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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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sábado, 13 de setembro de 2008

HOJE - SÃO JOÃO CRISÓSTOMO


São João Crisóstomo


João Crisóstomo foi um grande orador do seu tempo. Todos os escritos dizem que multidões se juntavam ao redor do púlpito onde estivesse discursando. Tinha o dom da oratória e muita cultura, uma soma muito valiosa para a pregação do cristianismo. João nasceu no ano 309, em Antioquia, na Síria, Ásia Menor, procedente de família muito rica considerada pela sociedade e pelo Estado. Seu pai era comandante de tropas imperiais no Oriente, um cargo que cedo causou sua morte. Mas a sua mãe, Antusa, piedosa e caridosa, agora santa, providenciou para o filho ser educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto científicos quanto religiosos, não prejudicando sua formação. O menino, desde pequeno, já demonstrava a vocação religiosa, grande inteligência e dons especias. Só não se tornou eremita no deserto por insistência da mãe. Mas, depois que ela morreu, já conhecido pela sabedoria, prudência e pela oratória eloqüente, foi viver na companhia de um monge no deserto durante quatro anos. Passou mais dois retirado numa gruta sozinho, estudando as Sagradas Escrituras e, então, considerou-se pronto. Voltou para Antioquia e ordenou-se sacerdote. Sua cidade vivia a efervescência de uma revolta contra o imperador Teodósio I. O povo quebrava estátuas do imperador e de membros de sua família. Teodósio, em troca, agia ferozmente contra tudo e contra todos. Membros do senado estavam presos, famílias inteiras tinham fugido e o povo só encontrava consolo nos discursos e pregações de João, chamado por eles de Crisóstomo, isto é,: "boca de ouro". Tanto que foi o incumbido de dar à população a notícia do perdão imperial. Alguns anos se passaram, a fama do santo só crescia e, quando morreu o bispo de Constantinopla, João foi eleito para sucedê-lo. Constantinopla era a grande capital do Império Romano, que havia transferido o centro da economia e cultura do mundo de então para a Ásia Menor. Entretanto para João era apenas um local onde o clero estava mais preocupado com os poderes e luxos terrenos do que os espirituais. Lá reinavam a ambição, a avareza, a política e a corrupção moral. Como bispo, abandonou, então, os discursos e dispôs-se a enfrentar a luta e, como conseqüência, a perseguição. Arrumou inimigos tanto entre o clero quanto na Corte. Todos, liderados pela imperatriz Eudóxia, conseguiram tirar João Crisóstomo do cargo, que foi condenado ao exílio. Mas essa expulsão da cidade provocou revolta tão intensa na população que o bispo foi trazido de volta para reassumir seu cargo. Entretanto, dois meses depois, foi exilado pela segunda vez. Agora, já com a saúde muito debilitada, ele não resistiu e morreu. Era 14 de setembro de 407. Sua honra só foi limpa quando morreu a família imperial e voltou a paz entre o clero na Igreja. O papa ordenou o restabelecimento de sua memória. O corpo de João Crisóstomo foi trazido de volta a Constantinopla em 438, num longo cortejo em procissão solene. Mais tarde, suas relíquias foram trasladadas para Roma, onde repousam no Vaticano. Dos seus numerosos escritos destacasse o pequeno livro "Sobre o sacerdócio", um clássico da espiritualidade monástica. São João Crisóstomo é venerado um dia antes da data de sua morte, em 13 de setembro, com o título de doutor da Igreja, sendo considerado um modelo para os oradores clérigos.
Fonte: Paulinas Online

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

HOJE - SÃO BERNARDO DE CLARAVAL

São Bernardo de Claraval
Glória da Igreja e da Cristandade e mentor dos Cavaleiros Templários

Dante elege-o como seu guia no Paraíso da Divina Comédia.O século XII exulta de uma impressionante vitalidade espiritual e cultural, é a época das catedrais, das cruzadas, da Ordem do Templo, do Graal, etc.; o tempo prodigioso no qual Bernardo de Claraval, reformador da cristandade e místico da contemplação, tem um protagonismo central. Borgonhês como o Conde D. Henrique, correspondeu-se com Dom Afonso Henriques, rei que favoreceu largamente o incremento da Ordem de Cister em Portugal. O professor Agostinho da Silva sugere mesmo «que a fundação de Portugal é acto inteiro da potência mística e de acção de São Bernardo, o de Claraval».Figura enigmática, Bernardo, na sua faceta política, luta sem rodeios contra as heterodoxias e heresias da época, no entanto, tem um papel determinante na oficialização e incremento da Ordem dos Templários: escreve Em Louvor da Nova Milícia (De laude novae militae) e considera que «apenas os Templários estão destinados à guerra santa».Místico da contemplação, do amor divino entre a Alma-Esposa e o Deus-Esposo, considera o conhecimento de Deus e de si mesmo como a via necessária para o êxtase, para a unitas spiritus: «Meu Deus, fazei com que eu vos conheça e que eu me conheça. (…) É do céu que nos chega esse conselho: conhece-te a ti mesmo, oh homem.»Quando se tornou monge, Cister era uma ordem muito pobre vítima de calúnias de outras ordens monásticas, no final da sua vida já estavam estabelecidos 243 mosteiros cistercienses na Europa!


A última biografia crítica de S. Bernardo é do século passado¹. O fato de ninguém ter realizado uma nova biografia científica de S. Bernardo, mostra como é difícil este trabalho.
Isso nos dá uma idéia da grandeza do personagem e da amplitude da sua ação: tudo isso parece desencorajar os autores a realizarem este trabalho. Por outro lado, dispomos, hoje, de uma notável edição crítica das suas obras, graças a D. Jean Leclercq (+ 1989), personagem chave dos estudos bernardinos contemporâneos².
Fruto exemplar e típico da sociedade feudal do seu tempo, ligado a uma vasta florescência de alianças familiares, Bernardo soube fazer de tudo isso a base da sua ação, seja no momento da sua entrada em Cîteaux, como em seguida. Uma formação tradicional e puramente literária permitiu-lhe conquistar, logo cedo, uma grande pureza de estilo e, sobretudo, um excelente conhecimento dos Padres da Igreja.
Bernardo nasceu na última década do século XI, no ano 1090, em Dijon, França. Era o terceiro dos sete filhos do cavaleiro Tecelim e de sua esposa Alícia.
A sua família era cristã, rica, poderosa e nobre. Desde tenra idade, demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto, piedoso e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia.
Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo: o pai, os irmãos, primos e vários amigos.
Ao todo, trinta pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada.
O abade Sto. Estêvão Harding acolheu com alegria este grupo e soube discernir a riqueza da personalidade de Bernardo e nele confiar, ainda que, sob muitos aspectos, descobriu-se entre eles uma notável diferença de temperamento.
Numa primeira abordagem desta diferença, podemos notar que enquanto para Estêvão a estética está mais sobre a ordem do visível, das artes plásticas (como demonstram os manuscritos com iluminuras que datam do seu abaciado), para Bernardo a estética é mais aquela do ouvido e da voz, aquela da música, da escuta, essencialmente escuta da Palavra de Deus, a escuta do Verbo de Deus que se dirige ao monge, ao qual não é permitido distrair-se.
Bernardo constrói sobre os ideais e sobre os fundamentos essenciais dados por Estêvão: fidelidade à Regra, simplicidade, pobreza e, sobretudo, a caridade.
Seguindo o seu exemplo, de modo especial no que diz respeito à pobreza, os cistercienses estabeleceram-se em “desertos”, onde realizam um duro trabalho manual que é suficiente para o seu sustento e permite também vir ao encontro dos necessitados.
Conhecem um despojamento que os aproxima daquele de Jesus Cristo e dos apóstolos. Rejeitam o sistema social da época, renunciam aos dízimos e feudos que vêm daqueles que têm autoridade feudal e, do mesmo modo, não aceitam os “benefícios” que poderiam ser propostos pelos homens da Igreja.
Com a idéia da igualdade, no mosteiro, não se faz mais caso da origem social dos monges; todos vivem do mesmo modo. No que diz respeito ao abade, inclusive ao abade de Cîteaux, encontram-se todos no Capítulo Geral no mesmo nível.
A simplicidade de vida aparece nos hábitos, nas construções realizadas com linhas geométricas “limpas”, estilo despojado, sem decorações. A espiritualidade não está dirigida a uma elite, mas a seres humanos de carne, permeados profundamente do desejo de converter-se.
Este quadro estaria incompleto se não se fizesse menção do culto à Virgem das Dores e da Ternura, pronta para socorrer as mais diversas angústias, como para suscitar o respeito da mulher, numa sociedade bastante violenta.
A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante trinta e oito anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com cento e sessenta e cinco mosteiros. Bernardo sozinho fundou sessenta e oito e, em suas mãos, mais de setecentos religiosos professaram os votos.
Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana.
Durante sua vida monástica demonstrava grande fé em Deus serviu à igreja católica apoiando as autoridades eclesiásticas acima das pretensões dos monarcas. Em função disto favoreceu a criação de ordens militares e religiosas. Uma das mais famosas foi a ordem dos cavaleiros templários.
Ao morrer o papa Honório II em 1130, Bernardo apoiou o papa Inocêncio II, que assim conseguiu se impor ao antipapa Anacleto II. Sempre influenciou os sucessivos pontífices com seu apoio. O rei Luís VII da França e o papa Eugénio III, em 1147, encomendaram a Bernardo a pregação da segunda cruzada. Porém, não aceitava as motivações políticas e econômicas subjacentes à iniciativa dos soberanos, mas mesmo assim apoiou.
Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período teve uma atividade literária muito expressiva, escrevendo numerosos sermões e ensaios externando o seu espiritualismo contemplativo.
Sua obra mais conhecida foi Adversus Abaelardum. Nela combateu as teorias do teólogo e filósofo Pedro Abelardo, por não aceitar as interpretações racionalistas que, segundo Bernardo, desvirtuavam a fé exigida pelos mistérios de Deus.
Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com freqüência e impunha-se severa penitência.
Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano.
Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França.
São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830.


