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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - XII

O Que é o Natal?

Eu, menino, sentado na calçada, sob um sol escaldante, observava a movimentação das pessoas em volta, e tentava compreender o que estava acontecendo.
Que é o Natal?
Perguntava-me, em silêncio.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças.
E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó voador?
Onde estão os meus presentes? Perguntava-me.
E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso.
Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais amigas umas das outras.
Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.
Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso? Perguntava-me, com tristeza. E por que a polícia trabalha no Natal?
E eu, menino, entendia que não devia ser assim... Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as igrejas em busca de Deus.
Mas por que, então, não saem de lá melhores do que entraram?
Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente.
Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento...
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem... Era um belo homem...
Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, nem amarelo ou vermelho.
Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me: Olá, menino!
Oi!... respondi, meio tímido.
E, com grande admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol escaldante.
Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar.
E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia: Que é o Natal?
Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno: Meu aniversário.
Como assim? Perguntei, percebendo que ele estava sozinho. Por que você não está em casa? Onde estão os seus familiares?
E ele me disse: Esta é a minha família, apontando para aquelas pessoas que andavam apressadas.
E eu, menino, não compreendi.
Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão na minha cabeça de menino. Não conheço você! eu disse.
É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo...
Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.
Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do próprio aniversário...
Neste momento, estou com você! Respondeu-me, com um sorriso.
E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma.
A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu.
E conversamos... Eu, menino, e ele.
E ele me falava, e eu O entendia. E eu O sentia. E eu O amava...
Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista.
E entre nós dois se fez a melodia!... E eu, menino, sorri...
Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as casas, Ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida.
E eu suspirava, de alma renovada.
Abracei-O pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário!
Ele ergueu-me no ar, com Seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e disse-me: Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade. E tenha um feliz Natal!
E porque eu não queria vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua.
Abandonei-O, levando-O para sempre no mais íntimo do coração...
E saí em busca de braços que aceitassem os meus...
E eu, menino, nunca mais O vi.
Mas fiquei com a certeza de que Ele sempre está comigo, e não apenas nas noites de Natal... E eu, menino, sorri... pois agora eu sei que Ele é Jesus...
E é por causa Dele que existe o Natal.

Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de Fábio Azamor.

Fonte: Momento de Reflexão

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - XI

Reflexão de Natal

Natal… Afinal, o que é Natal? Natal é uma data onde muitos compram muitas roupas, muitos presentes, pintam suas casas e várias outras coisas materiais. Mas, o Natal é material? O Natal é aquele que anunciam na Leader Magazine? Nas Lojas Americanas? Na Casas Bahia? O sentido do Natal é relembrar e comemorar o nascimento do menino Jesus, que veio livrar a humanidade de seus pecados. Infelizmente, transformar uma data tão religiosa em uma data puramente comercial só aumenta mais o sentimento de comprar, comprar e comprar.

Lembrem-se neste Natal, que para sentir-se mais perto de Jesus não é preciso uma mesa farta, presentes caros ou roupas luxuosas. Apenas uma oração, de onde você esteja, já fará você aproximar-se mais de Jesus Cristo. E, não tem milagre maior, do que você passar uma noite com sua família unida, em volta de uma mesa.

Foi na noite de Natal.
Um anjo apareceu a uma família muito rica e falou para a dona da casa.
«- Trago-te uma boa notícia: esta noite o Senhor Jesus virá visitar a tua casa!»
Aquela senhora ficou entusiasmada.
Jamais acreditara ser possível que esse milagre acontecesse em sua casa. Tratou de preparar um excelente jantar para receber Jesus. Encomendou assados, conservas, saladas e vinhos importados.
De repente, tocaram a campainha. Era uma mulher com roupas miseráveis, com aspecto de quem já sofrera muito.- Senhora, - disse a pobre mulher, - será que não teria algum serviço para mim? Tenho fome e necessidade de trabalhar.
- Ora bolas! - retorquiu a dona da casa. - Isso são horas de me vir incomodar?
Volte outro dia. Agora estou muito atarefada com um jantar para uma visita muito importante.
A pobre mulher retirou-se.
Um pouco mais tarde, um homem, sujo de óleo, veio bater-lhe à porta.
- Senhora, - disse ele com humildade, - o meu caminhão quebrou aqui mesmo em frente à sua casa.
ão teria a senhora, por acaso, um telefone para que eu pudesse comunicar com um mecânico?
A senhora, como estava ocupadíssima em limpar as pratas, lavar os cristais e os pratos de porcelana, ficou muito irritada.
- Você pensa que minha casa é o quê?! Vá procurar um telefone público. Onde já se viu incomodar as pessoas dessa maneira?! Por favor, cuide para não sujar a entrada da minha casa com esses pés imundos.
E a anfitriã continuou a preparar o jantar: abriu latas de caviar, colocou o champanhe no frigorífico, escolheu, na adega, os melhores vinhos e preparou os coquetéis.
Nesse momento, alguém lá fora bate palmas. “Será que agora é que é Jesus?” -pensou ela, emocionada.
E com o coração a bater acelerado, foi abrir a porta. Mas decepcionou-se: era um menino de rua, todo sujo e mal vestido…
- Senhora, estou com fome. Dê-me um pouco de comida!
- Como é que eu te vou dar comida, se nós ainda não jantamos?!
Volta amanhã, porque esta noite estou muito atarefada… não te posso dar atenção.
Finalmente o jantar ficou pronto.
Toda a família esperava, emocionada, o ilustre visitante. Entretanto, as horas iam passando e Jesus não aparecia.
Cansados de tanto esperar, começaram a tomar aqueles coquetéis especiais que, pouco a pouco, já começavam a fazer efeito naqueles estômagos vazios, até que o sono fez com que se esquecessem dos frangos, assados e de todos os pratos saborosos.

