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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
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Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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Mostrando postagens com marcador Jesus Cristo. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 25 de julho de 2013

JMJ - A fé em Jesus Cristo não é enrolação, é algo muito sério

A fé em Jesus Cristo não é enrolação, é algo muito sério: diz Papa Francisco aos jovens argentinos



Rio de Janeiro (RV) - "As paróquias, os colégios, são para sair e se não saem se convertem em uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG!" Num encontro fora de programa, repleto de emoções e afeto, o Papa dirigiu-se assim aos jovens argentinos (seus compatriotas) presentes na JMJ, os quais Francisco quis encontrar na Catedral do Rio de Janeiro após a visita à Comunidade de Varginha, nesta quinta-feira.

Milhares de pessoas aguardavam nas ruas sua passagem ao longo do trajeto, outros milhares aguardavam-no no espaço adjacente à Catedral.

A imponente Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro acolheu os compatriotas do Santo Padre presentes na JMJ para um encontro fortemente desejado para esta ocasião. Encontravam-se presentes também os bispos da Conferência episcopal que nos últimos dois anos o então Arcebispo de Buenos Aires conduziu até sua eleição à Cátedra de Pedro. O Papa Bergoglio viveu com eles um forte momento de emoção, um grande abraço fraterno: foi quase um retorno a casa.

"Esta juventude deseja viver e construir um mundo mais solidário e justo, e está aqui para ouvir as suas palavras", ressaltou o presidente dos bispos argentinos, Dom José Mara Arancedo, representando a platéia.

E a resposta do Santo Padre foi imediata. Tomando a palavra, revelou o que espera como consequência desta JMJ:

"Espero barulho, que façamos barulho aqui no Rio, quero barulho nas dioceses, quero que saiam por aí afora, quero que a Igreja saia às ruas. Quero que nos defendamos de tudo que seja mundano, instalação do que seja comodidade, do que seja clericalismo, do que seja estarmos fechados em nós mesmos. As paróquias, os colégios, são para sair e se não saem se convertem em uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG. Que me perdoem os bispos e os sacerdotes se depois alguns vão incomodar vocês. É um conselho."

Numa civilização que passou ao "culto do deus dinheiro" se assiste, explicou o Papa, a uma espécie de "eutanásia escondida" em relação a dois elementos vitais: os jovens, excluídos por causa da falta de trabalho, e os anciãos, aos quais não é permitido falar nem agir. Eis, então, a exortação do Pontífice:

"Os jovens tem que sair, tem que se fazer valer, os jovens que tem sair e lutar pelos valores, a lutar por estes valores e os anciãos abram a boca, os idosos abram a boca, ensinei-nos e transmitam-nos a sabedoria dos povos."

"No povo argentino, eu peço de coração aos idosos, não claudiquem em ser a reserva cultural de nosso povo que transmite a justiça, que transmite a história, que transmite os valores, que transmite a memória do povo."

Usando um tom bastante enfático, Francisco pediu aos jovens que não se coloquem contra os idosos, que os deixem falar, que os escutem. O Papa alertou-os para o fato que neste momento, "os jovens e os anciãos estão condenados ao mesmo destino, exclusão", exortando-os a não se deixarem excluir.

Dito isso, o Santo Padre asseverou: "E a fé em Jesus Cristo não é enrolação, é algo muito sério. É um escândalo que Deus se tenha feito um de nós, é um escândalo, e que tenha morrido numa cruz, é um escândalo. O escândalo da cruz. A cruz segue sendo um escândalo, mas é o único caminho seguro, aquele da cruz, aquele de Jesus, a encarnação de Jesus."

"A fé é inteira e não se liquefaz. É a fé em Jesus. É a fé no Filho de Deus feito homem, que amou e morreu por mim", ponderou.

A esse ponto, Francisco reiterou a dose fazendo um ulterior encorajamento:

"Então, façam barulho. Cuidem dos extremos da população que são os idosos e os jovens, não se deixem excluir e que não excluam os idosos e não liquefaçam a fé em Jesus Cristo. As bem-aventuranças. O que temos que fazer, Pai? Olha, leia as bem-aventuranças que te farão bem. E se queres saber que coisa prática tens que fazer, leia Mateus 25, que é o protocolo com o qual nos julgarão. Com essas duas coisas vocês tem o plano de ação. As bem-aventuranças e Mateus 25. Não é preciso ler mais nada. É o que peço a vocês de todo o coração. Agradeço a todos por essa proximidade."

"É uma lástima que estejam enjaulados, mas digo uma coisa a vocês. Eu, por momentos, sinto: que feio é estar enjaulados. Se confesso de coração, compreendo vocês. Queria ter podido estar mais perto de vocês mas compreendo que, por razão de ordem, não se pode."

O Papa agradeceu mais uma vez pela presença, bem como já havia agradecido também aos mais de trinta mil que estavam do lado de fora da catedral e, mais uma vez, pediu que rezassem por ele. (RL)

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

QUARESMA

Iniciamos a Quaresma


Na Quarta-Feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma, período de conversão e preparação para ”fazermos Páscoa”, para celebrarmos o encontro com Cristo Ressuscitado! É um tempo anual de renovação para toda a Igreja. No evangelho deste dia de jejum e abstinência, Cristo explicita quais os elementos que devem acompanhar a vida de cada cristão: a esmola, a oração e o jejum. Estas práticas surgem e nascem da essência do cristianismo. Fazem parte de nossa natureza, e não podemos ser autênticos seguidores de Cristo sem vivê-las com convicção e entusiasmo. Elas são termômetros de nossa fé. Se algum dia eu quiser saber como está a prática da minha fé, é só utilizá-las como medida.


Logo ao início do Evangelho, Cristo nos dá uma pista de como devemos vivê-las: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos”. A vaidade e o egoísmo são ácidos que corroem as boas intenções e obras, pois deformam nossa fé e produzem cristãos de aparência e medíocres. Nossa fé é fruto de um encontro pessoal com Cristo. Por isso, não basta uma cultura cristã, faz-se necessário criar elementos que permitam que cada pessoa faça a experiência pessoal do amor de Cristo. Isto só pode ser realizado no seio da comunidade. Aqui é onde fé individual e fé comunitária se encontram. Na verdade, ambas são os dois lados da mesma moeda. Cada geração deve dar seu sim a Deus.

O amor a Cristo é a motivação para a vivência da esmola, da oração e do jejum. Quantas vezes, na comunidade, podemos cair no erro de achar que tenho o direito de possuir um cargo ou uma função! Esta é uma visão distorcida da realidade. O serviço à comunidade nasce do serviço a Deus, do encontro com o Senhor. Quando a primeira motivação é Cristo, não existe trabalho mais ou menos digno, pois o valor de algo é transmitido pelo amor. Este amor só é possível no encontro em Cristo, na eucaristia, na Palavra, na liturgia, nas celebrações de que participamos com a nossa vida de conversão, preparada para acolher a graça de Deus com a oração, o jejum e a esmola.


Um momento importante na celebração da Quarta-Feira de Cinzas é a imposição das cinzas na cabeça dos fiéis, dizendo as palavras: "Convertei-vos e crede no evangelho!" ou "Lembra-te que és pó e ao pó voltarás". Cada um que se aproxima para recebê-las está dizendo a si mesmo e à comunidade que aceita entrar neste tempo penitencial que renova anualmente a Igreja e passará a ter práticas próprias deste tempo para renovar a sua vida batismal.


Conversão e crer no evangelho são variações da mesma nota, pois a conversão é crer no evangelho, aceitar a boa nova, a grande notícia que Cristo se encarnou para nos salvar. O significado da invocação “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás” é explicado pelo Papa Bento XVI: “O homem é pó e ao pó retornará, mas é pó precioso aos olhos de Deus, porque Deus criou o homem destinando-o à imortalidade” (Audiência geral, 17 de fevereiro de 2012).

Colocar as cinzas em nossas cabeças é recordar nossa fragilidade e reconhecer a realidade de nossa existência necessitada. São as cinzas dos ramos bentos no Domingo de Ramos do ano precedente que caem sobre nossas cabeças. Domingo em que receberam Cristo pelas ruas de Jerusalém, e que nós atualizamos na celebração. Multidão, porém, que o abandou e o escarneceu na cruz. Esta multidão, hoje, somos nós, com nossos pecados, vaidade e egoísmo. As cinzas nos recordam a fragilidade de nosso existir e a nossa infidelidade ao batismo. Recordam que muitas vezes queremos dizer sim a Deus, mas a sedução do pecado é mais forte.


Não desanimemos! Temos um remédio: a confissão e a vivência da esmola, da oração e do jejum. Somos de Deus e a Deus voltaremos. Este é o princípio e fim de nossas vidas. Por isso mesmo, neste tempo abençoado uma prática essencial é participarmos da celebração penitencial, que, por tradição, em todas as paróquias torna-se possível, com maior número de sacerdotes que se unem para atender a comunidade. Também veremos que a conversão deverá ter atitudes concretas sugeridas pela Campanha da Fraternidade, sobre a saúde pública, e com a entrega do fruto de nossa penitência na Coleta da Solidariedade no Domingo de Ramos.


