificasse que as pessoas vivas atendem quando são chamadas. E as pessoas mortas, ou as que só existem nas histórias – como o Barba Azul – não podem aparecer.
E mandou Ângela sair da sala e ficar do lado de fora. Ato contínuo, disse para as alunas chamarem-na em côro. Ângela entrou, muito intrigada, e pressentindo uma cilada nisso tudo.
--Afinal, concluiu a mestra, estamos todas de acordo, não é? Quando chamamos aqueles que vivem, que existem, eles vêm, é claro. Quando chamamos os que não existem, eles não podem vir. A

Ângela que está aqui, viva, em carne e osso, ouviu nós a chamarmos e veio ter conosco. Já que estamos nessa festa que vocês chamam de Natal, suponhamos que chamassem o Menino Jesus. Parece que há entre vocês quem acredita nEle... Houve um instante de silêncio, de medo talvez, e aquelas vozes responderam timidamente: “Nós acreditamos!”. --“E você Ângela, você crê que o Menino Jesus te ouve, quando o chama?” A menina então compreendeu a cilada que pressentira, mas desconhecia o tamanho da perversidade da mesma e respondeu com clareza: --“Sim, creio que Ele me ouve!” --“Muito bem, replicou a mestra. Façamos agora uma experiência: as meninas viram que quando a chamamos, Ângela veio imediatamente. Se o Menino Jesus existe, Ele ouvirá que O estamos chamando. Pois então, vocês todas gritem ao mesmo tempo e com força: -- “Vem, Menino Jesus!” Um, dois , três! Chamem ele, vamos! Intimidadas, as meninas permaneciam caladas. Os argumentos da mestra tinham-nas impressionado, e Gertrudes soltou uma gargalhada diabólica e prolongada. O milagre De repente, deu-se o imprevisto. Num lance inspirado, Ângela dirigiu-se para o meio da classe. Nos seus olhos brilhava um clarão de confiança. Olhou para as colegas e disse em voz firme:
--“Meninas, vamos chamar o Menino Jesus. Vamos gritar todas juntas: “Vem, Menino Jesus!”. Num instante todas se puseram de pé e fizeram suas vozes ecoar pela escola num uníssono vibrante: “Vem, Menino Jesus! Vem, Menino Jesus! Vem, Menino Jesus!” A professora não esperava esta súbita reação infantil. Um impulso sobrenatural se reuniu em torno daquela criança que se revelara “chefe” e esperava o milagre. Quando o clamor estava no seu auge, a porta da sala abriu-se sem ruído, entrando por ela uma intensa claridade, que crescia, crescia, como a chama de um enorme fogo. No meio desse clarão, apareceu um globo cheio de luz, que abrindo-se apareceu um Menino lindo e risonho, vestido de luz. O Menino sorria, não falava, e todas as alunas sorriam também, tranqüilas e contentes. Depois o globo fechou-se de mansinho e saiu pela porta, que também fechou-se sem que ninguém lhe tocasse. As crianças olhavam ainda para a porta, quando um grito agudo se fez ouvir. Aterrada, com olhar espantado, braços erguidos e mãos na cabeça, a professora grita como louca: -- “Ele veio! Ele existe! E fugiu pela porta, corredor afora. Padre Norberto conta que interrogou uma a uma as crianças que presenciaram o fato. E atesta sob juramento que não encontrou a menor contradição nas palavras delas.
Quanto à Profa. Gertrudes, deu entrada numa casa de saúde. O cérebro ressentiu-se do tremendo abalo que sofreu e não cessava de repetir: --“Ele veio! Ele veio!”

Fonte: (Texto extraído da reportagem de Maria Minovskca, publicada na revista “Magnificat” de Braga, Portugal – ano XVI - nº 2 – fevereiro, março de 1966)

Este fato é verídico e universalmente conhecido. Mostra bem como um homem, ou mesmo uma frágil criança, pode catalisar em torno de si toda uma reação, quando ela se mostra símbolo vivo da verdadeira .

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PREPAREMO-NOS COM ALEGRIA PARA O NATAL

PAPA NA AUDIÊNCIA DE ONTEM (22):

PREPAREMO-NOS COM ALEGRIA PARA O NATAL

Cidade do Vaticano,

- Bento XVI acolheu na manhã desta quarta-feira, dia da habitual Audiência Geral, vários fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI, no Vaticano.

A catequese de hoje foi dedicada inteiramente ao Natal. "Preparemo-nos com alegria para o Natal, purificando a nossa consciência de tudo aquilo que é contrário à vinda de Deus" - ressaltou o Papa.