São Bernardo e Portugal
Lendas há que associam São Bernardo e Portugal. Diz-se, por exemplo, que o próprio Bernardo teria vindo a Portugal, por altura da introdução da Ordem Cisterciense no país (Mosteiro de São João de Tarouca, 1142), e até que teria estado na abadia de Alcobaça, um dos maiores coutos cistercienses de toda a Europa (o que evidentemente era impossível, já que a abadia alcobacense foi sagrada no ano da morte de Bernardo).
Estudos recentes dão como certo que São Bernardo esteja associado à independência de Portugal - parece ter sido por sua mediação (ou pelo menos, por mediação da sua abadia) que o Papa enviou um legado à Península Ibérica, o qual reconheceu, senão a independência nacional, pelo menos o título de dux a Afonso Henriques e a submissão do novo país à Santa Sé, pelo pagamento de quatro onças de ouro anuais.

(1) E. VACANDARD, Vie de Saint Bernard, 2 volumes, Paris, 1895. Para uma orientação bilbiográfica sobre s. Bernardo, cf. P. ZERBI, Bernardo di Chiaravalle, in, Biblioteca Sanctorum, III, Roma, 1963, col. 31-37. Para uma apresentação geral da vida e da obra de S. Bernardo, pode-se consultar: J LECLERCQ, San Bernardo e lo Spirito cistercense, Turim, 1976; J. LECLERCQ, Opere di San Bernardo, aos cuidados de Ferruccio Gastaldelli, Milão, 1984 volume I, Introdução geral, pp. XI-LXI
(2) J. LECLERCQ et H. ROCHAIS, Sancti Bernardi Opera 9 volumi, Roma 1957-1977

Fontes: Blogvisão
Do site Abadia.org.br com acréscimos do site Ésquilo.com e CatolicaNet

terça-feira, 12 de agosto de 2008

FOI SOLICITADA A LIBERDADE RELIGIOSA NA CHINA


Bush pede liberdade religiosa na China

O presidente norte-americano George W. Bush rezou numa igreja de Pequim, este Sábado, reforçando o seu apelo por mais liberdade religiosa na China, poucas horas antes de se encontrar com lideranças comunistas.
Após frisar que tinha sido um grande prazer participar dos serviços religiosos em sua vista aos Jogos, Bush declarou: "Isso foi para mostrar que Deus é universal, Deus é amor e nenhum Estado, homem ou mulher deve temer a influência de se amar uma religião”.
Bush falou rapidamente em frente à igreja protestante Kuanjie, um modesto edifício com uma cruz branca no telhado, que faz parte da rede de igrejas que contam com autorização do Partido Comunista.
Fonte: Ag. ECCLESIA

terça-feira, 8 de julho de 2008

BALANÇO POSITIVO DO CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL


CARD. OUELLET FAZ BALANÇO POSITIVO DO CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL

Québec, 08 jul (RV)
- O Cardeal Marc Ouellet, arcebispo de Québec, divulgou um comunicado com um balanço "altamente positivo" do Congresso Eucarístico Internacional (CEI 2008), celebrado em Québec de 15 a 22 de junho. Para o Card. Ouellet, tratou-se de um grande sucesso que "marcou a história da cidade". Segundo o purpurado, a participação superou todas as expectativas, com mais de 11 mil inscritos. Cerca de 70 Países estavam representados: 20 da América, 22 da Europa, 19 africanos, 10 asiáticos e três da Oceania. Entre as atividades mais seguidas, o cardeal cita a Procissão Eucarística, que teve a participação de 20.000 pessoas, e a Santa Missa de encerramento do Congresso, na qual o Santo Padre fez a homilia via satélite, que teve a presença de 60.000 pessoas. O arcebispo de Québec recorda que o Congresso foi muito divulgado e pôde ser acompanhado em todo o planeta graças à cobertura da mídia, garantida pelo site da Igreja local. (BF)
Fonte: RV

sexta-feira, 4 de julho de 2008

CONGRESSO EUCARÍSTICO - QUEBEC - RESULTADO ALTAMENTE POSITIVO

Balanço «altamente positivo» do Congresso Eucarístico de Québec
Segundo o cardeal Marc Ouellet
CARDINAL MARC OUELLET

Por Miriam Díez i Bosch
QUÉBEC, quinta-feira, 3 de julho de 2008 .
- Foram 7.891 leigos envolvidos, 326 agentes de pastoral, 55 arcebispos, 157 diáconos, 218 bispos, 61 noviços, 36 prelados de honra, 863 sacerdotes diocesanos, 1.271 religiosas, 149 religiosos irmãos, 392 religiosos sacerdotes e 175 seminaristas os inscritos no Congresso Eucarístico de Québec, que concluiu em 22 de junho passado.
Os dados foram apresentados em uma coletiva de imprensa ontem em Québec, oferecida pelo cardeal Marc Ouellet, arcebispo de Québec, primaz do Canadá, acompanhado pelo secretário-geral, Dom Jean Picher, e pela secretária-geral adjunta, Irmã Doris Lamontagne.
O cardeal Ouellet, que presidiu este 49º Congresso Eucarístico do Canadá, lançou um balanço «altamente positivo» do acontecimento. «Missão cumprida!», afirmou com muito entusiasmo durante uma coletiva de imprensa, durante a qual afirmou que «a assistência superou todas as expectativas».
Os congressistas inscritos como peregrinos foram 11.611. A média diária que assistiu a todos os atos do Congresso foi de 12.500 participantes, 68% dos quais provinham do Canadá, 5.000 da província de Québec e 2.500 da própria diocese.
Foram 70 países os representados: 20 da América, 22 países europeus, 19 africanos, 10 asiáticos e 3 da Oceania.
À Cidade Eucarística (ExpoCité), o fluxo de visitantes diários foi de 20 mil pessoas. Dentro das atividades com mais participantes, destacou-se a Procissão Eucarística (20 mil participantes), que terminou em um ato ao qual assistiram 60 mil pessoas.
As famílias da diocese acolheram 5 mil peregrinos, e mil famílias participaram como voluntários no congresso.
Na coletiva de imprensa se constatou que este acontecimento «marcou a história de Québec».
No primeiro Congresso Eucarístico Internacional, celebrado na França em 1881, participaram 300 pessoas, dirigentes das obras eucarísticas nos países europeus. No transcurso dos 125 anos seguintes, a forma dos congressos evoluiu muito, chegando a reunir entre 12 e 15 mil pessoas durante uma semana de celebrações, adoração, catequese, eventos culturais, encontros fraternais e compromissos a favor dos mais necessitados.
Fonte: ZENIT.org

sábado, 21 de junho de 2008

HOJE - São Luís Gonzaga


História do protetor da juventude - São Luís Gonzaga

1568 Nascimento
São Luís Gonzaga nasceu en Castiglione, Itália, a 9 de março de 1586, filho primogênito de D. Fernando Gonzaga, príncipe do Império, e de Da. Marta Tana Santena.

1573 Aos 5 anos, orgulho da Tropa
D. Fernando Gonzaga leva Luís, com 5 anos, numa expedição guerreira à Tunísia. Tornou-se o orgulho da tropa. Queimara o rosto ao disparar um mosquetão sozinho, reprimindo varonilmente a dor. Nova proeza. Era hora da sesta. De repente, um tiro de canhão. Dom Fernando manda uma patrulha em direção ao tiro. Descobrem a peça ainda fumegante e, por trás das rodas do canhão, Luís que trabalhava por sacudir o pó. O pai manda-o de volta para Castiglione. Começa a fase dos estudos.