Aproveitemos para receber estas cinzas conscientes de que é o mesmo Cristo que nos convida à conversão neste tempo propício. E que suas palavras não são de repreensão, mas de amor e carinho. Cristo, hoje, olha em nossos olhos e diz: “Filho, eu tenho um premio para ti, e este prêmio é meu amor”. Que o amor e o desejo de servir a Deus, mesmo escondido e no silêncio, sejam nossa grande motivação da Quaresma, que ora iniciamos no itinerário rumo à paixão, morte e ressurreição do Redentor! Que o nosso jejum e a nossa abstinência de hoje tenham um gesto concreto no que deixarmos de comer e beber em favor da Campanha da Fraternidade que também iniciamos, e que o caro leitor poderá ofertar em suas comunidades eclesiais. Sejamos fraternos e solidários para viver bem este tempo favorável!


Dom Orani João Tempesta,

cisterciense, é arcebispo do Rio de Janeiro


terça-feira, 23 de março de 2010

JESUS, O BOM PELICANO

JESUS, O BOM PELICANO


A figura do pelicano é baseada no fato de que, em tempos de fome, a mãe pelicano arranca suas penas do peito e alimenta seus filhotes com o próprio sangue. Esta figura é amplamente usada para representar o sacrifício expiatório de Cristo. Pois Cristo voluntariamente derramou seu sangue para nos dar perdão e salvação. O pelicano é o símbolo do sacrifício abnegado e da caridade universal.
Jesus derramou e derrama todos os dias no sacrifício da missa, o seu sangue quando pelas palavras da instituição da Eucarístia, na consagração, o pão e o vinho se transubstanciam-se no seu corpo e no seu sangue para nos alimentar. Alimentar aqueles que têm fome e sede.
Nosso Salvador, limpa no seu sangue todo o pecador! Dele uma só gota lava todo o mal, faz do mundo lúcido cristal. * * * " Minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida".(Jo 6,55)
" A devoção à Eucarístia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por seu objeto; é a mais salutar, porque dá o próprio autor da graça;e é a mais suave, pois suave é o Senhor". (São Pio X, o Papa da Eucaristia)
"A Eucarístia é o sacramento do amor, significa o amor, produz o amor." (São Tomás)
"O Senhor confiou-nos o seu Corpo e o seu Sangue em coisas tais que são reduzidas á unidade a partir de muitas outras, porque o pão é um, embora conste de muitos grãos, e o vinho é feito a partir de muitas uvas". (Santo Agostinho)
"Pela virtude do Sacramento da Eucarístia a alma faz uma refeição espiritual por deleitar-se e inebriar-se pela doçura da bondade divina, segundo o Cântico dos Cânticos. Amigos, comei, bebei, inebriai-vos ó caríssimos". (Suma Teológica III a)
A Eucaristia é Deus no meio de nós. É o Senhor Jesus presente nos sacrários de nossas Igrejas, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. É o verdadeiro "Emanuel" , isto é "Deus Conosco".(Mt.1,23)
"Achareis tudo na Eucarístia: a palavra de conforto, a ciência, os milagres. Sim, até os milagres". (S.Pedro Julião Eymard)
"Jesus, alimento das almas fortes, fortalecei-me, purificai-me, divinizai-me". (Santa Gema Galgani)
Fonte: Varios
Eucaristia

Jesus: Pão da Vida Eterna

Ao tomarmos consciência de nossa missão de cristãos, gostaria muito que voltássemos nossos olhos à Santa Eucaristia, até Jesus que, presente entre nós, tem-nos constituído como membros seus: vos estis corpus Christi et membra de membro - "Vós sois o corpo de Cristo e membros unidos a outros membros". Nosso Deus decidiu permanecer no Sacrário para alimentar-nos, para fortalecer-nos, para divinizar-nos, para dar eficácia à nossa tarefa e a nosso esforço. Jesus é simultaneamente o semeador, a semente e o fruto da terra: o Pão da Vida Eterna.
Este milagre, continuamente renovado, da Sagrada Eucaristia, tem todas as características da forma de atuar de Jesus. Perfeito Deus e perfeito homem, Senhor dos Céus e terra, oferece-se como sustento, da maneira mais natural e ordinária. Assim espera nosso amor, desde até quase dois mil anos. É muito tempo e não é muito tempo: porque, quando há amor os dias voam.
Vem a mim, memória una, encantadora poesia galega, uma dessas Cantidas de Afonso X, o Sábio. A legenda de um monge que, em sua simplicidade, suplicou à Santa Maria poder contemplar o céu, ainda que fosse por um instante apenas. A Virgem acolheu seu desejo, e o bom monge foi trasladado ao paraíso. Quando retornou, não reconhecia a nenhum dos moradores do monastério: sua oração, que a Ele lhe havia parecido brevíssima, havia durado três séculos. Três séculos não são nada, para um coração amante. Assim explico eu esses dois mil anos de espera do Senhor na Eucaristia. É a espera de Deus, que ama aos homens, que nos busca, que nos quer tal como somos – limitados, egoístas, inconstantes –, mas com a capacidade de descobrir seu infinito carinho e de entregar-nos inteiramente a Ele.
Por amor e para ensinar-nos a amar, Jesus veio à terra e fez-se um entre nós na Eucaristia. "Amando os seus que viviam no mundo, amou-os até o fim"; com essas palavras, começa São João sua narração do que sucedeu aquela véspera da Páscoa, em que Jesus – refere-nos São Paulo – "tomou o pão, e dando graças, o partiu e disse: tomai e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. E da memsa maneira o cálice, ao fim da ceia, dizendo: este cálice é o sangue da nova aliança; fazei isto quantas vezes o bebereis, em memória de mim".

Escritos de São Josemaria Escrivá.

domingo, 31 de janeiro de 2010

VIDA CONSAGRADA: - UMA IMITAÇÃO RADICAL DE JESUS

PAPA SOBRE VIDA CONSAGRADA: "COM SEU RADICAL SEGUIMENTO DE CRISTO, INDICA CAMINHO DE DEUS AO MUNDO DESORIENTADO"


Cidade do Vaticano, 30 jan (RV)

- "Uma imitação radical de Jesus". É uma das muitas definições de Bento XVI à vida consagrada, que na próxima terça-feira, dia 2 de fevereiro – segundo a tradição nessa data – estará no centro da festa da Apresentação do Senhor.Diferentemente dos anos precedentes, na próxima terça-feira, na Basílica de São Pedro, não se terá a missa presidida pelo prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal Franc Rodé, mas a celebração das Vésperas presididas pelo papa – informa o Setor das Celebrações Pontifícias.Trata-se de uma liturgia em que, nas análogas ocasiões dos anos passados, Bento XVI se deteve sobre a vida consagrada com reflexões de profunda espiritualidade. Aproveitamos a proximidade da festa da Apresentação do Senhor para recordar algumas das mais significativas dessas reflexões:São chamados consagrados e como tantos outros escolheram seguir Cristo, mas talvez em ninguém como neles se colhe plenamente, de modo transparente, a sua figura. Mulheres e homens que um dia em suas vidas – por uma frase, um encontro, uma moção da alma – foram tomados pela força de um carisma e deixaram o afeto de uma família, anos de projetos pessoais, seguranças materiais, a procura de um lugar na sociedade para permitir àquela irresistível inspiração interior tornar-se família, projeto, bem e identidade.A sua história singular torna-se história da Igreja presente no mundo inteiro no tempo do seu chamado e torna-se uma pedra do grande mosaico construído pelo Evangelho em dois mil anos de carismas. Nas celebrações das Vésperas de 2 de fevereiro presididas durante seu pontificado, Bento XVI ilustrou com grande respeito e admiração as características da vida consagrada definindo-a como "um total seguimento" de Jesus:"De fato, como a vida de Jesus, na sua obediência e dedicação ao Pai, é parábola viva do "Deus conosco", assim a concreta dedicação das pessoas consagradas a Deus e aos irmãos torna-se sinal eloqüente da presença do Reino de Deus para o mundo de hoje." (2006)"Dom de luz", "caminho privilegiado". Muitas definições para uma escolha de vida que, para além das diferentes formas em que ela pode manifestar-se, requer – afirma o pontífice – uma mesma reação: uma "resposta sem reservas" ao chamado de Deus. Assim se dá – observa ainda o pontífice – que o "sinal de contradição" de vidas vividas integralmente para o Reino dos Céus, tão "em contraste com a lógica do mundo", revele ao mundo "verdades muitas vezes ignoradas":"Com o seu exemplo proclamam a um mundo muitas vezes desorientado, mas na realidade sempre mais em busca de um sentido, que Deus é o Senhor da existência. Escolhendo a obediência, a pobreza e a castidade para o Reino dos Céus, mostram que todo apego e amor às coisas e às pessoas é incapaz de saciar definitivamente o coração; que a existência terrena é uma espera mais ou menos longa do encontro "face a face" com o Esposo divino." (2007)E quando as "dificuldades da vida" e os "múltiplos desafios da época moderna" com o cansaço e o desencorajamento tornam opaca a limpidez de uma vocação religiosa, caros consagrados – disse o papa em 2007 – estejam certos de que, como a vida consagrada é um "dom divino", "é em primeiro lugar o Senhor a conduzi-la a bom fim segundo os seus projetos". E entre os muitos modelos aos quais é possível se inspirar, o Santo Padre indicou um, São Paulo:"Podemos dizer que ele pertence àquela fileira de "místicos construtores", cuja existência é, ao mesmo tempo, contemplativa e ativa, aberta a Deus e aos irmãos para prestar um serviço eficaz ao Evangelho." (2009) (RL)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

