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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL DO MENINO JESUS


Um Natal sob o signo do Rosário

A cada ano, no Natal, diferente é o contexto em que se celebra aquela Luz que um dia brilhou nas trevas....


Caro leitor já se perguntou alguma vez por que razão Jesus veio ao mundo naquela época? Não poderia Ele ter nascido logo após o pecado de Adão e Eva? Ou, pelo contrário, por que não adiou sua vinda para cerca do fim do mundo, pouco antes da volta de Henoc e Elias?No primeiro caso, pareceria haver várias vantagens. Por exemplo, a efusão das graças da Redenção já no início da humanidade poderia evitar muito morticínio, muitas crueldades, crimes e calamidades comuns no tempo do paganismo. Teria evitado mesmo? É muito de se duvidar. Basta analisar a História do Ocidente cristão, especialmente nos últimos três séculos, para verificar que a vinda de Nosso Senhor - embora tenha suavizado notavelmente o relacionamento entre os homens - não evitou esses males.

Quanto à hipotese da vinda de Cristo no fim do mundo, os benefícios seriam menos claros, mas uma análise meticulosa não deixará de encontrá-los. Uma coisa, porém, é certa. Deus faz tudo perfeito. Logo, Jesus só pode ter nascido no momento mais adequado, em todos os sentidos.

Comentando esta questão, o renomado teólogo espanhol, Pe. Antonio Royo Marín, OP, confirma a tese acima, baseando-se no ensinamento de São Paulo, de que Deus enviou seu Filho ao mundo "quando chegou a plenitude dos tempos" (Gl 4, 4). O que significa "plenitude dos tempos"?

Na homilia de abertura da Quaresma de 2001, o Papa João Paulo II explicou que significa "tempo favorável (...) isto é, o tempo em que Deus, através de Jesus, ‘satisfez' e ‘socorreu' o seu povo, realizando plenamente as promessas dos profetas". Do ponto de vista histórico - continuou o Santo Padre - aquele era o momento favorável para se anunciar o Evangelho a todos os povos.

Realmente o mundo antigo se sentia decrépito e esgotado, afundado numa corrupção de costumes nunca vista, desgastado por escândalos, corroído pela idolatria, dureza de coração, ganância, crueldade, trato impiedoso entre os homens, tirania, etc. Caminhava, pois, inexoravelmente para a ruína. Segundo os comentadores, essas eram as "trevas" nas quais brilhou a luz do Salvador (segundo o Evangelho de São João).

Recordações da Luz que brilhou nas trevas

Todo Natal recorda essa Luz que brilhou nas trevas há dois mil anos. De cada vez a comemoração é feita com características próprias, com graças particulares, quase sempre relacionadas com a situação da Igreja e da Cristandade na respectiva época.

As graças de Natal no tempo das catacumbas, por exemplo, deviam ter aspectos especiais que a diferenciavam muito daquelas da época de Carlos Magno. E as da Idade Média - tempo assinalado por um auge de fervor católico - foram diferentes das do século XX, um século "caracterizado de maneira particular pelo mistério da iniqüidade", conforme as palavras do Papa João Paulo II na homilia de 18/8/2002.

Neste segundo ano do Terceiro Milênio, a comemoração do Natal se dá numa conjuntura muito feliz. Está ele aureolado pela Carta Apostólica de João Paulo II, O Rosário da Virgem Maria.

Estreita rfelação com o Natal

Compêndio do Evangelho, o Rosário nos recorda os principais episódios da vida de nosso Redentor. No seu primeiro Terço, ele nos conduz a meditar precisamente sobre o Natal e as circunstâncias que o envolveram: a Anunciação e a Encarnação do Verbo no seio puríssimo de Maria; a visita da Santíssima Virgem à sua prima Santa Isabel; o próprio nascimento de Jesus em Belém; a apresentação do Menino Jesus no Templo. Esses sublimes fatos - e todos os demais da vida do Salvador - nós os acompanhamos através dos olhos da Virgem Maria, recitando o Rosário.

Ele é propriamente uma "oração evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora" - diz o Papa -, segundo a experiência vivida pela Santíssima Virgem, que trouxe em seu seio, nutriu, criou e acompanhou os passos de seu Divino Filho.

Em sua oportuna Carta Apostólica, o Santo Padre mostra ainda que Maria é para nós a Mestra que melhor conhece seu Filho Jesus e pode levar-nos ao conhecimento d'Ele: "Percorrer com Ela as cenas do Rosário é como freqüentar a ‘escola' de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus
segredos, compreender a sua mensagem. Uma escola, a de Maria, ainda mais eficaz, quando se pensa que Ela a dá obtendo-nos os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela ‘peregrinação da fé', na qual é mestra inigualável."

Nas situações aflitivas da Igreja

Se - como diz um São Luís Maria Grignion de Montfort ou um Santo Afonso Maria de Ligório - o Rosário é um poderoso meio para alcançar graças de santificação pessoal, auxílio para a salvação das almas, não é só no plano individual que ele se mostra eficaz. Também no nível dos povos e da nações, ele ganha um brilho especial nos momentos em que a Igreja está em aflitiva situação. Foi assim já no seu nascedouro, quando Nossa Senhora o recomendou a São Domingos de Gusmão.

No ano de 1214, a heresia dos maniqueus, ou albigenses, estava se espalhando por todo o Languedoc, região meridional da França, arrancando à Igreja Católica multidões de fiéis. A doutrina maniquéia não causava dano apenas no campo espiritual, mas estendia seus malefícios também a toda a sociedade temporal.

Uma cruzada da qual participaram cavaleiros de toda a Europa, não foi suficiente para estancar o mal. Como obter de Deus o fim dessa grave situação e a conversão daquele pobre povo?

O grande São Domingos - fundador da Ordem dos Irmãos Pregadores (os frades dominicanos) - mediu toda a extensão da tragédia e sentiu-se inspirado a intervir. Retirou-se para um local ermo, próximo de Tolosa (capital do Languedoc), onde passou três dias e três noites em oração e penitência, implorando ao Senhor que interviesse para salvar aquelas populações.

Em conseqüência de seu esforço, acabou por cair desfalecido. E eis que então apareceu-lhe Maria Santíssima, resplandecente de glória, dizendo-lhe que, pelo Rosário, ele poderia ganhar para Deus aqueles "corações endurecidos". . E assim foi. Pregando essa devoção, São Domingos não só obteve numerosas conversões, como também uma grande mudança nos costumes religiosos e morais dos habitantes da região.

São Domingos mereceu passar para a História como o primeiro grande pregador do santo Rosário e, praticamente, seu instituidor.

Na batalha de Lepanto

Mas não só nos tormentos da Idade Média ficou provada a eficácia do Rosário. No século XVI vamos novamente encontrar Maria defendendo, por meio dele, seus filhos. Em 1571, os turcos maometanos devastavam os Bálcãs, e sua enorme frota de guerra espalhava o terror no mar Mediterrâneo. Uma invasão da Europa ocidental estava iminente, e o único modo de evitá-la seria quebrar o poderio naval islamita.