"A alegre expectativa, característica dos dias que antecedem o Santo Natal, é certamente a atitude fundamental do cristão que deseja viver com fruto o renovado encontro com Aquele que vem habitar em nós: Cristo Jesus, o Filho do Deus que se fez homem, que inundou o universo de alegria" – frisou o pontífice.

Bento XVI sublinhou que "o presépio é expressão de nossa expectativa, mas também ação de graças Àquele que decidiu partilhar a nossa condição humana, na pobreza e na simplicidade. Que este genuíno testemunho de fé cristã possa oferecer ainda hoje a todos os homens de boa vontade um sugestivo ícone do amor infinito do Pai para com todos".

O Santo Padre pediu à Virgem Maria e a São José para que nos ajudem a viver o mistério do Natal com renovada gratidão ao Senhor. "Em meio à vida frenética de nossos dias, este tempo nos doa um pouco de calma e alegria e nos faz tocar a bondade do nosso Deus, que se fez criança para nos salvar e dar nova coragem e nova luz ao nosso caminho" – sublinhou ainda o Papa.

A seguir, Bento XVI fez um resumo de sua catequese em português, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

No tempo próprio da Liturgia, que actualiza o mistério, está para chegar o Deus Menino, nosso Salvador: Aquele que, depois da desobediência de Adão e Eva, nos abraça de novo e abre o acesso à vida verdadeira. Ele vem para reduzir à impotência a obra do maligno e tudo aquilo que nos faz andar longe de Deus. O Verbo feito menino ajuda-nos a compreender o modo de agir de Deus, para sermos capazes de nos deixar transformar pela sua bondade e misericórdia infinita. A sua vinda serve para nos ensinar a ver e a amar os acontecimentos da vida, o mundo e tudo aquilo que nos rodeia com os próprios olhos de Deus. No meio da actividade frenética dos nossos dias, possa este tempo natalício trazer-nos um pouco de calma e tanta alegria, fazendo-nos sentir a bondade do nosso Deus que Se faz menino para nos salvar e dar nova coragem e nova luz ao nosso caminho.

Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação de boas vindas para todos, com votos de um santo Natal, portador das consolações e graças do Deus Menino: nos vossos corações, famílias e comunidades, resplandeça a luz do Salvador, que nos revela o rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Em seu Nome, eu vos abençoo, pedindo a Deus um Ano Novo sereno e feliz para todos. (MJ)

Fonte: RV

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A HISTÓRIA DA IGREJA INICIA SEU CAMINHO NA POBRE GRUTA DE BELÉM

BENTO XVI: A HISTÓRIA DA IGREJA INICIA SEU CAMINHO NA POBRE GRUTA DE BELÉM

Cidade do Vaticano, 25 dez (RV)