1575 A "Conversão"
Ouvira dos soldados certas expressões que, embora não lhes atingisse o significado, não deixavam de ser grosseiros palavrões. Para fazer-se importante diante dos soldados, as repetia para divertimento da velha guarda. Uma vez de volta para casa, ouviu-o falar palavrões o seu aio, Del Turco, censurando com seriedade. Bastaram-lhe para a vida inteira. Nunca mais falou algo com que devesse se envergonhar. Foi o início do que Luís chamaria, mais tarde, da sua Conversão. O conhecimento do pecado e sua oposição a Deus, foi a grande novidade que veio sobressaltar a alma dele criança. Poucos anos bastaram para que o amor de Deus enchesse inteiramente o coração puro de Luís. Este primeiro desenvolvimento culminou mais ou menos aos 7 anos de idade.

Florença
Vida na corte com tudo a que tinha direito: festas, brinquedos, roupas, aulas de dança, professor de caligrafia. Mas Luís já não era mais criança. Estava conscientemente empenhado na formação do próprio caráter. Já fazia algum tempo que Luís vinha pedindo ao mestre Del Turco para que lhe procurasse um confessor. Del Turco apontou-lhe o padre Della Torre, reitor do colégio dos jesuítas. Daí para frente começou a formar sua personalidade interior, atento a tudo que pudesse desfigurá-la.
Primeiro, a IRA, a "fraqueza dos fortes". Em poucas semanas conseguiu dominá-la.
Segundo, o Noviciado da Língua: nenhuma palavra mais que pudesse ferir os outros. Falar somente o necessário.
Terceiro, tratar a criadagem segundo o Espírito do Cristianimo. Por suas atenções para com os criados, desfrutava de grande veneração entre eles. Quarto, o Sacramento da Penitência, que foi e continuou sendo para Luís a fonte onde buscava força e estímulos para uma constante e esmerada formação do seu caráter. Através deste instrumento singular da Graça, desenvolveu-se nele aquela extraordinária clareza e segurança de consciência que, anos mais tarde, haveria de assombrar o seu próprio confessor, São Roberto Bellarmino. Luís considerou sempre o Sacramento da Penitência como o ponto central de sua vida interior.

Nossa Senhora e a Castidade
Em Florença, Luís costumava visitar com frequência a igreja de Nossa Senhora "Santissima Annunziata", e deter-se demoradamente diante do quadro da Anunciação. Os olhos puros de Maria tocaram-no profundamente.. Pareciam que estavam a lhe fazer um convite: "Filho, não queres ser como eu fui e ainda sou? Não me queres dar teu coração para que eu o entregue a Jesus como propriedade sua para sempre?" Sua resposta foi simples e singela. Ante o quadro da Anunciação, numa hora de recolhimento e de graça, depositou nas mãos de Maria todo o seu ser virgem e emitiu o voto de perpétua virgindade.

1580 Volta a Castiglione: vida de oração
Junho de 1580. Abrem-se novos horizontes. Algo aconteceu com respeito à oração. Rezava ora nos cumes das montanhas, ora no interior do seu quarto. Espreitando-o por uma fresta da porta, os camareiros viam-no ajoelhado no chão, diante de um grande crucifixo de prata, único ornato em seu quarto, abismado em oração, braços estendidos ou com as mãos postas, sereno, imóvel. E de seus olhos corriam lágrimas de amor e felicidade. Costumava, aos descer as escadas, saudar em cada degrau a Medianeira de Todas as Graças com uma Ave-Maria. Luís tornou-se um grande homem de oração. A princípio rezava 1 hora de manhã e 1 hora à noite. Depois, passou a prolongar a oração durante a noite. Começou, então, a célebre luta contra as distrações na oração. Esta tornou-se o grande propulsor de toda a vida de Luís. Dizia: "A plenitude evangélica só se adquire com o estudo da oração. Não pode jamais a ser perfeito quem não for homem de oração".

1580 Primeira comunhão
De visita a Castiglione, o cardeal São Carlos Borromeu pergunta a Luís se já havia recebido a santa Comunhão. Luís respondeu que não. No dia 22 de junho de 1580, festa de Santa Maria Madalena, recebeu, na igreja Matriz, das mãos do Cardeal São Carlos Borromeu, a sua Primeira Comunhão. Tinha 12 anos de idade. Quando, durante a Missa, o celebrante erguia o Corpo do Senhor para a adoração dos fiéis, corriam pelas faces de Luís lágrimas de emoção, porque começava a desvendar-se, diante dele, os mistérios da Redenção.

1581 Espanha
Em 1581 parte com a família rumo à Espanha, convidado que fora seu pai a integrar a comitiva de Da. Maria da Áustria. Luís, e seu irmão Rodolfo, foram destacados para o serviço imediato do jovem príncipe herdeiro, D.Diogo, filho de Felipe II. Estava Luís Gonzaga com 13 anos. Intensificou sua vida de oração. Às vezes levava cinco, ou mais, horas de esforços para se livrar das distrações. Vestia-se modestamente, muitas vezes como pobre. Mas a todos causava respeito. Após 1 ano na corte, o príncipe herdeiro morre. Luís começa a preocupar-se com o futuro. Queria decidir sobre a vocação.

Vocação
Depois de muita oração, decide consagrar toda sua vida a Deus entrando numa Ordem religiosa. Mas, QUAL? Pouco a pouco a COMPANHIA DE JESUS foi predominando. Ainda viviam vários padres do tempo de Santo Inácio. Mas o que exerceu um último e decisivo influxo, foi o fato da garantia que a Ordem lhe dava de jamais ser elevado a honras ou dignidades eclesiásticas...ser um simples homem entre outros homens, todo para Deus e para a salvação das almas. Resolveu e ficou em paz. Pede luz à Mãe do Céu, Nossa Senhora do Bom Conselho. Sente a certeza. Seu confessor confirma a decisão. Luís vai imediatamente comunicar a decisão a sua mãe. Esta leva a notícia ao marquês. Da parte deste, primeiro admiração; depois, raiva e, finalmente, um NÃO decidido! Luís resolve enfrentar o pai. Ameaçado de chicotadas, responde; "Peço a Deus que me conceda a graça de, se for preciso, sofrer pacientemente pela minha vocação". Passam-se dois anos de luta entre os dois. Deixam para resolver o assunto na volta para a Itália.

1584 Volta à Itália
São Luís estava com 16 anos. Mandado a visitar os principados vizinhos, conservou-se forte e puro. Quanto à vocação, o marquês volta à carga: "Vai-te daqui para fora e não apareças mais diante dos meus olhos!" Luís deixa a casa paterna. O pai manda trazê-lo de volta. Novos vitupérios. Luís tranca-se no quarto. O pai, preocupado, vai expiar. O que vê? Luís prostrado de joelhos, diante do crucifixo, repetindo jaculatórias ao seu Jesus. Ao mesmo tempo, com mão firme, vergastava tão violentamente suas costas, que o sangue já aparecia nas estrias. O marquês, impressionado, concede-lhe, finalmente, a permissão. Escreve ao geral da Companhia de Jesus entregando-lhe o seu primogênito, o que de mais caro possuía no mundo!

1585 A abdicação
O dia 2 de novembro de 1585 foi o dia da abdicação. O notário termina a leitura da renúncia de todos os bens. Luís assina sem vacilar. Retira-se para o quarto. Dentro de instantes volta já trajando a batina preta dos jesuítas.

1585 Ingresso na Companhia de Jesus
Aos 20 de novembro de 1585, entra no noviciado de Santo André, em Roma. Começa a observância fiel das regras. Antes de terminar o primeiro ano de noviciado é mandado a Nápoles, a fim de retomar os estudos. Uma das razões era que a sua saúde já começava a dar sinais de abalo. Mas o clima de Nápoles foi pior. Em maio de 1587 é chamado de volta a Roma, onde concluiria o ano letivo. Sobressaiu nos estudos de filosofia. Escolhido para a disputa solene, três cardeais compareceram. Em 1587, fez os Santo Votos de pobreza, castidade e obediência na capela do Colégio Romano. Não havia completado ainda 20 anos. Em 1589, enquanto passava o verão na casa de campo de Frascati, o padre, depois santo, Roberto Bellarmino avisa-o que deve viajar para sua terra natal. Problemas de família. Resolve-os e vai continuar seus estudos em Milão. Durante sua estadia nesta cidade, sente que estava próxima sua viagem para a pátria definitiva. Volta a Roma, decidido a empregar, com toda energia, o tempo que lhe restasse, na preparação para o encontro com o Senhor. Entrega tudo o que tinha ao P. Reitor e inicia o seu quarto e último ano de teologia.

