Um Natal sob o signo do Rosário
A cada ano, no Natal, diferente é o contexto em que se celebra aquela Luz que um dia brilhou nas trevas....
porém, é certa. Deus faz tudo perfeito. Logo, Jesus só pode ter nascido no momento mais adequado, em todos os sentidos.Recordações da Luz que brilhou nas trevas
Compêndio do Evangelho, o Rosário nos recorda os principais episódios da vida de nosso Redentor. No seu primeiro Terço, ele nos conduz a meditar precisamente sobre o Natal e as circunstâncias que o envolveram: a Anunciação e a Encarnação do Verbo no seio puríssimo de Maria; a visita da Santíssima Virgem à sua prima Santa Isabel; o próprio nascimento de Jesus em Belém; a apresentação do Menino Jesus no Templo. Esses sublimes fatos - e todos os demais da vida do Salvador - nós os acompanhamos através dos olhos da Virgem Maria, recitando o Rosário.
Ele é propriamente uma "oração evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora" - diz o Papa -, segundo a experiência vivida pela Santíssima Virgem, que trouxe em seu seio, nutriu, criou e acompanhou os passos de seu Divino Filho.
Em sua oportuna Carta Apostólica, o Santo Padre mostra ainda que Maria é para nós a Mestra que melhor conhece seu Filho Jesus e pode levar-nos ao conhecimento d'Ele: "Percorrer com Ela as cenas do Rosário é como freqüentar a ‘escola' de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus
segredos, compreender a sua mensagem. Uma escola, a de Maria, ainda mais eficaz, quando se pensa que Ela a dá obtendo-nos os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela ‘peregrinação da fé', na qual é mestra inigualável."Nas situações aflitivas da Igreja
No ano de 1214, a heresia dos maniqueus, ou albigenses, estava se espalhando por todo o Languedoc, região meridional da França, arrancando à Igreja Católica multidões de fiéis. A doutrina maniquéia não causava dano apenas no campo espiritual, mas estendia seus malefícios também a toda a sociedade temporal.
O grande São Domingos - fundador da Ordem dos Irmãos Pregadores (os frades dominicanos) - mediu toda a extensão da tragédia e sentiu-se inspirado a intervir. Retirou-se para um local ermo, próximo de Tolosa (capital do Languedoc), onde passou três dias e três noites em oração e penitência, implorando ao Senhor que interviesse para salvar aquelas populações.
Em conseqüência de seu esforço, acabou por cair desfalecido. E eis que então apareceu-lhe Maria Santíssima, resplandecente de glória, dizendo-lhe que, pelo Rosário, ele poderia ganhar para Deus aqueles "corações endurecidos". . E assim foi. Pregando essa devoção, São Domingos não só obteve numerosas conversões, como também uma grande mudança nos costumes religiosos e morais dos habitantes da região.
São Domingos mereceu passar para a História como o primeiro grande pregador do santo Rosário e, praticamente, seu instituidor.
Na batalha de Lepanto
No dia 7 de outubro daquele ano, ao largo do Estreito de Lepanto, no litoral grego, travou-se a maior batalha naval da História até então. A esquadra
católica, composta de pouco mais de 200 navios e 80 mil combatentes, colocada sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário, derrotou de modo fragoroso a frota maometana, entretanto mais poderosa que a cristã. Graças a essa vitória, ficou afastada de uma vez por todas a ameaça turca.Desejoso de reconhecer e agradecer o decisivo auxílio de Maria nessa batalha, o senado veneziano mandou colocar no Palácio dos Doges um quadro comemorativo, com a inscrição: "Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii, victores nos fecit" - "Não foi o valor, nem as armas, nem os chefes, mas sim a Senhora do Rosário que nos tornou vitoriosos".
Na França do século XVIII
A sociedade francesa achava-se minada em suas bases pelo iluminismo, pelo indiferentismo religioso e por um lamentável afrouxamento dos costumes, sobretudo nas classes superiores. Para agravar o quadro, espalhava-se pela França o jansenismo, astuta heresia que apresentava de maneira deformada a doutrina católica, evitando atacá-la de frente, com o que tornava difícil sua refutação.