- O Santo Padre concedeu hoje ao meio-dia do balcão central da Basílica de São Pedro, a tradicional bênção "Urbi et Orbi" (à cidade de Roma e ao mundo inteiro).Em sua mensagem natalina proferida aos fiéis provenientes de várias partes do mundo, o papa ressaltou que a liturgia do Natal não nos fala de uma luz natural, mas de uma luz diferente, especial, de alguma forma apontada e orientada para um nós, "o mesmo nós para quem o Menino de Belém nasceu. Este nós é a Igreja, a grande família universal dos que acreditam em Cristo, que aguardaram com esperança o novo nascimento do Salvador e hoje celebram no mistério a perene atualidade deste acontecimento" – frisou Bento XVI.O Santo Padre disse ainda que a princípio aquele nós, ao redor da manjedoura de Belém, era quase invisível aos olhos dos homens, como nos diz o Evangelho de São Lucas, englobava, além de Maria e José, poucos e humildes pastores que correram à gruta, avisados pelos anjos. "A luz do primeiro Natal foi como um fogo aceso à noite. Ao redor tudo estava escuro, enquanto na gruta resplandecia a luz verdadeira que ilumina todo homem" – disse o papa – acrescentando: "é a história da Igreja que inicia o seu caminho na pobre gruta de Belém e, através dos séculos, se torna povo e fonte de luz para a humanidade. Também hoje, por meio daqueles que vão ao encontro do Menino, Deus ainda acende fogueiras na noite do mundo para convidar os homens a reconhecerem em Jesus o sinal da sua presença salvífica e libertadora e estender o nós dos fiéis em Cristo a toda humanidade."O Santo Padre frisou ainda "que onde estiver um nós que acolhe o amor de Deus, aí resplandece a luz de Cristo, mesmo nas situações mais difíceis"."A Igreja, como a Virgem Maria, oferece ao mundo Jesus, o Filho, que Ela recebeu como dom e que veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força e o oferece às pessoas que o procuram com coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, aos desejam o bem da paz. Também hoje, à família humana profundamente marcada por uma grave crise, certamente econômica, mas também moral, e por dolorosas feridas de guerras e conflitos, a Igreja, com o estilo da partilha e da fidelidade ao homem, repete com os pastores: Vamos a Belém (Lc 2, 15), lá encontraremos a nossa esperança" – ressaltou o pontífice.Bento XVI sublinhou que o nós da Igreja vive no território onde Jesus nasceu, na Terra Santa, para convidar seus habitantes a abandonarem toda a lógica de violência e vingança. O nós da Igreja está presente em outros países do Oriente Médio, como o Iraque, no pequenino rebanho de cristãos que vive naquela região, que passa por várias tribulações. O Santo Padre disse ainda que nós da Igreja, está em Sri Lanka, na Coreia, nas Filipinas, e outras terras asiáticas, como fermento de reconciliação e de paz. "No continente africano, não cessa de erguer a voz a Deus para implorar o fim de toda a prepotência na República Democrática do Congo; convida os cidadãos da Guiné e do Níger ao respeito pelos direitos de cada pessoa e ao diálogo; aos de Madagascar pede para superarem as divisões internas e acolherem-se reciprocamente; a todos lembra que são chamados à esperança, não obstante os dramas, provações e dificuldades que continuam a afligi-los" – frisou Bento XVI."Na Europa e na América do Norte - disse ainda o papa - o nós da Igreja convida a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar os mais vulneráveis, começando pelos nascituros. Em Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional; em toda a América Latina, o nós da Igreja é fator de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo em favor do respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade".O Santo Padre concluiu sua mensagem, dizendo "que a Igreja é solidária com aqueles que são atingidos pelas calamidades naturais e pela pobreza, mesmo nas sociedades opulentas" e que diante do êxodo das pessoas que emigram por causa da fome, da intolerância ou da degradação ambiental, "a Igreja é uma presença que chama ao acolhimento".O papa desejou um Feliz Natal aos fiéis e peregrinos em várias línguas. Ouçamos suas felicitações natalinas em língua portuguesa. Bento XVI concluiu a cerimônia concedendo a todos a sua bênção apostólica. (MJ)

Fonte: RV

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

REFLEXÃO PARA A NOITE DE NATAL


REFLEXÃO PARA A NOITE DE NATAL


Cidade do Vaticano, 24 dez (RV)

- A 1ª leitura da noite de hoje deve ser refletida à luz do nascimento, da morte e da ressurreição de Jesus, como devem ser relidos todos os texto do Antigo Testamento. Mas vejamos Isaías: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, uma luz raiou para os que habitavam uma terra sombria como a morte.” Situamo-nos diante de uma nova criação. Deus vai restaurar a justiça, pondo ordem no caos. É a nova criação!“Porque o jugo que pesava sobre eles, a canga posta sobre seus ombros, o bastão do opressor, tu o despedaçaste como no dia de Madiã.” Na nova sociedade não haverá opressão. Deus elimina os instrumentos que a possibilita. Serão eliminados os instrumentos de opressão e o ressentimento, pois tudo aquilo que causa opressão e a faz reviver no coração, tudo aquilo que faz perenizar a dor, será eliminado.“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado..., e lhe foi dado este nome: Conselheiro maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-paz,” A razão deste júbilo, desta esperança, está na chegada de um menino que é identificado como gestor da nova sociedade na qual o pobre, o pequeno serão respeitados e a justiça imperará. No Evangelho, vemos a chegada desse menino já mudando os conceitos desde seu nascimento. Ele nasce como migrante, em um estábulo, em meio a animais, porque não havia lugar para acomodá-lo; seu berço não é o certamente preparado por José, mas uma manjedoura, e suas visitas são pobres pastores. A história do nascimento de Jesus é bem diferente do que costumamos ouvir quando se trata do nascimento de príncipes e filhos de classes abastadas. Também é muito diferente do nascimento do filho de classe pobre. Jesus nasceu durante uma viagem, fora da proteção de uma casa e longe dos parentes.A única diferença é que seu nascimento, como Salvador, como o Messias, é anunciado por anjos, mas aos pastores e não aos poderosos. Mais ainda, aos pastores é dada a missão de comunicá-la ao povo.Ora, a grande novidade, a notícia mais importante que o mundo poderia receber, vem diretamente de Deus e vai aos desprestigiados, aos impuros, aos marginalizados, e são eles que deverão levá-la aos demais. A Carta a Tito nos fala da mudança de nossa vida por causa vinda de Jesus. Peçamos ao Senhor, para nós e para as pessoas que amamos, uma mudança de valores. Que deixemos aquilo que traduz a riqueza deste mundo, que é passageira e caduca, e assumamos de vez as riquezas anunciadas pelo Menino de Belém, porque elas nos satisfazem plenamente e para sempre. São eternas!
Feliz Natal!