1591 O Apóstolo da Caridade
Em 1591, a peste bate às portas da Itália. Contavam-se, aos milhares, as vítimas em Roma. Luís sentiu que sua grande hora havia chegado. Quis tornar-se um simples Irmão enfermeiro a serviço do próximo. Somente no Colégio Romano eram tratados 300 indigentes. Insiste para cuidar dos doentes, preferindo os mais pobres e necessitados. o zelo de Luís fá-lo descuidar de certas precauções. os superiores o proíbem de trabalhar no hospital, com medo do contágio. Pede, então, para ser transferido a outro hospital menos perigoso. Para lá dirige-se no dia 3 de março de 1591. No caminho, topa na rua com um empestado. Levanta-o e carrega-o nos ombros até o Hospital da Consolação. Volta para casa minado pela febre. O germe da morte infiltrara-se em seu corpo extenuado. Recolhe-se logo ao leito, o seu leito de morte!. Em cinco dias a doença leva-o às portas da morte. Vem uma primeira crise. Resiste, ainda, por três meses. A 10 de junho, escreve uma carta de despedia a sua mãe:
"Recebi sua carta ainda em vida nesta terra dos mortos. Em breve, porém, irei louvar a Deus na eternidade, terra dos vivos...Nossa separação não durará muito. Lá em cima nos reencontraremos".
Depois disso, Luís só falava do céu: "Desejo dissolver-me e estar com Cristo" .

1591 A Morte
Caia a tarde de 20 de junho. Era uma quinta-feira, oitava da festa de Corpus Christi. Pede que lhe tragam a santa comunhão. Após a comunhão, pede para despedir-se de cada um em particular. Na hora do desenlace, três pessoas ficaram no quarto. Ao entrar a noite, somente um padre estava no quarto. Este aproxima-se do leito de Luís e pergunta-lhe se precisava de alguma coisa. "Ajudai-me...estou morrendo!".
Depois, pede que o virem para o outro lado. Os outros dois padres volta. Colocam uma vela na mão do moribundo. Luís segura-a firmemente. Com a outra mão, aperta firmemente ao peito o crucifixo dos agonizantes. mantinha o olhar fixo num outro crucifixo que haviam colocado aos pés da cama.
Onze da noite, um leve tremor, e dos lábios de Luís, um hálito de respiração e um, bem apagado, "Jesus!" . Fim!
Luís Gonzaga voara para a eternidade!
Era o dia 21 de junho de 1591.
Luís Gonzaga tinha 23 anos!

1605 Beatificação

1726 Canonização

1926 Protetor da Juventude
Proclamado pelo Papa Pio XI, em 1926, modelo e protetor da juventude.

Clique aqui e assista, em vídeo, a narração da vida de São Luiz Gonzaga.

Fonte: Site da Internet- Paroquia São luis Gonzaga e TV ARAUTOS

quinta-feira, 19 de junho de 2008

EUCARISTIA DÁ FORÇA DE EVANGELIZAÇÃO

CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL DE QUÉBEC: EUCARISTIA DÁ FORÇA DE EVANGELIZAÇÃO, DIZ CARDEAL TOMKO

Québec, 18 jun (RV) - Prossegue com grande participação de fiéis o 49º Congresso Eucarístico Internacional, que está se realizando em Québec, no Canadá. Hoje, quarta-feira, o cardeal-arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, aborda o tema "A Eucaristia edifica a Igreja, sacramento de salvação". Por sua vez, ontem, o arcebispo de Lion, na França, Cardeal Philippe Barbarin, se deteve sobre o tema "A Eucaristia, memorial do mistério pascal". As conferências, como os principais eventos do Congresso, estão disponíveis na internet no novo portal www.ecdq.tv, lançado pela arquidiocese de Québec como instrumento de comunicação entre a Igreja local e fiéis do mundo inteiro.

Cardeal-arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio

Entrevistado pela Rádio Vaticano, o legado pontifício para esse Congresso, Cardeal Jozef Tomko, falou-nos do binômio Eucaristia-evangelização. Eis o que disse:Cardeal Jozef Tomko:- “O Congresso já é um instrumento também de evangelização para as pessoas que se encontram afastadas ou _ digamos assim _ não muito decididas em relação à fé, que têm ainda algumas dúvidas; mas a Eucaristia também para a evangelização significa muito porque dá força. A evangelização não é uma brincadeira: a evangelização requer, sobretudo, o testemunho. Esse é o primeiro instrumento. Para ter a força de testemunhar, de onde se pode buscar essa força a não ser do próprio Cristo? Portanto, em primeiro lugar, reforçar a fé, e daí a finalidade também desse Congresso, num ambiente, como o é também no Canadá, como o do Ocidente europeu e não somente. Desse modo a Eucaristia, que é a presença viva de Cristo vivo ressuscitado, é fundamental.”P. Quais são os fenômenos que dão a esperança de uma renovação espiritual do mundo e da Igreja? Cardeal Jozef Tomko:- “Sobretudo a presença da fé viva, e talvez também a presença de dificuldades, porque foram relatados casos dos nossos tempos em que a Eucaristia foi um sustento enorme. Eu mesmo trouxe exemplos da minha pátria, a Eslováquia, porque muitos daqueles que saíram das prisões me contaram o que significava para eles a Eucaristia, que muitas vezes chegava até eles de modo rocambolesco, muitas vezes escondida no biscoito, no pão... que tinha que passar pelo controle carcerário. Mas que força tinha essa Eucaristia! São coisas bonitas e fortes! Como eu trouxe também para esse Congresso o exemplo _ muito conhecido _ do cardeal vietnamita François Xavier Nguyên Van Thuân, que na cela de isolamento conseguia até mesmo celebrar a missa. Para o pão era mais fácil, mas para o vinho tinha que recebê-lo como se fosse remédio. Assim ele celebrava a Eucaristia consagrando algumas gotas de vinho colocadas na palma da mão. Ele sabia toda a liturgia da missa de memória e era assim que conseguia celebrar na cela de isolamento.” (RL)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

ENTREVISTA COM FREI LEONARDO SHIGESHI MATSO


FREI LEONARDO SHIGESHI MATSO
a fé católica dos japoneses e de seus descendentes

No dia 18 de junho, comemora-se o centenário da imigração japonesa no Brasil. Neste dia, em 1908, chegou ao país o navio que trazia os primeiros 791 imigrantes, depois de uma viagem de 52 dias. Frei Leonardo Shigeshi Matsuo veio muito tempo depois, em 1963. Veio como missionário, a pedido da colônia japonesa, mas também se considera um imigrante, pois enfrentou os mesmos desafios das diferenças de cultura e de língua. Aqui, ele deu assistência espiritual aos católicos de origem nipônica e ajudou a criar a Panib (Pastoral Nipo-brasileira).Hoje, com 74 anos, é pároco da paróquia pessoal São Maximiliano Kolbe, na Diocese de Mogi da Cruzes (SP). Com muito bom humor e sabedoria, ele fala aqui sobre a fé católica dos japoneses e de seus descendentes, lembrando as dificuldades que esse povo teve para viver essa religião em seu país, das adversidades que encontrou em nossas terras e da rica contribuição que trouxe para o nosso país.

POVO: Fale um pouco sobre a sua família. Seus pais já seguiam a religião católica no Japão?............................ Frei Leonardo: Nasci em Nagasaki (Japão), em 1933. Minha família já era católica, mas, naquele tempo, os católicos eram naquele tempo, os católicos eram perseguidos no Japão. Então, meus pais fugiram para muito longe da cidade onde nasci.Procuraram uma ilha onde havia mais segurança, em Formosa, pois corriam perigo de vida. Foi lá que cresci e que entrei no seminário.

POVO: Por que você veio para o Brasil?
Frei Leonardo: Cheguei aqui com 30 anos, em 1963, já padre franciscano conventual. Existem três ramos na família franciscana: frades menores, conventuais e capuchinhos. Sou um padre conventual. Fiz o curso Teologia em Assis (Itália) e, depois, fui para a Inglaterra estudar inglês. Já estava me preparando para voltar ao meu país, quando veio uma carta do nosso superior, dizendo que eu iria para o Japão apenas para me despedir da minha família e, depois, arrumaria a mala para vir para o Brasil. O superior geral havia visitado o Brasil e os japoneses daqui pediram que enviasse padres japoneses. Vim com toda alegria.