QUEM NÃO ACOLHE JESUS COM CORAÇÃO DE CRIANÇA NÃO COMPREENDE O MISTÉRIO DO NATAL

PAPA: QUEM NÃO ACOLHE JESUS COM CORAÇÃO DE CRIANÇA NÃO COMPREENDE O MISTÉRIO DO NATAL

Cidade do Vaticano,

Jesus Menino é o Deus-Amor "inerme", que não vem para conquistar o mundo "externamente", mas "para ser acolhido pelo homem na liberdade". Está nisso o significado espiritual do Natal: Bento XVI dedicou à iminente festa da Natividade a audiência geral desta manhã na Sala Paulo VI, no Vaticano. O papa centralizou a catequese, em particular, na antiga tradição natalina do presépio de Greccio, que São Francisco de Assis idealizou quase 800 anos atrás.A cena assistida pelos habitantes de uma pequena localidade do alto Lácio, na noite de Natal de 1223, mudou para sempre a percepção da Natividade na sensibilidade dos cristãos que haveriam de vir.O presépio vivo montado por São Francisco na simplicidade de uma estrebaria de Greccio deu pela primeira vez uma imagem "viva e tocante" do nascimento de Jesus. Com São Francisco o Natal se abre a "uma nova dimensão" – afirmou com clareza Bento XVI:"De fato, a noite de Greccio deu ao cristianismo a intensidade e a beleza da festa do Natal, e educou o Povo de Deus a acolher nela a mensagem mais autêntica, o calor particular, e a amar e adorar a humanidade de Cristo (...) Com São Francisco e o seu presépio foram evidenciados o amor inerme de Deus, a sua humildade e a sua benignidade, que na Encarnação do Verbo se manifesta aos homens para ensinar um novo modo de viver e de amar."O pontífice ressaltou que o Santo de Assis sempre alimentou o desejo de "experimentar de modo concreto, vivo e atual a humildade e a grandeza do evento do nascimento". E essa percepção se faz ainda mais importante se considerarmos que "a festa mais antiga do cristianismo" não é o Natal, mas a Páscoa – recordou o papa.Bento XVI explicou que o 25 de dezembro como data da Natividade remonta aproximadamente ao ano 204 e se deve a Hipólito de Roma, enquanto a celebração do Natal se afirma numa "forma definida" mais tarde, no Séc. IV, quando toma o lugar da festa pagã do "Sol invictus", o sol invencível.O Santo Padre observou que se com a Páscoa se "havia concentrado a atenção no poder de Deus que vence a morte", com o Natal "colocou-se desse modo em evidência que o nascimento de Cristo é a vitória da verdadeira luz sobre as trevas do mal e do pecado. Todavia, a particular e intensa atmosfera espiritual que circunda o Natal se desenvolveu na Idade Média graças a São Francisco de Assis, que era profundamente apaixonado pelo homem Jesus, pelo Deus-conosco"."Graças a São Francisco o povo cristão pôde perceber que no Natal Deus verdadeiramente se tornou o "Emanuel", o Deus-conosco, de quem nenhuma barreira e nenhuma distância nos separa. Naquele Menino, Deus tornou-se tão próximo de cada um de nós, tão próximo, que podemos chamá-lo de você e manter com ele uma relação confidencial de profundo afeto, assim como fazemos com um recém-nascido."E é naquele Menino que se manifesta a condição "pobre e desconcertante" do Deus-Amor:"Deus vem sem armas, sem a força, porque não pretende conquistar, por assim dizer, externamente, mas pretende, sobretudo, ser acolhido pelo homem na liberdade; Deus se faz menino inerme para vencer a soberba, a violência, a sede de posse do homem."O papa concluiu afirmando que o próprio Jesus nos ensina no Evangelho o modo como "podemos encontrar Deus e gozar de Sua presença", ou seja, o converter-se e tornar-se como crianças:"Quem não acolhe Jesus com coração de criança não pode entrar no reino dos céus: isso foi o que Francisco quis recordar ao cristianismo de seu tempo e de todos os tempos, até hoje. Peçamos ao Pai que conceda ao nosso coração aquela simplicidade que reconhece no Menino o Senhor, justamente como fez Francisco em Greccio (...) São os votos que faço com afeto a tocos vocês, às suas famílias e a todos que lhes são caros. Bom Natal para todos vocês!"Como de costume neste período, ressoaram na Sala Paulo VI algumas melodias natalinas. E o pensamento do Natal iminente inspirou também as tradicionais saudações do papa no final da audiência:"Que o amor que Deus manifesta à humanidade no nascimento de Cristo possa fazer crescer em vocês, caros jovens, o desejo de servir generosamente os irmãos. Seja para vocês, caros irmãos enfermos, fonte de conforto e de serenidade. Inspire vocês, caros recém-casados, a consolidarem a sua promessa de amor e de recíproca fidelidade."Por fim o Santo Padre fez, em várias línguas, um resumo de sua catequese, com uma saudação aos diversos grupos presentes.Eis o que disse em português: "Queridos irmãos e irmãs, a tradição natalícia mais bela, que é o presépio, foi criada por São Francisco de Assis, para recordar a todos como Deus Se revela nos ternos braços dum Menino. A sua condição de criança indica-nos como podemos encontrar Deus e gozar da sua presença. É à luz do Natal que melhor se compreendem estas palavras do Senhor: «Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus». Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos desejo um Santo Natal, portador das consolações e graças do Deus Menino, a quem vos encomendo ao dar-vos a minha Bênção". Bento XVI concluiu a audiência concedendo a todos a sua Bênção apostólica.

Fonte: RV

segunda-feira, 1 de junho de 2009

BENTO XVI NA MISSA DE PENTECOSTES

O Espírito Santo é o fogo que Jesus veio trazer à terra: Bento XVI na missa de Pentecostes, onde se recordou o bicentenário da morte de J. Haydn


31/5/2009) Neste domingo de Pentecostes, Bento XVI presidiu, de manhã, na basílica de São Pedro, a uma Missa em que, para além do coro da Capela Sistina, actuou também o Coro da catedral de Colónia e a orquestra de câmara desta cidade alemã, que – com quatro solistas, por ocasião do bicentenário da morte de Joseph Haydn – executaram a última das Missas compostas por este músico alemão. Comentando, na homilia, o texto dos Actos dos Apóstolos que apresenta a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos sob forma de línguas de fogo, Bento XVI recordou que tal correspondia ao que Jesus tinha anunciado antes, ao dizer “Vim lançar fogo sobre a terra, e quanto desejaria que estivesse já aceso”. Ora – observou o Papa – “o verdadeiro fogo, o Espírito Santo, foi Cristo que o trouxe à terra. Ele não o roubou aos deuses, como fez Prometeu, segundo o mito grego, mas fez-se mediador do dom de Deus obtendo-o para nós com o maior acto de amor da história: a sua morte na cruz”. “Se queremos que o Pentecostes não se reduza a um simples rito ou a uma comemoração, por muito sugestiva que seja, mas seja isso sim um evento actual de salvação, temos que nos predispor, em religiosa expectativa do dom de Deus, mediante a escuta humilde e silenciosa da Sua Palavra. Para que o Pentecostes se renove no nosso tempo, será porventura necessário (sem nada tirar à liberdade de Deus!) que a Igreja esteja menos ofegante com as actividades, e mais dedicada à oração”.“Isto mesmo no-lo ensina a Mãe da Igreja, Maria Santíssima, Esposa do Espírito Santo” – sublinhou o Papa. A própria Visitação à sua prima Isabel (que a Igreja recorda neste último dia de Maio) foi também uma espécie de pequeno Pentecostes, que suscitou a alegria e o louvor dos corações de Isabel e de Maria, uma estéril e a outra virgem, ambas mães por intercessão divina. Ocasião para Bento XVI evocar a elevada expressão musical desta Missa. “A música e o canto que acompanham esta nossa liturgia, ajudam-nos, também eles, a sermos concordes na oração. Exprimo pois vivo reconhecimento ao coro da Catedral e à orquestra de câmara de Colónia. Para esta liturgia, no bicentenário da morte de Joseph Haydn, escolheu-se de fato, muito oportunamente, a sua Harmoniemesse, a última das “Messe” compostas pelo grande músico, uma sublime sinfonia para a glória de Deus”. Voltando ao texto dos Actos dos Apóstolos, o Papa fez notar que ali se utilizam duas grandes imagens: para além do fogo, a tempestade, vista no mundo antigo como sinal da potência divina. Aqui faz pensar no ar, que distingue o nosso planeta dos outros astros e nos permite viver.“O que é o ar para a vida biológica, é-o o Espírito Santo para a vida espiritual; e como existe a poluição atmosférica, que envenena o ambiente e os seus seres vivos, assim também existe uma poluição do coração e do espírito, que mortifica e envenena a existência espiritual. Assim como não nos podemos habituar aos venenos do ar – e é por isso que o empenho ecológico representa hoje uma prioridade – o mesmo se deveria fazer no que diz respeito ao espírito”.Bento XVI referiu “tantos produtos que poluem a mente e o coração… - por exemplo imagens que oferecem em espectáculo o prazer, a violência e o desprezo pelo homem” – e a que as pessoas se habituam facilmente… E contudo “intoxica o espírito, sobretudo das novas gerações, acabando por condicionar a sua liberdade”. “A metáfora do vento impetuoso de Pentecostes faz pensar como é precioso respirar ar puro, tanto com os pulmões – o ar físico, como com o coração – o ar espiritual, o ar saudável do espírito que é o amor!”.Voltando à imagem do fogo, o Papa citou de novo “a figura mitológica de Prometeu, que – observou – evoca um aspecto característico do homem moderno”, que tende a afirmar-se a si mesmo como deus e a querer transformar o mundo excluindo-O. As potencialidades colocadas nas mãos do homem de hoje contêm enormes riscos, como o mostra a energia atómica, usada para fins bélicos…“Nas mãos de um homem assim, o fogo e as suas enormes potencialidades tornam-se perigosos: podem voltar-se contra a vida e contra a própria humanidade, como infelizmente demonstra a história. Permanecem como perene advertência as tragédias de Hiroshima e Nagasaki, onde a energia atómica, usada para fins bélicas, acabou por semear morte em proporções inauditas”.A verdadeira energia que dinamiza o mundo – sublinhou o Papa – é “o fogo” que Jesus trouxe à terra – o seu Espírito Santo:“A Sagrada Escritura revela-nos que a energia capaz de mover o mundo não é uma força anónima e cega, mas sim a acção do espírito de Deus que planeava sobre as águas no início da criação. E Jesus Cristo trouxe à terra não a força vital, que já aí habitava, mas o Espírito Santo, isto é o amor de Deus renova a face da terra, purificando-a do mal e libertando-a do domínio da morte. Este fogo – puro, essencial, pessoal, o fogo do amor – desceu sobre os Apóstolos reunidos em oração com Maria no Cenáculo, para fazer da Igreja o prolongamento da obra renovadora de Cristo”. A concluir, uma última anotação sobre o efeito do Espírito Santo nos discípulos de Jesus: “O Espírito de Deus, onde entra, expulsa o medo; faz-nos conhecer e sentir que estamos nas mãos de uma Omnipotência de amor: aconteça o que acontecer, o seu amor infinito não nos abandona. Demonstram-no o testemunho dos mártires, a coragem dos confessores da fé, o intrépido impulso dos missionários, a franqueza dos pregadores, o exemplo de todos os santos, alguns mesmo adolescentes e crianças. Demonstra-o a própria existência da Igreja que, apesar dos limites e das culpas dos homens, continua a atravessar o oceano da história, impulsionada pelo sopro de Deus e animada pelo seu fogo purificador”.

