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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

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CAPELA DE NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Uma Capela cheia de segredos !Você quer descobri-la conosco? Saiba, antes de tudo, que a Casa Mãe da Companhia das Filhas da Caridade era o antigo "Hotel de Châtillon". Este, foi concedido à Companhia, em 1813, por Napoleão Bonaparte, depois da tormenta da Revolução Francesa. Imediatamente, começa a construção da Capela.A 8 de agosto de 1813, realizou-se a bênção solene da Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Em 1830, aconteceram então as aparições. Aumentou o numero de vocações.Foi necessário transformar a Capela, que passa então por várias modificações. Em 1930, por ocasião do centenário das apariçes, uma nova reforma nos mostra a Capela tal como a vemos hoje.Agora, a você a oportunidade de visitá-la!
http://www.chapellenotredamedelamedaillemiraculeuse.com

Visita a Capela da Medalha Milagrosa, localizada na Rue du Bac, 140 - Paris

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A INSTITUIÇÃO MAIS VALORIZADA DA EUROPA É A FAMÍLIA

Família: instituição mais valorizada da Europa
Segundo o presidente da Rede Européia de Institutos sobre a Família
Por Miriam Díez i Bosch


BARCELONA,

Faltam poucos meses para o Encontro Mundial das Famílias, que será realizado em janeiro de 2009, no México. Neste contexto, Zenit falou com Carlos Pérez Testor, presidente da Rede Européia de Institutos da Família (REDIF, http://www.redif.org/), para analisar a saúde da família no contexto europeu.
Carlos Pérez Testor é Doutor em Medicina, especialista em psiquiatria e atualmente é o diretor do Instituto Universitário de Saúde Mental Vidal i Barraquer da Universidade Ramon Llull.
Sobre como é possível criar correntes de opinião e de esperança sobre a família, Pérez afirma que "na maior parte de pesquisas européias sobre avaliação das instituições, a família é a instituição mais valorizada pelas pessoas, sem que apareçam diferenças significativas comparando as diversas faixas etárias".
"Dos mais jovens aos mais adultos, uma grande maioria valoriza a família como núcleo de coesão e espaço de crescimento. Poderíamos afirmar que atualmente a família goza de boa saúde."
"Eu comentava antes que a família é a instituição mais valorizada em geral em toda a Europa, mas existe uma grande diferença em como cada administração, cada Estado cuida da família e a protege", destaca.
"As políticas de proteção da família dos países do norte da Europa estão a anos-luz das políticas de proteção dos países do sul, onde as famílias recebem muito menos ajuda. Uma preocupação seria esta: insuficiência de políticas de proteção."
"Mas certamente teríamos de distinguir as nossas preocupações como profissionais que se dedicam à família, como a baixa natalidade, a vulnerabilidade do grupo familiar, o aumento do número de divórcios com o impacto psicossocial que provoca, etc., das preocupações do dia-a-dia das famílias: a conciliação trabalho-família, a educação dos filhos, o cuidado dos idosos e dependentes dentro do núcleo familiar, etc."
Segundo Pérez, "a evidente secularização da sociedade dificulta a visualização da dimensão espiritual do «dom» em grande parte das famílias européias, mas a dimensão de «gratidão» e de «generosidade», de «entrega» sem esperar receber nada em troca, aparece constantemente nas relações familiares".
Questionado sobre se corremos o risco de ser uma sociedade de indivíduos que não atendem seus semelhantes, Pérez responde acreditar que não. "E os atos de generosidade heróica que vemos ao nosso redor a cada dia nos levam a acreditar que não. O valor da solidariedade faz parte da nossa sociedade. Mas muitas vezes, lamentavelmente, esquecemos disso, sendo egoístas com nossos semelhantes".
"Por este motivo, a sociedade em geral e os responsáveis políticos em particular, têm o dever de trabalhar para o bem da família. Em maio de 2007, no Brasil, o Santo Padre dizia: «A família é insubstituível para a serenidade pessoal e para a educação dos filhos. As mães que querem dedicar-se plenamente à educação de seus filhos e ao serviço da família devem gozar das condições necessárias para poder fazê-lo, e para isso têm direito de contar com o apoio do Estado. (...) É indispensável também promover políticas familiares autênticas, que respondam aos direitos da família como sujeito social imprescindível. A família faz parte do bem dos povos e da humanidade inteira»."
"Se formos capazes de trabalhar em políticas universais de proteção da família, estaremos investindo no futuro da humanidade", afirma.