POVO: Por que escolheu ser sacerdote franciscano?
Frei Leonardo: Parece que não era pra se eu! Eu tinha um primo que era também um grande amigo. Estudávamos juntos e íamos a todos os lugares juntos. Um padre franciscano recém formado veio à nossa igreja e convidou meu primo para entrar no seminário, não a mim. Como meu primo não queria ir sozinho, ele me chamou pra ir também. Decidimos ir os dois. Mas, no momento de partir, ele não pôde ir mais, porque a família era contra. Então, fui sozinho, já que estava tudo pronto para minha partida. Por isso, falo que foi um chamado errado: meu primo é quem foi convidado, mas eu é que entrei. Continuei assim meu caminho.

POVO: Como foi sua chegada ao Brasil?
Frei Leonardo: Viemos em dois padres, eu e Frei Estevão, porque os franciscanos nunca andam sozinhos. No porto de Santos (SP), o consulado do Japão, alguns padres e vereadores foram nos receber e a acolhida foi muito boa. Sentimos que o povo estava nos esperando com muita alegria e ansiedade. O primeiro problema que tivemos, sem dúvida, foi a língua. Tivemos dificuldades para nos comunicar e porque não conhecíamos os lugares... Foi uma boa experiência! Muita gente, em vários lugares do Brasil, estava lutando para estabelecer sua vida aqui e ainda enfrentava muita dificuldade com a língua. Fui primeiramente para a cidade de Santo André, na grande São Paulo, onde havia uma grande colônia e onde trabalhei três anos. Ali, minha dificuldade inicial era não saber onde estavam esparramadas as famílias japonesas. Um vizinho ajudou-me a visitar casa a casa e a ir conhecendo as pessoas. Outro problema é que, sendo a maioria deles feirante, eles dormiam de dia e, à noite, saiam para as compras no mercado e para a feira. Mas conseguimos, pouco a pouco, realizar um trabalho com os jovens. Depois fui para Mogi das Cruzes, onde havia também muitos japoneses.

POVO: Entre os japoneses que chegaram havia muitos católicos ou eles foram se convertendo?Frei Leonardo: Existiam poucos católicos, mas a metade dos japoneses, quando entraram em terra estranha, é estar em harmonia com os habitantes locais. Por isso, talvez, muitos quiseram adotar a religião católica, que era a da maioria dos brasileiros. O primeiro padre que cuidou da evangelização dos japoneses foi o pe. Lourenzo, não lembro agora o sobrenome dele, redentorista de Aparecida (SP). Ele ficou sabendo que tinham muitos imigrantes em Pindamonhangaba, nas plantações de arroz. Então, desceu até lá, foi andado a pé cerca de 40 quilômetros, para encontrá-los. Com dicionário, porque não sabia falar a língua deles nem esses entendiam seu português, fez amizade com eles e começou a ensinar-lhes a doutrina cristã. Ele escreveu para o Vaticano pedindo material de catequese em japonês. O Vaticano não tinha nada e aconselhou-o a escrever para um almirante no Japão que era católico. O almirante, então, começou a mandar algum material e os japoneses começaram a ser evangelizados e a entrar para a Igreja Católica. Foi pe. Lourenzo quem batizou o primeiro migrante japonês no Brasil. Também o núncio apostólico preocupou-se com a quantidade de imigrantes japoneses não católicos que estavam entrando no Brasil. Ele escreveu uma carta para a embaixada do Japão no Rio de Janeiro (RJ), mas eles também não sabiam onde encontrar livros de catequese em japonês. Aí a embaixada pediu aos bispos japoneses que enviassem padres missionários para o Brasil, a fim de que os migrantes tivessem melhor assistência espiritual. O primeiro missionário vindo do Japão chegou em 1923. Era pe. Domingos Nakamura(1865/1940), que fez um belo trabalho junto à colônia japonesa, principalmente no estado de São Paulo.

POVO: Oque monsenhor Domingos Nakamura representa para a colônia japonesa no Brasil, hoje?
Frei Leonardo: Para nós, ele é verdadeiramente o pai dos imigrantes. Naquele tempo, não havia condução fácil; viajava-se a cavalo, em carroças ou de trem. Mesmo assim ele mandou muito por todas as regiões de São Paulo, pelo Paraná, Mato Grosso. Onde havia colonos japoneses, ele estava lá. Atendia todas as necessidades do povo, fazia casamentos, batizados, ministrava outros sacramentos e era esperado em todos os lugares. Tudo o que ele fez está registrado. Ele precisava carregar uma mala pesada com todos os paramentos e utensílios litúrgicos. Alguns jovens o ajudavam, revezando-se no carregamento da mala. Na maioria das vezes, andava a pé, porque não sabia andar a cavalo, já que, no Japão, não havia esse costume. É um exemplo para os padres de hoje. O pedido para sua canonização já foi encaminhado ao Vaticano.

POVO: Qual é o atual da Pastoral Nipo-Brasileira?
Frei Leonardo: Os missionários japoneses procuraram atender às necessidades do povo japonês, nos lugares onde ele vivia. Então, quase todos atuaram em educação, levantando escolas, na catequese e na assistência social. A Pastoral Nipo-Brasileira foi se estruturando em torno desses eixos. Passaram-se 100 anos e, agora, estamos nos tempos dos nisseis, sanseis, na quarta ou quinta geração de descendentes de japoneses no Brasil. Essa turma não tem mais dificuldade de língua, já está bem entrosada no país, não precisa mais de assistência social nem de escolas que lhes ensinem o português, mas nós ainda temos que atender os poucos que precisam dessas coisas. Outro trabalho é com nisseis e sanseis. Ainda que eles já se considerem brasileiros, o rosto não mudou e a mentalidade também ficou. A tendência deles, então, é agrupar-se, pois, para eles, é importante manter a identidade e a cultura nipônica. A Panib também cuida de promover isso entre as novas gerações, descendentes dos primeiros imigrantes japoneses.

POVO: Desde quando a Panib está organizada na Igreja do Brasil?
Frei Leonardo: Ela foi organizada a nível nacional em 1967. Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo (SP), foi um grande incentivador. Ele mandou quatro jovens sacerdotes para o Japão, a fim de aprender a língua e os costumes. Eles voltaram com muito entusiasmo e organizaram grupos de jovens. Pouco depois, dom Geraldo Majella, que era bispo de Londrina (PR), incentivou a sua organização em nível e foi o primeiro bispo responsável por ela na CNBB. Era uma época de mudanças na Igreja, o período pós Concílio Vaticano II. A nova pastoral inseriu-se no setor de animação missionária da CNBB. No começo, só existia em São Paulo e Paraná, onde havia mais japoneses. A Pastoral Nipo-Brasileira sempre teve o objetivo de evangelizar, fortalecer a fé, manter a cultura japonesa entre os imigrantes e integrá-los na vida eclesial e na nação.

POVO: Existem muitas vocações religiosas e sacerdotais entre os descendentes de japoneses no Brasil?
Frei Leonardo: Não sei se são muitas ou poucas. Em todo caso, mandamos para todas as congregações e dioceses uma carta pedindo essa informação. Por esse levantamento, descobrimos que existem na Igreja do Brasil mais ou menos 500 descendentes de japoneses, entre padres, religiosos e religiosas.

POVO: A espiritualidade dos católicos japoneses é diferente da dos católicos japoneses é diferente de católicos da dos católicos brasileiros de origem européia?
Dom Leonardo: Observando nossa comunidade, posso dizer que existem, sim, algumas diferenças. Talvez porque a espiritualidade dependa da cultura, da história de cada povo. Por exemplo, os japoneses católicos eram muito mais fechados, porque o Catolicismo era proibido no Japão e, durante 150 anos mais ou menos, eles foram perseguidos, proibidos, escondidos. Essa opressão de viver em segredo formou uma característica mais fechada. Foi uma herança que recebemos. Além disso, os imigrantes que se converteram ao catolicismo não tinham tradição, vivência da religião na família. Aqui no Brasil, os japoneses deixaram seus filhos à vontade para ser batizados e seguir a fé cristã, mas esses não viam os pais ir à igreja, participar das celebrações, rezar em casa etc. Muitos entravam para a Igreja Católica por conveniência e não tinham aprofundamento da fé. Esse caminho histórico influenciou a espiritualidade dos japoneses no Brasil. Mas percebo, na diocese onde trabalho, que sempre tem algum japonês envolvido com os trabalhos de cada paróquia e que eles assumem com muita dedicação suas responsabilidades na Igreja.