Era urgente formar uma aliança dos príncipes católicos e armar uma esquadra capaz de fazer frente ao inimigo da Fé cristã. Com este objetivo, o Papa São Pio V fez o que pôde nos terrenos diplomático, logístico e militar. Mas pôs sua confiança sobretudo na intervenção da Auxiliadora dos Cristãos, à qual recorria por meio do Rosário, levando os outros a imitá-lo.

No dia 7 de outubro daquele ano, ao largo do Estreito de Lepanto, no litoral grego, travou-se a maior batalha naval da História até então. A esquadra
católica, composta de pouco mais de 200 navios e 80 mil combatentes, colocada sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário, derrotou de modo fragoroso a frota maometana, entretanto mais poderosa que a cristã. Graças a essa vitória, ficou afastada de uma vez por todas a ameaça turca.

Desejoso de reconhecer e agradecer o decisivo auxílio de Maria nessa batalha, o senado veneziano mandou colocar no Palácio dos Doges um quadro comemorativo, com a inscrição: "Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii, victores nos fecit" - "Não foi o valor, nem as armas, nem os chefes, mas sim a Senhora do Rosário que nos tornou vitoriosos".

Na França do século XVIII

No século seguinte, vamos encontrar a Virgem do Rosário auxiliando um de seus mais ardorosos e eminentes devotos, São Luís Maria Grignion de Montfort, noutra difícil situação para a Igreja.

A sociedade francesa achava-se minada em suas bases pelo iluminismo, pelo indiferentismo religioso e por um lamentável afrouxamento dos costumes, sobretudo nas classes superiores. Para agravar o quadro, espalhava-se pela França o jansenismo, astuta heresia que apresentava de maneira deformada a doutrina católica, evitando atacá-la de frente, com o que tornava difícil sua refutação.

Pregando uma ardente devoção a Nossa Senhora e incentivando a oração diária do Rosário, São Luís Grignion conseguiu transformar a Bretanha e a Vandéia (províncias do oeste da França), em regiões ardorosamente católicas, a tal ponto que, dois séculos após, foram essas duas províncias as que maior resistência opuseram ao assalto das tropas anticlericais da Revolução Francesa.

Em Fátima

Não é possível falar do Rosário sem mencionar com destaque as aparições em Fátima. Pois ali Nossa Senhora recomendou com particular empenho essa devoção.

Na primeira aparição, a 13 de maio de 1917, aconselhou aos três videntes que rezassem diariamente o Terço para pedir o fim da guerra e a paz do mundo. Renovou com insistência, na segunda e na terceira aparições, a recomendação de rezar o Terço todos os dias.

E no dia 13 de setembro, a Virgem Santíssima insistiu mais uma vez na necessidade da recitação diária do Terço, como meio de alcançar o fim da guerra mundial que ensangüentava o mundo. Foi somente na última aparição, em 13 de outubro, que Nossa Senhora consentiu em revelar sua identidade às três crianças, utilizando estas simples palavras: "Eu sou a Senhora do Rosário".

Não poderia haver maior prova de apreço da Mãe de Deus por essa devoção.

Em pleno século XX

Mais perto de nós, encontramos outra demonstração da eficácia do Rosário.

Assim como o restante da Europa centro-oriental, também a Áustria fora ocupada pelas tropas soviéticas, ao término da 2ª Guerra Mundial. Angustiados pela probabilidade de perderem sua independência no domínio comunista, os austríacos se voltaram filialmente para Nossa Senhora.

Um franciscano, frei Petrus Pavlicek, formou a "Cruzada Reparadora do Rosário pela Paz no Mundo" e passou a organizar grandes procissões anuais em honra do Nome de Maria. Sempre com a participação de milhares de pessoas, cada uma dessas procissões seguia pelas ruas do centro de Viena, rogando pela libertação do país. Um movimento geral de entusiasmo pelo Rosário percorreu toda a nação, e uma torrente de preces jorrou sobre as portas do Céu. E então aconteceu o milagre: pouco após a Páscoa de 1955, o governo moscovita retirou suas tropas da Áustria.

O país inteiro acorreu para agradecer a maternal proteção da Santíssima Virgem, destacando-se a grande solenidade no dia 10 de setembro, festa do Nome de Maria, ocasião em que o Ministro das Relações Exteriores declarou: "Todos nós que aqui estamos hoje reunidos e que com humildade, mas também com ufania, nos declaramos católicos, pudemos conhecer o poder da oração. (...) Nossas orações foram nossas armas e nossa fortaleza. (...) Ganhamos a liberdade! Oh! Maria! nós vos agradecemos."

Paz no mundo e nas famílias

Se o mundo de hoje está submerso num oceano de males e exposto a perigos que o rondam de todos os lados, isto não se deve tão-só às disputas econômicas e políticas, mas principalmente a uma grave crise moral e religiosa. É dela que surgem as angústias, as incertezas, a desorientação generalizada. Contudo, assim como nas situações críticas anteriores, a solução está ao alcance de nossas mãos... e de nossos corações: a devoção do Santo Rosário. Daí o empenho do Papa João Paulo II em incentivar essa devoção.

No início de um Milênio que começou com as cenas assustadoras do atentado de 11 de setembro de 2001" - diz o Santo Padre na Carta Apostólica - "e que registra, cada dia, em tantas partes do mundo, novas situações de sangue e violência, descobrir novamente o Rosário significa mergulhar na contemplação do mistério d'Aquele que ‘é a nossa paz', tendo feito ‘de dois povos um só, destruindo o muro da inimizade que os separava' (Ef 2, 14).

"Depois de ressaltar que deseja confiar a causa da paz à oração do Rosário, o Papa exprime sua paternal aflição: "Pouco valem as tentativas da política, se as almas continuam exacerbadas e não são capazes de um novo olhar do coração." E indaga: "Quem pode, porém, infundir tais sentimentos, senão o próprio Deus? .... Exatamente nessa perspectiva, o Rosário se revela uma oração particularmente indicada.

"Falta a paz, hoje em dia, não somente entre as nações, mas, muitas vezes, até no recinto do lar. "Quanta paz estaria assegurada nas relações familiares, se fosse retomada a recitação do Santo Rosário em família!" - exclamou o Papa na audiência de 29 de setembro passado, quando anunciou o Ano do Rosário. E na citada Carta Apostólica ele alerta: "A família, célula da sociedade, está cada vez mais ameaçada por forças desagregadoras a nível ideológico e prático,
que fazem temer pelo futuro dessa instituição fundamental e imprescindível e, conseqüentemente, pela sorte da sociedade inteira.