Fonte: RV

quarta-feira, 15 de abril de 2009

CONFIA EM MIM


JESUS CRISTO, EU CONFIO EM TI


CONFIA EM MIM

•Por que te agitas e te confundes pelos problemas que te trazem a vida?
•Deixa-me controlar todas as tuas coisas e elas irão se tornando melhores.
•Quando te entregares totalmente a mim, todas as coisas serão resolvidas com tranqüilidade, de acordo com meus planos.
•Não te frustres, não reze como que me apressando, como se quisesses forçar-me a realizar teus planos.
•Em vez disso, fecha os olhos de tua alma e em paz diga-me: "JESUS EU CONFIO EM TI".

CONFIA EM MIM

•Trata de evitar esses pensamentos que te angustiam ao querer compreender as coisas que se passam contigo.
•Não arruínes meus planos tratando de impor tuas idéias, deixa-me ser teu DEUS e atuar livremente em tua vida.
•Entrega-te a mim com completa confiança e deixa teu futuro em minhas mãos.
•Diga-me freqüentemente: "JESUS EU CONFIO EM TI".

CONFIA EM MIM

•O que mais te faz sofrer é quando tratas de analisar tudo de acordo com teus pensamentos, e tentas resolver teus problemas à tua maneira.
•Quando me disseres: "JESUS EU CONFIO EM TI", não sejas como o impaciente que diz ao Médico: "cure-me", mas sugere a "melhor" forma de fazê-lo.
•Deixa-te curar por meus braços divinos, não tenhas medo, eu te amo.

CONFIA EM MIM

•Se vês que as coisas se tornam piores ou mais complicadas, ainda quando tu estás orando; mantenha-te confiante em mim, fecha os olhos de tua alma, e continua dizendo a cada hora: "JESUS EU CONFIO EM TI".
•Necessito minhas mãos livres para poder manifestar-te minhas bênçãos.
•Não ates minhas mãos com tuas absurdas preocupações.
•Satanás quer que te frustres, fazer-te sentir triste, tirar-te a paz.
•Confia em mim, descansa em mim, entrega-te a mim.

CONFIA EM MIM

•Eu faço milagres na medida em que tu te entregas a mim e de acordo com a fé que me tens.
•Assim não te preocupes, dá-me todas tuas frustrações e dorme em paz, e sempre me diga: "JESUS EU CONFIO EM TI", e verás grandes milagres.
•Eu te prometo com todo meu amor.
•JESUS

Divulgue esta oração entre seus amigos. Se desejar indique apenas este linque: CONFIA EM MIM . Basta copiar e colar no seu divulgador de e-mail.

A FAMÍLIA CATÓLICA

sábado, 13 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - I

Papai Noel ou Jesus Cristo

Estamos em plena época da festa do Natal. Toda a atmosfera da cidade fala disso. Shoppings enfeitados abundantemente, de maneira a mais bonita possível. Decorações luminosas, vitrines ornamentadas anunciando a felicidade de receber presentes caros e sofisticados e que gritam: "Vamos ser felizes! É Natal!

"Observando bem, parece que estamos celebrando duas festas na contramão. De um lado, a festa cristã do Natal, com um sério tempo de preparação chamado "Advento", com uma liturgia profunda, de espera, de uma sobriedade festiva, de reuniões da comunidade para fazer a Novena do Natal, tudo culminando na grande festa que nos lembra que Deus veio até nós na pessoa do seu Filho Jesus, mostrando-nos novos caminhos, novo sentido para uma vida fraterna e de paz.

Por outro lado, a festa da chegada do Papai Noel, festa comercial que tomou, injustamente, o nome "Natal", mas que não tem nada a ver com o sentido cristão da festa. O comércio faz seus cálculos dos lucros e, com muitas luzes e músicas, inaugura sua festa meses antes. Faz crer que a felicidade está no esbanjamento de presentes, champanhas e panetones Dão à festa uma certa poesia de bondade sentimental, com verniz de generosidade e emoção.

Papai Noel tomou o lugar do Menino pobre de Belém, cuja lembrança ficou sufocada. É melhor ele nem "crescer" e ficar sempre a criancinha bonitinha que comove e enternece, para que não precisemos ouvir suas palavras e exigências que incomodam.

Festa pagã versus festa cristã

Com o mundo se secularizando mais, com o espirito de consumismo e materialismo, pode-se perguntar se, aos poucos, o Natal cristão está perdendo seu sentido e sendo substituído pela festa de Papai Noel. Muita gente nem sabe mais da mensagem do Natal cristão. Está acontecendo o contrário do que ocorreu com a instituição da festa de Natal. Lá no século III existia, no Império Romano, uma festa pagã chamada Festa do Sol. Era celebrada no dia 25 de dezembro quando, no meio do inverno, o sol voltava a aparecer A luz vencia as trevas. O sol era invencível. A Igreja quis dar um sentido novo a essa festa pagã. O verdadeiro Sol invencível é Jesus. Assim nasceu a festa do Natal cristão. (Não sabemos a data exata do nascimento de Jesus, mas agora a celebramos no dia 25 de dezembro, data daquela festa pagã). Observando o que acontece hoje, parece que a festa pagã do Papai Noel está substituindo a festa do Natal cristão.

Pode-se ainda perguntar: de onde vem aquele legendário Papai Noel? Nos países nórdicos da Europa, se celebra a festa de São Nicolau, no dia 6 de dezembro. Embora fosse um santo bispo, São Nicolau foi revestido de muitas lendas pagãs, originando-se da crença dos antigos povos germânicos de lá. Como um deus, São Nicolau anda nas nuvens, num cavalo branco. São Nicolau traz presentes para as crianças, que ele despeja nas chaminés das casas, porque São Nicolau anda também sobre os telhados das casas. Ele anda sempre vestido como bispo, com mitra, báculo etc. A festa de São Nicolau, até hoje, é celebrada com presentes, comes e bebes especiais, brincadeiras etc. Mas para os não católicos, aquele santo não foi sempre bem aceito e, aos poucos, foi substituído pelo Papai Noel, mais aceitável por todos.

E, assim, o velhinho chegou aqui também.

Sempre me pergunto como, na cabecinha das crianças, se combinam Papai Noel e o Menino Jesus. Há aqui algo a esclarecer na catequese, na família? No mês de dezembro, geralmente param os encontros catequéticos que poderiam abordar o assunto. Muito, porém, dependerá da vivência em família. Como é preparada e celebrada a festa de Natal no lar? O acento cai em Papai Noel ou no Menino Jesus? Importantes são os presentes ou o espírito de união, de reflexão e oração?

Não queremos dizer que os presentes não têm sentido no Natal. Podem ter se forem realmente sinais de "presença", de amor. Não são os presentes caros, luxuosos, mas os sinais simples que querem expressar a alegria de estar unidos, do mútuo bem-querer.

O Natal seja realmente a festa de amor, de solidariedade, de perdão e de conversão. Que o grande dom do Pai, o grande "presente" para a humanidade, tenha seu efeito na mudança de conduta, na consolidação da paz na família e na sociedade, no engajamento para a construção de um mundo mais cristão.