De madrugada, a senhora acordou sobressaltada e, com grande espanto, viu que estava junto dela um anjo.
- Será que um anjo é capaz de mentir? - gritou ela.
- Eu preparei tudo esmeradamente, aguardei a noite inteira e Jesus não apareceu.
Por que é que você fez essa brincadeira comigo?
- Não fui eu que menti… Foi a senhora que não teve olhos para enxergar. - explicou o anjo.
- "Jesus esteve aqui em sua casa três vezes:
na pessoa da mulher pobre, na pessoa do motorista e na pessoa do menino faminto, mas a senhora não foi capaz de reconhecê-lo e acolhê-lo em sua casa”.

Feliz Natal

Fonte: Direto ao Ponto//Bolg Internacional

sábado, 20 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - VIII


O Significado do Natal

Hei, você, onde vai com tanta pressa?
Eu sei que você tem pouco tempo...
Mas será que poderia me dar uns minutos da sua atenção?
Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você.
Para onde vão todos? Os shoppings estão lotados... Crianças são arrastadas por pais apressados, em meio ao torvelinho... Há uma correria generalizada... Alimentos e bebidas são armazenados... E os presentes, então?
São tantos a providenciar... Entendo que você tenha pouco tempo.
Mas qual é o motivo dessa correria? Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...
Mas confesso que vejo pouco brilho nos olhares...
Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...
É bonito ver luzes, cores, fartura...
Mas seria tão belo ver sorrisos francos...
Apertos de mãos demorados...
Abraços de ternura...
Mais gratidão...
Mais carinho...
Mais compaixão...
Talvez você nunca tenha notado que há pessoas que oferecem presentes por mero interesse... Que há abraços frios e calculistas...
Que familiares se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação.
Mas já que você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: para que tanta correria?
Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: "viva Jesus, feliz Natal"!
E os sóbrios comentam: "é louco!".
E a cidade se prepara... Será Natal.
Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer: O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.
O Natal é a expressão da caridade...
E quem vive sem caridade desconhece o encanto do mar que incessantemente acaricia a praia, num vai-e-vem constante...
Natal é fraternidade...
E a vida sem fraternidade é como um rio sem leito, uma noite sem luar, uma criança sem sorriso, uma estrela sem luz.
Mas o Natal também é união...
E a vida sem união é como um barco rachado, um pássaro de asas quebradas, um navegante perdido no oceano sem fim.
E, finalmente, o Natal é pura expressão do amor...
E a vida sem amor é desabilitada para a paz, porque em sua intimidade não sopra a brisa suave do amanhecer, nem se percebe o cenário multicolorido do crepúsculo.
Viver sem a paz é como navegar sem bússola em noite escura... É desconhecer os caminhos que enaltecem a alma e dão sentido à vida.
Enfim, a vida sem amor...
Bem, a vida sem amor é mera ilusão.
Que este Natal não seja, para você, mais que festas e troca de presentes...
Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem pela Terra deu origem ao Natal...

Fonte: Momento de Reflexão

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL VI


Uma outra reflexão sobre o Natal

Prezados,
Eu proponho que agente esqueça tudo o que mantemos das tradições natalinas. Vamos colocar no lugar delas uma nova realidade que não é tão nova assim. Para nós cristãos a data é importante, mas o que fazemos é infantil!