"Para sanar esse mal, que remédio aconselha o Vigário de Cristo? "O relançamento do Rosário nas famílias cristãs, no âmbito de uma pastoral mais ampla da família, propõe-se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastadores desta crise da nossa época."

Uma prece diante do presépio

Diante do presépio, dirijamos nossas ardentes súplicas ao adorável Menino Jesus, por intermédio da imaculada Virgem Maria e do puríssimo São José, pedindo que as exortações do Santo Padre na Carta Apostólica O Rosário da Virgem Maria tenham amplo desenvolvimento por todo o mundo católico. E que aquela Luz que brilhou nas trevas há cerca de dois mil anos resplandeça não só neste Natal, mas ilumine toda a nossa vida.

onte: Arautos do Evangelho

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

QUE ESTRANHA AQUELA NOITE

Que estranha aquela noite!

Revelando profundo estro poético, Dom Lucio Renna canta os sublimes mistérios e alegrias daquela noite santa quando Deus Filho nasceu neste mundo, tornando-Se nosso irmão.


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Dom Lucio Angelo Renna, O.Carm.
Bispo de Avezzano (Itália)


Que estranha aquela noite! Após uma jornada cheia de acontecimentos, de gritos, de cantos, de orações, de encontros entre pessoas provenientes de diversos países para serem recenseadas, após um barulho ensurdecedor, ruídos ininterruptos e insuportáveis, após tantas e tantas coisas que a mais ardente fantasia nunca conseguiria imaginar, após tudo isso um estranho silêncio, profundo, arcano, misterioso.

Parecia que o universo parara, que as criaturas de repente decidiram calar-se. Era como se a respiração do mundo criado cessasse, voluntária e obstinadamente.

Que estranha aquela noite, cheia de fascínio, de magia, de expectativa, de mistério! Nenhum balir de ovelha, nenhuma voz de homem, de mulher ou de criança, nenhum sinal de vida: parecia que um torpor universal pesava sobre as coisas, as plantas, os animais, as pessoas. Aqui e ali se podia perceber alguma janela fracamente iluminada.

No céu brilhavam, silenciosas, muitas e muitas estrelas. Nos casebres dos pobres, as crianças estranhamente não
choravam. Nos suntuosos palácios dos poderosos, não se ouviam sons, cantos, danças: pareciam envolvidos por uma austera e severa capa de silêncio, como nunca nenhum israelita podia ter memória. PRESEPIO.jpg















"O que está para acontecer?" - perguntava-se um ou outro, espiando curioso e ansioso pela fresta da porta de sua casa.

"É estranho, estranho, estranho!" - sentenciava o velho sábio, rodeado de meninos e meninas desejosos de saber sobre os Vaticinadores, os Profetas, os Patriarcas, o Messias que nunca chegava, apesar de sua secular invocação: Maranatha, maranatha.

Tudo, em suma, parecia ter-se fechado e adormecido por encanto. E como que para não perturbar o silêncio, o velho sábio, naquela noite, falava brandamente, muito brandamente.

Que estranha aquela noite: quase ninguém conseguia adormecer!

Intuía-se um acontecimento. Mas qual? O que estava para acontecer? Onde? Tais perguntas esvoaçavam delicadamente no ar e nos corações de todos, ao longo daquela estranha noite.

Os sacerdotes do Templo rezavam com o coração, porque também eles temiam perturbar, salmodiando, o silêncio daquela estranha noite. Se algum deles, cansado, inclinava sonolento a cabeça, era de súbito sacudido por uma força misteriosa. Todos estavam em ansiosa espera, mas ninguém sabia do que ou de quem. Que estranha aquela noite!

Depois, como chegando de um longo, interminável caminho de séculos, todos perceberam, claro, distinto, o choro de um recém-nascido.

Como ao aceno de invisível maestro, explode a sinfonia do universo! Entrelaçam-se vozes de anjos, de homens, de animais. Até as árvores da floresta se unem, com os cetáceos e os peixes, àquele canto que não se podia saber bem se descia do céu ou para lá subia.

Somente após o primeiro momento de maravilhamento, de admiração e de júbilo universal, todos compreenderam que os anjos do Céu queriam cantar em coro com todas as criaturas, com o universo criado. Cantavam as surpresas e maravilhas do Senhor, o qual, naquela estranha noite, tinha dado à humanidade o seu Filho Unigênito, nascido da Virgem Maria numa obscura aldeia da Palestina de belíssimo nome: Belém, casa do pão.
Presepio2.jpg

















Nascera o Esperado prometido e todos estavam convidados a encontrar- se com Ele. Pedia-se tão-só a simplicidade e a pureza da mente e do coração para contemplar, no menininho da manjedoura, o Messias. Naquela estranha noite ouviam-se apenas cantos de alegria.

Ninguém implorava mais: maranatha. Todos sabiam que o Verbo tinha-Se tornado o Emanuel; que Deus, tinha descido do Céu à nossa terra; que doravante todos os acontecimentos da História seriam datados de antes ou depois do inaudito evento do nascimento de Cristo.

O mundo parecia estupefato, percorrido por grande alegria, inundado por grande luz. Nunca as estrelas, brilhantes e belas, tinham sido vistas tão resplendentes; a mais luminosa foi chamar os magos do Oriente.

Naquela estranha noite, de vários pontos da Palestina, puseram-se a caminho diversos grupos, em geral de pastores, todos caminhando para uma gruta da qual se irradiava o esplendor de inefável luz. Os corações simples ouviam o canto dos anjos, que louvavam a Deus e auguravam paz aos homens de boa vontade.

Os sacerdotes do Templo, perpassados por um arrepio interior, compreendiam que estava para se iniciar a era nova da História. Os velhos sábios empurravam as crianças, os jovens e os adultos para Belém. Alguns deles, mais anciãos e cansados que os outros, ficavam em seus casebres, tristes por não terem a força física para se unirem aos peregrinos. Todos os outros entravam na fila felizes, sem sentir cansaço algum no caminho para Belém.

Os jovens cantavam e dançavam como nunca o haviam feito, porque vibravam de uma alegria indizível, profunda, ao aproximar-se da meta de todos naquela estranha noite.

Um ou outro, desconfiado e invejoso, resistia à força misteriosa e, em sua casa, nutria em si sentimentos tenebrosos e contestatários que lhe impediam de participar da alegria do universo, considerando em risco sua própria situação social e econômica.

Dos grandes abrigos de caravanas partiam também muitos senhores com seus camelos, dromedários, cavalos e modestas mulas, seguindo a estrada iluminada pelas estrelas naquela estranha noite que resplandecia como sol em pleno dia.
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Na gruta, Maria de Nazaré, a Virgem- Mãe, contemplava extasiada aquele delicado bebê no qual adorava seu Deus. Seus olhos estavam fixos nos d'Ele. Falavam- se, Mãe e Filho, na silenciosa linguagem do amor. Ela, a filha de Sião, tinha nos olhos a ansiedade, a alegria, a gratidão, a esperança do povo de Javé, acumuladas no decurso dos séculos.