Inês Broshuis - membro do Grupo de Reflexão da Catequese da CNBB e da comissão de Catequese do Leste 2

Fonte: Paróquia Nossa Senhora de Loreto

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

BENTO XVI NA AUDIENCIA: "SOMOS CRISTÃOS SOMENTE SE ENCONTRAMOS CRISTO"

PAPA NA AUDIÊNCIA: "SOMOS CRISTÃOS SOMENTE SE ENCONTRAMOS CRISTO"
Cidade do Vaticano,
-Na catequese de ontem, o papa falou novamente sobre São Paulo, de um momento decisivo na vida deste Apóstolo: o seu encontro com Cristo, conhecido como “conversão”. Este encontro deu-se a caminho de Damasco e foi decisivo porque Paulo se transformou de perseguidor da Igreja em Apóstolo do Evangelho. “De modo inesperado, Paulo começou a considerar perda de tempo, lixo, tudo aquilo que antes constituía para ele o máximo ideal, quase a razão de ser da sua vida”, explicou o papa. Mas o que?Sobre o que a aconteceu neste episódio, São Lucas oferece três relatos do ocorrido, assim como o próprio Paulo em suas Cartas. Mais do que uma conversão, Paulo viveu o encontro com Cristo como o fundamento do seu apostolado, como o encargo da evangelização e da missão. Bento XVI recorda que se tratou de um evento que não pode ser interpretado com categorias meramente psicológicas. Naquele momento, o Apóstolo foi conquistado por Cristo e esta convicção remodelou todo seu patrimônio espiritual e orientou suas forças para um novo propósito. Paulo, afirma o papa, não se encontrou com um personagem histórico, mas com Jesus, Pessoa viva que se apresentou a ele como único Salvador e Senhor. Isso é válido igualmente para nós, que não seguimos um ideal filosófico ou um código moral, mas sim Jesus Cristo. O pontífice recordou:“Somos cristãos somente se encontramos Cristo. Não certamente como aconteceu com Paulo, de modo irresistível e luminoso. Mas também nós podemos encontrar Cristo na leitura das Sagradas Escrituras, na oração, na vida litúrgica. Tocar o coração de Cristo e sentir que Cristo toca o nosso coração.”Para o papa, o episódio nos ensina que não devemos reservar Cristo somente para nós, mas sentir a exigência de anunciá-Lo aos outros. Para isso, é necessário recorrer a Deus:“Peçamos ao Senhor para que nos ilumine para que nos doe, à nossa maneira, o encontro com a sua presença e, assim, uma fé vivaz, um coração aberto e uma grande caridade por todos, que renova o mundo.”Ao final da catequese, Bento XVI cumprimentou os fiéis em várias línguas. Ouça sua saudação em português: “Ao saudar cordialmente todos os peregrinos e visitantes de língua portuguesa, dou as boas-vindas, em particular:- ao grupo de Escoteiros das Paróquias de São Pedro e Santa Maria de Óbidos, e aos visitantes vindos de Portugal: faço votos por que a Mãe do Redentor vos ilumine e vos conforte com a sua intercessão na caminhada da fé;- por fim desejo muitas felicidades, com a certeza das minhas preces, ao grupo da Inspetoria salesiana de Manaus e a todos os visitantes que vieram do Brasil para ajoelhar-se junto ao túmulo de São Pedro.Possa também este Ano Paulino estimular todos a seguirem os vestígios do Apóstolo das Gentes, na procura constante e irrenunciável de Jesus Cristo, nosso Salvador. Com a minha Bênção Apostólica”.
Fonte: RV

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

HOJE: NOSSA SENHORA RAINHA

NOSSA SENHORA RAINHA


Nossa Senhora, verdadeira Mãe de Jesus Cristo, Rei do Universo, é invocada hoje com o título de Rainha do Céu e da Terra. Antigamente a festa da realeza de Nossa Senhora era celebrada no dia 31 de maio.
A liturgia sagrada já invoca a Mãe de Deus com os títulos de Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, de todos os Santos, Rainha Imaculada, Rainha do Santíssimo Rosário, Rainha da Paz e Rainha Assunta ao Céu.
Este título de Rainha exprime então o pensamento de a Santíssima Virgem se avantajar a todas as ordens de santidade e de virtude, Rainha dos meios que levam a Jesus Cristo, e de que, sendo Rainha assunta ao Céu, já era sobre a terra, isto é, Rainha reconhecida pela terra e pelo céu como sendo a criatura mais perfeita e mais avantajada em toda a santidade e semelhança de Deus Criador!
Mas, quando falamos no título da Realeza de Maria Santíssima, trata-se da Realeza que Lhe cabe por direito como Soberana, deduzida das suas relações com Jesus Cristo, Rei por direito de tudo o criado, visível e invisível, no céu e na terra.
Efetivamente as prerrogativas de Jesus Cristo tem todas os seus reflexos na Santíssima Virgem, Sua Mãe admirável: Assim Jesus Cristo é o Autor da graça, e Sua Mãe é a dispenseira e intercessora de todas as graças; Jesus Cristo está unido à Santíssima Virgem pelas suas relações de Filho e nós, corpo místico de Jesus Cristo, estamos também unidos a Sua Mãe pelas relações que Ela tem conosco como Mãe dos homens. E assim, pelo reflexo da Realeza de Jesus Cristo, seu filho, Ela é Rainha do céu e da terra, dos Anjos e dos homens, das famílias e dos corações, dos justos e dos pecadores que, na Sua Misericórdia real, encontram perdão e refúgio.
Oh! Se os homens aceitassem, de verdade prática, a Realeza da Santíssima virgem, em todas as nações, em todos os Lares e realmente pelo seu governo maternal regulassem os interesses deste mundo material, buscando primeiro que tudo o Reino de Deus, o Reino de Maria Santíssima, obedecendo aos seus ditames e conselhos Reais, como depressa se mudaria a face da terra!
Todas as heresias foram, em todos os tempos, vencidas pelo cetro da Santíssima Mãe de Deus. Nesses nossos tempos, tão conturbados pelas sumas das heresias, os homens debatem-se numa pavorosa luta em que vemos e apalpamos, da maneira mais trágica, serem insuficientes os meios humanos para restabelecer a paz na sociedade humana! De resto, demasiado puderam os homens a sua confiança nos sistemas sociais, nos meios do progresso científico, no poder das armas de destruição, no terrorismo, e tudo isso só serviu para o mundo assistir agora desorientado à maldição profetizada aos homens que põem a sua confiança nos homens, afastando-se de Deus e da ordem sobrenatural da graça!
Maria Santíssima, Rainha do Céu e da terra, foi sempre a vencedora de todas as batalhas de Deus: Voltem-se os governantes do mundo para Ela e o Seu cetro fará triunfar a causa do bem, com o triunfo da Igreja e do Reino de Deus!

ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII SOBRE A FESTA DE NOSSA SENHORA RAINHA
O Papa Pio XII, em encíclica dirigida aos membros do episcopado a respeito da Realeza de Maria, recorda que o povo cristão sempre se dirigiu à Rainha do céu nas circunstâncias felizes e sobretudo nos períodos graves da história da Igreja.
Antes de anunciar a sua decisão de instituir a festa litúrgica da “Santa Virgem Maria Rainha”, assinalou o Papa: “Não queremos propor com isso ao povo cristão uma nova verdade e acreditar, porque o próprio título e os argumentos que justificam a dignidade real de Maria já foram abundantemente formulados em todos os tempos e encontram nos documentos antigos da Igreja e nos livros litúrgicos. Tencionamos apenas chamá-lo com esta encíclica a renovar os louvores à nossa Mãe do céu, para reanimar em todos os espíritos uma devoção mais ardente e contribuir assim para o seu bem espiritual”
Pio XII cita em seguida as palavras dos doutores e santos que desde a origem do Novo testamento até os nossos dias salientaram o caráter soberano, real, da Mãe de Deus, co-redentora: Santo Efrem, São Gregório de Naziano, Orígenes, Epifânio, Bispo de Constantinopla, São Germano, São João Damasceno, até Santo Afonso Maria de Ligório.
Acentua o Santo Padre que o povo cristão através das idades, tanto no oriente quanto no ocidente, nas mais diversas liturgias, cantou os louvores de Maria, Rainha dos Céus.
“A iconografia, disse o Papa, para traduzir a dignidade real da bem-aventurada Virgem Maria, enriqueceu-se em todas as épocas com obras de arte do maior valor. Ela chegou mesmo a representar o divino Redentor cingindo a fronte de sua Mãe com uma coroa refulgente”.
Na última parte do documento o Papa declara que tendo adquirido, após longas e maduras reflexões, a convicção de que decorrerão para a Igreja grandes vantagens dessa verdade solidamente demonstrada”, decreta e institui a festa de Maria Rainha, e ordena que nesse dia se renove a consagração do gênero humano do Coração Imaculado na Bem-Aventurada Virgem Maria “porque nessa consagração repousa uma viva esperança de ver surgir uma era de felicidade que a paz cristã e o triunfo da religião alegrarão”.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"MINHA FÉ ME SALVOU" - INGRID BETANCOURT


TESTEMUNHO DE FÉ

A 2 de junho, junto ao avião que a trouxe da selva, Ingrid Betancourt rezava de joelhos um Pai-Nosso e uma Ave Maria, em companhia de outros reféns libertados.
Nas mãos trazia o rosário que fizera com botões, em lugar das costumeiras contas. Esse mesmo rosário a acompanhou à França e ficou em suas mãos durante o encontro com o presidente francês Nicholas Sarkozy.
Libertada de seu cativeiro com as FARC, a política colombiana acorreu ao Santuário de Lourdes, na França, e à Basílica de Sacré-Coeur, em Paris, para “dar graças a Deus”.
Nessa ocasião concedeu uma entrevista exclusiva, em profundidade, ao semanário católico francês, Pélerin, em que falou de sua fé, de seu encontro com a Bíblia, com Jesus e com Maria.
No site do semanário, na web (http://www.pelerin.info/, foi publicada parte da entrevista, como segue abaixo.
A FAMÍLIA CATÓLICA

Ingrid Betancourt (primeira fila, a segunda à esquerda), sua mãe (primeira fila, a primeira á esquerda), Yolanda Pulecio e onze militares colombianos rezam na chegada ao aeroporto militar.