Vamos jogar fora os rituais e proselitismos.
Vamos ficar felizes pelo aniversário de nascimento do Nsso Senhor Jesus, o Cristo, que teve “a manha” de descer de altas esferas para somente nos amar. S
e ele veio de tão longe, porque não vamos sair da porta de casa para a rua?
Ir no templo da sua religião é louvável, mas não é tudo.
Mandar uma mensagem de paz retirada da Internet em um cartão bonito pode não ser um ato que venha do coração, mas da tradição.
Vá então apertar a mão de alguém!

Hoje reparei que o Natal é familiar.
Mas também divide.
Valorizamos a família sanguínea mas excluímos a família universal da nossa alegria.
Desta outra família faz parte o nosso vizinho, o chefe do nosso trabalho, o padre, o carteiro, o folgado do transito, a Mona Lisa, os colegas de trabalhos e também o pessoal que vive nas ruas. Já perguntou à sua consciência se você faz isso?
Quantas crianças sonham ter um pai. Um alguém que na noite de Natal traga o mais importante e caro presente, que secretamente foi comprado na loja "do um real".
No íntimo o presente pouco importa para quem vive na angustia, o importante é o afeto... Estenda a mão ao menos para um pequenino que lhe pede auxilio.

"Aquilo que fizeres à um destes pequeninos, é a mim que estarás fazendo"

Esta frase é significativa... faz parar para pensar... ao menos deveria...
Paro por aqui pois tento pensar...
Fonte: SEMEADOR

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - V

Reflexão sobreo Natal

Há dois mil anos o céu tocou a terra árida da guerra e muito tempo se passou após aquela Noite de Belém.

E o homem continua quase o mesmo, vinte séculos de civilização cristã não foram suficientes para emergir do egoísmo, para abandonar uma consciência de si próprio e do mundo falseada pelo excesso de individualismo e desamor.

Transportemo-nos no tempo e imaginemos que Cristo nasceu hoje (...). Imaginemos um homem do interior, com a sua esposa grávida, perambulando pelas ruas de nossa cidade e procurando um lugar onde passar a noite.

Eles fizeram uma longa viagem, ora ao lombo de animais ora de carona e, finalmente, a pé. Estão cansados, sedentos e as suas roupas trazem consigo a poeira dos caminhos.

Onde eles iriam passar a noite? Se Cristo viesse hoje haveria guarida para Ele em nossos corações ou fecharíamos a porta? Não é isso que fazemos aos velhos e crianças pobres quando nos importunam com as suas queixas? E se não conseguimos identificar o Cristo no seu irmão sofredor, como O reconheceríamos em pessoa, quando viesse bater à nossa porta? Ele estaria vestido como um homem desta época e a Sua divindade mergulhada na humana natureza. Aos olhos dos homens seria mais uma criança. No passado, só os Magos do Oriente e os Pastores de Belém O reconheceram porque guiados pela fé.

Senhor, Deus Menino,
neste Natal vem habitar as nossas casas.
Dar-te-emos abrigo e o modesto conforto de nossas mesas.
Trás, também, o teu pai e a tua mãe e fica conosco para sempre !


Fonte: TRAVESSIAS

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - IV

Reflexão do Natal

Não seguindo a tradição natalícia de comungar o “NATAL” nos "comes e bebes"...
E com o meu devido respeito dos que tal partilham nesta filosofia sistemática, afirmo estar voltado para o lado da "Razão Cristã"...
Perdoar e ser perdoado... (2º Mandamento)...
E amar a Deus sobre todas as coisas... (1º Mandamento)...
Dar a mão aos famintos, ser razoável na transparência, de alma pura.
Sabe-se porém que a sociedade onde vivemos e nela estamos inseridos, resta-nos aproveitar o conhecimento que nos é devido, reinando esse espaço da família humana.
Natal é todos os dias! Natal é quando nasce uma criança! Natal é a fé Cristã!
O meu puxão de orelhas àqueles (as) que se acomodam na inveja, no ódio, no ciúme...
Se vive nesta corrente tem que admitir a sua carência de amor.Deixem esse mundo tenebroso da escuridão!
Apeguem-se ao mundo dos iluminados.
Compreenda para ser compreendido.
Quer amizade? Conquiste essa amizade.
Aos ditos valores reais, estes conservais...
Meus amigos não façamos da nossa Associação Poética uma Arcádia mas, sim um elo construtivo e verdadeiro.
Sejamos sábios… Sejamos altruístas e não protagonistas.
Vamos todos edificar a árvore do Mensageiro da Poesia, brotando novos rebentos com boa ramificação, levando a mensagem aos quatro cantos do mundo.
Paz! E Amor!
Autor: Pinhal Dias (Amora - Portugal )