Por meio de seu olhar parecia que se dirigiam para a manjedoura os olhares de inumeráveis pessoas, de todas as idades e classes sociais, que tinham implorado, suplicado, espreitado a vinda do Esperado. Em Maria, todos tinham a resposta da parte de Deus: nasceu Jesus! O Menino, movendo as perninhas, chorando, sorrindo assegurava à Mãe: eis-Me aqui, estou contigo, estou convosco.

Também José contemplava e entrevia, com os olhos da fé, na penúria da gruta, o dom inefável, imenso, infinito de Deus. E rezava, enquanto, com gestos afetuosos e desajeitados, prestava ajuda a Maria!

A gruta, nesse ínterim, tornava-se tão grande quanto o mundo. Muitos e ainda muitos outros aí chegavam, cantando: "Descestes das estrelas, ó rei do Céu"; e ofereciam toda espécie de presentes.

Que estranha aquela noite na qual o Filho de Deus nasceu, pobre entre os mais pobres, em tudo semelhante aos homens, exceto no pecado! No calor, na cor, nos cânticos, no gáudio imenso daquela estranha noite não foram poucos os que notaram sobre a manjedoura a sombra - inicialmente escura e depois cada vez mais luminosa - de uma cruz.

No cruzamento das traves, sobre aquela manjedoura, vagia, sorria, chorava o Menino Jesus. Que estranha aquela noite que, fazendo uma reviravolta na História da humanidade, deu início à era da salvação!


Fonte: Arautos do Evangelho

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

ELE VEIO PARA TODOS...

ELE VEIO PARA TODOS...




Sábios e ilustres, ricos e pobres, reis e pastores têm seu lugar de dileção aos pés do Menino Jesus.


Quem se aproxima, em espírito, da manjedoura na Gruta de Belém, encontra um Menino tenro, mas cheio de vida e de luz. Contemplando-O com os olhos da fé, fica-se abismado ao considerar que ali está o próprio Deus feito homem. Sim, esse mesmo Menino mais tarde estará curando leprosos, devolvendo a vista a cegos, fazendo andar paralíticos, ressuscitando mortos ou acalmando tempestades. No final de sua vida, Ele será desprezado pelas multidões, injuriado, flagelado e pregado numa cruz. Mas ressuscitará ao terceiro dia de forma gloriosa, subirá aos céus e se sentará à direita do Pai como rei triunfante supremo. É assim que Ele deverá vir, pela segunda vez, no dia do Juízo Final, para julgar os vivos e os mortos.


Veio para os pobres...


Manjedoura na Gruta de Belém, encontra um Menino tenro, mas cheio de vida e de luz. Contemplando-O com os olhos da fé, fica-se abismado ao considerar que ali está o próprio Deus feito homem. Sim, esse mesmo Menino mais tarde estará curando leprosos, devolvendo a vista a cegos, fazendo andar paralíticos, ressuscitando mortos ou acalmando tempestades. No final de sua vida, Ele será desprezado pelas multidões, injuriado, flagelado e pregado numa cruz. Mas ressuscitará ao terceiro dia de forma gloriosa, subirá aos céus e se sentará à direita do Pai como rei triunfante supremo. É assim que Ele deverá vir, pela segunda vez, no dia do Juízo Final, para julgar os vivos e os mortos.


Em sua primeira vinda, quis Jesus manifestar-Se aos homens revestido de nossa fraqueza, como débil e indefesa criança, padecendo fome, sede, frio e em tudo se assemelhando à nossa humana condição. Junto ao presépio, encontraremos os pastores. Homens rudes e humildes, ocupados apenas na guarda noturna de seus rebanhos, viram-se, de repente, circundados por uma claridade divina que os encheu de grande temor. Mas logo, animados pelas tranqüilizadoras palavras do anjo, correram para aquela feliz gruta onde, com grande reverência, aproximaram-se para adorar o Menino envolto em pobres panos e reclinado sobre míseras palhas.


... e para os ricos


Erroneamente, porém, poderia alguém pensar ter Ele vindo só para os simples pastores e as pessoas menos abastadas. Para desfazer essa idéia por demais simplificada e unilateral, bastaria permanecer mais alguns dias junto ao Menino e ser surpreendido por um séqüito real cheio de cores, pompa e majestade. De onde procedia aquela longa, misteriosa e rica caravana, composta de guerreiros fortes e audazes, de pajens vestidos de seda, avançando ao som de trombetas e ao rufar compassado dos tambores? O que significava essa "inundação de camelos e dromedários" (Is 60, 6) carregados de riquezas, previstos com tanta antecedência pelo profeta Isaías? Quem seriam esses três soberanos à procura do "Rei dos judeus que acabava de nascer"? (Mt 2, 2). Chamavam-se Melquior, Gaspar e Baltazar e, segundo a tradição, representavam as três raças da família humana. O Evangelho nos conta serem eles provenientes do longínquo e enigmático Oriente, tendo viajado até a Judéia guiados por uma estrela. E aqui nos aparece o primeiro traço do extraordinário chamado que lhes foi feito. Aos pastores se manifesta visivelmente um anjo de luz, revelando por palavras a grande alegria do nascimento do Salvador. Àqueles reis, porém, essa mesma notícia é comunicada pelo aparecimento de uma maravilhosa estrela acompanhada de uma voz interior a tocar suas almas. Assim no-lo explica São Tomás, citando o grande Papa Leão: "Além da imagem que estimulou o olhar corporal, o raio ainda mais luminoso da verdade instruiu até o fundo os seus corações no que concernia à iluminação da fé" (1).


Fé levada até o heroismo



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Bem se poderia aplicar neste caso o famoso ditado francês: noblesse oblige (a nobreza impõe obrigações). Daqueles Magos, até então mergulhados nas trevas do paganismo, a Providência exigiu um heroísmo de fé que não foi pedido aos pastores, herdeiros das promessas messiânicas do povo eleito. Quanto drama havia naquela viagem! Alertados pelo súbito fulgor de uma estrela, os Reis Magos abandonam sem hesitação a calma e o conforto de seus palácios para lançar-se em longa viagem cheia de fadigas e perigos, através de desertos e montanhas... E tanto esforço, para quê? Para ir prostrar-se em adoração diante de um menino recém-nascido! A extrema pobreza na qual Se lhes apresentou Aquele a quem buscavam com santo afã, em nada abalou a sobrenatural certeza vincada em seus corações, de ser Ele o Rei dos reis. Afirma o Doutor Angélico: "Deve-se dizer como Crisóstomo diz: ‘Se os Magos tivessem vindo procurar um rei terrestre, teriam ficado decepcionados, por terem enfrentado sem motivo as dificuldades de um caminho tão longo'. E assim, nem O teriam adorado, nem Lhe teriam oferecido presentes. ‘Mas, porque procuravam o Rei do Céu, mesmo não vendo n'Ele nada da majestade real, O adoraram satisfeitos unicamente com o testemunho da estrela'. Viram um homem e nele reconheceram Deus. E ofereceram presentes adequados à dignidade de Cristo: ‘Ouro, como a um grande rei; incenso, utilizado nos sacrifícios divinos, como a Deus; e mirra, com a qual são embalsamados os corpos dos mortos, indicando que iria morrer pela salvação de todos'" (2). Deste modo, os três Reis nos ensinaram quais os presentes mais agradáveis ao Menino-Deus, por ocasião da festa da Epifania: o ouro fino e puro das boas obras, praticadas com desinteresse e pureza de intenção; o incenso perfumado das orações feitas com sincera piedade e devoção; e a mirra dos sofrimentos e sacrifícios suportados ao longo de nossa vida com verdadeiro amor e alegre resignação.