Fonte: ZENIT.org

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

BENTO XVI: DESAFIOS LANÇADOS À EUROPA

Os desafios lançados á Europa no discurso do Papa ao novo Embaixador da Republica Checa junto da Santa Sé
Os muitos desafios para a Europa de hoje e o papel da Igreja para todas as sociedades esteve no centro do discurso de Bento XVI ao novo Embaixador da Republica Checa Pavel Vosalik, recedido em audiência em Castelgandolfo para a apresentação das Cartas Credenciais.Á Republica Checa que no próximo ano será presidente de turno da União Europeia durante seis meses o Papa falou dos muitos desafios lançados á Europa, em particular num momento em que as suas nações aspiram a construir uma comunidade internacional mais estável para as gerações futuras. Para o fazer – adverte Bento XVI – os lideres europeus são chamados a reconhecer que a felicidade humana e o bem estar não se podem obter unicamente através de estruturas. Sobretudo – explica o Papa – a realização de uma autentica cultura á altura da nobre vocação do homem exige a harmoniosa cooperação das famílias, das comunidades eclesiais, escolas, mundo dos negócios, organizações e instituições de governo.Por isso - sublinhou com decisão o Papa – todas as sociedades tiram beneficio quando á Igreja é reconhecido o direito de exercer o papel de administradora de bens materiais e espirituais, ínsito no seu ministério.Olhando em particular para a Republica Checa o Papa afirmou que há sinais de progresso sobre este tema mas muito está ainda por fazer. E fez votos no sentido de que as comissões especiais instituídas pelo governo e pelo parlamento para resolver as questões ligadas ás propriedades da Igreja trabalhem com honestidade, justiça e verdadeira consideração pela capacidade da Igreja de contribuir para o bem estar do Estado.A concluir o Santo Padre manifestou-se confiante de que, na presidência de turno da União Europeia a Republica Checa dará um contributo no empenho a fazer conviver unidade e diversidade, soberania nacional e acção partilhada, progresso económico e justiça social no continente.
Fonte: RV

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

HOJE - SÃO BERNARDO DE CLARAVAL

São Bernardo de Claraval
Glória da Igreja e da Cristandade e mentor dos Cavaleiros Templários

Dante elege-o como seu guia no Paraíso da Divina Comédia.O século XII exulta de uma impressionante vitalidade espiritual e cultural, é a época das catedrais, das cruzadas, da Ordem do Templo, do Graal, etc.; o tempo prodigioso no qual Bernardo de Claraval, reformador da cristandade e místico da contemplação, tem um protagonismo central. Borgonhês como o Conde D. Henrique, correspondeu-se com Dom Afonso Henriques, rei que favoreceu largamente o incremento da Ordem de Cister em Portugal. O professor Agostinho da Silva sugere mesmo «que a fundação de Portugal é acto inteiro da potência mística e de acção de São Bernardo, o de Claraval».Figura enigmática, Bernardo, na sua faceta política, luta sem rodeios contra as heterodoxias e heresias da época, no entanto, tem um papel determinante na oficialização e incremento da Ordem dos Templários: escreve Em Louvor da Nova Milícia (De laude novae militae) e considera que «apenas os Templários estão destinados à guerra santa».Místico da contemplação, do amor divino entre a Alma-Esposa e o Deus-Esposo, considera o conhecimento de Deus e de si mesmo como a via necessária para o êxtase, para a unitas spiritus: «Meu Deus, fazei com que eu vos conheça e que eu me conheça. (…) É do céu que nos chega esse conselho: conhece-te a ti mesmo, oh homem.»Quando se tornou monge, Cister era uma ordem muito pobre vítima de calúnias de outras ordens monásticas, no final da sua vida já estavam estabelecidos 243 mosteiros cistercienses na Europa!