POVO: Quando foi ordenado o primeiro padre no Japão? E o primeiro descendente de japonês no Brasil?
Frei Leonardo: O Japão foi evangelizado por São Francisco Xavier (1549). Quando ele esteve no Japão, muitas pessoas se converteram ao catolicismo, mas uns 30 anos depois começou a perseguição. Creio que o primeiro padre japonês tenha sido ordenado nessa época, pois já fora criado um grande seminário lá. Com os primeiros missionários, entraram no Japão as máquinas impressoras, o ensino do latim e outras novidades. Mas, quando começou a perseguição, eles foram para as Filipinas e levaram tudo. No Brasil, o primeiro padre japonês foi pe. Kondo. Ele veio pequeno do Japão e ordenou-se aqui na Diocese de Lins.

POVO: O que a Panib preparou para celebrar os 100 anos da Imigração Japonesa?
Frei Leonardo: Nós estamos fazendo a preparação há três anos. No primeiro ano, estudamos a história dos japoneses no Brasil; no segundo, as obras; no terceiro, as comunidades. No dia 18 de junho, teremos uma celebração na Catedral de São Paulo, presidida pelo cardeal dom Odilo Scherer e concelebrada por um bispo do Japão. Além disso, organizamos uma peregrinação ao Japão que saiu do Brasil em março. Eles foram a Tóquio, depois percorreram o caminho dos 26 primeiros mártires do Japão e, no final foram a Nagasaki, de onde saiu monsenhor Nakamura, o primeiro missionário japonês no Brasil. Aqui também fizemos uma peregrinação a Álvares Machado (SP), onde está o túmulo do Monsenhor. Para essa peregrinação, vieram o arcebispo de Nagazaki, dom Joseph Takami, e PE. Dominic Noshita, responsável pela beatificação de Nakamura. Estamos pensando em outra peregrinação a Promissão (SP). Onde está a primeira igreja construída pelos japoneses. É interessante a história dessa igreja, porque católicos japoneses que viviam naquela cidade pediram cópias do desenho da igreja que eles freqüentavam no Japão e construíram uma tal e qual eles tinham lá. Ela estava abandonada, mas moradores antigos lembraram de como ela fora construída e resolveram restaurá-la. Nessa ocasião do centenário, ela se tornou um verdadeiro monumento da imigração japonesa. Em agosto, faremos a Romaria Nacional da Pastoral Nipo-Brasileira a Aparecida (SP).

POVO: Também está previsto um Congresso Nacional dos Missionários da Panib, não é?
Frei Leonardo: Sim. O Congresso acontecerá de 14 a 17 de julho. A Panib convocou todas as pessoas que trabalham nessa pastoral para estudar juntos alguns temas, atualizar-se, confraternizar etc. hoje, por exemplo, temos o grande problema dos dekasseguis, descentes de japoneses que saem do Brasil para trabalhar no Japão. É uma realidade que precisa ser refletida pelos agentes e missionários da Pastoral Nipo-brasileira.

POVO: a Panib tem alguma atuação direta com os dekasseguis?
Frei Leonardo: Não, mas estamos sempre em colaboração. Por exemplo, se um bispo do Japão escreve dizendo que precisa de missionários lá, a gente prepara e encaminha alguns. É um trabalho quase inverso daquele que foi feito no início do século passado. Já foram vários missionários leigos e religiosos. Onde tem grande concentração de dekasseguis tem um padre brasileiro atendendo. Existem cerca de 20 missionários, entre padres, freiras e religiosos trabalhando no Japão.

POVO: O que o senhor diria para os dekasseguis católicos?
Frei Leonardo: Eles enfrentam a mesma coisa que experimentamos quando chegamos aqui: dificuldades com a língua, preconceitos, diferenças de costume. Mas tudo isso está pior para os dekasseguis. Sabemos que eles não podem superar sozinhos esses sofrimentos. A fé ajuda muito e eles devem participar de encontros, reuni-se como Igreja, para conseguir ser mais felizes.

POVO: O que o povo japonês trouxe de bom para o Brasil?
Frei Leonardo: Os dois lados aprenderam muita coisa uns com os outros e cresceram juntos. Por causa da dificuldade de comunicação dos primeiros imigrantes japoneses, surgiram grandes problemas, mas isso foi superado. Com o tempo, o Brasil viu que esse povo tinha força. Do outro lado, os japoneses aprenderam que sua cultura não é a única nem a melhor, que existem outros jeitos de viver e abriram a sua visão de mundo. A religião católica, nesse aspecto, contribuiu muito para a integração dos japoneses no Brasil. Tradicionalmente, eles já tinham como a característica a honestidade, dedicação, determinação e, aqui, isso ficou mais evidente, porque precisavam vencer. Acho que puderam ensinar também isso aos brasileiros, além de contribuir muito com a agricultura. Enfim, brasileiros e japoneses influenciaram uns aos outros e os dois saíram ganhando.
Fonte: PANIB - PASTORAL NIPO-BRASILEIRA

domingo, 15 de junho de 2008

GEORGE W. BUSH EM AUDIÊNCIA COM S.S.BENTO XVI

Bush no Vaticano para reunião com papa Bento XVI

Cidade do Vaticano,
- Bento XVI iniciou suas atividades de hoje recebendo em audiência, no Vaticano, o presidente estadunidense, George W. Bush. Uma audiência com “protocolo particular” para “retribuir a cordialidade da acolhida” recebida pelo Papa durante a visita em abril passado aos EUA. Assim, a Sala de Imprensa da Santa Sé explica num comunicado as razões da audiência, em certos aspectos inédita, concedida pelo Santo Padre ao presidente norte-americano, que teve lugar esta manhã na Torre de São João, nos Jardins Vaticanos. Foram muitos os temas afrontados no colóquio privado entre Bento XVI e Bush: da paz no Oriente Médio à crise alimentar, às relações entre Europa e EUA.No “cordial colóquio” com o presidente Bush – informa o referido comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé – o Papa “renovou, em primeiro lugar, a sua gratidão pelo caloroso e especial acolhimento recebido nos EUA e na Casa Branca durante a sua viagem em abril passado, e pelo compromisso na defesa dos valores morais fundamentais”. De fato, Bento XVI e Bush falaram dos principais temas de política internacional: “as relações entre os EUA e a Europa, o Oriente Médio e o compromisso pela paz na Terra Santa, a globalização, a crise alimentar e o comércio internacional”, por fim, “a aplicação das metas do Milênio”.Efetivamente, tratou-se de uma audiência particular. O cortejo presidencial chegou ao Vaticano pouco antes das 11h locais. O Papa acolheu o presidente estadunidense diante da entrada da Torre São João. No aperto de mão Bush se disse honrado pelo acolhimento a ele reservado. Junto com o presidente encontravam-se a primeira-dama, Laura Bush, e a embaixadora dos EUA junto à Santa Sé, Mary Ann Glendon.O inédito cenário do encontro ressaltou a particular cordialidade desse evento. A Torre São João – prédio medieval reestruturado por João XXIII – serve hoje em dia de alojamento para os hóspedes de honra do Papa. O colóquio privado entre o pontífice e o presidente norte-americano durou cerca de maia hora e teve lugar no estúdio no primeiro andar do prédio.Quase às 11h30 locais, Bush e o Papa, acompanhados do prefeito da Casa Pontifícia, Dom James M. Harvey, subiram até o último andar da Torre, do qual o pontífice mostrou ao presidente uma vista espetacular de Roma e, em particular, da Cúpula de São Pedro.Em seguida, desceram ao térreo, onde se realizou a tradicional troca de presentes. Bush ofereceu ao Santo Padre uma fotografia com ele o próprio Papa e um álbum de fotos sobre os momentos salientes da visita de Bento XVI à Casa Branca.O Santo Padre o retribuiu com uma fotografia com ele, o presidente e sua esposa, feita na Casa Branca, e quatro volumes sobre a Basílica de São Pedro. Iniciou assim a segunda parte da visita do presidente estadunidense ao Vaticano.O Papa Ratzinger e Bush deixaram a Torre e passearam, por cerca de dez minutos, pelos Jardins Vaticanos, detendo-se, por alguns instantes, diante do grande “Sino do Jubileu do 2000”. O passeio concluiu-se diante da Gruta de Lourdes.Ali, diante da reprodução fiel da “Gruta de Massabielle” _ presente dos franceses a Leão XIII em 1902 _, teve lugar uma breve homenagem musical.O Papa, o presidente e as respectivas comitivas puderam escutar dois Motetos: Exultate Deo de Giovanni Pierluigi de Palestrina, e Alma Redemptoris Mater de Giuseppe Liberto, executados pelos cantores da Capela musical pontifícia, dirigidos pelo maestro, Mons. Giuseppe Liberto.Durante o colóquio entre Bush e o Papa, o cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, se deteve com a primeira-dama estadunidense e a embaixadora Glendon.O pontífice já havia recebido George W. Bush em audiência no dia 9 de junho de 2007. Os dois se haviam encontrado nos dias 15 e 16 de abril passado no início da visita pastoral aos EUA. Ao chegar à base militar de Andrews, em Washington, o pontífice foi acolhido pessoalmente pelo presidente estadunidense com um gesto sem precedentes.Também no dia seguinte foi muito cordial o encontro na Casa Branca, por ocasião do aniversário do Papa. E justamente para retribuir tal cordialidade, a audiência de Bento XVI a Bush deu-se num clima particularmente familiar. Concluída a audiência, Bush deixou Roma partindo para Paris, onde se encontra desde esta tarde, e onde ficará por dois dias. (RL)
Fonte: RV

terça-feira, 10 de junho de 2008

DESCOBERTA DA PRIMEIRA IGREJA CRISTÃ DO MUNDO DATADA DE 33 D.C. a 70 D.C.