Jesus está à espera de todos nós


Apresentemos, então, com os Magos, nossas modestas ofertas aos pés do berço onde dorme sereno o pequeno Rei vindo para nos redimir. Ele está à espera de todos nós, de todos os homens de boa vontade que queiram seguir seus passos. Esta é a lição que nos deu já no começo de sua existência terrena: "A salvação que Cristo iria trazer concernia a todo tipo de homens, pois, como diz a Carta aos Colossenses: ‘Em Cristo não há mais homem e mulher, grego e judeu, escravo e homem livre', e assim quanto às outras diferenças. E para que isto estivesse prefigurado no próprio nascimento de Cristo, Ele se manifestou a homens de todas as condições. Pois, como diz Agostinho: ‘Os pastores eram israelitas, os magos pagãos; aqueles estavam perto, estes longe; uns e outros se encontraram na pedra angular'. Havia ainda entre eles outro tipo de diversidade: Os magos eram sábios e poderosos, os pastores, ignorantes e de condição humilde" (3). E São Leão Magno exclama: "Que todos os povos representados pelos três Magos adorem o Criador do universo; e Deus não seja conhecido apenas na Judéia mas no mundo inteiro, a fim de que por toda parte ‘o seu nome seja grande em Israel!' (Sl 75, 2)" (4). Se contemplarmos Jesus com olhar admirativo e cheio de fé, veremos que esse é o Menino dos contrários harmônicos. Ele veio para todos: pobres humildes, reis majestosos. Ele está à disposição de toda e qualquer classe social, de toda e qualquer cultura, de toda e qualquer raça. Ele veio para salvar a todos.


Fonte: Arautos do Evangelho

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ADORANDO O MENINO JESUS

Bem junto ao Presépio, adorando o Menino Jesus, em companhia de
Maria e José, encontramos a solução para a febricitação que se instalou na Humanidade após o pecado original.


O homem passou a sentir um incontrolável anseio de ser igual a Deus: "Sereis como deuses" (Gn 3, 5).


Aí está o Deus-Menino que Se fez igual a nós para podermos ser iguais a Deus. Veio disposto a dar sua própria vida até a última gota de sangue, e assim elevar às alturas da divindade a nossa natureza decaída.


Por Ele, com Ele e n'Ele, abriu-se para nós a possibilidade de participar da divindade.
De joelhos, ao Menino roguemos neste Santo Natal, pela poderosa intercessão de Maria e José, as melhores graças para alcançar a plenitude da santidade e nos
fazermos, assim, seus irmãos por adoção, na mesma divina natureza


Fonte: Arautos do Evangelho

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

VINDE, Ó MENINO JESUS


Vinde, ó Menino Jesus!

Hungria, outubro de 1956. Enquanto nas ruas de Budapeste o país é agitado por manifestações revolucionárias, no âmbito de uma paróquia desenvolve-se um dos mais belos episódios da resistência húngara ao regime ateu. Nele transparece todo o vigor da alma católica do povo magiar(húngaro), modelado ao longo de mil anos por uma incontável falange de Santos. Uma frágil criança enfrenta com firmeza a perseguição contra sua fé infantil, mas já inquebrantável, e assim aniquila o adversário. Constituiu aí um magnífico exemplo para nós neste pardacento ano de 1974. Os católicos que formam hoje um imenso bloco de mais de 650 milhões de almas, se procurarem avivar e fortalecer a fé, ergueriam uma barreira intransponível ao mal que avança. O maravilhoso milagre que a seguir vamos narrar, aconteceu há 18 anos. Transmitiu-o o próprio pároco, padre Norberto, um dos últimos fugitivos dos perseguidores da Igreja que atearam fogo para queimar a seiva ardente das almas cheias de fé, dessa sofrida nação. A Comunhão, fonte de energia para a alma A professora Gertrudes, atéia militante, ensinava na escola da paróquia, a serviço do governo ateu. Todas as suas lições giravam em torno da impiedade e da negação de Deus, pois essa era a sua missão. Tudo lhe servia para difamar e ridicularizar a Igreja Católica. O seu programa de ensino era simples: arrancar a fé da alma das crianças e assim formar legiões de pequeninos “sem Deus”.
As crianças, mesmo intimidadas, não se deixavam convencer com as troças (zombarias) da mestra. Coisa curiosa: Gertrudes parecia adivinhar quais as alunas que tinham comungado naquele dia, e eram as que mais perseguia. Uma tarde, a menina Ângela de 10 anos, procurou o padre Norberto, pedindo licença para comungar diariamente. Muito inteligente e bem dotada, era a melhor aluna da classe e da escola. O sacerdote mostrou-lhe os riscos a que se expunha, mas ela insistiu: “-- O Senhor Padre disse-me que eu devo dar bons exemplos na sala de aula e na escola. E para os dar, preciso de sentir-me forte na fé. Asseguro-lhe que a professora não conseguirá apanhar-me em erro ou em dúvidas. Nos dias em que comungo, sinto-me mais fortalecida. E assim saberei como conduzir-me quando ela caçoar da Igreja. Por favor, não me recuse o que lhe peço, Senhor Padre.” O Padre Norberto então acedeu. E desde esse dia, Ângela passou a viver um verdadeiro inferno na sala de aula. Apesar de saber sempre as lições, qualquer coisa era pretexto para a mestra implicar com ela. A criança resistia, mas ficava abatida, a olhos vistos. A partir de novembro, as aulas passaram ser autênticos duelos, entre essa mulher atéia e a pequena discípula. Aparentemente, a mestra triunfava e dizia sempre a última palavra. Todavia, a sua irritação era tão grande que até o silêncio de Ângela a punha fora de si. Apavoradas, as outras crianças pediam socorro ao padre Norberto, que nada podia fazer.
--“Graças a Deus - lembra ele - Ângela continuava firme na sua fé, e a nós restava rezar, e rezar com absoluta confiança na Misericórdia Divina.” Um estratagema Pouco antes do Natal, a 17 de dezembro, a professora inventou um estratagema cruel, por onde esperava dar um golpe mortal nas “superstições que infestavam” a escola. E preparou a cena com todo cuidado. Naturalmente, a pobre Ângela foi a vítima. Com voz adocicada, ela fez um longo falatório, para que a classe se certificasse que as pessoas vivas atendem quando são chamadas. E as pessoas mortas, ou as que só existem nas histórias – como o Barba Azul – não podem aparecer.
E mandou Ângela sair da sala e ficar do lado de fora. Ato contínuo, disse para as alunas chamarem-na em côro. Ângela entrou, muito intrigada, e pressentindo uma cilada nisso tudo.
--Afinal, concluiu a mestra, estamos todas de acordo, não é? Quando chamamos aqueles que vivem, que existem, eles vêm, é claro. Quando chamamos os que não existem, eles não podem vir. A