Ingrid Betancourt; “Minha fé me salvou”

A ex-refém mais famosa do mundo dirigiu-se à Basílica de Sacré-Coeur de Montmartre no domingo, 6 de julho, para agradecer a Jesus e á Virgem Maria sua libertação. Depois de rezar, Ingrid Betancourt concedeu uma entrevista a Pélerin para dizer como sua fé se manifestou nos momentos mais dolorosos de seu cativeiro.

Era domingo, seis de julho, á noite, por ocasião da missa das 22 horas celebrada na Basílica de Sacré- Coeur , que domina Paris, do alto de Montmartre. Ingrid tinha se proposto fazer esta peregrinação com seus familiares: os filhos Mélanie e Lorenzo, a mãe Yolanda, a irmã Astrid e alguns outros, porque queria cumprir a promessa feita durante o cativeiro: agradecer antes de tudo a Jesus e à Virgem Maria por lhe terem concedido a libertação.

Foi na capela situada atrás do coro da basílica que ela e sua família fizeram suas preces. Apesar do adiantado da hora e do cansaço, Ingrid aceitou dar declarações aos leitores de Pèlerin, durante mais de meia-hora. Ela falou da fé que a sustentou na provação, de seu amor por Jesus e por Maria, suas leituras da Bíblia e do Evangelho, que lhe deram a força para não ceder ao ódio contra seus captores.

Seu primeiro gesto como mulher livre foi o sinal da cruz, suas primeiras palavras foram para agradecer a Deus e à Virgem Maria. Por que sentiu essa necessidade?

Enquanto estava no cativeiro, tomei a resolução de que, assim que fosse libertada, agradeceria em primeiro lugar ao Senhor. Por que? Porque se não tivesse o Senhor a meu lado, não penso que conseguisse crescer na dor. Ser refém o coloca numa situação de constante humilhação. Você é vítima de completa arbitrariedade, conhece o que há de mais vil na alma humana. Diante disso, há dois caminhos: ou deixar-se enfeiar, tornar-se amargo, agressivo, vingativo, com o coração repleto de rancor; ou escolher o outro caminho, aquele que Jesus nos mostrou. Ele nos pede: “Abençoe teu inimigo”. Cada vez que eu lia a Bíblia, eu sentia que essas palavras se endereçavam a mim, como se Ele estivesse a minha frente, sabendo o que devia me dizer. E aquilo ia direto ao meu coração. !

Claro que reconheço que quando o inimigo é atroz, é difícil ser-se fiel a estas palavras. Contudo, desde que comecei a fazer o exercício de pronunciar “Abençoe teu inimigo” – embora tivesse desejo de dizer o contrário – foi mágico, havia como que uma espécie de... de alívio. E o horror simplesmente desaparecia. Coisas como essa eu poderia contar por dias e dias. Eu sei, eu sinto que houve uma transformação em mim e esta transformação eu a devo a esse contato, a esta capacidade de escutar aquilo que Deus queria para mim. Foi um diálogo constante com Deus, através do Evangelho!

Esta fé que a carregou durante todos esses anos estava lá desde os primeiros dias? Houve algum acontecimento especial? Um pensamento particular a fez voltar-se para Deus?

Eu vou lhe contar uma história em dois tempos, que quase me faria rir, tão perfeitamente me recordo desses episódios. No início de meu cativeiro, disse a mim mesma: “ Bem, vou passar meses e meses aqui, então vou ler a Bíblia”, que eu não conhecia. Abrindo-a, caí nas epístolas de São Paulo. Eu o cito de memória, é mais ou menos assim: “ Podes pedir o que quiseres, que de todo o modo o Espírito Santo pedirá melhor, porque Ele sabe melhor aquilo que necessitas”. Quando li isso, gritei: “Meu Deus, está bem, mas o que eu quero eu sei, é ficar livre!” Seis anos depois, relendo essa mesma epístola, eu enfim compreendi: “Felizmente, o Espírito Santo estava lá para rezar por mim, porque sou incapaz de pedir o que é preciso”.

E essa fé nunca a deixou? Não sentiu momentos de abandono, de solidão?

No primeiro ano, é verdade, fiquei lutando contra Deus. Eu me queixava terrivelmente a Ele da morte de meu pai. Eu Lhe dizia: “Por que me fizeste isso, se sabes que Te adoro? Por que me castigas? Só depois compreendi que devia agradecer a Ele por ter levado meu pai, porque ele nunca poderia suportar esses seis anos de horror. Portanto sim, posso dizer que minha fé foi constantemente aumentando.É curioso, mas é como se coisas acontecessem para que eu compreendesse outras; Preciso lhes contar minha descoberta de Maria. Papai tinha uma grande devoção pela Virgem, mas devo confessar que na época, ela não me dizia nada. Digamos que não era uma imagem de mulher que me inspirasse.

Depois, durante o cativeiro, eu reli os Evangelhos e fui tomada de admiração por ela. Sem dúvida, para compreender a Virgem, é necessário ter vivido mais, ter adquirido uma certa maturidade. E eu comecei a achar verdadeiramente sensacional esta jovem que aceitou ter um filho, embora tivesse um plano de vida totalmente diferente. E ela correu todos os riscos. Para muitos cristãos, essas são coisas bem conhecidas, mas para mim, foi uma descoberta. Descobri uma Maria forte, uma Maria inteligente, uma Maria que tinha senso de humor.

Vou confessar: como dizem os canadenses, caí de amores por Maria lendo o Evangelho de São João, quando ele conta as bodas de Caná. Acho extraordinário o diálogo entre Maria e Jesus. Esta cumplicidade entre eles é genial. Apesar de todas as razões que Jesus expõe à sua mãe, ele já sabe que ele vai fazer o que ela quer, que ele transformará a água em vinho por amor a ela. Lendo essa passagem, não pude deixar de pensar em minha relação com meu filho Lorenzo.

Você se propôs a vir, esta noite, à Basílica de Sacré-Coeur? Qual o sentido dessa peregrinação?

Durante quase sete anos, fiz muitas promessas à Virgem e vou lhe contar uma coisa de especial importância para mim. Em 1º de junho, escutando a Rádio Católica Mundial, aprendi que o mês de junho é aquele em que se celebra o Sagrado Coração de Jesus. Ora, na última vez que estive com meu pai, na véspera de minha captura, estávamos no quarto dele, sentados junto a uma imagem do Sagrado Coração. Pegando minha mão e olhando para a imagem, papai pediu: “ Sagrado Coração, toma conta de meu coração, de minha filha”. Assim, quando escutei falar sobre o Sagrado Coração de Jesus no rádio, imediatamente prestei atenção.

Naquele momento, eu ainda não conhecia a história de Santa Margarida-Maria – de fato, acabei de aprender o nome dela. Mas compreendi que se como ela, alguém se consagrasse ao Sagrado Coração de Jesus, receberia muitas graças. Lembro-me de uma graça em particular, aquela de Jesus prometendo tocar os corações duros que nos fazem sofrer. Então, fiz esta oração: “Meu Jesus, eu vou Te pedir algo bem concreto. Não sei o que significa exatamente, consagrar-se ao Teu Sagrado Coração. Mas se Tu me anunciares, no decorrer do mês de junho, que é o Teu mês, a data da minha libertação, eu serei toda Tua”.

E no dia 27 de junho, um comandante da guerrilha entra no acampamento e nos ordena preparar nossa coisas, porque talvez um dentre nós fosse ser libertado. Quando ele disse isso, pensei: “Aí está. Chegou a hora”. Minha libertação aconteceu de forma muito diferente, mas o fato é que Jesus teve palavra: eu vi um milagre.
Fonte: Pèlerin.info
Tradução : A FAMÍLIA CATÓLICA, sem aprovação do autor

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

MEU SOFRIMENTO: "QUE TOME SUA CRUZ E ME SIGA"


«Que tome sua cruz e me siga»

Ao longo de sua vida, Cristo não te pede para levar com ele toda a sua pesada cruz, mas somente uma pequena parte, aceitando seus sofrimentos.

Não há nada que temer. Muito pelo contrario, tente ficar feliz por ter sido julgado digno fazer parte nos sofrimentos do Homem-Deus.

Por parte do Senhor, não se trata de um abandono, nem mesmo de um castigo, muito pelo contrario, é um testemunho de Seu amor, de um enorme amor para contigo.

Deve dar graças ao Senhor e resignar-te a beber o Cálice do Getsemani.

Às vezes o Senhor faz você sentir o peso da Cruz, este peso te parece insuportável e, sem duvidas, o levas porque o Senhor, rico em amor e misericórdia, te estende às mãos e te fornece a força necessária.

O Senhor, ante a falta de compaixão dos homens, necessita de pessoas que sofram com ele.

É por esta razão, que o leva pelos caminhos dolorosos dos que me falas em tua carta.