A última biografia crítica de S. Bernardo é do século passado¹. O fato de ninguém ter realizado uma nova biografia científica de S. Bernardo, mostra como é difícil este trabalho.
Isso nos dá uma idéia da grandeza do personagem e da amplitude da sua ação: tudo isso parece desencorajar os autores a realizarem este trabalho. Por outro lado, dispomos, hoje, de uma notável edição crítica das suas obras, graças a D. Jean Leclercq (+ 1989), personagem chave dos estudos bernardinos contemporâneos².
Fruto exemplar e típico da sociedade feudal do seu tempo, ligado a uma vasta florescência de alianças familiares, Bernardo soube fazer de tudo isso a base da sua ação, seja no momento da sua entrada em Cîteaux, como em seguida. Uma formação tradicional e puramente literária permitiu-lhe conquistar, logo cedo, uma grande pureza de estilo e, sobretudo, um excelente conhecimento dos Padres da Igreja.
Bernardo nasceu na última década do século XI, no ano 1090, em Dijon, França. Era o terceiro dos sete filhos do cavaleiro Tecelim e de sua esposa Alícia.
A sua família era cristã, rica, poderosa e nobre. Desde tenra idade, demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto, piedoso e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia.
Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo: o pai, os irmãos, primos e vários amigos.
Ao todo, trinta pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada.
O abade Sto. Estêvão Harding acolheu com alegria este grupo e soube discernir a riqueza da personalidade de Bernardo e nele confiar, ainda que, sob muitos aspectos, descobriu-se entre eles uma notável diferença de temperamento.
Numa primeira abordagem desta diferença, podemos notar que enquanto para Estêvão a estética está mais sobre a ordem do visível, das artes plásticas (como demonstram os manuscritos com iluminuras que datam do seu abaciado), para Bernardo a estética é mais aquela do ouvido e da voz, aquela da música, da escuta, essencialmente escuta da Palavra de Deus, a escuta do Verbo de Deus que se dirige ao monge, ao qual não é permitido distrair-se.
Bernardo constrói sobre os ideais e sobre os fundamentos essenciais dados por Estêvão: fidelidade à Regra, simplicidade, pobreza e, sobretudo, a caridade.
Seguindo o seu exemplo, de modo especial no que diz respeito à pobreza, os cistercienses estabeleceram-se em “desertos”, onde realizam um duro trabalho manual que é suficiente para o seu sustento e permite também vir ao encontro dos necessitados.
Conhecem um despojamento que os aproxima daquele de Jesus Cristo e dos apóstolos. Rejeitam o sistema social da época, renunciam aos dízimos e feudos que vêm daqueles que têm autoridade feudal e, do mesmo modo, não aceitam os “benefícios” que poderiam ser propostos pelos homens da Igreja.
Com a idéia da igualdade, no mosteiro, não se faz mais caso da origem social dos monges; todos vivem do mesmo modo. No que diz respeito ao abade, inclusive ao abade de Cîteaux, encontram-se todos no Capítulo Geral no mesmo nível.
A simplicidade de vida aparece nos hábitos, nas construções realizadas com linhas geométricas “limpas”, estilo despojado, sem decorações. A espiritualidade não está dirigida a uma elite, mas a seres humanos de carne, permeados profundamente do desejo de converter-se.
Este quadro estaria incompleto se não se fizesse menção do culto à Virgem das Dores e da Ternura, pronta para socorrer as mais diversas angústias, como para suscitar o respeito da mulher, numa sociedade bastante violenta.
A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante trinta e oito anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com cento e sessenta e cinco mosteiros. Bernardo sozinho fundou sessenta e oito e, em suas mãos, mais de setecentos religiosos professaram os votos.
Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana.
Durante sua vida monástica demonstrava grande fé em Deus serviu à igreja católica apoiando as autoridades eclesiásticas acima das pretensões dos monarcas. Em função disto favoreceu a criação de ordens militares e religiosas. Uma das mais famosas foi a ordem dos cavaleiros templários.
Ao morrer o papa Honório II em 1130, Bernardo apoiou o papa Inocêncio II, que assim conseguiu se impor ao antipapa Anacleto II. Sempre influenciou os sucessivos pontífices com seu apoio. O rei Luís VII da França e o papa Eugénio III, em 1147, encomendaram a Bernardo a pregação da segunda cruzada. Porém, não aceitava as motivações políticas e econômicas subjacentes à iniciativa dos soberanos, mas mesmo assim apoiou.
Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período teve uma atividade literária muito expressiva, escrevendo numerosos sermões e ensaios externando o seu espiritualismo contemplativo.
Sua obra mais conhecida foi Adversus Abaelardum. Nela combateu as teorias do teólogo e filósofo Pedro Abelardo, por não aceitar as interpretações racionalistas que, segundo Bernardo, desvirtuavam a fé exigida pelos mistérios de Deus.
Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com freqüência e impunha-se severa penitência.
Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano.
Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França.
São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830.


São Bernardo e Portugal
Lendas há que associam São Bernardo e Portugal. Diz-se, por exemplo, que o próprio Bernardo teria vindo a Portugal, por altura da introdução da Ordem Cisterciense no país (Mosteiro de São João de Tarouca, 1142), e até que teria estado na abadia de Alcobaça, um dos maiores coutos cistercienses de toda a Europa (o que evidentemente era impossível, já que a abadia alcobacense foi sagrada no ano da morte de Bernardo).
Estudos recentes dão como certo que São Bernardo esteja associado à independência de Portugal - parece ter sido por sua mediação (ou pelo menos, por mediação da sua abadia) que o Papa enviou um legado à Península Ibérica, o qual reconheceu, senão a independência nacional, pelo menos o título de dux a Afonso Henriques e a submissão do novo país à Santa Sé, pelo pagamento de quatro onças de ouro anuais.

(1) E. VACANDARD, Vie de Saint Bernard, 2 volumes, Paris, 1895. Para uma orientação bilbiográfica sobre s. Bernardo, cf. P. ZERBI, Bernardo di Chiaravalle, in, Biblioteca Sanctorum, III, Roma, 1963, col. 31-37. Para uma apresentação geral da vida e da obra de S. Bernardo, pode-se consultar: J LECLERCQ, San Bernardo e lo Spirito cistercense, Turim, 1976; J. LECLERCQ, Opere di San Bernardo, aos cuidados de Ferruccio Gastaldelli, Milão, 1984 volume I, Introdução geral, pp. XI-LXI
(2) J. LECLERCQ et H. ROCHAIS, Sancti Bernardi Opera 9 volumi, Roma 1957-1977

Fontes: Blogvisão
Do site Abadia.org.br com acréscimos do site Ésquilo.com e CatolicaNet