Fonte: RV

QUEM NÃO ACOLHE JESUS COM CORAÇÃO DE CRIANÇA NÃO COMPREENDE O MISTÉRIO DO NATAL

PAPA: QUEM NÃO ACOLHE JESUS COM CORAÇÃO DE CRIANÇA NÃO COMPREENDE O MISTÉRIO DO NATAL

Cidade do Vaticano,

Jesus Menino é o Deus-Amor "inerme", que não vem para conquistar o mundo "externamente", mas "para ser acolhido pelo homem na liberdade". Está nisso o significado espiritual do Natal: Bento XVI dedicou à iminente festa da Natividade a audiência geral desta manhã na Sala Paulo VI, no Vaticano. O papa centralizou a catequese, em particular, na antiga tradição natalina do presépio de Greccio, que São Francisco de Assis idealizou quase 800 anos atrás.A cena assistida pelos habitantes de uma pequena localidade do alto Lácio, na noite de Natal de 1223, mudou para sempre a percepção da Natividade na sensibilidade dos cristãos que haveriam de vir.O presépio vivo montado por São Francisco na simplicidade de uma estrebaria de Greccio deu pela primeira vez uma imagem "viva e tocante" do nascimento de Jesus. Com São Francisco o Natal se abre a "uma nova dimensão" – afirmou com clareza Bento XVI:"De fato, a noite de Greccio deu ao cristianismo a intensidade e a beleza da festa do Natal, e educou o Povo de Deus a acolher nela a mensagem mais autêntica, o calor particular, e a amar e adorar a humanidade de Cristo (...) Com São Francisco e o seu presépio foram evidenciados o amor inerme de Deus, a sua humildade e a sua benignidade, que na Encarnação do Verbo se manifesta aos homens para ensinar um novo modo de viver e de amar."O pontífice ressaltou que o Santo de Assis sempre alimentou o desejo de "experimentar de modo concreto, vivo e atual a humildade e a grandeza do evento do nascimento". E essa percepção se faz ainda mais importante se considerarmos que "a festa mais antiga do cristianismo" não é o Natal, mas a Páscoa – recordou o papa.Bento XVI explicou que o 25 de dezembro como data da Natividade remonta aproximadamente ao ano 204 e se deve a Hipólito de Roma, enquanto a celebração do Natal se afirma numa "forma definida" mais tarde, no Séc. IV, quando toma o lugar da festa pagã do "Sol invictus", o sol invencível.O Santo Padre observou que se com a Páscoa se "havia concentrado a atenção no poder de Deus que vence a morte", com o Natal "colocou-se desse modo em evidência que o nascimento de Cristo é a vitória da verdadeira luz sobre as trevas do mal e do pecado. Todavia, a particular e intensa atmosfera espiritual que circunda o Natal se desenvolveu na Idade Média graças a São Francisco de Assis, que era profundamente apaixonado pelo homem Jesus, pelo Deus-conosco"."Graças a São Francisco o povo cristão pôde perceber que no Natal Deus verdadeiramente se tornou o "Emanuel", o Deus-conosco, de quem nenhuma barreira e nenhuma distância nos separa. Naquele Menino, Deus tornou-se tão próximo de cada um de nós, tão próximo, que podemos chamá-lo de você e manter com ele uma relação confidencial de profundo afeto, assim como fazemos com um recém-nascido."E é naquele Menino que se manifesta a condição "pobre e desconcertante" do Deus-Amor:"Deus vem sem armas, sem a força, porque não pretende conquistar, por assim dizer, externamente, mas pretende, sobretudo, ser acolhido pelo homem na liberdade; Deus se faz menino inerme para vencer a soberba, a violência, a sede de posse do homem."O papa concluiu afirmando que o próprio Jesus nos ensina no Evangelho o modo como "podemos encontrar Deus e gozar de Sua presença", ou seja, o converter-se e tornar-se como crianças:"Quem não acolhe Jesus com coração de criança não pode entrar no reino dos céus: isso foi o que Francisco quis recordar ao cristianismo de seu tempo e de todos os tempos, até hoje. Peçamos ao Pai que conceda ao nosso coração aquela simplicidade que reconhece no Menino o Senhor, justamente como fez Francisco em Greccio (...) São os votos que faço com afeto a tocos vocês, às suas famílias e a todos que lhes são caros. Bom Natal para todos vocês!"Como de costume neste período, ressoaram na Sala Paulo VI algumas melodias natalinas. E o pensamento do Natal iminente inspirou também as tradicionais saudações do papa no final da audiência:"Que o amor que Deus manifesta à humanidade no nascimento de Cristo possa fazer crescer em vocês, caros jovens, o desejo de servir generosamente os irmãos. Seja para vocês, caros irmãos enfermos, fonte de conforto e de serenidade. Inspire vocês, caros recém-casados, a consolidarem a sua promessa de amor e de recíproca fidelidade."Por fim o Santo Padre fez, em várias línguas, um resumo de sua catequese, com uma saudação aos diversos grupos presentes.Eis o que disse em português: "Queridos irmãos e irmãs, a tradição natalícia mais bela, que é o presépio, foi criada por São Francisco de Assis, para recordar a todos como Deus Se revela nos ternos braços dum Menino. A sua condição de criança indica-nos como podemos encontrar Deus e gozar da sua presença. É à luz do Natal que melhor se compreendem estas palavras do Senhor: «Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus». Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos desejo um Santo Natal, portador das consolações e graças do Deus Menino, a quem vos encomendo ao dar-vos a minha Bênção". Bento XVI concluiu a audiência concedendo a todos a sua Bênção apostólica.