Ângela que está aqui, viva, em carne e osso, ouviu nós a chamarmos e veio ter conosco. Já que estamos nessa festa que vocês chamam de Natal, suponhamos que chamassem o Menino Jesus. Parece que há entre vocês quem acredita nEle... Houve um instante de silêncio, de medo talvez, e aquelas vozes responderam timidamente: “Nós acreditamos!”. --“E você Ângela, você crê que o Menino Jesus te ouve, quando o chama?” A menina então compreendeu a cilada que pressentira, mas desconhecia o tamanho da perversidade da mesma e respondeu com clareza: --“Sim, creio que Ele me ouve!” --“Muito bem, replicou a mestra. Façamos agora uma experiência: as meninas viram que quando a chamamos, Ângela veio imediatamente. Se o Menino Jesus existe, Ele ouvirá que O estamos chamando. Pois então, vocês todas gritem ao mesmo tempo e com força: -- “Vem, Menino Jesus!” Um, dois , três! Chamem ele, vamos! Intimidadas, as meninas permaneciam caladas. Os argumentos da mestra tinham-nas impressionado, e Gertrudes soltou uma gargalhada diabólica e prolongada. O milagre De repente, deu-se o imprevisto. Num lance inspirado, Ângela dirigiu-se para o meio da classe. Nos seus olhos brilhava um clarão de confiança. Olhou para as colegas e disse em voz firme:
--“Meninas, vamos chamar o Menino Jesus. Vamos gritar todas juntas: “Vem, Menino Jesus!”. Num instante todas se puseram de pé e fizeram suas vozes ecoar pela escola num uníssono vibrante: “Vem, Menino Jesus! Vem, Menino Jesus! Vem, Menino Jesus!” A professora não esperava esta súbita reação infantil. Um impulso sobrenatural se reuniu em torno daquela criança que se revelara “chefe” e esperava o milagre. Quando o clamor estava no seu auge, a porta da sala abriu-se sem ruído, entrando por ela uma intensa claridade, que crescia, crescia, como a chama de um enorme fogo. No meio desse clarão, apareceu um globo cheio de luz, que abrindo-se apareceu um Menino lindo e risonho, vestido de luz. O Menino sorria, não falava, e todas as alunas sorriam também, tranqüilas e contentes. Depois o globo fechou-se de mansinho e saiu pela porta, que também fechou-se sem que ninguém lhe tocasse. As crianças olhavam ainda para a porta, quando um grito agudo se fez ouvir. Aterrada, com olhar espantado, braços erguidos e mãos na cabeça, a professora grita como louca: -- “Ele veio! Ele existe! E fugiu pela porta, corredor afora. Padre Norberto conta que interrogou uma a uma as crianças que presenciaram o fato. E atesta sob juramento que não encontrou a menor contradição nas palavras delas.
Quanto à Profa. Gertrudes, deu entrada numa casa de saúde. O cérebro ressentiu-se do tremendo abalo que sofreu e não cessava de repetir: --“Ele veio! Ele veio!”

Fonte: (Texto extraído da reportagem de Maria Minovskca, publicada na revista “Magnificat” de Braga, Portugal – ano XVI - nº 2 – fevereiro, março de 1966)

Este fato é verídico e universalmente conhecido. Mostra bem como um homem, ou mesmo uma frágil criança, pode catalisar em torno de si toda uma reação, quando ela se mostra símbolo vivo da verdadeira .

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A HISTÓRIA DA IGREJA INICIA SEU CAMINHO NA POBRE GRUTA DE BELÉM

BENTO XVI: A HISTÓRIA DA IGREJA INICIA SEU CAMINHO NA POBRE GRUTA DE BELÉM

Cidade do Vaticano, 25 dez (RV)

- O Santo Padre concedeu hoje ao meio-dia do balcão central da Basílica de São Pedro, a tradicional bênção "Urbi et Orbi" (à cidade de Roma e ao mundo inteiro).Em sua mensagem natalina proferida aos fiéis provenientes de várias partes do mundo, o papa ressaltou que a liturgia do Natal não nos fala de uma luz natural, mas de uma luz diferente, especial, de alguma forma apontada e orientada para um nós, "o mesmo nós para quem o Menino de Belém nasceu. Este nós é a Igreja, a grande família universal dos que acreditam em Cristo, que aguardaram com esperança o novo nascimento do Salvador e hoje celebram no mistério a perene atualidade deste acontecimento" – frisou Bento XVI.O Santo Padre disse ainda que a princípio aquele nós, ao redor da manjedoura de Belém, era quase invisível aos olhos dos homens, como nos diz o Evangelho de São Lucas, englobava, além de Maria e José, poucos e humildes pastores que correram à gruta, avisados pelos anjos. "A luz do primeiro Natal foi como um fogo aceso à noite. Ao redor tudo estava escuro, enquanto na gruta resplandecia a luz verdadeira que ilumina todo homem" – disse o papa – acrescentando: "é a história da Igreja que inicia o seu caminho na pobre gruta de Belém e, através dos séculos, se torna povo e fonte de luz para a humanidade. Também hoje, por meio daqueles que vão ao encontro do Menino, Deus ainda acende fogueiras na noite do mundo para convidar os homens a reconhecerem em Jesus o sinal da sua presença salvífica e libertadora e estender o nós dos fiéis em Cristo a toda humanidade."O Santo Padre frisou ainda "que onde estiver um nós que acolhe o amor de Deus, aí resplandece a luz de Cristo, mesmo nas situações mais difíceis"."A Igreja, como a Virgem Maria, oferece ao mundo Jesus, o Filho, que Ela recebeu como dom e que veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força e o oferece às pessoas que o procuram com coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, aos desejam o bem da paz. Também hoje, à família humana profundamente marcada por uma grave crise, certamente econômica, mas também moral, e por dolorosas feridas de guerras e conflitos, a Igreja, com o estilo da partilha e da fidelidade ao homem, repete com os pastores: Vamos a Belém (Lc 2, 15), lá encontraremos a nossa esperança" – ressaltou o pontífice.Bento XVI sublinhou que o nós da Igreja vive no território onde Jesus nasceu, na Terra Santa, para convidar seus habitantes a abandonarem toda a lógica de violência e vingança. O nós da Igreja está presente em outros países do Oriente Médio, como o Iraque, no pequenino rebanho de cristãos que vive naquela região, que passa por várias tribulações. O Santo Padre disse ainda que nós da Igreja, está em Sri Lanka, na Coreia, nas Filipinas, e outras terras asiáticas, como fermento de reconciliação e de paz. "No continente africano, não cessa de erguer a voz a Deus para implorar o fim de toda a prepotência na República Democrática do Congo; convida os cidadãos da Guiné e do Níger ao respeito pelos direitos de cada pessoa e ao diálogo; aos de Madagascar pede para superarem as divisões internas e acolherem-se reciprocamente; a todos lembra que são chamados à esperança, não obstante os dramas, provações e dificuldades que continuam a afligi-los" – frisou Bento XVI."Na Europa e na América do Norte - disse ainda o papa - o nós da Igreja convida a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar os mais vulneráveis, começando pelos nascituros. Em Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional; em toda a América Latina, o nós da Igreja é fator de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo em favor do respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade".O Santo Padre concluiu sua mensagem, dizendo "que a Igreja é solidária com aqueles que são atingidos pelas calamidades naturais e pela pobreza, mesmo nas sociedades opulentas" e que diante do êxodo das pessoas que emigram por causa da fome, da intolerância ou da degradação ambiental, "a Igreja é uma presença que chama ao acolhimento".O papa desejou um Feliz Natal aos fiéis e peregrinos em várias línguas. Ouçamos suas felicitações natalinas em língua portuguesa. Bento XVI concluiu a cerimônia concedendo a todos a sua bênção apostólica. (MJ)