Fonte: Natureza Humana

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - III


Reflexão de Natal

Estamos a poucos dias de comemorarmos
a data que deveria ser o maior acontecimento dos tempos:
o nascimento de Jesus.
Há, porém, uma tristeza indelével pairando no ar.
Pessoas que vão e vêm pelas ruas,
preocupadas apenas com os presentes que irão oferecer
aos filhos, pais, parentes ou amigos.
Outros, porém existem,
que sofrem nesse dia a perda irreparável de entes queridos
que não irão estar presentes às comemorações,
esquecendo-se de que a vida é eterna
e que só morremos realmente,
quando deixamos de acreditar em nossos sonhos.
Alguns sofrem por estarem longe
de seus filhos, pais ou irmãos que estão distantes.
Há aqueles que sofrem por não terem condições financeiras
de oferecer aos filhos o tão esperado
presente de “Papai Noel”
e talvez nem mesmo dinheiro possuam
para comprar um alimento
para ser servido à mesa no dia de Natal.
E o verdadeiro sentido desta data, onde entra?
Jesus não veio ao mundo para que
seu nascimento fosse comemorado
com bens materiais.
Jesus veio ao mundo para que nossa visão de vida
ganhasse um novo sentido de esperança.
Veio nos ensinar a deixar de lado nosso egoísmo;
veio nos ensinar o amor ao próximo,
mas não aquele amor que só ama
aos que realmente estão próximos a nós;
isso é fácil!
Jesus veio nos ensinar que devemos
estender nossa visão para além daquilo
que conseguimos enxergar.
E existe muito, muito mesmo o que se ver.
Pessoas se preocupam demais
com coisas que vistas pelo lado espiritual,
perdem sua importância.
Jesus veio pregar o amor, a compreensão,
o desapego, a caridade e a solidariedade.
Amor que deve se estender a todos os seres vivos.
Desapego aos bens materiais,
porque ao nascer não trazemos nada nas mãos,
a não ser o desejo de aprender e crescer espiritualmente
e ao partir levamos apenas as nossas experiências de vida.
Solidariedade e caridade para com o irmão
necessitado do pão para seu corpo sim,
mas muito mais do pão para sua alma.
E essa solidariedade e caridade,
não devem ser praticadas apenas no decorrer
das festividades de Natal e Ano Novo.
Devem ser postas em prática a vida inteira,
assim como Jesus nos ensinou.
Pessoas existem
que se confraternizam nesta época do ano,
se perdoam mutuamente as ofensas trocadas,
apertam as mãos, se abraçam, cantam,
bebem e riem juntos,
mas no dia seguinte, quando a vida volta ao normal,
todas as promessas são esquecidas
e cada qual retoma sua vida
e seus propósitos se dissolvem no ar feito fumaça.
O mesmo egoísmo volta a dominar suas vidas.
O Natal é uma data bonita que deve ser comemorada
com a alma, com alegria, com amor.
Jesus nasceu com o objetivo claro e único
de dar a vida por nós, para nos salvar.
Vamos procurar mostrar a Ele
que seu sacrifício não foi em vão.
Pense nisto:
vamos procurar fazer deste Natal
não apenas mais uma data em que trocaremos presentes,
abriremos champanhe e brindaremos
junto aos nossos mas, sim,
uma data de renovação de nossos propósitos de vida
e de renascimento interior.

FELIZ NATAL!
Autora: Rose Mori

domingo, 14 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - II

Reflexão sobre o Natal

Será Natal somente as luzes e cores
as festas, os odores
os caros presentes
os atos inconsequentes?
Cadê o Natal da ceia em família
da grande partilhado amor fraterno
da luz que brilhanos corações abertos?
Que triste o Natal
irar um comércio
e todos gestos
terem um preço a pagar.
Que bom se o Natal
fosse a luz e a festa
dos irmãos que se unem
para a paz alcançar.
Autora: FATIMA MOTA
Código do texto: T736658
Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Fatima Mota ou FMott@). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Reflexão sobre o Natal2007
Recanto das Letras
FATIMA MOTAFATIMA MOTA

sábado, 13 de dezembro de 2008

REFLEXÃO A RESPEITO DO NATAL - I

Papai Noel ou Jesus Cristo

Estamos em plena época da festa do Natal. Toda a atmosfera da cidade fala disso. Shoppings enfeitados abundantemente, de maneira a mais bonita possível. Decorações luminosas, vitrines ornamentadas anunciando a felicidade de receber presentes caros e sofisticados e que gritam: "Vamos ser felizes! É Natal!