Pregando uma ardente devoção a Nossa Senhora e incentivando a oração diária do Rosário, São Luís Grignion conseguiu transformar a Bretanha e a Vandéia (províncias do oeste da França), em regiões ardorosamente católicas, a tal ponto que, dois séculos após, foram essas duas províncias as que maior resistência opuseram ao assalto das tropas anticlericais da Revolução Francesa.
Em Fátima
Na primeira aparição, a 13 de maio de 1917, aconselhou aos três videntes que rezassem diariamente o Terço para pedir o fim da guerra e a paz do mundo. Renovou com insistência, na segunda e na terceira aparições, a recomendação de rezar o Terço todos os dias.
E no dia 13 de setembro, a Virgem Santíssima insistiu mais uma vez na necessidade da recitação diária do Terço, como meio de alcançar o fim da guerra mundial que ensangüentava o mundo. Foi somente na última aparição, em 13 de outubro, que Nossa Senhora consentiu em revelar sua identidade às três crianças, utilizando estas simples palavras: "Eu sou a Senhora do Rosário".
Não poderia haver maior prova de apreço da Mãe de Deus por essa devoção.
Em pleno século XX
Paz no mundo e nas famílias
No início de um Milênio que começou com as cenas assustadoras do atentado de 11 de setembro de 2001" - diz o Santo Padre na Carta Apostólica - "e que registra, cada dia, em tantas partes do mundo, novas situações de sangue e violência, descobrir novamente o Rosário significa mergulhar na contemplação do mistério d'Aquele que ‘é a nossa paz', tendo feito ‘de dois povos um só, destruindo o muro da inimizade que os separava' (Ef 2, 14).
"Depois de ressaltar que deseja confiar a causa da paz à oração do Rosário, o Papa exprime sua paternal aflição: "Pouco valem as tentativas da política, se as almas continuam exacerbadas e não são capazes de um novo olhar do coração." E indaga: "Quem pode, porém, infundir tais sentimentos, senão o próprio Deus? .... Exatamente nessa perspectiva, o Rosário se revela uma oração particularmente indicada.
"Falta a paz, hoje em dia, não somente entre as nações, mas, muitas vezes, até no recinto do lar. "Quanta paz estaria assegurada nas relações familiares, se fosse retomada a recitação do Santo Rosário em família!" - exclamou o Papa na audiência de 29 de setembro passado, quando anunciou o Ano do Rosário. E na citada Carta Apostólica ele alerta: "A família, célula da sociedade, está cada vez mais ameaçada por forças desagregadoras a nível ideológico e prático,
que fazem temer pelo futuro dessa instituição fundamental e imprescindível e, conseqüentemente, pela sorte da sociedade inteira."Para sanar esse mal, que remédio aconselha o Vigário de Cristo? "O relançamento do Rosário nas famílias cristãs, no âmbito de uma pastoral mais ampla da família, propõe-se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastadores desta crise da nossa época."
Diante do presépio, dirijamos nossas ardentes súplicas ao adorável Menino Jesus, por intermédio da imaculada Virgem Maria e do puríssimo São José, pedindo que as exortações do Santo Padre na Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria tenham amplo desenvolvimento por todo o mundo católico. E que aquela Luz que brilhou nas trevas há cerca de dois mil anos resplandeça não só neste Natal, mas ilumine toda a nossa vida.
onte: Arautos do Evangelho






Ademais, relata Heródoto que, em Babilônia, todas as mulheres nativas, sem qualquer exceção, pelo menos uma vez na vida deviam passar por essa infame humilhação no templo de Melita 7.
social do Rei e Profeta: os pastores de ovelhas. Assim, dois cortesãos do mais nobre sangue – Maria e José -, junto com os pastores de condição humilde e a própria Corte Celeste constituiriam os adoradores do Menino- Deus recém-nascido. Do Templo, nenhum representante. 
Eucarísticas. Será que igualmente nos movemos “apressadamente” em busca do Salvador, como o fizeram os pastores?