PRIMEIRA IGREJA CRISTÃ DO MUNDO DATA DE 33 D.C. a 70 D.C.


A foto mostra uma caverna sob a Igreja de Saint Georgeous em Rihab, próximo de Mafraq, onde se acredita que os primeros cristãos teriam se refugiado da perseguição em Jerusalém. Assentos de pedra em forma arredondada, ao que se supõe para acomodação dos clérigos, podem ser vistos na caverna. (Foto de Rula Samain)

Por Rula Samain

AMÃ - Debaixo da Igreja de Saint Georgeous em Rihab, Mafraq, encontra-se o que arqueólogos descrevem como a primeira igreja cristã no mundo. "Descobrimos aquilo que consideramos ser a primeira igreja do mundo, datada de 33 d.C a 70 d.C", disse o arqueólogo Abdul Qader Hussan, chefe do Centro de Estudos Arqueológicos de Rihab.
A descoberta foi "surpreendente", disse Hussan ao jornal ”Jordan Times”. "Temos provas que nos permitem acreditar que esta igreja abrigou os primeiros cristãos: os 70 discípulos de Jesus Cristo", acrescentou o estudioso. Os primeiros cristãos, descritos numa inscrição de um mosaico do piso da igreja de Saint Georgeous como "os 70 bem amados pelo Divino Deus", teriam fugido de Jerusalém, durante a perseguição aos cristãos, dirigindo-se para o norte da Jordânia, especialmente para Rihab, segundo declaração do arqueólogo. Citando fontes históricas, o especialista disse que os 70 viveram e praticaram seus rituais em segredo nesta igreja subterrânea. ”Nós acreditamos que eles não deixavam a caverna e lá viveram até a religião cristã ser liberada e abraçada pelos governantes romanos, ocasião em que a igreja de St. Georgeous foi construída”, disse também Hussan. Saint Georgeous é considerada como o mais antigo templo cristão do mundo, tendo sido edificado em 230 d.C. Este prvilégio só é contestado por uma igreja descoberta em 1998, em escavações em Aqaba, também remontando ao séc.3º d.C. Objetos encontrados em escavações no cemitério próximo à caverna de Rihab oferecem indícios valiosos, de acordo com Hussan. "Encontramos artefatos de cerâmica, datados do 3º ao 7º séculos", acrescentou. As descobertas mostram que os primeiros cristãos e outros seguidores que se juntaram a eles continuaram vivendo na região até depois do domínio romano. "Descendo um pouco na caverna, encontramos uma área circular, que acreditamos ser a abside, e vários assentos de pedra para os eclesiásticos", acrescentou.
O arquimandrita Nektarious, bispo adjunto da Arquidiocese Ortodoxa Grega, descreveu a descoberta da caverna como um "marco importante para todos os cristãos do mundo".
A única outra caverna semelhantes em forma e finalidade no mundo encontra-se em Tessalônica, na Grécia," disse o bispo em entrevista em Amã. Ela também comporta a área onde viviam primitivos cristãos.
Em Saint Gergeous, “uma parede com uma entrada é a única coisa que separa o altar da área em que habitavam os cristãos", disse Hussan. Existe também um profundo túnel, que se acredita levava os 70 cristãos a sua fonte de água, acrescentou o arqueólogo. Funcionários do governo em Mafraq dizem que vão capitalizar a descoberta para promover ainda mais a região. O governador Zeid Zreiqat afirmando que Rihab é rica em sítios arqueológicos incomparáveis, disse que juntamente com a nova descoberta, esses sítios podem ser aproveitados para atrair turismo religioso.
“Estamos trabalhando para tornar Rihab uma importante atração turística no futuro próximo", disse ele ao “Jordan Times”. Até agora, 30 igrejas primitivas foram descobertos em Rihab ", afirma o arqueólogo Hussan.“Também se acredita que o próprio Jesus Cristo e a Virgem Maria teriam passado por esta região”, ele ainda acrescentou.

Fonte : Jornal Jordan Times

Tradução, sem aprovação do autor : E.M.L.V. da equipe A FAMÍLIA CATÓLICA

domingo, 8 de junho de 2008

HOJE A ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO COMPLETA 100 ANOS


ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO COMPLETA AMANHÃ DIA 08, 100 ANOS:
CARD. SCHERER CONVIDA PARA COMEMORAÇÕES.




São Paulo, 07 jun (RV)

- Em 7 de junho de 1908, o Papa Pio X elevou a diocese de São Paulo a arquidiocese e sede metropolitana. Hoje, cem anos depois, a Igreja local se divide em seis regiões episcopais e atende a mais de seis milhões de católicos, numa área de 1.645 km2.
Cerca de mil sacerdotes e duas mil religiosas gerem as atividades apostólicas na maior cidade do hemisfério sul.

1- Entrevistado por Cristiane Murray, o arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer,
comenta as celebrações deste centenário:
2- Dom Odilo convida todos os fiéis e paulistanos a participar das comemorações:
3- Enfim, o cardeal de São Paulo explica desafios e perspectivas da arquidiocese:

Parta escutar as 3 entrevistas clique aqui

PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM DESTA FESTA


Estadio Municipal do Pacaembu - SP

Saiba tudo a respeito da festa e das cerimônias, local, horário, como chegar, locais reservados, etc., clique aqui

sexta-feira, 6 de junho de 2008

PESQUISA CATÓLICA EM LISBOA

PORTUGUESES POSSUEM BÍBLIAS MAS NÃO AS LÊEM

Lisboa, 06 jun (RV) - O jornal português Diário de Notícias publica hoje os resultados de uma pesquisa que indica que os católicos de Lisboa têm pouca adesão aos movimentos da Igreja.
Quase todos os católicos praticantes da diocese de Lisboa possuem uma Bíblia em casa, embora a maioria não as leiam regularmente. Têm também escassa participação nas atividades paroquiais e nos movimentos da Igreja Católica. Esta pesquisa foi solicitada pela Santa Sé ao Patriarcado de Lisboa como preparação ao próximo sínodo dos bispos que, em outubro, refletirá sobre a importância da palavra de Deus na vida e na missão da Igreja. Para o patriarca há a necessidade, hoje, de ensinar os católicos a rezar com a Bíblia e criar mais espaços e oportunidades para o contato dos fiéis com a Sagrada Escritura. Apesar de reconhecer que não são de fácil compreensão, os livros da Bíblia podem ser mais ‘fáceis’ se a leitura for orientada, o que já acontece em alguns grupos. Dom José Policarpo insiste também na necessidade de preparar melhor os leitores que proclamam a palavra nas celebrações. E reconhece que as homilias, espaço que deve ser utilizado para explicação das leituras, “nem sempre ajuda e muitas vezes as pessoas esperam apenas que passe”.
Embora 88% dos católicos entrevistados afirmem possuir ou ter acesso à Bíblia em casa, apenas 30% a lê sozinho ou a lê apenas até duas vezes por ano. O patriarca de Lisboa avaliou que estes dados confirmam a sua percepção de que é preciso mudar a orientação da Igreja. “Temos de centrar toda a ação pastoral da Igreja numa perspectiva sobrenatural, porque a Igreja não é uma associação de beneficência, nem um partido político nem uma associação cultural. É um fenômeno espiritual”, afirmou.As boas notícias vêm da quantidade de pessoas que freqüenta as igrejas.
O estudo revela que mais de 20% dos indagados vão todos os dias ou mais de duas vezes por semana à missa.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

NOVA EXPOSIÇÃO DO SANTO SUDÁRIO EM TURIM

BENTO XVI ANUNCIA NOVA EXPOSIÇÃO DO SANTO SUDÁRIO EM TURIM, EM 2010
Cidade do Vaticano, 02 jun (RV)

- Bento XVI recebeu em audiência esta manhã, na Sala Paulo VI, no Vaticano, os fiéis italianos da arquidiocese de Turim.
O Papa saudou todos os presentes e manifestou, de maneira especial, sua solidariedade espiritual à população de Piemonte, região do norte da Itália castigada, ultimamente, por uma onda de mau tempo. Para a alegria de todos os presentes, o Santo Padre anunciou que autorizou uma nova exposição ao público do Sudário de Turim, no ano de 2010. O Papa adiantou seu próprio desejo de presenciar a exibição do Santo Sudário, daqui a dois anos:“Se o Senhor me der vida e saúde, espero ir pessoalmente a Turim. Será uma ocasião propícia para contemplar aquela face misteriosa, que fala silenciosamente ao coração dos homens, convidando-os a reconhecer a face de Deus, que amou tanto o mundo a ponto de dar seu Filho Unigênito, para que aqueles que acreditam nele não morram, mas tenham vida eterna” - disse o Pontífice.