"Observando bem, parece que estamos celebrando duas festas na contramão. De um lado, a festa cristã do Natal, com um sério tempo de preparação chamado "Advento", com uma liturgia profunda, de espera, de uma sobriedade festiva, de reuniões da comunidade para fazer a Novena do Natal, tudo culminando na grande festa que nos lembra que Deus veio até nós na pessoa do seu Filho Jesus, mostrando-nos novos caminhos, novo sentido para uma vida fraterna e de paz.

Por outro lado, a festa da chegada do Papai Noel, festa comercial que tomou, injustamente, o nome "Natal", mas que não tem nada a ver com o sentido cristão da festa. O comércio faz seus cálculos dos lucros e, com muitas luzes e músicas, inaugura sua festa meses antes. Faz crer que a felicidade está no esbanjamento de presentes, champanhas e panetones Dão à festa uma certa poesia de bondade sentimental, com verniz de generosidade e emoção.

Papai Noel tomou o lugar do Menino pobre de Belém, cuja lembrança ficou sufocada. É melhor ele nem "crescer" e ficar sempre a criancinha bonitinha que comove e enternece, para que não precisemos ouvir suas palavras e exigências que incomodam.

Festa pagã versus festa cristã

Com o mundo se secularizando mais, com o espirito de consumismo e materialismo, pode-se perguntar se, aos poucos, o Natal cristão está perdendo seu sentido e sendo substituído pela festa de Papai Noel. Muita gente nem sabe mais da mensagem do Natal cristão. Está acontecendo o contrário do que ocorreu com a instituição da festa de Natal. Lá no século III existia, no Império Romano, uma festa pagã chamada Festa do Sol. Era celebrada no dia 25 de dezembro quando, no meio do inverno, o sol voltava a aparecer A luz vencia as trevas. O sol era invencível. A Igreja quis dar um sentido novo a essa festa pagã. O verdadeiro Sol invencível é Jesus. Assim nasceu a festa do Natal cristão. (Não sabemos a data exata do nascimento de Jesus, mas agora a celebramos no dia 25 de dezembro, data daquela festa pagã). Observando o que acontece hoje, parece que a festa pagã do Papai Noel está substituindo a festa do Natal cristão.

Pode-se ainda perguntar: de onde vem aquele legendário Papai Noel? Nos países nórdicos da Europa, se celebra a festa de São Nicolau, no dia 6 de dezembro. Embora fosse um santo bispo, São Nicolau foi revestido de muitas lendas pagãs, originando-se da crença dos antigos povos germânicos de lá. Como um deus, São Nicolau anda nas nuvens, num cavalo branco. São Nicolau traz presentes para as crianças, que ele despeja nas chaminés das casas, porque São Nicolau anda também sobre os telhados das casas. Ele anda sempre vestido como bispo, com mitra, báculo etc. A festa de São Nicolau, até hoje, é celebrada com presentes, comes e bebes especiais, brincadeiras etc. Mas para os não católicos, aquele santo não foi sempre bem aceito e, aos poucos, foi substituído pelo Papai Noel, mais aceitável por todos.

E, assim, o velhinho chegou aqui também.

Sempre me pergunto como, na cabecinha das crianças, se combinam Papai Noel e o Menino Jesus. Há aqui algo a esclarecer na catequese, na família? No mês de dezembro, geralmente param os encontros catequéticos que poderiam abordar o assunto. Muito, porém, dependerá da vivência em família. Como é preparada e celebrada a festa de Natal no lar? O acento cai em Papai Noel ou no Menino Jesus? Importantes são os presentes ou o espírito de união, de reflexão e oração?

Não queremos dizer que os presentes não têm sentido no Natal. Podem ter se forem realmente sinais de "presença", de amor. Não são os presentes caros, luxuosos, mas os sinais simples que querem expressar a alegria de estar unidos, do mútuo bem-querer.

O Natal seja realmente a festa de amor, de solidariedade, de perdão e de conversão. Que o grande dom do Pai, o grande "presente" para a humanidade, tenha seu efeito na mudança de conduta, na consolidação da paz na família e na sociedade, no engajamento para a construção de um mundo mais cristão.

Inês Broshuis - membro do Grupo de Reflexão da Catequese da CNBB e da comissão de Catequese do Leste 2

Fonte: Paróquia Nossa Senhora de Loreto