Fonte: RV

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

PRESENTE DE NATAL

PRESENTE DE NATAL
Cidade do Vaticano,

- Temos o hábito de trocar presentes por ocasião do Natal ou apenas dar ou só receber, o fato é que o dom ou presente circula em nosso ambiente.
Vamos refletir sobre isso:Jesus é o grande presente de Deus para nós, aliás ele é o “Emanuel”, Deus Conosco, Deus Presente! Vemos aí a etimologia da palavra presente, isto é, estar ao lado contemporaneamente.
Mas presente é também um dom, um regalo, simbolizando que a pessoa não pode estar contemporaneamente, mas enviou uma dádiva que o simbolizasse.
No caso de Jesus, ele é o presente de Deus para nós que revela o Pai em sua plenitude, no sentido de que é um dom e, ao mesmo tempo, traduz a misericórdia de Deus.
Quando no Natal fazemos o "presente” circular, estamos sinalizando que o Dom de Deus, o próprio Deus está presente em nosso meio, nos é contemporâneo.
Por isso não importa o valor econômico do agrado, mas importa, acima de tudo, seu significado. Por outro lado, não podemos perverter o sentido do “dom”, ao fazê-lo com intenção de suborno, de corromper quem irá recebê-lo e nem fazê-lo com algo ofensivo.
De fato isso seria a perversão do gesto.Tratando-se de um dom material, posso escolher algo de que alguém esteja precisando ou simplesmente que lhe seja útil, ou apenas algo simbólico, mas que traduza fielmente minha intenção.
Se é algo imaterial, que traduza então a bondade e a generosidade de Deus e que de fato me comprometa junto a Deus e à pessoa agraciada.
Falando em agraciada, agraciado, somos todos agraciados por Deus. Recebemos o dom da vida, da fé, de uma família, da saúde, da profissão, dos amigos, os dons da inteligência, da criatividade, enfim, o dom que é o próprio Deus.
Que graça pedirei a Ele neste Natal? Certamente a graça deque sinto mais precisar para ser feliz, que é a graça de estar em paz com Ele, o Príncipe da Paz, de estar em paz com os meus irmãos, de estar em paz com minha consciência.
A paz do dever cumprido não por obrigação, mas por amor.
A Paz de perdoar seja quem for e por qualquer que tenha sido o motivo.
A graça de sentir-me filho e irmão. Então mais uma vez será Natal, porque Deus se fez Presente em minha vida e na dos meus circunstantes.
Mas, certamente, se sou cristão, devo assemelhar-me ao Cristo e, como ele, ser um presente para meus irmãos.
Isso significa que deverei oferecer-me como dom, como presente de Deus para os outros, presente nos dois sentidos, como regalo e como presença do Senhor.
O ato de escutar as pessoas, de ir ao encontro delas, de acolhê-las como são, com seus defeitos e limitações, de gastar com elas o tempo precioso que não volta, isso é ser presença de Deus na vida delas e na de quem proporcionou a escuta, é torná-lo presente! (CAS)

Fonte: RV