Assim posto, que o Senhor seja sempre bendito, porque seu amor traz suavidade em meio da amargura, ele troca o seu sofrimento passageiro desta vida pelos seus méritos para a eternidade.
São [Padre] Pío de Pietrelcina (1887-1968), capuchino FSP, 119; Ep 3, 441; CE, 21; Ep 3, 413

De: A FAMÍLIA CATÓLICA, para os que sofrem

segunda-feira, 30 de junho de 2008

E ASSIM O MESSIAS, O FILHO DE DEUS, CRIOU SUA IGREJA


Ontem, o domingo, 29 de junho foi marcado por grandes recordações para a Igreja Católica.
Além de estarmos comemorando a abertura do “ANO PAULINO” em homenagem ao segundo milênio do nascimento do Apóstolo dos Gentios, no Evangelho de ontem recordamos o início da Igreja Católica Apostólica Romana, quando Jesus Cristo, o Filho de Deus, proclama “18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.”
Assim Jesus criou a Sua Igreja, que é nossa.
É por ela que nos dedicamos.

Evangelho de Jesus Cristo segundo S. Mateus 16,13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"14Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" 16Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".17Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".

A FAMÍLIA CATÓLICA

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"CRISTO É A RESPOSTA PARA TODAS AS DÚVIDAS E PROBLEMAS"


BENTO XVI ENCONTRA-SE COM OS JOVENS: "CRISTO É A RESPOSTA PARA TODAS AS DÚVIDAS E PROBLEMAS"

Santa Maria di Leuca, 15 jun (RV)
- Após a Santa Missa celebrada no santuário mariano de Santa Maria di Leuca na tarde de ontem, sábado, Bento XVI deixou a cidade e se transferiu para Brindisi onde foi acolhido por uma grande multidão de fiéis, em particular, pelos jovens em festa na Praça Lenio Flacco. Na introdução do discurso que fez aos jovens o Papa definiu Brindisi “uma porta aberta ao mar” exprimindo o seu apreço pelo espírito de acolhida desta população, em particular durante a crise balcânica que viu tantos refugiados desembarcar nesta terra provenientes da Croácia, Montenegro, Albânia e da Macedônia. Bento XVI agradeceu às autoridades e organizações humanitárias o trabalho que fizeram e que continuam fazendo para dar amparo aos imigrantes. O Papa convidou em seguida os administradores locais a “responderem sem compromissos às legítimas expectativas de promoção humana e social” da cidade e dirigindo-se em particular aos jovens falou do “fenômeno dramático do desemprego” que atinge sobretudo os jovens do Sul, exortando-os a não se deixarem levar por alguns dos “males” que os espreitam, “como o lucro fácil, a tentação de se refugiar em paraísos artificiais, ou formas distorcidas de prazeres materiais”: “Não se deixem seduzir pelas insídias do mal! Ao contrário, busquem uma existência rica de valores, para dar vida a uma sociedade mais justa e mais aberta ao futuro. Façam produzir os dons que Deus lhes concedeu com a juventude: a força, a inteligência, a coragem, o entusiasmo e a vontade de viver. É a partir desta bagagem, contando sempre com o apoio divino, que podem alimentar em vocês e ao redor de vocês a esperança. Depende de vocês e do seu coração fazer com que o progresso se transforme em um bem maior para todos. E o caminho do bem – vocês sabem – tem um nome: chama-se amor”. “Somente no amor autêntico – concluiu o Papa – se encontra a chave de toda esperança, porque o amor tem a sua raiz em Deus, e o amor de Deus tem a face doce e cheia de compaixão de Jesus Cristo”. Eis, portanto, o “coração da mensagem cristã”: “Cristo é a resposta para todas as dúvidas e problemas; Nele se apóia toda honesta aspiração do ser humano. Cristo, porém, é exigente e não aceita compromissos. Ele sabe que pode contar com a generosidade e coerência de vocês; por isto ele espera muito de vocês. Sigam-no fielmente e, para poder encontrá-lo, procurem conhecer a Igreja, entendê-la, amá-la, prestando atenção à voz de seus Pastores. Ela é composta por homens, mas Cristo é a Cabeça e o seu Espírito a guia de modo sólido”. (SP)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"APRESENTAÇÃO DE JESUS" - PELO REVMO. PE. JOÃO S. CLÁ DIAS


Meditação dos Primeiros Sábados * Quarto mistério -“Apresentação de Jesus ”. *

Apresentação de Jesus
Pe. João Clá Dias

Simeão disse a Maria: Teu filho será causa de queda e de ressurreição para muitos.
Ele será sinal de contradição ... ... e teu coração será transpassado por uma espada´! (Lc 2, 34-35)

I – A compaixão da Santísima Virgem.
Algum tempo depois do Nascimento de seu Filho, Maria após algumas horas de marcha foi a Jerusalém com São José a fim de apresentar a Deus o Menino recém-nascido. Na multidão que invadia os pórticos do Templo, ninguém prestou atenção naquele pobre casal. A nenhum dos príncipes, pontífices e doutores veio à mente, que diante dos seus olhos estava passando o Messias, cujos gloriosos destinos tantas vezes pregavam ao povo. Teriam respondido com um sorriso de desprezo a quem naquele Menino lhes apontasse o Libertador de Israel.
O Verbo Encarnado, Esplendor da glória do Pai, veio para os seus, e os seus não O reconheceram. Só Ana, a profetisa e o Simeão, advertidos por uma inspiração celeste, adoraram o Salvador.
1 - A Apresentação - Eis que Maria já se encaminha para oferecer o Filho, comenta Santo Afonso de Ligório.(1) Apressa os passos para o lugar do sacrifício, levando em seus braços a vítima tão amada. Entra no templo, aproxima-se do altar, e ali, toda cheia de modéstia, humildade e devoção, apresenta o Filho ao Altíssimo.
Entretanto eis que se aproxima Simeão, que de Deus recebera a promessa de não morrer sem antes ter visto o Messias esperado. O ancião tomou nos braços o Menino-Deus e, iluminado pelo Espírito Santo, anuncia a Santíssima Virgem quanto deveria custar o sacrifício, que então fazia de seu Filho, com o qual haveria também de ser sacrificada a sua alma bendita.(1) E no êxtase de reconhecimento cantou:
´Agora, Senhor, deixai vosso servo morrer em paz, pois meus olhos viram, ... a vossa salvação´.(Lc.2, 29)
2 – O martírio do Imaculado Coração de Maria.
Depois, São Simeão inundado de luz profética, percebeu para o futuro horas sinistras, e balançando tristemente a cabeça disse: ´Pobre mulher, um gládio de dor transpassará vossa alma´. (Lc.2, 35)
E a Virgem partiu, radiosa de juventude e de felicidade, estreitando amorosamente no peito seu Tesouro adormecido. Em Nazaré Ela viveu longamente com o Filho, numa deliciosa intimidade. Foram, durante mais de 30 anos, dias de alegrias inefáveis.
Maria amava Jesus porque era seu Filho:
Ela O carregara, O alimentara, O escutara balbuciar as primeiras palavras, e sua alma se desfez de ternura quando, pela primeira vez, Ele A chamou sua Mãe! Ela assistira a seus progressos graduais. Sob seus olhos maravilhados o Menino Se tornara o adolescente de olhar profundo, o homem cuja beleza arrebatava.
Esse Filho ornado de todas as perfeições não Lhe proporcionara senão alegrias. Revelara-Lhe os tesouros de sua alma e realizara, a pedido dEla, seu primeiro milagre (nas Bodas de Caná). Dera-Lhe seu amor filial e sua obediência.
Maria amava também Jesus porque Ela era seu Deus:
Chegado a certa perfeição, o amor de Deus é mais forte que o amor materno. Nela esse amor multiplicava-se pelo amor divino. Essa aritmética misteriosa produzia um amor quase sem limites.
Eis agora a hora trágica, em que se realiza a terrívei profecia do velho Simeão. A Cruz se apresenta ... um silêncio assustador paira sobre a cidade deicida. Jesus expira.
Ora, esse Filho que Ela tanto ama, padece diante dEla o mais infamante, o mais iníquo, o mais cruel dos suplícios. Ela O vê sofrer em seu Corpo. Segue passo a passo a Via dolorosa, assiste a horrível cena da Crucifixão. Ouve os pesados martelos que introduzem os pregos nos pés e nas mãos adoráveis do Filhos. Percebe sua Carne que cai em pedaços, seu Sangue precioso que corre em abundância. Quando a cruz é erguida entre o céu e a terra, Ela acompanha na Sagrada Face os progressos da agonia.
Maria vê Jesus sofrer em sua honra; bem como, sofrer em sua alma, cujas alegrias da visão de Deus, conhecia. Imensa aflição a invade, quando ouve seu Filho soltar o gemido queixoso:
”Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonastes?”
Maria não abandona por um só minuto o Filho agonizante:
A Escritura narra que quando a infeliz Agar (Gn. 21, 16), sem recursos no deserto, viu desmaiar seu filho, levou-o para perto de um matagal. Depois fugiu como uma louca, e em seu desespero gritava: “Não verei com meus olhos meu filho morrer”. - Maria não abandona um só instante o Filho moribundo, não perde de vista um só de seus sofrimentos.
Junto ao madeiro, imóvel, muda, os olhos fixos sobre o Deus que morre. Maria está de pé. Sua alma mergulha num oceano sem fim. Todas as dores do Filho repercutiam nEla e quando a lança do soldado abriu o Coração do Salvador, transpassou com o mesmo golpe a alma da Virgem Mãe! A palavra do velho Simeão acabava de se cumprir!(4)
Deus usa de misericórdia conosco ao ocultar-nos as cruzes futuras:
Neste vale de lágrimas - continua santo Afonso – o homem nasce para chorar. Deve padecer e suportar os males que lhe sobrevêm cada dia. Entretanto, muito mais infeliz seria a vida, se cada um soubesse os males futuros que o esperam.. Desgraçadíssimo seria aquele a quem tocasse tal sorte, disse Sêneca. Ora, usando de misericórdia conosco, oculta-nos o Senhor as cruzes vindouras. Quer que padeçamos, à hora e momentos certos.
Não usou entretanto da mesma compaixão com Maria.. Destinara-a para ser Rainha dos mártires e em tudo semelhante a seu Filho. Devia por isso sofrer continuamente e ter sempre diante dos olhos as penas que a esperavam. E elas eram a Paixão e morte se seu amado Filho. (1)