Fonte: RV

O SENHOR ESTÁ PRESENTE!

PAPA: O SENHOR ESTÁ PRESENTE!

Cidade do Vaticano, 25 dez (RV)

- Leia a seguir a homilia do Santo Padre na missa da noite de Natal:

Amados irmãos e irmãs,«Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi dado» (Is 9, 5). Aquilo que Isaías, olhando ao longe para o futuro, diz a Israel como consolação nas suas angústias e obscuridade, o Anjo, de quem emana uma nuvem de luz, anuncia-o aos pastores como presente: «Nasceu-vos hoje, um Salvador, que é o Messias Senhor, na cidade de David,» (Lc 2, 11). O Senhor está presente. Desde então, Deus é verdadeiramente um «Deus conosco». Já não é o Deus distante, que, através da criação e por meio da consciência, se pode de algum modo intuir de longe. Ele entrou no mundo. É o Vizinho. Disse-o Cristo ressuscitado aos seus, a nós: «Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos tempos» (Mt 28, 20). Nasceu para vós o Salvador: aquilo que o Anjo anunciou aos pastores, Deus no-lo recorda agora por meio do Evangelho e dos seus mensageiros. Trata-se de uma notícia que não pode deixar-nos indiferentes. Se é verdadeira, mudou tudo. Se é verdadeira, diz respeito a mim também. Então, como os pastores, devo dizer também eu: Levantemo-nos, quero ir a Belém e ver a Palavra que aconteceu lá. Não é sem intuito que o Evangelho nos narra a história dos pastores. Estes mostram-nos o modo justo como responder àquela mensagem que nos é dirigida também a nós. Que nos dizem então estas primeiras testemunhas da encarnação de Deus? A respeito dos pastores, diz-se em primeiro lugar que eram pessoas vigilantes e que a mensagem pôde chegar até eles precisamente porque estavam acordados. Nós temos de despertar, para que a mensagem chegue até nós. Devemos tornar-nos pessoas verdadeiramente vigilantes. Que significa isto? A diferença entre um que sonha e outro que está acordado consiste, antes de mais nada, no fato de aquele que sonha se encontrar num mundo particular. Ele está, com o seu eu, fechado neste mundo do sonho que é apenas dele e não o relaciona com os outros. Acordar significa sair desse mundo particular do eu e entrar na realidade comum, na única verdade que a todos une. O conflito no mondo, a recíproca inconciliabilidade derivam do fato de estarmos fechados em nossos próprios interesses e opiniões pessoais, em nosso próprio e minúsculo mundo privado. O egoísmo, tanto do grupo como do indivíduo, mantém-nos prisioneiros em nossos interesses e desejos, que contrastam com a verdade e dividem-nos uns dos outros. Acordai: diz-nos o Evangelho. Vinde para fora, a fim de entrar na grande verdade comum, na comunhão do único Deus. Acordar significa, portanto, desenvolver a sensibilidade para com Deus, para com os sinais silenciosos pelos quais Ele quer nos guiar, para os múltiplos indícios da sua presença. Há pessoas que se dizem «religiosamente desprovidas de ouvido musical». A capacidade de perceber Deus parece quase uma qualidade que é recusada por alguns. E, realmente, a nossa maneira de pensar e agir, a mentalidade do mundo actual, a gama das nossas diversas experiências parecem talhadas para reduzir a nossa sensibilidade a Deus, para nos tornar «desprovidos de ouvido musical» a respeito d’Ele. E todavia em cada alma está presente de maneira velada ou patente a expectativa de Deus, a capacidade de encontrá-Lo. A fim de obter esta vigilância, este despertar para o essencial, queremos rezar, por nós mesmos e pelos outros, por quantos parecem ser «desprovidos deste ouvido musical» e contudo neles está vivo o desejo de que Deus Se manifeste. O grande teólogo Orígenes disse: Se eu tivesse a graça de ver como viu Paulo, poderia agora (durante a Liturgia) contemplar um falange imensa de Anjos (cf. In Lc 23, 9). De facto, na Liturgia sagrada, rodeiam-nos os Anjos de Deus e os Santos. O próprio Senhor está presente no meio de nós. Senhor, abri os olhos dos nossos corações, para nos tornarmos vigilantes e videntes e assim podermos estender a vossa proximidade também aos outros!Voltemos ao Evangelho de Natal. Aí se narra que os pastores, depois de ter ouvido a mensagem do Anjo, disseram uns para os outros: «“Vamos até Belém” (…). Partiram então a toda a pressa» (Lc 2, 15s). «Apressaram-se»: diz, literalmente, o texto grego. O que lhes fora anunciado era tão importante que deviam ir imediatamente. Com efeito, o que lhes fora dito ultrapassava totalmente aquilo a que estavam habituados. Mudava o mundo. Nasceu o Salvador. O esperado Filho de David veio ao mundo na sua cidade. Que podia haver de mais importante? Impelia-os certamente a curiosidade, mas sobretudo o alvoroço pela realidade imensa que fora comunicada precisamente a eles, os pequenos e homens aparentemente irrelevantes. Apressaram-se… sem demora. Na nossa vida ordinária, as coisas não acontecem assim. A maioria dos homens não considera prioritárias as coisas de Deus. Estas não nos premem de forma imediata. E assim nós, na grande maioria, estamos prontos a adiá-las. Antes de tudo faz-se aquilo que se apresenta como urgente aqui e agora. No elenco das prioridades, Deus Se encontra frequentemente quase no último lugar. Isto – pensa-se – poder-se-á realizar sempre. O Evangelho diz-nos: Deus tem a máxima prioridade. Se alguma coisa na nossa vida merece a nossa pressa sem demora, isso só pode ser a causa de Deus. Diz uma máxima da Regra de São Bento: «Nada antepor à obra de Deus (isto é, ao ofício divino)». Para os monges, a Liturgia é a primeira prioridade; tudo o mais vem depois. Mas, no seu