O Santo Sudário, conservado na catedral de Turim, é tido na tradição católica como o tecido utilizado para envolver o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação, antes de ser levado ao Santo Sepulcro. A relíquia mede 4 metros e 36 centímetros de comprimento por 1 metro e 10 centímetros de largura. Foi exposta recentemente em 2000 e 1998. O Pontífice lembrou aos peregrinos que eles renovaram esta manhã, no Túmulo do Apóstolo Pedro, sua solene profissão de fé. “A Basílica Vaticana é o lugar onde os católicos do mundo inteiro, pertencentes a culturas e línguas diferentes, professam a mesma fé e fazem parte da única Igreja de Cristo”, disse o Papa.
“Vocês também se imergiram neste clima de santidade e de universalidade e antes de voltarem às suas casas e comunidades, esperam do Papa uma palavra de encorajamento a fim de que possam ser testemunhas coerentes do Evangelho neste nosso tempo”, ressaltou o Pontífice.Bento XVI sublinhou ainda que os fiéis são os protagonistas da ação apostólica e missionária no caminho eclesial da arquidiocese de Turim e tal compromisso deve ser alimentado por uma intensa vida espiritual fundamentada na eucaristia dominical, na adoração eucarística semanal e na redescoberta da importância do Sacramento da Reconciliação. “Animados pelo sincero anseio de uma renovada evangelização, vocês se preocuparam em reaproximar os distantes da Igreja, ampliando os confins do zelo pastoral a toda comunidade paroquial”, ressaltou Bento XVI.“Este compromisso missionário, disse ainda o Papa, se tornou mais forte neste ano pastoral, ano da Redditio fidei (Redenção da Fé) que atingiu seu ápice na solene profissão de fé proclamada hoje por vocês diante do Túmulo do Apóstolo Pedro”. O Papa exortou os peregrinos a não terem medo e a se abandonarem em Cristo. “Se Jesus for o centro da vida de suas famílias, suas paróquias e de toda comunidade, vocês sentirão sua presença viva e crescerão na unidade e na comunhão. Estejam unidos com o Senhor e se alimentem constantemente da oração e dos sacramentos, sobretudo, da Eucaristia e da Confissão”, disse o Pontífice.
Bento XVI finalizou seu discurso aos fiéis invocando Maria, Mãe de Deus, para que proteja os sacerdotes e os agentes pastorais da arquidiocese de Turim e desperte numerosas e santas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. (MJ)

CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL EM QUEBEC COM PARTICIPAÇÃO INTENSA DA JUVENTUDE


JUNVENTUDE PRESENTE NO CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL DO QUEBEC

Toronto, 02 jun (RV) -
“Um vento de juventude sopra sobre o 49º Congresso Eucarístico Internacional”, anuncia o site do evento de Quebec: E se eu fosse à “Festa na Casa de Zaqueu”?

O cardeal Marc Ouellet, assim como a organização do Congresso Eucarístico Internacional 2008, convida os jovens entre 18 e 35 anos a participarem do acontecimento de 15 a 22 de junho. Um “Espaço para a Juventude”, uma vigília de oração, um dia dedicado à Família, um fim de semana para adolescentes, assim como um “Serviço Juventude” se contam entre as atividades oferecidas.

Localizado no Pavilhão das Ciências, no recinto da ExpoCafé, o “Espaço Juventude” será acessível desde 15 a 21 de junho, do meio-dia à meia-noite, todos os dias. Lá se situará um café-encontro, uma exposição sobre a peregrinação da Arca da Nova Aliança e mais ainda. Este espaço estará animado por jovens adultos e lhes permitirá trocar experiências com seus colegas provenientes de todos os cantos do mundo, manifestar sua fé e participar de muitas atividades.

Uma mesa-redonda sobre o tema “Todo o mundo deveria falar” acontecerá no “Espaço Juventude” da segunda-feira 16 de junho, ao sábado 21 de junho, às 14h30. Ali serão tratados temas como “A evangelização através dos novos meios de comunicação”, “Metrô-trabalho-dormir... Jesus?” ou como viver sua fé hoje.Será também possível participar da “Festa em casa de Zaqueu” no dia 16 de junho, às 18h, a partir da qual haverá festividades, danças internacionais e uma discoteca.

Um festival de música católica em plena expansão acontecerá na sexta-feira 20 e no sábado 21 de junho.As famílias e os adolescentes se beneficiarão também de um programa que responde às suas necessidades e expectativas.

O fim de semana para eles acontecerá de 20 a 22 de junho no Collège Jésus-Marie de Sillery. A partir de 25 de maio até o final do congresso, 140 jovens entre 18 e 35 anos participarão do Serviço Juventude. Esses jovens voluntários oferecem um mês de seu tempo para contribuir no êxito do congresso e aprofundar em sua vida espiritual. Provêm de todos os continentes e se hospedam no Convento St-Dominique.

Nos fins de semana de 31 de maio e de 7 de junho, o espaço está aberto ao público. Atividades culturais e espirituais permitirão às pessoas trocar experiências e conviver em uma atmosfera festiva. Estes jovens descobrirão também a cidade e sua história participando de uma celebração eucarística em todos os lugares fundadores, tais como a igreja de Nossa Senhora das Vitórias, a Basílica-Catedral de Nossa Senhora de Quebec, a Casa Madre-Mallet. (SP)

ORAÇÕES PELO CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL DE QUEBEC

BENTO XVI PEDE ORAÇÕES PELO CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL DE QUEBEC

QUEBEC - VISTA NOTURNA

Cidade do Vaticano, 02 jun (RV)

- Bento XVI pede aos fiéis, neste mês de junho, que rezem pelos frutos do Congresso Eucarístico Internacional de Québec, no Canadá, que acontecerá do dia 15 ao dia 22 deste mês. O Papa o propõe nas intenções do Apostolado da Oração, iniciativa seguida por aproximadamente 50 milhões de pessoas dos 5 continentes, para o 6º mês de 2008.A intenção missionária para este mês é: “Para que o Congresso Eucarístico Internacional de Québec, no Canadá, ajude a compreender ainda mais que a Eucaristia é o coração da Igreja e a fonte da evangelização”.A intenção geral do Apostolado da Oração do Papa para o mês de junho é: “para que os cristãos cultivem uma amizade profunda e pessoal com Cristo para poder assim comunicar a força do seu amor às pessoas com quem se encontram”.Antes de rezar o Ângelus neste domingo, o Papa convidou os fiéis a renovarem no mês de junho sua própria devoção ao Coração de Cristo, “tendo presentes as intenções que proponho a toda a Igreja”. (SP)


PROCISSÃO VAI MARCAR CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL DE QUÉBEC


Uma procissão pelas ruas de Québec, no Canadá, marcará o 49º Congresso Eucarístico Internacional. A procissão se realizará no dia 19 de junho.

Segundo o arcebispo de Québec, Cardeal Marc Ouellet, o evento permitirá um encontro entre os peregrinos do Congresso Eucarístico Internacional 2008 e os cidadãos da cidade canadense. Estima-se a presença de cerca de 15 mil pessoas.


Além do arcebispo de Québec, acompanhará a procissão o legado pontifício, Cardeal Jozef Tomko.
A procissão sairá do Coliseu e seguirá até a Ágora de Porto Velho. Durante o trajeto, de 5,1 km, haverá duas paradas: a primeira será na Igreja S. Francisco de Assis. Lá, o Cardeal Tomko, acompanhado do Santíssimo Sacramento, abençoará a assembléia.

A segunda parada será na Igreja S. Roque, que fica no bairro de mesmo nome.
Trata-se de um local onde são realizadas numerosas ações sociais e comunitárias. Na igreja, os peregrinos poderão acender o círio e iniciar a etapa final que os levará à Ágora. Neste ponto final, haverá a apresentação do grupo Gen Verde.

O 49º Congresso Eucarístico Internacional se realizará de 15 a 22 de junho, em Québec, com o tema "A Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo". (BF)