II–Doçura, suavidade e paz, no oceano de dores.
Esta imagem ao lado representa Nossa Senhora de modo realista ao extremo, e exprime muito bem a idéia de quanto Maria é a obra-prima do Criador.
Quem a contempla tem quase a impressão de que nela transparece o fundo de alma da Virgem das Virgens. Sua face transmite piedade de modo excelso, e convida à oração. A par do instinto maternal, sua fisionomia torna patente uma inimaginável bondade, da qual somente Deus poderia ser o autor.
Esse semblante exprime um ar de suavidade, doçura, bondade, dor lancinante, tudo mesclado com serenidade e paz.
Uma desconfiança sem fundamento seria: “Meus pecados foram a causa dos sofrimentos de seu Divino Filho; será que Maria não teve algum movimento de ressentimento?”
Ora, essa foto nos convence do contrário: por sua manifestação de amor, de que não são esses os sentimentos da Advogada dos Pecadores. Apesar de ver seu Filho crucificado, e sabendo que somos nós a causa desses sofrimentos, Maria tem para conosco um olhar pleno de sobrenatural afeto.
Ela nos dá um conselho materno:
“Meu filho, quando te sentires miserável por tuas quedas, procura ter no fundo da alma a certeza de que, do alto do Céu, eu te olho com a mesma doçura expressa nesse meu olhar, disposta a obter de Jesus, para ti, o perdão de todos os teus pecados”. (3)
Ave Maria, Rainha dos Mártires, cuja alma foi transpassada pelo gládio da dor.
No meio de tantos sofrimentos, qual era o unico consolo de Maria?
Pode-se dizer, com o santo de Ligório em seu discurso sobre as Dores de Maria, que o unico consolo de Maria, no meio de tantos sofrimentos, era ver o mundo resgatado e os homens reconciliados com Deus pela morte de seu divino Filho.
Então, tanto amor da parte de Maria deve poduzir em nós profunda gratidão e nos fazer tomar filialmente parte em suas dores; porque foi por causa de nossos pecados que ela sofreu tanto.
Lição para nós; pois, a Santíssima Virgem nos ensina a suportar com paciência e coragem as penas e aflições desta vida, e submetermo-nos em tudo à vontade da divina Providencia. (2)


Oração:
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores, pois o vosso Divino Filho tem vinculado a devoção de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílos e socorros em todas as necessidade e perigos.
Pela Dor que sofrestes ao ouvirdes a profecia de Simeão, de que uma espada de dor transpassaria o Vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi nossa prece, . . . .

Ave Maria, .......
Oferecimento final . . . dirigido à Nossa Senhora das Dores.
“Não esqueçais os gemidos da vossa Mãe”. (Ecli 7, 29)
No caminho do Calvário e sobretudo ao pé da cruz, quem poderia exprimir as angústias dessa Mãe aflita?

E quem, ó Senhora, vendo-Vos assim em prantos, ousaria perguntar por que chorais? Nem a Terra, nem o mar, nem todo o firmamento, poderiam servir de termo de comparação à vossa dor.=
Dai-me, minha Mãe, um pouco, pelo menos, desta dor. Dai-me a graça de chorar a Jesus, com lágrimas de uma compunção sincera e profunda.
E nós, filhos da mais santa e terna das mães, vendo-a nos tomentos do Calvário e agonizando ao pé da Cruz, não sejamos insensíveis sem nos comover com o que poderia enternecer o mais duro rochedo!
É pedindo a graça de sofrer como Maria e como Jesus, desagravando o Sagrado Coração e por nossa conversão e dos pobres
pecadores, que oferecemos esta meditação em desagravo.

Pe. João Clá Dias

Fonte:Pe. João Scognamiglio Clá Dias

terça-feira, 10 de junho de 2008

RADIO VATICANO COMENTA A DESCOBERTA DE ANTIGA IGREJA EM RIHAB - JORDÂNIA


ANTIGA IGREJA CRISTÃ NA JORDÂNIA


Amã, 10 jun (RV)
- Um grupo de arqueólogos acredita ter descoberto a primeira igreja cristã do mundo na localidade jordaniana de Rihab, 40 km a nordeste da capital Amã. "Localizamos o que acreditamos ser a primeira igreja cristã do mundo, construída entre os anos 33 e 70 de nossa era", revelou o chefe do Centro de Estudos Arqueológicos local, Abdul Qader Hussan, ao jornal Jordan Times. O templo está soterrado e sobre ele foi erguida uma igreja em homenagem a São Jorge. "Esta descoberta é incrível porque temos provas que nos fazem crer que o prédio recebeu os primeiros cristãos e os discípulos de Jesus Cristo mencionados pelo evangelista Lucas", afirmou o pesquisador Hassan. Segundo ele, a caverna subterrânea serviu de residência e local de oração para os cristãos quando a religião ainda era perseguida. "Acreditamos que eles não deixaram a caverna até que os romanos abraçaram o cristianismo", acrescenta Hassan, que acredita que a igreja de São Jorge teria sido construída naquela época. O templo teria servido de abrigo aos 70 discípulos de Jesus Cristo que, segundo a tradição, foram obrigados a fugir de Jerusalém por causa das perseguições religiosas para se refugiarem no norte da atual Jordânia, principalmente em Rihab. A igreja de São Jorge tem um mosaico que menciona "os 70 amados de Deus". (CM/BF)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

NOVA EXPOSIÇÃO DO SANTO SUDÁRIO EM TURIM

BENTO XVI ANUNCIA NOVA EXPOSIÇÃO DO SANTO SUDÁRIO EM TURIM, EM 2010
Cidade do Vaticano, 02 jun (RV)

- Bento XVI recebeu em audiência esta manhã, na Sala Paulo VI, no Vaticano, os fiéis italianos da arquidiocese de Turim.
O Papa saudou todos os presentes e manifestou, de maneira especial, sua solidariedade espiritual à população de Piemonte, região do norte da Itália castigada, ultimamente, por uma onda de mau tempo. Para a alegria de todos os presentes, o Santo Padre anunciou que autorizou uma nova exposição ao público do Sudário de Turim, no ano de 2010. O Papa adiantou seu próprio desejo de presenciar a exibição do Santo Sudário, daqui a dois anos:“Se o Senhor me der vida e saúde, espero ir pessoalmente a Turim. Será uma ocasião propícia para contemplar aquela face misteriosa, que fala silenciosamente ao coração dos homens, convidando-os a reconhecer a face de Deus, que amou tanto o mundo a ponto de dar seu Filho Unigênito, para que aqueles que acreditam nele não morram, mas tenham vida eterna” - disse o Pontífice.


O Santo Sudário, conservado na catedral de Turim, é tido na tradição católica como o tecido utilizado para envolver o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação, antes de ser levado ao Santo Sepulcro. A relíquia mede 4 metros e 36 centímetros de comprimento por 1 metro e 10 centímetros de largura. Foi exposta recentemente em 2000 e 1998. O Pontífice lembrou aos peregrinos que eles renovaram esta manhã, no Túmulo do Apóstolo Pedro, sua solene profissão de fé. “A Basílica Vaticana é o lugar onde os católicos do mundo inteiro, pertencentes a culturas e línguas diferentes, professam a mesma fé e fazem parte da única Igreja de Cristo”, disse o Papa.
“Vocês também se imergiram neste clima de santidade e de universalidade e antes de voltarem às suas casas e comunidades, esperam do Papa uma palavra de encorajamento a fim de que possam ser testemunhas coerentes do Evangelho neste nosso tempo”, ressaltou o Pontífice.Bento XVI sublinhou ainda que os fiéis são os protagonistas da ação apostólica e missionária no caminho eclesial da arquidiocese de Turim e tal compromisso deve ser alimentado por uma intensa vida espiritual fundamentada na eucaristia dominical, na adoração eucarística semanal e na redescoberta da importância do Sacramento da Reconciliação. “Animados pelo sincero anseio de uma renovada evangelização, vocês se preocuparam em reaproximar os distantes da Igreja, ampliando os confins do zelo pastoral a toda comunidade paroquial”, ressaltou Bento XVI.“Este compromisso missionário, disse ainda o Papa, se tornou mais forte neste ano pastoral, ano da Redditio fidei (Redenção da Fé) que atingiu seu ápice na solene profissão de fé proclamada hoje por vocês diante do Túmulo do Apóstolo Pedro”. O Papa exortou os peregrinos a não terem medo e a se abandonarem em Cristo. “Se Jesus for o centro da vida de suas famílias, suas paróquias e de toda comunidade, vocês sentirão sua presença viva e crescerão na unidade e na comunhão. Estejam unidos com o Senhor e se alimentem constantemente da oração e dos sacramentos, sobretudo, da Eucaristia e da Confissão”, disse o Pontífice.
Bento XVI finalizou seu discurso aos fiéis invocando Maria, Mãe de Deus, para que proteja os sacerdotes e os agentes pastorais da arquidiocese de Turim e desperte numerosas e santas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. (MJ)