núcleo, esta frase vale para todo o homem. Deus é importante, a realidade absolutamente mais importante da nossa vida. É precisamente esta prioridade que nos ensinam os pastores. Deles queremos aprender a não deixar-nos esmagar por todas as coisas urgentes da vida de cada dia. Deles queremos aprender a liberdade interior de colocar em segundo plano outras ocupações – por mais importantes que sejam – a fim de nos encaminharmos para Deus, a fim de O deixarmos entrar na nossa vida e no nosso tempo. O tempo empregue para Deus e, a partir d’Ele, para o próximo nunca é tempo perdido. É o tempo em que vivemos de verdade, em que vivemos o ser próprio de pessoas humanas.Alguns comentadores observam que foram os pastores, as almas simples, os primeiros que buscaram a Jesus na manjedoura e puderam encontrar o Redentor do mundo. Os sábios vindos do Oriente, os representantes daqueles que possuem classe e nome chegaram muito mais tarde. E os comentadores acrescentam: O motivo é totalmente óbvio. De fato, os pastores habitavam perto. Não tinham de fazer mais nada senão «atravessar» (cf. Lc 2, 15), como se atravessa um breve espaço para ir ter com os vizinhos. Ao contrário, os sábios habitavam longe. Tinham de percorrer um caminho longo e difícil para chegar a Belém. E precisavam de guia e de orientação. Pois bem, hoje também existem almas simples e humildes que habitam muito perto do Senhor. São, por assim dizer, os seus vizinhos e podem facilmente ir ter com Ele. Mas a maior parte de nós, homens modernos, vive longe de Jesus Cristo, d’Aquele que Se fez homem, de Deus que veio para o nosso meio. Vivemos em filosofias, em negócios e ocupações que nos enchem totalmente e a partir dos quais o caminho para a manjedoura é muito longo. De variados modos e repetidamente, Deus tem de nos impelir e dar u'a mão para podermos sair do emaranhado dos nossos pensamentos e ocupações e encontrar o caminho para Ele. Mas há um caminho para todos. Para todos, o Senhor estabelece sinais pessoalmente adequados. Chama-nos a todos, para que nos seja possível também dizer: Levantemo-nos, «atravessemos», vamos a Belém, até junto d’Aquele Deus que veio ao nosso encontro. Sim, Deus Se dirigiu para nós. Sozinhos, não poderíamos chegar até Ele. O caminho supera as nossas forças. Mas Deus desceu. Vem ao nosso encontro. Percorreu a parte mais longa do caminho. Agora pede-nos: Vinde e vede quanto vos amo. Vinde e vede que Eu estou aqui. Transeamus usque Bethleem: diz a Bíblia latina. Atravessemos para o outro lado! Ultrapassemo-nos a nós mesmos! Façamo-nos viandantes rumo a Deus dos mais variados modos: sentindo-nos interiormente a caminho para Ele; mas também em caminhos muito concretos, como na Liturgia da Igreja, no serviço do próximo onde Cristo me espera.Ouçamos uma vez mais diretamente o Evangelho. Os pastores dizem uns aos outros o motivo por que se põem a caminho: «Vamos ver o que aconteceu». Literalmente o texto grego diz: «Vejamos esta Palavra, que lá aconteceu». Sim, aqui está a novidade desta noite: a Palavra pode ser vista, porque Se fez carne. Aquele Deus de quem não se deve fazer qualquer imagem, porque toda a imagem poderia apenas reduzi-Lo, antes desvirtuá-Lo, aquele Deus tornou-Se, Ele mesmo, visível n’Aquele que é a sua verdadeira imagem, como diz Paulo (cf. 2 Cor 4, 4; Col 1, 15). Na figura de Jesus Cristo, em todo o seu viver e operar, no seu morrer e ressuscitar, podemos ver a Palavra de Deus e, consequentemente, o próprio mistério do Deus vivo. Deus é assim. O Anjo dissera aos pastores: «Isto vos servirá de sinal: achareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12; cf. 16). O sinal de Deus, o sinal que é dado aos pastores e a nós não é um milagre impressionante. O sinal de Deus é a sua humildade. O sinal de Deus é que Ele Se faz pequeno; torna-Se menino; deixa-Se tocar e pede o nosso amor. Quanto desejaríamos nós, homens, um sinal diverso, imponente, irrefutável do poder de Deus e da sua grandeza! Mas o seu sinal convida-nos à fé e ao amor e assim nos dá esperança: assim é Deus. Ele possui o poder e é a Bondade. Convida a tornarmo-nos semelhantes a Ele. Sim, tornamo-nos semelhantes a Deus, se nos deixarmos plasmar por este sinal; se aprendermos, nós mesmos, a humildade e deste modo a verdadeira grandeza; se renunciarmos à violência e usarmos apenas as armas da verdade e do amor. Orígenes, na linha de uma palavra de João Batista, viu expressa a essência do paganismo no símbolo das pedras: paganismo é falta de sensibilidade, significa um coração de pedra, que é incapaz de amar e de perceber o amor de Deus. Orígenes diz a respeito dos pagãos: «Desprovidos de sentimento e de razão, transformam-se em pedras e madeira» (In Lc 22, 9). Mas Cristo quer nos dar um coração de carne. Quando O vemos, ao Deus que Se tornou um menino, abre-se-nos o coração. Na Liturgia da Noite Santa, Deus vem até nós como homem, para nos tornarmos verdadeiramente humanos. Escutemos uma vez mais Orígenes: «Com efeito, de que te aproveitaria Cristo ter vindo uma vez na carne, se Ele não chegasse até à tua alma? Oremos para que venha diariamente a nós e possamos dizer: vivo, contudo já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim (Gal 2, 20)» (In Lc 22, 3).Sim, por isto queremos rezar nesta Noite Santa. Senhor Jesus Cristo, Vós que nascestes em Belém, vinde a nós! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos nós, de pedra e madeira que somos, nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso amor e o mundo é transformado.

Fonte: RV